Mostrar mensagens com a etiqueta medidas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta medidas. Mostrar todas as mensagens

27 de junho de 2013

215 - Usar óleo essencial de lavanda nas queimaduras ao invés dos cremes convencionais


Há uns bons anos fiz uma grande queimadura num pulso, daquelas que esturricam a carne e tudo... Encostei o dito ao interior de um recuperador de calor onde um belo fogo já ardia há horas, só para terem uma ideia. Na altura recomendaram-me um creme - Cicalfate da Avène - que, faço-lhe justiça, deixou a minha pele como nova.

Agora voltei a queimar-me, nada de tão espectacular, mas como foi num braço e o sol (parece que é desta que é verão...) não é amigo da pele novinha em folha, queria tratar do assunto rápido e bem.

Antes de ir à farmácia resolvi consultar os meu livros maravilha (e a net) e descobri que o óleo essencial de lavanda é um óptimo cicatrizante!


A lavanda é uma espécie de vinagre dos óleos essenciais... é muito versátil, como podem ver neste rol de aplicações. 

Dentro do género Lavandula há várias espécies, pelo que percebi. A que eu tenho (sob a forma de óleo essencial) - e que encontrei mais vezes referenciada - é a angustifolia (ou officinalis), também conhecida por lavanda inglesa, fina ou dos alpes (e cresce espontaneamente na região de Provença). A alfazema também é Lavandula, mas latifolia... Confusos? Podem ler mais aqui. Para ajudar, o meu frasco tem o nome latino da lavanda fina e em português diz alfazema... Será que troquei tudo???

Não faço a mínima ideia se a que tenho na minha varanda é lavanda ou alfazema. Parece que há diferenças físicas, mas a minha percepção destas é nula. Eu uso-a, há bastante tempo, como anti-traças. E funciona. E chamo-lhe alfazema.

Bom, voltando ao que interessa. Apesar dos cremes da farmácia que conheço (além do Cicalfate, já tive familiares a usar o Biafine) não parecerem ter contra-indicações graves (algumas possíveis reacções alérgicas, irritações, ...) nem ingredientes "maléficos" (apesar de conterem parafina, não especificando se é vegetal ou não, e perfume), para quê comprar um creme composto, que vem numa bisnaga de alumínio e que provavelmente não vai ser todo utilizado antes de chegar o limite do prazo de validade, se o posso substituir por umas gotinhas de um óleo essencial?...

Usei-o puro (normalmente tal não é recomendado) e funcionou às mil maravilhas, a pele regenerou-se muito bem. A minha queimadura foi devido ao contacto com água a ferver (...) mas se for solar podem usar as receitas que já tinha partilhado aqui, quase todas contém alfazema (ou será lavanda?...). O gel de aloe vera a que faço referência nesse mesmo post é bom para todos os tipos de queimaduras. E parece que a calêndula também é óptima, mas nunca experimentei. Ah, já me esquecia, a lavanda também é óptima para picadas de insectos!

Se procurarem nos comentários deste post, encontram os produtores portugueses a quem compro os meus óleos e também outros contactos simpaticamente fornecidos por leitores.

O próximo desafio vai ser tentar fazer o meu óleo essencial de alfazema, pelo que vi neste passo-a-passo não parece muito difícil...

26 de maio de 2013

214 - Recuperar as colheres de pau existentes ao invés de comprar novas


Continuo a usar - e a gostar - de colheres de pau (e não sou só eu). Mesmo que não fosse pela minha decisão de evitar novos objectos de plástico, não trocaria uma bela colher de madeira por uma de plástico.

No entanto, nos últimos tempos, tenho reparado que algumas das minhas colheres estão com um aspecto... bom... como hei-de dizer... pindérico. Deixei de as usar, andava a ver como as podia reutilizar e na minha lista dos "a fazer" constava "comprar colheres de pau".


antes

Até que, no meio dos meus apontamentos, encontrei uma dica (não registei a fonte) sobre impermeabilizar colheres de pau. Por associação de ideias (ando a recuperar uns móveis de madeira) também me lembrei de experimentar lixar as colheres a ver se ganhavam nova cara e... voilá! As duas coisas juntas transformaram as minhas colheres pindéricas... numas belas colheres rejuvenescidas!


depois

Como o fiz:
- lavei bem as colheres (estavam abandonadas há algum tempo) e deixei-as secar bem;
- lixei-as com lixa fina para madeira;
- coloquei, ao lume, um tabuleiro (porque não tenho nenhum tacho onde as colheres maiores caibam "deitadas") com vinagre branco suficiente para cobrir as colheres;
- quando o vinagre começou a ferver, submergi as colheres e mantive-as ao lume durante 10 minutos;
- retirei-as, deixei-as secar e pronto!

Fácil, não? Hei-de experimentar com as tábuas de cozinha...

Nota: podem impermeabilizar só a parte da colher que entra em contacto com os alimentos.
Outra nota: as colheres de pau - habitualmente -devem ficar ao ar (de preferência onde sejam banhadas pelo sol), e não guardadas numa gaveta ou noutro local com pouca ventilação (como as bactérias gostam).

E se as vossas colheres estiverem num estado tal que não permita recuperação, aqui ficam algumas (muitas mais há) ideias para lhes darem uma nova vida:





9 de maio de 2013

213 - Evitar comprar artigos em plástico


As nossas casas estão cheias de plástico. A vossa não?!... Experimentem fazer o que fiz. Percorri o nosso apartamento (cerca de 70 m2) de papel e lápis em punho e fui registando os objectos que contêm - na totalidade ou em parte - algum tipo de plástico.

Na cozinha e lavandaria, os electrodomésticos têm todos partes em plástico, do frigorífico à máquina de sumos. Os candeeiros de tecto tem plástico. As bacias, baldes, o apanhador e respectiva vassourinha, o espanador, são de plástico. O ecoponto tem partes em plástico (...), as caixas da areia das gatas são de plástico. As suas taças para a comida também... A quase totalidade das caixas para guardar alimentos - vulgo tupperware - são de plástico. As que são de vidro, têm a tampa... de uma espécie de plástico. As cuvetes de gelo, partes das garrafas térmicas, as colheres medidoras, o germinador, até as tampas das garrafas de alumínio para a água, são de plástico. A minha bicicleta, os nossos patins, algum calçado, têm partes em plástico.

Na casa de banho, a cortina do chuveiro é de plástico, os suportes e base do espelho do lavatório, partes das torneiras e do chuveiro são de plástico. O autoclismo, peça de museu, da marca Dilúvio (com este nome imaginem se não lhe tivéssemos reduzido o volume e colocado um contrapeso, para controlar as descargas...) é de plástico. Há frascos e embalagens de plástico, embora muito menos do que antes deste desafio e muitas delas já reutilizadas várias vezes. 

Na sala e no escritório, os  aparelhos (televisão, dvd, portáteis, impressora, discos externos, ...) são, em grande parte, de plástico, todos os candeeiros têm partes em plástico (nem que seja os fios e o interruptor...). O mesmo com o aquecedor a óleo. Há marcadores (e respectivas caixas) de plástico, as pastas tamanho gigante onde guardo desenhos e folhas são de plástico, telemóveis e carregadores contém plástico, a minha máquina fotográfica e acessórios... plástico. Quase todas as capas de cd e dvd são de plástico (apesar de os termos deixado de comprar).

No nosso quarto há menos plástico. Além dos casos referidos no parágrafo seguinte, encontro plástico no rádio do zé manel, na balança, no espelho de rosto e nos óculos de sol. Ah, e na bijuteria!...

Pela casa toda, tomadas, interruptores, cabos e fichas eléctricas, os temporizadores, partes dos estores interiores, são de plástico. Os estores exteriores são de plástico. As campainhas, na entrada do prédio, são de plástico.

E tenho a certeza que deixei escapar algumas coisas... Até porque há muito plástico "escondido"...

A nossa vida, para além da nossa casa, está cheia de plástico. E até parece positivo, nalguns casos: por exemplo, devido ao facto de uma parte dos componentes de um automóvel actual serem de plástico há menos gasto de combustível, logo menos emissões de CO2. E parece que os painéis solares são feitos de plástico...

O plástico é resistente, durável ("eterno"), maleável, ..., bonito, barato. Sim, eu bem sei... com todas as suas cores vivas, o plástico pode ser muito apelativo...

Mas... por ser eterno, não se (bio)degrada, perturbando os ciclos naturais. Já todo vimos imagens do que acontece, por exemplo, a animais marinhos que ingerem plástico. Podem rever algumas aqui, através do trabalho do fotógrafo Chris Jordan. E se forem à praia - no inverno (porque no verão são limpas) - na maré baixa...

fotografia de Jurnasyanto Sukarno

Resumidamente (podem ler mais aqui, aqui) o fabrico do plástico (a partir do petróleo) liberta químicos poluentes. A reciclagem parece não ser viável para todos os tipos de plástico e, pelo que percebi, não é possível transformar uma garrafa de plástico noutra garrafa de plástico pois o plástico reciclado é de qualidade inferior. Se, por exemplo for transformado num saco plástico e este for "abandonado", ao desfazer-se em pequenas partículas acaba por entrar na cadeia alimentar. O plástico correctamente recolhido e que não é reciclado é... incinerado (este artigo é muito interessante). O que, mesmo que permita a produção de energia, não me parece muito sustentável. Estejam livres para me corrigir, caso esteja a dizer alguma asneira. E, em relação aos bioplásticos (como pude descobrir quando falei sobre os sacos de lixo)... Bom, leiam os comentários ao post, onde alguns leitores ajudaram a desmistificá-los.

Mas, podemos viver sem plástico? PET, vinyl, PP, ... (mais sobre os tipos de plástico aqui)? Como disse antes, às vezes nem sabemos que os temos connosco. Há pessoas, como a Beth e a Taina, que se desafiaram a viver sem plástico (esta senhora parece ter desistido, pelo menos no que se refere aos desafio do plástico...), há sites de produtos - que supostamente - são melhores alternativas ao plástico, ... (devido à minha "experiência" só acredito depois de investigar...), e até se pode começar por "um dia sem plástico"!


Quanto a mim, como sabe quem por aqui anda desde o início (se não é o caso, aqui estão todas as medidas relacionadas com o plástico) tenho vindo a deixar de usar determinados "apetrechos" plásticos (cotonetes, palhinhas, ...) e a alterar hábitos para diminuir a quantidade que entra cá em casa, sendo o mais importante - quanto a mim - o comprar a granel, sempre que possível.

A propósito de precisar de uma tábua de cozinha nova e de ter sido tentada por umas muito giras, coloridas (e de plástico...) decidi deixar de adquirir objectos de/com plástico. Pode parecer um pouco radical, até tendo em conta que não se compram tábuas de cozinha todos os dias... Mas foi o meu momento de viragem, o que é que se há-de fazer? Vou evitar - ardentemente - que entre mais plástico cá em casa. Onde me levará esta decisão? Vou-vos mantendo informados... Para já não vou ter, de certeza, pedacinhos de plástico na minha comida, pois ando na senda de uma bela tábua de madeira ou de bambu.

26 de fevereiro de 2013

212 - Comprar pneus usados


Eu sei que este é um tema muito polémico (basta ver a quantidade de opiniões diversas em fóruns automóveis por essa internet fora) por isso esperei até poder falar com  - já o posso dizer - anos de experiência neste assunto, visto que quase desde o início deste desafio começámos a comprar pneus usados ao invés de novos.

Também gostaria de frisar que esta é a minha opinião, baseada na minha/nossa experiência (aliás, como sempre, mas hoje acho importante reforçar este facto).

Dito isto, nós estamos satisfeitos com a nossa escolha. Infelizmente o Zé Manel tem que fazer bastantes quilómetros quase todos os dias, pois ficou colocado longe de casa e o comboio nem sempre é opção.  Feitas as contas (num período de tempo igual ao período em que utilizávamos pneus novos) comprando pneus usados, gastamos menos dinheiro, não notamos diferença em termos de desempenho ou segurança e, muito importante, reduzimos o nosso impacto no ambiente, pois estamos a dar uma segunda hipótese a pneus que de outra forma iriam para o lixo (ainda que - como vou falar mais à frente - possam vir a ser reciclados. Mas isto continua a poder acontecer depois de passarem por nós...).

Há pneus recauchutados, reconstruídos (remold), semi-novos, usados, ... Posso estar errada, mas pelo que percebi o recauchutado é um pneu que só leva a banda de rodagem nova enquanto que, no caso de um pneu reconstruído, o exterior é todo novo, sobre o "esqueleto" do pneu antigo. Acho que aqui está uma boa explicação (embora haja quem distinga 3 tipos de "recuperação": recapados, recauchutados e remoldados). Penso que semi-novos e usados são a mesma coisa (mas corrijam-me se estiver errada), pneus que já foram usados mas ainda estão em bom estado (como, por exemplo, os pneus de um automóvel que sofreu um acidente e não tem recuperação. Mas os pneus não só não sofreram danos, como até tinham sido trocados há pouco tempo...)

Como disse no início, aparecem testemunhos para todos os gostos. Muitas pessoas a criticar e a rejeitar os recauchutados, os reconstruídos, os usados... A mim parece-me que as questões se prendem principalmente com o desempenho dos pneus quando conduzem a altas velocidades (ai, ai, ai)... Mas posso ter percebido mal... Por outro lado, há muitas pessoas a dizer que não sentiram diferenças entre os pneus recauchutados, ou os reconstruídos, ou os usados e os novos.

Enfim, é muito difícil chegar a uma conclusão baseada nos comentários que se encontram na net ("que novidade", dirão vocês...). No nosso caso temos toda a confiança em quem nos arranja os pneus, e acho que este é o melhor conselho que vos posso dar: encontrem um fornecedor de pneus em quem confiem... E não, não estou a ser irónica (nem inocente), já percebi - por comentários de amigos e conhecidos - que não é assim tão fácil. O máximo que posso fazer é dar-vos o contacto do nosso (se estiverem pelo Porto e arredores...)!

Entretanto, encontrei informação sobre pneus ecológicos e pensei que seriam feitos de materiais mais "simpáticos", mas são ecológicos devido à redução de emissões de CO2, economia de combustível, ... O que é óptimo também, claro, mas... E a notícia que refere a possível utilização de óleo de soja no fabrico de pneus, ao invés de petróleo, faz-me torcer o nariz, pois perdemos, a um ritmo assustador, áreas extensas de floresta tropical para plantações de soja, não se podendo considerar esta hipótese "simpática" para o ambiente, certo? É difícil, ao que parece, encontrar uma solução...

Para já vou continuar a "reusar" pneus e a aplaudir ideias como esta (portuguesa) de reciclar pneus para fabricar asfalto para a pavimentação de estradas, ou esta, de transformar pneus velhos em produtos substitutos da madeira (como, por exemplo, decks exteriores) além da mais conhecida em que a borracha dos pneus dá origem a pavimentos para recintos desportivos, infantis, ...

E, claro, não faltam ideias para reutilizar pneus...

aqui
aqui
aqui

e, muitas, muitas mais há, mas - às vezes - as mais simples são as melhores...


22 de janeiro de 2013

211 - Fazer pressão, pôr a circular petições e escrever cartas em prol de causas ambientais


Este é sem dúvida um direito - e um dever - do qual não devemos abdicar. E, contra mim falo, às vezes facilitamos e não somos tão activos como nos cabe ser enquanto cidadãos.

Tenho-me esforçado por ser participativa, a nível "ambiental", para além deste blog e das medidas que tomo no dia-a-dia, claro. E aqui incluo o participar como voluntária em acções ambientais e ser um membro activo de uma associação ambiental (agora sou sócia da A.P.V.C. - associação para a protecção do vale do coronado, uma pequena mas interventiva associação).

Apesar de ainda não ter posto a circular nenhuma petição, tenho estado atenta, assinando e partilhando as que me parecem justas. Sim, porque se lerem este post - onde podem encontrar maneiras de se ser virtualmente amigo do ambiente... - podem descobrir petições completamente descabidas!

A minha primeira carta - ou melhor dizendo, email - foi para a Ecover. Depois de ter escrito um post em que fazia referência a esta marca, uma pessoa levantou-me dúvidas sobre o facto da marca fazer testes em animais. Até hoje não me responderam... já se passaram tantos meses que posso começar a falar de anos...

Solução? Deixar de comprar produtos desta marca. Com as empresas não perco muito tempo. Se, como consumidor, não me tratam bem, "abandono-as". Devia insistir? Prefiro então criar uma petição (não foi este o caso), como forma de alertar mais pessoas para o problema e assim fazer a tal pressão. Neste caso, encontrei - depois - várias associações/organizações de defesa dos animais que já têm esta marca na lista negra.

Não é o tema deste post, mas a BUAV anda atenta a estas questões e costuma apresentar listas actualizadas das empresas que testam ou não. Sim, que este é um assunto bastante confuso: oram testam, ora deixam de testar, voltam a testar, não testam mas compram ingredientes testados, seguem a lei dos 5 anos (???), não seguem, ...

Também sobre este assunto, aconselho-vos este artigo: "defende" que não há nenhuma marca, que de uma forma ou outra, não contribua para alguma forma de crueldade sobre animais.

Porque é que eu, cada vez mais, faço - usando os ingredientes mais simples (acho que não se testa azeite, vinagre, ...) os produtos que uso? ...


Voltando ao tema deste post...

Já há algum tempo que achava que devia escrever uma carta (email...) à minha Câmara Municipal. Moro numa zona agradavelmente arborizada e nos últimos anos temos perdido algumas árvores. E, apesar da câmara tratar da manutenção dos jardins, nenhuma árvore foi "reposta". Confesso que fui adiando esta decisão (lá está...), até ao passado fim-de-semana, quando - devido ao mau tempo - mais duas árvores "foram à vida"...

Neste caso vou, claro, insistir até obter uma resposta. Trata-se de um organismo de serviço público, não é?

Se quiserem apoiar o meu pedido ("fazer pressão"...), podem encaminhar os vossos email para dmevhp@cm-porto.pt. A zona em questão é o antigo bairro da caixa de providência, mesmo ao lado do inatel (em ramalde).

Há outras zonas do Porto que também ficaram sem árvores, por isso podem alargar o pedido, adaptá-lo a outras cidades e lugares por este país fora, onde as árvores estão a fazer falta.

Eu escrevi do coração, porque acredito que tem mais efeito do que um pedido formal e impessoal. Espero que vos inspire a ser, também, mais interventivos (seja pelas árvores ou por outro assunto...):

"Boa tarde.

Chamo-me (o meu nome) e sou moradora na rua (a minha morada). 

Vivo num bairro construído no final dos anos 50, projectado por um dos grandes nomes da arquitectura portuguesa: Fernando Távora. Os apartamentos, apesar de pequenos, pelos padrões de hoje, são deliciosos, mas o que torna este bairro tão agradável, e mesmo especial comparando-o com outros semelhantes, é a profusão de árvores - muitas delas existentes desde o início do projecto - que rodeiam os edifícios, afastando os ruídos da cidade que nos rodeia, namorando com os habitantes dos apartamentos, transformando as janelas em molduras de belos quadros, trazendo até nós os perfumes da natureza, o canto bucólico dos pássaros. Costumo dizer que vivo num pequeno paraíso verde, escondido numa zona privilegiada da cidade.

Nos 5 anos que vivo aqui, já vi este bairro perder - pelo menos - três árvores, das mais antigas. Duas tiveram que ser cortadas porque estavam a pôr em risco a segurança dos habitantes, uma literalmente morreu (mas não de pé), caindo sem provocar nenhum estrago no que a rodeava. Muito poético, mas deixando mais um espaço vazio. 

Agora, com o temporal do passado fim-de-semana, perdemos mais duas árvores. E, infelizmente, muitas mais árvores se renderam à intempérie, um pouco por toda a cidade (e país...).

Não estou a diminuir os estragos que houve a outros níveis, espero que o compreendam, mas são as árvores que me fazem escrever-vos.

Há árvores que tombam, outras são depostas por mão humana, mas já a sabedoria antiga sabia que uma árvore desaparecida deve ser substituída por uma nova, com vista a manter o equilíbrio. E aqui, na cidade, este equilíbrio é delicado, pois mais facilmente nos desligamos da natureza. Se nenhuma árvore for plantada onde outras desapareceram, corremos o risco de um dia acordarmos sozinhos, sem as nossas sombras, sem os nossos pássaros.

Assim, venho pedir-vos para reporem a harmonia aqui no nosso bairro (e já agora nas restantes zonas prejudicadas pelo mau tempo), encontrando substitutas dignas das árvores que durante décadas alegraram as vidas dos moradores.

E, se o desejarem, estou disponível para vos fazer uma visita guiada ao bairro, indicando-vos os locais atingidos.

Atentamente,
Ema Magalhães"

8 de dezembro de 2012

210 - Fazer todos os produtos necessários para a limpeza da casa


Se no início deste desafio procurava soluções compradas mais amigas do ambiente do que as convencionais, à medida que fui pesquisando e aprendendo mais, fui mudando a minha maneira de pensar em relação a este assunto (e a muitos outros...). Comecei a substituir os produtos comprados (ainda que mais "verdes") por soluções caseiras, usando ingredientes simples, acessíveis e não agressivos, como o vinagre, o bicarbonato de soda, ...

O primeiro produto que substitui foi o limpa-vidros. Depois fui arranjando soluções para afugentar as traças,  as pulgas das gatas, e outros "bichinhos" que não são muito bem vindos em nossas casas...

Claro que há uma imensidão de receitas, para tudo e mais alguma coisa, por essa internet fora. Eu continuo fã dos meus livros de receitas caseiras.

Com meia dúzia de ingredientes podemos fazer todos os produtos necessários para a limpeza de uma casa:
Bicarbonato de sódio
Neutraliza os ácidos, funciona como desodorizante, combate a gordura, limpa alumínio, plástico, porcelana, aço inoxidável, ...
Vinagre
Desinfectante, permite dissolver depósitos de calcário e remover a gordura.
Bórax
Desodoriza, inibe o crescimento de bolores, aumenta o poder de limpeza do sabão ou dos detergentes.
Sumo de limão
Limpa vidros, remove manchas do alumínio, porcelana, ...
Sabão líquido natural para a louça
Neste post deixei uma receita. Remove a gordura.
Óleos essenciais
Além do seu perfume agradável, têm propriedades de complementam a dos outros ingredientes.

Aqui deixo-vos as que usamos neste momento cá em casa. Agora faço - quase sempre - tudo "a olho", mas estas são as medidas das receitas originais.

Spray multiusos
(para limpar todas as superfícies, excepto as de madeira)

½ c. de chá de boráx
250ml de água tépida
½ c. de chá de vinagre branco
½ c. de café de sabão líquido natural para a louça
5 gotas de óleo essencial de alfazema
3 gotas de óleo essencial de alecrim

Para limpar a casa de banho acrescento mais vinagre (3 c. de sopa) e substituo o óleo essencial de alecrim por 2 gotas de óleo essencial de eucalipto e 2 gotas de óleo essencial de limão.

Misture o bórax e a água num frasco vaporizador. Junte os restantes ingredientes e agite bem antes de cada aplicação.

Limpa-vidros
(aqui deixei mais receitas)

2 chávenas de água
1 chávena de vinagre branco
2 gotas de óleo essencial de limão (opcional)

Misture tudo num frasco vaporizador e agite bem antes de cada aplicação.
Utilize papel de jornal para a limpeza dos vidros.
(Não se devem limpar os vidros quando bate o sol, pois ficam com brilho azulado)

Limpa-móveis (de madeira)

1 parte de azeite extra virgem
1 parte de sumo de limão

Misture num frasco vaporizador e agite bem antes de cada aplicação.

(as receitas com sumo de limão devem guardar-se, no máximo, durante 1 semana, as restantes duram bastante tempo. Lembrar de agitar antes de usar, porque podem ganhar depósito.)

Limpa-soalhos

10l de água quente
60ml de vinagre branco
15 gotas de óleo essencial de alfazema

Misture todos os ingredientes num balde grande e passe o chão com uma esfregona.

Limpa-chão (mosaicos)
(aqui deixei mais receitas)

2 c. de sopa de bicarbonato de soda
2 c. de sopa de sabão líquido natural para a loiça
125 ml de vinagre branco
10 l de água quente
10 gotas de óleo essencial de eucalipto
5 gotas de óleo essencial de limão

Misture todos os ingredientes, excepto os óleos essenciais, e mexa bem. Junte os óleos e volte a mexer. Aconselham a, depois de passar o chão com este produto, a enxaguar com água limpa. Eu não o faço.

“cif”

3 c. de sopa de bicarbonato de soda
3 c. de sopa de bórax
1 c. de chá de sabão líquido natural para a loiça
5 gotas de óleo essencial de alfazema
5 gotas de óleo essencial de eucalipto

Misture os ingredientes num recipiente de vidro. Molhe as louças sanitárias e aplique o produto com uma esponja ou um pano. Enxague bem.

Estes são os habituais. Para situações pontuais ou problemas inesperados socorro-me das minhas bíblias... 

Por exemplo, para limpar o forno - que usamos esporadicamente - uso bicarbonato de soda:
pulverizo o forno com água quente, espalho uma camada fina de bicarbonato de soda na base do forno e volto a borrifar com água quente. Deixo ficar durante a noite. Em seguida esfrego bem com um esfregão de arame e enxaguo.

Também já tinha falado aqui de soluções naturais para desentupir canos.


E se acham que gastam muito tempo nas limpezas da casa,
aproveitem as dicas da Jamie (como limpar a casa uma vez por mês) e da Rita (speed cleaning).

Boas (e verdes) limpezas!

24 de novembro de 2012

209 - Comprar apenas pilhas recarregáveis


Claro que convém ter um carregador de pilhas...

O nosso foi comprado, há já algum tempo, pelo Zé Manel, no Ikea. Eu andava à procura de qual seria o melhor, e não me decidia...:
"- Precisamos de pilhas.
 - Temos que comprar um carregador e pilhas recarregáveis! Ainda não sei quais são os melhores!
(passados uns tempos)
  - Temos mesmo que comprar pilhas.
  - Têm que ser recarregáveis... e o carregador... e é tudo tão confuso, tantas opiniões!
(uns tempos depois)
  - Já sabes quais são as melhores pilhas? O relógio da cozinha já não funciona...
  - Eu não percebo nada do assunto e quanto mais procuro, mais perdida fico...
  - Olha estas aqui!
  - E se não funcionam bem?...
(mais uns dias)
  - olha que jeitoso (talvez não tenha sido esta a palavra...) este carregador e pilhas que "encontrei"! Não gostas das coisas do Ikea?!..."

E foi mais ou menos assim que passamos a usar pilhas recarregáveis.
Não temos razão de queixa, para já (mas também só as temos há uns meses...), mas parece-me que as pilhas são do tipo recarregáveis convencionais (continuem a ler...).

Devo dizer que continuo indecisa em relação a quais são as melhores pilhas, qual é o melhor carregador (em termos de marca)... Mas dou-vos as dicas que me deram e que encontrei pela net... Quem perceber mais deste assunto (o que não será difícil...) esteja à vontade para corrigir/acrescentar o que achar que pode ajudar futuros compradores de pilhas recarregáveis...

Um leitor da página no facebook aconselhou-me as pilhas recarregáveis Ni-MH do tipo híbrido (como as Sanyo Eneloop). Ele refere que "só são 2100 mAh mas em contrapartida entregam a voltagem que prometem durante muito mais tempo" (estão a ver a minha confusão?). Pelo que percebi não vale de nada a pilha ter carga se depois não tem voltagem suficiente para que o aparelho funcione. Também têm a vantagem de perderem muito menos carga ao longo do tempo, o que é bom para os aparelhos que usam pouca energia (comandos/ratos/teclados/relógios/...).


Também encontrei informação sobre as Ni-MH com baixa auto descarga. Presumo que sejam a mesma coisa que as referidas Ni-MH do tipo híbrido (corrijam-me se estiver errada, por favor) porque mantêm pelo menos 85% (70%?) da sua carga ao final de 1 ano. Geralmente a embalagem diz que estas pilhas já vêm carregadas.

Resumindo (e se não tiver percebido tudo mal):
As recarregáveis convencionais apresentam maior capacidade de carga, por volta dos 2700 mAh; as recarregáveis de baixa auto descarga apresentam menor capacidade - por norma em torno de 2000 mAh - mas garantem que mesmo que se lhes pegue um ano depois de carregadas ainda oferecem uma elevada percentagem da carga (mais de 70%). Estas são melhores para aparelhos que usam pouca energia ou que ficam longos períodos de tempo sem serem utilizados. Disse tudo bem?

Ah, e já agora, uma questão (e desde já peço desculpa se é uma pergunta estúpida...): Posso carregar pilhas de outras marcas no meu carregador?

E só há pouco tempo é que descobri que existem carregadores solares para pilhas.
O que eu gostava mesmo é que estas pilhas solares (um protótipo "faça você mesmo") fossem eficientes.
Ou que estas pilhas que se recarregam com o movimento normal do uso já fossem viáveis.


Quanto a esta ideia - as pessoas enviarem as pilhas recarregáveis para a empresa em vez de terem um carregador em casa -, será mesmo mais sustentável (teria que se estudar o impacto dos carregadores versus o transporte - ida-e-volta - das pilhas, certo?)?

Mas mesmo, mesmo bom era o relógio da cozinha e os comandos da televisão e do disco multimédia não precisarem de pilhas...

17 de outubro de 2012

208 - Encontrar um pano esponja de cozinha "verde"


Para começar, não sei se já repararam que o fundo do blog passou de azul-escuro a branco...
Segundo os peritos destas coisas, a maior parte das pessoas, hoje em dia, tem monitores que "poupam a branco/cores claras" ao contrário do que provavelmente acontecia na altura que escrevi este post (se quiserem informação mais técnica leiam também os comentários dos leitores).
Simplificando muito, e se bem percebi, portáteis (o que eu tenho) e monitores planos poupam a branco, os outros a preto. E, para quem não anda por aqui desde o início, vejam se já reduziram o brilho do monitor. O ambiente e os vossos olhos agradecem!

Passando ao assunto principal deste post.

Andava já há algum tempo à procura de uma solução para substituir o pano esponja da cozinha (parece que é o nome oficial, eu costumo chamar-lhe... pano de cozinha). Cheguei a comprar os panos da linha Naturals, da Vileda (tal como a esfregona de que falei aqui), 100% biodegradáveis, mas... quanto a mim ficaram "pindéricos" depressa de mais, o que faz com que - mesmo sendo biodegradáveis (...) - o processo de fabricação, transporte, ... não compense o tempo de uso que têm.

Depois lembrei-me de experimentar t-shirts velhas. Estas já são reaproveitadas por cá na limpeza da casa (é uma das coisas que eu já fazia, mesmo antes de iniciar este desafio).


Mas, e o tal do poder absorvente? Há uns panos que "anunciam" uma capacidade de absorção em 10 vezes o seu peso a seco... Certo, não são tão absorventes, claro. Mas, pelo menos para nós, chega muito bem. E somos pessoas bem activas na cozinha!

O único cuidado que tenho é guardar as t-shirts brancas para este fim (no resto das limpezas podem ser de qualquer cor...), para ter uma boa noção do nível de limpeza/sujidade. E acreditem, estes panos duram muito tempo. E podem ser lavados. E quando realmente já não tiverem mais uso, bom, vão para o lixo.

Não vos parece a solução mais sustentável?

7 de outubro de 2012

207 - Fazer as minhas máscaras para o cabelo


Ao contrário do que acontecia com as máscaras para o rosto - de que falei aqui - não tenho nenhuma tradição de tratamentos para o cabelo, provavelmente porque sempre tive uma farta e abundante cabeleira, apesar de - ora comprido ora curto - ter direito apenas aos cuidados básicos...


Há algum tempo fartou-se da falta de atenção (e dos químicos dos champôs comuns...) e desenvolveu uma sensibilidade no couro cabeludo, que me fez experimentar todo o tipo de champôs até, um pouco antes de iniciar este blog, perceber que tinha que mudar de abordagem. Passei a usar champôs mais naturais (e, nalguns períodos, sabão, e noutros, nada, mas estas histórias ficam para outra altura) para lavar o cabelo e substituí o amaciador (que raramente usava...) por um "banho" de vinagre (podem ver mais abaixo a receita). Entretanto descobri os benefícios das máscaras, e - no seguimento da pesquisa que fiz no outono passado sobre tratamentos para a queda do cabelo - venho, como prometido, partilhar as receitas que encontrei.

Mais uma vez as minhas fontes são inúmeros sítios por essa internet fora e os meus livros de receitas, que refiro inúmeras vezes (e que podem ver aqui)... Como é óbvio não as experimentei todas, muitas nem são adequadas para o meu tipo de cabelo. Aconselho-vos a ler os CUIDADOS que referi aqui, e que são - na sua maioria - válidos também neste caso. Também penso que não faz sentido ter o cuidado de fazer máscaras o mais naturais possível e continuar a usar produtos agressivos, por isso tenham em atenção o champô (e amaciador, se for o caso) que usam.

Há muitas mais receitas, mas, como sempre, escolhi algumas das mais simples, com ingredientes comuns (salvo raras excepções)...

Para cabelos oleosos

Máscara de maçã e limão 
1 maçã 
½ limão 
½ copo de água mineral 
Bata tudo no liquidificador e aplique nos cabelos por lavar. Deixe actuar durante 15 minutos e depois lave normalmente. 

Tónico caseiro para a oleosidade 
1 ovo 
½ copo de leite 
2 colheres de sopa de sumo de limão 
Depois de tudo misturado, aplique sobre o cabelo massajando muito bem junto ao couro cabeludo. Cubra o cabelo com papel de alumínio para o proteger e deixe actuar durante 30 minutos. Enxague o cabelo com vinagre de maçã. 

Máscara para volume 
Gérmen de trigo 
Água 
Junte o gérmen de trigo com um pouco de água quente e deixe repousar durante 5 minutos. Escorra-o e aplique-o no cabelo. Mantenha durante 5 minutos e depois lave com água abundante morna. 

Máscara de argila 
2 colheres de sopa de argila 
½ chávena de chá de água mineral
Misture os ingredientes até atingir uma consistência homogénea. Aplique a máscara por todo o cabelo e deixe actuar durante 20 minutos. Em seguida lave o cabelo com água morna. 

Máscara de abacaxi 
½ abacaxi 
1 colher de chá de óleo de amendoim ou de soja 
Bata os ingredientes no liquidificador. Aplique a mistura no cabelo e deixe actuar durante 20 minutos. Para retirar lave os cabelos com água morna. 

Máscara de clara de ovo 
2 claras de ovo 
Bata as claras em castelo, aplique no cabelo húmido, deixe durante 20 minutos e depois enxague bem. 

Máscara de bicarbonato de sódio 
1 colher de sopa de bicarbonato de sódio
2 ovos 
600 ml de água 
Misture a água, o bicarbonato e os ovos batidos. Espalhe pelo cabelo, massaje bem e deixe actar durante 10 minutos. Lave como habitualmente. 

Truque 
o SUMO DE LIMÃO diluído num copo de água e aplicado depois da lavagem, regula a gordura (enxague muito bem depois da aplicação pois pode ter efeitos secundários com a exposição solar). 

Para cabelos normais 

Máscara de manga 
1 manga (grande) 
1 clara de ovo 
Bata os ingredientes no liquidificador. Aplique a mistura no cabelo molhado e deixe actuar durante 20 minutos. Depois enxague com água morna. 

Máscara de mamão 
1 mamão papaia 
1 copo de água 
Bata no liquidificador os ingredientes e aplique no cabelo lavado. Deixe actuar durante 20 minutos, envolvendo o cabelo numa toalha. Depois enxague. 

Máscara de manga e iogurte 
1 iogurte natural 
½ manga rosa grande 
1 colher de café de óleo de girassol 
Misture os ingredientes até atingir uma consistência homogénea. Aplique a máscara por todo o cabelo e deixe actuar durante 20 minutos. Em seguida lave o cabelo com água morna. 

Para cabelos secos 

Máscara de maionese e mel 
2 colheres de sopa de maionese (de preferência caseira) 
½ colher de sopa de mel 
Misture bem os ingredientes e aplique a mistura sobre os cabelos, deixando-a actuar durante 10-15 minutos. Sente-se num sítio ao sol de modo a intensificar o tratamento. Depois retire com água tépida e lave normalmente com champô e amaciador. 

Máscara de abacate e mel 
3 colheres de sopa de mel 
½ abacate 
2 colheres de sopa de azeite
Misture os ingredientes e aplique sobre o cabelo, evitando a zona das raízes (uns 3cm). Massaje mechas de cabelo, no sentido da raiz até a ponta (cerca de 2 minutos em cada mecha). Repita este processo no cabelo todo. Deixe actuar durante 20 minutos. Depois retire com água tépida e lave normalmente com champô e amaciador. 

Máscara de banana 
1/2 maçã 
1 banana 
Bata ambas no liquidificador. Aplique nos cabelos mecha por mecha. Deixe actuar durante 20 minutos. Enxague com água fria e lave normalmente com champô e amaciador. 

Máscara de cenoura 
½ iogurte 
1 colher de sopa de mel 
½ cenoura 
Misture tudo no liquidificador e aplique no cabelo, mecha por mecha. Deixe actuar durante 20 minutos. Lave normalmente com champô e amaciador. 

Máscara de abacate e clara de ovo 
½ abacate 
1 colher de sopa de azeite 
1 clara de ovo 
Misture os ingredientes até atingir uma consistência homogénea. Aplique a máscara em todo o cabelo e deixe actuar durante 20 minutos. Lave o cabelo com água morna. 

Tratamento para cabelos secos 
1 cenoura 
½ abacate 
1 colher de sopa de óleo de amêndoa doce 
1 colher de sopa de mel 
1 iogurte natural 
1 cápsula de vitamina E 
Bata todos os ingredientes no liquidificador. Aplique sobre o cabelo lavado espalhando com um pente. Cubra o cabelo com papel de alumínio e aguarde 40 minutos. Enxague com água morna e aplique condicionador. 

Para cabelos danificados 

Máscara de banana 
1 banana 
óleo de amêndoas doces 
Esmague a banana sem a casca com algumas gotas do óleo. Aplique a mistura sobre os cabelos e deixar actuar durante 10 minutos. Retire com água tépida e lave o cabelo normalmente. 

Máscara de banana e aveia 
1 banana 
1 colher de sopa de aveia (flocos bem pequenos) 
Amasse a banana e misture-a com a aveia até criar uma pasta. Aplique nos cabelos molhados e deixe actuar durante 20 minutos. Depois lave o cabelo normalmente. 

Máscara de mamão com banana 
½ mamão 
1 banana 
Bata ambos no liquidificador e aplique a máscara no cabelo molhado. Deixe actuar durante 20 minutos, envolvendo o cabelo numa toalha. Em seguida lave normalmente. 

Truque 
Repare os cabelos danificados com AZEITE e GEMA DE OVO. Massaje azeite no cabelo. Depois faça uma massagem, da raiz para as pontas, com uma gema batida. Aguarde 10 minutos e use lave o cabelo normalmente. Faça isto 1 vez por semana, durante 1 mês. 

Para cabelos quebradiços 

Máscara de aloe vera 
4 folhas de aloe vera 
Corte as folhas de aloe vera e aplique a seiva da planta no cabelo lavado. Massaje e deixe actuar durante 15 minutos. Enxague com água morna. O ideal é repetir a aplicação a cada 15 dias. 

Máscara para pontas quebradiças 
1 gema de ovo 
1 colher de sopa de vinagre de maçã 
2 colheres de sopa de mel 
Bata todos os ingredientes até fazer espuma. Aplique primeiro nas pontas, depois massaje bem o couro cabeludo. Coloque uma touca plástica e aguarde 20 minutos. Em seguida enxague para remover qualquer resto de cheiro do ovo ou do vinagre. 

Creme vitaminado para cabelos quebradiços 
1 colher de café de óleo de rícino 
1 ampola de vitamina A 
1 gema de ovo 
Bata todos os ingredientes no liquidificador. Aplique o creme com um pente de dentes largos. Deixe actuar durante 15 minutos e lave como habitualmente. 

Truques 
Se quer dar corpo a um cabelo muito ralo ou fraco, junte um copo de CERVEJA bem cheio à última água de enxaguar. A levedura da cerveja revitaliza as fibras capilares mais pobres. 
Uma massagem com ÓLEO DE BARDANA nutre e amacia os cabelos muito secos, finos e estragados, fortificando o couro cabeludo. 

Para cabelos baços 

Máscara de coco 
1 colher de sopa de mel 
2 colheres de sopa de óleo de coco 
Misture bem o óleo e o mel. Massaje o couro cabeludo com a pasta,. Deixe actuar durante 15 minutos e depois lave normalmente. 

Creme de abacate 
½ colher de chá de óleo de abacate 
½ abacate 
2 colheres de sopa de iogurte natural 
Bata todos os ingredientes no liquidificador. Aplique a mistura nos cabelos e deixe actuar durante 30 minutos. Retire com água fria e lave normalmente. 

Truque 
O AZEITE é um dos melhores hidratantes, aconselhado sobretudo para cabelos muito secos, espigados ou baços, ou também para aqueles que foram maltratados por tintas e permanentes. Aplique o azeite morno no cabelo, embrulhe-o numa toalha previamente aquecida no microondas e deixe actuar durante 15 minutos. Depois lave o cabelo normalmente. Faça este tratamento uma vez por mês. 

Para cabelos com caspa 

Máscara de cebola 
1 cebola roxa média 
casca de 1 limão 
Rale a cebola juntamente com a casca de limão. Esfregue no couro cabeludo e aguarde 15 minutos. Lave como habitualmente. 

Para a queda de cabelo 

Máscara de aloe vera e gérmen de trigo 
1 folha de aloe vera (polpa) 
1 colher de chá de óleo de gérmen de trigo (ou de nozes ou de jojoba) 
Misture bem e aplique no couro cabeludo, fazendo massagens circulares na cabeça. Deixe actuar durante 20 minutos e retire com água tépida. 

Truque 
Depois de lavar o cabelo enxague com um chá (para cabelos claros infusão de camomila e para cabelos escuros chá preto). Evita a queda de cabelo e deixa-os mais brilhantes e macios. Aplique a cada 3 semanas. 

Para cabelos crespos 

Máscara de banana 
1 banana 
1 clara de ovo 
Misture os ingredientes com um garfo. Aplique nos cabelos húmidos e aguarde 20 minutos. Retire com água morna. 

Para cabelos pintados 

Máscara de castanhas e leite de coco 
1 chávena de café de castanhas picadas 
1 chávena de café de leite de coco 
Forme uma pasta com os ingredientes. Aplique a mistura no cabelo seco e deixe actuar durante 15 minutos. Lave normalmente. 

Máscara de laranja, mel e banana 
2 laranjas 
2 bananas 
5 colheres de sopa de mel 
Esprema as laranjas, misture as bananas amassadas e o mel aquecido. Aplique a máscara no cabelo lavado e húmido e deixe actuar durante 2 horas. Depois, lave a cabeça normalmente. 

Máscara de cenoura com aloe vera 
4 folhas de aloe vera 
1 cenoura média 
Corte as folhas de aloe vera e retire a polpa. Rale a cenoura. Misture até formar uma pasta homogénea. Escorra o líquido em excesso e aplique a mistura no cabelo húmido. Deixe actuar durante 30 minutos e lave o cabelo como habitualmente. 

Máscara de coco e azeite 
1 coco 
1 colher de chá de azeite 
Bata a polpa do coco e a água de coco no liquidificador com o azeite. Aplique no cabelo seco e deixe actuar durante 30 minutos. Lave como habitualmente. 

Truque 
Faça uma infusão com algumas folhas de ERVA-CIDREIRA. Aguarde 5 minutos antes de coar. Passe no cabelo como último enxaguamento. Faça esse “tratamento” 2 vezes por semana. 

Para cabelos descoloridos 

Máscara de iogurte e mel 
½ iogurte natural 
2 colheres de sopa de mel 
Bata os ingredientes no liquidificador. Espalhe esta mistura por todo o cabelo e deixe actuar durante 40 minutos. Depois lave normalmente. 

Máscaras de espinafres com alecrim 
1 molho de espinafres 
2 raminhos de alecrim 
Coza os espinafres durante cinco minutos e coloque-os no liquidificador com o alecrim. Em seguida retire o excesso de líquido e aplique a máscara no cabelo. Deixe actuar durante 15 minutos. Lave o cabelo como habitualmente. 

Máscara de abacate, banana e mamão 
½ abacate 
½ mamão 
1 banana 
Misture tudo no liquidificador. Espalhe a mistura nos cabelos, da raiz às pontas, e deixe actuar durante 30 minutos. Depois lave o cabelo como habitualmente. 

Todos os tipos de cabelo (amaciadores) 

Banho de vinagre para dar brilho 
1 litro de água mineral 
1 colher de sopa de vinagre de maçã 
Junte o vinagre à água e passe no cabelo como último enxaguamento. Dá brilho e não deixa cheiro. 

Tónico balsâmico 
1 litro de água 
1 colher de sopa de vinagre de maçã ou de sumo de limão 
1 colher de sopa de plantas seleccionadas adequadas a cada tipo de cabelo:
- Cabelos secos: salsa (ramos), salva (folhas), urtiga (folhas), malvaísca. 
- Cabelos oleosos: alfazema (flores), calêndula (flores), rosmaninho (flores), hortelã (folhas). 
- Cabelos com caspa: camomila (flores), rosmaninho (flores), salsa (ramos), tomilho (flores). 
- Para tonificar o cabelo: calêndula (flores), rosmaninho (flores), salsa (ramos), agrião (folhas), salva (folhas). 
Esta infusão aplicada depois da lavagem permite ter um cabelo brilhante e com mais volume. Coloque a água a aquecer num recipiente de inox ou de esmalte e quando levantar fervura adicione as plantas, deixando ferver, em lume brando, durante aproximadamente 15 minutos. Deixe arrefecer e, de seguida, filtre e adicione o vinagre de maçã ou sumo de limão. Guarde num frasco e utilize misturando com a água do último enxaguamento do cabelo tendo o cuidado de, ao aplicar, massajar bem o couro cabeludo para entranhar.

4 de setembro de 2012

206 - Bater as claras (e não só) manualmente


Deixem-me começar por vos desejar um óptimo ano (lectivo)!!!


Durante as férias tive oportunidade de experimentar algumas daquelas receitas de sobremesas que vamos guardando para um dia fazer e... vamos adiando e adiando. Como em agosto "ele" foi aniversários, baptizados, almoços de família, festas só porque sim (ainda bem que para compensar também tive muita actividade física), aproveitei para aperfeiçoar os meus dotes de pasteleira.

Foi neste processo que me apercebi que podia poupar alguma energia, água e detergente. Eu sei que é coisa pouca, comparado com, por exemplo, a energia que se poupa desligando a arca congeladora, mas, grão a grão...

Normalmente uso o robot de cozinha para bater os bolos. Ora, quando a receita inclui bater claras em castelo, o processo complica-se um pouco. Se as bato antes, elas "caem" (e a dica de colocar um garfo metálico para impedir que tal aconteça, não funciona, pelo menos não comigo), se deixo este passo para depois, tenho que retirar o que estiver no robot (para outro recipiente), lavá-lo, secá-lo muito bem, para então bater as claras.

Numa das vezes - e devo confessar que foi mais a preguiça de lavar louça a falar do que a consciência ambiental - lembrei-me de experimentar bater as claras com um batedor manual que andava cá por casa, como se fazia antigamente (e sabiam que o recipiente deve ser de cobre não estanhado ou porcelana??? Eu não).

E não é que até correu bem? A partir daí tenho batido todas as claras por este processo e até já cometi a loucura de fazer um bolo de forma totalmente "artesanal"...

Devo frisar que tenho a capacidade, extremamente útil, de usar alternadamente as duas mãos - com igual competência - em inúmeras tarefas, o que faz com que não tenho sentido qualquer desconforto nos pulsos ou braços, como é suposto nas primeiras vezes... mas não desanimem, se não possuem esta bela habilidade, pensem nesta actividade como mais uma forma de exercício!

Agora só me falta construir um forno solar, para poder fazer bolos "energy free"...



parece que este é o ideal



uso um destes



para quem não aguentar o esforço físico...


30 de julho de 2012

205 - Deixar o aviso de "Não incomodar" na porta do quarto do hotel


Em casa não mudamos os lençóis da cama todos os dias, por muito bem que saiba deitar numa cama acabadinha de fazer de lavado... Nem trocamos as toalhas de banho todos os dias. Nem aspiramos o quarto todos os dias.

Também não precisamos de o fazer quando ficamos num hotel, pousada, casa de turismo, ...

Não custa nada.

Alguns hotéis já estão sensibilizados para esta questão (até porque também é económica...). Fiquei, há uns tempos, num hotel que tinha o habitual aviso de "Não incomodar/Do not disturb", mas na outra face deste tinha a opção (caso o pendurássemos na porta) de os funcionários limparem o quarto e fazerem as camas, mas sem mudarem lençóis e toalhas. Na altura tirei uma fotografia ao aviso para vos mostrar, mas recentemente perdi tudo o que tinha no meu disco externo (snif!!!).


Nas casas de turismo rural onde já ficamos - por este nosso Portugal fora - tem funcionado falar com a pessoa responsável e explicar-lhe o que pretendemos. Normalmente ficam surpreendidas, com aquela cara "lá vêm estes maluquinhos do ambiente...", mas depois de abarcarem o alcance da medida, costumam ficar satisfeitas...

Quando não há outra hipótese, resta deixar o famoso aviso "Não incomodar" pendurado na porta. Claro que a cama vai ficar por fazer, mas... é assim tão mau? Pensem na quantidade de água (e detergentes) e energia que se poupa (e a quantidade de lençóis e toalhas que duram mais tempo). Vá lá, provavelmente estão de férias...

E, claro, aproveitem para sensibilizar os responsáveis do local onde estão, seja na recepção, seja através do livro de sugestões/opiniões ou daquelas folhinhas que costumam estar nos quartos para darmos a nossa opinião sobres o hotel.

E deixo-vos com uma ideia do peso que tem, em termos ambientais, a indústria hoteleira (neste caso são números referentes aos EUA), divulgados no âmbito de uma campanha de sensibilização para esta questão:




4 de julho de 2012

204 - Aplicar a regra dos 10 (3) segundos


Conhecem? A regra (!!!) que diz que se deixarem cair algo (comestível) ao chão e se a apanharem em menos de 10 segundos, a podem comer, sem risco de apanharem "alguma coisa"?

Vá, não façam essas caras...

Adorei a explicação do Vanderlei:

«A explicação científica para este fato leva em consideração ainda outro fenómeno. Supondo que um meteoro arrasa-quarteirão caia na Terra, é natural que as pessoas o vejam no céu e corram para longe do seu ponto de impacto. Apenas DEPOIS que o meteoro caiu é que as pessoas, curiosas que são, irão aproximar-se novamente para observar.
De maneira análoga, comportam-se as bactérias. Afinal, a pipoca que cai está para as bactérias assim como o meteoro está para os humanos. E da mesma maneira, a bactéria tem medo de ser esmagada, vê a bola negra se aproximando e corre para longe. As que ficarem ali, desapercebidas ou lerdas, são esmagadas! As outras, só depois de perceberem que na verdade o meteoro é COMIDA é que vão ao seu encontro, sobrando aí esse meio-tempo, os 10 segundos.»


neste caso não há nada a fazer...

Admito que não sou muito picuinhas com estas coisas. Como poderia? Fui escuteira durante anos e acampar no meio do monte, cozinhando em pequenos fogões periclitantes... bem, não podíamos dar-nos ao luxo de ser esquisito! Tenho quase a certeza que comi alguns insectos, caruma, ...

Bom, voltando ao presente. 

Parece que afinal mais seguro é apanhar - a bolacha que caiu, por exemplo - aos 3 segundos (toca a trabalhar os reflexos). Há pouco tempo, cientistas, que não tinham nada melhor para fazer, andaram a atirar diferentes tipos de comida ao chão e a ver que tipo de bactérias "ficavam" nos alimentos após 3, 5 e 10 segundos de permanência no chão (podem ler o artigo, em inglês, aqui). 10 segundos não resulta para todos, 5 segundos assim-a-assim, por isso vou-me ficar pelos 3. A melhor comida para cair ao chão é a processada (sal e/ou açúcar q.b.) e com pouco água (lá está, é a bolacha).

Vou aplicar esta regra só cá em casa, onde sei quantas vezes, e como, o chão é limpo. E no meio do monte, quando vou acampar (e nada se desperdiça...). Nos restantes sítios deixo para os passarinhos.