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14 de dezembro de 2009

44 - Tornar mais eficaz a lavagem da louça à mão


Não temos máquina de lavar louça, como referi quando passei a lavar a louça com água fria. Mas se tiverem, continuem a usá-la porque gasta menos água do que lavar a louça à mão.

Em 1996 estive num inesquecível acampamento mundial na Suécia (como escuteira). Estávamos divididos em "aldeias" de 40 caminheiros, cada uma com um espaço próprio, nome, casa (tendas) e cozinha comunitária, tudo construído e montado por nós. O nosso fogão era óptimo, feito com tijolos maciços e o nosso lava-louças... bom, o nosso lava-louças era constituído por 3 grandes bacias, cada qual com a sua função: na primeira fazíamos a pré-lavagem com uma escovinha, na segunda lavávamos com o esfregão e detergente e na terceira enxaguávamos. E depois limpávamos (cada um tinha um pano da louça). Na altura esta técnica enojava-me um bocadinho. Éramos 40 em fila a fazer esta sequência, usando a mesma água. Claro que tentava ser das primeiras, comendo bem rápido...

Mas, já na altura este era - segundo me disseram - o método usado, em casa, pelos suecos para lavar a louça à mão (com uma só bacia, claro, e com bem menos louça...). Nada de água corrente como os portugueses. Os suícos, segundo dizem, usam o mesmo método mas a água de enxaguar é bem quente e os holandeses não enxaguam (usam detergente biodegradável) mas secam logo a louça com o pano. Não descobri como fazem os dinamarqueses, os europeus que gastam menos água.

O Zé Manel era adepto do método português: pré-lavar toda, mesmo toda, a louça com água corrente, esfregar com o detergente, e enxaguar com água corrente, deixando a água a correr enquanto a louça ia fazendo a curta viagem entre o lava-louças e o escorredor... Eu não fazia pré-lavagem (a não ser nalguma peça mais suja), e depois de passar o detergente enxaguava com água corrente, mas fechava a torneira ao colocar a louça no escorredor.

E como fazemos, agora, cá em casa?

Colocamos uma bacia dentro do lava-louças (porque não encontramos a tampa do ralo...). Enchêmo-la de água e fazemos, com a escovinha, a pré-lavagem à louça mais suja. Em seguida, com o detergente (como temos 2 embalagens para gastar, ainda não é do biodegradável) e o esfregão lavamos tudo. Voltamos a encher a bacia com água, sempre fria, e enxaguamos (quando a água começa a ficar turva, mudamos...). Agora dava jeito o lava-louças duplo que havia em casa dos meus pais! Como detestamos os dois secar louça, fica no escorredor.


Quando algum tacho está mais sujo, colocamo-lo de molho, com água e detergente, aproveitando o resto do calor dos discos eléctricos do fogão, depois de cozinhar...

E podem cá vir comer à vontade, a louça fica bem lavada!

6 de dezembro de 2009

36 - Colocar um economizador na torneira da cozinha


Basta ver este pequeno filme para perceber que devemos ir a correr comprar um economizador de água para a torneira da cozinha. Só é pena, muita pena, que o demonstrador desperdice tanta água para nos mostrar como o não fazer!



O economizador que nós comprámos, na Max Mat, não tem aquele pequeno manípulo para fazer a "pausa" (Só vi o filme depois). Mas também é rotativo e tem 2 tipos de jacto. Custou, em promoção, 1€. 1€!!! E é fácil de colocar. Não há desculpas...

25 de novembro de 2009

25 - Passar a usar um amaciador de roupa biológico


E porquê o amaciador de roupa e não o detergente? Porque o amaciador está mesmo, mesmo a acabar, e o detergente vem numa daquelas embalagens enormes que ainda deve durar para mais 1 mês, pelo menos. Além de que ando a informar-me sobre várias opções para a lavagem, desde as nozes saponárias até à Öko-ball.


Ao procurar um amaciador mais amigo do ambiente percebi que o melhor é mesmo deixar de procurar a palavra ecológico/a, tão usada e abusada. Porque um produto pode dizer ser ecológico mas não ser assim tão amigo do ambiente... Por exemplo, qualquer detergente ou amaciador de roupa que tenha sido produzido de uma forma amiga do ambiente ou que leve à redução dos gastos de água é considerado ecológico. Ou se vier numa embalagem reciclável, ou até numa embalagem mais pequena que o normal, já diz que é "amigo do ambiente" ou "ajuda o ambiente"! tudo verdades, claro. E já é positivo, sem dúvida.

Também vou ter que ter atenção com a palavra biodegradável. Porque na verdade, tudo é biodegradável, pode é levar menos, mais ou muito mais tempo... Como os detergentes e amaciadores tradicionais que demoram muito tempo para se degradarem, causando um grande impacto onde são lançados, provocando a morte de plantas e animais e destruindo ecossistemas. Mas são biodegradáveis.
Portanto, não acreditar, à partida, em palavras como ecológico - amigo do ambiente - biodegradável (por mais estranho que pareça), e verificar a composição.

Neste caso, do amaciador, para ver se é realmente "respeitador do ambiente".

O que tinha em casa dizia:
5-15% tensoactivos catiónicos,
« 5% tensoactivos não-iónicos,
perfume,
benzisothiazolinone.
(Só este último já assusta)

O que comprei da Ecover (vende-se em quase todos os super e hipermercados):
>30% água,
5-15%: tensoactivos catiónicos*,
« 5% cloreto de magnésio ,
perfume* (tipo: alfazema; contém: linalol, citronelol),
conservante (0,15%): ácido sórbico.
*à base de plantas

E diz ainda, na ficha técnica:
- Biodegradabilidade rápida e completa (teste OECD 301F, do produto inteiro).
- Impacto mínimo na vida aquática (teste OECD 201 & 202, do produto inteiro).
- Produto não testado em animais.
- Ingredientes à base de plantas e minerais.
- Adequado para fossas sépticas.
- Produzido na fábrica ecológica Ecover.
- A garrafa e as etiquetas são feitas de polietileno e a tampa de polipropileno. Polietileno e polipropileno são 100 % recicláveis e podem ser reciclados em conjunto.

Parece bem melhor, não?

Nunca pensei que "porquê mudar de amaciador?" desse tanta matéria. Mas depois de tudo o que li nunca mais vou ser capaz de comprar um dos "normais", mesmo sendo este, pois claro, mais caro...

3 de novembro de 2009

3 - Deixar de beber água engarrafada


Em casa já bebemos água “del cano”, como dizia o meu pai. Aqui no Porto, como na maior parte do nosso país, a água da torneira é de boa qualidade. Já tive a oportunidade de, no âmbito de uma formação de certificação de laboratórios, visitar o laboratório que analisa e controla a qualidade das Águas do Douro e Paiva, a empresa que abastece o Porto (e Arouca, Castelo de Paiva, Cinfães, Espinho, Felgueiras, Gondomar, Lousada, Maia, Matosinhos, Oliveira de Azeméis, Ovar, Paços de Ferreira, Paredes, Porto, Santa Maria da Feira, São João da Madeira, Valongo e Vila Nova de Gaia) e fiquei com a certeza que nenhuma bactéria ou sujidade passa por ali.

Além da qualidade da água, interfere também com o seu sabor, a qualidade/antiguidade das canalizações. Aqui, além da hipótese da substituição das mesmas, um bocadinho mais dispendiosa, há a possibilidade de instalar um purificador de água.

Quando éramos miúdos, e vivíamos na Maia, os meus pais compraram um aparelho que ficava ao lado da torneira e que tinha até um botão para aumentar o poder de purificação (seria?), quando queríamos lavar legumes, por exemplo. Depois avariou e nunca mais foi substituído. Anos mais tarde, devo confessar, aderimos aos garrafões de água… O meu irmão mais novo é muito “cheirinhas” e reclamava logo se lhe dávamos água da torneira (ainda torce o nariz quando bebe água aqui em casa). Agora há uma imensa oferta de purificadores de todos os tamanhos, cores e feitios (e preços). Pode ser até um simples jarro de água. Que tal não seja motivo para recusar a água da torneira!

Eu uso umas peças de cerâmica que comprei numa feira de agricultura biológica na Alfândega, há uns anos, e que se colocam, no jarro, copo ou garrafa de água. Mas nem as uso muito.

E se em casa já bebo água da torneira, fora de casa já não é bem assim. Na verdade até comprámos, há uns meses, no Ikea, 2 garrafas, de plástico é verdade, mas bem resistentes, com tampas iguais às das garrafas sport, para usarmos durante o dia, mas esqueciamo-nos muitas vezes e… lá vinha mais uma garrafinha de plástico.


Quando estive no mês passado em S. Francisco, para o casamento do meu irmão, ofereceram-me 2 garrafas de alumínio (material quase eterno). A minha nova cunhada ofereceu-me uma verde da sigg e o Zé Manel uma de uma marca concorrente, que é a minha cara (diz "I love water"...). São lindas!

A partir de agora não pode falhar!

(E as do IKEA servem de cuvetes, assim não há desperdícios.)

Acho que em Portugal as lojas da sigg são, até agora, todas em Lisboa… mas podem sempre comprar pela internet.