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7 de outubro de 2013

216 - Comprar uma bicicleta "verde"...


Como devem ter reparado a minha pausa prolongou-se para cá de meados de setembro e - apesar das mudanças não estarem completas (as obras demoram sempre mais tempo do que o previsto...) - já estava a sentir falta do "365 coisas..." e, claro, de vocês!

Neste período houve mais mudanças para além das referentes à casa e que implicam eu poder andar mais de bicicleta e menos de carro (boa, boa!!!). Também o Zé Manel anda mais de bicicleta e como, nos nossos tempos de lazer, queremos passear os dois juntos e só tínhamos uma (e andar sentado no quadro não é nada confortável...) resolvemos comprar a segunda. E claro, decidi logo investigar e procurar a bicicleta mais amiga do ambiente...

Por si só uma bicicleta já é "ecológica", mas há umas mais do que outras...

Gostava de vos dizer que comprámos esta (sim é de cartão), mas ainda não está à venda:


Ou esta (quem diria que o bamboo é tão caro?!...):


Ou ainda esta (parece-me - do que li - a mais "verde"...):


Mas não.

Entre a (ainda) inexistência de uma, o preço de outra, e o facto da última "estar" no Brasil, resolvi procurar uma bicicleta caseirinha, isto é made in Portugal.

E apaixonei-me - à primeira vista  - por esta:



"É a tua cara!"disse logo o Zé Manel... e assim assinou a sina de herdar a minha bicicleta anterior!

A minha nova menina é o modelo Sport Classic, da Órbita, empresa de Águeda com mais de 40 anos. E tive o prazer de a comprar na Velo Culture, uma charmosa loja "à antiga", em Matosinhos (há outra em Lisboa).

E não, não tive nenhum desconto por estar a fazer publicidade... As coisas boas são para partilhar, certo?

E entretanto lembrei-me que a minha primeira bicicleta também foi uma Órbita, como esta (mas branquinha):


No nosso caso não se justificava, mas as bicicletas eléctricas - apesar de terem uma bateria de lítio - podem ser uma escolha sustentável, se implicarem menos viagens de automóvel, não é? E esta, por exemplo, carrega-se simplesmente pedalando:


24 de novembro de 2012

209 - Comprar apenas pilhas recarregáveis


Claro que convém ter um carregador de pilhas...

O nosso foi comprado, há já algum tempo, pelo Zé Manel, no Ikea. Eu andava à procura de qual seria o melhor, e não me decidia...:
"- Precisamos de pilhas.
 - Temos que comprar um carregador e pilhas recarregáveis! Ainda não sei quais são os melhores!
(passados uns tempos)
  - Temos mesmo que comprar pilhas.
  - Têm que ser recarregáveis... e o carregador... e é tudo tão confuso, tantas opiniões!
(uns tempos depois)
  - Já sabes quais são as melhores pilhas? O relógio da cozinha já não funciona...
  - Eu não percebo nada do assunto e quanto mais procuro, mais perdida fico...
  - Olha estas aqui!
  - E se não funcionam bem?...
(mais uns dias)
  - olha que jeitoso (talvez não tenha sido esta a palavra...) este carregador e pilhas que "encontrei"! Não gostas das coisas do Ikea?!..."

E foi mais ou menos assim que passamos a usar pilhas recarregáveis.
Não temos razão de queixa, para já (mas também só as temos há uns meses...), mas parece-me que as pilhas são do tipo recarregáveis convencionais (continuem a ler...).

Devo dizer que continuo indecisa em relação a quais são as melhores pilhas, qual é o melhor carregador (em termos de marca)... Mas dou-vos as dicas que me deram e que encontrei pela net... Quem perceber mais deste assunto (o que não será difícil...) esteja à vontade para corrigir/acrescentar o que achar que pode ajudar futuros compradores de pilhas recarregáveis...

Um leitor da página no facebook aconselhou-me as pilhas recarregáveis Ni-MH do tipo híbrido (como as Sanyo Eneloop). Ele refere que "só são 2100 mAh mas em contrapartida entregam a voltagem que prometem durante muito mais tempo" (estão a ver a minha confusão?). Pelo que percebi não vale de nada a pilha ter carga se depois não tem voltagem suficiente para que o aparelho funcione. Também têm a vantagem de perderem muito menos carga ao longo do tempo, o que é bom para os aparelhos que usam pouca energia (comandos/ratos/teclados/relógios/...).


Também encontrei informação sobre as Ni-MH com baixa auto descarga. Presumo que sejam a mesma coisa que as referidas Ni-MH do tipo híbrido (corrijam-me se estiver errada, por favor) porque mantêm pelo menos 85% (70%?) da sua carga ao final de 1 ano. Geralmente a embalagem diz que estas pilhas já vêm carregadas.

Resumindo (e se não tiver percebido tudo mal):
As recarregáveis convencionais apresentam maior capacidade de carga, por volta dos 2700 mAh; as recarregáveis de baixa auto descarga apresentam menor capacidade - por norma em torno de 2000 mAh - mas garantem que mesmo que se lhes pegue um ano depois de carregadas ainda oferecem uma elevada percentagem da carga (mais de 70%). Estas são melhores para aparelhos que usam pouca energia ou que ficam longos períodos de tempo sem serem utilizados. Disse tudo bem?

Ah, e já agora, uma questão (e desde já peço desculpa se é uma pergunta estúpida...): Posso carregar pilhas de outras marcas no meu carregador?

E só há pouco tempo é que descobri que existem carregadores solares para pilhas.
O que eu gostava mesmo é que estas pilhas solares (um protótipo "faça você mesmo") fossem eficientes.
Ou que estas pilhas que se recarregam com o movimento normal do uso já fossem viáveis.


Quanto a esta ideia - as pessoas enviarem as pilhas recarregáveis para a empresa em vez de terem um carregador em casa -, será mesmo mais sustentável (teria que se estudar o impacto dos carregadores versus o transporte - ida-e-volta - das pilhas, certo?)?

Mas mesmo, mesmo bom era o relógio da cozinha e os comandos da televisão e do disco multimédia não precisarem de pilhas...

4 de setembro de 2012

206 - Bater as claras (e não só) manualmente


Deixem-me começar por vos desejar um óptimo ano (lectivo)!!!


Durante as férias tive oportunidade de experimentar algumas daquelas receitas de sobremesas que vamos guardando para um dia fazer e... vamos adiando e adiando. Como em agosto "ele" foi aniversários, baptizados, almoços de família, festas só porque sim (ainda bem que para compensar também tive muita actividade física), aproveitei para aperfeiçoar os meus dotes de pasteleira.

Foi neste processo que me apercebi que podia poupar alguma energia, água e detergente. Eu sei que é coisa pouca, comparado com, por exemplo, a energia que se poupa desligando a arca congeladora, mas, grão a grão...

Normalmente uso o robot de cozinha para bater os bolos. Ora, quando a receita inclui bater claras em castelo, o processo complica-se um pouco. Se as bato antes, elas "caem" (e a dica de colocar um garfo metálico para impedir que tal aconteça, não funciona, pelo menos não comigo), se deixo este passo para depois, tenho que retirar o que estiver no robot (para outro recipiente), lavá-lo, secá-lo muito bem, para então bater as claras.

Numa das vezes - e devo confessar que foi mais a preguiça de lavar louça a falar do que a consciência ambiental - lembrei-me de experimentar bater as claras com um batedor manual que andava cá por casa, como se fazia antigamente (e sabiam que o recipiente deve ser de cobre não estanhado ou porcelana??? Eu não).

E não é que até correu bem? A partir daí tenho batido todas as claras por este processo e até já cometi a loucura de fazer um bolo de forma totalmente "artesanal"...

Devo frisar que tenho a capacidade, extremamente útil, de usar alternadamente as duas mãos - com igual competência - em inúmeras tarefas, o que faz com que não tenho sentido qualquer desconforto nos pulsos ou braços, como é suposto nas primeiras vezes... mas não desanimem, se não possuem esta bela habilidade, pensem nesta actividade como mais uma forma de exercício!

Agora só me falta construir um forno solar, para poder fazer bolos "energy free"...



parece que este é o ideal



uso um destes



para quem não aguentar o esforço físico...


30 de julho de 2012

205 - Deixar o aviso de "Não incomodar" na porta do quarto do hotel


Em casa não mudamos os lençóis da cama todos os dias, por muito bem que saiba deitar numa cama acabadinha de fazer de lavado... Nem trocamos as toalhas de banho todos os dias. Nem aspiramos o quarto todos os dias.

Também não precisamos de o fazer quando ficamos num hotel, pousada, casa de turismo, ...

Não custa nada.

Alguns hotéis já estão sensibilizados para esta questão (até porque também é económica...). Fiquei, há uns tempos, num hotel que tinha o habitual aviso de "Não incomodar/Do not disturb", mas na outra face deste tinha a opção (caso o pendurássemos na porta) de os funcionários limparem o quarto e fazerem as camas, mas sem mudarem lençóis e toalhas. Na altura tirei uma fotografia ao aviso para vos mostrar, mas recentemente perdi tudo o que tinha no meu disco externo (snif!!!).


Nas casas de turismo rural onde já ficamos - por este nosso Portugal fora - tem funcionado falar com a pessoa responsável e explicar-lhe o que pretendemos. Normalmente ficam surpreendidas, com aquela cara "lá vêm estes maluquinhos do ambiente...", mas depois de abarcarem o alcance da medida, costumam ficar satisfeitas...

Quando não há outra hipótese, resta deixar o famoso aviso "Não incomodar" pendurado na porta. Claro que a cama vai ficar por fazer, mas... é assim tão mau? Pensem na quantidade de água (e detergentes) e energia que se poupa (e a quantidade de lençóis e toalhas que duram mais tempo). Vá lá, provavelmente estão de férias...

E, claro, aproveitem para sensibilizar os responsáveis do local onde estão, seja na recepção, seja através do livro de sugestões/opiniões ou daquelas folhinhas que costumam estar nos quartos para darmos a nossa opinião sobres o hotel.

E deixo-vos com uma ideia do peso que tem, em termos ambientais, a indústria hoteleira (neste caso são números referentes aos EUA), divulgados no âmbito de uma campanha de sensibilização para esta questão:




20 de setembro de 2011

197 - Deixar de ver televisão


Estive a fazer contas e neste momento estou há 53 dias sem ver televisão, excepto curtos visionamentos em casas de outros.

E foi muito natural: fomos de férias, para longe de todas as tecnologias, e quando voltámos não sentimos vontade de ligar a caixa... até agora!

Bom, na verdade, o Zé Manel sentiu... ligou-a para ver um jogo de futebol (ele diz que jogos de futebol não contam!)

Não está a custar nada. Há uns tempos, já tínhamos decidido ligar a televisão só depois das 22h, por causa do bi-horário, (e, já na altura, o futebol era a excepção... Até parece que o Zé Manel é fanático, mas não é, acreditem. Às vezes até nem se lembra de que a equipa dele está, ou vai, jogar...).

Depois, pelo mesmo motivo, decidi usar, sempre que possível, o computador à noite. Infelizmente não posso fazê-lo "apenas" à noite - como pensei - sob o risco de dormir menos do que o necessário...

Ao pesquisar para esse post, encontrei vários estudos sobre os malefícios de usar televisão, computador, consola, ... antes de dormir. Agora encontrei um (apoiado por mais uns quantos) que conclui que ver 1h de televisão diária reduz a esperança de vida em 22 minutos (o estudo refere que quem vê 6h de televisão, por dia, pode ver a sua esperança de vida reduzida em quase 5 anos).

Seis horas por dia a ver televisão???

Como o meu tempo a ver televisão já não era muito, e tenho sempre coisas para fazer, não fiquei com nenhuma sensação de tempo para encher, mas...

.. o meu receio é fraquejar quando vier o frio e a chuva e a vontade para ficar enrolada na manta a vegetar.

Já por isso estou a criar (ou a "repescar") hábitos saudáveis e saborosos (...), que possam ser feitos enrolada na manta...:

- ler mais (estou a fazer uma lista de "livros a ler");
- voltar a desenhar (algo que adoro fazer e que tenho desleixado);
- insistir no tricotar: quando me decidi a fazê-lo, a coisa parecia bem encaminhada, mas afinal ainda não se tornou num verdadeiro prazer (mas eu quero, a sério!!!)


Se passa - seja mais ou menos - tempo em frente à televisão e quer deixar de o fazer (ou reduzir), deixo-lhe uma lista de "51 coisas para fazer em vez de ver televisão" (para todos os gostos, idades, condições, ...), onde estão algumas de que me lembrei e outras trazidas de sites diversos, todas elas - espero eu - aliciantes:

01. leia mais: para si, para as crianças, para alguém que já não pode;
02. passeie: sozinho, acompanhado, com o cão;
03. inscreva-se em aulas de algo que gostaria de aprender ou aperfeiçoar: cozinhar, tricotar, pintar, dançar, …;
04. dedique-se à jardinagem, ainda que só em vasos;
05. cozinhe uma refeição gourmet;
06. dê um passeio de bicicleta;
07. visite um museu;
08. faça exercício: em casa, no ginásio, na rua: nadar, correr, ...;
09. medite;
10. faça voluntariado;
11. organize as suas fotografias - e pode fazer os seus próprios álbuns;
12. faça um bolo - ou bolachas;
13. converse: com um amigo, familiar, companheiro, ...;
14. monte um puzzle;
15. namore, namore, namore;
16. aprenda uma língua nova;
17. ouça rádio - ou a sua música;
18. faça uma equipa com os seus amigos, familiares, vizinhos: futebol, andebol, voleibol, ténis, …;
19. dance;
20. aprenda a tocar um instrumento musical;
21. faça uma caminhada num parque/reserva natural;
22. brinque com o(s) seu(s) filho(s);
23. aprenda a identificar e aprecie as estrelas;
24. visite uma feira de velharias e/ou de antiguidades;
25. convide, para um chá por exemplo, alguém com quem já não está há muito tempo;
26. (re)descubra os jardins/espaços verdes na sua vizinhança;
27. organize uma festa;
28. encontre o seu passatempo: crochet, costura, bricolage, pintura, origami ...;
29. redecore uma divisão da sua casa - ou duas, ou três, ...;
30. veja o pôr do sol ou o nascer do sol - ou ambos;
31. ligue - e converse - com os seus familiares que se encontram longe;
32. alugue um filme antigo;
33. faça uma horta (até na varanda...);
34. volte a estudar;
35. escreva: uma carta, um diário, um poema, um conto, um livro, ...;
36. faça lembranças para oferecer;
37. experimente “aquela” receita;
38. vá até à biblioteca;
39. brinque com o(s) seu(s) animal(is) de estimação - ou adopte um;
40. visite a sua cidade;
41. jogue: damas, xadrez, trivial pursuit, jogo da glória, ...;
42. saia com os amigos;
43. participe num grupo de teatro amador;
44. faça um piquenique;
45. organize uma noite de jogos de cartas;
46. junte-se a um clube de leitura ou inicie um;
47. faça palavras cruzadas;
48. arranje uns binóculos e observe e aprenda a identificar pássaros - ou borboletas...;
49. fotografe;
50. vá a um concerto, a uma peça de teatro, ao cinema;
51. FAÇA ALGO ARROJADO (mas lembre-se que a prisão não é - presumo - um sítio agradável. E, provavelmente, tem televisão...)!!!

16 de maio de 2011

194 - Utilizar o computador apenas à noite

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Bom, esta é fácil!

Já tínhamos decidido ligar a televisão apenas depois das 22h (às vezes, temos uma ou outra recaída...), e sempre usámos a mesma lógica para ligar a máquina de lavar roupa. Isto porque temos o bi-horário diário: entre as 22h e as 8h a electricidade fica-nos mais barata (e indirectamente estamos a contribuir para poupar energia).

Agora, ao redifinir horários e acomodar novos hábitos e tarefas - e numa tentativa de ser "um bocadinho..." mais organizada - decidi guardar as horas depois do jantar para o uso do computador.

A verdade é que comecei a ficar (um pouco...) preocupada com o tempo que passo à frente do computador. Depois de anos e anos a trabalhar dia após dia (e às vezes noites também) em frente a um monitor, passei por um período bem tranquilo, em que - exceptuando algumas alturas de entregas de trabalho - estava poucas horas por dia no computador.

Gradualmente, voltei a precisar de mais tempo com este bichinho: mais emails a ler e a responder, posts a escrever, pesquisas a fazer, ir ao facebook... além de outras tarefas habituais.

E comecei a reparar que às vezes me perco, principalmente quando ando pela internet (óbvio!)...


Não tenho nenhum problema de dependência (ufa!...), pelo menos segundo este teste, que encontrei em vários sites: sou "uma utilizadora média. Por vezes posso até navegar na internet um pouco demais, no entanto, tenho controlo sobre a sua utilização". Fico mais descansada...

Assim, com as horas mais contadas, tenho que me coordenar melhor, porque não quero roubar tempo ao meu sono de beleza!

O engraçado (talvez não seja a melhor palavra...) é que ao andar à procura de informação para este post, descobri, precisamante, notícias sobre um estudo brasileiro e um outro americano sobre a influência do uso do computador à noite na qualidade do sono. Além de, na maior parte das vezes, o seu uso (e da televisão, consolas, ...) ocupar horas que deviam ser passadas a dormir, também a exposição à sua luminosidade desregula a produção de melatonina (responsável pelo sono), alterando os ciclos sono-vigília.

Até agora não senti nenhum efeito, nunca tive problemas de sono, mas vou estar atenta. Se tal acontecer vou começar a madrugar e a usar o computador até às 8h. Pois, pois...

Ah, e se me encontrarem pela internet durante o dia, ficam a saber que não estou em casa, mas - provavelmente - no meu espaço, onde, por razões várias, o computador está ligado na "hora de expediente"...

9 de abril de 2011

190 - Não ter um "porquinho mealheiro"...


... e não, não tenho nada contra os mealheiros, sejam de partir (embora na verdade estes não sejam muito amigos do ambiente) ou de abrir. Nem foi desta que me deu o badagaio e ando a defender os direitos dos porquinhos (mealheiros...).

O que está aqui em questão não é o receptáculo, seja de que forma for, mas o que guardamos lá dentro.

Quase todos nós tivémos, em pequenos, um mealheiro. O tal porquinho, o do Montepio, de barro, com aloquete ... Era uma boa aprendizagem, não era?

Cá em casa ainda temos este hábito. E não temos crianças... Pois é. A ideia foi "roubada" ao nosso amigo Pedro que, há uns anos, nos contou que ao fim de cada dia guardava todas as moedas que tivesse na carteira numa garrafa de 1,5l (excepto as de 2 euros porque, se não me engano, não cabiam no gargalo). Quando a garrafa ficava cheia rasgava-a e tinha um "pequeno subsídio" de férias. E recomeçava.

Achámos piada à ideia e resolvemos fazer o mesmo. Mas num mealheiro reutilizável. E também deixamos de fora as moedas de 1 euro (somos mais "modestos"...). Tem sido um processo engraçado. Até agora.


Imaginem que cada um de nós - ou cada família - resolve fazer o mesmo: guardar moedas (muitas) em casa durante meses, anos. O que acontece? É necessário cunhar mais moedas para continuar a haver circulação das mesmas. O que implica a extracção de mais matéria prima - a indústria de extracção de minérios é responsável pela poluição de terras e águas, destruição de paisagens, erosão, perda de biodiversidade. E ainda, como explicam neste artigo esclarecedor, na extracção de uma tonelada de níquel ou cobre, são produzidas 400 a 600 toneladas de resíduos. Assustador. Vem depois a sua transformação, que significa não só gastos enormes de energia, mas também a libertação de toxinas para o meio ambiente.

De repente o nosso "jogo" deixou de me parecer engraçado.

Não encontrei nenhuma informação sobre a reciclagem de metais para a cunhagem de moedas, por isso presumo que tal não exista. Enquanto continuarmos a precisar delas, o melhor é não as deixar parar em casa...

E quanto ao porquinho mealheiro? Se calhar temos que pensar em novas formas de transmitir determinados valores. Ou pensar em novos valores a serem transmitidos?...

E, definitivamente, há coisas que eu preferia não descobrir nas minhas pesquisas: mealheiros com porquinhos a sério?!

31 de outubro de 2010

182 - Confeccionar conservas caseiras

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Como, quase desde o início do desafio, desligámos a arca congeladora do apartamento, temo-nos contentado - e bem - com o congelador do frigorífico. Tal como disse na altura não costumamos comprar congelados mas vamos sempre guardando uma sopa aqui, um estufado ali, ..., para quando não temos tempo, ou vontade, para cozinhar.

Devido à abundância de legumes e à falta de espaço no congelador, resolvi recuperar técnicas antigas de conservação de alimentos sem utilizar o frio...

Como a minha mãe sempre adorou fazer compotas, habituei-me a ver (e a ajudar...), todos os Outonos, o paciente ritual de tranformação de marmelos, maçãs, pêras, pêssegos, abóboras, em geleias brilhantes, caldas doces, marmeladas suculentas. O cheiro deste período do ano é um dos meus aromas de afecto. Mas... tirando a marmelada (comida com queijo), na verdade não sou grande fã de compotas e, por incrível que pareça, a minha mãe também não. Daí o ter começado a oferecer compotas e geleias, com tanto sucesso, que hoje tem marca própria - 100 sabores - comercializada nalguns pontos do norte do país. Quem prova não quer outra coisa...

Bom, com a fruta não tenho que me preocupar, mas tomates, beringelas, pimentos, courgette... foi uma fartura este ano, e todas as semanas trago cestos a abarrotar de vegetais (a minha mãe - e os vizinhos que nos vêm chegar - deve pensar que temos, escondidos algures nos nossos 75m2, uma família de refugiados famintos...).

Como não damos conta de tanto legume, e depois de algumas épocas de estágio na cozinha da minha mãe, dediquei-me, este Verão e Outono, nalguns fins-de-semana, a preparar conservas para o Inverno (qual formiguinha).

Aproveitando o calor do Verão comecei por secar tomates ao sol, cortados ao meio e estendidos num tabuleiro - coberto com rede mosquiteira - em cima do estendal na nossa (sobrelotada...) varanda. Com o calor que esteve, em três dias secaram. Guardei-os num frasco ("encolhem" bastante) com alhos esmagados, sal, oregãos, uma pitada de açúcar e cobertos de azeite. A ideia era ficarem para "mais tarde", mas passados uns dias resolvemos experimentá-los, num jantar com amigos, e.. foram todos. Nem um para a fotografia!

Pela mesma altura resolvi experimentar secar, também ao sol, beringelas. Gosto de pensar que inventei esta hipótese porque até agora não a vi em mais lado nenhum, mas provavelmente já alguém, algures, teve a mesma ideia. Simplesmente cortei a beringela à rodelas, polvilhei-a com um pouco de sal e coloquei-a ao sol. Depois guardei-a em frascos, tal como fiz com o tomate (sem o açúcar, e juntando um pouco de pimenta-caiena). Fica óptima, mas tem que realmente se gostar de beringela. Digam lá se não parecem trufas?


Só depois li que o sol destrói algumas vitaminas e que se deve fazer a secagem à sombra (fica para o ano).

Também há receitas para secar tomates no forno, mas tendo em conta que lá ficam horas e horas e horas, este não é um processo muito ecológico...

Aliás tirando a secagem ao ar, qualquer outro método de conservação de alimentos implica sempre um gasto energético. Uma arca congeladora gasta energia. O fogão onde fazemos as conservas também. Um desidratador, bastante usado no crudivorismo, também (a não ser que façamos um desidratador solar!). É uma questão de optar (e cada caso é um caso) pelo mais "contido", energeticamente falando.

No nosso caso (somos dois), pareceu-me melhor gastar mais alguma electricidade em 2 ou 3 dias, do que durante 365 dias no ano.

E o que conservei eu? Há um livro fantástico, que pedi emprestado à minha mãe: Conservas, de Oded Schwartz (como gostava de ver a despensa deste senhor...); lindo e apetitoso, que só nos dá vontade de começar a fazer conservas a torto e a direito. Claro que a internet também é um mundo, mas desta vez fiquei-me pelo método mais tradicional... e também inventei um bocadinho...


Tendo em conta que era a minha primeira vez, fiquei-me pelas mais simples.

- Tomate: molho de tomate (mais e menos triturado), tomate assado (e não seco) em azeite (os tomates em vinagre - à direita - são da autoria da minha mãe):


- Beringela descascada em azeite, beringela aos cubos em azeite:


- E pimentos (super) picantes em azeite (e ainda vou fazer pasta de pimento):


Para o ano também hei-de conservar courgette e outras abóboras. E talvez experimentar os Chutney e conservas em vinagre que a minha mãe faz...

Ah! E não se esqueçam de esterilizar os frascos (reutilizados) antes, e pasteurizar depois (as conservas em azeite não necessitam).
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29 de outubro de 2010

180 - Cortar e picar os alimentos à mão ao invés de o fazer no robot de cozinha

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Apesar de esta medida estar "no geral", a verdade é que os únicos alimentos que pico na bimby (robot deve ser um insulto...), quando não vou continuar a usar a mesma (o que implica não só gastar energia, mas também água e detergente para a lavar) são cebola e alho.

Sim, eu tenho esta "panca". Quando corto ou pico um destes tão comuns alimentos na nossa cozinha, acho que fico com o seu cheiro entranhado nos dedos durante uma semana... E que é perceptível num raio de vários metros...

Já usei um esmagador de alhos (mas esmagar e picar são coisas diferentes)...


... e também já tive um picador de cebola (claro que posso sempre comprar outro, se mais nada resultar...).


E sim, eu conheço os vários truques para retirar o cheiro das mãos (e até já experimentei quase todos deles, mas acho sempre que não resultam):

- colocar as mãos debaixo de uma torneira com água corrente e esperar um ou dois minutos, sem esfregar (nada ecológico...);
- cortar um limão ao meio (também há quem use laranja, mas quem quer ficar com o cheiro de laranja nas mãos???) e esfregar as mãos no limão durante uns minutos;
- esfregar (e esmagar) um pé de salsa com os dedos e passar por água;
- esfregar borra de café nas mãos e lavar em seguida;
- lavar as mãos com vinagre;
- esfegar as mãos com um pouco de leite e, claro, lavar em seguida;
- esfregar um punhado de sal grosso nas mãos, depois lavar em água corrente (nalgumas versões é sal com detergente da louça);
- esfregar as mãos com açúcar (tal como o sal, esfolia) e lavar;
- esfregar pasta de dentes nas mãos e depois lavar;
- passar um pouco de polpa de batata ralada nas mãos e depois lavar normalmente;
- lavar as mãos com a água da lavagem do arroz (não lavo o arroz...);
- esfregar a polpa de um tomate nas mãos (que desperdício! Além de que não existe durante todo o ano);
- lavar as mãos em água corrente abundante, usando um objecto de aço inoxidável (a faca com que se esteve a usar, por exemplo. Até há uns sabonetes próprios);
- usar luvas (sim, já cortei cebola com as luvas de cozinha calçadas... mas não gostei);
- devo dizer que até já cortei alho com faca e garfo... achando que era verdadeiramente paranóica. Até descobrir que existe isto (e perceber que há mais pessoas como eu...):


Mas hoje tomei a decisão - radical... - de tratar a minha mania de estimação (uma das...). Assim receitei-me a proibição do uso da bimby para o fim aqui referido e o estudo de várias conjugações das dicas acima descritas, até encontrar a ideal (usando o olfacto imparcial do Zé Manel), esperando, no processo, perder finalmente a paranóia...

Dar-vos-ei notícias dos resultados!
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24 de outubro de 2010

175 - Não comprar queijo fatiado


Antes de me "baterem": "o quê? só agora???!!!", deixem-me explicar...

Eu adorava queijo. Ainda gosto (...) mas era verdadeiramente louca por queijo. Em criança se me deixassem era capaz de comer um quarto de queijo às dentadas. O que mais gostava nos lanches das festas dos meus amiguinhos era dos pratos de queijo aos cubos. Assim sem mais nada... Estão então a imaginar a grossura das fatias de queijo que punha no pão... Acho que o mais correcto seria chamar-lhe queijo com pão, e não o contrário!

Portanto a melhor invenção - para a minha mãe - foi o queijo fatiado embalado. Eu punha uma fatia, duas, três em dias de loucura, mas sentia-me culpada... Já não podia dizer: "Só pus uma fatia!..." Deixou-se de ouvir: "Como? Já acabou o queijo que comprámos anteontem???!!!". Além de que assim não havia discussões entre os 3 jovens da casa: "O queijo está todo torto!", "Só deixaste a casca!", ...
Posso dizer que o queijo fatiado contribuiu para tornar o ambiente familiar um pouco mais pacífico...

E assim se manteve até aos dias de hoje este hábito, de forma mais ou menos ininterrupta.

Até que um raio me fulminou bem em frente ao frigorífico dos queijos, no supermercado.
"Como é possível, Ema, nesta altura do desafio ainda comprares queijo que foi fatiado com recurso a uma máquina eléctrica, que vem numa embalagem de plástico e que tem quadrados de plástico entre cada fatia?????????" (não o disse em voz alta, claro...)
Arghhhhhhh!!!!!!!! (também não foi em voz alta...)
Por isso, estão a ver, não me precisam de me dizer nada. Eu já me "bati"...

Assim - daqui para a frente - queijo inteiro, ou melhor, 1 quarto de queijo (senão estraga-se antes de ser consumido) cortado pela menina ao balcão, com uma faca e embrulhado em papel. Nada de embalagens de plástico, nada de cortado na máquina da loja.

E agora já não há o perigo de cortar fatias de 1 cm, já não gosto... Mas, pelo sim, pelo não, corto o queijo com...

.... um destes?

Não tenho.

Um destes?


Também não.

Com este!


Já cá estava e nunca era usado para o que é suposto - cortar batatas às rodelas. Assim nomeei-o "o nosso cortador de queijo" (ainda bem que não era dos de cortar batatas onduladas...)!

21 de setembro de 2010

172 - Ter um postura ecológica no cabeleireiro


Agora é oficial. Para a minha cabeleireira (e todas as pessoas presentes) eu sou louca!

Se quando lhe pedi para cortar "abaixo da orelha" o meu cabelo, que chegava a meio das costas, quase a matava do coração, agora ficou convencida de que realmente me falta qualquer coisa (além de cabelo...).

Ao ter cortado o cabelo e o querer manter curto, sem dúvida que diminui - tal como escrevi na altura - os gastos de água, energia e produtos para o cabelo. Mas por outro lado leva-me mais vezes ao cabeleireiro (ainda tentei que o Zé Manel o cortasse, mas ele negou-se completamente...), o que pode ser contraproducente.

Mas tudo tem solução...

De início passou despercebido.

Comecei por pedir para me lavar o cabelo com água completamente fria, mas como está calor, não estranhou.

Depois dei-lhe para a mão um frasquinho com o meu champô e expliquei-lhe que tinha um couro cabeludo muito sensível e que os produtos que ali usavam tinham muito químicos que o irritavam (compreensível) e que, acrescentei, poluiam os cursos de água e a vida aquática (primeiro olhar enviesado...).

Cortar o cabelo foi pacífico, apesar da minha cabeleireira fazer sempre um comentário alusivo ao lindo que o meu cabelo é e como ficava/ficaria bem comprido...

Quando terminou e lhe disse que não queria secar, instalou-se a guerra:

- Como não quer???? (deve ser o momento alto de todo o percurso...)
- Não, não vale a pena estar a gastar energia e tempo...
- Não se preocupe (ofendida) é para isso que aqui estou!
- Mas não vale mesmo a pena, seca ao ar, eu prefiro assim.
- ...
- Além de que a seguir vou até à praia... (e fui, passear - não menti - mas não entrei na água...)
- Pois (não muito convencida e olhando para mim com aquele olhar!)...

E ainda por cima fica mais barato (juro que não sabia!). Também por isso deve ter ficado chateada...

E parece que por cá ainda não existem salões com um selo deste género:



20 de setembro de 2010

171 - Usar uma garrafa térmica com água gelada


Genial de tão simples, não é?

Mas não foi ideia minha, desta vez... Na verdade já não sei onde li, mas "tiro o chapéu" a quem se lembrou de tal!

No Verão sabe bem água fresca, quando está muuuuiiiiito calor. Eu costumo misturar meio copo de água natural (da torneira) e meio da que está no frigorífico (também da torneira...), mas o Zé Manel bebe fresca ou, de preferência, gelada.
Eu bebo bastante água. O Zé Manel bebe imensa água. É proporcional: eu suo pouquinho, ele perde água por cada poro da pele...


Agora vejam lá as vezes que, num dia, abrimos a porta do frigorífico só para ir buscar água. Muitas. Segundo um livrinho que me ofereceram nos anos "Como reduzir a sua pegada de carbono - 365 conselhos que fazem a diferença" (pois eu sei... irónico, não é?), de Joanna Yarrow, de cada vez que abrimos a porta do frigorífico escapa-se até 30% do ar frio interior. É bastante!

Como fazer? As garrafas térmicas são isso mesmo, térmicas. Apesar da maior parte das pessoas (nós...) as usar para conservar alimentos ou bebidas quentes, também conservam, claro, frios...

Novo ritual matinal cá em casa:

- pegar na nossa garrafa térmica maior - que tem dois depósitos e uma torneirinha!!! (digam lá que não é o ideal);
- enchê-la de água e de cubos de gelo (mais num depósito do que no outro...);
- e - voilá!!! - está pronta água fresca (numa determinada altura muito fresca) para todo o dia (e noite)!

É, ou não é, genial?!

(claro que quem tem um frigorífico com dispensador exterior de água e gelo, não precisa de nada disto...)

13 de julho de 2010

164 - Apagar os emails antigos


Este é um bom exemplo de "nunca tinha pensado nisto"... até que há uns tempos o Hugo Garcia, no facebook, a propósito dos cd's serem poluentes, referiu o facto de a internet ser, também, um problema ambiental. Tudo o que temos "guardado" no espaço virtual, tem que estar armazenado nalgum lado... "armazenado e replicado por questões de segurança", como diz o Hugo. E todos este processos gastam energia e geram calor "lá" no sítio (seja ele onde for), o que implica usar ar condicionado para arrefecer os equipamentos. Já viram o calor que emite um pc ou um portátil caseirinho? Imaginem os computadores/servidores (não sei se têm um nome mais técnico) "centrais"! Parece que a Google tem algumas preocupações a este nível.


Lá fui eu à minha conta de email (gmail) e vi que estava a ocupar 36% do espaço a que tenho direito (o qual, parece-me, está sempre a aumentar). É o problema do gmail: como não nos temos que preocupar com o facto da caixa ficar cheia, facilitamos... Lembro-me que no meu primeiro email, lia e apagava logo porque se não tivesse cuidado já não recebi "emails" novos!

Como apago todos os dias o spam, dediquei-me a limpar as caixas de entrada e de saída. Apaguei 900 mensagens!!! E fiquei a ocupar uns míseros 7%. Ainda assim pretendo fazer uma limpeza ainda mais profunda e reduzir esta percentagem. E, claro, manter a casa vazia... Também apaguei as mensagens no facebook e vou estar atenta ao meu álbum de fotografias do picasa, onde, apesar de tudo, ocupo apenas 5, 48% do meu espaço disponível.

Por isso, toca a apagar "emails" antigos e, já agora, não contribuam para o spam e, quando enviarem "emails" para mais do que uma pessoa coloquem os endereços em bcc (escondidos).

Boas limpezas!

4 de julho de 2010

155 - Arranjar uma lanterna que funcione sem pilhas


Eu já tive uma lanterna de dar à manivela (igualzinha a esta!), mas com mudanças, coisas arrumadas em caixas num sítio, outras noutro, não sei onde pára. O mais correcto é dizer que eu tenho uma lanterna de dar à manivela, mas não sei dela...

E como neste momento estou a precisar de uma lanterna (com uma certa urgência) vou ter que arranjar outra. E claro, tem que ser amiga do ambiente!

O Zé Manel ainda tem a dele, um pouco diferente. Em vez de se dar à manivela, tem que se pressionar (com alguma rapidez) uma espécie de alavanca:


Há à venda em vários sítios, incluindo, claro, na internet (aqui, aqui, por exemplo).

Apercebi-me, ao procurar a minha nova lanterna, que as lanternas ecológicas (de bolso ou não) devem estar na moda (e ainda bem!), porque não falta oferta!

Há as "mistas" para os que tiverem medo que o "método ecológico" não funcione... como esta, que tem que ser abanada durante 30 segundos, para dar 5 minutos de luz, mas que também pode funcionar a pilhas.

Há as solares, que também são mistas (pelo menos as que encontrei: esta, esta, esta, esta e esta, por exemplo) porque necessitam de pilhas.

Mas como quero uma que seja o mais possível ecológica vou voltar às de manivela.

Na Decathlon tem-nas de vários tamanhos e feitios. Até tem uma boa para quem faz campismo, ou para quem costuma ficar muitas vezes sem electricidade em casa, que serve como candeeiro (em vez de um petromax, por exemplo).
Comprei, por 10€, uma lanterna de bolso (verde) que por cada minuto de "manivela" me dá 6 de iluminação "em modo forte". Para mim, serve perfeitamente. E o preço nem é desculpa, há umas que custam 4€!


Para as crianças (ou os fãs da Lego, como eu), esta marca tem uma lanterna de manivela com a forma de um dos seus bonecos!
Também uma óptima prenda para os mais pequenos é esta caixa que permite construir a nossa própria lanterna!

E apaixonei-me por esta lanterna (verdadeiramente solar) que ainda permite reutilizar garrafas:



Só é pena não ser de bolso...

28 de março de 2010

148 - Abdicar do automóvel ao fim-de-semana


Tal como disse quando escrevi sobre como tornar-me uma eco-condutora, neste momento da minha vida não posso abdicar do carro durante a semana. Dou aulas em vários sítios mais ou menos distantes uns dos outros e a rede de transportes que os serve não é suficientemente eficiente para quem precisa de fazer ligações entre vários locais num determinado espaço de tempo. E não, não posso trocar as minhas turmas com outras de outros professores, de maneira a que cada um de nós fique mais perto de casa, como alguém me sugeriu!!!!!!... Mas posso ter cuidado - e tenho - ao fazer os horários, em colocar no mesmo dia sítios que fiquem "no caminho" uns dos outros e, em deixar intervalos, entre as aulas, que me permitam fazer uma eco-condução.

E, muito importante, adoro o que faço e penso que o que de bom traz compensa - pelo menos um bocadinho - as emissões de dióxido de carbono. Por exemplo, como as pessoas saem das aulas mais relaxadas, vão conduzir mais devagar!!!...

Mas claro, tento diminuir o impacto que conduzir um carro produz. E foi com esta ideia em mente que comecei a pensar que seria viável não usar o carro ao fim-de-semana.

Apesar de dar uma aula ao sábado, é relativamente perto e tenho todo o tempo para lá chegar (o mesmo acontece com o Zé Manel e com o seu treino de karate). Ainda por cima, no metro do Porto, podemos transportar bicicletas, desde que não se ultrapasse os quatro velocípedes por veículo, o que devo dizer (das vezes que ando de metro, com ou sem bicicleta), não costuma estar sequer perto de acontecer... Ah! E não esquecer, temos que entrar pela porta traseira. Assim, como estava a dizer, com a bicicleta posso compensar as lacunas na coordenação entre o metro e os autocarros.

Primeiro "problema" resolvido.


Ao Domingo vamos, muitas vezes, a casa da minha mãe, que se "retirou" para uma aldeia entre Penafiel e Amarante, a uns cinquenta e tal quilómetros do Porto. E como? De carro (apesar de já termos ido algumas vezes, voluntariamente, de comboio, estas contam-se pelos dedos de uma mão). Este segundo "problema" é fácil (se já o fizémos...) de resolver. Agora temos é que mudar hábitos entranhados: acordar mais cedo para ir para lá e vir embora mais cedo, porque ao Domingo há menos comboios. Mas nada que a nossa força de vontade (e o bom tempo que se avizinha) não ajudem!

Se ficarmos pelo Porto, temos o parque da cidade a quinze minutos a pé, se quisermos passar uma tarde ao ar livre. E o mar um pouco mais abaixo. E bicicletas e algumas ciclovias. E comboios para nos transportarem a cidades que merecem ser visitadas e de que nos esquecemos tantas vezes (vamos, num próximo Domingo, a Guimarães).

E pronto, tudo o resto é mais fácil...

Será?

Já vejo alguns entraves: quase todos os nosso amigos moram fora do Porto, o que faz com que ir a casa deles sem carro, ao fim-de-semana, à noite, se torne uma aventura (a partir da uma da manhã não há transporte públicos). Ou vimos embora antes ou temos que apanhar um táxi, mas um táxi é um carro e, para isso, usamos o nosso...

Outra situação: quando fazemos caminhadas pela SPID. Vamos daqui para - regra geral - o Gerês (que até é dos sítios mais perto). É impossível (eu sei porque já fiz a viagem muitas vezes, nos escuteiros) ir, primeiro de comboio até Braga e em seguida, de camioneta até ao Gerês, subir à serra, fazer uma boa caminhada e voltar, pelos mesmo meios, num só dia... A atenuante é que marcamos um ponto de encontro e partilhamos os veículos, levando apenas os carros necessários para o número de pessoas que participa na actividade.

Serão excepções à regra?!... Outras situações pontuais surgirão?

Logo verei (e vos direi). Para já, esta fim-de-semana foi muito pacífico. Como ficámos pela cidade, passeámos, andámos a pé e quase (quase...) não usámos tecnologias (vimos um filme em casa), outra medida que também tem sido difícil de cumprir à risca...

Mas, passinho a passinho, chegamos lá!

27 de março de 2010

147 - Não deixar telemóveis a carregar durante a noite


Esta é uma daquelas coisas que, quando reparei que a fazia, fiquei cheia de vergonha...

Além do que já fazia antes (não deixar "luzinhas" de stand-by ligadas, por exemplo), tenho - ao longo dos meses que já decorreram desde que iniciei este desafio - tomado uma série de opções para reduzir ainda mais os nossos gastos energéticos, desde tomar duche às escuras, com água quase fria, até subir e descer escadas (em vez de usar o elevador) também às escuras (a não ser que a luz se acenda por sensores...), passando por desligar a arca frigorífica, só usar o forno em ocasiões especiais, lavar a louça com água fria e mais umas quantas...

E depois chego à noite, o telemóvel queixa-se, ponho-o a carregar e vou dormir... Arghhhhhhh! Mais valia continuar a tomar banho com água quente!!!...

A bateria do meu telemóvel demora umas duas horas a carregar e eu deixava-a, muitas vezes, umas sete ou oito horas ligada à corrente. Cinco ou seis horas de puro desperdício energético. Além de que diminui o tempo de vida da bateria, o que também não é nada ecológico. Estou neste momento a bater (mentalmente...) com a cabeça na parede!

A juntar a tudo isto, as baterias dos nossos telemóveis são de iões de lítio (Li-ion) e - aprendi eu - não têm efeito memória, o que lhes permite serem recarregadas sem estarem completamente descarregadas (pelos vistos, até é preferível).

Por tudo isto, a partir de hoje, telemóveis a carregar mais tempo do que necessário (seja dia ou noite), nunca mais!

Apesar de o meu irmão Hugo (quando esteve uns meses mais ou menos longe da civilização) ter usado um carregador de telemóveis solar e não ter ficado nada satisfeito, fico à espera (para quando o meu telemóvel já tiver dado tudo, tudo, mas mesmo tudo...) de um telemóvel solar, em plástico reciclado (para me redimir)...


E esta ideia para uma bateria que se carrega girando-a no dedo?...


25 de março de 2010

145 - Arranjar um despertador que não necessite de pilhas


Um despertador que não necessite de pilhas (sejam recarregáveis ou não...), é do que eu ando à procura...

Despertador solar/satélite (escolhi este para primeiro exemplo por ser taaaaãooo bonito!!! Acorda-nos batendo com as "asas" na nossa cabeça?...):

Despertador solar (este é todo futurista):

Mais um solar (mais "normalzinho"):



Outro despertador solar (há ainda muitos mais, para todos os gostos):



Despertador a água:



Outro a água (e umas gotas de limão):


E mais um a água:

Despertador eólico (sim, eólico!):



Despertador "a batata" (achavam que já tinham visto tudo?):


... ou "a maçã" (ah, muito mais saboroso!!!):


Despertador em projecto:



E o clássico, simples e eficiente (a mim não me incomoda o tic-tac...): a corda!



... o que eu tenho agora (oferecido)! Não é preciso gastar água, nem fruta, nem é preciso estar sol ou vento... É só fazer um "poucochinho" de esforço para dar corda!

E não se esqueçam que não é nada saudável ter o telemóvel na mesinha de cabeceira para servir de despertador...