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24 de novembro de 2012

209 - Comprar apenas pilhas recarregáveis


Claro que convém ter um carregador de pilhas...

O nosso foi comprado, há já algum tempo, pelo Zé Manel, no Ikea. Eu andava à procura de qual seria o melhor, e não me decidia...:
"- Precisamos de pilhas.
 - Temos que comprar um carregador e pilhas recarregáveis! Ainda não sei quais são os melhores!
(passados uns tempos)
  - Temos mesmo que comprar pilhas.
  - Têm que ser recarregáveis... e o carregador... e é tudo tão confuso, tantas opiniões!
(uns tempos depois)
  - Já sabes quais são as melhores pilhas? O relógio da cozinha já não funciona...
  - Eu não percebo nada do assunto e quanto mais procuro, mais perdida fico...
  - Olha estas aqui!
  - E se não funcionam bem?...
(mais uns dias)
  - olha que jeitoso (talvez não tenha sido esta a palavra...) este carregador e pilhas que "encontrei"! Não gostas das coisas do Ikea?!..."

E foi mais ou menos assim que passamos a usar pilhas recarregáveis.
Não temos razão de queixa, para já (mas também só as temos há uns meses...), mas parece-me que as pilhas são do tipo recarregáveis convencionais (continuem a ler...).

Devo dizer que continuo indecisa em relação a quais são as melhores pilhas, qual é o melhor carregador (em termos de marca)... Mas dou-vos as dicas que me deram e que encontrei pela net... Quem perceber mais deste assunto (o que não será difícil...) esteja à vontade para corrigir/acrescentar o que achar que pode ajudar futuros compradores de pilhas recarregáveis...

Um leitor da página no facebook aconselhou-me as pilhas recarregáveis Ni-MH do tipo híbrido (como as Sanyo Eneloop). Ele refere que "só são 2100 mAh mas em contrapartida entregam a voltagem que prometem durante muito mais tempo" (estão a ver a minha confusão?). Pelo que percebi não vale de nada a pilha ter carga se depois não tem voltagem suficiente para que o aparelho funcione. Também têm a vantagem de perderem muito menos carga ao longo do tempo, o que é bom para os aparelhos que usam pouca energia (comandos/ratos/teclados/relógios/...).


Também encontrei informação sobre as Ni-MH com baixa auto descarga. Presumo que sejam a mesma coisa que as referidas Ni-MH do tipo híbrido (corrijam-me se estiver errada, por favor) porque mantêm pelo menos 85% (70%?) da sua carga ao final de 1 ano. Geralmente a embalagem diz que estas pilhas já vêm carregadas.

Resumindo (e se não tiver percebido tudo mal):
As recarregáveis convencionais apresentam maior capacidade de carga, por volta dos 2700 mAh; as recarregáveis de baixa auto descarga apresentam menor capacidade - por norma em torno de 2000 mAh - mas garantem que mesmo que se lhes pegue um ano depois de carregadas ainda oferecem uma elevada percentagem da carga (mais de 70%). Estas são melhores para aparelhos que usam pouca energia ou que ficam longos períodos de tempo sem serem utilizados. Disse tudo bem?

Ah, e já agora, uma questão (e desde já peço desculpa se é uma pergunta estúpida...): Posso carregar pilhas de outras marcas no meu carregador?

E só há pouco tempo é que descobri que existem carregadores solares para pilhas.
O que eu gostava mesmo é que estas pilhas solares (um protótipo "faça você mesmo") fossem eficientes.
Ou que estas pilhas que se recarregam com o movimento normal do uso já fossem viáveis.


Quanto a esta ideia - as pessoas enviarem as pilhas recarregáveis para a empresa em vez de terem um carregador em casa -, será mesmo mais sustentável (teria que se estudar o impacto dos carregadores versus o transporte - ida-e-volta - das pilhas, certo?)?

Mas mesmo, mesmo bom era o relógio da cozinha e os comandos da televisão e do disco multimédia não precisarem de pilhas...

4 de setembro de 2012

206 - Bater as claras (e não só) manualmente


Deixem-me começar por vos desejar um óptimo ano (lectivo)!!!


Durante as férias tive oportunidade de experimentar algumas daquelas receitas de sobremesas que vamos guardando para um dia fazer e... vamos adiando e adiando. Como em agosto "ele" foi aniversários, baptizados, almoços de família, festas só porque sim (ainda bem que para compensar também tive muita actividade física), aproveitei para aperfeiçoar os meus dotes de pasteleira.

Foi neste processo que me apercebi que podia poupar alguma energia, água e detergente. Eu sei que é coisa pouca, comparado com, por exemplo, a energia que se poupa desligando a arca congeladora, mas, grão a grão...

Normalmente uso o robot de cozinha para bater os bolos. Ora, quando a receita inclui bater claras em castelo, o processo complica-se um pouco. Se as bato antes, elas "caem" (e a dica de colocar um garfo metálico para impedir que tal aconteça, não funciona, pelo menos não comigo), se deixo este passo para depois, tenho que retirar o que estiver no robot (para outro recipiente), lavá-lo, secá-lo muito bem, para então bater as claras.

Numa das vezes - e devo confessar que foi mais a preguiça de lavar louça a falar do que a consciência ambiental - lembrei-me de experimentar bater as claras com um batedor manual que andava cá por casa, como se fazia antigamente (e sabiam que o recipiente deve ser de cobre não estanhado ou porcelana??? Eu não).

E não é que até correu bem? A partir daí tenho batido todas as claras por este processo e até já cometi a loucura de fazer um bolo de forma totalmente "artesanal"...

Devo frisar que tenho a capacidade, extremamente útil, de usar alternadamente as duas mãos - com igual competência - em inúmeras tarefas, o que faz com que não tenho sentido qualquer desconforto nos pulsos ou braços, como é suposto nas primeiras vezes... mas não desanimem, se não possuem esta bela habilidade, pensem nesta actividade como mais uma forma de exercício!

Agora só me falta construir um forno solar, para poder fazer bolos "energy free"...



parece que este é o ideal



uso um destes



para quem não aguentar o esforço físico...


20 de setembro de 2011

197 - Deixar de ver televisão


Estive a fazer contas e neste momento estou há 53 dias sem ver televisão, excepto curtos visionamentos em casas de outros.

E foi muito natural: fomos de férias, para longe de todas as tecnologias, e quando voltámos não sentimos vontade de ligar a caixa... até agora!

Bom, na verdade, o Zé Manel sentiu... ligou-a para ver um jogo de futebol (ele diz que jogos de futebol não contam!)

Não está a custar nada. Há uns tempos, já tínhamos decidido ligar a televisão só depois das 22h, por causa do bi-horário, (e, já na altura, o futebol era a excepção... Até parece que o Zé Manel é fanático, mas não é, acreditem. Às vezes até nem se lembra de que a equipa dele está, ou vai, jogar...).

Depois, pelo mesmo motivo, decidi usar, sempre que possível, o computador à noite. Infelizmente não posso fazê-lo "apenas" à noite - como pensei - sob o risco de dormir menos do que o necessário...

Ao pesquisar para esse post, encontrei vários estudos sobre os malefícios de usar televisão, computador, consola, ... antes de dormir. Agora encontrei um (apoiado por mais uns quantos) que conclui que ver 1h de televisão diária reduz a esperança de vida em 22 minutos (o estudo refere que quem vê 6h de televisão, por dia, pode ver a sua esperança de vida reduzida em quase 5 anos).

Seis horas por dia a ver televisão???

Como o meu tempo a ver televisão já não era muito, e tenho sempre coisas para fazer, não fiquei com nenhuma sensação de tempo para encher, mas...

.. o meu receio é fraquejar quando vier o frio e a chuva e a vontade para ficar enrolada na manta a vegetar.

Já por isso estou a criar (ou a "repescar") hábitos saudáveis e saborosos (...), que possam ser feitos enrolada na manta...:

- ler mais (estou a fazer uma lista de "livros a ler");
- voltar a desenhar (algo que adoro fazer e que tenho desleixado);
- insistir no tricotar: quando me decidi a fazê-lo, a coisa parecia bem encaminhada, mas afinal ainda não se tornou num verdadeiro prazer (mas eu quero, a sério!!!)


Se passa - seja mais ou menos - tempo em frente à televisão e quer deixar de o fazer (ou reduzir), deixo-lhe uma lista de "51 coisas para fazer em vez de ver televisão" (para todos os gostos, idades, condições, ...), onde estão algumas de que me lembrei e outras trazidas de sites diversos, todas elas - espero eu - aliciantes:

01. leia mais: para si, para as crianças, para alguém que já não pode;
02. passeie: sozinho, acompanhado, com o cão;
03. inscreva-se em aulas de algo que gostaria de aprender ou aperfeiçoar: cozinhar, tricotar, pintar, dançar, …;
04. dedique-se à jardinagem, ainda que só em vasos;
05. cozinhe uma refeição gourmet;
06. dê um passeio de bicicleta;
07. visite um museu;
08. faça exercício: em casa, no ginásio, na rua: nadar, correr, ...;
09. medite;
10. faça voluntariado;
11. organize as suas fotografias - e pode fazer os seus próprios álbuns;
12. faça um bolo - ou bolachas;
13. converse: com um amigo, familiar, companheiro, ...;
14. monte um puzzle;
15. namore, namore, namore;
16. aprenda uma língua nova;
17. ouça rádio - ou a sua música;
18. faça uma equipa com os seus amigos, familiares, vizinhos: futebol, andebol, voleibol, ténis, …;
19. dance;
20. aprenda a tocar um instrumento musical;
21. faça uma caminhada num parque/reserva natural;
22. brinque com o(s) seu(s) filho(s);
23. aprenda a identificar e aprecie as estrelas;
24. visite uma feira de velharias e/ou de antiguidades;
25. convide, para um chá por exemplo, alguém com quem já não está há muito tempo;
26. (re)descubra os jardins/espaços verdes na sua vizinhança;
27. organize uma festa;
28. encontre o seu passatempo: crochet, costura, bricolage, pintura, origami ...;
29. redecore uma divisão da sua casa - ou duas, ou três, ...;
30. veja o pôr do sol ou o nascer do sol - ou ambos;
31. ligue - e converse - com os seus familiares que se encontram longe;
32. alugue um filme antigo;
33. faça uma horta (até na varanda...);
34. volte a estudar;
35. escreva: uma carta, um diário, um poema, um conto, um livro, ...;
36. faça lembranças para oferecer;
37. experimente “aquela” receita;
38. vá até à biblioteca;
39. brinque com o(s) seu(s) animal(is) de estimação - ou adopte um;
40. visite a sua cidade;
41. jogue: damas, xadrez, trivial pursuit, jogo da glória, ...;
42. saia com os amigos;
43. participe num grupo de teatro amador;
44. faça um piquenique;
45. organize uma noite de jogos de cartas;
46. junte-se a um clube de leitura ou inicie um;
47. faça palavras cruzadas;
48. arranje uns binóculos e observe e aprenda a identificar pássaros - ou borboletas...;
49. fotografe;
50. vá a um concerto, a uma peça de teatro, ao cinema;
51. FAÇA ALGO ARROJADO (mas lembre-se que a prisão não é - presumo - um sítio agradável. E, provavelmente, tem televisão...)!!!

20 de setembro de 2010

171 - Usar uma garrafa térmica com água gelada


Genial de tão simples, não é?

Mas não foi ideia minha, desta vez... Na verdade já não sei onde li, mas "tiro o chapéu" a quem se lembrou de tal!

No Verão sabe bem água fresca, quando está muuuuiiiiito calor. Eu costumo misturar meio copo de água natural (da torneira) e meio da que está no frigorífico (também da torneira...), mas o Zé Manel bebe fresca ou, de preferência, gelada.
Eu bebo bastante água. O Zé Manel bebe imensa água. É proporcional: eu suo pouquinho, ele perde água por cada poro da pele...


Agora vejam lá as vezes que, num dia, abrimos a porta do frigorífico só para ir buscar água. Muitas. Segundo um livrinho que me ofereceram nos anos "Como reduzir a sua pegada de carbono - 365 conselhos que fazem a diferença" (pois eu sei... irónico, não é?), de Joanna Yarrow, de cada vez que abrimos a porta do frigorífico escapa-se até 30% do ar frio interior. É bastante!

Como fazer? As garrafas térmicas são isso mesmo, térmicas. Apesar da maior parte das pessoas (nós...) as usar para conservar alimentos ou bebidas quentes, também conservam, claro, frios...

Novo ritual matinal cá em casa:

- pegar na nossa garrafa térmica maior - que tem dois depósitos e uma torneirinha!!! (digam lá que não é o ideal);
- enchê-la de água e de cubos de gelo (mais num depósito do que no outro...);
- e - voilá!!! - está pronta água fresca (numa determinada altura muito fresca) para todo o dia (e noite)!

É, ou não é, genial?!

(claro que quem tem um frigorífico com dispensador exterior de água e gelo, não precisa de nada disto...)

5 de março de 2010

125 - Ligar a televisão só depois das 22h


Achamos que, para já, não vale a pena ser radical e simplesmente deixar de usar a televisão... por isso vamos começar um pouco mais devagar.

Até porque, em comparação com o que tenho visto e lido, nem sequer nos podemos considerar viciados*: só temos uma televisão (na sala), bem normalzinha e não temos televisão por cabo; só os quatro canais abertos ao público em geral e, verdade seja dita, até são demais! E, em média, vemos nem duas horas de televisão por dia (tendo em conta que há dias em que vemos filmes, há outros em que nem ligamos a televisão).

O problema é que gostamos muito de filmes e como não dá para ir ao cinema tantas vezes como desejaríamos, vemos muitos deles... na televisão. Às vezes o Zé Manel também usa esta "caixa que mudou o mundo" para matar saudades de jogar playstation, por isso a televisão serve para mais do que... ver televisão!

E, nestes dias em que está a chover e está frio, dá-nos uma preguiça... e sabe bem não fazer nada a não ser ver um filme, enroladinhos numa manta...

Mas agora está a chegar a Primavera (e o Sol!!!) e já podemos voltar a passar mais tempo fora de portas (temos o privilégio de viver bem perto do parque da cidade e do meu amado Mar) e, mesmo dentro de portas, o calorzinho já nos puxa para fora da manta, para fazermos outras coisas (hobbys não me faltam...).


E pronto, a partir de hoje só vamos ligar este aparelho depois das 22h (temos o bio-horário), um pouco depois da hora a que, normalmente, chegamos a casa a seguir às aulas do fim-da-tarde/noite. Vemos o noticiário da rtp2 (o único para o qual ainda temos paciência) e, quem sabe, nalguns dias, um filme ou uma série...

O Zé Manel (a quem esta medida vai custar um pouco mais) estabeleceu uma excepção: quando dá algum jogo de futebol da equipa dele...

*Neste blog, de um publicitário (?) brasileiro, que começa com "A mídia possui um poder perigoso, porque pode ser sutilmente utilizada para dominar mentes...", encontrei algumas dicas (para quem for mais televisão-dependente) para ajudar a diminuir o vício... Tem boas sugestões para reduzir as horas que as crianças passam em frente ao televisor:

- remova a sua TV para um lugar menos importante na casa. Isto ajudará muito no seu processo de libertação (soa mesmo a vício...);
- esconda o controle remoto (lá está!);
- não permita a existência de uma TV no quarto de seus filhos, pois distancia-os da vida familiar e do contacto com os demais membros. Não os deixa dormir bem e também torna difícil controlar a programação imprópria para menores (nunca tive televisão no quarto);
- não assista a TV durante as refeições, pois é um óptimo momento para se cultivar o diálogo familiar (sempre assim foi em nossa casa, onde aliás, também só havia uma TV);
- determine claros limites para se assistir aos programas da TV, por exemplo, meia hora, uma hora... Estabeleça as normas de forma positiva, isto é, não diga: "não vais ver televisão!", mas "podes ver tanto tempo por dia" ou "vamos fazer tal coisa";
- não use a TV como "ama!. Faça com que os seus filhos participem das tarefas domésticas, para que se sintam úteis. Dê-lhes a oportunidade de sentir que podem ajudá-lo bastante;
- fixe alguns dias da semana como dias sem TV e realize noites de entretenimento familiar;
- não faça da TV instrumento de recompensa ou castigo pois isto aumenta ainda mais o seu poder de influência;
- ouça rádio ou as suas músicas favoritas ao invés de deixar a TV ligada numa outra divisão da casa, usando-a como "som ambiente";
- não pague para assistir TV, ao invés, utilize essa verba para comprar jogos ou livros (boa!);
- não se assuste se o seu filho lhe disser: "não tenho o que fazer!". Isto irá despertar-lhe a criatividade;
- não permita que a TV supere o mais importante: o diálogo familiar, a criatividade, a leitura e a diversão;
- pense sempre na possibilidade de assistir cada vez menos TV. Quando conseguir libertar-se, ficará espantado com quanto tempo perdeu para se dedicar à família, à criatividade, ao amor e às outras formas de entretenimento. Contudo, após a libertação, passará a controlar o botão de liga/desliga da TV... E o mais importante: à hora que bem quiser! (esta parte soa mesmo a AA - pelo menos do que vemos nos filmes... - depois dos 12 passos, o 13º é a libertação!).


21 de fevereiro de 2010

113 - Deixar de usar o mini-aspirador


O mini-aspirador era, até hoje, o único electrodoméstico cá de casa que mesmo quando não estava a ser usado, ficava ligado à corrente (de outra maneira, quando o quisséssemos usar, estaria descarregado...). A sua luzinha vermelha continuamente acesa lembrava-me desse facto sempre que passava por ele...

A minha consciência não me deixou continuar a usar, por comodismo, este pequeno sugador de energia.


Na verdade, quase só o usávamos para aspirar (apesar de ser umas três ou quatro vezes por dia...) o serrim que cai do lado de fora da casa-de-banho das nossas gatas (uma delas é compulsiva e o seu ritual de "cobrir o que faz" ultrapassa os limites da caixa fechada!).

É algo que podemos fazer com o nosso aspirador "normal"*, que até é pequeno e está quase mesmo ao lado... Dá um bocadinho mais de trabalho, claro, mas nada que transtorne a nossa vida.

Assim, esvaziei-o, lavei-o, limpei-o e guardei-o, para não cedermos à tentação...

*melhor ainda (acrescentado pós publicação do post, por sugestão de terceiros...): usar o apanhador e a vassoura (às vezes as coisas mais simples passam-me ao lado)!!!

14 de fevereiro de 2010

106 - Usar o forno só em ocasiões especiais


O forno cá de casa é antigo, de uma marca portuguesa que já não existe, a Leão. Aparentemente é um óptimo forno (eléctrico...) e funciona muito bem, apesar de só ter um botão para regular a temperatura e não permitir opções de tipos de funcionamento (o que até é bom, pois parece que a função grill é a que gasta mais energia).

Mas nós somos duas pessoas cá em casa. E ligar um forno grande para fazer um assado para dois é, sem dúvida, um desperdício de energia. Por isso, a partir de hoje, só fazemos assados em dias especiais (muito especiais se formos, na mesma, só nós os dois...).

Há outras medidas que ajudam a reduzir o gasto energético do forno tradicional:

- evitar abrir a porta do forno durante a sua utilização, pois este vai precisar de bastante energia para recuperar a temperatura a que estava anteriormente (perde cerca de 20% do calor acumulado, a cada abertura);
- tal como no caso do fogão, desligar o forno algum tempo antes de finalizar o assado;
- evitar o pré-aquecimento. Regra geral, só é mesmo necessário quando fazemos bolos ou souflés.


E ainda hei-de fazer um forno solar!

9 de fevereiro de 2010

101 - Descongelar os alimentos no frigorífico


Não que usemos muitos congelados, mas, às vezes, quando cozinhamos, fazemos um pouco a mais e congelamos* para aqueles dias em que não temos tempo ou não nos apetece cozinhar... normalmente sopas e estufados. Neste momento também temos bastantes tomates no congelador, porque este Verão os tomateiros da horta da minha mãe fartaram-se de produzir e deu para comer tomate de todas as maneiras possíveis e imaginárias, fazer molhos de todas as espécies e feitios e ainda congelar. Ah! E algum peixe para o Zé Manel.

E como esta medida poupa energia? Ao colocarmos os alimentos no frigorífico para descongelarem, aqueles "dão frio", diminuindo o trabalho deste para arrefecer a temperatura no seu interior! Pode ser pouco, mas todos os bocadinhos contam.

Claro que isto envolve alguma programação, porque desta maneira a descongelação demora cerca de um dia (dependendo da zona do frigorífico onde se colocam os alimentos em questão). Mas é uma questão de hábito (embora não resulte quando decidimos, no momento, que não nos apetece cozinhar...).


Por outro lado este método, além de ecológico, é mais seguro porque (o que eu não sabia), por questões de saúde, não se deve descongelar alimentos à temperatura ambiente (em especial carnes e peixes...) mas a temperaturas inferiores a 4º. Acho que nem mesmo nos dias mais frios a nossa cozinha atinge esta temperatura...

* ver aqui uma pesquisa óptima, cheia de dicas de como congelar, convenientemente, diferentes alimentos.

8 de fevereiro de 2010

100 - Desligar o fogão (eléctrico) antes do fim da cozedura


Esta é daquelas coisas que eu sei, o Zé Manel sabe, mas que nos esquecemos muitas vezes, normalmente porque nos distraímos...

Como temos uma bimby (que, acho eu, é ecológica porque, entre outras coisas, não usa temperaturas muito elevadas, permite cozinhar ao vapor e tem tempos exactos de cozedura) deixámos de usar o fogão para algumas coisas do dia-a-dia (sopas, cozidos) e muitas outras dos dias especiais.... Mas eu (o Zé Manel não...) continuo a fazer o arroz no fogão, porque não gosto tanto do da bimby, e a cozer as massas (aqui preferimos os dois). E fazemos os grelhados, os "guisados", os rissotos, os salteados (no Wok), ...


Como ambos estávamos habituados a fogões a gás, agora andamos a testar quanto tempo antes podemos desligar o disco, para que o que está a ser cozinhado fique bem, sem termos que voltar a rodar o botão... Por exemplo, no arroz "à portuguesa" é fácil: depois de ferver, reduzir para o mínimo e passados 7 minutos desligar.

Mas temos uma dúvida, nas preparações que precisam de um certo tempo de cozedura (tipo um guisado). Gastamos menos energia se:

- deixarmos mais tempo na temperatura mais alta, o que reduz o tempo em que o disco está ligado (mas a uma temperatura alta);
- ou, baixar logo a temperatura, quando começa a ferver, o que prolonga o tempo em que o disco está ligado (mas a uma temperatura baixa)?

O que acham?

29 de janeiro de 2010

90 - Baixar a temperatura do cilindro de água quente


É sempre bom saber, quando estamos a tentar diminuir os nossos gastos energéticos, que o nosso cilindro (ou termoacumulador) é a forma mais poluente de aquecer a água...

A (única?) coisa boa é o facto do nosso cilindro estar colocado mesmo por cima do lava-loiças (se bem que agora não usemos água quente para lavar a louça), na parede que separa a cozinha da casa-de-banho, o que faz com que as perdas de calor sejam bem menores. Mas a juntar ao facto de que ter um cilindro é mau, o nosso está nu! O que quer dizer que se perde calor pelas paredes do tanque... ai, ai!

Já tenho uma nova medida para breve: isolar o nosso cilindro.


Uma coisa que podemos fazer para atenuar o gasto deste "monstrinho" é baixar a temperatura do cilindro, que normalmente está nos 60º, para 50º.

Portanto lá fui eu procurar o termostato e respectivo "regulador". Eu procurei, o Zé Manel procurou, procurámos os dois juntos... e nada.

O nosso cilindro não tem termostato visível (como têm muitos que vi pela net), nem nenhuma tampa de algum compartimento secreto onde possa estar escondido. Ou se tem escapou à nossa intensa vistoria.

E agora?

Descobri o plano B, que agora até parece melhor que o A:

desligar o cilindro e ligá-lo apenas uma hora antes de precisarmos de água quente, o que cá em casa se resume à altura dos duches. Como temos o bi-horário, vamos ter que passar a tomá-los algures entre as 22h e as 7h...

É pena o poliban não permitir tomarmos banho juntos, sob risco de um de nós escorregar e lesionar-se seriamente. Esta é que seria uma bela medida!

Entretanto, a minha amiga Carla, que trabalha na área dos materiais de construção, lembrou-me que existem temporizadores, para não termos que andar a ligar e a desligar a ficha da tomada. Mais uma coisa para procurar.

E também aprendi que para funcionar bem e durar mais tempo devemos, de três em três meses, drenar 1/4 da água do cilindro, a partir da válvula na parte inferior do depósito (para prevenir o aumento da sedimentação de materiais).

Terei coragem?

7 de dezembro de 2009

37 - Desligar a arca congeladora

Esta era uma medida a tomar no próximo mês, e para tal já nos andávamos a preparar, esvaziando a arca, pouco a pouco. Mas devido a uma pequena distracção, a porta ficou entreaberta durante umas horas - é das verticais - e uma nova era do gelo chegou à nossa arca frigorífica.
E, já que tinha que ser desligada para descongelar (algo que deve ser feito pelo menos uma vez por ano), mais valia antecipar a decisão e mantê-la inactiva.
Ainda bem que já estava mais de metade vazia. Mesmo assim o Zé Manel comeu filetes de pescada em 3 refeições seguidas...
Pelo que li a arca congeladora é responsável por cerca de 11% do gasto energético de uma casa (e o frigorífico por cerca de 16,5%). A Câmara do Seixal tem uma página interessante para ajudar a perceber qual o melhor frigorífico e/ou arca, dependendo das famílias e hábitos, e estima os custos energéticos diários de cada tipo de equipamento.
Quando viemos morar para o apartamento começámos por deixar a arca desligada. Já não me lembro bem porquê, passados uns meses ligámo-la. E assim foi ficando. Não que compremos congelados, ou pelo menos é muito raro fazê-lo. Mas vamos congelando, quando cozinhamos, parte das sopas, lasanhas, guisados, para quando não temos tempo ou "apetite" para cozinhar. E também quando trazemos muito legumes frescos (tomates, pimentos, abóbora...) da safra da minha mãe e sabemos que não vamos dar cabo deles numa semana...
Bom, mas há outras maneiras de conservar os alimentos: o frigorífico tem um pequeno congelador (e somos só dois) e ele próprio também conserva as refeições (durante um bocadinho menos de tempo...); e este ano, por exemplo, transformámos montes de tomates em molhos e chutneys que se conservam meses no vácuo, em frascos! Além de que é mais saudável comer frescos, segundo li, pois no processo de congelação (industrial ou caseira) perdem-se sempre nutrientes. Mas se congelar legumes em casa deve primeiro branqueá-los. Aprendi eu agora.

5 de dezembro de 2009

35 - Comprar um aspirador ecológico


Devo dizer já que não compramos nenhum aspirador. Nem vamos comprar!

Começando pelo princípio.

O nosso aspirador morreu há 2 semanas. Sem hipótese de ressuscitação...

Depois de uma primeira visita a um hipermercado de electrodomésticos e de percebermos que existem quase tantos modelos de aspiradores como de telemóveis, e de que não tínhamos nenhuma ideia de como seleccionar um, voltámos para casa sem nenhum. Enquanto decidíamos que aspirador comprar, fomos usando o, também bastante velhinho, aspirador do nosso espaço (onde damos aulas), o que não é muito prático, porque, lá temos que aspirar todos os dias e em casa, quase, graças às nossas 3 fornecedoras de pêlos.

Entretanto lembramo-nos de procurar um aspirador ecológico! Haverá?

Sim. E já foram testados pela Pro teste. Como a minha mãe é assinante fomos ao site ver os resultados (só disponíveis para quem assinar a revista).

Testaram 4 modelos (também não encontrei mais com pretensões ecológicas).

Para serem aspiradores ecológicos os aspiradores têm que, pelo menos, reduzir o consumo de electricidade (a revista foca também a redução de ruído):

"os aspiradores AEG-Electrolux Energie Sparer e Philips FC9088/01 anunciam que consomem menos 36% e 30% de electricidade do que outros modelos, respectivamente, mas o nosso teste aponta para uma redução na ordem de 27% e 21%. Já o Siemens VS06GP1266 alega poupar 50% face a modelos de 2007, mas obtivemos um valor inferior, na ordem dos 35%." O que, segundo a pro teste, comparado com os aspiradores testados em 2009, significa apenas uma redução de 5,5%. De frisar que as marcas comparam o seu aspirador ecológico com outro seu modelo e a pro teste cruza informação entre várias marcas e modelos.

Então, se em termos energéticos não representam uma melhoria "por aí além", que mais nos têm para oferecer?

O da Siemens e o da AEG-Electrolux, aparentemente, nada. Ah! O da Siemens tem o cabo verde para nos recordar, enquanto aspiramos, que estamos a poupar energia...

Na informação do aspirador da Philips diz que se pode usar sem o saco. Mas há outros, que não dizem ser ecológicos, que também não precisam de saco...

Já o da Electrolux tem algo mais:

- 55% material plástico preto reciclado (2Kg de 3,5Kg);
- 56% de material de embalagem em papel reciclado (2Kg de 3,5Kg);
- 90% do total do aspirador pode ser reciclado.

Portanto - excepto, talvez, em relação a este último - a bandeira ecológica, pelo menos para mim, é puro marketing! Está na moda ser "verde".

Ainda por cima, segundo a pro teste, "o Philips FC9088/01 e o Siemens VS06GP1266 falham a aspirar o pó das fendas, e o Electrolux ZUSG3000 e o AEG-Electrolux Energie Sparer nas carpetes" (este último dado não me afecta, porque não temos carpetes).

Pelos vistos a resistência do motor é boa, assim como o cabo. "E a boa eficácia mantém-se ao longo do tempo."

E os preços? (por ordem de pontuação dada pela revista, da mais alta para a mais baixa)

Philips FC9088/01: entre 84,91 e 225,66€;
Siemens VS06GP1266: entre 110 e 149,90 66€;
Electrolux ZUSG3000: entre 190 e 279,64€;
AEG-Electrolux CE1400 Energie Sparer: entre 100 e 149,59€.

E para terminar em beleza: aquele que, à primeira vista, parecia ser o mais aliciante, o da Electrolux, teve 64 pontos e a revista avisa que só a partir de 65 é considerado "Boa qualidade"...

Vamos voltar ao início?! Procurar nos aspiradores ditos "não ecológicos", ver os testes, perguntar aos vendedores (segundo me disseram, parece que ajuda) e procurar o mais "equilibrado"? Um que seja pouco "gastador" mas potente e eficiente (o que faz com que aspiremos menos vezes), talvez sem saco seja melhor?

Não, a minha (grande) amiga Ana lembrou-me que esta é uma óptima altura para precisar de um aspirador, mesmo ecológico! É um bom pedido para o Pai Natal! Por isso à carta que lhe vou escrever, vou juntar toda esta informação!

Acham que é batotice?


14 de novembro de 2009

14 - Baixar a temperatura do frigorífico para o mínimo


“O frigorífico deve ter uma temperatura entre 3 e 5ºC”;
“A temperatura do frigorífico deve estar entre 0 ºC e 8 ºC”;
“Mantenha a temperatura do frigorífico entre aproximadamente 2-3ºC”;
"Abaixo dos 3ºC o consumo de energia aumenta desnecessariamente";
“Mantenha a temperatura do frigorífico entre aproximadamente 2-3ºC”;
“A temperatura recomendada para um frigorífico é entre 1° e 4°C”.

Tudo dicas tiradas de diferentes sítios da net.

E agora que fazer?


Fiz o raciocínio ao contrário, ao escrever esta medida... O frigorífico gasta energia para arrefecer o seu interior, quanto mais baixa a temperatura pedida mais ele gasta... devia ter escrito: "Subir a temperatura do frigorífico para o máximo"...

Até porque além de gastar mais energia, se a temperatura for muito baixa estraga os alimentos frescos, deixando-os assim como que a meio caminho da congelação (eu sei porque já tive um velho frigorífico caprichoso, que tanto, num dia, congelava tudo o que estava lá dentro, como no dia seguinte voltava ao normal...).

O nosso frigorífico tem marcados, no botão de regulação de temperatura, os algarismos do 0 ao 5. Corresponderão a graus? Fui ver ao manual (sim, guardo os manuais eternamente) mas não fazia referência a tal, embora diga para manter o botão no 3.

Também não tenho nenhum termómetro que diga temperaturas abaixo dos 35º...

Estou um pouco confusa...

No nosso frigorífico, se puser no 5 fica mais frio, por isso não são graus (a não ser que sejam negativos...). Vendo as sugestões iniciais e do próprio manual do frigorífico, o 3 seria um bom número. Mas como a ideia é ir um bocadinho mais longe, em termos de poupança, rodei o botão até um bocadinho abaixo do 2 (tinha-o no 3,5...). Vamos a ver como corre!

Também aproveitei para aspirar as resistências na parte de trás do frigorífico (deve ser um bocadinho mais complicado nos frigoríficos encastrados), o que dava para uma outra medida, mas enfim... Li que o devemos fazer duas vezes por ano, porque sujas de pó podem gastar até mais 30% de electricidade. E já não o fazia há quase um ano...

5 de novembro de 2009

5 - Usar a temperatura mais baixa da máquina de lavar roupa


Andei a ver se encontrava novas dicas sobre como usar a máquina de lavar roupa de modo mais ecológico, mas pelos vistos - o que não é surprendente visto a simplicidade do mecanismo - não há muito mais a fazer, além do que a maioria de nós já sabe:

- Utilizar os programas de baixa temperatura.
li algures na net que ao diminuir de 60º para 40º podemos economizar em até 46% do consumo, não encontrei informação quanto à diferença entre lavar a 40º e a 30º, a temperatura que a partir de hoje vou usar. Alguém sabe?

- Seleccionar o programa económico, sempre que a roupa esteja pouco suja.
uma dica para quem estiver a pensar comprar uma máquina de lavar roupa - não vale a pena comprar uma máquina com muito programas, porque provavelmente usará apenas 1 ou 2 (mais dicas aqui)

- Utilizar a máquina com a carga máxima.
e mesmo nas máquinas com a opção de meia carga, evitar usar esta função porque 1/2 carga + 1/2 carga gastam mais que 1 carga.

- Evitar usar a pré-lavagem.
- Manter os filtros limpos.
(esta para mim foi novidade, ou já me tinha esquecido...)

Comecei por verificar o filtro da minha velhinha máquina - que já está na sua 2ª casa e já foi arranjada 2 vezes - e descobri que realmente precisava de ser limpo (cotão, pêlos de gatas).

Devo confessar que ainda tenho algumas dificuldades em lidar com este electrodoméstico, provavelmente porque me iniciei tarde no tratamento da roupa. Tenho sempre dúvidas se atingi a carga máxima: se ainda podia enfiar mais umas meias porque estou a desperdiçar espaço ou se já meti tanta roupa que a água e o detergente dificilmente chegarão a todo lado. Quando estou indecisa opto pela 1ª hipótese, porque se optar pela 2ª e a roupa ficar mal lavada, vou ter que repetir o processo e gastar o dobro da água e da energia.
Hoje "fiz" uma máquina - com roupa pouco suja - a 30º (e no programa mais curto) e saiu tudo lavadinho. Amanhã vou experimentar com roupa um pouco mais suja (as t-shirts com que o zé manel dá aulas de ginástica, por exemplo) e muito mais suja (tapetes, cobertores das gatas) e logo vos direi.


Entretanto fiquei com uma dúvida:
É melhor manter a minha máquina enquanto durar ou comprar uma nova, e decerto mais eficiente, e contribuir já com mais um "mono" para o ecocentro?