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4 de julho de 2012

204 - Aplicar a regra dos 10 (3) segundos


Conhecem? A regra (!!!) que diz que se deixarem cair algo (comestível) ao chão e se a apanharem em menos de 10 segundos, a podem comer, sem risco de apanharem "alguma coisa"?

Vá, não façam essas caras...

Adorei a explicação do Vanderlei:

«A explicação científica para este fato leva em consideração ainda outro fenómeno. Supondo que um meteoro arrasa-quarteirão caia na Terra, é natural que as pessoas o vejam no céu e corram para longe do seu ponto de impacto. Apenas DEPOIS que o meteoro caiu é que as pessoas, curiosas que são, irão aproximar-se novamente para observar.
De maneira análoga, comportam-se as bactérias. Afinal, a pipoca que cai está para as bactérias assim como o meteoro está para os humanos. E da mesma maneira, a bactéria tem medo de ser esmagada, vê a bola negra se aproximando e corre para longe. As que ficarem ali, desapercebidas ou lerdas, são esmagadas! As outras, só depois de perceberem que na verdade o meteoro é COMIDA é que vão ao seu encontro, sobrando aí esse meio-tempo, os 10 segundos.»


neste caso não há nada a fazer...

Admito que não sou muito picuinhas com estas coisas. Como poderia? Fui escuteira durante anos e acampar no meio do monte, cozinhando em pequenos fogões periclitantes... bem, não podíamos dar-nos ao luxo de ser esquisito! Tenho quase a certeza que comi alguns insectos, caruma, ...

Bom, voltando ao presente. 

Parece que afinal mais seguro é apanhar - a bolacha que caiu, por exemplo - aos 3 segundos (toca a trabalhar os reflexos). Há pouco tempo, cientistas, que não tinham nada melhor para fazer, andaram a atirar diferentes tipos de comida ao chão e a ver que tipo de bactérias "ficavam" nos alimentos após 3, 5 e 10 segundos de permanência no chão (podem ler o artigo, em inglês, aqui). 10 segundos não resulta para todos, 5 segundos assim-a-assim, por isso vou-me ficar pelos 3. A melhor comida para cair ao chão é a processada (sal e/ou açúcar q.b.) e com pouco água (lá está, é a bolacha).

Vou aplicar esta regra só cá em casa, onde sei quantas vezes, e como, o chão é limpo. E no meio do monte, quando vou acampar (e nada se desperdiça...). Nos restantes sítios deixo para os passarinhos.

29 de junho de 2012

203 - Fazer a minha mistura de cereais para o pequeno-almoço


Uma das coisas que sinto que mais me diferencia do comum dos mortais ("sustentavelmente" falando...) com que me cruzo (e de mim própria há uns tempos atrás!) é a necessidade de saber  - à exaustão - a história do que compro, seja um alimento, seja um produto de higiene, seja o que for... E digo-vos - se ainda não foram atingidos por este bicho - é cansativo! E imagino que, para quem, às vezes, leva com as minhas dúvidas, não seja nada agradável...

Toda esta informação que fui/vou recolhendo sobre se é ou não biológico, ético, poluente, venenoso, ... fica aqui, latente, e, mal eu pego nalguma coisa com a intenção de a adquirir... um alarme soa: 
- De que país?
- O que é esse nome esquisito?
- É testado em animais?
- Não diz se é ogm???? (Eu sei, ainda não dediquei um post a este tema, mas já ando a pô-lo em prática)
- É biológico, mas de onde?
- Ui, traz essas embalagens todas?!
- ...

E podia continuar com mais algumas questões que têm que ser satisfatoriamente respondidas antes de a minha mente concordar em trazer o que quer que seja que está na minha mão...

Conclusão: tenho-me tornado, cada vez mais, adepta do "faça você mesma".

Já há algum tempo que comecei a fazer a mistura de cereais que, nalguns dias, comemos ao pequeno almoço. Repesquei uma receita de granola aprendida com uma das minhas professoras de yoga e pesquisei receitas de muesli pela internet. E não, não é a mesma coisa. Para começar o muesli foi inventado por um senhor suíço e a granola por um americano, depois - e talvez mais importante - a granola é mais "rica em calorias" que o muesli... Mas ambos partem da mistura de ingredientes semelhantes.


a minha granola

GRANOLA

Ingredientes secos
3 copos de flocos integrais de aveia
1 copo de flocos integrais de trigo
1 copo de flocos integrais de centeio
½ copo de amêndoas picadas
½ copo de avelãs, ligeiramente trituradas
½ copo de gérmen de trigo
½ copo de sementes de sésamo
1 colher de chá de sal
½ copo de coco ralado (não ponho, odeio...)
½ copo de açúcar mascavado
1 copo de sultanas
Ingredientes molhados
2 colheres de água morna com 2 colheres de sopa de mel dissolvido
½ copo de óleo de linhaça

Misturar numa tigela grande todos os ingredientes secos, excepto o sal, as sultanas.
Juntar os ingredientes líquidos (óleo e água morna com mel) e acrescentar o sal.
Adicionar o preparado líquido aos ingredientes secos, misturando muito bem para humedecer os flocos de cereais.
Espalhar a mistura num tabuleiro grande e levar ao forno brando durante 20 a 25 minutos, mexendo a cada 5 minutos para ficar dourado por igual.
Retirar do forno, deixar arrefecer e finalmente acrescentar as sultanas. Misturar muito bem.
Guardar em frascos ou latas bem tapadas. 

MUESLI

Ingredientes
200g de flocos de aveia (se preferir, podem ser dos que se vendem já mais desfeitos)
25g de de gérmen de trigo e/ou farelo de trigo
75g de flocos de centeio ou cevada
50g de avelãs, ligeiramente trituradas
50g amêndoas laminadas
50g sultanas
100g de frutos secos picados, a gosto: alperces, figos, maçã seca, manga, cerejas, banana, ...

Método tradicional
Misturar tudo (é melhor misturar primeiro os frutos secos picados com a aveia para desfazer os "grumos" que possam formar-se).
Guardar em frascos ou latas bem tapadas (tem um tempo de conservação menor que a granola ou o muesli tostado, descrito a seguir)

Método menos ortodoxo (para quem gostar de texturas mais crocantes)
Misturar todos os ingredientes, excepto as sultanas e os frutos secos picados.
Espalhar a mistura num tabuleiro grande e levar ao forno brando durante 10 a 15 minutos, mexendo a cada 5 minutos para ficar dourado por igual.
Retirar do forno, deixar arrefecer e finalmente acrescentar as sultanas e os frutos secos picados. Misturar muito bem.
Guardar em frascos ou latas bem tapadas. 


Estas são as minhas receitas base. Há imensas, basta procurar pela internet. Nem sempre faço de igual modo. Por exemplo, da última vez que fiz granola usei flocos de cevada em vez dos de trigo e óleo de cártamo em vez do de linhaça. E no muesli raramente ponho os frutos secos picados.

Acho que ainda não há nenhuma confraria, quer de muesli quer de granola, por isso quase tudo é permitido...

2 de janeiro de 2011

187 - Consumir apenas mel biológico

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Na verdade não gostamos muito de mel... por isso cá em casa um frasco dura imenso tempo. O bom é que não tem prazo de validade!

Para mim o mel é remédio. O meu calcanhar de aquiles é a garganta e, como tal, sumo de limão com mel, chá com mel, leite com mel, ... faziam parte do tratamento quando, em miúda, ficava doente... Mas- ironicamente - adorava, nas férias do Verão na aldeia, chupar os favos de mel, depois do apicultor retirar o mel das colmeias do meu tio. Ficávamos, os primos todos, à volta dele, pacientemente à espera que terminasse e nos desse, a cada um, um "bocado de cera" que nos proporcionava umas horas deliciosas, sentados ao sol a saborear um pedaço de céu...

Como o uso era pouco, nem me lembro de comprar mel: aparecia cá por casa! Mas agora até o tenho usado mais, principalmente nos produtos de beleza caseiros... E acabou, e precisei de mais e - claro... - lá vai a Ema procurar o mel mais sustentável. (Já não há compras "inocentes"...)

Bem, descobri que o mel pode não ser puro (podem misturá-lo com melaço de cana, água, ...) e até há "testes" caseiros para verificar o seu nível de pureza.
Há um mel (de melada) que é "obtido a partir de secreções ou exsudações de partes vivas ds plantas ou excreções de certos insectos sugadores de plantas como os afídeos". Espero nunca ter comido deste... E o mel de néctar, que pode ser monofloral (rosmaninho, urze, ...) ou multifloral.
Há, em Portugal, 9 tipos de méis com denominação de origem protegida (DOP): Alentejo, Barroso, Serra da Lousã, Serra de Monchique, Parque de Montesinho, Terra Quente, Ribatejo Norte, Terras Altas do Minho e Açores. Bom, não é? Comprar um mel com este selo já é bastante positivo, até porque estamos a apoiar a produção portuguesa:



Mas os apicultores usam, hoje em dia, químicos para combater as pragas e doenças que afectam as abelhas. Parece que o problema mais comum (e grave) é o ácaro verroa (também, com este nome...) que destrói colónias inteiras.
Tenha atenção se comprar mel directamente ao produtor e este usar os químicos convencionais, pode haver vestígios dos mesmos no mel. Em princípio não haverá no mel embalado, porque é sujeito a análises.

Na apicultura biológica usam-se outros tratamentos (timol) que são igualmente eficazes, mas, provavelmente, mais morosos... Claro que estes, juntamente com outros cuidados necessários e todo o processo de certificação, tornam o mel biológico mais caro (o que não é nenhuma surpresa). Mas penso que vale a pena, principalmente se pensarmos que os químicos convencionais parecem enfraquecer a imunidade das abelhas... e que estas têm um papel muito importante no equilíbrio ecológico (sabiam que uma abelha, em média, pode tocar, num dia, em 40 mil flores?!)... e que parecem estar a desaparecer...


Ainda não foi desta que comprei mel... (é um dos lados bons de partilhar as minhas pesquisas e preocupações), mas recebi um belo frasco de mel "tipo" biológico (porque não é certificado...).
Nas lojas e feiras de produtos biológicos há mel, português e biológico, à venda. Pelo menos aqui pelo Porto e Matosinhos há... E talvez também já haja nos supermercados.

E já agora, se concordarem, assinem esta petição para proibir um tipo de pesticida que parece contribuir para o desaparecimento das abelhas.
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31 de outubro de 2010

182 - Confeccionar conservas caseiras

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Como, quase desde o início do desafio, desligámos a arca congeladora do apartamento, temo-nos contentado - e bem - com o congelador do frigorífico. Tal como disse na altura não costumamos comprar congelados mas vamos sempre guardando uma sopa aqui, um estufado ali, ..., para quando não temos tempo, ou vontade, para cozinhar.

Devido à abundância de legumes e à falta de espaço no congelador, resolvi recuperar técnicas antigas de conservação de alimentos sem utilizar o frio...

Como a minha mãe sempre adorou fazer compotas, habituei-me a ver (e a ajudar...), todos os Outonos, o paciente ritual de tranformação de marmelos, maçãs, pêras, pêssegos, abóboras, em geleias brilhantes, caldas doces, marmeladas suculentas. O cheiro deste período do ano é um dos meus aromas de afecto. Mas... tirando a marmelada (comida com queijo), na verdade não sou grande fã de compotas e, por incrível que pareça, a minha mãe também não. Daí o ter começado a oferecer compotas e geleias, com tanto sucesso, que hoje tem marca própria - 100 sabores - comercializada nalguns pontos do norte do país. Quem prova não quer outra coisa...

Bom, com a fruta não tenho que me preocupar, mas tomates, beringelas, pimentos, courgette... foi uma fartura este ano, e todas as semanas trago cestos a abarrotar de vegetais (a minha mãe - e os vizinhos que nos vêm chegar - deve pensar que temos, escondidos algures nos nossos 75m2, uma família de refugiados famintos...).

Como não damos conta de tanto legume, e depois de algumas épocas de estágio na cozinha da minha mãe, dediquei-me, este Verão e Outono, nalguns fins-de-semana, a preparar conservas para o Inverno (qual formiguinha).

Aproveitando o calor do Verão comecei por secar tomates ao sol, cortados ao meio e estendidos num tabuleiro - coberto com rede mosquiteira - em cima do estendal na nossa (sobrelotada...) varanda. Com o calor que esteve, em três dias secaram. Guardei-os num frasco ("encolhem" bastante) com alhos esmagados, sal, oregãos, uma pitada de açúcar e cobertos de azeite. A ideia era ficarem para "mais tarde", mas passados uns dias resolvemos experimentá-los, num jantar com amigos, e.. foram todos. Nem um para a fotografia!

Pela mesma altura resolvi experimentar secar, também ao sol, beringelas. Gosto de pensar que inventei esta hipótese porque até agora não a vi em mais lado nenhum, mas provavelmente já alguém, algures, teve a mesma ideia. Simplesmente cortei a beringela à rodelas, polvilhei-a com um pouco de sal e coloquei-a ao sol. Depois guardei-a em frascos, tal como fiz com o tomate (sem o açúcar, e juntando um pouco de pimenta-caiena). Fica óptima, mas tem que realmente se gostar de beringela. Digam lá se não parecem trufas?


Só depois li que o sol destrói algumas vitaminas e que se deve fazer a secagem à sombra (fica para o ano).

Também há receitas para secar tomates no forno, mas tendo em conta que lá ficam horas e horas e horas, este não é um processo muito ecológico...

Aliás tirando a secagem ao ar, qualquer outro método de conservação de alimentos implica sempre um gasto energético. Uma arca congeladora gasta energia. O fogão onde fazemos as conservas também. Um desidratador, bastante usado no crudivorismo, também (a não ser que façamos um desidratador solar!). É uma questão de optar (e cada caso é um caso) pelo mais "contido", energeticamente falando.

No nosso caso (somos dois), pareceu-me melhor gastar mais alguma electricidade em 2 ou 3 dias, do que durante 365 dias no ano.

E o que conservei eu? Há um livro fantástico, que pedi emprestado à minha mãe: Conservas, de Oded Schwartz (como gostava de ver a despensa deste senhor...); lindo e apetitoso, que só nos dá vontade de começar a fazer conservas a torto e a direito. Claro que a internet também é um mundo, mas desta vez fiquei-me pelo método mais tradicional... e também inventei um bocadinho...


Tendo em conta que era a minha primeira vez, fiquei-me pelas mais simples.

- Tomate: molho de tomate (mais e menos triturado), tomate assado (e não seco) em azeite (os tomates em vinagre - à direita - são da autoria da minha mãe):


- Beringela descascada em azeite, beringela aos cubos em azeite:


- E pimentos (super) picantes em azeite (e ainda vou fazer pasta de pimento):


Para o ano também hei-de conservar courgette e outras abóboras. E talvez experimentar os Chutney e conservas em vinagre que a minha mãe faz...

Ah! E não se esqueçam de esterilizar os frascos (reutilizados) antes, e pasteurizar depois (as conservas em azeite não necessitam).
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25 de outubro de 2010

176 - Aprender a guardar melhor legumes e frutas


Claro que o ideal seria comprar os legumes e frutas frescas todos os dias (e não ter que usar o frigorífico...). Ou, melhor ainda, apanhá-los da terra todos os dias (Ai, ai, ...)!!!
Cá em casa só consumimos fruta e legumes da época, de produção local e, de preferência, biológicos. E não compramos frescos nas grandes superfícies. E, infelizmente, não temos uma verdadeira mercearia por perto e as feiras locais (quer a tradicional, quer a biológica do parque da cidade) são só ao sábado.

Mas temos uma opção óptima: como já disse várias vezes, a minha mãe, professora reformada, dedica-se à agricultura biológica na sua pequena propriedade numa aldeia entre Penafiel e Amarante. E, (quase) todos os domingos, lá vimos nós carregados de legumes e fruta acabadinhos de apanhar!


Claro que o desafio é fazê-los durar, frescos e viçosos durante toda a semana. Porque, apesar de fazermos vermicompostagem, deixar estragar alimentos não cabe nas nossa opções - ecológicas ou não. E comecei a reparar que os legumes biológicos se deterioram mais rapidamente do que os "normais". Por exemplo as cenouras grandes, lustrosas e perfeitas do supermercado duram semanas, mas as pequenas, sujas, mas muito mais saborosas, cenouras da minha mãe amolecem com relativa facilidade.

Assim não fiquei surprendida em ler (já nem sei onde), por exemplo, que os tomates são manipulados geneticamente para não se amassarem no transporte, os morangos injectados com corantes, ... Nem fiquei admirada com este artigo acerca de um estudo da Proteste sobre os nitratos nos legumes frescos dito "normais"...

Ai os meus ricos legumes biológicos!

Com a prática, conselhos de outros mais experientes, artigos encontrados na internet e nos meus livros, fui aprendendo alguns truques para conservar por mais tempo os frescos.

Aqui os deixo. Se tiverem mais dicas e as quiserem partilhar, enviem-mas e eu junto-as a estas!

As batatas, alhos e cebolas (não são propriamente "frescos"...) devem ser guardados em locais escuros e frescos para que não grelem ou apodreçam. Os tradicionais sacos de serapilheira são óptimos.
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As frutas podem ser guardadas no frigorífico, embrulhadas - no caso das peças grandes - uma a uma, em papel vegetal, ou em caixas, tal como os legumes, mas aqui não tenho muita experiência, as nossas aguentam bem na fruteira. As bananas e os kiwis devem ficar à temperatura ambiente e longe das outras frutas para que não amadureçam muito depressa.

Os legumes armazenados por mais de uma semana no frigorífico podem perder nutrientes. Mas, ainda assim, é um bom lugar para os guardar, porque as enzimas responsáveis pelo processo de amadurecimento são mais sensíveis ao frio e demoram mais tempo a actuar. Alimentos bem embalados ou acondicionados não perdem nutrientes com facilidade, uma vez que não ficam em contacto com o ar. De qualquer maneira, começando a chegar o frio do Inverno começa a ser menos necessário usar o frigorífico (pelo menos aqui, na nossa casa "fresquinha"...)

Há alguns cuidados gerais a ter em atenção:
- Alimentos ainda molhados ou ligeiramente húmidos deterioram-se rapidamente. Se lavar os vegetais, como alface, rúcula, etc., para guardá-los limpos e prontos para serem logo utilizados, deve certificar-se que ficam bem secos;
- Colocar uma folha de papel (ou uma toalha/pano) na gaveta dos legumes do frigorífico ajuda a absorver a humidade excessiva;
- Colocar a alface, couve, espinafres ou hortaliça com os pés dentro de uma bacia com água dentro do frigorífico permite manter a frescura e as folhas viçosas;
- Legumes que já não estão muito frescos melhorarão se forem colocados em água fria antes de serem lavados e cortados, repousando assim pelo menos por 1/2 hora;
- Retire sempre as partes ou folhas estragadas antes de guardar as verduras.

Guardar e "espevitar" (alguns vegetais)

Abóboras
Se tiver uma abóbora inteira que vai cortando à medida das suas necessidades, durará mais tempo se ao invés de a cortar no sentido longitudinal, o fizer na transversal.
Agriões
Depois de lavados e secos guarde os talos mais tenros num saco de plástico na gaveta dos legumes do frigorífico.
Aipo, salsa, coentros, cebolinho, ...
Para conservá-los sempre frescos, coloque-os de pé numa jarra contendo água e uma pitada de sal, e guarde no frigorífico.
Também pode, antes de guardar no frigorífico (sem ser na tal jarra), queimar (com um fósforo, por exemplo) bem as partes onde foram arrancadas;
Ou pode humedecê-las e embrulhá-las em jornal, também bem humedecido com água; manter esta humidade até as usar.
Alface
Para conservar bem um pé de alface por alguns dias há várias soluções:
- borrifar a alface com água, e embrulhá-la num pano ou jornal molhado com água, tendo o cuidado de manter essa humidade até o momento de a usar.
- guardar no frigorífico (na gaveta forrada com papel ou toalha), tendo, perto delas, 1 limão partido;
- retirar as folhas velhas, lavar e secar muito bem, colocá-la no frigorífico dentro de uma caixa plástica (ou de vidro) com tampa bem fechada;
Alho Francês
Colocar dentro de um recipiente plástico (ou de vidro) fechado e conservar no frigorífico.
Cenouras
Para que não fiquem moles e secas, retire o talo antes de as guardar. Pode lavá-las, secá-las e guardá-las numa caixa, na gaveta do frigorífico. Se estiverem murchas coloque-as dentro de um recipiente com água.
Cogumelos
Os cogumelos frescos conservam-se mais tempo se forem guardados num saco de papel na gaveta dos legumes do frigorífico.
Couve
Não arranque os talos, mantenha as folhas inteiras e guarde-a dentro de um recipiente de plástico na gaveta do frigorífico.
Se estiverem verdes, porém um pouco murchas, deixe-as com os talos mergulhados em água fria (mais ou menos meia hora).
Couve Roxa
Guarde-a - sem lavar nem molhar - dentro de uma caixa plástica bem fechada ou embrulhada muito bem em papel vegetal.
Espargos
Se os espargos frescos que estão guardados ficarem moles, reviva-os, colocando-os de pé, dentro de um recipiente fundo contendo água gelada. Cubra tudo com um saco plástico e leve ao frigrorífico durante meia hora.
Espigas de milho
Coloque-as inteiras e com as cascas num recipiente com água - com as extremidades voltadas para cima - e guarde-as no frigorífico.
Pimentos
Colocar dentro de um recipiente plástico (ou de vidro) fechado e conservar no frigorífico.
Rabanetes e Nabos
Conservam-se frescos se mergulhados com as folhas - e não com as raízes - dentro da água.
Tomates
Se tiver que guardar alguns tomates maduros fora do frigorífico, coloque na parte onde se arrancaram os cabos um pouco de farinha de trigo.
Também podem ser guardados (duram até 1 mês), se forem colocados bem secos num recipiente plástico e cobertos com farinha de trigo. Fechar bem o recipiente e guardar na gaveta do legumes, no frigorífico.
Se os tomates estiverem muito maduros e moles para serem cortados e usados em saladas, mergulhe-os por alguns minutos em água fria salgada.

24 de outubro de 2010

175 - Não comprar queijo fatiado


Antes de me "baterem": "o quê? só agora???!!!", deixem-me explicar...

Eu adorava queijo. Ainda gosto (...) mas era verdadeiramente louca por queijo. Em criança se me deixassem era capaz de comer um quarto de queijo às dentadas. O que mais gostava nos lanches das festas dos meus amiguinhos era dos pratos de queijo aos cubos. Assim sem mais nada... Estão então a imaginar a grossura das fatias de queijo que punha no pão... Acho que o mais correcto seria chamar-lhe queijo com pão, e não o contrário!

Portanto a melhor invenção - para a minha mãe - foi o queijo fatiado embalado. Eu punha uma fatia, duas, três em dias de loucura, mas sentia-me culpada... Já não podia dizer: "Só pus uma fatia!..." Deixou-se de ouvir: "Como? Já acabou o queijo que comprámos anteontem???!!!". Além de que assim não havia discussões entre os 3 jovens da casa: "O queijo está todo torto!", "Só deixaste a casca!", ...
Posso dizer que o queijo fatiado contribuiu para tornar o ambiente familiar um pouco mais pacífico...

E assim se manteve até aos dias de hoje este hábito, de forma mais ou menos ininterrupta.

Até que um raio me fulminou bem em frente ao frigorífico dos queijos, no supermercado.
"Como é possível, Ema, nesta altura do desafio ainda comprares queijo que foi fatiado com recurso a uma máquina eléctrica, que vem numa embalagem de plástico e que tem quadrados de plástico entre cada fatia?????????" (não o disse em voz alta, claro...)
Arghhhhhhh!!!!!!!! (também não foi em voz alta...)
Por isso, estão a ver, não me precisam de me dizer nada. Eu já me "bati"...

Assim - daqui para a frente - queijo inteiro, ou melhor, 1 quarto de queijo (senão estraga-se antes de ser consumido) cortado pela menina ao balcão, com uma faca e embrulhado em papel. Nada de embalagens de plástico, nada de cortado na máquina da loja.

E agora já não há o perigo de cortar fatias de 1 cm, já não gosto... Mas, pelo sim, pelo não, corto o queijo com...

.... um destes?

Não tenho.

Um destes?


Também não.

Com este!


Já cá estava e nunca era usado para o que é suposto - cortar batatas às rodelas. Assim nomeei-o "o nosso cortador de queijo" (ainda bem que não era dos de cortar batatas onduladas...)!

3 de julho de 2010

154 - Comer gelados de cone ao invés de copo


Não gosto mesmo nada da bolacha dos gelados de cone (aliás não sou fã de bolachas, de uma maneira geral)...

Como um gelado porque além de saboroso (e, pelos vistos, saudável!) é fresco e sabe optimamente numa tarde de Verão (e não só...). Ora, se vier num cone a última coisa que levo à boca é bolacha de baunilha... e fico com um sabor nada fresco e a precisar de um copo de água... Precisamente o oposto do que desejo quando peço um gelado!


Já descobriram alguma maneira de deixar a bola de gelado para o fim e comer o cone primeiro, sem o auxílio de utensílios?...

Mas não posso continuar a comer gelados em copos (de papel ou plástico) descartáveis! A questão do colher era fácil de resolver, bastava passar a andar com uma colher pequena no meu saco de ombro (apenas mais uma coisa no meio de cada vez mais "bens" que transporto comigo para todo o lado, desde que iniciei este projecto. Um dia ainda escrevo sobre isto). Mas os copos que vão para o lixo...

Tenho algumas hipóteses (habituar-me ao último travo a bolacha está fora de questão):

- comer (se possível) o gelado na gelataria, num recipiente de vidro, apesar de gostar de ir saboreando o gelado enquanto passeio à beira mar;
- não comer a bolacha... eu sei, eu sei, não é boa ideia...;
- convencer o Zé Manel a comer a bolacha do meu gelado... Penso que não será assim tão difícil, porque, ao contrário de mim, ele não parece ter problemas com esta questão... Fico é condicionada a comer gelados com ele;
- andar, ao invés da colher, com um copo (talvez de plástico, mas dos duráveis) na mala!!!

Claro que os gelados que vêm embrulhados também estão fora de questão. Excepto os Magnum Temptation, porque vêm numa caixinha linda, que forrada, por fora, com papel ou tecido é óptima para pequenas prendas. Às vezes como o gelado só porque preciso da caixa...


31 de março de 2010

151 - Plantar ervas aromáticas na minha varanda



Quando para cá viemos morar - por acharmos que não eram compatíveis com as gatas - retirámos as poucas plantas que existiam, de dentro de casa para a varanda - coitadas! - mas... habituaram-se e agora é vê-las! Depois, em Janeiro, voltamos a colocar plantas dentro de casa (não as que estavam na varanda, porque estavam muito bem), e, bem recentemente, comecei a ter o cuidado de escolher plantas com necessidade de "pouca rega" e, de preferência, nativas.

Entretanto, na nossa pequena varanda, semeei árvores, plantei uma árvore (!)... e agora: ervas aromáticas (semeadas e plantadas)! Sim, ainda tenho (algum) espaço...

Comprei as minhas sementes na Gamm Vert (só porque passo por lá quase todos os dias...). Diante dos expositores (têm uma grande variedade) a minha dúvida era: "compro sementes biológicas francesas ou não biológicas portuguesas... local ou biológico? Local... Assim comprei carteirinhas de salva, orégãos e morangos (eu sei que não é uma erva aromática...), vindos de perto (Trancoso) e - não resisti - comprei uma de manjericão biológico francês. As primeiras custaram 1,15€, a segunda 1,71€. Três pontos a favor da carteirinha francesa: é mais pequena, não tem outra carteirinha dentro e tem mais sementes!


Quando semeei aquelas poucas sementes nos meus vasos cheios de terra biológica não certificada (trazida do quintal da minha mãe) tive um momento de conexão (que bonito...) com aquelas bolinhas aparentemente tão insignificantes (o cuidado que eu tive para não perder nenhuma...), e senti o que provavelmente sentem, há milénios, os que cultivam a terra. Querem saber o que é? Experimentem...

Aqui tem algumas indicações sobre semear, cuidar e colher algumas ervas aromáticas. E neste vídeo, o responsável pelo cantinho das aromáticas também dá algumas dicas.

Como podem ver na imagem, reutilizei (além de vasos abandonados pelas arrecadações da minha mãe) uma frigideira e uma forma de bolo francês em teflon. A caixa é para dissuadir as nossas gatas de meterem o focinho onde não devem. Para já está a resultar, só tive que soltar meia dúzia de "Aaaaah!!!"...


Do lado esquerdo aparece, já bem crescido, aipo (oferecido pela mãe do Zé Manel) e do lado direito, oferecido pela minha mãe (depois de eu ter comprado as sementes...), orégãos e manjericão. Também vou receber salsa e coentros. E também vou querer cebolinho, e rúcula, e ...

Eu gosto de usar as ervas frescas, mas podem ser secas (os orégãos ficam melhor assim), congeladas ou conservadas em azeite. Quem sabe um dia, quando tiver tantas ervas que não lhes dê "vazão", me dedica a conservá-las!

E, já agora, deixo aqui um pequeno resumo (tirei alguma informação daqui, daqui e de alguns apontamentos que tinha) do uso de algumas (são imensas!) ervas aromáticas na cozinha. Neste site também tem informação nutricional de algumas ervas e especiarias.

Aipo ou Salsão Todas as suas partes podem ser utilizadas na cozinha. As folhas são óptimas para dar um sabor especial a sopas e molhos, os talos podem ser servidos crus, em saladas, ou cozidos junto com outros legumes, acompanhando pratos à base de carne. Servido como entrada, o aipo é um excelente alimento porque contém substâncias que estimulam a formação dos sucos gástricos, aumentando o apetite. Digestivo, indicado para flatulência (gases), diurético.
Alecrim Possui um sabor forte, pelo que convém usá-lo com algum cuidado e finamente picado. Utiliza-se geralmente seco. É empregue com borrego, no tempero de coelho manso e marinada de caça. Os pés inteiros fazem uma boa base para grelhar carne ou criação. Experimente-o em infusão em pratos doces, como cremes, molhos doces, xaropes e gelado de baunilha. Digestivo, antioxidante, estimulante, activador da circulação sanguínea, antidepressivo e anti-séptico.
Azedas são invasoras em Portugal! Erva amarga com sabor a limão, popular em França, que é adicionada às sopas no final da cozedura. As folhas das azedas dissolvem-se rapidamente e perdem a sua cor verde-clara quando aquecidas; muitas vezes usam-se os espinafres com azedas, nas sopas, para dar mais cor. É comum adicionar algumas folhas cruas às saladas.
Basílico (manjericão) É uma das ervas mais versáteis que se pode cultivar em casa. As folhas verdes têm um aroma tentador e estonteante e um sabor pungente. Se cozinhar com ela adicione-a no final, para que conserve o sabor. O manjericão é muito usado nas cozinhas italiana e francesa, para dar sabor ao tomate, com o qual tem uma extraordinária afinidade, e é também misturado em saladas e em diversos molhos -sendo o mais popular o pesto italiano. Só para fazer o pesto é que as folhas de manjericão devem ser cortadas, porque perdem a cor; nos outros casos, rasgue-as com os dedos, em pequenos pedaços. Combina muito bem com tomate, berinjela, abóbora, frango e vitela. Digestivo, sedativo, tónico, baixa a febre; auxilia no tratamento de infecções bacterianas e parasitas intestinais.
Cebolinho Os caules, de cor verde-viva, desta erva possuem um gosto a cebola, sendo utilizados em saladas e sopas de tomate, recheio de batatas assadas e pratos de ovos. As folhas frescas são utilizadas para aromatizar molhos e queijos frescos. Cortado em pequenas rodelas o cebolinho realça as saladas, os ovos e as omeletes, o queijo branco e os molhos. O cebolinho também é óptimo para decoração de pratos. Antioxidante e digestivo.
Cerefólio É uma bonita planta de folhas plumosas, com o aroma delicado das sementes de anis. Utilize-as rapidamente, pois uma vez colhidas as folhas murcham logo. O cerefólio é muito usado na cozinha francesa, para dar gosto às omeletas e pratos de peixe, mas também pode ser usado em saladas, sopas e molhos.
Coentros As folhas, as raízes, os caules e as sementes desta erva, fortemente aromática, têm gostos levemente diferentes. As folhas servem para aromatizar sopas, guisados de favas ou ervilhas e saladas de alface. Os caules e as raízes podem ser cozinhados nos estufados e sopas, mas devem ser retirados antes de servir. Possui um perfume incomparável, refrescante e de sabor marcante. Combina muito bem com peixe, frutos do mar, frango e legumes. As suas sementes são usadas para temperar marinadas. Antioxidante, digestivo, moderador de apetite, auxilia no tratamento da ansiedade.
Eruca ou rúcula Chamada arugula em Itália, onde é muito popular, é uma erva para salada, utilizada com as folhas novas inteiras. Tem um sabor forte mas delicioso, semelhante ao do agrião, que é muito realçado por um bom molho de vinagrete. Muito boa com a massa cozida, com manteiga e alho esmagado.
Erva-cidreira ou Melissa Com sabor semelhante ao do limão, utilizam-se as folhas inteiras em ponches, bebidas de frutas, chás, em sopas e saladas.
Erva-Doce ou Anis Muito utilizada na doçaria regional, esta erva é indispensável nas castanhas cozidas. A base da haste é usada como legume. As folhas de erva doce combinam muito bem com peixes grelhados ou cozidos em papelote. Este tempero fica delicioso servido com grande variedade de carnes como frango, vitela e outras. O seu aroma doce, como o anis, tempera muito bem saladas, molhos e o creme fresco. Cultivado desde os tempos dos faraós, o anis é actualmente muito popular em bebidas mediterrânicas como o ouzo. Combate tontura, náuseas, infecções intestinais e estomacais.
Estragão Uma erva com bonitas folhas finas, com um sabor forte mas subtil. Se a cultivar, assegure-se de que se trata da variante francesa, pois a russa cresce prolificamente mas não tem o mesmo sabor. O estragão é famoso pela sua aplicação em frangos, manteigas, molhos, ovos e peixe, mas também pode ser usado na carne e peças de caça e em tempero de saladas. O estragão tem um gosto picante que ajuda a realçar alimentos sem muito sabor. Muito usado no preparo de vinagres de vinhos brancos. Estimulante de apetite; alivia reumatismo e artrite, regulariza a menstruação, diurético.
Folhas de feno-grego É uma erva verde e macia, semelhante ao trevo, e a sua semente é muito utilizada na cozinha indiana, porque o seu sabor amargo e aromático se mistura bem com as outras especiarias. As folhas sabem a noz com gosto de caril.
Funcho Os caules e folhas desta erva aromática têm um delicado sabor adocicado. As folhas plumosas do funcho são uma boa guarnição para legumes e pratos de peixe. Os caules secos são muito eficazes como base para colocar o peixe enquanto está a ser grelhado. Usa-se também em molhos e guisados.
Hortelã/Menta Entre as mais importantes ervas culinárias encontra-se a hortelã, que tem uma vasta gama de sabores, conforme a variedade. Como alternativa ao molho de hortelã, é excelente espetada num assado ou estufado de borrego; picada, fica bem em sopas de creme e em almôndegas. As folhas frescas aromatizam sopas e pratos de carne e peixe. A hortelã picada também pode ser espalhada sobre legumes cozidos. Tem um sabor interessante quando adicionada a molhos picantes de frutas e especiarias, a groselha negra, ameixas e outros frutos de Verão em calda, e fica óptima em saladas de fruta, gelados, em chás ou simplesmente misturado com queijo de cabra e pepino, como fazem na Grécia. Estimulante, digestiva. O pó da folha é usado para combater parasitas intestinais (ameba e giárdia) em crianças.
Levístico As sementes, folhas e caules desta erva têm um vago sabor a aipo, mas possuem também um sabor muito definido e pungente que Ihes é próprio. As folhas são decorativas e fazem uma bela guarnição em volta de um prato. Também ficam excelentes quando cortadas em pedaços e espalhadas em sopas e estufados, adicionadas na altura de servir e finamente picadas. O levístico é particularmente bom em pratos de tomate. É uma bela erva, fácil de cultivar.
Louro (é uma árvore...) As aromáticas folhas de louro são utilizadas frescas ou secas e têm um lugar essencial num ramo de cheiros. Ficam particularmente bem no peixe e também com caça e com legumes como o feijão. Se se extrair a nervura central das folhas e estas forem finamente picadas, produzem um magnífico efeito nos molhos de natas e ovos. O Louro combina com sopas, peixe em geral, carnes, frango e terrines. Ao cozer batatas, junte-as à água. Geralmente uma folha basta para aromatizar o prato. Nos cremes doces, faz-se uma infusão das folhas inteiras em leite quente, antes de levar ao lume. Antioxidante, digestivo; estimula o apetite; é auxiliar no tratamento da gripe.
Manjerona Da família do orégão, embora de sabor mais suave. O seu sabor é destruído pela cozedura prolongada, pelo que é preferível adicioná-la pouco antes de servir. É a erva dos recheios das empadas. Liga bem com a carne, frango, legumes e com queijo e ovos. Considerada indispensável na cozinha mediterrânea, a manjerona combina também com tomate, batata e arroz. Associa-se facilmente a outras ervas.
Orégão(s) Indispensável no preparo de pizzas, o orégão é o companheiro perfeito do tomate, do pimentão, da berinjela, da abóbora e das massas. Também combina muito bem com carnes como a vitela e o peito de frango. É a única erva que fica melhor seca do que fresca. Digestivo, antioxidante, antibacteriano, antibiótico, analgésico, sedativo; auxiliar no tratamento de gripes, resfriados e cólicas menstruais, auxilia a circulação do sangue.
Poejo Bastante utilizado na culinária alentejana, na sopa de poejo com queijo fresco e na célebre açorda. Utiliza-se fresco.
Salsa Embora tradicionalmente utilizada apenas para guarnição, a salsa fresca também dá um excelente sabor a sopas e molhos. Existem duas variedades, com folhas lisas ou frisadas, sendo a de folhas lisas mais decorativa, de sabor mais forte e que suporta melhor o cozimento. Muita salsa picada, um pouco de alho esmagado e azeite extravirgem aromatizado constituem um excelente toque de acabamento para pratos de carne e peixe grelhados. A salsa pode ser frita e servida com o peixe, ou reduzida a puré, com um pouco de manteiga, para obter um molho rápido para servir com frango ou vitela. Acrescenta cor e sabor às omeletes, saladas, molhos, purés de batatas, patês e sopas. Favorece o equilíbrio hormonal; é fonte rica em betacaroteno (pré vitamina A) e Vitaminas do Complexo B; alivia os sintomas da bronquite, asma, cólicas menstruais e cistite; é auxiliar no tratamento de cálculos renais e cólicas.
Salva As folhas verdes ou secas constituem um óptimo condimento, combinada com tomate, alho e azeite, para pratos de carne, estufados ou guisados. A Salva serve para perfumar as carnes, principalmente a carne de porco, coelho e vitela. Seu sabor, ligeiramente amargo, combina com legumes secos, queijos e linguiças. Vai muito bem com carnes grelhadas e molhos, assim como em pratos quentes com queijo. A salva tem um sabor potente, pelo que deve ser usada com parcimónia. É excelente para recheios. Digestiva, antioxidante; auxiliar no tratamento de problemas de fígado, suor excessivo, ansiedade, depressão e sintomas da menopausa.
Segurelha As variedades de Inverno e de Verão desta erva sabem vagamente a tomilho, mas são mais amargas. A segurelha de Inverno é ligeiramente mais suave. Utiliza-se (com discrição) em sopas de feijão verde, feijão com massa, em guisados e carne estufada.
Tomilho O seu sabor é picante e amargo. É adequado para pratos de longa cozedura e estufados. Ao contrário da maior parte das ervas, com excepção dos orégãos, o tomilho é tão bom seco como fresco. Cai bem com borrego, mas também com porco, frango, peixe e ovos. Combina muito bem com sopas, molhos de tomate, legumes em geral, carnes vermelhas e terrine. Deve ser utilizado com parcimónia porque o seu sabor se sobrepõe facilmente a todos os outros. Digestivo, desinfetante, anti-séptico; é expectorante, limpa as vias respiratórias e o intestino.

13 de março de 2010

133 - Consumir apenas carne da região e biológica (esta também é exclusiva do Zé Manel...)


Apesar de fazer bastantes refeições sem carne ou peixe, o Zé Manel não é vegetariano. Depois de termos decidido não comprar mais peixes que façam parte da lista vermelha, chegou agora o momento de decidir não comprar carne (e seus derivados) que não sejam de origem biológica. Certificada ou não.

E porque é que a certificação não é uma prioridade?

A minha mãe - como já referi algumas vezes - vive numa aldeia, no concelho de Amarante. Faz agricultura biológica (tirou e tira "cursos" para se manter a par das técnicas naturais), tem galinhas, perus e patos ao ar livre (com mais espaço que nós, no apartamento), que lhe dão carne e ovos (e alheiras, está a dizer o Zé Manel). Tem uma pessoa que todos os anos cria um porco (ou mais) para ela e para algumas das minhas primas, e, quando precisa, compra a carne de bovino num talho da aldeia, que é fornecido por pessoas da região, "contratadas" para criarem os animais. Até a produtora de leite que lá existe já ganhou prémios: as vacas também pastam ao ar livre, ouvem música clássica e o sistema de ordenha é "meiguinho"... Mas nada disto é certificado com "selos biológicos". Ou porque as pessoas não estão nem interessadas nisso ou porque é tão difícil que desistem.

Como descobriu o Colin Bevan (autor do Impacto Zero, livro que estou a ler agora, amavelmente emprestado pela Mónia) ao visitar uma quinta de produção de leite exemplar: às vezes o selo biológico é um pau de dois bicos. O dono da quinta em questão não o tinha porque, quando as suas vacas ficavam doentes ele tratava-as com antibióticos (se necessário), mas só voltava a retirar-lhes leite para consumo quando as análises não mostravam indícios daqueles. Para ser considerado biológico (pela legislação dos Estados Unidos, aqui parece ser diferente), teria que abater as vacas doentes. E como ele próprio disse: "Eu gosto das vacas"...

Assim, já antes desta decisão, podemos dizer que uma boa percentagem de carne consumida pelo Zé Manel era de origem "mais amiga" (dos animais, do ambiente e dele próprio), mas, quando a comprava nunca tinha este cuidado. Agora - o que exige algum planeamento - vai começar a encomendar a carne no talho da aldeia da minha mãe. Como vamos lá quase todos os fins-de-semana, sempre que for preciso trazêmo-la. O Zé Manel também vai entrar, este ano, na "sociedade do porco" e se, mesmo assim, houver, alguma vez, necessidade de comprar carne no supermercado, será de origem biológica (aqui certificada). Até porque quase todos os supermercados a vendem.

E agora, o Zé Manel, mesmo continuando a comer (alguma...) carne, pelo menos sabe que os animais são bem tratados...

E já agora que tal aderir às segundas sem carne?... Pode parecer pouco, mas se todos os que comem carne deixarem de o fazer apenas durante um dia, a diferença é notória (em termos ambientais). Por exemplo, "se a população total dos Estados Unidos não comesse carne às segundas, a redução das emissões (de gases que provocam o efeito de estufa) seria equivalente ao que ocorreria se todas as pessoas do país trocassem seus veículos comuns por um carro eficiente energeticamente, como o híbrido Toyota Prius. A quantidade de água economizada seria suficiente para que cada pessoa enchesse a sua banheira aproximadamente 20 vezes por ano, e evitar-se-ia o consumo de 12 bilhões de galões de gasolina".


28 de fevereiro de 2010

120 - Deixar de mascar pastilha elástica


Quando era miúda os meus pais não nos davam (a mim e aos meus irmão), nem rebuçados, nem pastilhas elásticas. Lembro-me que no Verão, quando comia um gelado (porque sou do tempo que só havia gelados no Verão...), optava, às vezes, pelo Epá. Não porque gostasse especialmente deste gelado de baunilha mas porque tinha uma pastilha elástica, bem colorida, no fundo da embalagem! E como era fruto proibido... Na minha ingenuidade achava que os meus pais não sabiam do tesouro que trazia o Epá.

Durante a minha infância/adolescência as famosas Gorila passaram-me ao lado (por isso não sei fazer balões...), provavelmente porque os meus pais nunca teceram comentários à "chicla proibida" do Epá (grandes pais!), e na verdade, eu não achava muita piada às pastilhas elásticas.


Assim foi preciso chegar à idade adulta para me tornar consumidora (ainda que numa base irregular) de chicletes. Quando trabalhava o dia todo fora de casa era uma maneira de "lavar" os dentes: mascar (acho esta palavra horrível) uma pastilha sem açúcar. Agora que faço quase todas as minhas refeições em casa, ainda se tornou mais esporádico este hábito, mas de vez em quando...

Se bem que nunca deitei pastilhas elásticas (nem qualquer outra coisa, já agora) para o chão é bom saber que já existem "papa-chiclas" (pelo menos nalguns sítios), porque é das coisas que mais poluem os passeios das nossas cidades: as chicletes atiradas ao chão. Além de demoraram cerca de 5 anos a degradarem-se, são prejudiciais também para os pássaros, que são atraídos pele seu cheiro e morrem sufocados!


Peguei, então, no pacote (ainda por cima tem um invólucro de plástico...) de "pastilhas elásticas sem açúcar com recheio líquido" que andava no nosso carro para analisar a composição:

edulcorante (maltitol) - este adoçante é natural, obtido através da hidrogenação do malte;
goma base - tradicionalmente as chicletes eram feitas a partir de resinas naturais, mas agora... borracha sintética e parafina (ambas derivadas do petróleo) são os componentes base! Nada, nada ecológico;
edulcorantes (manitol, sorbitol, xarope de maltitol) - o maltitol já sabemos. O sorbitol é natural - existe em muitas frutas - ou é obtido (como deve ser o caso aqui) através da hidrogenação da glicose. O manitol é um álcool obtido da manose, é um açúcar...;
humidificante (E422) - é um emulsionante e estabilizador derivado de gorduras, animais (O QUÊ????) ou vegetais. Para uso comercial é normalmente obtido a partir do petróleo ou da fermentação de açúcares (UFA?!...);
gordura vegetal - que alívio...;
gelatina - Aaaaahhhhhhhhhhh!!! Gelatina????? Eu sou vegetariana!!! Gelatina???!!! Ahhhhhhhhhhhhhhhhh!!! (ao vivo foi pior, porque ainda não tinha recuperado da possibilidade do E422...);
regulador de acidez (E330) - ácido cítrico, comercialmente obtido pela fermentação de melaço com o bolor (fungo) Aspergillus niger;
aromatizantes - legalmente, deveria especificar que aromatizante é. Como não diz natural, é artificial, mas sem mais informação é difícil "descobrir" mais informação. Mas no meio de tudo isto, nem parecem os piores;
corantes (E171, E129) - O E171 é dióxido de titânio, para "dar" a cor branca (também existe nas pastas de dentes tradicionais. Ainda bem que já não as uso!). Os detritos provenientes da sua "fabricação" são prejudiciais para o ambiente e para nós. O E 129 é o corante sintético vermelho allura AC (são chicletes de morango, pois), suspeito de provocar hiperactividade nas crianças. Pelos vistos a DDA de corantes tem sofrido uns ajustes, por questões se segurança alimentar...
edulcorante (aspártamo) - muito polémico este adoçante sintético, e, pelos vistos nada bom para a nossa saúde (atenção a quem consome produtos light). E este aditivo pertence à Monsanto, produtor líder de OGM;
emulsionante (lecitina de girassol) - obtido a partir de óleo de girassol;
edulcorante (acessulfame-K) - é um adoçante sintético aparentemente nem prejudicial, nem tóxico;
estabilizador (E 466) - é um espessante, estabilizador obtido a partir da celulose, também sem efeitos adversos;
agente de revestimento (E 903) - é cera de carnaúba, obtida das folhas da carnaubeira (palmeira brasileira), usada como agente de revestimento e brilho;
antioxidante (E 321) - sintético e, pelos vistos, prejudicial para a nossa saúde (é para terminar em beleza).

Nunca, mas nunca mais meto uma pastilha elástica à boca! Mesmo tendo, pelos vistos, tantos benefícios...


Para "lavar os dentes", vou voltar a andar com uma maçã na carteira (como quando andava na faculdade), mesmo que não seja fruta da época?...

27 de fevereiro de 2010

119 - Cozinhar e comer com os mesmos utensílios


Vou provar a sopa e uso uma colher, vou mexer os cogumelos e uso um garfo, vou ver se a massa está cozida e uso outro garfo (porque o primeiro está "sujo" de cogumelos...), pego num copo para acrescentar mais água à sopa, ... E no fim do almoço tenho mais uns quantos talheres e utensílios para lavar.

Pode parecer um gesto insignificante, mas as pequenas mudanças também fazem a diferença! Tendo em conta que cá em casa não existe máquina de lavar louça, reduzir a louça a lavar ainda é mais importante, mesmo já tendo alterado a maneira de lavarmos a louça, tornando-a mais eficaz.



Basta usar a colher de provar a sopa para comer a sopa, assim como os garfos para comer o "prato" e, claro, o copo (apesar de já termos um copo que usamos durante todo o dia para beber água, às vezes esquecemo-nos...)!

Depois de ficarmos atentos a estes pormenores, até nos entusiasmamos e começamos a procurar maneiras de sujar menos louça, cozinhando as mesmas coisas!

É um jogo: "Vou lavar primeiro estes legumes e depois posso usar a mesma taça e a mesma água para lavar as batatas"...

12 de fevereiro de 2010

104 - Comprar peixe que não esteja na lista vermelha


Alabote Hippoglossus hippoglossus
Alabote da Gronelândia Reinhardtius hippoglossoides
Atum patudo Thunnus obesus
Atum rabilho Thunnus thynnus
Atum do sul Thunnus maccoyii
Albacora Thunnus albacares
Atum voador Thunnus alalunga
Bacalhau do Atlantico Gadus morhua
Camarões Parapenaeus longirostris - Metapenaeus monoceros - Litopenaeus vannamei - Penaeus monodon
Espadarte Xiphias gladius
Linguado europeu Solea solea
Peixe espada branco Lepidopus caudatus
Peixes vermelhos Sebastes marinus - Sebastes mentella - Sebastes fasciatus
Pescada branca Merluccius merluccius
Pescada da Nova-Zelândia/Chile Merluccius australis
Pescada argentina Merluccius hubbsi
Pescada da Africa do Sul Merluccius capensis
Pescada da Namíbia/do Cabo Merluccius paradoxus
Raias Dipturus batis - Dipturus laevis - Rostroraja alba - Atlantoraja castelnaui - Leucoraja melitensis
Salmão Salmo salar
Solha americana Hippoglossoides platessoides
Tamboris Lophius americanus - Lophius piscatorius - Lophius budegassa
Tubarões:
Cação Galeorhinus galeus
Tubarão anequim Isurus oxyrhinchus
Tintureira Prionace glauca
Cação galhudo/melga Squalus acanthias

Este são os peixes que segundo a greenpeace portugal, não devemos consumir. Ou porque estão ameaçados de extinção, ou porque o tipo de pesca não é sustentável, provocando a destruição do fundo marinho ou a morte de outras espécies (por exemplo, "por cada quilo de camarão capturado, pelo menos 10 quilos de outras espécies são atiradas ao mar mortas ou moribundas. Algumas destas espécies são tartarugas em perigo de extinção"). Ou todas estas coisas juntas...


Esta organização tem em Portugal uma campanha, a decorrer há já algum tempo, contra a venda, por parte dos supermercados portugueses, de qualquer um destes peixes. Como podemos ver aqui, nenhum deles é minimamente exemplar... E todos nós, enquanto consumidores, podemos participar activamente nesta campanha. Podemos começar deixando de comprar estes peixes (e ter alguns cuidados ao comprar outros)!

Apesar de já não comer nenhum peixe há já alguns anos ("deixei" o peixe cerca de um ano depois de abdicar da carne), compramos peixe para o Zé Manel. Pois é, cá em casa, só eu sou vegetariana... Não muito, porque ele é mais dado à carne... Agora ainda menos, segundo ele e para minha alegria, defensora acérrima dos oceanos e da sua vida! E, claro, nunca nenhum dos acima mencionados. A greenpeace fez uma lista vermelha de bolso, mas eu fiz uma só com os nomes dos peixes, vou imprimi-la (e, como meti 12 listas numa folha A4, distribuir as restantes) e andar com ela não me vá falhar algum nome.

Ah! E os de viveiro também não parecem ser uma boa solução...

9 de fevereiro de 2010

101 - Descongelar os alimentos no frigorífico


Não que usemos muitos congelados, mas, às vezes, quando cozinhamos, fazemos um pouco a mais e congelamos* para aqueles dias em que não temos tempo ou não nos apetece cozinhar... normalmente sopas e estufados. Neste momento também temos bastantes tomates no congelador, porque este Verão os tomateiros da horta da minha mãe fartaram-se de produzir e deu para comer tomate de todas as maneiras possíveis e imaginárias, fazer molhos de todas as espécies e feitios e ainda congelar. Ah! E algum peixe para o Zé Manel.

E como esta medida poupa energia? Ao colocarmos os alimentos no frigorífico para descongelarem, aqueles "dão frio", diminuindo o trabalho deste para arrefecer a temperatura no seu interior! Pode ser pouco, mas todos os bocadinhos contam.

Claro que isto envolve alguma programação, porque desta maneira a descongelação demora cerca de um dia (dependendo da zona do frigorífico onde se colocam os alimentos em questão). Mas é uma questão de hábito (embora não resulte quando decidimos, no momento, que não nos apetece cozinhar...).


Por outro lado este método, além de ecológico, é mais seguro porque (o que eu não sabia), por questões de saúde, não se deve descongelar alimentos à temperatura ambiente (em especial carnes e peixes...) mas a temperaturas inferiores a 4º. Acho que nem mesmo nos dias mais frios a nossa cozinha atinge esta temperatura...

* ver aqui uma pesquisa óptima, cheia de dicas de como congelar, convenientemente, diferentes alimentos.

25 de janeiro de 2010

86 - Conhecer os rótulos de agricultura biológica


Antes de passar para a questão dos rótulos gostava de dizer que sei que há muitos pequenos produtores de agricultura biológica que não têm certificação (outra entidade que certifica). Tenho o exemplo da minha mãe (que é mais micro do que pequena produtora...) que fez várias formações (por entidades certificadas) sobre o assunto, pratica diariamente uma agricultura ambientalmente sustentável e (na verdade nem procura) não tem nenhuma certificação. Como ela há muitos, a escalas diferentes (incluindo os que fornecem cabazes ao domicílio), alguns que até procuram essa tal certificação biológica, mas que não a conseguem (os parâmetros de avaliação são extremamente elevados, segundo me disseram).

Ora, como diz a minha amiga Joana Valente, engenheira do ambiente (e o partido "os verdes" também), mais vale comprar na mercearia da esquina, produtos locais ainda que não 100% biológicos, do que comprar biológicos certificados, que vêm de longe. Ela diz até que "serão piores para o nosso planeta as emissões resultantes do seu transporte do que o (possível) uso de pesticidas no solo pela parte de quem cultiva, localmente, produtos não biológicos".

Fui percebendo, quando decidi comprar apenas legumes e frutas da época, nacionais e de preferência biológicas, que este assunto não é tão simples como parece. Alertada pela Olga, comecei a tentar ver o que realmente é de cada época do ano, em Portugal, e percebi que poderia até, por exemplo, receber em casa, um cabaz biológico mas com produtos fora de época ou mesmo estrangeiros... E tive aqui a confirmação.

No meu caso, sou eu que faço o meu cabaz quando vou a casa da minha mãe, mas se recebem estes cabazes ou os vão buscar a pontos de venda, e querem realmente receber apenas produtos nacionais e da época questionem o vosso fornecedor.

Voltando aos rótulos de agricultura biológica, para quando vou comprar "não frescos"...


Ao procurar mais informação sobre estes "carimbos" que aparecem nas embalagens deparei-me logo com um aviso: "há muitos produtos com o rótulo biológico que publicitam o alimento como sendo 100% natural, ou seja, livre de aditivos alimentares. No entanto, ser um produto de agricultura biológica não significa que, posteriormente, não lhe sejam introduzidos aditivos alimentares para assegurar a sua preservação ou conferir determinadas características. O rótulo biológico só se refere ao modo de produção."
Será verdade? Não certifica o produto final? Está cada vez mais complicado ir às compras...
No site na união europeia, que desde o ano passado tem novo regulamento para estes produtos, diz o contrário, se bem interpretei: "quer os agricultores, quer os transformadores, devem em todos os momentos respeitar as normas relevantes contidas no Regulamento da UE, já que serão sujeitos a inspecções, (...). Os operadores bem sucedidos recebem então a certificação biológica e estão aptos a venderem os seus produtos rotulados como biológicos."
E a Deco presta um esclarecimento que, penso eu, ajuda: "o uso do símbolo comunitário é autorizado em (...) produtos agrícolas vegetais e animais transformados, em que 95% dos ingredientes de origem agrícola sejam produzidos de acordo com o modo de produção biológico".
Afinal não é assim tão dúbio, pois não?
Alguém me pode esclarecer sobre este assunto?

Entretanto, quando tem mesmo de ser..., vou procurando o símbolo europeu da agricultura biológica (aparece no tofu e no seitan que às vezes compro, da marca Seara, assim como nos grãos da mesma marca, nos chocolates, ...).
Ainda não encontrei o símbolo Bio (para produtos oriundos de fora da união europeia), nem tenho visto a joaninha da Agrobio.


Por outro lado sei que já comprei (embora não me lembre o quê), produtos com o rótulo francês de agriculture biologique...


O melhor é mesmo comprar cada vez menos alimentos processados. Quanto mais natural, mais biológico.

E já agora votar, até ao fim deste mês, no novo símbolo europeu para a agricultura biológica:



22 de janeiro de 2010

83 - Comprar apenas chocolate biológico e proveniente do comércio justo


Depois de hoje não me vai ser difícil resistir à tentação (sou doida por chocolate...) de comprar chocolate que não seja biológico e, principalmente, proveniente do comércio justo.

Um post que parecia, à partida, tão simples, revelou-se, à medida que fui procurando mais informação, bem complexo. Realmente como diz o outro "a ignorância é uma bênção"...

Apesar de saber, de uma forma generalizada, o que é o comércio justo e de me ter sentido culpada (visto não ir há tanto tempo a nenhuma das lojas do Porto que nem sabia que a de Cedofeita fechou...) por descobrir que este está a decrescer em Portugal nunca tinha aprofundado este tão polémico tema, ao ponto de ser considerado injusto!
Ao ler (retirado da Oxfam, uma confederação de 14 organizações de comércio justo) frases como: "Um aumento de 1% da quota de participação dos países africanos no comércio internacional poderia gerar 70 mil milhões de dólares, cerca de 5 vezes mais do que o continente recebe sob a forma de ajuda externa", eu, má a Economia, fico sem perceber como o comércio justo pode não ser considerado uma boa solução.

Mas depois de descobrir que na costa do marfim, de onde vem 43% do cacau consumido a nível mundial, muitas das plantações usam mão-de-obra infantil escrava, não há argumento (dos muitos outros apresentados) que me faça sentir pena dos trabalhadores eficientes (supostamente prejudicados pelo comércio justo) que, no comércio dito livre, usam a escravatura para prosperarem.

Talvez por isto seja o cacau/chocolate - a seguir ao café - o produto mais procurado e defendido, do comércio justo. E, provavelmente, porque também não há quase ninguém que não goste de chocolate.

E se todos os que consomem chocolate souberem o que foi preciso para ele chegar às suas mãos?!

Visto que não posso comprar chocolate feito de cacau produzido localmente..., fui procurar marcas portuguesas que produzam chocolate a partir de cacau vindo do comércio justo, e de preferência biológico.

Apesar de a fairtrade não estar representada em Portugal, temos várias associações de comércio justo (cores do globo, equação, alternativa, reviravolta, sul) que vendem chocolates mas não vi nenhum de uma marca portuguesa.
Encontrei a mestre cacau, marca vendida em vários sítios, que tem uma linha de chocolate biológico (usando também ingredientes bem portugueses) mas nenhuma referência ao comércio justo.
Descobri também, para quem mora em Lisboa, uma loja, a Rojoo, que só vende chocolates biológicos feitos com cacau vindo da américa latina e de comércio justo!
Pelo Porto a famosa Arcádia não faz nenhuma referência às origens do seu chocolate artesanal...


Como nem (alguns) chocolates da cadbury provenientes do comércio justo (mas não biológicos...) existem por cá, tenho que me cingir aos chocolates de marcas estrangeiras, vendidos nas lojas de comércio justo, mas também nas lojas de produtos biológicos e naturais e até nas grandes superfícies, como o que estou a saborear neste momento, da green & black, biológico e proveniente do comércio justo, que o Zé Manel me trouxe do Continente...

Comemos menos chocolate, é mais caro, mas a nossa consciência fica tranquila.
Sem dúvida esta medida, permitindo-me, por momentos, pensar um pouco levianamente, vai fazer também bem à minha linha e à minha pele...

Ah! E podemos sempre adoptar uma "árvore do chocolate"!