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20 de setembro de 2011

197 - Deixar de ver televisão


Estive a fazer contas e neste momento estou há 53 dias sem ver televisão, excepto curtos visionamentos em casas de outros.

E foi muito natural: fomos de férias, para longe de todas as tecnologias, e quando voltámos não sentimos vontade de ligar a caixa... até agora!

Bom, na verdade, o Zé Manel sentiu... ligou-a para ver um jogo de futebol (ele diz que jogos de futebol não contam!)

Não está a custar nada. Há uns tempos, já tínhamos decidido ligar a televisão só depois das 22h, por causa do bi-horário, (e, já na altura, o futebol era a excepção... Até parece que o Zé Manel é fanático, mas não é, acreditem. Às vezes até nem se lembra de que a equipa dele está, ou vai, jogar...).

Depois, pelo mesmo motivo, decidi usar, sempre que possível, o computador à noite. Infelizmente não posso fazê-lo "apenas" à noite - como pensei - sob o risco de dormir menos do que o necessário...

Ao pesquisar para esse post, encontrei vários estudos sobre os malefícios de usar televisão, computador, consola, ... antes de dormir. Agora encontrei um (apoiado por mais uns quantos) que conclui que ver 1h de televisão diária reduz a esperança de vida em 22 minutos (o estudo refere que quem vê 6h de televisão, por dia, pode ver a sua esperança de vida reduzida em quase 5 anos).

Seis horas por dia a ver televisão???

Como o meu tempo a ver televisão já não era muito, e tenho sempre coisas para fazer, não fiquei com nenhuma sensação de tempo para encher, mas...

.. o meu receio é fraquejar quando vier o frio e a chuva e a vontade para ficar enrolada na manta a vegetar.

Já por isso estou a criar (ou a "repescar") hábitos saudáveis e saborosos (...), que possam ser feitos enrolada na manta...:

- ler mais (estou a fazer uma lista de "livros a ler");
- voltar a desenhar (algo que adoro fazer e que tenho desleixado);
- insistir no tricotar: quando me decidi a fazê-lo, a coisa parecia bem encaminhada, mas afinal ainda não se tornou num verdadeiro prazer (mas eu quero, a sério!!!)


Se passa - seja mais ou menos - tempo em frente à televisão e quer deixar de o fazer (ou reduzir), deixo-lhe uma lista de "51 coisas para fazer em vez de ver televisão" (para todos os gostos, idades, condições, ...), onde estão algumas de que me lembrei e outras trazidas de sites diversos, todas elas - espero eu - aliciantes:

01. leia mais: para si, para as crianças, para alguém que já não pode;
02. passeie: sozinho, acompanhado, com o cão;
03. inscreva-se em aulas de algo que gostaria de aprender ou aperfeiçoar: cozinhar, tricotar, pintar, dançar, …;
04. dedique-se à jardinagem, ainda que só em vasos;
05. cozinhe uma refeição gourmet;
06. dê um passeio de bicicleta;
07. visite um museu;
08. faça exercício: em casa, no ginásio, na rua: nadar, correr, ...;
09. medite;
10. faça voluntariado;
11. organize as suas fotografias - e pode fazer os seus próprios álbuns;
12. faça um bolo - ou bolachas;
13. converse: com um amigo, familiar, companheiro, ...;
14. monte um puzzle;
15. namore, namore, namore;
16. aprenda uma língua nova;
17. ouça rádio - ou a sua música;
18. faça uma equipa com os seus amigos, familiares, vizinhos: futebol, andebol, voleibol, ténis, …;
19. dance;
20. aprenda a tocar um instrumento musical;
21. faça uma caminhada num parque/reserva natural;
22. brinque com o(s) seu(s) filho(s);
23. aprenda a identificar e aprecie as estrelas;
24. visite uma feira de velharias e/ou de antiguidades;
25. convide, para um chá por exemplo, alguém com quem já não está há muito tempo;
26. (re)descubra os jardins/espaços verdes na sua vizinhança;
27. organize uma festa;
28. encontre o seu passatempo: crochet, costura, bricolage, pintura, origami ...;
29. redecore uma divisão da sua casa - ou duas, ou três, ...;
30. veja o pôr do sol ou o nascer do sol - ou ambos;
31. ligue - e converse - com os seus familiares que se encontram longe;
32. alugue um filme antigo;
33. faça uma horta (até na varanda...);
34. volte a estudar;
35. escreva: uma carta, um diário, um poema, um conto, um livro, ...;
36. faça lembranças para oferecer;
37. experimente “aquela” receita;
38. vá até à biblioteca;
39. brinque com o(s) seu(s) animal(is) de estimação - ou adopte um;
40. visite a sua cidade;
41. jogue: damas, xadrez, trivial pursuit, jogo da glória, ...;
42. saia com os amigos;
43. participe num grupo de teatro amador;
44. faça um piquenique;
45. organize uma noite de jogos de cartas;
46. junte-se a um clube de leitura ou inicie um;
47. faça palavras cruzadas;
48. arranje uns binóculos e observe e aprenda a identificar pássaros - ou borboletas...;
49. fotografe;
50. vá a um concerto, a uma peça de teatro, ao cinema;
51. FAÇA ALGO ARROJADO (mas lembre-se que a prisão não é - presumo - um sítio agradável. E, provavelmente, tem televisão...)!!!

30 de maio de 2011

195 - Ter uma horta... na varanda


Tudo começou com as primeiras aromáticas, há cerca de um ano. Depois adoptámos uma família de minhocas... Fiz as minhas primeiras sementeiras...



E agora temos uma pequena horta na nossa varanda: em vasos temos óregãos, hortelã, alecrim, aipo, cebolinho, manjericão, mirra (hei-de experimentar fazer incenso), fisalis (oferecido bem pequenino), arruda (para "captar" as lagartas, afugentar alguns insectos e, para quem for supersticioso, o mau-olhado... ), 2 pés de tomates-cereja, saponária (não a árvore das nozes, ...), cravos-túnicos (para afugentar mais bichinhos indesejados); num canteiro feito pelo Zé Manel com restos de madeira não tratada, há alfaces diversas, mais cebolinho (as carteirinhas têm muitas sementes...) e rúcula. E o nosso plátano, uma sardinheira, e uma begónia herdada com, provavelmente, mais anos do que eu. Nada mau num espaço com 2,0m por 1,0m, "hem"?

E o tamanho (da varanda) não é desculpa, nem não ter varanda... Há soluções verticais originais, tanto para o exterior...


... como para o interior.


Para rentabilizar o espaço da nossa varanda - que não tem paredes - comprei simples suportes para floreiras, onde coloquei os vasos, do género destes:


E não há falta de informação, até porque as hortas urbanas estão na moda. Quase todas as cidades têm iniciativas, umas camarárias, outras de associações ou até de pequenos grupos de pessoas, para aproveitar espaços mais ou menos abandonados, transformando-os em belas hortas familiares.

Existem cada vez mais hortelões e "hortelãs"... E muitos deles partilham as suas experiências aqui pela blogosfera, ajudando quem (como eu) ainda é uma "hortelinha". Além do blog da semente à árvore, de que já falei aquando das sementeiras, há outros como o trumbuctu, o jardim com gatos, o cantinho verde, ... e muitos outros (também gosto deste e deste, em inglês), com dicas, calendários, sugestões úteis tanto para quem tem uma horta como para quem tem apenas uns vasos. E claro, as redes sociais permitem colocar dúvidas e, muitas vezes, ter uma dezena de respostas úteis, num curto espaço de tempo, e também ter acesso sobre formações na área (horta em casa, jardim de guerrilha, cidade das hortas, ...).

Temos sempre os livros. Este parece-me muito engraçado (e útil), este e este são bem apelativos e gráficos, e eu fiquei interessada neste e neste... Claro que tenho sorte e já tenho acesso, não só a literatura técnica (às vezes até técnica demais...) mas também a uma conselheira: a minha mãe que, como já disse algumas vezes, se dedica à agricultura biológica. E encontram-se, incluindo nalguns quiosques, dois deliciosos "almanaques anuais", verdadeiras preciosidades de sabedoria popular: O Borda d'Água e O Seringador (E também há O Novo Seringador, mas ainda não estudei as diferenças).

Para começar convém estudar a varanda (parapeito, floreira, ...) que vai acolher a horta. Que tipo de exposição solar tem (convém "apanhar" sol durante 5 a 6 horas por dia), se está protegido do vento ou, caso tal não aconteça, se é possível instalar protecção (rede, cerca, ...). Depois, que tipo de recipientes vai usar: aqui apresentam explicações detalhadas sobre o tipo de canteiros que se pode/deve construir, com medidas, materiais, ... Se nunca plantou nada pode seguir estes passos (ou este vídeo) sobre como começar uma pequena horta ou jardim de aromáticas num vaso. Neste site (e neste) pode escolher - e conhecer melhor - o que plantar. Pode até desenhar a sua horta. Muito giro! (O que a gente encontra pela net...). E é regar, cuidar, para depois poder apreciar os frutos do seu trabalho. As nossas alfaces (e a rúcula) são muito saborosas! E que não nos/vos aconteça como ao Sandro, que não conseguiu escoar a produção...

(a carteirinha trazia sementes de diferentes tipos de alface, todas óptimas!)


Claro que tudo isto só faz sentido se for biológico. E penso que é uma premissa geral para quem se mete nestas andanças porque pelos vários blogs e grupos onde "viajo", toda a gente (salvo erro) tem o cuidado de não usar químicos, procurando "ingredientes" e soluções o mais naturais possível: biológico, permacultura, calendário lunar, entre outros, são termos comuns pelas hortas virtuais. Ainda tenho muito que aprender!

Por isto, uma das minhas primeiras preocupações foi: " E a poluição, senhores?" Sim, porque moro na cidade, porque as plantas absorvem "coisas" do ar... Aliás foi quando vi as hortas do Mike, em New York que fiquei mais consciente deste problema: é que a poluição atmosférica naquela cidade vê-se. Então depois de um nevão, é ver as partículas pretas a cobrir a neve imaculada, em horas...

E não é que a minha preocupação tem fundamento?

O programa Biosfera já fez um episódio sobre este assunto. Ainda tentei ver a qualidade do ar por estas bandas, no sítio da Agência Portuguesa do Ambiente, mas, ou é "um pouco confuso" para mim ou estava preguiçosa... e não percebi quase nada. Mas fiquei mais descansada quando alguém entendido me disse que a minha hortinha está numa zona boa: temos muitas árvores à volta, temos um pulmãozinho mesmo ao lado (o parque do Inatel) e um belo pulmão um pouco mais abaixo (o Parque da Cidade) e logo a seguir o Mar!!! Por isso parece que as minhas alfaces são saudáveis. A água (reutilizada da lavagem dos vegetais, do início dos duches, ...) - também fica sempre em repouso 24h antes de ser usada na rega.

O que vos posso dizer mais? É muito boa a sensação de ver despontar algo que semeamos, observar esses delicados rebentos crescerem viçosos, enterrar as mãos na terra, apercebermo-nos das pequenas alterações ao longo dos dias... Ai, que bonito...

E como as imagens podem ser inspiradoras aqui deixo hortas para todos os gostos, das muitas encontradas por essa net fora... A imaginação não tem limites!


esclarecedora...


arrumadinha


projectada...


..."espontânea"!


apertadinha (como a nossa...)


reutilizando garrafas de plástico, assim...


... ou assim!


à medida


reutilizando uma sapateira


esta solução tem fãs entre os arquitectos... também "se dá" no exterior!


sacos-horta transportáveis, para quem não fica muito tempo no mesmo sítio!


14 de maio de 2011

193 - Tratar os escaldões com aloe vera pura


Mais ou menos por esta altura, todos os anos, um fenómeno ocorre... o Zé Manel "apanha" um escaldão. Esquece-se de que o sol fica mais forte, que há uns produtos fantásticos chamados protectores solares (que aliás devia usar todo o ano, visto estar muito tempo ao ar livre), uns outros chamados bonés, ... enfim! Nada, nada bom, nem a curto, nem a longo prazo.


Normalmente usa loções para depois do sol e/ou (dependendo da profundidade do escaldão) "cremes de alívio" comprados na farmácia.

Mas não este ano!

Lá andei eu - rapidinho... - à procura de uma solução natural.

Encontrei várias receitas (que deixo mais abaixo) mas - para nós - a melhor foi também a mais simples: a antiga, famosa (cada vez mais) e multifacetada aloe vera. No seu estado puro. Esta planta (não é um cacto, embora pareça) tem propriedades antibacterianas, cicatrizantes, rehidratantes. É um óptimo regenerador e antioxidante natural, o que a torna numa óptima opção para tratar queimaduras (e não só solares).

Basta retirar uma folha (se se puxar delicadamente, sai direitinha), cortá-la em pedaços com cerca de 6 cm (neste caso, que era para aplicar no rosto), cortar cada um na longitudinal, expondo a maior área interior possível. A polpa é viscosa mas macia. Faz lembrar, um bocadinho, baba... (por isso os brasileiros - sempre práticos - lhe chamam babosa). Depois é passar, delicadamente, o interior dos pedacinhos nas zonas afectadas. À medida que cada um pedaço fica seco (uma das características do aloe vera é a capacidade de penetrar nos tecidos) vai-se substituindo por outro, com calma, para dar tempo à pele de ir absorvendo o sumo. Também se pode descascar a folha, picar a polpa e aplicar no rosto (mas dá mais trabalho, "escorrega" e o resultado é idêntico). No rosto do Zé Manel (que tem a pele para o moreno e que "apanhou" - desta vez - um escaldão moderado...) apliquei 1 folha com cerca de 50 cm por dia, durante 3 dias (antes de deitar). Em seguida, começou a aplicar, também à noite, um creme bem hidratante. Os especialistas aconselham cremes à base de vitamina E, ceramidas ou manteiga de karité, mas neste caso foi um feito por mim (aprendi com a Sylvia).


Resulta optimamente! A pele ficou muito menos seca (em comparação com os outros anos) e não começou a "escamar". Aprovado. Claro que do belo moreno "à trolha" já não se livra: mas diz que o nome tem que ser alterado porque os trolhas tiram a t-shirt, e ele não pode dar aulas em tronco nu (havia de ser um sucesso!!!)...

Se não tiverem a sorte de ter dois enormes aloe vera, com mais de 30 anos, no jardim do vosso prédio (plantados pela minha tia e um vizinho) aconselho-vos a arranjar um. Até porque é "remédio para muitos males"...

E aqui ficam - com mais ingredientes... - algumas receitas (do livro que falei aqui). Outras haverá, por certo!

Gel de aloe vera

60g de folha de aloe vera, sem pele e picada
1000 mg de vitamina C em pó
800 UI de óleo de vitamina E
1 colher de chá de óleo essencial de alfazema

(a vitamina C, a E e o óleo essencial de alfazema também favorecem a cura da pele e ajudam a conservar o gel)
Coloque todos os ingredientes numa misturadora limpa e misture bem. Guarde num frasco de vidro limpo, no frigorífico, e aplique várias vezes por dia na queimadura. Esta mistura mantém-se fresca durante cerca de dois meses se conservada no frigorífico.

Spray facial refrescante

60 ml de infusão de chá verde
60 ml de sumo de aloe vera
1/4 de colher de chá de óleo essencial de alfazema

Misture tudo num frasco vaporizador. Agite bem. Vaporiza a pele queimada. Mantenha no frigorífico e utilize no espaço de duas semanas.

Outro spray facial refrescante

1 colher de chá de hamamélis destilada
20 gotas de óleo essencial de alfazema
60 ml de água de rosas
180 ml de sumo de aloe vera

Misture a hamamélis e a alfazema num frasco vaporizador. Agite vigorosamente. Adicione a água de rosas e o aloe vera e agite novamente. Guarde no frigorífico e vaporize a pele sempre que desejar.

Refrescar a pele

Misture uma gota de óleo essencial de alfazema com uma colher de sopa de gel de aloe vera. Espalhe sobre a pele.

Máscara de iogurte

1 colher de chá de iogurte natural gordo
1 gota de óleo essencial de lavanda

Misture os ingredientes até obter uma pasta e espalhe-a sobre a pele. Remova com água tépida após 15 minutos.

Máscara de mel

2 colheres de chá de mel virgem
2 colheres de chá de gel de aloe vera
2 gotas de óleo essencial de alfazema

(o mel hidrata, o aloe vera ajuda a arrefecer e a cicatrizar e o óleo essencial de alfazema promove a produção de células saudáveis da pele)
Misture tudo. Humedeça a cara com água fria, aplique a máscara e mantenha-a por 20 minutos. Lave com água tépida.

Alívio para as pálpebras

Feche as pálpebras inchadas e queimadas do sol e cubra-as com rodelas de pepino ou saquetas de chá frias por 15 minutos.

11 de abril de 2011

191 - Fazer sementeiras reutilizando materiais

Até há cerca de um ano a minha única experiência com sementes era a germinação, que tinha feito durante alguns anos (hábito que por essa altura retomei).

Depois semeei algumas árvores. E correu bem (temos um plátano a crescer na nossa varanda!!!)

Portanto quando decidi ter ervas aromáticas, fiz o que alguém que não percebe nada do assunto mas que acha que sabe faz: "atirei" as sementes para a terra e esperei que nascessem (regando-as, claro...).

Agora, um bocadinho mais sábia, já sei que nem sempre é assim tão simples (por isso é que algumas plantas não nasceram)...

Aprendi que é preciso fazer sementeiras, que algumas sementes/rebentos devem ficar em estufa, ou dentro de casa, que às vezes é preciso transplantar, mondar, ...

Há blogues, cheios de óptimas dicas, como o da Sílvia, há grupos para troca de experiências (e colocação de dúvidas), incluindo no facebook. E estou só a referir alguns. Claro que há livros, e estão sempre a acontecer oficinas, principalmente nas cidades, para quem se quer iniciar nas maravilhas da agricultura de subsistência. E eu tenho, à distância de um telefonema, a minha mãe, que se dedica, há já alguns anos, à agricultura biológica (para consumo familiar).

Assim desta vez já não tinha desculpa para não fazer tudo direitinho.

Há, à venda, caixas e caixinhas próprias para serem usadas como sementeiras, mas uma "bio-hortelã" (do substantivo hortelão...) - ainda que de varanda - que se preze, reutiliza recipientes para este fim, claro.

Aqui deixo ficar as minhas pequenas sementeiras e outras, encontradas por esse mundo virtual (e mais haverá). Quase tudo é válido, só é preciso um bocadinho de imaginação!

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Usei caixas de ovos (depois desta utilização, podem ser colocadas na caixa de composto) e, como as sementeiras ficam no interior, usei as embalagens de esferovite (que apesar da minha resolução, ainda teimam em aparecer... às vezes) para proteger da humidade a madeira dos parapeitos das janelas.

Um truque que aprendi com a minha mãe (depois desta 1ª sementeira deste ano...): se não "tem mão" para semear - principalmente se as sementes são muito pequenas - misture-as com areia para que, ao despontarem, não fiquem tão juntas!



Se tiverem espaço podem usar caixas da fruta de madeira (na verdade cada vez mais difíceis de encontrar).


Podem reutilizar embalages de tetra brick...


... ou rolos de papel higiénico ou copinhos de papel de jornal (boas soluções para sementes maiores: uma em cada recicpiente), seguindo estas indicações...


...ou este esquema.


Usar garrafões de água para fazer mini estufas...



... ou embalagens de plástico para extra-mini estufas (cá por casa, "coisas" de plástico são raras!)





Até as embalagens finas de transportar fruta servem!



Esta é uma óptima ideia para a páscoa!


E, já agora, vejam (e assinem, se concordarem) a petição da campanha pelas sementes livres. Está a ser proposta, pela União Europeia, uma legislação para "restringir a livre reprodução e circulação de sementes". E podem participar nas jornadas, um pouco por todo o país, se quiserem saber mais sobre este assunto:

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2 de fevereiro de 2011

189 - Usar um elixir oral natural

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Confesso que não sou grande seguidora de elixir oral. Sempre usei escova de dentes, fio dentário (os dentistas não gostam que se diga fio dental...) e, há já alguns anos, raspador de língua. Mas elixir nem por isso... Mas faz parte dos hábitos diários do Zé Manel e as embalagens de plástico começaram-me a afligir. Por maior que seja, esvazia-se num instante, não há como as recarregar e não têm muita reutilização.

E é mesmo necessário, usar o elixir?

Pelo que eu li é mais um complemento, por isso é provável que algumas pessoas precisem mais do que outras. Normalmente - e preferencialmente - é o(a) dentista que indica esta necessidade (como aconteceu com o Zé Manel). Hei-de perguntar-lhe da próxima vez que o visitar.

Quase todos os elixires de venda são coloridos, "com sabor a...", refrescantes, "com agentes branqueadores", ... e já sabemos o que tudo isto significa: químicos sintéticos (corantes, conservantes, adoçantes???, ...). E, quase todos, contém álcool (em até 75% do volume total), que seca e irrita as mucosas da boca, o que pode até provocar mau hálito (???) e tornar os dentes mais sensíveis. Além de virem, normalmente, em embalagens de plástico, claro.
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Solução? Procurar um elixir mais "verde" (e não estou a falar da cor) ou... adoptar uma receita mais simples (caseira) e natural. Além dos livros de que já falei aqui algumas vezes, tenho um novo (é, mais uma árvore para plantar...), um investimento feito com o prémio do green blogger award (obrigada!): 1001 remédios naturais, de Laurel Vukovic, DK - Civilização, Editores. Cheio de receitas para tudo e mais alguma coisa e simples de se fazerem.

Assim, fiz uma recolha (dos meus livros e da internet) de alguns elixires que podemos fazer em casa. Aqui ficam alguns, é só escolher!

Sal marinho
- 1/2 colher de chá sal marinho num copo de água morna
O sal é um anti-séptico suave, fortalece as gengivas e neutraliza o ácido que ajuda à formação do tártaro. Se tiver úlceras na língua pode fazer bochechos com esta mistura várias vezes ao dia.

Sal marinho e limão (sem tequilha...)
- juntar umas gotas de limão à "receita anterior" para branquear (o sal neutraliza o ácido)

Camomila
Fazer uma infusão de camomila e utilizá-la, fria, para bochechar (é desinfectante).

Elixir de salva
250ml de água a ferver
2 colheres de chá de salva seca
1/2 colher de chá de sal marinho
(tanto a salva como o sal são anti-sépticos suaves, adstrigentes - tonificam - e aliviam inflamações)
Verter a água sobre a salva, tapar e deixar em infusão durante 15 minutos. Coar, juntar o sal e deixar arrefecer. Bochechar com cerca de 60 ml. Utilizar no prazo de 2 dias.
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Elixir de menta
250ml de água
1 colher de chá de glicerina vegetal
1 colher de suco de aloé vera (amacia as gengivas)
6 gotas de óleo essencial de hortelã-pimenta (combate as bactérias)
Misturar tudo e guardar num recipiente tapado. Agitar antes de usar. Utilizar nos dias seguintes.

Elixir de ervas
250ml de água a ferver
2 colheres de chá de hortelã-pimenta seca
1 colher de chá de sementes de anis (refresca o hálito)
1/2 colher de chá de tintura de mirra (fortalece as gengivas, é anti-séptica e conservante)
Verter a água sobre a hortelã-pimenta e as sementes de anis. Tapar e deixar em infusão até arrefecer. Coar e adicionar a mirra. Guardar o elixir num frasco e agitar antes de usar.

Se precisar de refrescar o hálito pode mastigar:
- salsa fresca;
- sementes de funcho;
- sementes de anis;
- folhas de hortelã ou hortelã-pimenta (ou beber uma chávena de chá das mesmas, ou bochechar um copo de água morna com uma gota do seu óleo essencial).

Também há (na internet) receitas com água oxigenada, mas optei por não as colocar (e não as usar!). A água oxigenada (peróxido de hidrogénio) pode causar lesões nas gengivas.
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18 de janeiro de 2011

188 - Fazer velas com óleo de cozinha usado


Desde que descobri os perigos das velas de parafina que me vejo grega para encontrar velas amigas do ambiente (e da nossa saúde... o que, obviamente está interligado - mas este é outro assunto...). Velas de cera de abelha (e não pode ser qualquer cera de abelha) ou de óleos vegetais (e não pode ser qualquer óleo vegetal) não abundam por aí!

Eu sei (e já o disse por aqui): as velas são um anacronismo... mas um belo anacronismo, quanto a mim. Ainda nenhuma lâmpada conseguiu recriar a luminosidade, a atmosfera, da chama tremeluzente de uma vela.

Também desde essa altura fiquei à espera (bem atenta) de uma invenção portuguesa em evolução: uma máquina para transformar óleo de cozinha usado em... velas!

E ela chegou... e em Maio do ano passado fui uma das felizardas que ganhou a hipótese de ser cobaia na utilização da oon candlemaker. E, claro, apaixonei-me. Porquê? É linda, não gasta quase energia nenhuma, cerca de 80% do material usado na sua construção é plástico reciclado, não é testada em animais e faz óptimas (e duradouras) velas reutilizando o óleo das nossas cozinhas. E fá-lo de uma maneira verdadeiramente simples!


Depois de um mês de testes, testemunhos e de uma bela quantidade de velas, estava pronta para o próximo passo: escrever a minha carta ao pai natal. Sim, nunca na minha vida fiz o meu pedido ao senhor das barbas brancas tão cedo... E já não me lembrava de desejar tanto o dia 24 de dezembro (e eu adoro o natal, sempre)!

E como até me portei bem...

... estreei a minha oon candlemaker fazendo uma bela vela laranja (a da imagem já é outra), reciclando - também - um frasco de vidro!


Na verdade, quase não usamos óleo cá em casa, por isso tenho-o recolhido pelas cozinhas da família e amigos, contangiando-os a tal ponto que vou ter que começar a vender ou óleo ou velas...

E agora posso acender a minhas velas sem problemas de consciência (entre outros)!

A Raquel, mais conhecida como Topas, enviou-me um vídeo que ensina a fazer velas caseiras com óleo de soja e que, aparentemente, pode ser adaptado, utilizando-se óleo usado. Não tão rápido e prático como com a oon candlemaker, mas se calhar fica um bocadinho mais em conta... ou não!

(Se és meu amigo e estás a ler este post, ficas já a saber que provavelmente vais receber uma vela no teu próximo aniversário! Oh, estraguei a surpresa...)

20 de novembro de 2010

185 - Encontrar uma nova vida para os collants


Um deste dias, ao arrumar a gaveta das meias, deparei-me com meia dúzia de collants. Daqueles fininhos, de nylon ou lycra. Como não é peça que use muitas vezes (até porque eu "é mais calças...") às vezes guardo-os com um buraquinho ou com um "foguete" pequenino (...) porque com um bocadinho de verniz das unhas (e se não for num local visível) ainda estão aptos para mais umas vezes. (Antigamente "puxavam-se" as malhas às meias!) Mas, desta vez, encontrei alguns que já nem com o verniz lá vão...

E dei comigo a pensar se não serviriam para alguma coisa, em vez de irem directos para o lixo. Lembrei-me de que a minha mãe os usava para polir os metais, e toca de descobrir mais usos.

Bem... são imensos. Encontrei em vários sites (aqui, aqui, aqui) e alguns até saíram - imaginem - da minha "linda" cabecinha! De certeza que alguns de vocês também lhes arranjaram outras funções, por isso estejam à vontade para os deixarem aqui nos comentários.

Tanto o nylon como o elastano são fibras sintéticas, que necessitam de muita água e energia na sua produção e demoram muitos anos a se degradarem no meio-ambiente (entre 30 a 40 anos, o nylon. Não encontrei informação sobre o elastano). Por isso quanto mais os (re)usarmos melhor.

E vou procurar collants mais amigos do ambiente, porque parece que já há elastano biodegradável.

Há sugestões mais efémeras que outras, umas mais radicais..., mas cada uma delas é uma segunda hipótese para uns collants estragados:

- como recheio: cortar em tiras e encher almofadas ou peluches;
- guardar posters (ou rolos de papel): cortar o pé e a cinta e usar a perna para proteger os posters enrolados;
- guardar jóias: para impedir que se misturem, guardar cada peça num “saquinho” feito com um pedaço de meia;
- cruzetas almofadadas: envolver os cantos das cruzetas com os collants para impedir que a roupa mais delicada fique marcada (ver filme);
- em viagem: condicionar peças de roupa em partes de collants para não se amarrotarem;
- elásticos: basta cortar a perna da meia em várias tiras, e usá-las como elásticos;
- cordas: devido à sua resistência e elasticidade podem ser usados para pendurar ou amarrar quase tudo. Podem ser usadas simples ou entrançadas para maior resistência;
- primeiros socorros: como têm elasticidade podem ser utilizadas como ligaduras, ou para exercer pressão sobre feridas ou lesões. Atenção: no caso de ferida, colocar uma compressa antes da meia...;
- filtro: as meias são boas para filtrar líquidos, como por exemplo, tintas;
- bolsa protectora: para lavar na máquina outros collants, protegendo-os;
- na máquina da roupa: envolver a mangueira de saída da máquina para prevenir entupimentos derivados de pêlos e fibras (isto não sei muito bem como se faz, mas hei-de descobrir...);
- "aproveitador" de sabonete: colocar restos de sabonetes num pé de collant, dar um nó e usar no duche;
- saquinhos perfumados: cortar os pés e a parte da cinta. Cortar a perna dos collants em 4 partes. Encher com lavanda, ou outra (ver aqui), para perfumar e/ou afugentar as traças do roupeiro. Atar as pontas com um nó, ou uma fita;
- desumidificadores: fazer como nos saquinhos perfumados, mas encher com areia para gatos (que não é muito ecológica...), para absorver a humidade em sapatos, malas, roupeiros, ...;
- "chouriços": encher uma perna com areia para gatos (...) e usar, no Inverno, para “selar” frinchas de janelas e portas (para quem, como eu, não tem muito jeito para os fazer);
- esfregão anti-riscos: usar uma “bola” de collant como esfregão suave para superficies que "risquem" (louças de casa-de-banho, por exemplo). Também é uma boa opção para polir objectos de metal ou encerar madeiras;
- sapatos: para os engraxar. Fazer como na sugestão do esfregão;
- no espanador: envolver o espanador do chão num pedaço de collant para apanhar mais eficientemente pêlos e afins...;
- removedor de verniz: usar pequenas bolas para tirar o verniz das unhas;
- removedor de pêlos: usar como uma luva para remover pêlos das roupas (esta tenho que experimentar!). Também remove resíduos de desodorizante (!);
- no aspirador: colocar na "boca" do aspirador um pedaço de collant evitando que nele sejam recolhidos objectos que entupam o mesmo. Se estiver à procura de algum objecto pequeno, usar a mesma técnica, passando a boca do aspirador com o collant nos sítios mais escondidos. Assim o aspirador “puxa” o objecto mas não o “traga”...;
- apanhador para a piscina (que, regra geral, não é ecológica...): com uma cruzeta de metal e um collant fazer um apanhador para os lixos da piscina (ver filme);
- apoio para plantas: para atar os caules aos apoios. Como são elásticas vão permitir que as plantas cresçam sem as ferir;
- protecção para plantas: esticá-las sobre uma estrutura de madeira ou arame já colocada no vaso, para proteger as plantas de agressões e insectos;
- proteger vegetais: envolver vegetais como abóboras, melões, … enquanto ainda estão na terra para os proteger de algumas pragas e insectos. Também se pode pendurar, desta maneira, alguns frutos mais rasteiros, para os impedir de tocar no solo;
- nos vasos: colocar um collant no fundo dos vasos que têm os furos de drenagem grandes de mais, para impedir que a terra saia;
- dispensador: guardar cebolas (ou alhos, batatas) num collant permite que haja boa circulação de ar e assim não apodrecem. Ver filme;
- armazenar bolbos: pelas mesmas razões e do mesmo modo que se guardam as cebolas, podem guardar-se bolbos de plantas;
- secar sementes: guardar sementes num saco feito com um bocado de collant e pendurar para secarem;
- sr. relvas: lembram-se? Também pode ser uma lagarta...;



- brinquedos: fazer bonecos, bolas, ..., utilizando várias partes de meias com vários tamanhos e padrões, enchendo com outro material - reaproveitado - como tecido, jornal ou outras meias;
- artesanato: para quem gosta (e tem jeito) podem fazer-se flores, borboletas, ...;
- efeitos decorativos: usar um collant (no rolo ou pincel) para criar efeitos e texturas na pintura de paredes;
- efeitos fotográficos: esticar um bocado de collant sobre a lente da câmara para dar um efeito esfumado;
- correia para o motor: se a correia do motor se partir, deixar o motor arrefecer e atar, no seu lugar, um par de collants (só para chegar até à oficina...). Atenção: cortar as pontas soltas depois de dar o nó. (Não sei se isto funciona, ou se é realmente possível nos carros de hoje em dia, mas se alguém experimentar... diga-me por favor!);
- moda: usá-los com buracos...;



- disfarce: também são bastante úteis nos assaltos, mas esta provavelmente não é uma boa sugestão...

18 de novembro de 2010

184 - Encontrar soluções naturais para reduzir a queda do cabelo

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Eu sei que é normal cair cabelo... a média, segundo um dos meus livrinhos de beleza natural (de que já falei aqui) é de 100 cabelos por dia (nalguns sites referem entre 30 e 90...). Também sei que é normal cair um pouco mais na altura do Outono (é a queda da folha...). Mas há Outonos em que cai mais e este é um deles! E apesar de ter uma invejável (segundo me dizem) cabeleira farta, ainda que - agora - curta, quero assim mantê-la e a prevenção é sempre a melhor opção.

Para já quero ver se resolvo a questão sem suplementos (ainda que naturais) e fui relembrar os nutrientes que mantém o nosso cabelo saudável, a ver se me falha algum:

vitamina A e betacaroteno - mantêm o couro cabeludo saudável e ajuda a reconstruir os tecidos. Encontram-se nos legumes de folha verde-escura e nos legumes e frutos amarelos e cor-de-laranja;
vitaminas do complexo B - mantêm o cabelo forte e o couro cabeludo saudável. Encontram-se nos cereais integrais, legumes de folha verde-escura, frutos secos e alimentos à base de soja;
ferro - segundo li é a sua falta a pincipal causa de queda de cabelo entre as mulheres. Encontra-se nos legumes de folha verde-escura, frutas e frutos secos, cereais integrais e leguminosas.

Portanto toca a comer couves, pencas e afins (na verdade durante o Verão não comi tantos legumes verde-escuro. Só espinafres). Cereais integrais já como... Vou talvez aumentar também a dose de frutos secos, sem exageros, claro!

Também encontrei informação sobre o silício (orgânico), muito importante para o crescimento de novo cabelo e que se encontra nas gramíneas integrais, nos cogumelos, na cavalinha (uma óptima fonte) e na levedura de cerveja. No meu caso não é certamente por falta de silício.
E a levedura de cerveja é um óptimo complemento porque contém também (e entre muitos outros nutrientes) vitaminas do complexo B e zinco.

E não, não é por falta de proteínas (e consequentemente de "alguns" aminoácidos), esse "polémico" assunto (um dos...) entre vegetarianos e não vegetarianos! Tenho proteínas nas leguminosas, soja e derivados, ...


Além da alimentação que mais cuidados posso ter (encontrados em vários sites)?

- enxaguar o cabelo com água bem fria, para estimular a irrigação sanguínea. Já faço;
- lavar os cabelos com um champô suave. O meu é bem natural;
- não pentear o cabelo quando estiver molhado. Confere...;
- não utilizar o secador. Não utilizo. Mas se tiver mesmo que o fazer não o segure muito próximo da cabeça (uma distância de 15 cm é o ideal) e regule o calor para o mínimo;
- evitar substâncias químicas agressivas como o cloro das piscinas (ultimamente até tenho evitado, com alguma pena minha...) e as tintas de coloração (não herdei o gene dos cabelos brancos prematuros);
- fazer exercício físico diariamente para - também - estimular a irrigação sanguínea. Também confere;
- praticar yoga (hihihihi...) para reduzir o stress. Stress, qual stress???;
- fazer, todos os dias, uma massagem no couro cabeludo! Ui, que bom!!! Se me fizerem uma massagem no couro cabeludo adormeço num segundo. Ah! Faço eu a massagem... antes do duche... Está bem. Novo hábito a incorporar. Massajar o couro cabeludo não só estimula a circulação sanguínea (...), mas também ajuda a eliminar as impurezas que podem obstruir os folícolos pilosos, e favorece o crescimento do cabelo.

Algumas sugestões de massagens (sem ser só a massagem "pura")

Vinagre de maçã e urtigas:
- vinagre de maçã
- uma embalagem de urtigas bravas (podem ser secas, se forem verdes, melhor)
Colocar meio litro de água ao lume até ferver. Misturar uma colher de sopa bem cheia de urtigas e deixar em infusão 5 a 10 minutos. Passar por um coador (pode guardar no frigorífico o que sobrar).
Espalhar um pouco de vinagre de maçã na cabeça e friccionar suavemente todo o couro cabeludo antes de cada lavagem. Depois, lavar a cabeça e secar com uma toalha; aplicar o chá de urtigas, fazendo massagens suaves em todo o couro cabeludo, principalmente na parte de cima da cabeça, activando a irrigação sanguínea nesta zona.
Por último, secar o cabelo com o secador, pois o calor permitirá uma melhor penetração do produto (espero que esta parte seja opcional...).
Fazer este tratamento 2 a 3 vezes por semana.

Óleo de massagem para o couro cabeludo*:
- 3 gotas de óleo essencial de alecrim
- 3 gotas de óleo essencial de alfazema
- 1 colher de sopa de hamamélis destilada
Misturar os ingredientes e massajar o couro cabeludo uma vez por dia, antes de deitar ou de lavar o cabelo.

Fórmula aromaterapêutica para crescimento do cabelo*:
- 1 colher de chá de óleo de jojoba
- 15 gotas de óleo essencial de jasmim
- 10 gotas de óleo essencial de cedro-de-atlas
- 60 ml de gel de aloé vera
Misturar primeiro os óleos. Juntar o gel de aloé vera e misturar bem. Guardar numa garrafa. Massajar uma colher de sopa desta mistura no couro cabeludo todas as noites antes de deitar.

Infusão contra a queda de cabelo:
- 2 colheres de sopa de folhas de amoreira picadas (bem lavadas e seleccionadas)
- 1 chávena de chá de água a ferver
Fazer a infusão e aguardar que arrefeça. Coar. Aplicar em todo o couro cabeludo e massajar delicadamente com as pontas dos dedos. Deixar actuar durante 30 minutos e lavar normalmente.
Fazer 3 vezes por semana.

Acho que vou experimentar primeiro esta última porque tenho uma amoreira mesmo aqui em frente.

Também gostei da técnica japonesa (no tal livrinho de beleza) de dar puxões ao cabelo: "incline a cabeça para a frente e agarre uma madeixa de cabelo junto ao couro cabeludo. Puxe com força, relaxe, puxe novamente. Repita o processo três vezes. Repita em todo o couro cabeludo."

E claro que encontrei imensas receitas de máscaras para o cabelo, dignas de um post...

* in 1001 remédios naturais, Laurel Vukovic, DK - Civilização, Editores, lda
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31 de outubro de 2010

182 - Confeccionar conservas caseiras

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Como, quase desde o início do desafio, desligámos a arca congeladora do apartamento, temo-nos contentado - e bem - com o congelador do frigorífico. Tal como disse na altura não costumamos comprar congelados mas vamos sempre guardando uma sopa aqui, um estufado ali, ..., para quando não temos tempo, ou vontade, para cozinhar.

Devido à abundância de legumes e à falta de espaço no congelador, resolvi recuperar técnicas antigas de conservação de alimentos sem utilizar o frio...

Como a minha mãe sempre adorou fazer compotas, habituei-me a ver (e a ajudar...), todos os Outonos, o paciente ritual de tranformação de marmelos, maçãs, pêras, pêssegos, abóboras, em geleias brilhantes, caldas doces, marmeladas suculentas. O cheiro deste período do ano é um dos meus aromas de afecto. Mas... tirando a marmelada (comida com queijo), na verdade não sou grande fã de compotas e, por incrível que pareça, a minha mãe também não. Daí o ter começado a oferecer compotas e geleias, com tanto sucesso, que hoje tem marca própria - 100 sabores - comercializada nalguns pontos do norte do país. Quem prova não quer outra coisa...

Bom, com a fruta não tenho que me preocupar, mas tomates, beringelas, pimentos, courgette... foi uma fartura este ano, e todas as semanas trago cestos a abarrotar de vegetais (a minha mãe - e os vizinhos que nos vêm chegar - deve pensar que temos, escondidos algures nos nossos 75m2, uma família de refugiados famintos...).

Como não damos conta de tanto legume, e depois de algumas épocas de estágio na cozinha da minha mãe, dediquei-me, este Verão e Outono, nalguns fins-de-semana, a preparar conservas para o Inverno (qual formiguinha).

Aproveitando o calor do Verão comecei por secar tomates ao sol, cortados ao meio e estendidos num tabuleiro - coberto com rede mosquiteira - em cima do estendal na nossa (sobrelotada...) varanda. Com o calor que esteve, em três dias secaram. Guardei-os num frasco ("encolhem" bastante) com alhos esmagados, sal, oregãos, uma pitada de açúcar e cobertos de azeite. A ideia era ficarem para "mais tarde", mas passados uns dias resolvemos experimentá-los, num jantar com amigos, e.. foram todos. Nem um para a fotografia!

Pela mesma altura resolvi experimentar secar, também ao sol, beringelas. Gosto de pensar que inventei esta hipótese porque até agora não a vi em mais lado nenhum, mas provavelmente já alguém, algures, teve a mesma ideia. Simplesmente cortei a beringela à rodelas, polvilhei-a com um pouco de sal e coloquei-a ao sol. Depois guardei-a em frascos, tal como fiz com o tomate (sem o açúcar, e juntando um pouco de pimenta-caiena). Fica óptima, mas tem que realmente se gostar de beringela. Digam lá se não parecem trufas?


Só depois li que o sol destrói algumas vitaminas e que se deve fazer a secagem à sombra (fica para o ano).

Também há receitas para secar tomates no forno, mas tendo em conta que lá ficam horas e horas e horas, este não é um processo muito ecológico...

Aliás tirando a secagem ao ar, qualquer outro método de conservação de alimentos implica sempre um gasto energético. Uma arca congeladora gasta energia. O fogão onde fazemos as conservas também. Um desidratador, bastante usado no crudivorismo, também (a não ser que façamos um desidratador solar!). É uma questão de optar (e cada caso é um caso) pelo mais "contido", energeticamente falando.

No nosso caso (somos dois), pareceu-me melhor gastar mais alguma electricidade em 2 ou 3 dias, do que durante 365 dias no ano.

E o que conservei eu? Há um livro fantástico, que pedi emprestado à minha mãe: Conservas, de Oded Schwartz (como gostava de ver a despensa deste senhor...); lindo e apetitoso, que só nos dá vontade de começar a fazer conservas a torto e a direito. Claro que a internet também é um mundo, mas desta vez fiquei-me pelo método mais tradicional... e também inventei um bocadinho...


Tendo em conta que era a minha primeira vez, fiquei-me pelas mais simples.

- Tomate: molho de tomate (mais e menos triturado), tomate assado (e não seco) em azeite (os tomates em vinagre - à direita - são da autoria da minha mãe):


- Beringela descascada em azeite, beringela aos cubos em azeite:


- E pimentos (super) picantes em azeite (e ainda vou fazer pasta de pimento):


Para o ano também hei-de conservar courgette e outras abóboras. E talvez experimentar os Chutney e conservas em vinagre que a minha mãe faz...

Ah! E não se esqueçam de esterilizar os frascos (reutilizados) antes, e pasteurizar depois (as conservas em azeite não necessitam).
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29 de outubro de 2010

180 - Cortar e picar os alimentos à mão ao invés de o fazer no robot de cozinha

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Apesar de esta medida estar "no geral", a verdade é que os únicos alimentos que pico na bimby (robot deve ser um insulto...), quando não vou continuar a usar a mesma (o que implica não só gastar energia, mas também água e detergente para a lavar) são cebola e alho.

Sim, eu tenho esta "panca". Quando corto ou pico um destes tão comuns alimentos na nossa cozinha, acho que fico com o seu cheiro entranhado nos dedos durante uma semana... E que é perceptível num raio de vários metros...

Já usei um esmagador de alhos (mas esmagar e picar são coisas diferentes)...


... e também já tive um picador de cebola (claro que posso sempre comprar outro, se mais nada resultar...).


E sim, eu conheço os vários truques para retirar o cheiro das mãos (e até já experimentei quase todos deles, mas acho sempre que não resultam):

- colocar as mãos debaixo de uma torneira com água corrente e esperar um ou dois minutos, sem esfregar (nada ecológico...);
- cortar um limão ao meio (também há quem use laranja, mas quem quer ficar com o cheiro de laranja nas mãos???) e esfregar as mãos no limão durante uns minutos;
- esfregar (e esmagar) um pé de salsa com os dedos e passar por água;
- esfregar borra de café nas mãos e lavar em seguida;
- lavar as mãos com vinagre;
- esfegar as mãos com um pouco de leite e, claro, lavar em seguida;
- esfregar um punhado de sal grosso nas mãos, depois lavar em água corrente (nalgumas versões é sal com detergente da louça);
- esfregar as mãos com açúcar (tal como o sal, esfolia) e lavar;
- esfregar pasta de dentes nas mãos e depois lavar;
- passar um pouco de polpa de batata ralada nas mãos e depois lavar normalmente;
- lavar as mãos com a água da lavagem do arroz (não lavo o arroz...);
- esfregar a polpa de um tomate nas mãos (que desperdício! Além de que não existe durante todo o ano);
- lavar as mãos em água corrente abundante, usando um objecto de aço inoxidável (a faca com que se esteve a usar, por exemplo. Até há uns sabonetes próprios);
- usar luvas (sim, já cortei cebola com as luvas de cozinha calçadas... mas não gostei);
- devo dizer que até já cortei alho com faca e garfo... achando que era verdadeiramente paranóica. Até descobrir que existe isto (e perceber que há mais pessoas como eu...):


Mas hoje tomei a decisão - radical... - de tratar a minha mania de estimação (uma das...). Assim receitei-me a proibição do uso da bimby para o fim aqui referido e o estudo de várias conjugações das dicas acima descritas, até encontrar a ideal (usando o olfacto imparcial do Zé Manel), esperando, no processo, perder finalmente a paranóia...

Dar-vos-ei notícias dos resultados!
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28 de outubro de 2010

179 - Limpar com regularidade os sifões e os filtros


Como prevenir é mais ecológico que remediar, o primeiro passo é evitar que as canalizações cá de casa entupam.

Supostamente, devemos, regularmente (quando notamos que a água não escoa tão bem), inspeccionar e limpar os sifões do lava louças e lavatório e a caixa (sifão) do chão do quarto-de-banho.


Como até já limpamos o filtro da máquina de lavar roupa ainda olhei para a tampa do sifão do lava louças... mas perdi logo o entusiasmo todo! Assim, como queremos evitar ao máximo tão interessante tarefa (além dos benefícios ecológicos desta medida, claro...) temos o máximo cuidado com o que deitamos pelos canos cá de casa.

Na cozinha temos a sorte de o lava louças ter uma espécie de balde pequeno perfurado que recolhe qualquer detrito sólido que consiga passar pelo tampinha do ralo (desculpem-me mas não me estou a lembrar dos nomes técnicos das coisas...) e assim é extremamente difícil algo passar e entupir os canos. E, claro, que nunca deitamos gorduras pelo ralo abaixo (reciclamos tudo o que é óleo/azeite)!

No quarto-de-banho só tenho que ter cuidado com os cabelos que (principalmente nesta altura do ano) ficam depois do banho (mais eficiente só se rapar o cabelo como o Zé Manel...). Também não deitamos nada que não seja "suposto" pela sanita abaixo.

Uma das medidas de prevenção é, uma vez por mês, deitar uma boa quantidade de água a ferver pelos canos da casa... (principalmente pelos mais problemáticos). E para o fazerem podem usar, por exemplo, a água de cozer massa. Assim não desperdiçam nem mais água nem mais energia!

Se a prevenção não correu bem, o mais ecológico método é o velhinho desentupidor de borracha. Normalmente costuma ser suficiente (de preferência coloque um pano entre o ralo e o desentupidor. Se não o fizer vai perceber o porquê desta dica...).



Se precisar de algo mais... não use soda cáustica! Há várias receitas caseiras, ecológicas (só não o são mais porque gastam alguma água), para dissolver o que quer que seja que está a impedir a passagem da água:

1ª - Sabão ou detergente da louça e água a ferver
(só se os canos ainda não ficarem com água até ao ralo - ou mais até...)
É só deitar um pouco de sabão no ralo do cano entupido, seguido de água a ferver. Normalmente funciona se o problema for gordura em excesso;

2ª - Fermento e água a ferver
Colocar 2 colheres de sopa de fermento em pó no ralo do cano entupido e despejar uma panela de água a ferver por cima.

Depois a mais eficiente, ou melhor, as mais eficientes (há muitas variantes) são as que usam sal, vinagre e bicarbonato de sódio:

3ª - Deite ¾ copo de bicarbonato de sódio pelo ralo, em seguida ½ copo de vinagre. Cubra o ralo com um pano velho e deixe actuar durante 30 minutos. No final do tempo deixe correr um pouco de água morna. Esta já experimentei (não nos nosso canos...) e resulta;

4ª - Junte 1 copo de vinagre, ½ copo de bicarbonato de sódio e 2/3 colheres de sopa de sal. Deite pelo ralo e cubra durante 30 minutos. Para terminar, deixe correr um pouco de água morna;

5ª - Junte ½ copo de sal, ½ copo de vinagre e ½ copo de bicarbonato de sódio e deite no cano entupido, seguido de uma panela de água a ferver.

Atenção que o bicarbonato e o vinagre reagem e fazem "espuma e vapor"!

Se nada disto resultar, existem outros métodos mais elaborados (uns desentupidores mais apetrechados, varetas, mangueiras, ...) ou até a hipótese de chamar um desentupidor(a) - senhor(a) que faz desentupimentos.

Os químicos (muito poluentes) devem ser sempre a última solução!

E devo confessar que até fiquei com vontade de um dia ficar com a sanita entupida (de coisas mais ou menos limpas...) só para testar este método hilariante:

Material
cerca de 1 cm de folhas de jornal ou qualquer papel (tamanho A3).
Passos
1 - Colocar as folhas de jornal sobre o assento e fechar o tampo;
2 - Subir sobre o tampo com os dois pés e pressionar - dar pulinhos leves (!!!) - como se fosse um desentupidor;
3 - Sem sair de cima do tampo, porém sem fazer o movimento anterior, puxar o autoclismo, se necessário duas vezes.
E pronto, já está!!
Importante: Caso esteja muito acima do peso, peça ajuda para outra pessoa subir e pressionar o tampo do sanitário.
Obs.: o papel utilizado fica intacto.
...

22 de outubro de 2010

173 - Correr a cortina do chuveiro para que seque devidamente...


... e não seja necessário gastar água (e outros ingredientes) e energia a lavá-la!

Pensava eu que não precisava de me preocupar com a cortina do chuveiro (o nosso quarto de banho é bem arejado), afinal... ao fazer uma daquelas belas limpezas mais profundas descobri umas manchinhas cinzentas, bem visíveis sobre o amarelo da cortina!

Afinal não temos deixado a cortina bem esticada!!!

Segundo uma reportagem que li num dos números da revista Gingko (não sei precisar qual, e não a encontro), estudos na área das neurociências dizem que 21 dias seguidos é o tempo necessário para adquirirmos novos hábitos. Portanto, durante um mês (pelo sim, pelo não...) cada um de nós vai certificar-se, todos os dias, que puxou bem a cortina do chuveiro depois do duche. Se falharmos um dia... teremos que recomeçar a contagem.


E como tirar as tais manchinhas, sem prejudicar o meio ambiente?

Coloquei a cortina - de plástico (eu sei, eu sei, mas foi comprada antes deste desafio...) - de molho em água quente e vinagre (partes iguais) e depois esfreguei as manchas com um esfregão verde. Saiu bem (até porque eram pequenas e claras) mas se estiverem num "grau bolorento mais avançado" devem esfregar-se com uma parte de bórax e cinco de água. Esta opção também ajuda a prevenir a formação de bolor. Ainda segundo o meu fantástico livrinho "O Lar ecológico" - de que falo muitas vezes - outra maneira de prevenção é, depois de lavado, deixar o cortinado de molho em água com sal (o que eu fiz). Outra hipótese, como li algures na internet, é ter à mão um borrifador com vinagre e duas vezes por semana borrifar a cortina.

Ah! E as águas que usei nas lavagens foram reutilizadas no autoclismo...

E é agora que vou comprar um belo feto para o nosso quarto de banho...

19 de setembro de 2010

170 - Afugentar os insectos com produtos amigos do ambiente


Como é obvio todos os insecticidas convencionais são poluentes, de um modo ou de outro. Basta ver que matam, quase imediatamente, os insectos...

Ora, eu não tenho nada contra as formigas, têm a sua função (e até me habituei a vê-las - tão queridas - nos desenhos animados...) mas não fiquei muito satisfeita quando resolveram vir explorar a nossa cozinha.


Na verdade até já tinha estranhado - em cerca de dois anos aqui - ainda não ter visto nenhuma (o apartamento é num rés-do-chão. Elevado, por isso não é mesmo rés ao chão... mas é suficientemente perto dos jardins e "prados" que envolvem o nosso prédio)!

Mas este ano têm aparecido mais insectos (mosquitos, aranhas, moscas,...), provavelmente porque temos plantas dentro de casa e uma verdadeira mata na varanda (em breve falarei dela...)!

Então, lá fui eu procurar uma solução amiga do ambiente e das formigas (está bem afugenta-as, mas não as mata!).

Também encontrei "receitas" caseiras que as matam, mas essas não têm lugar aqui!

Para se livrar das FORMIGAS

Colocar nos locais por onde passam e aparecem (em qualquer dos casos, trocar a cada duas semanas, para que o cheiro não se dissipe):
- cravos da índia;
- borra de café;
- sal;
- farinha de trigo (branca);
- cinza;
- ramos de menta ou gotas de óleo essencial de menta numa bola de algodão;
- bolas de cânfora:
- um limão cortado num pires. Variante: um limão bolorento (???) cortado em pedaços pequenos...:
- algumas gotas de um ou mais óleos essenciais de hortelã-pimenta, hortelã e citronela, vertidas numa bola de algodão.

Estas receitas devem ser para as mais resistentes:
- punhados de cravo-da-índia, folhas de louro e cascas de limão ou de tangerina - possuem óleos essenciais repelentes;
- Hortelã seca, pimenta-de-caiena e bórax:
----- 7,5 g de folhas secas de hortelã,
----- 35 g de pimenta-de-caiena em pó,
----- 30 g de bórax.

Pelos visto também ajuda lavar com água e vinagre (não sei a proporção) todos os sítios e objectos onde as formigas aparecem.

Fiquei surpreendida: com tantas coisas (baratas e fáceis de arranjar) que as formigas não gostam, para quê insecticidas?!

O que eu experimentei?
- A borra de café: espalhei ao longo do percurso desde a porta da varanda da cozinha até ao armário onde está o balde do lixo. E não a vale a pena dizerem-me para o despejar mais vezes, porque até pode estar lá dentro só uma casquinha de melão que elas vêm aos batalhões! No espaço de umas horinhas desapareceram quase todas! Como não me apetecia ter borra de café espalhada pelo chão mais tempo, peguei num limão já mirradito, cortei em 8 e coloquei os pedaços em pontos estratégicos (e espremi o sumo de alguns nas bordas do balde). Passada a noite andava uma formiga (provavelmente sem olfacto) perdida... como prevenção coloquei alguns cravos-da-índia na beira exterior da porta.

As moscas e mosquitos não são tanto um problema, porque temos uma gata caçadora de insectos, a Yari, mas há dias em que entram mais do que a conta dela e dias em que ela está de folga, por isso acho que vou experimentar fazer um belo ramo de louro, eucalipto e alecrim! Manjericão já tenho na varanda.


Como afugentar Moscas e Mosquitos

- embeber chumaços de algodão num pouco de lavanda e espalhe pela casa;
- citronela: o melhor para os ambientes é usar o óleo essencial aquecido num difusor. Se preferir cultive a citronela, pois é de fácil multiplicação e não requer grandes cuidados;
- espalhar pela casa tigelas com cascas frescas de limão e laranja misturadas com cravos secos;
- colocar, em jarras ou vasos, as seguintes ervas em molhos: sabugueiro, alfazema, hortelã, hortelã-pimenta, artemísia, poejo, arruda e abrotano (será que têm que ser mesmo todas? Não!!!);
- pendurar pedaços de raiz pegajosa de enula-campana nas portas, janelas, etc;
- espalhar pela casa (ou maceradas numa taça com água) folhas de louro, eucalipto, manjericão, alecrim.

E se o Gorgulho aparecer (nunca o vi!)... é só colocar folhas de louro nos recipientes de farinha, arroz, legumes secos, ...

Outra hipótese é a prevenção. Há uma série de plantas que são desagradáveis para os insectos que nos incomodam mas bem agradáveis para nós! Plantá-las em vasos nas janelas e varandas pode servir como barreira:

- a alfazema, a hortelã-pimenta e a tanásia ajudam a afastar as formigas;
- abrotanos, alecrim, aspérula-odorifera, calamo-aromático, cavalinha, cidreira, tanaceto, funcho, hortelã-pimenta, lupulo, macela, manjericão, manjerona, margaridas, pinheiro, poejo, rosas, salva, tomilho, arruda, violetas e erva-ulmeiro afastam pulgas, traças e outros insectos.

A questão aqui é ter espaço para mais uns vasos...

A receitas que aqui apresento foram retiradas dos meus livrinhos de conselhos ecológicos (de que já falei) e de alguns sites (este, este e este).