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2 de outubro de 2011

198 - Beber café numa chávena e não num copo de plástico (mais uma resolução do Zé Manel)


Personagens
Ema
Zé Manel

Cena
A sala de estar de um pequeno apartamento, cheia de livros, fotografias e algumas plantas. É de noite. Num cesto dormem tranquilamente 3 gatas. A televisão está desligada. Ema e Zé Manel estão sentados num sofá confortável, ela tem uma revista nas mãos, ele um computador portátil. Vão conversando sobre os acontecimentos do dia de cada um.

Zé Manel - ... e então quando tinha acabado de tomar o café da máquina (referindo-se às máquinas automáticas de bebidas) e entrado na sala dos professores, tocou o telemóvel e era o Carlos. Tive que sair outra vez e estive a conversar com ele um bom bocado.
(um pequeno silêncio)
Ema - Tomas café da máquina? (vai folheando a revista)
Zé Manel - Sim. (enquanto continua a fazer algo no computador)
Ema - Não têm bar na escola?
Zé Manel - Temos. (continua atento ao computador)
(outro silêncio, um pouco mais demorado)
Ema - É longe da sala dos professores? Muito longe? (acentuando o muito)
Zé Manel - (algo distraído) Não, é perto.
(um longo silêncio)
Ema - (calmamente) Quer dizer que todos os dias tomas café tirado de uma máquina - que está constantemente ligada à corrente -, num copo de plástico, que mexes com uma "colher" de plástico, ao invés de o tomares numa chávena de louça, com uma colher de metal, ao balcão do bar?
(um ainda mais prolongado silêncio)
Zé Manel - (desviando os olhos do computador e fixando-os nos de Ema) Pois...
(uma pausa)
Zé Manel - (pesaroso) Nunca me tinha ocorrido...
(mais um pequeno silêncio)
Ema - O Carlos tinha novidades?...


15 de novembro de 2010

183 - Comprar apenas café biológico, do comércio justo e torrado na região

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Depois de termos optado por usar sempre café em saco, decidimos agora dar o passo seguinte: comprar apenas café biológico, justo e torrado por cá.

E lá parti eu em demanda do santo graal dos cafés...

Em quase todas as lojas ou zonas de lojas dedicadas ao comércio justo há embalagens de café proveniente do comércio justo e/ou biológico... mas não são portuguesas... E eu queria um café que fosse as três coisas:

- biológico porque se, por exemplo, apenas uma família mudar, durante um ano, para café biológico, está a proteger 2800m2 de floresta tropical. Apenas uma família!!!;

- justo porque, tal como no caso do chocolate, trabalhadores são explorados (escravizados será talvez mais correcto nalguns casos) nas plantações de café "normais". Neste momento é a segunda mercadoria comercial mais valiosa (a primeira é o petróleo) o que deve corresponder a um "vale tudo", por parte das empresas, para chegar ao topo. O café foi o primeiro (e ainda hoje o mais vendido) produto de comércio justo. O filme black gold (seleccionado para vários festivais de cinema) retrata este mundo e parece-me muito interessante mas chegar às salas portuguesas é que não... Foi exibido, em Julho, na Gulbenkian, alguém viu?;

- e torrado por cá, pelos motivos do costume, já por mim explanados por aqui.


E não é que o descobri, mais perto (e rápido) do que pensava?

A Delta, marca 100% portuguesa, tem café biológico, café justo e café torrado em Portugal. Todos juntos num só? Parece que sim...

Segundo o apresentação interactiva no seu site, a marca adquire café (da maneira como está colocado tanto pode ser todo, como parte...) através do comércio justo, desenvolve acções para promover a capacitação dos produtores, a melhoria de condições dos trabalhadores e incentiva o cultivo de café de forma sustentável. Fá-lo, pelo menos, desde 2007. É a única empresa portuguesa certificada pelo Sistema de Responsabilidade Social SA 8000, e, pelas várias notícias que encontrei, parece fazer um esforço genuíno para o que os seus produtos sejam verdadeiramente sustentáveis.

Assim, todos os cafés serão provenientes de um comércio (mais) justo e de um cultivo (mais) biológico. Mas depois têm apenas um café de agricultura biológica certificado. E é por isto que fico confundida. Se calhar é porque é muito difícil todo o processo de certificação (algo que tenho aprendido ao longo destes meses) e não porque os outros não o sejam também. O que acham?

Mas têm também uma gama maravilhosa (!), a "Origens Seleccionadas Delta", com as variantes Timor, Colômbia, Manaus e Mussulo, que tem a certificação da Rainforest Alliance, que comprova não só a prática de uma agricultura biológica mas também a remuneração justa dos agricultores. Perfeito, não?


Claro que foi sobre estes que caiu a nossa escolha. Há em dois tipos de moagem (fina e grossa), mas não encontrei - como preferia - em grão. Só depois me lembrei que talvez numa loja Delta vendam avulso e em grão também estas variedades. Hei-de lá ir (assim também reduzo à embalagem!). O Zé Manel escolheu o Mussulo (todas as embalagens - 250g - desta gama custam 2,52€, no Continente), porque é mais "encorpado", mas pelas descrições há para todos os gostos.
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Espero que agora ninguém me venha contar algo de terrível sobre esta empresa portuguesa da qual me sinto tão orgulhosa neste momento (espero, mas se souberem digam, claro!). E sim, é verdade que, seguindo as tendências, têm a DeltaQ, mas passa por nós, consumidores, mostrar que esta moda não é amiga do ambiente, continuando a comprar o velhinho café de pacote, não é?
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E ainda estive a explicar à senhora que estava a promover os cafés Delta (e que me viu a ler, e a reler, muito atentamente todas as embalagens) o que era o comércio justo e os selos de certificação...
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8 de julho de 2010

159 - Não comprar café, para a máquina, em pastilhas


Eu não gosto do sabor do café (mas adoro o cheiro). E tomar um café pode provocar-me uma de duas reacções: se for até meio da tarde, passo o resto do dia com vontade de andar aos saltos e a correr, dentro do género dos personagens da b.d. Asterix e Obelix, quando acabam de engolir a poção mágica (menos o Obelix, claro...). Se for depois, não consigo dormir a noite toda...

Bom, mas o Zé Manel gosta de café e nós temos uma daquelas máquinas de tirar expresso (um de cada vez...), velhinha mas afinada! Também temos um moinho de café. Portanto podemos perfeitamente comprar café em grão. Ai, mas a preguiça foi falando mais alto!!! Primeiro começamos a comprar café já moído (que não tem o mesmo aroma) e, de vez em quando (principalmente para quando temos convidados), as fantásticas pastilhas, que vieram revolucionar o tirar café em casa, como diz a publicidade: "simples, prático e limpo", "nunca mais haverá café moído espalhado pela bancada"...


Só que as pastilhas vêm cada uma no seu filtro de papel, na sua embalagem de plástico, todas dentro de uma caixa... Tanto invólucro!

Portanto vamos fazer o percurso inverso: não comprar mais pastilhas (nem com a desculpa "ah, vamos ter muita gente cá em casa..."), voltar a comprar café, de preferência, em grão e - melhor ainda - a granel, porque vem num cartucho de papel!

Ah! E não aderir à - ainda mais recente - moda das belas máquinas nespresso, delta q e afins. A primeira até faz recolha das cápsulas para reciclagem (e até são giras para se reutilizarem), e a segunda publicita - fica sempre bem - que as suas cápsulas são recicláveis (deve ser tarefa complicada...), mas o primeiro R é REDUZIR, e não reciclar, por alguma razão!

Como é que beber um café em casa se tornou algo de tão elaborado? Aparentemente simples, mas elaborado (esta reflexão aplica-se a tanta coisa...)?

Onde estão as cafeteiras italianas?


As bodum?


E os balões de café?

Adorava o ritual do meu pai a fazer o café no balão. Em dias especiais, é certo, porque demorava um certo tempo... Mas é poesia!


30 de março de 2010

150 - Pedir para não trazerem uma palhinha com a minha bebida


Esta é mais um daqueles gestos simples e pequeno, mas - e não sendo nada original - como diz o ditado: "grão a grão..."

Estava eu, à beira-mar sentada (numa gelataria), com as minhas amigas. Como agora tenho sempre a funcionar o radar "365", no momento em que começaram a chegar os sumos que tinham sido pedidos, o "alarme" soou: "para que é que eu preciso de palhinha?"


Claro que a menina que estava a trazer as bebidas me olhou com aquele ar "cada maluco tem a sua mania...", quando lhe disse para não trazer palhinha com o meu sumo, mas já me estou a habituar.

Depois comecei a entusiasmar-me com a iniciativa "menos uma palhinha".

Uma palhinha ou sorvedor (como vi escrito algures) é feita, claro, de plástico, e, hoje em dia (por questões de higiene e segurança alimentar...) vem numa embalagem individual também de plástico (poucas vezes de papel). Provavelmente vêm todas juntas numa outra embalagem (de plástico ou cartão).

Há palhinhas nos cafés, confeitarias, esplanadas e afins, nos restaurantes de comida rápida, nos cinemas, nos supermercados... Enfim! Elas estão em todo o lado (tenho que aproveitar a fama com que fiquei na gelataria...)!!!

Estão a ver onde quero chegar?

E, realmente, precisamos da palhinha? Não aprendemos, bem pequeninos, a beber por um copo?... Até me disseram que sorver - regularmente... - por uma palhinha faz rugas nos lábios!

E não, mais uma vez, não sou original... Há um projecto para estudar a poluição marinha por plásticos, cuja campanha de sensibilização tem como slogan "o último canudo" (palhinha em "brasileiro"). Durante esta campanha vão, entre outras coisas, construir um barco com um quarto de milhão de palhinhas (usadas, presumo)!!!

É como dia a autora deste blog: "O que o canudo da água de côco tem a ver com uma tartaruga?" Muito.

se for para reutilizar palhinhas, é uma boa ideia...

Assim, mesmo sabendo que às vezes podem ser usadas para boas causas, mesmo tendo aprendido que já vêm do tempo dos sumérios (não deviam ser de plástico...), nunca mais vou olhar para uma palhinha como um objecto inofensivo...

E que tal começar a pedir sem palhinha?


1 de fevereiro de 2010

93 - Utilizar apenas um copo por dia


Uma maneira muito simples para se lavar um bocadinho menos de louça, poupando água e detergente. Energia, pelo menos nós, já não, porque lavamos a louça com água fria.

Usar apenas um copo para bebermos água - a bebida por excelência cá de casa, os dois, durante todo o dia.

Antigamente eram comuns uns conjuntos de jarro e copo para água, em que este encaixava, de boca para baixo, no jarro, permitindo proteger do pó tanto a água dentro do jarro como o copo, que era assim reutilizado. Era uma peça que se colocava, normalmente, na mesinha de cabeceira. Lembro-me de andar um lá por casa, quando éramos miúdos.

(este é uma versão de design contemporâneo...)


Como não tenho nenhum destes jarros e os nossos copos não encaixam nem nos jarros nem nas garrafas (de vidro!) que por aqui andam, arranjei um prato todo catita e coloquei-o, estrategicamente, na bancada da cozinha, com o copo, claro, virado para baixo.

Assim durante o dia, sempre que vamos beber água, usamos o mesmo copo, que às refeições vem para a mesa.

Se calhar até dá para mais do que um dia, vamos ver.

15 de novembro de 2009

15 - Deixar de consumir bebidas de lata


Regra geral não consumo bebidas enlatadas. Em casa bebo água, sumos feitos no momento, chá. As latas que cá entram são, normalmente, de cerveja, trazidas pelo Zé Manel, fã desta bebida. Mesmo assim, normalmente compra-a em garrafas de vidro.

Ainda assim, às vezes, em casa de amigos, ou num café/esplanada, bebo alguma coisa que vem numa latinha...

Apesar de ter percebido que a reciclagem das latas de alumínio é eficiente - gasta-se menos 90% de energia reciclando uma lata de alumínio do que a produzir uma nova - a minha ideia é reduzir a quantidade de despedícios que gero, mesmo que passíveis de ser reciclados.


Portanto, a partir de hoje, nada de bebidas em lata (o que até é bom para a saúde, porque ou têm gás ou açúcar a mais...)!

E fiquei a saber que o minério usado para produzir latas para refrigerantes se chama bauxite!

3 de novembro de 2009

3 - Deixar de beber água engarrafada


Em casa já bebemos água “del cano”, como dizia o meu pai. Aqui no Porto, como na maior parte do nosso país, a água da torneira é de boa qualidade. Já tive a oportunidade de, no âmbito de uma formação de certificação de laboratórios, visitar o laboratório que analisa e controla a qualidade das Águas do Douro e Paiva, a empresa que abastece o Porto (e Arouca, Castelo de Paiva, Cinfães, Espinho, Felgueiras, Gondomar, Lousada, Maia, Matosinhos, Oliveira de Azeméis, Ovar, Paços de Ferreira, Paredes, Porto, Santa Maria da Feira, São João da Madeira, Valongo e Vila Nova de Gaia) e fiquei com a certeza que nenhuma bactéria ou sujidade passa por ali.

Além da qualidade da água, interfere também com o seu sabor, a qualidade/antiguidade das canalizações. Aqui, além da hipótese da substituição das mesmas, um bocadinho mais dispendiosa, há a possibilidade de instalar um purificador de água.

Quando éramos miúdos, e vivíamos na Maia, os meus pais compraram um aparelho que ficava ao lado da torneira e que tinha até um botão para aumentar o poder de purificação (seria?), quando queríamos lavar legumes, por exemplo. Depois avariou e nunca mais foi substituído. Anos mais tarde, devo confessar, aderimos aos garrafões de água… O meu irmão mais novo é muito “cheirinhas” e reclamava logo se lhe dávamos água da torneira (ainda torce o nariz quando bebe água aqui em casa). Agora há uma imensa oferta de purificadores de todos os tamanhos, cores e feitios (e preços). Pode ser até um simples jarro de água. Que tal não seja motivo para recusar a água da torneira!

Eu uso umas peças de cerâmica que comprei numa feira de agricultura biológica na Alfândega, há uns anos, e que se colocam, no jarro, copo ou garrafa de água. Mas nem as uso muito.

E se em casa já bebo água da torneira, fora de casa já não é bem assim. Na verdade até comprámos, há uns meses, no Ikea, 2 garrafas, de plástico é verdade, mas bem resistentes, com tampas iguais às das garrafas sport, para usarmos durante o dia, mas esqueciamo-nos muitas vezes e… lá vinha mais uma garrafinha de plástico.


Quando estive no mês passado em S. Francisco, para o casamento do meu irmão, ofereceram-me 2 garrafas de alumínio (material quase eterno). A minha nova cunhada ofereceu-me uma verde da sigg e o Zé Manel uma de uma marca concorrente, que é a minha cara (diz "I love water"...). São lindas!

A partir de agora não pode falhar!

(E as do IKEA servem de cuvetes, assim não há desperdícios.)

Acho que em Portugal as lojas da sigg são, até agora, todas em Lisboa… mas podem sempre comprar pela internet.