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4 de setembro de 2012

206 - Bater as claras (e não só) manualmente


Deixem-me começar por vos desejar um óptimo ano (lectivo)!!!


Durante as férias tive oportunidade de experimentar algumas daquelas receitas de sobremesas que vamos guardando para um dia fazer e... vamos adiando e adiando. Como em agosto "ele" foi aniversários, baptizados, almoços de família, festas só porque sim (ainda bem que para compensar também tive muita actividade física), aproveitei para aperfeiçoar os meus dotes de pasteleira.

Foi neste processo que me apercebi que podia poupar alguma energia, água e detergente. Eu sei que é coisa pouca, comparado com, por exemplo, a energia que se poupa desligando a arca congeladora, mas, grão a grão...

Normalmente uso o robot de cozinha para bater os bolos. Ora, quando a receita inclui bater claras em castelo, o processo complica-se um pouco. Se as bato antes, elas "caem" (e a dica de colocar um garfo metálico para impedir que tal aconteça, não funciona, pelo menos não comigo), se deixo este passo para depois, tenho que retirar o que estiver no robot (para outro recipiente), lavá-lo, secá-lo muito bem, para então bater as claras.

Numa das vezes - e devo confessar que foi mais a preguiça de lavar louça a falar do que a consciência ambiental - lembrei-me de experimentar bater as claras com um batedor manual que andava cá por casa, como se fazia antigamente (e sabiam que o recipiente deve ser de cobre não estanhado ou porcelana??? Eu não).

E não é que até correu bem? A partir daí tenho batido todas as claras por este processo e até já cometi a loucura de fazer um bolo de forma totalmente "artesanal"...

Devo frisar que tenho a capacidade, extremamente útil, de usar alternadamente as duas mãos - com igual competência - em inúmeras tarefas, o que faz com que não tenho sentido qualquer desconforto nos pulsos ou braços, como é suposto nas primeiras vezes... mas não desanimem, se não possuem esta bela habilidade, pensem nesta actividade como mais uma forma de exercício!

Agora só me falta construir um forno solar, para poder fazer bolos "energy free"...



parece que este é o ideal



uso um destes



para quem não aguentar o esforço físico...


30 de julho de 2012

205 - Deixar o aviso de "Não incomodar" na porta do quarto do hotel


Em casa não mudamos os lençóis da cama todos os dias, por muito bem que saiba deitar numa cama acabadinha de fazer de lavado... Nem trocamos as toalhas de banho todos os dias. Nem aspiramos o quarto todos os dias.

Também não precisamos de o fazer quando ficamos num hotel, pousada, casa de turismo, ...

Não custa nada.

Alguns hotéis já estão sensibilizados para esta questão (até porque também é económica...). Fiquei, há uns tempos, num hotel que tinha o habitual aviso de "Não incomodar/Do not disturb", mas na outra face deste tinha a opção (caso o pendurássemos na porta) de os funcionários limparem o quarto e fazerem as camas, mas sem mudarem lençóis e toalhas. Na altura tirei uma fotografia ao aviso para vos mostrar, mas recentemente perdi tudo o que tinha no meu disco externo (snif!!!).


Nas casas de turismo rural onde já ficamos - por este nosso Portugal fora - tem funcionado falar com a pessoa responsável e explicar-lhe o que pretendemos. Normalmente ficam surpreendidas, com aquela cara "lá vêm estes maluquinhos do ambiente...", mas depois de abarcarem o alcance da medida, costumam ficar satisfeitas...

Quando não há outra hipótese, resta deixar o famoso aviso "Não incomodar" pendurado na porta. Claro que a cama vai ficar por fazer, mas... é assim tão mau? Pensem na quantidade de água (e detergentes) e energia que se poupa (e a quantidade de lençóis e toalhas que duram mais tempo). Vá lá, provavelmente estão de férias...

E, claro, aproveitem para sensibilizar os responsáveis do local onde estão, seja na recepção, seja através do livro de sugestões/opiniões ou daquelas folhinhas que costumam estar nos quartos para darmos a nossa opinião sobres o hotel.

E deixo-vos com uma ideia do peso que tem, em termos ambientais, a indústria hoteleira (neste caso são números referentes aos EUA), divulgados no âmbito de uma campanha de sensibilização para esta questão:




25 de dezembro de 2010

186 - "If it's yellow let it mellow..."

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... e o resto desta sugestiva expressão (ainda que não muito "bonita") pode se encontrada aqui, por exemplo.

Tudo se resume a não puxar o autoclismo quando fazemos xixi (adoro esta palavra...) por isso não há grande coisa a dizer...

Mesmo com um autoclismo de dupla descarga, ou com um contrapeso para controlar as descargas, há um grande desperdício de água só para fazer desaparecer sanita abaixo a nossa urina, que - ironicamente - é constituída por 95% de água... É estéril quando é expelida e praticamente inodora. Claro que se a deixarmos ficar muito tempo... mas acreditem que - pelo menos aqui em casa - tem corrido bem. A casa de banho não tem, nem remotamente, nenhuma parecença olfactiva com um urinol público...

A quantidade de água ingerida tem influência (e a nossa dieta também) na cor e odor da urina, claro, mas também aqui esta opção tem um ponto positivo: podemos estar mais a par da quantidade de água que devemos beber!

Uma versão ainda mais ecológica está, pelos vistos, a ser experimentada nalguns países: "if it's yellow let it mellow... or use it as fertilizer"! Fazer a separação e recolha da urina separadamente e usá-la como fertilizante (é rica em fósforo) é uma maneira não só de reutilizar a própria urina e poupar água, mas também de não fazer desaparecer as reservas naturais deste nutriente.

Imaginem estas sanitas (e respectivo sistema de recolha) a serem usadas em todas as cidades do mundo!
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Não me lembro onde, nem quando, mas já usei uma sanita Nomix e na altura (não fazia a mínima ideia para que servia, claro) achei um pouco estranho, confesso...

Se quiserem uma solução mais radical e polémica (não, não estou a falar das casas de banho secas, tradicionalmente chamadas de "a casinha", uma solução para quem, por exemplo, tem uma casa com quintal ou jardim...) podem sempre reutilizar a urina logo em vossas casas...
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27 de outubro de 2010

178 - Afofar a terra das minhas plantas

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"Afofar a terra frequentemente melhora a drenagem, diminui a quantidade de água por rega e afasta os insectos que se alimentam das raízes".
anónimo

Um conselho tão simples! E funciona, claro.

(esta é para quem, como eu, é um jardineiro recém-nascido e de trazer por casa - e pela varanda... Perdoem-me, caros profissionais do jardim, a ignorância!)

Sabem... quando estamos a regar as plantas nos vasos e a água "custa" a ser absorvida? E pomos mais um bocadinho, e mais um bocadinho e a seguir verificamos que já não era preciso mais nenhum bocadinho porque a água está a sair toda por debaixo do vaso?...

Se picarem - delicadamente - a terra com, por exemplo, um garfo (reservado para este efeito...), ela fica mais solta e tal já não acontece! Claro que podem comprar um sacho próprio, mas para os vasos da minha varanda o sacho é muito grande...
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E esta operação tem um nome: escarificação.

E pronto, é isto.

Eu disse que era fácil (e rápido)!

Agora vou continuar a escarificar os meus vasos...
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21 de setembro de 2010

172 - Ter um postura ecológica no cabeleireiro


Agora é oficial. Para a minha cabeleireira (e todas as pessoas presentes) eu sou louca!

Se quando lhe pedi para cortar "abaixo da orelha" o meu cabelo, que chegava a meio das costas, quase a matava do coração, agora ficou convencida de que realmente me falta qualquer coisa (além de cabelo...).

Ao ter cortado o cabelo e o querer manter curto, sem dúvida que diminui - tal como escrevi na altura - os gastos de água, energia e produtos para o cabelo. Mas por outro lado leva-me mais vezes ao cabeleireiro (ainda tentei que o Zé Manel o cortasse, mas ele negou-se completamente...), o que pode ser contraproducente.

Mas tudo tem solução...

De início passou despercebido.

Comecei por pedir para me lavar o cabelo com água completamente fria, mas como está calor, não estranhou.

Depois dei-lhe para a mão um frasquinho com o meu champô e expliquei-lhe que tinha um couro cabeludo muito sensível e que os produtos que ali usavam tinham muito químicos que o irritavam (compreensível) e que, acrescentei, poluiam os cursos de água e a vida aquática (primeiro olhar enviesado...).

Cortar o cabelo foi pacífico, apesar da minha cabeleireira fazer sempre um comentário alusivo ao lindo que o meu cabelo é e como ficava/ficaria bem comprido...

Quando terminou e lhe disse que não queria secar, instalou-se a guerra:

- Como não quer???? (deve ser o momento alto de todo o percurso...)
- Não, não vale a pena estar a gastar energia e tempo...
- Não se preocupe (ofendida) é para isso que aqui estou!
- Mas não vale mesmo a pena, seca ao ar, eu prefiro assim.
- ...
- Além de que a seguir vou até à praia... (e fui, passear - não menti - mas não entrei na água...)
- Pois (não muito convencida e olhando para mim com aquele olhar!)...

E ainda por cima fica mais barato (juro que não sabia!). Também por isso deve ter ficado chateada...

E parece que por cá ainda não existem salões com um selo deste género:



18 de setembro de 2010

169 - Deixar, definitivamente, de tomar banho


Sim banho, banho de banheira...

Não estavam a pensar que me ia deixar de lavar, pois não?
("olha, passou-se com o desafio", "Eu bem disse que ela não ia aguentar". Ui, então é que a minha mãe pensava: "pronto, a minha filha virou hippie...")

Não fiquem muito chateados, não me batam... tenho que confessar o meu pecado ambiental. Até ao ano passado, mais ou menos por esta altura, eu tomava, todos os anos, o meu banho de imersão. Sim, eu, que me arrepelo toda com o desperdício de água, tomava um banho de imersão quando passava uns dias em casa da minha mãe!!! Era só um por ano, mas tomava-o.


É que lá há uma grande (para mim, que sou baixa, claro...) banheira de pés, em ferro fundido, das antigas!
E a casa fica numa aldeia de Amarante (imaginam o calor abrasador?!).
E não há nenhum rio ou riacho (ou mesmo tanque) por perto, onde caiba (ou tenha permissão para entrar...) uma pessoa.
E eu desidrato quando fico algum tempo longe do Mar (pronto, nesta parte, estou a exagerar um bocadinho... é uma desidratação emocional!)

Estão ver?...

Há lá coisa melhor, numa situação destas, do que me enfiar-me numa banheira cheiinha de água fresca e ficar lá horas e horas a fio (esta parte é um ponto a favor, não é?...)???

Não, não há, asseguro-vos. Dá para flutuar (...), treinar a apneia, ler, divagar, dormitar, ...

Mas, pronto, não faço mais, prometo!


Vou pedir à minha mãe para arranjar o pequeno tanque de pedra que tem no pátio, para o poder encher de água que - depois do meu banho anual (assim, se calhar até podem ser mais...) - pode ser reutilizada para a rega (porque eu só uso produtos não poluentes...).

Perdoem-me, está bem?...

12 de julho de 2010

163 - Adoptar um gel de banho natural


Lição de hoje: não ir à compras com pressa. Nada, nada ecológico...

Como estava com pressa e o nosso gel de banho estava no fim, quando vi o gel de banho zero % da Sanex - sem parabenos, sem corantes, numa recarga ecológica (-73% de plástico), com o rótulo ecológico europeu, nem pensei (ou olhei) duas vezes. E eu, que tinha dito - e escrito - que não comprava mais nada sem ler as letras pequeninas, agarrei-o e trouxe-o!!!


Só em casa é que me dediquei a ler as tais letras pequeninas...

Pontos positivos

- vem numa recarga, o que permite poupar os tais 73% de plástico (enchendo a embalagem do gel anterior, seja da sanex ou não...);
- não contém parabenos, nem corantes, nem phtalatos, nem phenoxyethanol, ...
- o rótulo ecológico europeu certifica, neste caso, que o gel causa um impacto mínimo nos ecossistemas aquáticos, cumpre os critérios estritos de biodegradabilidade e reduz os resíduos de embalagem;

Pontos nada, nada positivos...

- alguns dos ingredientes:

-- água (bom);
-- sodium laureth sulfate (ou SLES, que, juntamente com o sodium lauryl sulfate ou SLS, aparece muitas vezes como derivado de cocos, mas que, aparentemente, é sintetizado com derivados de petróleo. Apesar de as "entidades oficiais" afirmarem que o facto de ser potencialmente cancerígeno é uma lenda urbana, a verdade é que tem muitos efeitos secundários: causa irritação nos olhos, descamação do couro cabeludo (similar à caspa), irritações cutâneas, ...). A minha pergunta: como é que este ingrediente aparece num produto certificado com o selo ecológico europeu??? Não é prejudicial para o meio ambiente? Encontrei um relatório sobre o uso do SLES para limpar solos contaminados com petróleo. Isto poderá querer dizer que não é poluente? Quem for da área poderá ter a amabilidade de me explicar? Mas, mesmo que não seja poluente, o facto de ser prejudicial para nós não conta?!...
-- glicerina (espero que de origem vegetal, mas neste momento já não digo nada...);
-- cocamidopropyl betaine (nesta listagem aparece com aquele símbolo quadrado de cor laranja com uma cruz preta. É semi-sintético, derivado de óleos de coco... Aqui refere, por exemplo que é proibido - para cosméticos - no Canadá e é suspeito de "entoxicar" o ambiente!);
-- sodium choride (inocente);
-- coco-glucoside (inocente, mas parece que não há estudos);
-- parfum (natural???!!!...);
-- sodium lactate (inocente, a não ser que sejam veganos: é derivado do leite);
-- ácido lácteo (idem);
-- sodium benzoate (não é tóxico para o ambiente, mas aparecem as palavras cancro, neurotóxico, ... em estudo feitos em animais. Mais uma vez é proibido - para cosméticos - no Canadá...);

- eu também ia referir o facto de achar estranho o gel ser transparente. Aprendi a fazer sabonete e sabonete líquido com a Sylvia (o príncipio é o mesmo do gel de banho...) e o resultado é um líquido cremoso, de um amarelo apetitoso, mas nada transparente. Mas neste momento este pormenor já não me parece tão importante. O que me leva ao último ponto...


- a Sanex, que pertence à empresa Sara Lee, aparece em várias listas de marcas e empresas que testam em animais (aqui, aqui, aqui, só para referir algumas...)!!! Arghhhhhhh!!! E eu que, há anos, tenho o cuidado de não comprar produtos de marcas que testam em animais (antes de "só" comprar marcas ecológicas (...) até andava com uma lista actualizada na carteira, para tirar dúvidas)! Ahhhhhhhhh!!!! No relatório ambiental público da empresa não encontrei informação sobre este facto. Falam da água, dos desperdícios, de energia, das embalagens, mas nada sobre os animais.

Eu até tinha uma pesquisa feita sobre várias marcas ecológicas, naturais, biológicas (...) de gel de banho e afins, e também de várias lojas on-line que vendem produtos de limpeza pessoal amigos do ambiente, mas depois destes choques consecutivos, acho que hoje vou ficar por aqui.

Sugestão para as lojas virtuais: disponibilizem a ficha técnica dos vossos produtos porque, pelo menos eu, não compro mais nada sem saber o que representa cada ingrediente!

Vou - como bem sugeriu (no facebook) o Fernando Ramos - dedicar-me aos sabonetes... Perdi a minha confiança no rótulo ecológico europeu e estou seriamente a pensar mudar-me para o Canadá...

7 de julho de 2010

158 - Colocar um peso no autoclismo para controlar as descargas


Esta medida ainda é mais fácil do que a de colocar um redutor de caudal nas torneiras...

Claro que quem tem um autoclismo com dupla descarga não precisa de o fazer. Mas quem, como nós, tem um do tempo da outra senhora, na verdade não precisa de o substituir, para reduzir os gastos de água.

O primeiro passo é reduzir o volume do autoclismo, algo que já tínhamos feito antes deste desafio, colocando, dentro do depósito, uma garrafa de plástico de 2 litros (cheia de água). Esta é a maneira mais simples, mas há outras soluções para quem tiver alguma coisa contra a pobre da garrafa... Há uns sacos (também de plástico...) que fazem precisamente a mesma coisa (aqui e aqui). Não vejo a necessidade de comprar um acessório, quando podemos reutilizar um objecto (que de outro modo ia para o lixo) para a mesma função, mas talvez dê jeito para autoclismos onde não caiba uma garrafa...

Mais interessante me parece esta ideia (ver a página 8 do documento), uma espécie de dique que permite reduzir a capacidade do depósito (entre 6 a 8 litros), sem o fazer perder eficiência.

O passo seguinte é transformar um autoclismo simples num autoclismo com dupla descarga, coisa que acabámos de fazer...

Tão rápido e eficiente! Basta colocar um "peso de autoclismo" ou contrapeso (o nome depende da marca). O nosso é da ecomeios (ver a página 12 do documento) e custa 13,50€, mas há muita escolha (aqui, aqui e aqui, por exemplo, e provavelmente também em casas da especialidade. Confesso que aí não procurei).


Todas as marcas explicam como colocar o contrapeso (há modelos para autoclismos com manípulo lateral ou central), embora não seja necessário, de tão fácil que é... É mesmo só pendurar.


Também têm gráficos com a quantidade de água (e o dinheiro) que poupamos com um gesto tão simples. Basta ver que, num autoclismo tradicional, sem o contrapeso, uma descarga gasta uns 10 litros de água (sim, isso tudo). Com o contrapeso, cada descarga gasta 2 litros. É mais do que suficiente para um chichi... E quando é preciso uma descarga maior (...) basta repetir o gesto ou manter a mão no manípulo durante mais tempo. Mal o soltemos a descarga pára. Funciona perfeitamente.

Claro que há modelos bem mais elaborados (substituindo todo o mecanismo interior), mas, a não ser que o existente esteja avariado, não vale a pena complicar, acreditem!

Quando visitei o meu irmão em S. Francisco achei interessante esta solução (o simple flush) mas ainda não a vi por cá:


26 de março de 2010

146 - Comprar/semear plantas que necessitem de pouca rega e, de preferência, nativas


Ao procurar mais uma planta para a nossa sala, lembrei-me que seria melhor, claro, escolher uma espécie que não necessite de muita rega.

O livro "O jardim em casa", a que fiz referência no post ter plantas dentro de casa, tem um guia óptimo de plantas de interior, com descrição e indicação dos cuidados que necessitam: temperatura, luz, humidade, rega e manutenção (se dão muito trabalho ou não...). Em relação à rega, as plantas podem ser de rega escassa, moderada ou abundante. Resolvi restringir-me às de regra escassa (para minha surpresa quase todos os cactos tem a referência de regra moderada):

- arália-elegantíssima, dizyghotheca elegantissima;
- beaucarnea, beaucarnea recurvata (é uma palmeira?! Não, é um arbusto mexicano...);
- pena-rosada, tillandsia cyanea;
- criptanto, cryptanthus bivittatus;
- sardinheira, pelargonium domesticum híbrido (?);
- peperomia, peperomia caperata;
- echevéria, echeveria derenbergii (um cacto!);
- echevéria agavoides, echeveria agavoides (cacto, da mesma família);
- corações desfeitos, ceropegia woodii.

Estas são as que aparecem neste livro, claro. São, quase todas elas, plantas que necessitam de um ambiente quente e ensolarado, como a nossa sala. O que não é de estranhar pois são todas originárias do hemisfério sul... Até as sardinheiras, assim como outras plantas, que associamos aos países mediterrâneos.

Eu queria mesmo era ter, dentro de casa, plantas que necessitem de pouca rega, sim, mas que sejam nativas/autóctones, pois isso significa que:

- resistem a determinadas condições climáticas e a um dado solo (o que por outro lado requer alguns cuidados na escolha da terra: também deve ser da região);
- desenvolveram defesas naturais a pragas, doenças e às características de uma região, por isso, são plantas muito resistentes, vigorosas e adaptadas ao meio onde se encontram;
- são de baixa manutenção;
- não requerem rega intensiva;
- são de fácil desenvolvimento e implementação;
- são pouco exigentes em factores de produção (químicos, fertilizantes, água);
- desenvolvem-se com facilidade e rapidez.


Num jardim, esta tarefa está facilitada: é um espaço exterior... Um jardim com plantas autóctones necessita de pouca manutenção e não requer cuidados especiais, como é muito comum nos jardins onde predominam as espécies exóticas ou nos relvados que muitos portugueses insistem em ter... Esta abordagem do paisagismo tem o delicioso nome de xerescape ou xeriscape.

Mas como faço dentro de casa? Se virem a lista das plantas portuguesas, não parecem prontas para se darem dentro de casa, pois não?...

E sobre este assunto não encontrei informação. Encontrei listas (aqui, um óptimo herbário digital de Portugal) de plantas (liliáceas, crisântemos, margaridas, ...) que nos habituámos a ver em jarras (as suas flores) dentro de casa, mas desenvolvem-se e vivem numa divisão?? Aceita-se ajuda...

Por agora, e à falta de mais informação, vou procurar as sardinheiras (pelargonium domesticum) que se dão dentro de casa. Apesar de não serem autóctones, já andam por cá há muito tempo...

E vou ter cuidado em não contribuir para a disseminação das plantas invasoras. Sabiam que as azedas estão neste grupo?

E vou começar a encher a nossa (pequena) varanda com plantas autóctones. Algumas já são raras no estado selvagem ( sete vezes mais plantas ameaçadas do que animais). O cantinho das aromáticas (a maior quinta urbana na Europa), em Gaia, vende-as.

E vou... (terei espaço para "entrar" na varanda?!...)

22 de março de 2010

142 - Quando regar as plantas, usar a água dos "pratos" (em excesso) para regar outras plantas


Tenho reparado que cada um de nós, os - felizmente cada vez mais - "maluquinhos" que se preocupam com o seu impacto no planeta, tem uma "causa do coração", como lhe chamo. Dentro da defesa do meio ambiente, há aquele "departamento" que faz vibrar mais forte uma corda cá dentro... Eu sei, eu sei: está tudo interligado! Mas vejam se não é assim convosco. Pode ser a defesa dos animais, como a minha amiga Zita, o uso dos transportes públicos, a poupança energética, ou, no meu caso, a ÁGUA: doce, salgada, tudo o que se relacionar com "prejudicar" as águas do nosso Planeta provoca-me arrepios nada agradáveis, desde alguém a deixar uma torneira aberta, ou a "regar" o carro, até imagens de poluição dos mares ou de matanças de golfinhos.


para quando vamos de férias, reutilizando garrafas de Pet

Assim já antes deste desafio tinhamos tomado o que considero as medidas básicas para diminuir o gasto deste bem mais que precioso:

- Ter atenção ao consumo de água (medida que vem sempre nas "listas de coisas a fazer para ajudar o ambiente" e que é tão genérica como "reciclar...")
- "Regar as plantas com a água do banho e de lavar a roupa". É mais com a água de lavar e cozinhar os legumes. A água do banho e de lavar algumas peças de roupa à mão vai para o autoclismo;
- Instalar um tijolo ou uma garrafa de água dentro do autoclismo (uma garrafa grande);
- Tomar duches rápidos;
- Só fazer programas longos (na máquina de lavar roupa) quando é relamente necessário;
- Lavar os dentes e fazer a barba (no caso do Zé Manel...) com a torneira fechada;
- E, apesar de a razão inicial não ter sido esta, a verdade é que ser vegetariano (só eu...) também reduz os gastos de água (para produzir 1kg de vegetais gasta-se, qualquer coisa como, 150 vezes menos água do que para produzir 1kg de carne).



solução para reutilizar as águas da chuva

Entretanto, desde Novembro, temos implementado novas medidas não só para reduzirmos ainda mais o gasto de água cá por casa e mas também para a poluirmos menos (e outras estão na lista de espera, como, por exemplo, substituir o chuveiro):
- utilizar detergentes sem fosfatos e outros químicos poluentes e encontrar soluções mais naturais para as limpezas (para o chão, para lavar a louça, para lavar e amaciar a roupa e também para as nódoas e para branquear);
- optimizar a lavagem à mão da louça, enquanto não temos uma cozinha com máquina, colocando também um economizador na torneira e até usando menos utensílios, copos, ...;
- lavar os dentes apenas com um copo de água (ou menos!);
- e até cortar o cabelo (acreditem, poupo muita água)!

dispositivo para extrair água do ar ambiente

Chega a um ponto (este...) em que se torna um vício, tentar encontrar novas maneiras de "prejudicar" menos a água.

funil para recolher as águas da chuva
Foi por isso que, num dia destes, ao regar as plantas da varanda, me lembrei de reutilizar a água recolhida nos pratos por debaixo dos vasos para regar outros vasos! Simples, melhor para as plantas porque segundo me disseram não se deve deixar ficar a tal água nos pratos (pode contribuir para apodrecer as raízes).
Também aprendi que se deve regar sempre cedinho pela manhã e não à noite (normalmente nas dicas ecológicas refere "regar de manhã cedo ou à noite") porque - à noite - aumenta o risco de proliferação de fungos.

9 de março de 2010

129 - Usar mais a panela de pressão


Tenho uma panela de pressão "herdada" da minha tia, anterior moradora desta casa. Daquelas antigas e bem pesadas, baça e com riscos, mas com ar de que vai durar muitas gerações.

Até agora usava-a apenas para cozer feijões e outros grãos (que compro sempre secos e não de lata...) e, no Verão, a beterraba.

De tanto ler, em listas de sugestões ecológicas, "use mais a panela de pressão", fui eu procurar em que mais posso eu usar a minha, e descobri todo um mundo novo!

Fiquei a saber que há imensas pessoas com medo da panela de pressão. Embora não tenha encontrado nenhum testemunho de que alguma tenha "explodido".

Tive uma lição sobre a história e outra sobre o funcionamento desta pequena maravilha, onde também aprendi (depois de reflectir sobre isto e sabendo um mínimo de física, é lógico) que um terço da altura da panela tem que ficar sempre livre (algumas têm marcações) e que se tem que usar, pelo menos, 250ml (2 copos) de líquido.


E que quase tudo se pode cozinhar na panela de pressão e bem mais rápido (até 3 x mais), o que, claro, poupa energia (em até 70% em relação à cozedura tradicional)!

receitas (mais aqui) para todos os gostos (claro que predominam receitas com carne, mas são fáceis de adaptar, como esta de macarrão...) e até um livro que podemos descarregar gratuitamente.

Até pizza se pode fazer (esta eu vou experimentar, até porque agora só ligo o forno quando o rei faz anos)!!!

Só o barulhinho é que é um pouco chato...

Já experimentei cozer arroz integral (demorou uns 10 minutos). Só cozer, mas também dá para ficar pronto, seco e temperado. E também já cozi batatas para puré (5 minutos). Na lista das próximas tentativas está (além da pizza), cozer esparguete, cuscus e cozinhar arroz com legumes.

Para que não me aconteça como da primeira vez que cozi feijão (e que não quis ligar à minha mãe a perguntar quanto tempo era necessário) e que fiquei com um óptimo puré de feijão para sopa quando o pretendia cozido para uma feijoada vegetariana... procurei, e encontrei, uma óptima e completa (grãos, feijões, vegetais, frutas, ...) tabela de tempos (em inglês), para me guiar nas minhas novas experiências. Foi feita para as modernas panelas, que permitem regular a pressão, mas dá para ter uma ideia dos tempos necessários. Até porque estes também variam conforme o fogão (o meu é eléctrico).

Agora, para experimentar os legumes (normalmente cozo-os a vapor na bimby), também vou ver se consigo encontrar um "cesto vapor" (que se adapte à minha relíquia) que permite cozer a vapor e a pressão. Dois em um!

Ou talvez reformar a minha panela e arranjar uma digital...

"Não, não, Ema (ai a veia consumista...)!!!"

8 de março de 2010

128 - Utilizar um detergente natural para o chão da cozinha e casa de banho


Comprei, no Jumbo, o detergente multiusos desengordurante ecológico da L'arbre Vert.

Eu sei que pode parecer estranho apelar para comprar numa grande superfície, mas se poderem (e concordarem) façam-no, pelo menos em relação aos produtos de limpeza (e higene pessoal), neste hipermercado. Tem uma oferta bastante boa, mas estão a descontinuar este tipo de produtos, por serem compradas por uma minoria! O que é uma pena, porque neste género de lojas há mais hipóteses de estes mesmos produtos chamarem a atenção de outras pessoas, que podem começar a tornar esta minoria numa maioria.

Como estava a "dizer" comprei, para limparmos o chão da nossa cozinha e casa de banho, por 3,69€ (embalagem de 1,25lt), o detergente daquela marca francesa (ainda não há nenhuma marca portuguesa com um produto semelhante, pelo menos que eu tenha encontrado...). Tem o rótulo ecológico da União europeia; não contém fosfatos, éteres de glicol (tóxico...) nem ftalatos (na união europeia este químico derivado do ácido ftálico está a ser retirado); a embalagem é 100% reciclável; é concentrado - uma tampa equivale a duas dos detergentes convencionais; e não é testado em animais!


No Jumbo não tinha nem o detergente lava tudo, nem o lava chão da Ecover, mas no Continente qualquer um deles é mais caro do que o da L'arbre vert (respectivamente 3,99€ e 4,99€, embalagens de 1lt).

Pela minha primeira, e até agora, única experiência, está aprovado. Ficou tudo limpinho e não tem nenhum cheiro intenso (normalmente devido aos perfumes sintéticos do género "perfume de brisa do mar" ou "cheirinho a floresta ao amanhecer"...).

Entretanto, lembrei-me de um comentário, no facebook, da Paula Soveral a propósito do limpa vidros natural que passei a usar (feito em casa, segundo receita antiga). Dizia ela que usa o vinagre para todas as limpezas de casa.

Fui aos meus apontamentos e ao livro O Lar Ecológico (que já me socorreu noutras ocasiões) à procura de receitas naturais e resolvi experimentar a seguinte receita:

- juntar a 4 lt de água quente, meio copo de vinagre branco.

Também fica aprovada (e fica mais barato que o detergente da L'arbre Vert). Agora hei-de experimentá-la num chão mais sujo (depois de ter visitas ou de estar fora uns dias e as minhas gatas fazerem o reboliço habitual na nossa ausência...). Se ficar aprovado, nem precisamos de voltar a comprar detergente (ainda que ecológico) para lavar o nosso chão!

Encontrei outras, se as quiserem testar:

- com água quente e álcool (não tinha as proporções);
- com água e bórax (idem);
- esfregar com água morna (1lt), bicarbonato de sódio (4 colheres de sopa) e vinagre (1 colher de sopa);
- a "velha combinação" de água quente e sabão (biodegradável)...

27 de fevereiro de 2010

119 - Cozinhar e comer com os mesmos utensílios


Vou provar a sopa e uso uma colher, vou mexer os cogumelos e uso um garfo, vou ver se a massa está cozida e uso outro garfo (porque o primeiro está "sujo" de cogumelos...), pego num copo para acrescentar mais água à sopa, ... E no fim do almoço tenho mais uns quantos talheres e utensílios para lavar.

Pode parecer um gesto insignificante, mas as pequenas mudanças também fazem a diferença! Tendo em conta que cá em casa não existe máquina de lavar louça, reduzir a louça a lavar ainda é mais importante, mesmo já tendo alterado a maneira de lavarmos a louça, tornando-a mais eficaz.



Basta usar a colher de provar a sopa para comer a sopa, assim como os garfos para comer o "prato" e, claro, o copo (apesar de já termos um copo que usamos durante todo o dia para beber água, às vezes esquecemo-nos...)!

Depois de ficarmos atentos a estes pormenores, até nos entusiasmamos e começamos a procurar maneiras de sujar menos louça, cozinhando as mesmas coisas!

É um jogo: "Vou lavar primeiro estes legumes e depois posso usar a mesma taça e a mesma água para lavar as batatas"...

10 de fevereiro de 2010

102 - Procurar, e usar, soluções naturais para tirar nódoas da roupa


No seguimento das várias medidas para diminuir, ao lavar a roupa, a poluição da água, pus de parte os tira-nódoas de todas as espécies. Usava, para a roupa mais suja (toalhas de mesa, guadanapos, ...) um dos que se junta ao detergente e, para uma nódoa mais esporádica, um dos que se aplica antes da lavagem. Ambos muito maus, ambientalmente falando...

Como tinha uma enorme nódoa de vinho tinto numa toalha de mesa, resultado de um gesto mais animado durante uma festa, lá fui eu pesquisar maneiras naturais para me livrar dela. Além do livro (O lar ecológico) que já falei várias vezes e de onde retirei a informação para substituir a lixívia na roupa branca, tenho um outro, Truques caseiros*, também delicioso e cheio de ideias para tudo e mais alguma coisa. Entre ambos encontrei imensas dicas de como tirar nódoas de quase tudo. Desta vez nem pesquisei na internet...

Claro que a primeira que experimentei foi para a minha nódoa de vinho tinto (já com alguns dias...). Ficou impecável!

Aqui ficam as soluções apresentadas para as mais comuns (se precisarem de mais alguma digam!). Eu experimentei, além da do vinho tinto, a da transpiração e a do chá. Todas resultaram.

Conselhos:
- Em caso de dúvida, experimentar primeiro numa zona não visível...
- Passar sempre por água, depois de usar o "tira-nódoas natural", mesmo que vá lavar em seguida.

"Soluções"

vinho tinto
Se for logo, deitar açúcar ou sal para absorver. Se não deitar água oxigenada a 20 volumes ou vinho branco (usei a água oxigenada) sobre a mancha (fará desaparecer a cor do vinho).

café, chá e chocolate
esfregar a nódoa com água oxigenada a 20 vol. e depois passar por água. Se o tecido for de lã, usar vinagre branco.

transpiração
demolhar em água com vinagre branco (eu friccionei e embebi bem a zona e depois deixei ficar uns bons minutos) ou água com limão.

fruta
se for recente friccionar com sal. Em tecidos delicados friccionar com vinagre branco ou sumo de limão. Nos outros usar álcool a 90º ou a fantástica água oxigenada. Se forem nódoas muito difíceis (amora, cereja) embeber em água de cozer feijão-branco e depois demolhar, durante toda a noite, em leite coalhado (esta não experimentei...).

gordura e óleo
água e sabão... se forem antigas ou difíceis juntar boráx à água da lavagem.

esferográfica
se forem recentes demolhar em leite morno. Se não, friccionar com sumo de limão ou iogurte (?) ou ainda uma mistura (em partes iguais) de álcool e vinagre branco.

base
esfregar com um pano de algodão ensopado em álcool a 90º.

baton
friccionar com um pano de algodão embebido em água oxigenada a 20 vol (cá está, a água oxigenada!).

sangue
demolhar em água bem fria e muito salgada e depois esfregar com vinagre branco.

ferrugem
cobrir a zona com sal, deitar um fio de sumo de limão e deixar actuar durante uma hora.

manchas em geral
usar um pano de algodão embebido em... água oxigenada a 20 volumes!

Se não tiverem solução tapam-se! Bem ecológico...


* Truques caseiros
Marie-Françoise Loock
Círculo de Leitores
Lisboa, 1995

2 de fevereiro de 2010

94 - Substituir a lixívia, na roupa branca, por alternativas naturais


A única coisa em que ainda usávamos lixívia era na roupa branca. Mais do que a roupa branca em geral, o cerne da questão são os quimonos do karateca da casa, que é suposto estarem tão brancos que cegam quem para eles olhar, mas que são, umas duas vezes por semana, submetidos a tal quantidade de suor que torna esta tarefa hercúlea...


Antes, os quimonos ficavam de molho em água com lixívia umas boas horas e em seguida eram lavados na máquina, juntamente com outra roupa branca, com detergente e lixívia...

Cheguei até a comprar branqueador (ai, ai!), numas saquetas que se colocam na máquina. Ainda por cima, descobri depois, os branqueadores não limpam, mas libertam uma "luz azulada, que faz com que os tecidos dêem a sensação de estar mais limpos, quando na realidade se trata apenas de um reflexo óptico"*. Além, claro, de poderem causar alergias cutâneas e serem poluentes.

O lar ecológico*, um livrinho fantástico, fala precisamente do branco de lua. De acordo com uma crença popular, quando se estende a roupa lavada numa noite de lua cheia, aquela fica mais branca e brilhante. E, tal como outras crenças, esta tem uma explicação: a lua cheia é um sinal de noite de céu limpo, o que provoca "uma maior condensação das gotas de ar húmido da atmosfera que, uma vez dissolvidas, impregnam a roupa. Estas gotas de orvalho contém um produto oxidante, semelhante ao que se adiciona aos sabões, que, ao fixar-se nas roupas, favorece o seu branqueamento."

Fantástico! Mas um pouco difícil de fazer num apartamento na cidade... tal como fazer lixívia natural (a original!) a partir de cinzas de madeira, que a Sylvia, na oficina dos sabonetes, nos ensinou. Mas esta hei-de experimentar, nem que seja uma pequena quantidade, só para ver como é!

Então como posso substituir a lixívia?

Seguindo indicações de o lar ecológico:

- primeiro pus um dos quimonos de molho em água com bicarbonato de sódio (compra-se nas farmácias, mas nem todas têm);
- depois lavei na máquina a 30º (só com roupa branca) com detergente (ecológico) e coloquei, no tambor, uma meia/peúga atada com meio limão lá dentro.

Pareceu-me bem quando o pendurei a secar. Só o tempo (e mais umas lavagens) dirá se resulta.

Na próxima vez deixo de molho com vinagre (é bom para tirar as marcas da transpiração). E vou "entremeando estes molhos" (com bicarbonato e com vinagre).

Parece que o bórax é bom para branquear peças de roupa amarelecidas pelo tempo: junta-se à água do último enxaguamento uma colher de sopa de bórax por cada 10l de água (tem que se ver a capacidade da máquina).

Também encontrei algumas "receitas" com amoníaco, mas não gostei tanto.

* O lar ecológico
José luis Gallego e César Barba
Temas & Debates
Lisboa, 2000

29 de janeiro de 2010

90 - Baixar a temperatura do cilindro de água quente


É sempre bom saber, quando estamos a tentar diminuir os nossos gastos energéticos, que o nosso cilindro (ou termoacumulador) é a forma mais poluente de aquecer a água...

A (única?) coisa boa é o facto do nosso cilindro estar colocado mesmo por cima do lava-loiças (se bem que agora não usemos água quente para lavar a louça), na parede que separa a cozinha da casa-de-banho, o que faz com que as perdas de calor sejam bem menores. Mas a juntar ao facto de que ter um cilindro é mau, o nosso está nu! O que quer dizer que se perde calor pelas paredes do tanque... ai, ai!

Já tenho uma nova medida para breve: isolar o nosso cilindro.


Uma coisa que podemos fazer para atenuar o gasto deste "monstrinho" é baixar a temperatura do cilindro, que normalmente está nos 60º, para 50º.

Portanto lá fui eu procurar o termostato e respectivo "regulador". Eu procurei, o Zé Manel procurou, procurámos os dois juntos... e nada.

O nosso cilindro não tem termostato visível (como têm muitos que vi pela net), nem nenhuma tampa de algum compartimento secreto onde possa estar escondido. Ou se tem escapou à nossa intensa vistoria.

E agora?

Descobri o plano B, que agora até parece melhor que o A:

desligar o cilindro e ligá-lo apenas uma hora antes de precisarmos de água quente, o que cá em casa se resume à altura dos duches. Como temos o bi-horário, vamos ter que passar a tomá-los algures entre as 22h e as 7h...

É pena o poliban não permitir tomarmos banho juntos, sob risco de um de nós escorregar e lesionar-se seriamente. Esta é que seria uma bela medida!

Entretanto, a minha amiga Carla, que trabalha na área dos materiais de construção, lembrou-me que existem temporizadores, para não termos que andar a ligar e a desligar a ficha da tomada. Mais uma coisa para procurar.

E também aprendi que para funcionar bem e durar mais tempo devemos, de três em três meses, drenar 1/4 da água do cilindro, a partir da válvula na parte inferior do depósito (para prevenir o aumento da sedimentação de materiais).

Terei coragem?

29 de dezembro de 2009

59 - Comprar detergente para a roupa biológico


Admito que quando fui comprar o detergente para a roupa fui um pouquinho preguiçosa. Como já sabia, desde que comprei o amaciador da roupa, que tinha a opção da Ecover, nem procurei outra...


Custa, no Continente, 8,29€ a embalagem de 1,5l (dá para 20 doses). Tal como o amaciador é de biodegradabilidade rápida e completa (teste OECD 301F, do produto inteiro), tem impacto mínimo na vida aquática (teste OECD 201 & 202, do produto inteiro), não é testado em animais e os ingredientes são à base de plantas e minerais (+ 30% água; 5-15%: tensoactivos não iónicos*; sabão*; álcool*; citrato*; - 5% tensoactivos aniónicos*; ácido cítrico*; perfume* alfazema; contém: limoneno, linalol, citronelol. *à base de plantas).

Depois, para me redimir, fui investigar outras possibilidades.

"Descobri" que a marca Auchan tem detergentes ecológicos, incluindo um para a roupa. Não costumo ir ao Jumbo, mas vou ter que lá passar, até porque também vendem produtos da marca L'arbre Vert - que não encontro no Continente - onde está incluído um detergente para a roupa (com a possibilidade de se comprarem recargas do mesmo).

Também encontrei na internet o detergente Clear spring, e um da marca espanhola (sempre vem de mais perto...) Proeca Químicas, que tem uma linha de produtos ecológicos, alguns já com a etiqueta de certificação europeia eco-label. O detergente da roupa - Green Laundry - ainda está a aguardar esta certificação, mas parece promissor. Não o encontrei à venda por cá, mas visto que têm uma página em português devem estar, se ainda não o fazem realmente, a pensar nisso.

E não estou esquecida nem das nozes de saponária nem da Öko-ball. Estão em estudo...

23 de dezembro de 2009

53 - Cortar o cabelo


Tendo em conta que tenho muito cabelo, embora fino, por cm2, esta é uma medida cujos efeitos são imediatos. Antes tinha que o lavar 1 vez, passar por água, lavar mais uma vez, passar por água, colocar amaciador, passar por água. Todos os dias, porque o meu cabelo é bastante oleoso. Agora lavo-o uma vez (como o comprimento é bem menor é mais fácil chegar ao couro cabeludo) e passo por água. Menos gasto de água, champô, amaciador e tempo (não só no processo de lavagem, mas a secar e pentear). E como, segundo me disseram, até pareço mais nova, é só vantagens!



(e não, não escureci o cabelo. É a falta do Sol ao tirar a foto...)

18 de dezembro de 2009

48 - Lavar os dentes com um copo de água


Antes:
abria a torneira - molhava a escova - fechava a torneira - colocava pasta na escova - escovava os dentes e limpava a língua (com o raspador) - abria a torneira - enchia a mão em concha com água e bochechava - repetia o último passo - lavava a escova e o raspador - fechava a torneira.


Agora:
abro a torneira - encho um copo de água (de 25cl) - fecho a torneira - molho a escova na água do copo - coloco pasta na escova - escovo os dentes e limpo a língua - bochecho com a água do copo - lavo a escova e o raspador com o resto da água.

Experimentem das duas maneiras (colocando, na primeira, a tampa no ralo do lavatório...) e vejam a diferença no volume da água. Pensem só, tendo em conta que lavamos os dentes três vezes por dia (pelo menos a maior parte de nós), na redução do gasto de água só com esta pequena alteração.

Mesmo usando um copo de 33 cl...