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9 de maio de 2013

213 - Evitar comprar artigos em plástico


As nossas casas estão cheias de plástico. A vossa não?!... Experimentem fazer o que fiz. Percorri o nosso apartamento (cerca de 70 m2) de papel e lápis em punho e fui registando os objectos que contêm - na totalidade ou em parte - algum tipo de plástico.

Na cozinha e lavandaria, os electrodomésticos têm todos partes em plástico, do frigorífico à máquina de sumos. Os candeeiros de tecto tem plástico. As bacias, baldes, o apanhador e respectiva vassourinha, o espanador, são de plástico. O ecoponto tem partes em plástico (...), as caixas da areia das gatas são de plástico. As suas taças para a comida também... A quase totalidade das caixas para guardar alimentos - vulgo tupperware - são de plástico. As que são de vidro, têm a tampa... de uma espécie de plástico. As cuvetes de gelo, partes das garrafas térmicas, as colheres medidoras, o germinador, até as tampas das garrafas de alumínio para a água, são de plástico. A minha bicicleta, os nossos patins, algum calçado, têm partes em plástico.

Na casa de banho, a cortina do chuveiro é de plástico, os suportes e base do espelho do lavatório, partes das torneiras e do chuveiro são de plástico. O autoclismo, peça de museu, da marca Dilúvio (com este nome imaginem se não lhe tivéssemos reduzido o volume e colocado um contrapeso, para controlar as descargas...) é de plástico. Há frascos e embalagens de plástico, embora muito menos do que antes deste desafio e muitas delas já reutilizadas várias vezes. 

Na sala e no escritório, os  aparelhos (televisão, dvd, portáteis, impressora, discos externos, ...) são, em grande parte, de plástico, todos os candeeiros têm partes em plástico (nem que seja os fios e o interruptor...). O mesmo com o aquecedor a óleo. Há marcadores (e respectivas caixas) de plástico, as pastas tamanho gigante onde guardo desenhos e folhas são de plástico, telemóveis e carregadores contém plástico, a minha máquina fotográfica e acessórios... plástico. Quase todas as capas de cd e dvd são de plástico (apesar de os termos deixado de comprar).

No nosso quarto há menos plástico. Além dos casos referidos no parágrafo seguinte, encontro plástico no rádio do zé manel, na balança, no espelho de rosto e nos óculos de sol. Ah, e na bijuteria!...

Pela casa toda, tomadas, interruptores, cabos e fichas eléctricas, os temporizadores, partes dos estores interiores, são de plástico. Os estores exteriores são de plástico. As campainhas, na entrada do prédio, são de plástico.

E tenho a certeza que deixei escapar algumas coisas... Até porque há muito plástico "escondido"...

A nossa vida, para além da nossa casa, está cheia de plástico. E até parece positivo, nalguns casos: por exemplo, devido ao facto de uma parte dos componentes de um automóvel actual serem de plástico há menos gasto de combustível, logo menos emissões de CO2. E parece que os painéis solares são feitos de plástico...

O plástico é resistente, durável ("eterno"), maleável, ..., bonito, barato. Sim, eu bem sei... com todas as suas cores vivas, o plástico pode ser muito apelativo...

Mas... por ser eterno, não se (bio)degrada, perturbando os ciclos naturais. Já todo vimos imagens do que acontece, por exemplo, a animais marinhos que ingerem plástico. Podem rever algumas aqui, através do trabalho do fotógrafo Chris Jordan. E se forem à praia - no inverno (porque no verão são limpas) - na maré baixa...

fotografia de Jurnasyanto Sukarno

Resumidamente (podem ler mais aqui, aqui) o fabrico do plástico (a partir do petróleo) liberta químicos poluentes. A reciclagem parece não ser viável para todos os tipos de plástico e, pelo que percebi, não é possível transformar uma garrafa de plástico noutra garrafa de plástico pois o plástico reciclado é de qualidade inferior. Se, por exemplo for transformado num saco plástico e este for "abandonado", ao desfazer-se em pequenas partículas acaba por entrar na cadeia alimentar. O plástico correctamente recolhido e que não é reciclado é... incinerado (este artigo é muito interessante). O que, mesmo que permita a produção de energia, não me parece muito sustentável. Estejam livres para me corrigir, caso esteja a dizer alguma asneira. E, em relação aos bioplásticos (como pude descobrir quando falei sobre os sacos de lixo)... Bom, leiam os comentários ao post, onde alguns leitores ajudaram a desmistificá-los.

Mas, podemos viver sem plástico? PET, vinyl, PP, ... (mais sobre os tipos de plástico aqui)? Como disse antes, às vezes nem sabemos que os temos connosco. Há pessoas, como a Beth e a Taina, que se desafiaram a viver sem plástico (esta senhora parece ter desistido, pelo menos no que se refere aos desafio do plástico...), há sites de produtos - que supostamente - são melhores alternativas ao plástico, ... (devido à minha "experiência" só acredito depois de investigar...), e até se pode começar por "um dia sem plástico"!


Quanto a mim, como sabe quem por aqui anda desde o início (se não é o caso, aqui estão todas as medidas relacionadas com o plástico) tenho vindo a deixar de usar determinados "apetrechos" plásticos (cotonetes, palhinhas, ...) e a alterar hábitos para diminuir a quantidade que entra cá em casa, sendo o mais importante - quanto a mim - o comprar a granel, sempre que possível.

A propósito de precisar de uma tábua de cozinha nova e de ter sido tentada por umas muito giras, coloridas (e de plástico...) decidi deixar de adquirir objectos de/com plástico. Pode parecer um pouco radical, até tendo em conta que não se compram tábuas de cozinha todos os dias... Mas foi o meu momento de viragem, o que é que se há-de fazer? Vou evitar - ardentemente - que entre mais plástico cá em casa. Onde me levará esta decisão? Vou-vos mantendo informados... Para já não vou ter, de certeza, pedacinhos de plástico na minha comida, pois ando na senda de uma bela tábua de madeira ou de bambu.

12 de dezembro de 2012

A minha horta


Lembrei-me - a propósito de ter sido contactada por causa de um artigo para o Correio da Manhã - que desde as fotografias que mostrei da minha primeira experiência com as ervas aromáticas, nunca vos dei uma imagem mais geral da nossa horta na varanda (aqui mostrei as minhas sementeiras reutilizadas).

Não é que seja especialmente bonita, ou original, mas foi aqui que fui ganhando gosto por esta coisa de meter as mãos na terra.



Esta fotografia foi tirada no início de novembro.

Além do que aparece descrito na imagem, há, num vaso - mais escondido no canto inferior esquerdo - cebolinho, que ainda resiste, apesar do verão ter findado há muito. Os coentros e o aipo já acabaram. E no canto superior esquerdo, vê-se uma parte do pé de fisalis que costuma aguentar-se durante o inverno, rebentando em grande na primavera.

As protecções laterais (resultado de uma falha de comunicação entre a anterior inquilina e o fornecedor), apesar de feias (e longe da imagem das originais...) protegem o espaço da varanda das intempéries, criando um ligeiro efeito de estufa...

Na caixa de madeira, que no verão acolheu tomates-cereja, alfaces, rúcula, cebolinho e manjericão, tinham sido semeados - por altura da fotografia - rúcula e alho português.

Por debaixo do meu regador reutilizado (gostam?), do balde das "cascas" e de um vaso onde estão umas estacas de alfazema (a ver se pegam), vive a nossa família de minhocas...

E a nossa gata mais velha, não está bem camuflada?...


A rúcula agora está assim, prontinha a ser mondada...



... e o alho português já está a despontar. Uns mais do que outros!

8 de dezembro de 2012

210 - Fazer todos os produtos necessários para a limpeza da casa


Se no início deste desafio procurava soluções compradas mais amigas do ambiente do que as convencionais, à medida que fui pesquisando e aprendendo mais, fui mudando a minha maneira de pensar em relação a este assunto (e a muitos outros...). Comecei a substituir os produtos comprados (ainda que mais "verdes") por soluções caseiras, usando ingredientes simples, acessíveis e não agressivos, como o vinagre, o bicarbonato de soda, ...

O primeiro produto que substitui foi o limpa-vidros. Depois fui arranjando soluções para afugentar as traças,  as pulgas das gatas, e outros "bichinhos" que não são muito bem vindos em nossas casas...

Claro que há uma imensidão de receitas, para tudo e mais alguma coisa, por essa internet fora. Eu continuo fã dos meus livros de receitas caseiras.

Com meia dúzia de ingredientes podemos fazer todos os produtos necessários para a limpeza de uma casa:
Bicarbonato de sódio
Neutraliza os ácidos, funciona como desodorizante, combate a gordura, limpa alumínio, plástico, porcelana, aço inoxidável, ...
Vinagre
Desinfectante, permite dissolver depósitos de calcário e remover a gordura.
Bórax
Desodoriza, inibe o crescimento de bolores, aumenta o poder de limpeza do sabão ou dos detergentes.
Sumo de limão
Limpa vidros, remove manchas do alumínio, porcelana, ...
Sabão líquido natural para a louça
Neste post deixei uma receita. Remove a gordura.
Óleos essenciais
Além do seu perfume agradável, têm propriedades de complementam a dos outros ingredientes.

Aqui deixo-vos as que usamos neste momento cá em casa. Agora faço - quase sempre - tudo "a olho", mas estas são as medidas das receitas originais.

Spray multiusos
(para limpar todas as superfícies, excepto as de madeira)

½ c. de chá de boráx
250ml de água tépida
½ c. de chá de vinagre branco
½ c. de café de sabão líquido natural para a louça
5 gotas de óleo essencial de alfazema
3 gotas de óleo essencial de alecrim

Para limpar a casa de banho acrescento mais vinagre (3 c. de sopa) e substituo o óleo essencial de alecrim por 2 gotas de óleo essencial de eucalipto e 2 gotas de óleo essencial de limão.

Misture o bórax e a água num frasco vaporizador. Junte os restantes ingredientes e agite bem antes de cada aplicação.

Limpa-vidros
(aqui deixei mais receitas)

2 chávenas de água
1 chávena de vinagre branco
2 gotas de óleo essencial de limão (opcional)

Misture tudo num frasco vaporizador e agite bem antes de cada aplicação.
Utilize papel de jornal para a limpeza dos vidros.
(Não se devem limpar os vidros quando bate o sol, pois ficam com brilho azulado)

Limpa-móveis (de madeira)

1 parte de azeite extra virgem
1 parte de sumo de limão

Misture num frasco vaporizador e agite bem antes de cada aplicação.

(as receitas com sumo de limão devem guardar-se, no máximo, durante 1 semana, as restantes duram bastante tempo. Lembrar de agitar antes de usar, porque podem ganhar depósito.)

Limpa-soalhos

10l de água quente
60ml de vinagre branco
15 gotas de óleo essencial de alfazema

Misture todos os ingredientes num balde grande e passe o chão com uma esfregona.

Limpa-chão (mosaicos)
(aqui deixei mais receitas)

2 c. de sopa de bicarbonato de soda
2 c. de sopa de sabão líquido natural para a loiça
125 ml de vinagre branco
10 l de água quente
10 gotas de óleo essencial de eucalipto
5 gotas de óleo essencial de limão

Misture todos os ingredientes, excepto os óleos essenciais, e mexa bem. Junte os óleos e volte a mexer. Aconselham a, depois de passar o chão com este produto, a enxaguar com água limpa. Eu não o faço.

“cif”

3 c. de sopa de bicarbonato de soda
3 c. de sopa de bórax
1 c. de chá de sabão líquido natural para a loiça
5 gotas de óleo essencial de alfazema
5 gotas de óleo essencial de eucalipto

Misture os ingredientes num recipiente de vidro. Molhe as louças sanitárias e aplique o produto com uma esponja ou um pano. Enxague bem.

Estes são os habituais. Para situações pontuais ou problemas inesperados socorro-me das minhas bíblias... 

Por exemplo, para limpar o forno - que usamos esporadicamente - uso bicarbonato de soda:
pulverizo o forno com água quente, espalho uma camada fina de bicarbonato de soda na base do forno e volto a borrifar com água quente. Deixo ficar durante a noite. Em seguida esfrego bem com um esfregão de arame e enxaguo.

Também já tinha falado aqui de soluções naturais para desentupir canos.


E se acham que gastam muito tempo nas limpezas da casa,
aproveitem as dicas da Jamie (como limpar a casa uma vez por mês) e da Rita (speed cleaning).

Boas (e verdes) limpezas!

4 de julho de 2012

204 - Aplicar a regra dos 10 (3) segundos


Conhecem? A regra (!!!) que diz que se deixarem cair algo (comestível) ao chão e se a apanharem em menos de 10 segundos, a podem comer, sem risco de apanharem "alguma coisa"?

Vá, não façam essas caras...

Adorei a explicação do Vanderlei:

«A explicação científica para este fato leva em consideração ainda outro fenómeno. Supondo que um meteoro arrasa-quarteirão caia na Terra, é natural que as pessoas o vejam no céu e corram para longe do seu ponto de impacto. Apenas DEPOIS que o meteoro caiu é que as pessoas, curiosas que são, irão aproximar-se novamente para observar.
De maneira análoga, comportam-se as bactérias. Afinal, a pipoca que cai está para as bactérias assim como o meteoro está para os humanos. E da mesma maneira, a bactéria tem medo de ser esmagada, vê a bola negra se aproximando e corre para longe. As que ficarem ali, desapercebidas ou lerdas, são esmagadas! As outras, só depois de perceberem que na verdade o meteoro é COMIDA é que vão ao seu encontro, sobrando aí esse meio-tempo, os 10 segundos.»


neste caso não há nada a fazer...

Admito que não sou muito picuinhas com estas coisas. Como poderia? Fui escuteira durante anos e acampar no meio do monte, cozinhando em pequenos fogões periclitantes... bem, não podíamos dar-nos ao luxo de ser esquisito! Tenho quase a certeza que comi alguns insectos, caruma, ...

Bom, voltando ao presente. 

Parece que afinal mais seguro é apanhar - a bolacha que caiu, por exemplo - aos 3 segundos (toca a trabalhar os reflexos). Há pouco tempo, cientistas, que não tinham nada melhor para fazer, andaram a atirar diferentes tipos de comida ao chão e a ver que tipo de bactérias "ficavam" nos alimentos após 3, 5 e 10 segundos de permanência no chão (podem ler o artigo, em inglês, aqui). 10 segundos não resulta para todos, 5 segundos assim-a-assim, por isso vou-me ficar pelos 3. A melhor comida para cair ao chão é a processada (sal e/ou açúcar q.b.) e com pouco água (lá está, é a bolacha).

Vou aplicar esta regra só cá em casa, onde sei quantas vezes, e como, o chão é limpo. E no meio do monte, quando vou acampar (e nada se desperdiça...). Nos restantes sítios deixo para os passarinhos.

24 de junho de 2012

202 - Usar mais o espanador e menos o aspirador


Apesar de não ter escrito post durante uns tempos, tenho continuado a implementar novas medidas no meu/nosso dia-a-dia. Agora vou pondo-vos a par das mesmas, como neste caso.

Este post, que escrevi quando deixei de usar o mini-apirador, foi um dos que me ajudou a ver como muitas vezes me esqueço (nos esquecemos?) das soluções mais simples... E claro que me senti um pouco estúpida...

Depois de (re)adquirido o hábito da vassourinha e do apanhador, chegou a vez do espanador substituir (nalguns dias) o aspirador.

E, provavelmente, demorou mais tempo porque a minha mãe tinha/tem um pavor a vassouras e afins dentro de casa. Porquê? A senhora que trabalhou - durante a nossa infância e adolescência - em nossa casa não era fã do aspirador. Como tal, gostava de fazer uma passagem diária pela casa de vassoura em punho. Verdade que era uma vassoura de interior, de cerdas macias (vulgo espanador), mas... fazia-o com tal vigor e entusiasmo que o pó passava directamente do chão para todas as superfícies horizontais disponíveis... A minha mãe levou meses a convencê-la da ineficácia do método e, penso que ela nunca ficou grande fã do aspirador, porque de vez em quando tinha recaídas...

Talvez por isto, vassouras - de qualquer forma e tamanho - não são a primeira solução que vem (vinha...) à minha mente.


Se vivêssemos sozinhos - e exagerando um pouco - quase não seria preciso limpar a casa. Vivemos num apartamento e deixamos o calçado à entrada, o que faz com que quase nenhum lixo chegue cá dentro. Agora, acrescentando 3 gatas (muito activas) a este cenário... passamos a ter que o fazer quase dia sim dia sim (não exagerando quase nada). Isto quer dizer que o aspirador, por aqui, não tinha descanso. E não somos maníacos da limpeza! Só quem tem gatos dentro de casa é que sabe a quantidade de pêlo que um só destes bichanos liberta diariamente... E repararam que temos 3?... Ah! Sem esquecer que uma delas gosta de ir passear e trazer folhinhas do jardim...

Então resolvemos dar uma hipótese ao espanador que andava por cá. Agora há uns mais modernos, e até umas coisas chamadas mopas. E umas até são "ecológicas" (da marca da esfregona de que falei aqui). Mas... se este já cá estava, em bom estado e cumprindo a função... Há lá solução mais sustentável?!

Assim, espaçamos a utilização do aspirador, introduzimos um novo e rápido ritual e não notamos que a limpeza do nosso lar tenha ficado prejudicada. Traduzindo: não há mais quantidade de pó, para limpar, nas prateleiras...

23 de janeiro de 2012

201 - Procurar soluções caseiras/naturais para tratar o pé-de-atleta


Quase todos os livros de medicina natural, remédios naturais, ervas medicinais, ...,  têm um aviso semelhante a este (retirado do 1001 remédios naturais):

"Não tente diagnosticar ou auto medicar problemas de saúde graves ou prolongados sem supervisão médica. Não inicie um auto tratamento em simultâneo com um tratamento médico prescrito e não exceda as dosagens recomendadas sem primeiro procurar aconselhamento profissional. Consulte o seu médico se os sintomas persistirem. Se está grávida ou a amamentar, não utilize óleos essenciais ou medicamentos à base de ervas sem antes consultar um profissional."

Posto isto, a ideia é - antes de correr para a farmácia - tentar encontrar soluções caseiras e mais naturais (e muitas vezes ancestrais e esquecidas) para, neste caso, matar o fungo que provoca o pé-de-atleta e que, volta e meia, vem visitar o Zé Manel. Ele tem cuidado, anda sempre de chinelos nos balneários, nos chuveiros, mas... é karateca... portanto, treina descalço. Em vários sítios diferentes... E, na verdade, já experimentou vários tratamentos recomendados nas farmácias. Agora vamos experimentar outra abordagem, com menos químicos e menos embalagens.

Além do livro de que falo no início do post, tenho um outro, da mesma editora, bem pequeno mas cheio de informação, "101 sugestões - ervas medicinais", de Penelope Ody. Entre estes e um que herdei, das Selecções do Reader's Digest, "Guia prático de remédios e tratamentos naturais", tenho receitas para imensos problemas de pele: psoríase, herpes, verrugas, acne, ... e, claro, pé-de-atleta. Também na internet se encontram dezenas de receitas. O problema é escolher!

Fiz uma selecção com algumas receitas que utilizam ingredientes que, normalmente, temos em casa e que são simples de pôr em prática. Imagino que fazer um unguento com cera de abelhas, lanolina anídrica, óleo de maravilha emulsionado e óleo de árvore-do-chá (receita do "101 sugestões - ervas medicinais") assuste alguns...

Para já o Zé Manel está a fazer - por recomendação de um amigo formado em medicina tradicional chinesa - banhos de chá preto, todas as noites, e está a utilizar o spray antifúngico (ver receita mais abaixo). E já sente a diferença!


Aqui ficam mais sugestões. Pode combinar uma opção para "demolhar" os pés com uma solução para aplicação local, por exemplo. A ideia é manter o tratamento escolhido até erradicar o fungo (ou, se não estiver a obter resultados, experimentar um outro)!

Receitas com VINAGRE

Spray antifúngico
O vinagre de sidra restitui a acidez natural à pele, ajudando-a a tornar-se mais resistente ao crescimento de fungos. A alfazema é antimicrobiana e acalma a comichão e a inflamação. 
125 ml de vinagre de sidra 
1/2 c. chá de óleo essencial de alfazema 
Misture num frasco vaporizador e aplique uma vez por dia, após o banho. 

Banho de vinagre

Lave e seque bem os pés. Coloque partes iguais de água morna e vinagre de sidra numa bacia. Deixe-os uns vinte minutos de molho. Repita todos os dias. 

Soluções com BICARBONATO de SÓDIO

- Coloque bicabornato de sódio na zona afectada. Irá reduzir a humidade localizada, eliminando as condições ideais para o crescimento de fungos. 
- Aplique uma pasta de bicarbonato de sódio na área, especialmente entre os dedos. Misture 1 colher de mesa de bicarbonato de sódio com um pouco de água morna. Aplique e aguarde alguns minutos. Seque bem e coloque um pouco de amido em pó nos pés.

Sugestões com ALHO:
(experimente primeiro em casa, para ver se o cheiro é perceptível...)

- esfreque alho cru, ou espalhe alho em pó, na zona afectada; 
- corte alho cru em pequenos pedaços e coloque alguns nos sapatos (quando não os está a usar...);
- amasse alho com um pouco de óleo e aplique na área;
- coma mais alho...;
- coloque alguns dentes de alho esmagados numa bacia com água morna e um pouco de álcool. Mergulhe os pés nesta solução durante alguns minutos;
- esmague vários dentes de alho em azeite e deixe repousar entre um a três dias. Coe a solução, guarde num frasco escuro e aplique o óleo de alho nas zonas afectadas, uma ou duas vezes por dia;
- coloque lascas de alho previamente cortadas entre os dedos, durante uma hora. Repita todos os dias. Se esta abordagem lhe irritar a pele, interrompa-a ou diminua a duração do tratamento.

OUTRAS abordagens:

- faça um banho de chá de pau d'arco;
- Aplique sumo de limão 1 a 2 vezes por dia na área, e deixe secar;
- a própolis é tradicionalmente usada no tratamento de fungos. Aplique extracto ou tintura directamente sobre as zonas afectadas (cuidado porque pode manchar a roupa);
- aplique óleo de árvore-do-chá (tea tree) nas zonas afectadas; 
- Esmague raiz de gengibre e adicione a água em ebulição durante 20 minutos. Depois de arrefecer aplique directamente nas zonas afectadas duas vezes por dia com algodão ou um pano limpo;
- a canela pode ser adicionada a qualquer das soluções sugeridas em cima, por ter características anti-fúngicas, pelo que poderá, e deverá, adicioná-la também a banhos de chá de hortelã, manjericão, salva, tomilho, trevo vermelho ou limão;
- impregne o seu pé numa mistura de 2 colheres de mesa de sal por litro de água morna, durante 5 a 10 minutos; seque bem e repita até que o problema seja resolvido;
- a equinácia fortalece o sistema imunitário. Tome 1/2 colher de chá de extracto de equinácia 2 vezes por dia, durante 10 dias, faça um intervalo de 3 dias e repita o tratamento, durante mais 10 dias;
- aqui tem algumas sugestões à base de cravinho (cravo-da-índia).

E, claro, alguns CUIDADOS a ter para prevenir, ou ajudar a combater, o pé-de-atleta:

- use um calçado que permita uma boa transpiração dos pés; 
- use meias de tecidos naturais e o mais frescas possível (e para ajudar a manter os seus pés secos, mude de meias várias vezes por dia); 
- lave bem as meias (a temperaturas elevadas) para matar o fungo; 
- caminhe descalço sempre que for possível para que os pés respirem e apanhem sol (em superfícies “de confiança”...); 
- banhe os pés em água de mar ou com água e sal (e seque muito bem logo em seguida); 
- evite usar o mesmo calçado 2 dias seguidos e, se possível, coloque os sapatos ao sol - os raios ultra violeta matam o fungo; 
- seque muito bem os pés após o banho, principalmente entre os dedos (troque a toalha a cada banho, e não a utilize para secar o resto do corpo); 
- use, para lavar os pés, sabão à base de enxofre ou própolis, já que têm propriedades fungicidas; 
- nos balneários e espaços públicos, use chinelos de banho para evitar o contágio ou contagiar; 
- na alimentação, dê preferência a frutas e vegetais crus, cereais integrais (tudo muito bem mastigado), beba água com abundância, limite o consumo de açúcar (alimento preferido das leveduras e fungos), gordura e cafeína. Os ácidos gordos essenciais (como o ómega 3) favorecem a cura da pele; 
- se o problema piorar e começar a ter pus ou febre, consulte um profissional.

22 de novembro de 2011

200 - Trocar livros


Esta ideia foi o culminar de várias acções:

Primeira, o estar a descobrir o poder das listas (huuuuuu!!!). Eu que olhava com um certo (mas levezinho...) desprezo para quem fazia listas para tudo e mais alguma coisa, comecei a perceber que podem ser uma mais valia. Já fazia lista de compras e lista "do que levar" quando vamos acampar ou de férias, mas sei agora que uma lista pode ser tanto um guia: quando precisamos - por exemplo - de organizar melhor o nosso tempo; como um desafio, quando temos que arrumar o guarda-fatos...; como um aliciante, quando fazemos uma lista do que vamos concretizar no próximo ano. Às vezes uma lista poder ser tudo isto (e mais ainda), como por exemplo a minha lista das "365 coisas que posso fazer..."! Mais à frente volto às listas.

Segunda, o ter decidido deixar de comprar o jornal, comprar menos revistas, "compensar" os livros que compro, isto tudo sem ler menos, claro, o que me levou a voltar a usar a biblioteca pública, onde posso, se quiser, ler jornais, revistas e livros, e trazer estes últimos para casa (assim como "cd's" e "dvd's").

Terceira, o praticar o desapego, palavra que veio ao meu encontro há uns bons anos atrás, quando me iniciei no caminho do Yoga. Claro que tem um alcance, uma profundeza de que não vou falar agora, focando-me mais no seu lado material, que vem também ao encontro de uma vida simples (na interpretação do minimalismo aplicado ao dia-a-dia, se assim o posso dizer) que tenho procurado cada vez mais. E não confundam simples com simplista...

Por isto mesmo, entusiasmei-me, no ano passado, com o bookcrossing, uma ideia genial que faz do mundo uma espécie de biblioteca. Infelizmente comigo não resultou: nunca mais soube do 1º (e único, até agora) livro que "libertei". E nunca encontrei nenhum por aí (eu sei que há pontos de bookcrossing, mas...) Está bem, vou tentar de novo, mas perdi um pouco o entusiasmo nesta ideia (romântica) de livros espalhados pelos bancos, cafés e afins.

Quarta (faltava esta) o termos decidido desligar a televisão, o que me levou a fazer uma lista (eu disse que voltava a elas) "de livros a ler". Para este facto também contribuiu o ter encontrado um recorte (que tinha guardado...) do jornal Público do início deste século (é sempre estranho dizer isto!) com os "100 melhores livros em mil anos segundo o diário El Mundo" (do século passado, o XX, portanto...). Juntei mais umas 4 listas semelhantes que encontrei na internet (umas com os melhores livros de sempre, outras com os melhores em língua inglesa, ...), retirei os livros repetidos e fiquei com uma lista de quase 300 títulos. Retirei os que já tinha lido (uns míseros 50 e tal), escolhi um por autor (quando era o caso), deixei de lado - para já - os anteriores ao nosso ano 1000 e lá cheguei ao número de 177 livros. Como a minha meta eram os 101 (porque acho mais "giro" que 100...) a selecção seguinte foi baseada na minha inspiração do momento, um pouco menos objectiva do que, imagino, as listas que me serviram de base!

Assim com mais 101 livros para ler, não querendo comprá-los (todos), sabendo que posso não encontrar alguns na bibiloteca local, nem nos tais pontos do bookcrossing, nem em casa de amigos e familiares, como fazer?

Encontrei o winking books, que, nas palavras do próprios administradores, é o local onde quem «tem livros em casa, grande parte dos quais estão arrumados na estante para nunca mais serem utilizados, um “stock” de livros abandonados» os pode usar «como "moeda" de troca e ler novos livros».



Só temos que nos registar, colocar os livros que queremos trocar (por cada livro registado recebemos 1 ponto), e quando tivermos 10 pontos podemos - regra geral - pedir o nosso primeiro livro. Também ganhamos pontos quando enviamos um dos nossos livros a alguém que o pediu (normalmente 10). É fácil, é só entrarem no site e começarem por ler as faq. Vamos vendo os nossos pedidos/envios, pontos, ... Podemos fazer uma wish list, e sermos avisados de quando aparecerem os livros que desejamos. Acreditem, dá jeito, principalmente se forem livros muito pretendidos. Esta comunidade é muito activa: muitos dos livros demoram minutos a serem requisitados. Eu ainda estava a registar o meu quarto livro e já tinha os três primeiros pedidos por diferentes leitores!

Os livros são enviados por correio, utilizando a taxa económica do livro ou taxa editorial, que já conhecia graças à Monia que, informalmente (e de forma muito simpática), quando soube que andava à procura dele, me emprestou o "No Impact Man", do Colin Beavan, e à Nídia, que me emprestou o livro que acabei de ler, "A mim não me enganam - um ano sem ir às compras", de Judith Levine, e que tem uma pequena biblioteca com os livros que empresta.

Esta taxa permite enviar livros a um preço mais baixo do que se fosse pelo correio normal... Há algumas regras:
- só se pode enviar o (um) livro, nada como marcadores, folhas, ... Se não a taxa não é aplicada;
- deve escrever-se no envelope:
contém livro,
pode ser aberto para verificação postal,
taxa editorial económica;
- o envelope deve ser fechado com fita-cola que descola facilmente (para a tal verificação) ou, como eu ("aprendi" com a Nídia) faço, usando um pequeno fio ou fita, numa laçada, assim não se rasgam os envelopes e podem ser reutilizados (eu também neles escrevo "por favor, reutilize este envelope." Pode ser que um dia me chegue um livro num destes!). Os envelopes almofadados são os melhores (até já trazem um furinho para passar o fio) e custam cerca de 0,20-0,30€ cada um.


Assim por cerca de 1€ (envelope mais a taxa de envio) podem ter um "novo" livro.

Mais livros trocados, menos livros comprados, menos árvores cortadas.

E aqui vos deixo a minha lista dos "101 livros a ler". Completei e tentei verificar os dados sobre cada livro/autor (as listas que encontrei só traziam o título do livro e o autor), e só com isso já aprendi umas coisas! Se por acaso encontrarem alguma gralha agradeço que me avisem.

001. Achebe, Chinua - Quando Tudo se Desmorona, nigéria, 1958;
002. Adams, Henry - A Educação de Henry Adams, eua, 1918;
003. Assis, Machado de - Memórias Póstumas de Brás Cubas, brasil, 1881;
004. Baldwin, James - Go Tell It on The Mountain, eua, 1953;
005. Balzac, Honoré de - A Comédia Humana, frança, 1848;
006. Baudelaire, Charles - As Flores do Mal, frança, 1857;
007. Bernhard, Thomas - O Náufrago, holanda, 1983;
008. Blake, William - Canções da Inocência/Canções do Exílio, inglaterra, 1794;
009. Boccaccio, Giovanni - Decameron, itália, 1358;
010. Böll, Heinrich - A Honra Perdida de Katherina Blum, alemanha, 1974;
011. Borges, Jorge Luis - Ficções, argentina, 1944;
012. Brecht, Bertolt - Galileu Galilei, alemanha, 1939;
013. Burgess, Anthony - Laranja Mecânica, uk, 1962;
014. Buzzati, Dino - Deserto dos Tártaros, itália, 1940;
015. Byron, Lord - Don Juan, inglaterra, 1819;
016. Camus, Albert - O Estrangeiro, frança, 1942;
017. Carson, Rachel - A Primavera Silenciosa, eua, 1962;
018. Celan, Paul - Selected Poems and Prose, roménia, (antologia de) 2000;
019. Céline, Louis-Ferdinand - Viagem ao Fim da Noite, frança, 1932;
020. Chaucer, Geoffrey - Contos da Cantuária, inglaterra, 1386;
021. Coetzee, J.M. - Desonra, áfrica do sul, 1999;
022. Conrad, Joseph - Lord Jim, polónia/inglaterra, 1900;
023. Cortázar, Julio - O Jogo do Mundo, argentina, 1963;
024. Darwin, Charles - A Origem das Espécies, inglaterra, 1859;
025. Dickens, Charles - Histórias de Duas Cidades, inglaterra, 1859;
026. Diderot, Denis - Jacques, o Fatalista, frança, 1778;
027. Doblin, Alfred - Berlin Alexanderplatz, alemanha, 1929;
028. Dostoyevsky, Fyodor - O Idiota, rússia, 1869;
029. Dreiser, Theodore - Uma Tragédia Americana, eua, 1925;
030. Eliot, George - A Vida Era Assim em Middlemarch, inglaterra, 1874
031. Eliot, T.S. - A Terra Desolada, eua/uk, 1922;
032. Ellison, Ralph - O Homem Invisível, eua, 1952;
033. Faulkner, William - Luz em Agosto, eua, 1932;
034. Flaubert, Gustave - Educação Sentimental, frança, 1869;
035. Forster, E. M. - Passagem para a Índia, inglaterra, 1924;
036. Galbraith, John Kenneth - A Sociedade da Abundância, canadá/eua, 1958;
037. Gide, André - O Imoralista, frança, 1902;
038. Gogol, Nikolai - Almas Mortas, rússia, 1842;
039. Golding, William - O Deus das Moscas, inglaterra, 1954;
040. Grahame, Kenneth - O Vento nos Salgueiros, uk, 1908;
041. Graves, Robert - Eu, Cláudio, uk, 1934;
042. Greene, Graham - O Terceiro Homem, inglaterra, 1949;
043. Hammett, Dashiell - O Falcão de Malta, eua, 1930;
044. Hemingway, Ernest - Por Quem os Sinos Dobram, eua, 1940;
045. Hesse, Hermann - O Lobo da Estepe, alemanha/suiça, 1927;
046. Ibsen, Henrik - Casa das Bonecas, noruega, 1879;
047. Ionesco, Eugène - O Rinoceronte, roménia/frança, 1959;
048. James, William - As Variedades da Experiência Religiosa, eua, 1902;
049. Joyce, James - Ulisses, irlanda, 1922;
050. Kafka, Franz - Amerika, alemanha, 1927;
051. Kawabata, Yasunari - O Som da Montanha, japão, 1949-54;
052. Kerouac, Jack - Pela Estrada Fora, eua, 1957;
053. Kipling, Rudyard - Kim, uk, 1901;
054. Lawrence, D.H. - Filhos e Amantes, inglaterra, 1913;
055. Lessing, Doris - O Caderno Dourado, uk, 1962;
056. Lorca, Federico García - Baladas Ciganas, espanha, 1928;
057. Mahfouz, Naguib - Filhos de Gebelawi, egipto, 1959;
058. Mailer, Norman - Os Duros Não Dançam, eua, 1984;
059. Mallarmé - A Tarde de um Fauno, frança, 1876;
060. Malraux, André - A Condição Humana, frança, 1933;
061. Mann, Thomas - A Montanha Mágica, alemanha, 1924; (a ler, neste momento)
062. Marx, Karl - O Capital, alemanha, 1867;
063. McCullers, Carson - Coração, Solitário Caçador, eua, 1940;
064. McEwan, Ian - Expiação, inglaterra, 2001;
065. Milton, John - O Paraíso Perdido, inglaterra, 1667;
066. Morrison, Toni - Song of Solomon, eua, 1977;
067. Musil, Robert - Homem sem Qualidades, áustria, 1930-43;
068. Nabokov, Vladimir - Fogo Pálido, rússia, 1962;
069. Neruda, Pablo - Confesso que Vivi, chile, 1974;
070. O’Neill, Eugene - A Longa Jornada Adentro, eua, 1941;
071. Orwell, George - 1984, inglaterra, 1949;
072. Pirandello, Luigi - Seis Personagens em Busca de um Autor, itália, 1921;
073. Pound, Ezra - Os Cantos, eua, 1964;
074. Pullman, Philip - Mundos Paralelos, uk, 1995-2000;
075. Queiroz, Eça de - A Ilustre Casa de Ramires, portugal, 1900;
076. Rhys, Jean - Vasto Mar de Sargaços, dominica, 1966;
077. Rimbaud, Arthur - Uma Estação No Inferno, frança, 1873;
078. Rosa, Guimarães - Grande Sertão: Veredas, brasil, 1956
079. Rousseau, Jean-Jacques - O Contrato Social, suíça, 1762;
080. Rulfo, Juan - Pedro Páramo, méxico, 1955;
081. Rushdie, Salman - Os Filhos da Meia-Noite, índia, 1980;
082. Salih, Tayeb - Tempo de Migrar para o Norte, sudão, 1966;
083. Salinger, J. D. - O Apanhador no Campo de Centeio, eua, 1951;
084. Shakespeare, William - Sonetos, inglaterra, 1609;
085. Shikibu, Murasaki - A História de Genji, japão, 1000-12;
086. Sterne, Laurence - A Vida e Opiniões de Tristam Shandy, irlanda, 1759-69;
087. Svevo, Italo - A Consciência de Zeno, itália, 1923;
088. Tanizaki, Junichiro - As Irmãs Makioka, japão, 1948;
089. Tchekhov, Anton - As Três Irmãs, rússia, 1901;
090. Tolstói, Lev - A Morte de Ivan Ilich, rússia, 1886;
091. Turgueniev, Ivan - Pais e Filhos, rússia, 1862;
092. Updike, John - Corre, Coelho, eua, 1960;
093. Warren, Robert Penn - All The King's Men, eua, 1946;
094. Waugh, Evelyn - Um Punhado de Pó, inglaterra, 1934;
095. West, Nathanael - O Dia dos Gafanhotos, eua, 1939;
096. Whitman, Walt - Folhas de Erva, eua, 1855;
097. Wiesel, Elie - Noite, românia/eua, 1958;
098. Williams, Tennessee - Um Eléctrico Chamado Desejo, eua, 1947;
099. Woolf, Virginia - Rumo ao Farol, inglaterra, 1927;
100. Wright, Richard - O Filho Nativo, eua/frança, 1940;
101. Xun, Lu - Diário da Loucura e Outras Histórias, china, 1918.

20 de setembro de 2011

197 - Deixar de ver televisão


Estive a fazer contas e neste momento estou há 53 dias sem ver televisão, excepto curtos visionamentos em casas de outros.

E foi muito natural: fomos de férias, para longe de todas as tecnologias, e quando voltámos não sentimos vontade de ligar a caixa... até agora!

Bom, na verdade, o Zé Manel sentiu... ligou-a para ver um jogo de futebol (ele diz que jogos de futebol não contam!)

Não está a custar nada. Há uns tempos, já tínhamos decidido ligar a televisão só depois das 22h, por causa do bi-horário, (e, já na altura, o futebol era a excepção... Até parece que o Zé Manel é fanático, mas não é, acreditem. Às vezes até nem se lembra de que a equipa dele está, ou vai, jogar...).

Depois, pelo mesmo motivo, decidi usar, sempre que possível, o computador à noite. Infelizmente não posso fazê-lo "apenas" à noite - como pensei - sob o risco de dormir menos do que o necessário...

Ao pesquisar para esse post, encontrei vários estudos sobre os malefícios de usar televisão, computador, consola, ... antes de dormir. Agora encontrei um (apoiado por mais uns quantos) que conclui que ver 1h de televisão diária reduz a esperança de vida em 22 minutos (o estudo refere que quem vê 6h de televisão, por dia, pode ver a sua esperança de vida reduzida em quase 5 anos).

Seis horas por dia a ver televisão???

Como o meu tempo a ver televisão já não era muito, e tenho sempre coisas para fazer, não fiquei com nenhuma sensação de tempo para encher, mas...

.. o meu receio é fraquejar quando vier o frio e a chuva e a vontade para ficar enrolada na manta a vegetar.

Já por isso estou a criar (ou a "repescar") hábitos saudáveis e saborosos (...), que possam ser feitos enrolada na manta...:

- ler mais (estou a fazer uma lista de "livros a ler");
- voltar a desenhar (algo que adoro fazer e que tenho desleixado);
- insistir no tricotar: quando me decidi a fazê-lo, a coisa parecia bem encaminhada, mas afinal ainda não se tornou num verdadeiro prazer (mas eu quero, a sério!!!)


Se passa - seja mais ou menos - tempo em frente à televisão e quer deixar de o fazer (ou reduzir), deixo-lhe uma lista de "51 coisas para fazer em vez de ver televisão" (para todos os gostos, idades, condições, ...), onde estão algumas de que me lembrei e outras trazidas de sites diversos, todas elas - espero eu - aliciantes:

01. leia mais: para si, para as crianças, para alguém que já não pode;
02. passeie: sozinho, acompanhado, com o cão;
03. inscreva-se em aulas de algo que gostaria de aprender ou aperfeiçoar: cozinhar, tricotar, pintar, dançar, …;
04. dedique-se à jardinagem, ainda que só em vasos;
05. cozinhe uma refeição gourmet;
06. dê um passeio de bicicleta;
07. visite um museu;
08. faça exercício: em casa, no ginásio, na rua: nadar, correr, ...;
09. medite;
10. faça voluntariado;
11. organize as suas fotografias - e pode fazer os seus próprios álbuns;
12. faça um bolo - ou bolachas;
13. converse: com um amigo, familiar, companheiro, ...;
14. monte um puzzle;
15. namore, namore, namore;
16. aprenda uma língua nova;
17. ouça rádio - ou a sua música;
18. faça uma equipa com os seus amigos, familiares, vizinhos: futebol, andebol, voleibol, ténis, …;
19. dance;
20. aprenda a tocar um instrumento musical;
21. faça uma caminhada num parque/reserva natural;
22. brinque com o(s) seu(s) filho(s);
23. aprenda a identificar e aprecie as estrelas;
24. visite uma feira de velharias e/ou de antiguidades;
25. convide, para um chá por exemplo, alguém com quem já não está há muito tempo;
26. (re)descubra os jardins/espaços verdes na sua vizinhança;
27. organize uma festa;
28. encontre o seu passatempo: crochet, costura, bricolage, pintura, origami ...;
29. redecore uma divisão da sua casa - ou duas, ou três, ...;
30. veja o pôr do sol ou o nascer do sol - ou ambos;
31. ligue - e converse - com os seus familiares que se encontram longe;
32. alugue um filme antigo;
33. faça uma horta (até na varanda...);
34. volte a estudar;
35. escreva: uma carta, um diário, um poema, um conto, um livro, ...;
36. faça lembranças para oferecer;
37. experimente “aquela” receita;
38. vá até à biblioteca;
39. brinque com o(s) seu(s) animal(is) de estimação - ou adopte um;
40. visite a sua cidade;
41. jogue: damas, xadrez, trivial pursuit, jogo da glória, ...;
42. saia com os amigos;
43. participe num grupo de teatro amador;
44. faça um piquenique;
45. organize uma noite de jogos de cartas;
46. junte-se a um clube de leitura ou inicie um;
47. faça palavras cruzadas;
48. arranje uns binóculos e observe e aprenda a identificar pássaros - ou borboletas...;
49. fotografe;
50. vá a um concerto, a uma peça de teatro, ao cinema;
51. FAÇA ALGO ARROJADO (mas lembre-se que a prisão não é - presumo - um sítio agradável. E, provavelmente, tem televisão...)!!!

30 de maio de 2011

195 - Ter uma horta... na varanda


Tudo começou com as primeiras aromáticas, há cerca de um ano. Depois adoptámos uma família de minhocas... Fiz as minhas primeiras sementeiras...



E agora temos uma pequena horta na nossa varanda: em vasos temos óregãos, hortelã, alecrim, aipo, cebolinho, manjericão, mirra (hei-de experimentar fazer incenso), fisalis (oferecido bem pequenino), arruda (para "captar" as lagartas, afugentar alguns insectos e, para quem for supersticioso, o mau-olhado... ), 2 pés de tomates-cereja, saponária (não a árvore das nozes, ...), cravos-túnicos (para afugentar mais bichinhos indesejados); num canteiro feito pelo Zé Manel com restos de madeira não tratada, há alfaces diversas, mais cebolinho (as carteirinhas têm muitas sementes...) e rúcula. E o nosso plátano, uma sardinheira, e uma begónia herdada com, provavelmente, mais anos do que eu. Nada mau num espaço com 2,0m por 1,0m, "hem"?

E o tamanho (da varanda) não é desculpa, nem não ter varanda... Há soluções verticais originais, tanto para o exterior...


... como para o interior.


Para rentabilizar o espaço da nossa varanda - que não tem paredes - comprei simples suportes para floreiras, onde coloquei os vasos, do género destes:


E não há falta de informação, até porque as hortas urbanas estão na moda. Quase todas as cidades têm iniciativas, umas camarárias, outras de associações ou até de pequenos grupos de pessoas, para aproveitar espaços mais ou menos abandonados, transformando-os em belas hortas familiares.

Existem cada vez mais hortelões e "hortelãs"... E muitos deles partilham as suas experiências aqui pela blogosfera, ajudando quem (como eu) ainda é uma "hortelinha". Além do blog da semente à árvore, de que já falei aquando das sementeiras, há outros como o trumbuctu, o jardim com gatos, o cantinho verde, ... e muitos outros (também gosto deste e deste, em inglês), com dicas, calendários, sugestões úteis tanto para quem tem uma horta como para quem tem apenas uns vasos. E claro, as redes sociais permitem colocar dúvidas e, muitas vezes, ter uma dezena de respostas úteis, num curto espaço de tempo, e também ter acesso sobre formações na área (horta em casa, jardim de guerrilha, cidade das hortas, ...).

Temos sempre os livros. Este parece-me muito engraçado (e útil), este e este são bem apelativos e gráficos, e eu fiquei interessada neste e neste... Claro que tenho sorte e já tenho acesso, não só a literatura técnica (às vezes até técnica demais...) mas também a uma conselheira: a minha mãe que, como já disse algumas vezes, se dedica à agricultura biológica. E encontram-se, incluindo nalguns quiosques, dois deliciosos "almanaques anuais", verdadeiras preciosidades de sabedoria popular: O Borda d'Água e O Seringador (E também há O Novo Seringador, mas ainda não estudei as diferenças).

Para começar convém estudar a varanda (parapeito, floreira, ...) que vai acolher a horta. Que tipo de exposição solar tem (convém "apanhar" sol durante 5 a 6 horas por dia), se está protegido do vento ou, caso tal não aconteça, se é possível instalar protecção (rede, cerca, ...). Depois, que tipo de recipientes vai usar: aqui apresentam explicações detalhadas sobre o tipo de canteiros que se pode/deve construir, com medidas, materiais, ... Se nunca plantou nada pode seguir estes passos (ou este vídeo) sobre como começar uma pequena horta ou jardim de aromáticas num vaso. Neste site (e neste) pode escolher - e conhecer melhor - o que plantar. Pode até desenhar a sua horta. Muito giro! (O que a gente encontra pela net...). E é regar, cuidar, para depois poder apreciar os frutos do seu trabalho. As nossas alfaces (e a rúcula) são muito saborosas! E que não nos/vos aconteça como ao Sandro, que não conseguiu escoar a produção...

(a carteirinha trazia sementes de diferentes tipos de alface, todas óptimas!)


Claro que tudo isto só faz sentido se for biológico. E penso que é uma premissa geral para quem se mete nestas andanças porque pelos vários blogs e grupos onde "viajo", toda a gente (salvo erro) tem o cuidado de não usar químicos, procurando "ingredientes" e soluções o mais naturais possível: biológico, permacultura, calendário lunar, entre outros, são termos comuns pelas hortas virtuais. Ainda tenho muito que aprender!

Por isto, uma das minhas primeiras preocupações foi: " E a poluição, senhores?" Sim, porque moro na cidade, porque as plantas absorvem "coisas" do ar... Aliás foi quando vi as hortas do Mike, em New York que fiquei mais consciente deste problema: é que a poluição atmosférica naquela cidade vê-se. Então depois de um nevão, é ver as partículas pretas a cobrir a neve imaculada, em horas...

E não é que a minha preocupação tem fundamento?

O programa Biosfera já fez um episódio sobre este assunto. Ainda tentei ver a qualidade do ar por estas bandas, no sítio da Agência Portuguesa do Ambiente, mas, ou é "um pouco confuso" para mim ou estava preguiçosa... e não percebi quase nada. Mas fiquei mais descansada quando alguém entendido me disse que a minha hortinha está numa zona boa: temos muitas árvores à volta, temos um pulmãozinho mesmo ao lado (o parque do Inatel) e um belo pulmão um pouco mais abaixo (o Parque da Cidade) e logo a seguir o Mar!!! Por isso parece que as minhas alfaces são saudáveis. A água (reutilizada da lavagem dos vegetais, do início dos duches, ...) - também fica sempre em repouso 24h antes de ser usada na rega.

O que vos posso dizer mais? É muito boa a sensação de ver despontar algo que semeamos, observar esses delicados rebentos crescerem viçosos, enterrar as mãos na terra, apercebermo-nos das pequenas alterações ao longo dos dias... Ai, que bonito...

E como as imagens podem ser inspiradoras aqui deixo hortas para todos os gostos, das muitas encontradas por essa net fora... A imaginação não tem limites!


esclarecedora...


arrumadinha


projectada...


..."espontânea"!


apertadinha (como a nossa...)


reutilizando garrafas de plástico, assim...


... ou assim!


à medida


reutilizando uma sapateira


esta solução tem fãs entre os arquitectos... também "se dá" no exterior!


sacos-horta transportáveis, para quem não fica muito tempo no mesmo sítio!


16 de maio de 2011

194 - Utilizar o computador apenas à noite

.
Bom, esta é fácil!

Já tínhamos decidido ligar a televisão apenas depois das 22h (às vezes, temos uma ou outra recaída...), e sempre usámos a mesma lógica para ligar a máquina de lavar roupa. Isto porque temos o bi-horário diário: entre as 22h e as 8h a electricidade fica-nos mais barata (e indirectamente estamos a contribuir para poupar energia).

Agora, ao redifinir horários e acomodar novos hábitos e tarefas - e numa tentativa de ser "um bocadinho..." mais organizada - decidi guardar as horas depois do jantar para o uso do computador.

A verdade é que comecei a ficar (um pouco...) preocupada com o tempo que passo à frente do computador. Depois de anos e anos a trabalhar dia após dia (e às vezes noites também) em frente a um monitor, passei por um período bem tranquilo, em que - exceptuando algumas alturas de entregas de trabalho - estava poucas horas por dia no computador.

Gradualmente, voltei a precisar de mais tempo com este bichinho: mais emails a ler e a responder, posts a escrever, pesquisas a fazer, ir ao facebook... além de outras tarefas habituais.

E comecei a reparar que às vezes me perco, principalmente quando ando pela internet (óbvio!)...


Não tenho nenhum problema de dependência (ufa!...), pelo menos segundo este teste, que encontrei em vários sites: sou "uma utilizadora média. Por vezes posso até navegar na internet um pouco demais, no entanto, tenho controlo sobre a sua utilização". Fico mais descansada...

Assim, com as horas mais contadas, tenho que me coordenar melhor, porque não quero roubar tempo ao meu sono de beleza!

O engraçado (talvez não seja a melhor palavra...) é que ao andar à procura de informação para este post, descobri, precisamante, notícias sobre um estudo brasileiro e um outro americano sobre a influência do uso do computador à noite na qualidade do sono. Além de, na maior parte das vezes, o seu uso (e da televisão, consolas, ...) ocupar horas que deviam ser passadas a dormir, também a exposição à sua luminosidade desregula a produção de melatonina (responsável pelo sono), alterando os ciclos sono-vigília.

Até agora não senti nenhum efeito, nunca tive problemas de sono, mas vou estar atenta. Se tal acontecer vou começar a madrugar e a usar o computador até às 8h. Pois, pois...

Ah, e se me encontrarem pela internet durante o dia, ficam a saber que não estou em casa, mas - provavelmente - no meu espaço, onde, por razões várias, o computador está ligado na "hora de expediente"...

30 de abril de 2011

192 - Encontrar um enchimento amigo do ambiente para os nossos "puffs"

Quando viemos viver para este apartamento os meus irmãos ofereceram-nos dois puffs (ou pufes...). Claro que sou eu que mais os uso. Como não sou lá grande Lady (...) estar sentada direitinha num sofá não é para mim. Como é que pode ser melhor do que estar confortavelmente enroscada num puff, a ler um livro, por exemplo?...


No outro dia, um amigo meu sentou-se num deles e atirou-me um "tens que encher estas coisas..." e nesse momento reparei que realmente estavam mais murchitos...

Ontem abri o fecho de um deles e... Arghhhhhhh!!! Fiquei rodeada de bolinhas de esferovite!!!!!!
Confesso, não me lembrava do recheio dos meus queridos puffs. A sério! Acho que sofri de amnésia super selectiva: até ao segundo em que nevou na nossa sala, eu tinha bloqueado esta (mais do que óbvia) informação...

E agora?

Eu, que desde que escrevi este post (leiam-no se quiserem mais informação sobre os pontos negativos do esferovite), fujo de tudo o que é de esferovite e me esfalfo para encontrar utilidade para as poucas coisas que aqui aparecem neste material, tenho, no meu lar, dois monstros comedores de esferovite para alimentar! (Hoje estou com a veia dramática bem activa...)


Toca a procurar um enchimento bem "verde", Ema!

E não é que há alternativas biodegradáveis?!

Primeiro encontrei um susbtituto à base de amido. Mas também encontrei um estudo que fala sobre o facto de este material servir de alimento a insectos, o que pode levar à disseminação de pragas através de embalagens, portanto esta solução não deve ter muitos fãs...

Encontrei depois, no Brasil, a Bioespuma, feita à base de óleo de mamona. Parece que também tem amido na sua composição... e penso que ainda está em fase de desenvolvimento.

Mas por lá já há empresas que comercializam os seus produtos em embalagens, biodegradáveis e compostáveis, de fécula de mandioca.

Também está em desenvolvimento uma solução à base de proteína de leite e argila, que foi descoberta por acidente.

Mas eu fiquei fã (pelo menos para já...) da solução desenvolvida por dois jovens americanos, à base de raízes de fungos e resíduos agrícolas, o Mycobond (podem ler mais aqui, aqui ou aqui).


Infelizmente não encontrei nenhuma destas opções por cá, nem em embalagens, nem em flocos, nem em bolinhas...

Ainda tive esperança de encontrar este enchimento, que reutiliza EVA - espuma vinílica acetinada. É verdade que é um material sintético, mas é uma maneira de não ir para ao lixo. Mas também não a encontrei por aqui.


Solução? Encontrei uma - pelo menos por agora.

Lembrei-me de que tinha um saco enorme cheio de "batatas fritas" de esferovite.


Aqui há uns bons anos recebia uns produtos de higiene e beleza, de uma marca aparentemente mais amiga do ambiente, que vinham em caixas de cartão cheias destas "batatas" (...). Como já sabia o mal que estas coisinhas podiam provocar, guardei-as (ou não fosse eu de guardar tudo...) na esperança de lhes dar uso. E lá fui eu ao armário das 1001 coisas. (Reparei que algumas batatas são amareladas. Serão de outro material que não esferovite?...)

Et voilá!!! Rejuvenescidos, e igualmente confortáveis, ficaram os nossos puffs!

Claro que quando voltarem a achatar vou ter que inventar outra solução, porque as batatinhas acabaram... Talvez triture rolhas de cortiça, o que acham?...