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24 de junho de 2012

202 - Usar mais o espanador e menos o aspirador


Apesar de não ter escrito post durante uns tempos, tenho continuado a implementar novas medidas no meu/nosso dia-a-dia. Agora vou pondo-vos a par das mesmas, como neste caso.

Este post, que escrevi quando deixei de usar o mini-apirador, foi um dos que me ajudou a ver como muitas vezes me esqueço (nos esquecemos?) das soluções mais simples... E claro que me senti um pouco estúpida...

Depois de (re)adquirido o hábito da vassourinha e do apanhador, chegou a vez do espanador substituir (nalguns dias) o aspirador.

E, provavelmente, demorou mais tempo porque a minha mãe tinha/tem um pavor a vassouras e afins dentro de casa. Porquê? A senhora que trabalhou - durante a nossa infância e adolescência - em nossa casa não era fã do aspirador. Como tal, gostava de fazer uma passagem diária pela casa de vassoura em punho. Verdade que era uma vassoura de interior, de cerdas macias (vulgo espanador), mas... fazia-o com tal vigor e entusiasmo que o pó passava directamente do chão para todas as superfícies horizontais disponíveis... A minha mãe levou meses a convencê-la da ineficácia do método e, penso que ela nunca ficou grande fã do aspirador, porque de vez em quando tinha recaídas...

Talvez por isto, vassouras - de qualquer forma e tamanho - não são a primeira solução que vem (vinha...) à minha mente.


Se vivêssemos sozinhos - e exagerando um pouco - quase não seria preciso limpar a casa. Vivemos num apartamento e deixamos o calçado à entrada, o que faz com que quase nenhum lixo chegue cá dentro. Agora, acrescentando 3 gatas (muito activas) a este cenário... passamos a ter que o fazer quase dia sim dia sim (não exagerando quase nada). Isto quer dizer que o aspirador, por aqui, não tinha descanso. E não somos maníacos da limpeza! Só quem tem gatos dentro de casa é que sabe a quantidade de pêlo que um só destes bichanos liberta diariamente... E repararam que temos 3?... Ah! Sem esquecer que uma delas gosta de ir passear e trazer folhinhas do jardim...

Então resolvemos dar uma hipótese ao espanador que andava por cá. Agora há uns mais modernos, e até umas coisas chamadas mopas. E umas até são "ecológicas" (da marca da esfregona de que falei aqui). Mas... se este já cá estava, em bom estado e cumprindo a função... Há lá solução mais sustentável?!

Assim, espaçamos a utilização do aspirador, introduzimos um novo e rápido ritual e não notamos que a limpeza do nosso lar tenha ficado prejudicada. Traduzindo: não há mais quantidade de pó, para limpar, nas prateleiras...

2 de janeiro de 2011

187 - Consumir apenas mel biológico

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Na verdade não gostamos muito de mel... por isso cá em casa um frasco dura imenso tempo. O bom é que não tem prazo de validade!

Para mim o mel é remédio. O meu calcanhar de aquiles é a garganta e, como tal, sumo de limão com mel, chá com mel, leite com mel, ... faziam parte do tratamento quando, em miúda, ficava doente... Mas- ironicamente - adorava, nas férias do Verão na aldeia, chupar os favos de mel, depois do apicultor retirar o mel das colmeias do meu tio. Ficávamos, os primos todos, à volta dele, pacientemente à espera que terminasse e nos desse, a cada um, um "bocado de cera" que nos proporcionava umas horas deliciosas, sentados ao sol a saborear um pedaço de céu...

Como o uso era pouco, nem me lembro de comprar mel: aparecia cá por casa! Mas agora até o tenho usado mais, principalmente nos produtos de beleza caseiros... E acabou, e precisei de mais e - claro... - lá vai a Ema procurar o mel mais sustentável. (Já não há compras "inocentes"...)

Bem, descobri que o mel pode não ser puro (podem misturá-lo com melaço de cana, água, ...) e até há "testes" caseiros para verificar o seu nível de pureza.
Há um mel (de melada) que é "obtido a partir de secreções ou exsudações de partes vivas ds plantas ou excreções de certos insectos sugadores de plantas como os afídeos". Espero nunca ter comido deste... E o mel de néctar, que pode ser monofloral (rosmaninho, urze, ...) ou multifloral.
Há, em Portugal, 9 tipos de méis com denominação de origem protegida (DOP): Alentejo, Barroso, Serra da Lousã, Serra de Monchique, Parque de Montesinho, Terra Quente, Ribatejo Norte, Terras Altas do Minho e Açores. Bom, não é? Comprar um mel com este selo já é bastante positivo, até porque estamos a apoiar a produção portuguesa:



Mas os apicultores usam, hoje em dia, químicos para combater as pragas e doenças que afectam as abelhas. Parece que o problema mais comum (e grave) é o ácaro verroa (também, com este nome...) que destrói colónias inteiras.
Tenha atenção se comprar mel directamente ao produtor e este usar os químicos convencionais, pode haver vestígios dos mesmos no mel. Em princípio não haverá no mel embalado, porque é sujeito a análises.

Na apicultura biológica usam-se outros tratamentos (timol) que são igualmente eficazes, mas, provavelmente, mais morosos... Claro que estes, juntamente com outros cuidados necessários e todo o processo de certificação, tornam o mel biológico mais caro (o que não é nenhuma surpresa). Mas penso que vale a pena, principalmente se pensarmos que os químicos convencionais parecem enfraquecer a imunidade das abelhas... e que estas têm um papel muito importante no equilíbrio ecológico (sabiam que uma abelha, em média, pode tocar, num dia, em 40 mil flores?!)... e que parecem estar a desaparecer...


Ainda não foi desta que comprei mel... (é um dos lados bons de partilhar as minhas pesquisas e preocupações), mas recebi um belo frasco de mel "tipo" biológico (porque não é certificado...).
Nas lojas e feiras de produtos biológicos há mel, português e biológico, à venda. Pelo menos aqui pelo Porto e Matosinhos há... E talvez também já haja nos supermercados.

E já agora, se concordarem, assinem esta petição para proibir um tipo de pesticida que parece contribuir para o desaparecimento das abelhas.
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19 de setembro de 2010

170 - Afugentar os insectos com produtos amigos do ambiente


Como é obvio todos os insecticidas convencionais são poluentes, de um modo ou de outro. Basta ver que matam, quase imediatamente, os insectos...

Ora, eu não tenho nada contra as formigas, têm a sua função (e até me habituei a vê-las - tão queridas - nos desenhos animados...) mas não fiquei muito satisfeita quando resolveram vir explorar a nossa cozinha.


Na verdade até já tinha estranhado - em cerca de dois anos aqui - ainda não ter visto nenhuma (o apartamento é num rés-do-chão. Elevado, por isso não é mesmo rés ao chão... mas é suficientemente perto dos jardins e "prados" que envolvem o nosso prédio)!

Mas este ano têm aparecido mais insectos (mosquitos, aranhas, moscas,...), provavelmente porque temos plantas dentro de casa e uma verdadeira mata na varanda (em breve falarei dela...)!

Então, lá fui eu procurar uma solução amiga do ambiente e das formigas (está bem afugenta-as, mas não as mata!).

Também encontrei "receitas" caseiras que as matam, mas essas não têm lugar aqui!

Para se livrar das FORMIGAS

Colocar nos locais por onde passam e aparecem (em qualquer dos casos, trocar a cada duas semanas, para que o cheiro não se dissipe):
- cravos da índia;
- borra de café;
- sal;
- farinha de trigo (branca);
- cinza;
- ramos de menta ou gotas de óleo essencial de menta numa bola de algodão;
- bolas de cânfora:
- um limão cortado num pires. Variante: um limão bolorento (???) cortado em pedaços pequenos...:
- algumas gotas de um ou mais óleos essenciais de hortelã-pimenta, hortelã e citronela, vertidas numa bola de algodão.

Estas receitas devem ser para as mais resistentes:
- punhados de cravo-da-índia, folhas de louro e cascas de limão ou de tangerina - possuem óleos essenciais repelentes;
- Hortelã seca, pimenta-de-caiena e bórax:
----- 7,5 g de folhas secas de hortelã,
----- 35 g de pimenta-de-caiena em pó,
----- 30 g de bórax.

Pelos visto também ajuda lavar com água e vinagre (não sei a proporção) todos os sítios e objectos onde as formigas aparecem.

Fiquei surpreendida: com tantas coisas (baratas e fáceis de arranjar) que as formigas não gostam, para quê insecticidas?!

O que eu experimentei?
- A borra de café: espalhei ao longo do percurso desde a porta da varanda da cozinha até ao armário onde está o balde do lixo. E não a vale a pena dizerem-me para o despejar mais vezes, porque até pode estar lá dentro só uma casquinha de melão que elas vêm aos batalhões! No espaço de umas horinhas desapareceram quase todas! Como não me apetecia ter borra de café espalhada pelo chão mais tempo, peguei num limão já mirradito, cortei em 8 e coloquei os pedaços em pontos estratégicos (e espremi o sumo de alguns nas bordas do balde). Passada a noite andava uma formiga (provavelmente sem olfacto) perdida... como prevenção coloquei alguns cravos-da-índia na beira exterior da porta.

As moscas e mosquitos não são tanto um problema, porque temos uma gata caçadora de insectos, a Yari, mas há dias em que entram mais do que a conta dela e dias em que ela está de folga, por isso acho que vou experimentar fazer um belo ramo de louro, eucalipto e alecrim! Manjericão já tenho na varanda.


Como afugentar Moscas e Mosquitos

- embeber chumaços de algodão num pouco de lavanda e espalhe pela casa;
- citronela: o melhor para os ambientes é usar o óleo essencial aquecido num difusor. Se preferir cultive a citronela, pois é de fácil multiplicação e não requer grandes cuidados;
- espalhar pela casa tigelas com cascas frescas de limão e laranja misturadas com cravos secos;
- colocar, em jarras ou vasos, as seguintes ervas em molhos: sabugueiro, alfazema, hortelã, hortelã-pimenta, artemísia, poejo, arruda e abrotano (será que têm que ser mesmo todas? Não!!!);
- pendurar pedaços de raiz pegajosa de enula-campana nas portas, janelas, etc;
- espalhar pela casa (ou maceradas numa taça com água) folhas de louro, eucalipto, manjericão, alecrim.

E se o Gorgulho aparecer (nunca o vi!)... é só colocar folhas de louro nos recipientes de farinha, arroz, legumes secos, ...

Outra hipótese é a prevenção. Há uma série de plantas que são desagradáveis para os insectos que nos incomodam mas bem agradáveis para nós! Plantá-las em vasos nas janelas e varandas pode servir como barreira:

- a alfazema, a hortelã-pimenta e a tanásia ajudam a afastar as formigas;
- abrotanos, alecrim, aspérula-odorifera, calamo-aromático, cavalinha, cidreira, tanaceto, funcho, hortelã-pimenta, lupulo, macela, manjericão, manjerona, margaridas, pinheiro, poejo, rosas, salva, tomilho, arruda, violetas e erva-ulmeiro afastam pulgas, traças e outros insectos.

A questão aqui é ter espaço para mais uns vasos...

A receitas que aqui apresento foram retiradas dos meus livrinhos de conselhos ecológicos (de que já falei) e de alguns sites (este, este e este).

14 de julho de 2010

165 - Comprar apenas sal artesanal


Ir às compras - dos ditos bens essenciais - é para mim agora tarefa para durar o dobro - não - o triplo do tempo, em relação ao "antes deste desafio"...

(Devo aqui fazer um parênteses para homenagear a paciência do Zé Manel enquanto, por exemplo, leio a lista detalhada de ingredientes de, não um, nem dois, mas de vários podutos similares... E isto só para referir um episódio, de entre vários acontecidos numa mesma ida às compras!)

Nós já não usávamos sal refinado. Aliás usamos bastantes ervas e especiarias e pouco sal, mas às vezes, sal... é sal! Usamos flor de sal em pratos não cozinhados - tem um sabor melhor, quanto a mim - e sal grosso nos restantes casos.

A flor de sal ou o "diamante das salinas" é, até pela delicadeza do processo da sua recolha, sempre artesanal. Penso que a que temos neste momento em casa foi comprada numa feira de artesanato e é da Figueira da Foz. Agora já se encontra flor de sal em todos os hipermercados mas até há pouco tempo ia toda para o mercado estrangeiro (parece que, no mercado francês custava 45€ o quilo!)

Mas, ao me deparar, na prateleira do supermercado, com tantos sacos de sal de marcas diferentes, pus-me a pensar: "haverá um sal mais ecológico?"

Há!

As salinas, apesar de artificiais, existem há milhares de anos, e são habitat para muitas espécies de aves migratórias, nidificantes, mas também de anfíbios e de peixes. O seu desaparecimento põe em risco toda esta biodiversidade.

Por outro lado o sal marinho tradicional é recolhido à mão (com auxílio de instrumentos de madeira) e não por meios mecânicos (que necessitam de combustível...) e não é "limpo"/processado industrialmente - pelos vistos com o auxílio de cloro ou formol (???) - o que faz com que conserve os cerca de 80 elementos que possui (magnésio, cálcio, potássio, ...) que quase desaparecem no sal industrial. Este tem até uma maior percentagem de cloreto de sódio (o elemento que torna o sal o "mau" da fita para muitas pessoas) do que o primeiro.

Ao comprar sal artesanal estamos a contribuir para a manutenção de uma profissão em "vias de extinção" - o marnoto - embora pareça, agora, rejuvenescer nos novos operadores de salinas tradicionais. Estamos também a contribuir para que o esforço de todo um programa internacional de não deixar desaparecer esta arte, um pouco por todo o Atlântico, não seja em vão.

esta salina em Aveiro já desapareceu...

Ainda por cima, o nosso sal é considerado um dos melhores do mundo, por isso não há necessidade de comprar sal dos Himalaias ou de uma ilha no Pacífico, só por que é exótico.

Comprei um pacote de sal marinho tradicional Marnoto, recolhido manualmente no Parque Natural da Ria Formosa (vem do Algarve, mas não havia nenhum sal artesanal de mais perto...) por 1€. Não se preocupem por não encontrarem a palavra biológico numa embalagem de sal. Por ser um mineral não pode ser certificado - para já - como produto biológico.

É certo que é mais caro (um pacote de sal industrial custa cerca de 0,30€) mas depois de tudo isto não acham que vale a pena?

24 de março de 2010

144 - Usar um anti-pulgas natural nas minhas gatas


Como algo aparentemente tão simples pode dar tanto "pano para mangas"?

Eu só queria uma solução natural, não tóxica para tornar as minhas gatas nada atraentes para as pulgas...

Das nossas três gatas, só uma se aventura para fora da nossa varanda, explorando os jardins do nosso bairro. As outras ficam empoleiradas na barra da varanda, observando-a mas sem ganharem coragem para a seguir (o que daria direito a uma reflexão sobre animais nascidos em liberdade versus nascidos em "cativeiro"...). Isto faz com que haja a possibilidade de todas elas acolherem no seu pêlo bichinhos, mais ou menos, desagradáveis. Pelo menos para mim. Não tenho nada contra as pulgas e afins, mas não são bem vindas dentro de casa!

Até agora usávamos Frontline, Advantage ou similar, em pipetas de aplicação tópica. Íamos fazendo rodízio de marcas, para minimizar a possibilidade de as nossas gatinhas ficarem sobre-intoxicadas com algum ingrediente (e para as pulgas não se habituarem...). Mas um produto que diz que o temos que aplicar colocando luvas, que não podemos deixar o animal lambê-lo, entre outros cuidados, já não prenuncia nada de bom. Fui analisar os ingredientes do Frontline:

- Fipronil, numa ficha de dados aparece como componente perigoso. Logo a seguir vejo uma notícia sobre o uso de Friponil como pesticida e a possível redução da população de abelhas (daí servir para matar as pulgas...). Também é tóxico para aves de caça, peixes e invetebrados aquáticos;
- (S)-metopreno, é uma hormona juvenil não tóxica para os humanos (e para os gatos?), também usada para controlar, nos poços e cisternas, os mosquitos que transmitem a malária;
- Butilhidroxianisol e butilhidroxitolueno, antioxidantes (também usados na indústria alimentar). Se não me enganei o primeiro é o BHA e o segundo o BHT, ambos são controversos, este porque supostamente provoca hiperactividade nas crianças, aquele porque é potencialmente cancerígeno. Podem provocar reacção local na pele (ex: dermatites de contacto) ou irritação dos olhos e membranas mucosas (fiquei a saber que a pomada Halibut também contém butilhidroxianisol);
- Etanol, tanto pode ser derivado do petróleo como da fermentação de açúcares (e como saber?...)

Vêm o que quero dizer? Estou só à procura de um anti-pulgas natural!

As coleiras estão fora de questão, até porque os gatos podem, pelos vistos, ficar com o pescoço sem pêlo, com vermelhidão, feridas (imagino o que terão as coleiras!).

Há também os champôs (que além de - tal como os nossos - conterem derivados de petróleo, ainda trazem insecticida). Até encontrei aqui uma receita caseira de champô anti-pulgas mas, neste caso a questão não é ecológica mas de sobrevivência. Admiro quem dá banho aos seus gatos, mas em defesa da minha integridade física eu não o faço. As minhas gatas são muitos limpinhas!!!


Pela mesma razão a existência de um sabonete natural anti-pulgas não me resolve o problema...

O que sobra (sem contar com comprimidos e pós insecticidas)?

Mezinhas caseiras.

- (retirado do livro "50 coisas simples que você pode fazer para salvar a Terra") Colocar num liquidificador cascas de laranja ou toranja e passá-las até ficarem numa pasta, juntar água e aquecer até levantar fervura. Deixar arrefecer e aplicar, com as mão, no pêlo do animal. Atenção: usar apenas as cascas, pois o sumo dos frutos deixa o pêlo muito pegajoso... (humm!!! acho que, para já, passo esta)

- Ferver 2 colheres de sopa de alecrim num litro de água. Aplicar no pêlo do gato (de preferência dar primeiro um banho ao animal. Pois, pois...). Espalhar também pela casa folhas de erva-de-Santa-Maria ou poejo.

- (também aconselham a dar primeiro um banho ao gato. Parece que vou ter que ganhar coragem) Misturar meio litro de água morna com 10 colheres de sopa de vinagre de maçã. Aplicar no pêlo. Usar a mesma mistura para limpar os espaços.

- 225 g de terra diatomácea;
- 2 colheres de sopa de óleo essencial de eucalipto;
- 2 colheres de sopa de óleo essencial de citronela;
- 2 colheres de sopa de óleo essencial de lavanda;
Misturar os óleos à terra e cobrir com um pano. Quando o pó estiver seco, misturar novamente os óleos usando um batedor e guardar num recipiente hermético. Polvilhar o pó no animal, esfregando bem os pêlos, sempre que necessário.
(o único problema que encontrei nesta receita é a tal da terra diatomácea, que é um mineral que se formou naturalmente graças à acumulação de materiais orgânicos - ossos de choco, vegetais, etc. - de eras pré-históricas...)

- Colocar um pouco de levedura de cerveja e alho na comida dos gatos (e também se pode juntar vinagre de maçã, para fortalecer a imunidade). Não exagerar no alho, pois pode provocar anemia.

O que já fiz?

Estou, gradualmente, a juntar levedura aos biscoitos secos e pedacinhos de alho à húmida, para as minhas três meninas não estranharem os novos sabores. Também as "esfreguei levemente" com a água com vinagre de maçã, para se irem habituando a este novo ritual. Não acharam muita piada e lamberam-se (e acho que não gostaram do sabor), por isso se não ficou no pêlo, ao menos vai aumentar-lhes a imunidade...

Estou tentada, caso estas soluções não resultem, a experimentar o alecrim e a espalhar poejo pela casa.

Há ainda a hipótese da coleira anti-pulgas electrónica! Lembrei-me logo, ao encontrar este anúncio, de uns aparelhos electrónicos anti-mosquitos que usávamos nos acampamentos. Na verdade nunca percebi se resultavam ou não, porque a mim os mosquitos não me mordem, e recebi sempre opiniões contrárias dos restantes utentes.

E, em desespero de causa (leia-se: começar a ver pulgas no pêlo de alguma delas) tenho sempre o banho com o tal sabonete ou champô anti-pulgas natural...

16 de março de 2010

136 - Usar um anti-traças natural


Uma das soluções caseiras conhecidas para afugentar as traças é colocar nos guarda-roupas raminhos (ou sacos de algodão) de alfazema (lavanda).

Como a minha mãe tem alfazema no seu "jardim de ervas", tem os armários cheios destes ramos perfumados (trouxe um para colocar no nosso armário...).

Mas, entretanto, encontrei, nos meus livros de dicas e truques, outras soluções:


Alfazema
Além dos ramos ou dos sacos de algodão, de que falo acima, também se pode usar o seu óleo essencial, impregnando, por exemplo, bolas de algodão e colocando-as nos armários.

Cânfora
Também é comercializada sobre a forma de óleo essencial. Usar colocando algumas gotas em bolas de algodão (será que em vez de gastarmos algodão, não podemos colocar simplesmente algumas gotas num pires?...).

Cedro
Podem comprar-se aparas de cedro em lojas de animais para colocar em saquinhos de algodão. Também se vendem uns cubinhos (ou outras formas) de madeira de cedro. Devem ser lixados de 2 em 2 meses para reactivar a fragrância. Chegamos a ter uns cubinhos de cedro, há uns anos, em casa dos meus pais, e funcionavam. Ou, tal como com a alfazema, pode usar-se o seu óleo essencial.

Hortelã
Pelos vistos as traças também detestam o cheiro a hortelã. Pendurar, nos armários, pequenos ramos de hortelã fresca. Têm que se ir mudando, à medida que secam, o que não é muito prático. Mas pode ser uma boa medida SOS (fogem a voar!!!)

Laranja ou Limão
Secar cascas de laranja ou limão e colocá-las nos tais saquinhos de agodão. Outra solução que as faz sair a "correr" dos armários é colocar (dentro deles) uma casca fina fresca de laranja (sem a parte branca) envolvida em papel de seda.

Louro
Colocar, nos armários, folhas de louro. Devem ser mudadas de 30 em 30 dias.

Patchouli
Usar o seu óleo essencial, com a técnica das bolas de algodão...

Pimenta do Reino
Usar, em grão, também dentro de sacos de algodão.

MIX
Num saquinho de algodão colocar (secas) alfazema, eucalipto e hortelã-pimenta.

Atenção
Em qualquer dos casos (mesmo que nada seja referido), renovar a "receita" quando desaparecer o cheiro.

Também se deve limpar, "arejar" os roupeiros e armários, e as roupas, claro, pelo menos duas vezes por ano (a frequência do arejamento vai depender do clima: mais húmido necessita de mais limpezas). E não guardar roupa húmida...

Seja qual for a escolha, qualquer uma destas soluções deixa um cheiro bem mais agradável do que as bolas de naftalina... mas, principalmente, substituem uma substância que não é nada, nada amiga, nem do ambiente, nem da nossa saúde.

Apesar do nosso apartamento ser antigo não parece ser, felizmente, muito atraente para as traças, mas como estamos a guardar roupa de lã num armário não tão usado, mais vale prevenir. Além da alfazema, vou secar cascas de limão (adoro o aroma!), ficando-me por ingredientes num estado mais natural e que vêm bem de perto!

13 de março de 2010

133 - Consumir apenas carne da região e biológica (esta também é exclusiva do Zé Manel...)


Apesar de fazer bastantes refeições sem carne ou peixe, o Zé Manel não é vegetariano. Depois de termos decidido não comprar mais peixes que façam parte da lista vermelha, chegou agora o momento de decidir não comprar carne (e seus derivados) que não sejam de origem biológica. Certificada ou não.

E porque é que a certificação não é uma prioridade?

A minha mãe - como já referi algumas vezes - vive numa aldeia, no concelho de Amarante. Faz agricultura biológica (tirou e tira "cursos" para se manter a par das técnicas naturais), tem galinhas, perus e patos ao ar livre (com mais espaço que nós, no apartamento), que lhe dão carne e ovos (e alheiras, está a dizer o Zé Manel). Tem uma pessoa que todos os anos cria um porco (ou mais) para ela e para algumas das minhas primas, e, quando precisa, compra a carne de bovino num talho da aldeia, que é fornecido por pessoas da região, "contratadas" para criarem os animais. Até a produtora de leite que lá existe já ganhou prémios: as vacas também pastam ao ar livre, ouvem música clássica e o sistema de ordenha é "meiguinho"... Mas nada disto é certificado com "selos biológicos". Ou porque as pessoas não estão nem interessadas nisso ou porque é tão difícil que desistem.

Como descobriu o Colin Bevan (autor do Impacto Zero, livro que estou a ler agora, amavelmente emprestado pela Mónia) ao visitar uma quinta de produção de leite exemplar: às vezes o selo biológico é um pau de dois bicos. O dono da quinta em questão não o tinha porque, quando as suas vacas ficavam doentes ele tratava-as com antibióticos (se necessário), mas só voltava a retirar-lhes leite para consumo quando as análises não mostravam indícios daqueles. Para ser considerado biológico (pela legislação dos Estados Unidos, aqui parece ser diferente), teria que abater as vacas doentes. E como ele próprio disse: "Eu gosto das vacas"...

Assim, já antes desta decisão, podemos dizer que uma boa percentagem de carne consumida pelo Zé Manel era de origem "mais amiga" (dos animais, do ambiente e dele próprio), mas, quando a comprava nunca tinha este cuidado. Agora - o que exige algum planeamento - vai começar a encomendar a carne no talho da aldeia da minha mãe. Como vamos lá quase todos os fins-de-semana, sempre que for preciso trazêmo-la. O Zé Manel também vai entrar, este ano, na "sociedade do porco" e se, mesmo assim, houver, alguma vez, necessidade de comprar carne no supermercado, será de origem biológica (aqui certificada). Até porque quase todos os supermercados a vendem.

E agora, o Zé Manel, mesmo continuando a comer (alguma...) carne, pelo menos sabe que os animais são bem tratados...

E já agora que tal aderir às segundas sem carne?... Pode parecer pouco, mas se todos os que comem carne deixarem de o fazer apenas durante um dia, a diferença é notória (em termos ambientais). Por exemplo, "se a população total dos Estados Unidos não comesse carne às segundas, a redução das emissões (de gases que provocam o efeito de estufa) seria equivalente ao que ocorreria se todas as pessoas do país trocassem seus veículos comuns por um carro eficiente energeticamente, como o híbrido Toyota Prius. A quantidade de água economizada seria suficiente para que cada pessoa enchesse a sua banheira aproximadamente 20 vezes por ano, e evitar-se-ia o consumo de 12 bilhões de galões de gasolina".


12 de fevereiro de 2010

104 - Comprar peixe que não esteja na lista vermelha


Alabote Hippoglossus hippoglossus
Alabote da Gronelândia Reinhardtius hippoglossoides
Atum patudo Thunnus obesus
Atum rabilho Thunnus thynnus
Atum do sul Thunnus maccoyii
Albacora Thunnus albacares
Atum voador Thunnus alalunga
Bacalhau do Atlantico Gadus morhua
Camarões Parapenaeus longirostris - Metapenaeus monoceros - Litopenaeus vannamei - Penaeus monodon
Espadarte Xiphias gladius
Linguado europeu Solea solea
Peixe espada branco Lepidopus caudatus
Peixes vermelhos Sebastes marinus - Sebastes mentella - Sebastes fasciatus
Pescada branca Merluccius merluccius
Pescada da Nova-Zelândia/Chile Merluccius australis
Pescada argentina Merluccius hubbsi
Pescada da Africa do Sul Merluccius capensis
Pescada da Namíbia/do Cabo Merluccius paradoxus
Raias Dipturus batis - Dipturus laevis - Rostroraja alba - Atlantoraja castelnaui - Leucoraja melitensis
Salmão Salmo salar
Solha americana Hippoglossoides platessoides
Tamboris Lophius americanus - Lophius piscatorius - Lophius budegassa
Tubarões:
Cação Galeorhinus galeus
Tubarão anequim Isurus oxyrhinchus
Tintureira Prionace glauca
Cação galhudo/melga Squalus acanthias

Este são os peixes que segundo a greenpeace portugal, não devemos consumir. Ou porque estão ameaçados de extinção, ou porque o tipo de pesca não é sustentável, provocando a destruição do fundo marinho ou a morte de outras espécies (por exemplo, "por cada quilo de camarão capturado, pelo menos 10 quilos de outras espécies são atiradas ao mar mortas ou moribundas. Algumas destas espécies são tartarugas em perigo de extinção"). Ou todas estas coisas juntas...


Esta organização tem em Portugal uma campanha, a decorrer há já algum tempo, contra a venda, por parte dos supermercados portugueses, de qualquer um destes peixes. Como podemos ver aqui, nenhum deles é minimamente exemplar... E todos nós, enquanto consumidores, podemos participar activamente nesta campanha. Podemos começar deixando de comprar estes peixes (e ter alguns cuidados ao comprar outros)!

Apesar de já não comer nenhum peixe há já alguns anos ("deixei" o peixe cerca de um ano depois de abdicar da carne), compramos peixe para o Zé Manel. Pois é, cá em casa, só eu sou vegetariana... Não muito, porque ele é mais dado à carne... Agora ainda menos, segundo ele e para minha alegria, defensora acérrima dos oceanos e da sua vida! E, claro, nunca nenhum dos acima mencionados. A greenpeace fez uma lista vermelha de bolso, mas eu fiz uma só com os nomes dos peixes, vou imprimi-la (e, como meti 12 listas numa folha A4, distribuir as restantes) e andar com ela não me vá falhar algum nome.

Ah! E os de viveiro também não parecem ser uma boa solução...

24 de janeiro de 2010

85 - Escovar as minhas gatas com regularidade para evitar o pêlo pela casa


Nunca escovámos as nossas gatas... De todos os gatos e cães que foram passando por minha casa só um tinha pêlo médio (era escovado esporadicamente) e assumi que os animais domésticos de pêlo curto não precisavam de tal ritual, principalmente os gatos que passam a vida a "escovarem-se"...

Descobri que, afinal, escovar as minhas gatas de pêlo curto é benéfico, e não só em termos ecológicos. Além de diminuir a quantidade de pêlos espalhados pelo apartamento, o que nos obriga a aspirar (principalmente no verão), pelo menos, o dobro das vezes e, logo, gastar mais energia, este hábito ajuda, entre outras coisas a prevenir a acumulação das famosas bolas de pêlo no estômago e a deixar o complexo pêlo dos gatos mais saudável.

Depois de ler a descrição da Isabel Cabral sobre a experiência de escovar os seus gatos e de ler alguns avisos acerca da probabilidade dos gatos não aceitarem ser escovados, estava bastante apreensiva ao aproximar-se das minhas três meninas (duas adultas e uma adolescente) com a minha simples escova para gatos, oferecida, e guardada há um bom tempo.


(a yari, a kuri - que agora já tem o dobro do tamanho... - e a pucca)

Comecei pela Yari, a nossa gata zen de pêlo macio e que nunca, nunca põe as unhas de fora connosco. Tirando o facto de querer agarrar a escova, correu bem. Com a Kuri, a nossa pachorrenta e gordinha gata mais nova, também foi pacífico, só não deixou escovar a barriga, ficando sempre meio enrolada. Já a achar que era sorte a mais, peguei na Pucca, a "atravessada" mãe da Kuri. Mas não houve nenhuma tragédia. Também não me deixou aproximar a escova da barriga, mas portaram-se todas muito bem, tendo em conta que foi a primeira vez. Ou será que por ser a primeira vez não tiveram reacção?! Daqui a uma semana (visto que não largaram muuuuuito pêlo e é Inverno) veremos.

E sabiam que se pode dar lustre à pelagem dos gatos? Eu não...

18 de janeiro de 2010

79 - Abolir os post-it


Este pequeno quadrado de papel amarelo com uma banda de adesivo de "tirar e pôr" (o original post-it) foi inventado nos anos 70 pelo senhor Art Fry, para marcar as páginas do seu livro de hinos, e desde então tornou-se indespensável para um sem número de pessoas.

A empresa detentora da patente, do nome post-it e da famosa cor amarela, a 3M, abarca uma série de áreas e tem várias marcas e produtos (scotch, scotch-brite, nexcare, ...) e apesar de se apresentar como uma empresa líder em sustentabilidade e de ter várias preocupações e práticas a nível ambiental (louváveis, sem dúvida), continua, há já uma série de anos, a aparecer nas várias listas de empresas que testam em animais.

Assim, ainda que já haja post-it em papel reciclado - embora não tenha visto por cá - os (verdadeiros) post-it ficariam, logo à partida, postos de parte.

Depois, na verdade, todos os "quadrados (ou rectângulos) de papel com um adesivo de fácil remoção" têm cola, que é, regra geral, tóxica e poluente (nada bom em termos ambientais).

Potanto, retirando o adesivo/cola dos "quadrados (ou rectângulos) de papel com um adesivo de fácil remoção", o que sobra?
Quadradinhos (ou rectângulos) de papel!
E isto eu não preciso de comprar.

Peguei num molho de folhas de rascunho (já usadas de um dos lados), cortei-as em pedaços pequenos (de cada folha A4 fiz 8 rectângulos) e prendi-os, juntos, com uma mola. Cada vez que preciso de apontar um recado tiro um.

Tudo bem, não dão para colar em qualquer parte e eu nem sequer tenho a hipótese de os colar com fita adesiva. Mas consigo "prendê-los" ao frigorífico com ímans e coloquei, no armário da entrada, uma fita, presa com 2 pionés, e penduro-os com uma molas pequenas (tipo estendal...), o que para mim já é suficiente.

Até porque também me estou a habituar a usar a agenda electrónica do meu telemóvel...

Para quem tem o costume de colar post-it e afins no monitor do computador, existem versões virtuais. Primeiro encontrei uma, um bocadinho cara mas que permite experimentar gratuitamente durante 15 dias, e depois várias gratuitas, incluindo uma da... post-it!!!

29 de novembro de 2009

29 - Comer somente ovos de galinhas do campo


Gosto muito de ovos. De todas as maneiras.

Normalmente como os ovos das galinhas que a minha mãe cria. A minha mãe, na sua pequena propriedade, pratica agricultura biológica. Como tal faz compostagem. Mas há um passo antes de deitar os restos para a compostagem. Retirar tudo o que é apetecível para as galinhas. Assim estas, além de viverem em liberdade, comem restos de legumes, milho e, basicamente, tudo o que encontram pelo caminho... Muito saudável.

Mas às vezes as galinhas fazem greve ou até estamos algum tempo sem visitar a minha mãe. E compramos ovos. Critérios: tamanho, aspecto, preço, ... Ah, e compramos só os que vêm em embalagens de cartão.

Então vamos lá ver, ovos biológicos certificados. Os ovos biológicos não têm químicos, antibióticos e os métodos de produção são "humanos": as galinhas andam à solta, não lhes cortam os bicos (!!!!!!) e a sua alimentação é também biológica.

Os primeiros que encontrei, numa prateleira do supermercado - ao lado de ovos com aditivos (especiais para crianças, com ómega 3, especiais para grávidas), vinham numa embalagem de plástico, envolta noutra de cartão...


Além destes, os únicos que tinham, e que comprei, eram da CAC: campestre. Tinham um selo de certificação que ainda não conhecia mas que depois verifiquei: ecocert. E tudo me pareceu bem - biológicos, portugueses, em caixa de cartão - excepto o preço: 6 ovos tamanho M custam 2,44€. Ao lado 6 ovos tamanho M, convencionais, estão a 0,85€...

De qualquer maneira se este é o preço para não cortarem o bico às galinhas que põem os ovos que como, nem para as encafuarem em espaços mínimos e fechados, nem para matarem os pintainhos machos de formas horríveis, eu aceito-o.

Há ainda a hipótese de comprar os ovos nas lavradeiras que vêm à feira. Não são biológicos, mas as galinhas andam à solta e não são mutiladas. Acho que vou até à feira no próximo sábado.

Aliás depois do que li e vi, nem sou mais capaz de comprar ovos convencionais! Além dos das galinhas da minha mãe, ou biológicos e/ou das lavradeiras.

24 de novembro de 2009

24 - Comprar serradura para gatos biodegradável


À custa desta medida já há alguns dias que estremeço quando dela me lembro...

Eu já comprei, há uns meses largos, serradura ecológica para gatos. E a palavra certa é mesma essa: serradura. São uns grânulos de restos de madeira de pinheiro - serradura - prensada. Tem um cheiro muito agradável (mais do que qualquer areia convencional perfumada) a madeira, claro está. Cheiro que persiste mesmo depois de as gatas a usarem bastantes vezes. Uma embalagem dura imenso tempo e é fácil de ver quando tem que ser substituída: os grânulos ao absorver a urina vão-se desfazendo.

Então é perfeita!?

Não, não é.

Tem um pequeno (enorme) senão.

Ao voltar à sua forma natural - serradura - prende-se com uma facilidade fantástica às patas das bichanas, que a trazem para fora da caixa e a espalham por todo o lado. Literalmente por todo o lado. Foi assim que fiquei consciente de que as nossas gatas - que quando estamos presentes são uns anjinhos, capazes de saltar apenas entre o chão e o sofá, ou num momento mais arrojado, até uma cadeira - andam por TODO o lado. Incluindo em cima de armários de cozinha, cilindro, estendais de tecto, ...

Não aguentamos até ao fim da embalagem (que como disse dura mesmo muito tempo) e voltamos às areias tradicionais, variando entre várias marcas e tipos. Fui acabando a embalagem de serradura, juntando um pouquinho de cada vez à outra areia.

Mas agora, ao procurar uma areia ecologicamente correcta, chegamos, de novo, à serradura de pinheiro. Andamos, no Continente, à procura, em todas as embalagens, de todas as areias e sílicas e afins, com a esperança de encontrar alguma que dissesse biodegradável, pelo menos, visto que enviamos, por ano, cerca de 24 lt de areia para o lixo, no mínimo. Mas nada. Voltámos para casa com uma embalagem de Prop'chat: 8 lt - 7,53€. Que não é marca nem produto português. Mas é feita da reutilização de materiais e biodegradável.


Como já estamos prevenidos colocamos um tapete áspero em redor da caixa de areia (que é fechada). E o aspirador de mão mesmo ao lado (o que nos vai fazer gastar um bocadinho mais de energia eléctrica...)

Também encontrei, na internet, uma opção, da marca benevo, feita à base de milho (sem OMG). Ainda não a encontrei à venda em nenhuma loja real e custa-me partir já para uma compra online de areia para gatos. Ainda assim é a próxima hipótese, se esta segunda experiência com a serradura não correr bem.


Podemos sempre ensinar as nossas gatas a usar a nossa única sanita... Há até acessórios para facilitar o processo.

Talvez seja melhor esperar por uma casa com duas sanitas...

16 de novembro de 2009

16 - Deixar de usar os rolos de adesivo para retirar os pêlos da roupa


Ai, ai, ai!!! Esta vai custar... Tenho que lembrar que temos 3 gatas?...

Pêlos em TODO o lado, portanto pêlos na ROUPA!!!!

Aiiiiiiii!!!

O funcionamento destes adesivos fantásticos é o mesmo da fita adesiva (pvc, colas sintéticas, solventes,...). Aliás lembro-me de, há uns anos, usar fita adesiva, da castanha, enrolada na mão, para tirar os pêlos da roupa...

E ainda por cima estes rolos têm cola dos dois lados!

Mas funcionam tão bem...

Não estava a conseguir encontrar nada, ecológico, que pudesse substituir esta simples e maravilhosa invenção. As escovas de roupa não funcionam, desculpem quem diz que sim, mas não funcionam. Não com os pêlos de gato, que se "colam" à roupa, e nem se deixam arrastar quanto mais soltar.

Encontrei, num blog brasileiro, um "tira pêlos" lavável, mas não encontrei nenhum por cá.



Entretanto lembrei-me de um objecto que herdei da minha tia, que viveu nesta casa anteriormente: com a forma de um pente, mas em que a zona correspondente aos dentes do pente é forrada com alguma espécie de veludo (?)...

O que vai aqui em baixo é parecido, mas o meu tem aquele ar retro que dá carisma...

(Neste momento a minha máquina fotográfica está em parte incerta, quando a tiver comigo de novo, ponho aqui uma fotografia desta preciosidade.)


E funciona!!! Tenho que humedecer ligeiramente o tecido para ser mais eficiente, demoro um bocadinho mais de tempo, mas resulta!

Agora tenho uma dúvida:
Ainda tenho 2 rolos de adesivo. Compro (comprava) no IKEA, uns conjuntos que trazem o aplicador e 4 rolos. O que faço? Uso os que ainda tenho? Não uso, e faço-lhes o quê?

Aceitam-se sugestões...