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14 de março de 2010

134 - Deixar de usar folha de alumínio para embrulhar alimentos


Já quase desde o início deste desafio (Novembro) que não usamos película aderente. No entanto ainda usávamos, esporadicamente, folha dealumínio. Normalmente para tapar ou forrar algo que vai ao forno (um electrodoméstico que, desde Fevereiro, só usámos em ocasiões especiais).

Muitas vezes comemos nós (permitam-me um momento agradável de nostalgia), nos acampamentos dos escuteiros, batatas, ovos (e até carne...) embrulhados em folha de alumínio e cozinhados nas brasas da fogueira. Uma delícia. Mas depois a folha de alumínio suja ia para o lixo... Para poder ser reciclada tem que estar limpa - principalmente livre de gordura - o que, digamos, é difícil de acontecer quando usada desta maneira...

Mesmo cá em casa, tentamos, sempre que possível, reutilizar as folhas de alumínio, uma, duas, ..., vezes. E no fim, passamo-las pela água da pré-lavagem antes de as levar para a reciclagem.

O principal problema do alumínio, seja sobre que forma for, é a enorme quantidade de energia que é dispendida na sua produção (pelos vistos, 1% de todo o consumo de energia no mundo é gasta na produção deste metal!!!). Claro que o desgaste e a poluição das zonas onde é extraída a bauxita e "purificada" (através da lixiviação química) também não abona nada em seu favor! Aliás, só por isto já não se pode dizer que o alumínio seja um material "verde"...

No entanto, a sua reciclagem é muito importante pois dispende apenas 5% da energia gasta na sua produção e reduz a procura do metal novo.


Mas como antes do reciclar (e do reutilizar) está o reduzir, e como até já tínhamos abolido as bebidas de lata, decidimos substituir o rolo de folha de alumínio por papel vegetal (normalmente mais usado na confecção de bolos): 8m de papel vegetal não branqueado da Silvex (no Continente) custa 2,69€ o rolo.

E também dá para fazer "embrulhos" para levar ao forno:


13 de março de 2010

133 - Consumir apenas carne da região e biológica (esta também é exclusiva do Zé Manel...)


Apesar de fazer bastantes refeições sem carne ou peixe, o Zé Manel não é vegetariano. Depois de termos decidido não comprar mais peixes que façam parte da lista vermelha, chegou agora o momento de decidir não comprar carne (e seus derivados) que não sejam de origem biológica. Certificada ou não.

E porque é que a certificação não é uma prioridade?

A minha mãe - como já referi algumas vezes - vive numa aldeia, no concelho de Amarante. Faz agricultura biológica (tirou e tira "cursos" para se manter a par das técnicas naturais), tem galinhas, perus e patos ao ar livre (com mais espaço que nós, no apartamento), que lhe dão carne e ovos (e alheiras, está a dizer o Zé Manel). Tem uma pessoa que todos os anos cria um porco (ou mais) para ela e para algumas das minhas primas, e, quando precisa, compra a carne de bovino num talho da aldeia, que é fornecido por pessoas da região, "contratadas" para criarem os animais. Até a produtora de leite que lá existe já ganhou prémios: as vacas também pastam ao ar livre, ouvem música clássica e o sistema de ordenha é "meiguinho"... Mas nada disto é certificado com "selos biológicos". Ou porque as pessoas não estão nem interessadas nisso ou porque é tão difícil que desistem.

Como descobriu o Colin Bevan (autor do Impacto Zero, livro que estou a ler agora, amavelmente emprestado pela Mónia) ao visitar uma quinta de produção de leite exemplar: às vezes o selo biológico é um pau de dois bicos. O dono da quinta em questão não o tinha porque, quando as suas vacas ficavam doentes ele tratava-as com antibióticos (se necessário), mas só voltava a retirar-lhes leite para consumo quando as análises não mostravam indícios daqueles. Para ser considerado biológico (pela legislação dos Estados Unidos, aqui parece ser diferente), teria que abater as vacas doentes. E como ele próprio disse: "Eu gosto das vacas"...

Assim, já antes desta decisão, podemos dizer que uma boa percentagem de carne consumida pelo Zé Manel era de origem "mais amiga" (dos animais, do ambiente e dele próprio), mas, quando a comprava nunca tinha este cuidado. Agora - o que exige algum planeamento - vai começar a encomendar a carne no talho da aldeia da minha mãe. Como vamos lá quase todos os fins-de-semana, sempre que for preciso trazêmo-la. O Zé Manel também vai entrar, este ano, na "sociedade do porco" e se, mesmo assim, houver, alguma vez, necessidade de comprar carne no supermercado, será de origem biológica (aqui certificada). Até porque quase todos os supermercados a vendem.

E agora, o Zé Manel, mesmo continuando a comer (alguma...) carne, pelo menos sabe que os animais são bem tratados...

E já agora que tal aderir às segundas sem carne?... Pode parecer pouco, mas se todos os que comem carne deixarem de o fazer apenas durante um dia, a diferença é notória (em termos ambientais). Por exemplo, "se a população total dos Estados Unidos não comesse carne às segundas, a redução das emissões (de gases que provocam o efeito de estufa) seria equivalente ao que ocorreria se todas as pessoas do país trocassem seus veículos comuns por um carro eficiente energeticamente, como o híbrido Toyota Prius. A quantidade de água economizada seria suficiente para que cada pessoa enchesse a sua banheira aproximadamente 20 vezes por ano, e evitar-se-ia o consumo de 12 bilhões de galões de gasolina".


11 de março de 2010

131 - Abolir as frigideiras (e outros utensílios de cozinha) antiaderentes


Quando andava nas minhas pesquisas para encontrar uma solução natural para tirar o ruído das dobradiças da minha porta descobri que um dos "ingredientes" (politetrafluoretileno) do teflon é prejudicial para o ambiente e para a nossa saúde. Primeiro sinal de perigo: os pássaros pequenos (lembram-se de se usarem canários nas minas?...) morrem ao inalarem os gases libertados pelo aquecimento daquele polímero!!!

Há uns anos a minha mãe, com a melhor das intenções, ofereceu-me um trem de cozinha todo em... teflon!!! Depois do post das dobradiças ficamos voluntariamente restringidos a uma frigideira e a dois tachos em aço inox. E eu fiquei com duas tarefas: saber qual o melhor material para os nossos novos utensílios de cozinha e descobrir o que fazer às 2 frigideiras, 3 tachos, 2 tabuleiros de levar ao forno e 1 wok (o meu wok!!!!!!), todos revestidos a teflon...

Com base em vários sites e revistas fiz um resumo das características, prós e contras dos materiais mais usados nos utensílios de cozinha:

Panelas, tachos e afins em...

COBRE
São as que se vêem penduradas nas cozinhas das revistas de casas de campo... São das mais antigas nas cozinhas e, pelos vistos, apreciadas pelas doceiras tradicionais, principalmente para derreter açúcar e para fazer caldas.

A favor
- o cobre é um metal muito resistente à corrosão;
- o calor é distribuído de maneira rápida e uniforme (e não só no fundo da panela/tacho);
- retém o calor por mais tempo;
- são bonitas.
Contra
- o cobre migra para qualquer alimento com que entre em contacto (especialmente os mais ácidos), como tal os utensílios culinários devem ter a superfície interna revestida com estanho ou aço inox. O cobre puro, aquecido a altas temperaturas, pode provocar lesões no sistema nervoso central, rins e fígado.
Cuidados
- verificar se têm revestimento interno;
- ao usar pela primeira vez uma utensílio de cobre, remover o verniz - caso esteja presente - mergulhando-o em água a ferver e deixando nesta até arrefecer completamente;
- para deixar a panela brilhante sem produtos tóxicos: fazer uma pasta de farinha de trigo (½), sal (¼) e vinagre (¼). Espalhar sobre a panela/tacho e deixar secar durante 1 hora. Lavar, enxugar e passar uma flanela macia;
- no dia-a-dia utilizar detergente neutro, não lavar com produtos ou esfregões abrasivos;
- não deixar os alimentos arrefecerem dentro da panela/tacho de cobre (presumo que se refiram às que não têm revestimento): o sal e os ácidos reagem com as substâncias do recipiente e podem provocar a libertação de substâncias tóxicas. 

ALUMÍNIO
As que usávamos nos acampamentos e raids do escuteiros (são leves...)
Há três décadas, pesquisadores levantaram a suspeita de que a ingestão do alumínio estaria relacionada com a incidência das doenças de Alzheimer e de Parkinson. Este assunto continua em estudo. Entretanto, há mais de 50 anos foi verificada a migração do alumínio dos utensílios culinários para alimentos ácidos ou alcalinos (maior em panelas de pressão do que em utensílios normais ou em formas de bolo). E ficou comprovado que átomos de alumínio podem desencadear diferentes processos metabólicos associados a doenças do sistema ósseo, neurológico e hematológico. Este assunto é polémico, pois há quem discorde de tais estudos.

A favor
- são as mais comuns;
- são baratas.
Contra
- são as menos indicadas pelos profissionais de saúde, devido aos tais estudos sobre a migração de resíduos do metal para a comida. A situação agrava-se à medida que o utensílio envelhece, pois os metais migram em maior concentração;
- não devem ser usadas para alimentos ácidos (ex: molho de tomate).
Cuidados
- na limpeza é indicado o uso de esfegões macios ao invés dos abrasivos, porque quando o material é polido, há remoção da camada de óxido de alumínio (que dificultava a passagem de alumínio para a comida);
- não deixar os alimentos arrefecerem dentro da panela/tacho de alumínio: o sal e os ácidos reagem com as substâncias do recipiente e podem provocar a libertação de substâncias tóxicas;
- não guardar alimentos dentro de utensílios de alumínio.

INOX
São as mais usadas na cozinha profissional. O aço inoxidável, conhecido popularmente como inox, é composto por ferro, cromo e níquel.

A favor
- por terem fundo triplo, atingem altas temperaturas mais rapidamente;
- são muito resistentes;
- distribuem o calor de forma uniforme;
- são de fácil limpeza;
- resistem a temperaturas elevadas e a variações bruscas de temperatura;
- não libertam substâncias tóxicas para os alimentos.
Contra
- se a matéria-prima for de péssima qualidade, podem libertar níquel, que é tóxico para o organismo.
Cuidados
- devem ser lavadas com esfregão macio e detergente neutro e não com esfregões abrasivos: no polimento forma-se uma camada protectora de óxido que ajuda a impedir que os metais passem para os alimentos (o níquel em pequenas quantidades pode até ser útil ao organismo, mas o excesso tende a afectar o sistema nervoso);
- antes de as usar, colocar nelas água a ferver, repetir esta operação três vezes;
- quando comprar utensílios de inox certificar-se que têm fundos termodifusores, que permitem que o calor se espalhe uniformemente;
- Como conservam o calor melhor que materiais deve tomar-se cuidado com o tempo de cocção da comida.

FERRO
As panelas de ferro, de cor escura e muito pesadas, são tradicionais das nossas aldeias (as famosas de três pés...). O uso regular destas panelas foi relacionado com a prevenção e o tratamento da anemia. 


A favor
- não se deformam com o calor e conservam melhor a temperatura dos alimento;
- Para quem gosta de um bom cozido ou uma bela sopa, nada melhor que uma panela de ferro...;
- alguns estudiosos no assunto têm mostrado que este tipo de utensílio ajuda a evitar o aparecimento da anemia. Gostei desta: “o uso da panela de ferro é indicado para vegetarianos (temos falta de ferro...), mulheres em idade fértil e crianças”.
Contra
- Quando esfregadas vigorosamente, com esfregões abrasivos, um tipo de ferrugem passa para os alimentos, que, depois de absorvida, oxida gordura do corpo, favorecendo a obstrução das artérias.
Cuidados
- devem ser lavadas com esponja macia e detergente neutro, pois ao esfregá-las podem produzir ferrugem, substância prejudicial à saúde;
- como são pesadas e se mantêm quentes por muito tempo, prefira as que têm cabo de madeira, evitando queimaduras e facilitando a manipulação dos alimentos.

VIDRO

A favor
- As panelas de vidro são as únicas que não transferem qualquer resíduo para a comida;
- Como são transparentes, permitem ver o processo de elaboração dos alimentos;
- são de fácil limpeza;
- a dosagem de líquidos é mais fácil;
- são bonitas.
Contra
- são frágeis...

CERÂMICA
Também bastante tradicionais nas aldeias do nosso país.

A favor
- são as que melhor mantêm o sabor original dos alimentos.
Contra
- as de barro vitrificado, quando aquecidas, libertam substâncias tóxicas como o silicato e o chumbo (o chumbo é facilmente dissolvido nos alimentos, especialmente os ácidos, que podem ficar contaminados com outros componentes pesados como mercúrio e cádmio);
- as de barro cru favorecem a penetração de alimentos, tornando-se alvo fácil de bactérias;
- quebram com facilidade, por serem porosas.
Cuidados
- o ideal são panelas de barro ou de cerâmicas ofuscadas;
- principalmente as que têm uma superfície brilhante, devem ter selo de qualidade que garanta que não são usados compostos à base de chumbo;
- antes da primeira utilização mantê-las em forno quente pelo menos por duas horas.

TEFLON
As que me fizeram investigar este assunto de tachos e panelas...

A favor
- são de fácil limpeza;
- necessitam de menos gordura na preparação dos alimentos.
Contra
- a maior preocupação é ecológica. Pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, descobriram que o teflon se corrompe quando aquecido a temperaturas de 200ºC a 500ºC (a maior parte dos fornos atinge a temperatura de 300ºC...). A evaporação do teflon origina gases CFC, responsáveis pela destruição da camada de ozono; 
- quando arranhadas, liberta-se óxido de crómio hexavalente, que pode lesar o fígado e os pulmões;
- o politetrafluoretileno é um plástico que se solta com alguma facilidade, bastando arranhá-lo com esfregões abrasivos, colheres, facas, ...
Cuidados
- devem ser untadas com óleo e deixadas a aquecer durante dois minutos antes de usá-las;
- não utilizar utensílios que arranhem;
- devem ser lavadas com esfregão macio e detergente neutro.

ESMALTADA ou de ÁGATA

A favor
- são bonitas e (pelos vistos) são mais usadas para decorar;
- se usadas e bem cuidadas não trazem nenhum prejuízo para a saúde.
Contra
- o esmalte usado pode conter elementos tóxicos como o chumbo e os decalques na superfície interna podem conter cádmio. É desaconselhável o uso de utensílios antigos esmaltados(fabricados antes de 1980) (tal como os de cerâmica);
- são muito “sensíveis” e com qualquer atrito o esmalte solta-se.
Cuidados
- devem ser lavados com esponja macia e detergente neutro.

PEDRA-SABÃO
As panelas de pedra-sabão são das mais antigas da história da culinária, mas não são muito usadas no nosso país, mas, por exemplo, no Brasil, onde há grandes depósitos desta rocha.

A favor
- são anti-aderentes;
- retêm o calor por muito tempo;
- libertam quantidades expressivas de elementos nutricionalmente importantes como cálcio, magnésio, ferro e manganês;
- duram muitos e muitos anos;
- não têm cheiro nem alteram o sabor dos alimentos;
Contra
- parecem não ter... apesar de darem a indicação de que, se não forem bem curadas (ver cuidados) podem libertar níquel.
Cuidados
- A panela é comprada “crua”, por isso a cor dela é clara. Antes de usar a panela/tacho de pedra-sabão para preparar uma refeição pela primeira vez aquela precisa ser preparada ou curada:
Unte a panela de pedra com azeite, tanto na parte interna como na externa. Em seguida encha a panela de água e leve ao forno médio (180º C) durante 2 horas ou, no fogão, deixe a água ferver durante 30 a 40 minutos. Deixe a água e a panela earrefecerem e repita a operação mais uma vez. Depois desta operação pode ser usada sem perigo de partir (e suporta até 1000°C). Esta técnica também evita a passagem de níquel, um mineral bastante tóxico, para a comida.
- devem ser lavadas apenas com água e detergente suave, nada de produtos nem esfregões abrasivos;
- nos primeiros dias de uso, evite choques térmicos: não aquecer a peça a seco e depois despejar nela líquidos frios...;
- nas primeiras vezes que for usar a panela/tacho não fazer fritos.

À primeira vista, tendo em atenção também os aspectos ambientais, a melhor escolha - para nós, habitantes de um pequeno apartamento, com um fogão e forno eléctrico - seriam os utensílios em vidro. As indústrias metalúrgicas e de fabrico de alumínio são das mais poluentes, as de vidro não tanto... Pedra sabão existe no Brasil, não cá.

Mas o vidro usado nos tachos e frigideiras é temperado ou borossilicato (pirex), não sendo, pelo que li, passível de ser reciclado. Por isso não convém partir... Mas já temos, há bastante tempo, algumas terrinas em pirex e têm-se aguentado muito bem!!!

Ou talvez em barro cru (cumprindo as regras de higiene...). Mas também tem a questão da fragilidade e da reciclagem.

Talvez, ao fim e ao cabo, as de aço inox (ou mesmo de ferro) não sejam assim tão más. O seu fabrico é poluente, sim, mas duram uma eternidade.

Acho que, há medida que for precisando, vou experimentar uma de cada (vidro, cerâmica e ferro - talvez esmaltado..., inox já tenho)!!!

Entretanto descobri que uma empresa de Hong Kong inventou um revestimento antiaderente aparentemente amigo do ambiente, o Thermolon "Rocks" , e há uma marca belga, a Green Pan, que comercializa utensílios com este material. Segundo o site da marca, em Portugal vendem-se... em Espanha... Talvez tenha, por cá, no El corte inglés.


Quanto ao que vou fazer aos recipientes em teflon?

Visto que não podem ser reciclados e a sua decomposição é prejudicial para a natureza, mas são inofensivos à temperatura ambiente, vou usá-los para fazer as minhas plantações de ervas aromáticas!

10 de março de 2010

130 - Comprar apenas chá em folhas avulso


Esta é uma daquelas medidas que só o comodismo justifica ainda não o ter feito.

Comprar uma caixa de cartão (envolta em plástico), que dentro traz saquetas de chá/infusões, cada uma delas com um pegazinha de papel e envolta num saco de papel, ou plástico, em vez de comprar o saco de chá/infusão em folhas que está quase ao lado (sim, porque até nos supermercados há expositores com sacos de chás/infusões em folhas)...

Ema, Ema, um puxão de orelhas!

E a verdade é que até compro chás/infusões avulso (há nas ervanárias, lojas de produtos naturais, na casa chinesa aqui no Porto, ...), quando quero algo mais específico, mas, o movimento natural (até agora), durante as compras, era pegar na dita caixinha, pelos menos para os chás mais convencionais.

E estas saquetas nem permitem fazer verdadeiramente - segundo a tradição - um chá ou uma infusão... Aqui tem uma explicação detalhada de como fazer bem chá. Algumas infusões fazem-se de maneira diferente, pois as folhas ou raízes (como no caso do gengibre, muito bom para a garganta!) têm que ser cozidas (normalmente aparece a palavra coacção, um sinónimo...) durante uns minutos.


Portanto reprogramei o meu cérebro e a partir de hoje não pego em mais nenhuma caixinha de chá em saquetas! Até porque é muito mais bonito ver as diferentes folhas, flores e semelhantes, em frascos de vidro (reutilizados), não é?

8 de março de 2010

128 - Utilizar um detergente natural para o chão da cozinha e casa de banho


Comprei, no Jumbo, o detergente multiusos desengordurante ecológico da L'arbre Vert.

Eu sei que pode parecer estranho apelar para comprar numa grande superfície, mas se poderem (e concordarem) façam-no, pelo menos em relação aos produtos de limpeza (e higene pessoal), neste hipermercado. Tem uma oferta bastante boa, mas estão a descontinuar este tipo de produtos, por serem compradas por uma minoria! O que é uma pena, porque neste género de lojas há mais hipóteses de estes mesmos produtos chamarem a atenção de outras pessoas, que podem começar a tornar esta minoria numa maioria.

Como estava a "dizer" comprei, para limparmos o chão da nossa cozinha e casa de banho, por 3,69€ (embalagem de 1,25lt), o detergente daquela marca francesa (ainda não há nenhuma marca portuguesa com um produto semelhante, pelo menos que eu tenha encontrado...). Tem o rótulo ecológico da União europeia; não contém fosfatos, éteres de glicol (tóxico...) nem ftalatos (na união europeia este químico derivado do ácido ftálico está a ser retirado); a embalagem é 100% reciclável; é concentrado - uma tampa equivale a duas dos detergentes convencionais; e não é testado em animais!


No Jumbo não tinha nem o detergente lava tudo, nem o lava chão da Ecover, mas no Continente qualquer um deles é mais caro do que o da L'arbre vert (respectivamente 3,99€ e 4,99€, embalagens de 1lt).

Pela minha primeira, e até agora, única experiência, está aprovado. Ficou tudo limpinho e não tem nenhum cheiro intenso (normalmente devido aos perfumes sintéticos do género "perfume de brisa do mar" ou "cheirinho a floresta ao amanhecer"...).

Entretanto, lembrei-me de um comentário, no facebook, da Paula Soveral a propósito do limpa vidros natural que passei a usar (feito em casa, segundo receita antiga). Dizia ela que usa o vinagre para todas as limpezas de casa.

Fui aos meus apontamentos e ao livro O Lar Ecológico (que já me socorreu noutras ocasiões) à procura de receitas naturais e resolvi experimentar a seguinte receita:

- juntar a 4 lt de água quente, meio copo de vinagre branco.

Também fica aprovada (e fica mais barato que o detergente da L'arbre Vert). Agora hei-de experimentá-la num chão mais sujo (depois de ter visitas ou de estar fora uns dias e as minhas gatas fazerem o reboliço habitual na nossa ausência...). Se ficar aprovado, nem precisamos de voltar a comprar detergente (ainda que ecológico) para lavar o nosso chão!

Encontrei outras, se as quiserem testar:

- com água quente e álcool (não tinha as proporções);
- com água e bórax (idem);
- esfregar com água morna (1lt), bicarbonato de sódio (4 colheres de sopa) e vinagre (1 colher de sopa);
- a "velha combinação" de água quente e sabão (biodegradável)...

3 de março de 2010

123 - Comprar cartolinas recicladas


Uma amiga pediu-me para fazer marcadores de livros para oferecer numa festa e como ainda eram uns tantos precisei de ir comprar cartolinas. Já agora, pensei, vou procurar cartolinas recicladas.

Não procurei muito, porque logo na papelaria Nova Técnica, em Matosinhos, onde gosto de comprar material, tinha o que eu queria: cartolinas (A4) recicladas, com algumas opções de tons suaves (trouxe azul e verde claro).

Como esta papelaria, à semelhança de muitas outras, tem os papéis, cartolinas e afins, expostos fora das embalagens, em colunas, por cores, para podermos ver, tocar e retirar as folhas que quisermos, tive que confiar na menina que me atendeu e que me asseverou (perante a minha insistência) que as folhas que eu trouxe realmente são 100% recicladas.


Como não vi a embalagem (devia ter exigido tal, eu sei) não vi qual a marca, nem se as tintas usadas também eram "amigas do ambiente"...

Estamos sempre a aprender e para a próxima já sei como fazer!

Pela textura e aspecto parecem recicladas e o preço ainda me deixou mais convicta: cada folha A4 custou 1 €, contra os 0,10€ ou 0,20€ das cartolinas "normais" que estavam no mesmo expositor...

26 de fevereiro de 2010

118 - Usar um creme de rosto 100% natural


Para comprar o meu novo creme de rosto voltei ao Jumbo (onde até não vou muitas vezes) porque fiquei muito contente com o champô da naetura: foi a primeira vez que usei um champô para cabelo oleoso que realmente resulta. Se quiser posso ficar sem o lavar uns 3 dias (!!!), e antes tinha que o lavar mesmo todos os dias. Ainda não estou 100% "boa" do problema do couro cabeludo, mas para lá caminho.

Então, lá fui eu direitinha à prateleira dos cremes de rosto e comecei por ficar triste porque da naetura só tinha creme para rosto para peles normais/secas. Comecei a ver o creme de outra marca, a Floressance, do grupo francês Lea Nature, que logo na embalagem diz ser 100% de origem natural, sem parabenos, silicone, nem parafina. Mas como não conhecia, fiquei um bocadinho de "pé atrás" (já percebi que qualquer um pode dizer 1oo% natural, biológico, ecológico...) e indecisa. Entretanto lembrei-me de vasculhar bem na prateleira do creme da naetura e bem lá atrás ainda tinha algumas embalagens do creme adequado à minha pele mista/oleosa. Boa!!! Trouxe este. A diferença de preço não era muita: o que comprei custou 13,64€, o da Floressance, 10€ (embalagens de 50ml). E o da naetura eu já sabia que não tem nenhum ingrediente de origem animal, nem derivado de petróleo, 100% dos ingredientes são de origem natural (14% de agricultura orgânica), não é testado em animais, é certificado pela Ecocert, a embalagem é em PET "do mais reciclável"... Mais? Vem de Espanha (sempre é mais pertinho). Só é pena ter 2 embalagens (o da Floressance também): o do creme propriamente dito e uma de cartão e plástico. Nada é perfeito!

Em casa fui pesquisar sobre a Floressance e o grupo Lea Nature, e descobri que os seus produtos cosméticos também são certificados pela Ecocert e não são testados em animais. Focam também muito os cuidados e opções a nível ambiental dos locais de trabalho e dos edífícios, o que é muito interessante. Para a próxima talvez experimente este.

Também encontrei, na internet, uma loja virtual portuguesa, a Alma d'Flor, dizendo que os seus produtos são 100% naturais e sem químicos sintéticos, e também a BioVip, certificada. Mas eu, desde que andei a esmiuçar o significado dos ingredientes, não compro nenhum produto sem analisar a lista de ingredientes!

Também sei que as ervanárias e lojas de produtos naturais têm linhas de produtos naturais, biológicos, certificados ou não, mas continuo a achar interessante uma grande superfície ter atenção com este (ainda) nicho do mercado.

23 de fevereiro de 2010

115 - Comprar uma vassoura "amiga do ambiente"


Como estávamos a precisar de uma vassoura para o exterior, achei melhor comprar uma que fosse amiga do ambiente e não uma 100% de plástico.

A minha mãe tem uma daquelas iguais às dos varredores de rua (feita por um senhor lá da aldeia), de galhos de árvores (também há de giestas), boas para varrer as folhas, mas se calhar um bocadinho de mais para aqui...

Nas feiras de artesanato também já vi feitas de palha de milho, a lembrar as das bruxas, mas são um bocadinho caras (20€). Eu percebo que são artesanais, de milho português, mas mesmo assim...

Só depois de comprar a minha (já diga qual é...) é que soube que em Vila Nova de Gaia já abriu - a primeira em Portugal - uma loja Mundo Verde, onde se podem comprar, entre outras coisas, as vassouras feitas por comunidades de "catadores de lixo" do Rio de Janeiro (embora pareça que a ideia surgiu em Minas Gerais), reutilizando garrafas PET. Há de vários tipos e feitios e custam cerca de 4€.


Quem quiser pode até comprar as máquinas necessárias para iniciar a sua produção deste tipo de vassouras! Ou experimentar de forma mais artesanal.

Mas por esta altura já eu me tinha "apaixonado", e comprado, uma vassoura de piassaba (ou piaça ou piaçaba...), 100% artesanal, portuguesa e feita com "ingredientes" naturais: madeira, piassaba e latão. E parece que dura imenso tempo! Parece-me bem, não? Comprei-a no Continente e na verdade já não sei ao certo quanto custou, mas estava próximo dos 4€.


E se alguém, para os lados de Aveiro, quiser aprender a fazer vassouras de juncos, o Sr. José Paulino gostava de ter alguém a quem ensinar a sua arte!

22 de fevereiro de 2010

114 - Substituir os pensos rápidos por gaze


Eu e o Zé Manel somos socorristas voluntários do núcleo da Maia da Cruz Vermelha Portuguesa (embora "de baixa" neste momento) e como aprendemos na nossa formação, pensos rápidos não devem fazer parte do saco de um socorrista que se preze. Mas como "em casa de ferreiro espeto de pau"... usamo-los nos nossos pequenos acidentes domésticos.


Há uns tempos, ao usar um, pus-me a reflectir na quantidade de desperdício que traz atrás: a embalagem individual (em papel colado) em que vêm, os pedacinhos de papel (ou plástico) que protegem a parte colante, o próprio penso que é feito principalmente de plástico e cola (nada amiga do ambiente) e a caixa de cartão onde estão guardados. Como posso reduzir tudo isto?


Não, os pensos em spray também não me parecem boa ideia...

Investigando o saco do meu imão mais novo (também socorrista), que se abastece na Bastos Viegas (através da internet), "descubro": uso gaze em rolo (e não as compressas de gaze esterilizadas que usualmente os socorristas usam e que vêm em embalagens individuais de plástico e papel...) e adesivo tipo papel, também em rolo. E com um bocadinho de paciência e uma tesoura até improvisei um "penso rápido" tão pequeno como os de compra (e de onde é acham que surgiu a ideia de os criar?...)

É um regresso às origens, "nada de novo", eu sei. Mas habituamo-nos às soluções mais imediatas e esquecemos as outras.

É menos prático? Um bocadinho. É regredir? Hum... não o vejo dessa maneira!

19 de fevereiro de 2010

111 - Utilizar sacos de lixo biodegradáveis


Apesar de já há bastante tempo não trazermos sacos de plástico quando vamos às compras, eles acabam por aparecer cá por casa.

Normalmente são usados para o lixo, pois pareceu-nos a melhor opção (ao menos eram reutilizados...). Seguindo uma sugestão da Cláudia Madeira, resolvi "investigar" este assunto.


Os sacos que encontrei cá por casa (um do Jumbo, outro do Modelo) têm impresso: "este saco é reciclável e 100% degradável, quando se apresenta quebradiço, está já em fase de degradação, devendo colocá-lo no seu recipiente de lixo doméstico", e tem também uma gota com a sigla d2w.

Até parece uma coisa boa, não?

Mas degradável não é biodegradável... e degradável, segundo percebi, não é suficiente porque continua a prejudicar o meio ambiente: estes plásticos, por "acção mecânica ou física", vão desfazendo-se em pedaços cada vez mais pequenos (mas em maior quantidade). Estes minúsculos pedaços podem ser ingeridos por seres menores (como o fitoplâncton, nos oceanos), acabando por os matar, além de que continuam a dispersar fortes poluentes químicos. Há quem diga mesmo que é melhor os plásticos não serem "biodegradáveis" do que serem só parcialmente "biodegradáveis".

Portanto, seguindo este raciocínio, nem estes sacos de plástico (das compras), nem, por exemplo, os sacos de lixo da marca Continente são ambientalmente "bons".

Para ser biodegradável os sacos têm que ser de bioplástico: feitos a partir de matérias naturais (normalmente milho, mas também cana de açúcar, celulose, ...).

A Vileda também anuncia sacos ecológicos mas descobri, como outros antes de mim, ao ler a embalagem, que são "só" degradáveis (apesar de serem feitos a partir de materiais usados, o que até é bom, porque implica menos gastos energéticos no seu fabrico) e eu agora quero dos biodegradáveis!

O que cabe na palavra Ecológico...

E finlmente, também no Continente, encontrei os sacos de lixo Bionatura, da Silvex, que são realmente biodegradáveis, feitos com bioplástico certificado da Mater-Bi, a partir de amido e plastificantes naturais. Para já só têm sacos de 12l (3,49€ a embalagem com 15 sacos), mas para nós servem muito bem.


Mas, e agora, o que faço aos sacos de plástico que me vêm parar às mãos (umas botas, um saco)???

12 de fevereiro de 2010

104 - Comprar peixe que não esteja na lista vermelha


Alabote Hippoglossus hippoglossus
Alabote da Gronelândia Reinhardtius hippoglossoides
Atum patudo Thunnus obesus
Atum rabilho Thunnus thynnus
Atum do sul Thunnus maccoyii
Albacora Thunnus albacares
Atum voador Thunnus alalunga
Bacalhau do Atlantico Gadus morhua
Camarões Parapenaeus longirostris - Metapenaeus monoceros - Litopenaeus vannamei - Penaeus monodon
Espadarte Xiphias gladius
Linguado europeu Solea solea
Peixe espada branco Lepidopus caudatus
Peixes vermelhos Sebastes marinus - Sebastes mentella - Sebastes fasciatus
Pescada branca Merluccius merluccius
Pescada da Nova-Zelândia/Chile Merluccius australis
Pescada argentina Merluccius hubbsi
Pescada da Africa do Sul Merluccius capensis
Pescada da Namíbia/do Cabo Merluccius paradoxus
Raias Dipturus batis - Dipturus laevis - Rostroraja alba - Atlantoraja castelnaui - Leucoraja melitensis
Salmão Salmo salar
Solha americana Hippoglossoides platessoides
Tamboris Lophius americanus - Lophius piscatorius - Lophius budegassa
Tubarões:
Cação Galeorhinus galeus
Tubarão anequim Isurus oxyrhinchus
Tintureira Prionace glauca
Cação galhudo/melga Squalus acanthias

Este são os peixes que segundo a greenpeace portugal, não devemos consumir. Ou porque estão ameaçados de extinção, ou porque o tipo de pesca não é sustentável, provocando a destruição do fundo marinho ou a morte de outras espécies (por exemplo, "por cada quilo de camarão capturado, pelo menos 10 quilos de outras espécies são atiradas ao mar mortas ou moribundas. Algumas destas espécies são tartarugas em perigo de extinção"). Ou todas estas coisas juntas...


Esta organização tem em Portugal uma campanha, a decorrer há já algum tempo, contra a venda, por parte dos supermercados portugueses, de qualquer um destes peixes. Como podemos ver aqui, nenhum deles é minimamente exemplar... E todos nós, enquanto consumidores, podemos participar activamente nesta campanha. Podemos começar deixando de comprar estes peixes (e ter alguns cuidados ao comprar outros)!

Apesar de já não comer nenhum peixe há já alguns anos ("deixei" o peixe cerca de um ano depois de abdicar da carne), compramos peixe para o Zé Manel. Pois é, cá em casa, só eu sou vegetariana... Não muito, porque ele é mais dado à carne... Agora ainda menos, segundo ele e para minha alegria, defensora acérrima dos oceanos e da sua vida! E, claro, nunca nenhum dos acima mencionados. A greenpeace fez uma lista vermelha de bolso, mas eu fiz uma só com os nomes dos peixes, vou imprimi-la (e, como meti 12 listas numa folha A4, distribuir as restantes) e andar com ela não me vá falhar algum nome.

Ah! E os de viveiro também não parecem ser uma boa solução...

11 de fevereiro de 2010

103 - Não comprar nenhum produto que tenha mais do que um invólucro


Quando iniciei este desafio já não trazia, ao ir às compras, os tão prejudiciais sacos de plástico. Entretanto tenho-me também esforçado para reduzir tudo o que é embalagens.

Estamos tão habituados a comprar tudo embalado que nem percebemos que na verdade tal não é incontornável. Na verdade, parece que hoje em dia 50% das embalagens produzidas são alimentares, o que nos torna a nós, pequenos consumidores, responsáveis por mudar, ou não, esta tendência.

Neste percurso gradual para reduzir o meu impacto também no mundo das embalagens..., decidi, a partir de hoje, não comprar nada que tenha mais de que uma camada de protecção. Parece pouco, mas quando começamos a estar atentos...

As bolachas integrais que gosto mais vêm em pacotinhos individuais dentro de uma caixa de cartão. Ao comprar bolachas cream cracker não posso comprar mais do que um pacote porque em conjunto vêm com mais uma camada de plástico. Alguns derivados de soja (hamburgueres, salsichas), que compro esporadicamente, também vêm, além do invólucro de plástico, numa caixa de cartão. Cereais em caixas ficam todos de parte (têm a caixa e um saco de plástico). Muitos cremes (e cosméticos), além da embalagem em vidro ou plástico também vêm numa caixa e ainda trazem um folheto...

Uma amiga, com filhos, que compra sempre vários pacotes de cereais, quado chega à caixa, retira as caixas de cartão dos mesmos e entrega-as à operadora de caixa. Se começarmos a ser mais a fazer o mesmo talvez os responsáveis das lojas comecem a passar a informação aos fornecedores. Ou não?!...


Eesta decisão permite-me trazer menos embalagens para casa, mas também percebo que o plástico é, em quase tudo, a primeira opção de embalagem, o que me incentiva a, cada vez mais, não fazer as minhas compras nas grandes superfícies mas nas lojas/mercados onde podemos comprar (quase tudo) sem embalagens.

5 de fevereiro de 2010

97 - Usar fósforos em vez de isqueiro


Fósforos ou isqueiro (para acender as velas ecológicas, claro, e o incenso natural)?

Qual é mais amigo do ambiente?

Os isqueiros são de plástico, os descartáveis, ou metálicos (tipo zippo), os recarregáveis. Os primeiros são cheios com gás (butano), os segundos com hidrocarboneto isoparafínico sintético (só o nome...) que parece que veio substituir a nafta (um derivado do petróleo), mas que também é poluente.

E como se recicla um isqueiro, alguém me pode dizer? E vai para o ecoponto amarelo?

Cá por casa vamos usando tanto isqueiros, normalmente oferecidos como brinde, como caixas de fósforos. Os isqueiros vazios (como não são muito usados, duram bastante) ainda andam por aqui...

Encontrei um isqueiro ecológico, inventado no tempo em que se tinha de pagar licença de porte do mesmo, mas parece que é difícil de se usar. Há também a versão solar (embora o exemplo do cigarro não seja nada ecológico...).

E os fósforos? São, normalmente, feitos de madeira e vêm em caixas de cartão. A cabeça do fósforo pode ser de feita de diferentes compostos, uns mais verdes que outros. Apesar de serem feitos a partir de árvores os fósforos parecem-me mais ecológicos. Não são poluentes. São biodegradáveis. Podemos prolongar o seu uso, reutilizando-os (por exemplo, aproveitando os usados para acender algo, principalmente tendo um fogão a gás, usando uma chama já acesa). Também podemos reutilizar as caixas de fósforos em trabalhos manuais.


Há também algumas ideias que os podem tornar ainda mais amigos do ambiente: mais estreitos e com cabeça dupla (penso que ainda não são comercializados) ou em bloco, poupando energia, na última fase da produção, e embalagem (ainda não chegaram cá?).


Ainda não encontrei fósforos de papel encerado (mas lembro-me de já os ter usado: gostava de, no fim, os desenrolar...), nem de cartão. Para já vamos comprar dos que vêm nas caixas mais pequenas, para poupar na madeira.

Bom, bom, era "fazer" fogo até sem fósforos, como víamos, nos escuteiros, descrito no nosso "escutismo para rapazes", mas que nunca experimentámos em nenhum acampamento...

4 de fevereiro de 2010

96 - Não comprar frescos nas grandes superfícies


Antes de iniciar este desafio já consumiamos bastantes legumes e também fruta biológica (de safra materna...).

Entretanto, quando por algum motivo não temos este "cabaz" biológico ou não é suficiente, passamos também a comprar apenas fruta da época, nacional, e se possível biológica, e mais recentemente também aplicamos o mesmo critério aos legumes.

Isto fez com que passássemos a comprar mais vezes na feira, perto de nossa casa, a pequenos produtores. Mas continuamos a comprar, talvez em número igual de vezes, nos hiper/supermercados, umas vezes por conveniência outras, confesso, por preguiça...

Mas, a partir de hoje vamos deixar de fazer tal.

E o motivo principal prende-se com os sacos! Já evitávamos produtos em embalagens de isopor (esferovite), mas os sacos...

Pois é, nas grandes superfícies há frutas e legumes da época, nacionais e até biológicos, mas a sua compra implica trazer mais um saco plástico por cada item. Isto se já tivermos posto de parte todos os que já estão embalados no tal isopor e em "celofane".

Eu já não uso sacos de plástico nas minhas compras, ando sempre com os reutilizáveis atrás, mas sou obrigada a trazer meia dúzia de sacos de plástico finos e transparentes. Sou mesmo obrigada, "são regras", diz-me a senhora das pesagens, quando tento demovê-la de colocar um repolho num saco. "Pode pôr a etiqueta no talo ou até numa folha!" digo-lhe. "Não importa, são regras, tenho que o pôr num saco (e fechado com uma etiqueta para não o poder reutilizar!)"... Acharão que vou meter outro repolho neste saco??? É por questões de higiene??? Ah! E a fruta biológica, essa já vem embaladinha... em plástico.

Nalguns pingo doce, algumas operadoras de caixa (onde pesamos as coisas) deixam passar algumas coisas maiores (tipo o repolho) sem saco.

Ainda tentei reutilizar estes sacos (só possível quando somos nós a dar o nó no mesmo, porque as tais senhoras, quando não os fecham com as etiquetas do preço, cheias de brio profissional, esganam literalmente o saquito, invalidando-o para qualquer outro uso), mas hoje disse chega.

Este é o nosso primeiro passo do boicote aos lugares, sejam grandes ou pequenos, que promovem a não sustentabilidade ambiental!


Agora vamos redescobrir o mercado e ir mais vezes às feiras e mercearias. Fantástico!

25 de janeiro de 2010

86 - Conhecer os rótulos de agricultura biológica


Antes de passar para a questão dos rótulos gostava de dizer que sei que há muitos pequenos produtores de agricultura biológica que não têm certificação (outra entidade que certifica). Tenho o exemplo da minha mãe (que é mais micro do que pequena produtora...) que fez várias formações (por entidades certificadas) sobre o assunto, pratica diariamente uma agricultura ambientalmente sustentável e (na verdade nem procura) não tem nenhuma certificação. Como ela há muitos, a escalas diferentes (incluindo os que fornecem cabazes ao domicílio), alguns que até procuram essa tal certificação biológica, mas que não a conseguem (os parâmetros de avaliação são extremamente elevados, segundo me disseram).

Ora, como diz a minha amiga Joana Valente, engenheira do ambiente (e o partido "os verdes" também), mais vale comprar na mercearia da esquina, produtos locais ainda que não 100% biológicos, do que comprar biológicos certificados, que vêm de longe. Ela diz até que "serão piores para o nosso planeta as emissões resultantes do seu transporte do que o (possível) uso de pesticidas no solo pela parte de quem cultiva, localmente, produtos não biológicos".

Fui percebendo, quando decidi comprar apenas legumes e frutas da época, nacionais e de preferência biológicas, que este assunto não é tão simples como parece. Alertada pela Olga, comecei a tentar ver o que realmente é de cada época do ano, em Portugal, e percebi que poderia até, por exemplo, receber em casa, um cabaz biológico mas com produtos fora de época ou mesmo estrangeiros... E tive aqui a confirmação.

No meu caso, sou eu que faço o meu cabaz quando vou a casa da minha mãe, mas se recebem estes cabazes ou os vão buscar a pontos de venda, e querem realmente receber apenas produtos nacionais e da época questionem o vosso fornecedor.

Voltando aos rótulos de agricultura biológica, para quando vou comprar "não frescos"...


Ao procurar mais informação sobre estes "carimbos" que aparecem nas embalagens deparei-me logo com um aviso: "há muitos produtos com o rótulo biológico que publicitam o alimento como sendo 100% natural, ou seja, livre de aditivos alimentares. No entanto, ser um produto de agricultura biológica não significa que, posteriormente, não lhe sejam introduzidos aditivos alimentares para assegurar a sua preservação ou conferir determinadas características. O rótulo biológico só se refere ao modo de produção."
Será verdade? Não certifica o produto final? Está cada vez mais complicado ir às compras...
No site na união europeia, que desde o ano passado tem novo regulamento para estes produtos, diz o contrário, se bem interpretei: "quer os agricultores, quer os transformadores, devem em todos os momentos respeitar as normas relevantes contidas no Regulamento da UE, já que serão sujeitos a inspecções, (...). Os operadores bem sucedidos recebem então a certificação biológica e estão aptos a venderem os seus produtos rotulados como biológicos."
E a Deco presta um esclarecimento que, penso eu, ajuda: "o uso do símbolo comunitário é autorizado em (...) produtos agrícolas vegetais e animais transformados, em que 95% dos ingredientes de origem agrícola sejam produzidos de acordo com o modo de produção biológico".
Afinal não é assim tão dúbio, pois não?
Alguém me pode esclarecer sobre este assunto?

Entretanto, quando tem mesmo de ser..., vou procurando o símbolo europeu da agricultura biológica (aparece no tofu e no seitan que às vezes compro, da marca Seara, assim como nos grãos da mesma marca, nos chocolates, ...).
Ainda não encontrei o símbolo Bio (para produtos oriundos de fora da união europeia), nem tenho visto a joaninha da Agrobio.


Por outro lado sei que já comprei (embora não me lembre o quê), produtos com o rótulo francês de agriculture biologique...


O melhor é mesmo comprar cada vez menos alimentos processados. Quanto mais natural, mais biológico.

E já agora votar, até ao fim deste mês, no novo símbolo europeu para a agricultura biológica:



22 de janeiro de 2010

83 - Comprar apenas chocolate biológico e proveniente do comércio justo


Depois de hoje não me vai ser difícil resistir à tentação (sou doida por chocolate...) de comprar chocolate que não seja biológico e, principalmente, proveniente do comércio justo.

Um post que parecia, à partida, tão simples, revelou-se, à medida que fui procurando mais informação, bem complexo. Realmente como diz o outro "a ignorância é uma bênção"...

Apesar de saber, de uma forma generalizada, o que é o comércio justo e de me ter sentido culpada (visto não ir há tanto tempo a nenhuma das lojas do Porto que nem sabia que a de Cedofeita fechou...) por descobrir que este está a decrescer em Portugal nunca tinha aprofundado este tão polémico tema, ao ponto de ser considerado injusto!
Ao ler (retirado da Oxfam, uma confederação de 14 organizações de comércio justo) frases como: "Um aumento de 1% da quota de participação dos países africanos no comércio internacional poderia gerar 70 mil milhões de dólares, cerca de 5 vezes mais do que o continente recebe sob a forma de ajuda externa", eu, má a Economia, fico sem perceber como o comércio justo pode não ser considerado uma boa solução.

Mas depois de descobrir que na costa do marfim, de onde vem 43% do cacau consumido a nível mundial, muitas das plantações usam mão-de-obra infantil escrava, não há argumento (dos muitos outros apresentados) que me faça sentir pena dos trabalhadores eficientes (supostamente prejudicados pelo comércio justo) que, no comércio dito livre, usam a escravatura para prosperarem.

Talvez por isto seja o cacau/chocolate - a seguir ao café - o produto mais procurado e defendido, do comércio justo. E, provavelmente, porque também não há quase ninguém que não goste de chocolate.

E se todos os que consomem chocolate souberem o que foi preciso para ele chegar às suas mãos?!

Visto que não posso comprar chocolate feito de cacau produzido localmente..., fui procurar marcas portuguesas que produzam chocolate a partir de cacau vindo do comércio justo, e de preferência biológico.

Apesar de a fairtrade não estar representada em Portugal, temos várias associações de comércio justo (cores do globo, equação, alternativa, reviravolta, sul) que vendem chocolates mas não vi nenhum de uma marca portuguesa.
Encontrei a mestre cacau, marca vendida em vários sítios, que tem uma linha de chocolate biológico (usando também ingredientes bem portugueses) mas nenhuma referência ao comércio justo.
Descobri também, para quem mora em Lisboa, uma loja, a Rojoo, que só vende chocolates biológicos feitos com cacau vindo da américa latina e de comércio justo!
Pelo Porto a famosa Arcádia não faz nenhuma referência às origens do seu chocolate artesanal...


Como nem (alguns) chocolates da cadbury provenientes do comércio justo (mas não biológicos...) existem por cá, tenho que me cingir aos chocolates de marcas estrangeiras, vendidos nas lojas de comércio justo, mas também nas lojas de produtos biológicos e naturais e até nas grandes superfícies, como o que estou a saborear neste momento, da green & black, biológico e proveniente do comércio justo, que o Zé Manel me trouxe do Continente...

Comemos menos chocolate, é mais caro, mas a nossa consciência fica tranquila.
Sem dúvida esta medida, permitindo-me, por momentos, pensar um pouco levianamente, vai fazer também bem à minha linha e à minha pele...

Ah! E podemos sempre adoptar uma "árvore do chocolate"!

19 de janeiro de 2010

80 - Comprar apenas legumes da época e nacionais (de preferência biológicos)


Não consegui encontrar na internet uma fonte fidedigna para saber quais os legumes da época, em Portugal.

Depois do post que fiz sobre consumir apenas fruta da época coloquei, na coluna da direita do blog, uma lista com essas mesmas frutas, que vou actualizando todos os meses.
Há uns dias, a Olga alertou-me para o facto da lista referente a Fevereiro não estar correcta. Segundo ela, as maçãs e as pêras não são de agora. Eu, na minha ignorância, achei que, apesar de não haver por estes lados, lá mais para o sul do país (que tem quilómetros e quilómetros de comprimento...) poderiam crescer por esta altura. Ainda tenho muito que aprender.

Já com os olhos mais abertos (obrigada Olga) fui analisar a listagem dos legumes da época, da mesma fonte que usei para as frutas, a Deco, e apercebi-me de algumas, aparentes, impossibilidades. Aqui também tenho maior termo de comparação, porque a minha mãe, na sua pequena propriedade, não tem muita variedade de árvores de fruto, mas tem um quintal invejável e exemplar!

Na lista da Deco aparecem por exemplo, como da época, a alface, a rúcula e a cenoura. E, apesar de esta última ainda ter resistido até Dezembro, as restantes já acabaram há uns meses.

Encontrei outras listas pela internet mas (sempre com base naquilo que cresce agora pelas bandas de Amarante) ainda me pareceram conter mais erros. Provavelmente referem também os legumes plantados em estufas. Mas estes não são da época, pois não?

Enquanto aguardo por ajuda técnica (quem me pode ajudar???) para poder renovar, e partilhar, a minha listagem de fruta e legumes da época, recorri à sabedoria da minha mãe e fiz uma lista dos legumes da época do norte litoral de Portugal...:

- penca;
- repolho;
- alho-francês;
- couve-galega (e provavelmente outras couves);
- nabiças;
- aipo.

Mesmo ao comprar na feira e/ou mercado é preciso cuidado. Pelo que tenho visto, quando ando à procura de fruta, muitos dos vendedores vão comprar os seus produtos ao entreposto...

O meu truque é procurar aquelas senhoras velhinhas, mesmo com ar de "lavradeiras" e que têm menos coisas (e com "pior" aspecto), expostas normalmente em cestos...

11 de janeiro de 2010

72 - Adoptar um detergente para a sanita completamente natural


Hoje voltei ao Jumbo, porque fiquei com o bichinho dos tais produtos ecológicos da marca Auchan. E vim triste! Não porque não os tenha encontrado. Encontrei-os, sim: todos os produtos ecológicos de limpeza estão na mesma zona da loja (uma boa ideia), em meia dúzia de prateleiras estreitinhas... Como só vi uns poucos da Ecover, ainda menos da L'arbre Vert e apenas um da linha ecológica da Auchan (precisamente o detergente para a sanita) procurei um funcionário, que amavelmente me explicou que quase todos os produtos ecológicos estão a ser descontinuados!!! Não me soube dizer porquê, mas normalmente isto acontece com os produtos que não têm procura (não me parece que 3 marcas estejam com problemas ...)! Daqui a minha tristeza.


Espero que seja local, o que não deixa de ser triste, e que o mesmo não esteja a acontecer noutras lojas do grupo.

Trouxe o detergente para experimentar, até porque é mais barato do que o da Ecover (3,77€), e para, modestamente, contribuir para a procura destes produtos.

O gel wc ecológico da Auchan (1,49€) tem o rótulo ecológico europeu, o que já dá alguma garantia. Não traz muita informação sobre a composição ("entre outros ingredientes menos de 5% tensioactivos aniónicos" e perfume). Só em casa vi, em letras pequeninas, que o perfume é sintético, o que normalmente não é bom sinal. Tenho aprendido que quase sempre que aparece a palavra perfume/fragância, a não ser que diga o contrário (como nos produtos ecover), é de evitar tal produto porque pode conter químicos (que não têm que estar descriminados) prejudiciais. Mas como a eco-label parece ser rigorosa vou, até prova contrária, acreditar que os analisaram e os aprovaram.

A wc pato também tem um detergente ecológico, também ele certificado pela eco-label. Custa, no Continente online 1,89€ (aqui o da ecover custa 3,55€!).

De qualquer maneira, como a minha tendência passa, cada vez mais, por fazer os meus produtos, sempre que possível, procurei receitas caseiras e naturais para substituir este tipo de detergentes.

Assim sei que não têm perfumes sintéticos nem tensioactivos... e que são completamente naturais!

Entre várias (com bicarbonato de sódio, vinagre, ...) encontrei aqui uma receita que gostava de experimentar e que vou mostrar à Sylvia, a especialista em produtos naturais, para ver se ela a aprova:

- 30 folhas verdes de eucalipto;
- 1 litro de álcool a 70%;
- 5 litros de água morna;
- Pedaços de sabão ou sabonete.

"Amassar bem as folhas de eucalipto e juntar o álcool e meio litro de água morna. Deixar de molho, de um dia para o outro, num recipiente fechado para não evaporar. No outro dia, derreter as sobras de sabonete, juntar os 5 litros restantes de água morna e juntar ao líquido do eucalipto que estava de molho."

6 de janeiro de 2010

67 - Deixar de usar agrafos


A minha ideia, ao deixar de usar agrafos (e por conseguinte o agrafador), era passar a usar apenas esse simples e fantástico objecto de design, o clip. Tão incrível que (mais) um inventivo canadiano conseguiu trocar um deles por uma casa!


Apesar de também feito de metal (não optando, claro, pelos que trazem uma capa colorida de plástico) é reutilizável quase até ao infinito... ao contrário dos agrafos, que só se usam uma vez, têm que ser retirados do papel antes de os levar para o ecoponto - o papel para um, o agrafo para outro - e, ainda por cima, muitas vezes, os agrafadores encravam, obrigando-nos a gastar mais agrafos do que os necessários.

Como estava dizer, a minha ideia era colocar de lado o agrafador (o que hei-de fazer com ele?) e usar os clips para arquivar recibos e outros documentos que passado algum tempo podem ir para a reciclagem, ficando os clips prontinhos para outros papéis. Mas, ao dar uma volta pela internet encontrei um agrafador fabuloso que não usa agrafos!


Para mim são novidade, mas parece que já existem desde os anos 70. Apesar de não dar para mais de 4 folhas de papel normal, na verdade, são raras as vezes que preciso de agrafar mais do que isso. Então, para este casos esporádicos, reservo os clips e agora não descanso (ups...) enquanto não arranjar um destes eco-agrafadores. Como não o quero fazer pela net, vou procurar pelas papelarias técnicas aqui das redondezas.


(até há uns assim mais "fofinhos"...)