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19 de janeiro de 2010

80 - Comprar apenas legumes da época e nacionais (de preferência biológicos)


Não consegui encontrar na internet uma fonte fidedigna para saber quais os legumes da época, em Portugal.

Depois do post que fiz sobre consumir apenas fruta da época coloquei, na coluna da direita do blog, uma lista com essas mesmas frutas, que vou actualizando todos os meses.
Há uns dias, a Olga alertou-me para o facto da lista referente a Fevereiro não estar correcta. Segundo ela, as maçãs e as pêras não são de agora. Eu, na minha ignorância, achei que, apesar de não haver por estes lados, lá mais para o sul do país (que tem quilómetros e quilómetros de comprimento...) poderiam crescer por esta altura. Ainda tenho muito que aprender.

Já com os olhos mais abertos (obrigada Olga) fui analisar a listagem dos legumes da época, da mesma fonte que usei para as frutas, a Deco, e apercebi-me de algumas, aparentes, impossibilidades. Aqui também tenho maior termo de comparação, porque a minha mãe, na sua pequena propriedade, não tem muita variedade de árvores de fruto, mas tem um quintal invejável e exemplar!

Na lista da Deco aparecem por exemplo, como da época, a alface, a rúcula e a cenoura. E, apesar de esta última ainda ter resistido até Dezembro, as restantes já acabaram há uns meses.

Encontrei outras listas pela internet mas (sempre com base naquilo que cresce agora pelas bandas de Amarante) ainda me pareceram conter mais erros. Provavelmente referem também os legumes plantados em estufas. Mas estes não são da época, pois não?

Enquanto aguardo por ajuda técnica (quem me pode ajudar???) para poder renovar, e partilhar, a minha listagem de fruta e legumes da época, recorri à sabedoria da minha mãe e fiz uma lista dos legumes da época do norte litoral de Portugal...:

- penca;
- repolho;
- alho-francês;
- couve-galega (e provavelmente outras couves);
- nabiças;
- aipo.

Mesmo ao comprar na feira e/ou mercado é preciso cuidado. Pelo que tenho visto, quando ando à procura de fruta, muitos dos vendedores vão comprar os seus produtos ao entreposto...

O meu truque é procurar aquelas senhoras velhinhas, mesmo com ar de "lavradeiras" e que têm menos coisas (e com "pior" aspecto), expostas normalmente em cestos...

17 de janeiro de 2010

78 - Germinar sementes e grãos em casa


A germinação faz parte dos hábitos de quem segue uma alimentação crudívora ou raw food. Mas todos nós podemos, claro, usar germinados na nossa cozinha. Quem nunca comeu rebentos de soja?

As sementes e grãos germinados são muito ricos em nutrientes e podem juntar-se a quase tudo. Normalmente uso-os em saladas, mas também se podem consumir em salteados, sopas, ... (claro que quanto menos cozinhados melhor) e, ainda por cima, é muito fácil de fazer em casa (lembram-se de, na escola primária, colocar feijões e afins em frasquinhos com algodão no fundo?...).

Há uns anos, numa feira de agricltura biológica na alfândega comprei um germinador, e usei-o durante uns tempos. Depois, acabaram as sementes (biológicas) que tinha comprado, a preguiça (ai, ai) falou mais alto e perdi este hábito, voltando a comprar os rebentos germinados. Entretanto, ao mudar de casa, o germinador ficou guardado algures e nunca mais me lembrei de tal coisa.

No mês passado, numa formação, não relacionada directamente com alimentação, o assunto veio à baila e lá fui eu desenterrar o meu cilindro transparente:


Este é um germinador muito prático porque regamos os vários andares de uma só vez, a água escorre para o patamar inferior, que fica sem sementes, e pode ser reutilizada para, por exemplo, regar as plantas. Muito ecológico! Tenho é que colocar os feijões no andar superior, sem a tampa, porque crescem mais do que a maioria das sementes.

Mas até reutilizando frascos de vidros se pode fazer germinação (aqui tem uma boa explicação de todo o processo):


Comprei sementes de girassol (nunca experimentei), grãos de soja (o zé manel adora) e ainda tinha feijão mungo. Tudo biológico, claro. Já iniciei a minha (nova) primeira "sementeira" e daqui a uns dias, dependendo do tempo de germinação de cada um, já teremos rebentos prontos a ser consumidos.

Assim, além de termos uma alimentação (ainda) mais rica e saudável, reduzimos o número de embalagens (normalmente os rebentos vêm numa caixa plástica bem envolvida em celofane...) e somos produtores/consumidores!

25 de dezembro de 2009

55 - Fazer o prato vegetariano de almoço de Natal só com produtos nacionais e da época


Rolos de Couve (há lá coisa mais portuguesa!)
(cozinhados por mim, em casa da minha mãe, em Vila Meã, Amarante)

tempo de preparação: 40 minutos
tempo total de cozedura: 30 minutos
porções: 6

- 6 folhas grandes de couve (penca, de Vila Meã)


recheio
- 2 colheres de chá de azeite (caseiro, de Trás-os-Montes);
- 4 cebolas bem picadas (de agricultura biológica, do quintal da minha mãe);
- 1 dente de alho esmagado (da mesma proveniência das cebolas);
- 2 colheres de sopa de concentrado de tomate (nada de concentrado: molho de tomate, caseiro, feito, no verão, com tomates biológicos em... Vila Meã);
- 75 g de corintos (portugueses, mas não sei de onde);
- 2 colheres de amêndoas lascadas (portuguesas, de Trás-os-Montes);
- 1 colher de chá de sementes de cominhos (não sei a proveniência, estão num frasco sem etiqueta);
- 1/2 colher de chá de canela em pó (não sei a proveniência, mas não deve ser portuguesa);
- 2 colheres de sopa de salsa finamente picada (biológica, apanhada na altura);
- 470g de arroz longo cozido (bem português!);
- 250ml de caldo de legumes (feito no momento, com legumes caseiros e biológicos).

molho de iogurte
- 185g de iogurte natural (da Longavida);
- 1 colher de chá de cominhos moídos (não sei...);
- 1 colher de sopa de hortelã finamente picada ("selvagem", apanhada na altura).

1 - Aqueça previamente o forno a 190ºC. Unte um prato fundo de ir ao forno com manteiga derretida ou óleo (usei azeite).

2 - Em água a ferver (juntei sal), escalde as folhas de couve durante 10 segundos ou até ficarem macias e maleáveis. Escorra, retire o talo das folhas e reserve.

3 - Para fazer o recheio: aqueça o azeite num tacho grande, junte a cebola e o alho e cozinhe em lume brando durante 30 segundos (que precisão...). Adicione o concentrado (molho) de tomate, as passas de corinto, canela, salsa e arroz, mexendo até estar tudo bem combinado. Retire do lume e deixe arrefecer ligeiramente.

4 - Coloque 3 colheres de sopa do recheio na borda de uma folha de couve. Enrole a folha, dobrando as extremidades. Repita este processo com as restantes folhas e recheio. Coloque os rolos, com a dobra virada para baixo, no prato de ir ao forno e regue com o caldo. Em cima dos rolos coloque um prato de ir ao forno invertido para evitar que se desmanchem (não coloquei e não fez falta). Cubra com papel de alumínio e leve ao forno durante 20-25 minutos ou até os rolos estarem bem quentes.

5 - Para fazer o molho de iogurte: misture o iogurte com os cominhos e a hortelã. Sirva a acompanhar os rolos de couve, frios ou quentes (quentes, frios não são tão bons). O molho de iogurte deve ser feito na hora de servir.

in
O livro essencial da cozinha vegetariana
Susan Tomnay (direcção) - Murdoch Books
Könemann
Colónia, 2000

Hum!!! Ficaram muito bons! E, tirando os condimentos (a lembrar o Oriente...), com ingredientes portugueses e os frescos da época e biológicos! Vou ter que repetir fora desta farta época natalícia, para apreciar melhor...

29 de novembro de 2009

29 - Comer somente ovos de galinhas do campo


Gosto muito de ovos. De todas as maneiras.

Normalmente como os ovos das galinhas que a minha mãe cria. A minha mãe, na sua pequena propriedade, pratica agricultura biológica. Como tal faz compostagem. Mas há um passo antes de deitar os restos para a compostagem. Retirar tudo o que é apetecível para as galinhas. Assim estas, além de viverem em liberdade, comem restos de legumes, milho e, basicamente, tudo o que encontram pelo caminho... Muito saudável.

Mas às vezes as galinhas fazem greve ou até estamos algum tempo sem visitar a minha mãe. E compramos ovos. Critérios: tamanho, aspecto, preço, ... Ah, e compramos só os que vêm em embalagens de cartão.

Então vamos lá ver, ovos biológicos certificados. Os ovos biológicos não têm químicos, antibióticos e os métodos de produção são "humanos": as galinhas andam à solta, não lhes cortam os bicos (!!!!!!) e a sua alimentação é também biológica.

Os primeiros que encontrei, numa prateleira do supermercado - ao lado de ovos com aditivos (especiais para crianças, com ómega 3, especiais para grávidas), vinham numa embalagem de plástico, envolta noutra de cartão...


Além destes, os únicos que tinham, e que comprei, eram da CAC: campestre. Tinham um selo de certificação que ainda não conhecia mas que depois verifiquei: ecocert. E tudo me pareceu bem - biológicos, portugueses, em caixa de cartão - excepto o preço: 6 ovos tamanho M custam 2,44€. Ao lado 6 ovos tamanho M, convencionais, estão a 0,85€...

De qualquer maneira se este é o preço para não cortarem o bico às galinhas que põem os ovos que como, nem para as encafuarem em espaços mínimos e fechados, nem para matarem os pintainhos machos de formas horríveis, eu aceito-o.

Há ainda a hipótese de comprar os ovos nas lavradeiras que vêm à feira. Não são biológicos, mas as galinhas andam à solta e não são mutiladas. Acho que vou até à feira no próximo sábado.

Aliás depois do que li e vi, nem sou mais capaz de comprar ovos convencionais! Além dos das galinhas da minha mãe, ou biológicos e/ou das lavradeiras.

21 de novembro de 2009

21 - Preferir produtos "made in Portugal" - 560


Andei a fazer uma revista à nossa despensa. O saldo não parece assim tão negativo. Nenhum dos produtos de limpeza da casa e de higiene* é de origem nacional, é verdade... Mas quase todos os produtos de mercearia o são: arroz, farinhas, feijões, grão, soja e aveia (biológicas), tostas, iogurtes, cevada, a comida das gatas... Além de todos os frescos, claro.

Há alguns produtos que me levantaram dúvidas. Têm o 560 no início do código de barras, mas... produção de quinoa em Portugal? E de sementes de sésamo? Será?


Fui procurar informação e aprendi a diferença entre marcas portuguesas (origem e produção em Portugal) e produtos portugueses (fabricados em Portugal por marcas nacionais ou internacionais). No caso dos segundos a matéria-prima vem de fora do país e é transformada e/ou embalada cá.

Lembro-me de, em miúda, a minha mãe nos comprar meias numa pequena fábrica "de garagem" perto da escola onde dava aulas, na Maia. Tinha um ar bastante clandestino... As meias vinham de França para nelas serem bordados, por operárias portuguesas, os logotipos de grandes casas francesas. Depois voltavam para França para serem vendidas a preços altíssimos. Imaginem os custos (económicos e ambientais) de todas as viagens necessárias para fazer um par de peúgas Pierre Cardin...

Provavelmente a minha quinoa vem de algum país da América Latina, é embalada em Portugal e, só por isso, já tem o código começado por 560.

Ora, sem discutir os motivos e benefícios económicos, "ambientalmente falando", há uma grande diferença entre marcas portuguesas e produtos portugueses. O consumir nacional, consumir local, prende-se, aqui, principalmente, com a intenção de reduzir a poluição provocada pelo transporte dos produtos que consumimos. Marcas portuguesas poluem, em transporte, (bem) menos do que produtos portugueses. Mas como distinguir entre ambos? Nada, nas embalagens, faz distinção entre o que é genuinamente português e o que é "misto"! Há marcas portuguesas certificadas mas, e as outras? A maior parte do produtos 560, de marcas menos conhecidas ou marcas "brancas", dizem produzido na U.E. e tem uma morada portuguesa de distribuição.

A juntar a este problema deparei-me também com outra dúvida ambiental. O que é melhor o nosso fermento Royal ou um fermento biológico (sem fosfatos) francês?...

O que pesa mais, em termos ambientais, a poluição provocada pelo transporte com recursos a combustíveis fósseis, ou a degradação dos solos (e contaminação das águas) de uma agricultura não biológica?

Ajudem-me!

Para já vou-me ficar pelos 50%/50%, vou comprando tanto marcas portuguesas, como produtos portugueses e estrangeiros, desde que biológicos.

E ainda só estou a tratar (apesar do exemplo das peúgas) de produtos alimentares, de limpeza e de higiene...

E, apesar de já ter esse cuidado há uns bons anos, estando atenta às listas que vão saindo, ainda tenho que aprofundar a questão dos testes em animais (critério que para mim ultrapassa o nacional/local): é difícil comprar produtos realmente não testados em animais!

Este assunto ainda vai precisar de mais umas etapas!

* Já há algum tempo que os produtos de higiene cá em casa são da Oriflame, marca sueca que não testa em animais.

8 de novembro de 2009

8 - Comprar apenas fruta da época e nacional (de preferência biológica)


fruta de novembro:
- tangerina
- romã
- pêra
- maçã
- laranja
- limão
(a única, em portugal continental, que é "da época" os 12 meses...)
- kiwi
- diospiro

para quem for das ilhas:
- banana da madeira (todo o ano)
- ananás dos açores (todo o ano)
frutos secos:
- amêndoas
- avelãs
- castanhas
- nozes
(aqui tem a listagem das frutas e legumes de cada mês)


Tenho sorte, a minha mãe tem uma pequena propriedade, numa aldeia de Amarante, onde, desde que se reformou, pratica, com sucesso, agricultura biológica. Sempre que a visitamos (quase todos os fins-de-semana) fornece-nos de legumes e frutas da sua safra, únicos, não só porque são mais saudáveis e saborosos, mas porque são tratados e dados com carinho. E isto não tem preço. Hoje, por exemplo, no capítulo da fruta, trouxemos diospiros, laranjas e tangerinas.

Ainda assim, normalmente, compramos mais fruta. Como gostamos muito de maçãs, de manhã fui ao hipermercado perto de mim para as comprar. E levava em mente: comprar maçãs e/ou pêras, portuguesas e se possível biológicas.

Hoje não havia maçãs nem pêras biológicas... Logo a seguir a esta constatação, em frente ao longo expositor das maçãs, uma dúvida surgiu: com tanta variedade de maçãs portuguesas gostava de saber se são do algarve ou do douro, porque a ideia, ao comprar local, é, não só contribuir para a nossa economia, ajudar os nossos produtores (pelos vistos importamos 75% dos produtos alimentares que consumimos), mas diminuir os gastos no transporte (reduzir a quantidade de combustível usado, reduzir a poluição). Fiquei-me por aqui...

Amanhã vou ao supermercado aqui ao lado, costumam saber de onde vem a fruta.

se quiserem testar os vossos conhecimentos sobre os nutrientes das frutas vão aqui.