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29 de junho de 2012

203 - Fazer a minha mistura de cereais para o pequeno-almoço


Uma das coisas que sinto que mais me diferencia do comum dos mortais ("sustentavelmente" falando...) com que me cruzo (e de mim própria há uns tempos atrás!) é a necessidade de saber  - à exaustão - a história do que compro, seja um alimento, seja um produto de higiene, seja o que for... E digo-vos - se ainda não foram atingidos por este bicho - é cansativo! E imagino que, para quem, às vezes, leva com as minhas dúvidas, não seja nada agradável...

Toda esta informação que fui/vou recolhendo sobre se é ou não biológico, ético, poluente, venenoso, ... fica aqui, latente, e, mal eu pego nalguma coisa com a intenção de a adquirir... um alarme soa: 
- De que país?
- O que é esse nome esquisito?
- É testado em animais?
- Não diz se é ogm???? (Eu sei, ainda não dediquei um post a este tema, mas já ando a pô-lo em prática)
- É biológico, mas de onde?
- Ui, traz essas embalagens todas?!
- ...

E podia continuar com mais algumas questões que têm que ser satisfatoriamente respondidas antes de a minha mente concordar em trazer o que quer que seja que está na minha mão...

Conclusão: tenho-me tornado, cada vez mais, adepta do "faça você mesma".

Já há algum tempo que comecei a fazer a mistura de cereais que, nalguns dias, comemos ao pequeno almoço. Repesquei uma receita de granola aprendida com uma das minhas professoras de yoga e pesquisei receitas de muesli pela internet. E não, não é a mesma coisa. Para começar o muesli foi inventado por um senhor suíço e a granola por um americano, depois - e talvez mais importante - a granola é mais "rica em calorias" que o muesli... Mas ambos partem da mistura de ingredientes semelhantes.


a minha granola

GRANOLA

Ingredientes secos
3 copos de flocos integrais de aveia
1 copo de flocos integrais de trigo
1 copo de flocos integrais de centeio
½ copo de amêndoas picadas
½ copo de avelãs, ligeiramente trituradas
½ copo de gérmen de trigo
½ copo de sementes de sésamo
1 colher de chá de sal
½ copo de coco ralado (não ponho, odeio...)
½ copo de açúcar mascavado
1 copo de sultanas
Ingredientes molhados
2 colheres de água morna com 2 colheres de sopa de mel dissolvido
½ copo de óleo de linhaça

Misturar numa tigela grande todos os ingredientes secos, excepto o sal, as sultanas.
Juntar os ingredientes líquidos (óleo e água morna com mel) e acrescentar o sal.
Adicionar o preparado líquido aos ingredientes secos, misturando muito bem para humedecer os flocos de cereais.
Espalhar a mistura num tabuleiro grande e levar ao forno brando durante 20 a 25 minutos, mexendo a cada 5 minutos para ficar dourado por igual.
Retirar do forno, deixar arrefecer e finalmente acrescentar as sultanas. Misturar muito bem.
Guardar em frascos ou latas bem tapadas. 

MUESLI

Ingredientes
200g de flocos de aveia (se preferir, podem ser dos que se vendem já mais desfeitos)
25g de de gérmen de trigo e/ou farelo de trigo
75g de flocos de centeio ou cevada
50g de avelãs, ligeiramente trituradas
50g amêndoas laminadas
50g sultanas
100g de frutos secos picados, a gosto: alperces, figos, maçã seca, manga, cerejas, banana, ...

Método tradicional
Misturar tudo (é melhor misturar primeiro os frutos secos picados com a aveia para desfazer os "grumos" que possam formar-se).
Guardar em frascos ou latas bem tapadas (tem um tempo de conservação menor que a granola ou o muesli tostado, descrito a seguir)

Método menos ortodoxo (para quem gostar de texturas mais crocantes)
Misturar todos os ingredientes, excepto as sultanas e os frutos secos picados.
Espalhar a mistura num tabuleiro grande e levar ao forno brando durante 10 a 15 minutos, mexendo a cada 5 minutos para ficar dourado por igual.
Retirar do forno, deixar arrefecer e finalmente acrescentar as sultanas e os frutos secos picados. Misturar muito bem.
Guardar em frascos ou latas bem tapadas. 


Estas são as minhas receitas base. Há imensas, basta procurar pela internet. Nem sempre faço de igual modo. Por exemplo, da última vez que fiz granola usei flocos de cevada em vez dos de trigo e óleo de cártamo em vez do de linhaça. E no muesli raramente ponho os frutos secos picados.

Acho que ainda não há nenhuma confraria, quer de muesli quer de granola, por isso quase tudo é permitido...

24 de junho de 2012

202 - Usar mais o espanador e menos o aspirador


Apesar de não ter escrito post durante uns tempos, tenho continuado a implementar novas medidas no meu/nosso dia-a-dia. Agora vou pondo-vos a par das mesmas, como neste caso.

Este post, que escrevi quando deixei de usar o mini-apirador, foi um dos que me ajudou a ver como muitas vezes me esqueço (nos esquecemos?) das soluções mais simples... E claro que me senti um pouco estúpida...

Depois de (re)adquirido o hábito da vassourinha e do apanhador, chegou a vez do espanador substituir (nalguns dias) o aspirador.

E, provavelmente, demorou mais tempo porque a minha mãe tinha/tem um pavor a vassouras e afins dentro de casa. Porquê? A senhora que trabalhou - durante a nossa infância e adolescência - em nossa casa não era fã do aspirador. Como tal, gostava de fazer uma passagem diária pela casa de vassoura em punho. Verdade que era uma vassoura de interior, de cerdas macias (vulgo espanador), mas... fazia-o com tal vigor e entusiasmo que o pó passava directamente do chão para todas as superfícies horizontais disponíveis... A minha mãe levou meses a convencê-la da ineficácia do método e, penso que ela nunca ficou grande fã do aspirador, porque de vez em quando tinha recaídas...

Talvez por isto, vassouras - de qualquer forma e tamanho - não são a primeira solução que vem (vinha...) à minha mente.


Se vivêssemos sozinhos - e exagerando um pouco - quase não seria preciso limpar a casa. Vivemos num apartamento e deixamos o calçado à entrada, o que faz com que quase nenhum lixo chegue cá dentro. Agora, acrescentando 3 gatas (muito activas) a este cenário... passamos a ter que o fazer quase dia sim dia sim (não exagerando quase nada). Isto quer dizer que o aspirador, por aqui, não tinha descanso. E não somos maníacos da limpeza! Só quem tem gatos dentro de casa é que sabe a quantidade de pêlo que um só destes bichanos liberta diariamente... E repararam que temos 3?... Ah! Sem esquecer que uma delas gosta de ir passear e trazer folhinhas do jardim...

Então resolvemos dar uma hipótese ao espanador que andava por cá. Agora há uns mais modernos, e até umas coisas chamadas mopas. E umas até são "ecológicas" (da marca da esfregona de que falei aqui). Mas... se este já cá estava, em bom estado e cumprindo a função... Há lá solução mais sustentável?!

Assim, espaçamos a utilização do aspirador, introduzimos um novo e rápido ritual e não notamos que a limpeza do nosso lar tenha ficado prejudicada. Traduzindo: não há mais quantidade de pó, para limpar, nas prateleiras...

23 de janeiro de 2012

201 - Procurar soluções caseiras/naturais para tratar o pé-de-atleta


Quase todos os livros de medicina natural, remédios naturais, ervas medicinais, ...,  têm um aviso semelhante a este (retirado do 1001 remédios naturais):

"Não tente diagnosticar ou auto medicar problemas de saúde graves ou prolongados sem supervisão médica. Não inicie um auto tratamento em simultâneo com um tratamento médico prescrito e não exceda as dosagens recomendadas sem primeiro procurar aconselhamento profissional. Consulte o seu médico se os sintomas persistirem. Se está grávida ou a amamentar, não utilize óleos essenciais ou medicamentos à base de ervas sem antes consultar um profissional."

Posto isto, a ideia é - antes de correr para a farmácia - tentar encontrar soluções caseiras e mais naturais (e muitas vezes ancestrais e esquecidas) para, neste caso, matar o fungo que provoca o pé-de-atleta e que, volta e meia, vem visitar o Zé Manel. Ele tem cuidado, anda sempre de chinelos nos balneários, nos chuveiros, mas... é karateca... portanto, treina descalço. Em vários sítios diferentes... E, na verdade, já experimentou vários tratamentos recomendados nas farmácias. Agora vamos experimentar outra abordagem, com menos químicos e menos embalagens.

Além do livro de que falo no início do post, tenho um outro, da mesma editora, bem pequeno mas cheio de informação, "101 sugestões - ervas medicinais", de Penelope Ody. Entre estes e um que herdei, das Selecções do Reader's Digest, "Guia prático de remédios e tratamentos naturais", tenho receitas para imensos problemas de pele: psoríase, herpes, verrugas, acne, ... e, claro, pé-de-atleta. Também na internet se encontram dezenas de receitas. O problema é escolher!

Fiz uma selecção com algumas receitas que utilizam ingredientes que, normalmente, temos em casa e que são simples de pôr em prática. Imagino que fazer um unguento com cera de abelhas, lanolina anídrica, óleo de maravilha emulsionado e óleo de árvore-do-chá (receita do "101 sugestões - ervas medicinais") assuste alguns...

Para já o Zé Manel está a fazer - por recomendação de um amigo formado em medicina tradicional chinesa - banhos de chá preto, todas as noites, e está a utilizar o spray antifúngico (ver receita mais abaixo). E já sente a diferença!


Aqui ficam mais sugestões. Pode combinar uma opção para "demolhar" os pés com uma solução para aplicação local, por exemplo. A ideia é manter o tratamento escolhido até erradicar o fungo (ou, se não estiver a obter resultados, experimentar um outro)!

Receitas com VINAGRE

Spray antifúngico
O vinagre de sidra restitui a acidez natural à pele, ajudando-a a tornar-se mais resistente ao crescimento de fungos. A alfazema é antimicrobiana e acalma a comichão e a inflamação. 
125 ml de vinagre de sidra 
1/2 c. chá de óleo essencial de alfazema 
Misture num frasco vaporizador e aplique uma vez por dia, após o banho. 

Banho de vinagre

Lave e seque bem os pés. Coloque partes iguais de água morna e vinagre de sidra numa bacia. Deixe-os uns vinte minutos de molho. Repita todos os dias. 

Soluções com BICARBONATO de SÓDIO

- Coloque bicabornato de sódio na zona afectada. Irá reduzir a humidade localizada, eliminando as condições ideais para o crescimento de fungos. 
- Aplique uma pasta de bicarbonato de sódio na área, especialmente entre os dedos. Misture 1 colher de mesa de bicarbonato de sódio com um pouco de água morna. Aplique e aguarde alguns minutos. Seque bem e coloque um pouco de amido em pó nos pés.

Sugestões com ALHO:
(experimente primeiro em casa, para ver se o cheiro é perceptível...)

- esfreque alho cru, ou espalhe alho em pó, na zona afectada; 
- corte alho cru em pequenos pedaços e coloque alguns nos sapatos (quando não os está a usar...);
- amasse alho com um pouco de óleo e aplique na área;
- coma mais alho...;
- coloque alguns dentes de alho esmagados numa bacia com água morna e um pouco de álcool. Mergulhe os pés nesta solução durante alguns minutos;
- esmague vários dentes de alho em azeite e deixe repousar entre um a três dias. Coe a solução, guarde num frasco escuro e aplique o óleo de alho nas zonas afectadas, uma ou duas vezes por dia;
- coloque lascas de alho previamente cortadas entre os dedos, durante uma hora. Repita todos os dias. Se esta abordagem lhe irritar a pele, interrompa-a ou diminua a duração do tratamento.

OUTRAS abordagens:

- faça um banho de chá de pau d'arco;
- Aplique sumo de limão 1 a 2 vezes por dia na área, e deixe secar;
- a própolis é tradicionalmente usada no tratamento de fungos. Aplique extracto ou tintura directamente sobre as zonas afectadas (cuidado porque pode manchar a roupa);
- aplique óleo de árvore-do-chá (tea tree) nas zonas afectadas; 
- Esmague raiz de gengibre e adicione a água em ebulição durante 20 minutos. Depois de arrefecer aplique directamente nas zonas afectadas duas vezes por dia com algodão ou um pano limpo;
- a canela pode ser adicionada a qualquer das soluções sugeridas em cima, por ter características anti-fúngicas, pelo que poderá, e deverá, adicioná-la também a banhos de chá de hortelã, manjericão, salva, tomilho, trevo vermelho ou limão;
- impregne o seu pé numa mistura de 2 colheres de mesa de sal por litro de água morna, durante 5 a 10 minutos; seque bem e repita até que o problema seja resolvido;
- a equinácia fortalece o sistema imunitário. Tome 1/2 colher de chá de extracto de equinácia 2 vezes por dia, durante 10 dias, faça um intervalo de 3 dias e repita o tratamento, durante mais 10 dias;
- aqui tem algumas sugestões à base de cravinho (cravo-da-índia).

E, claro, alguns CUIDADOS a ter para prevenir, ou ajudar a combater, o pé-de-atleta:

- use um calçado que permita uma boa transpiração dos pés; 
- use meias de tecidos naturais e o mais frescas possível (e para ajudar a manter os seus pés secos, mude de meias várias vezes por dia); 
- lave bem as meias (a temperaturas elevadas) para matar o fungo; 
- caminhe descalço sempre que for possível para que os pés respirem e apanhem sol (em superfícies “de confiança”...); 
- banhe os pés em água de mar ou com água e sal (e seque muito bem logo em seguida); 
- evite usar o mesmo calçado 2 dias seguidos e, se possível, coloque os sapatos ao sol - os raios ultra violeta matam o fungo; 
- seque muito bem os pés após o banho, principalmente entre os dedos (troque a toalha a cada banho, e não a utilize para secar o resto do corpo); 
- use, para lavar os pés, sabão à base de enxofre ou própolis, já que têm propriedades fungicidas; 
- nos balneários e espaços públicos, use chinelos de banho para evitar o contágio ou contagiar; 
- na alimentação, dê preferência a frutas e vegetais crus, cereais integrais (tudo muito bem mastigado), beba água com abundância, limite o consumo de açúcar (alimento preferido das leveduras e fungos), gordura e cafeína. Os ácidos gordos essenciais (como o ómega 3) favorecem a cura da pele; 
- se o problema piorar e começar a ter pus ou febre, consulte um profissional.

22 de novembro de 2011

200 - Trocar livros


Esta ideia foi o culminar de várias acções:

Primeira, o estar a descobrir o poder das listas (huuuuuu!!!). Eu que olhava com um certo (mas levezinho...) desprezo para quem fazia listas para tudo e mais alguma coisa, comecei a perceber que podem ser uma mais valia. Já fazia lista de compras e lista "do que levar" quando vamos acampar ou de férias, mas sei agora que uma lista pode ser tanto um guia: quando precisamos - por exemplo - de organizar melhor o nosso tempo; como um desafio, quando temos que arrumar o guarda-fatos...; como um aliciante, quando fazemos uma lista do que vamos concretizar no próximo ano. Às vezes uma lista poder ser tudo isto (e mais ainda), como por exemplo a minha lista das "365 coisas que posso fazer..."! Mais à frente volto às listas.

Segunda, o ter decidido deixar de comprar o jornal, comprar menos revistas, "compensar" os livros que compro, isto tudo sem ler menos, claro, o que me levou a voltar a usar a biblioteca pública, onde posso, se quiser, ler jornais, revistas e livros, e trazer estes últimos para casa (assim como "cd's" e "dvd's").

Terceira, o praticar o desapego, palavra que veio ao meu encontro há uns bons anos atrás, quando me iniciei no caminho do Yoga. Claro que tem um alcance, uma profundeza de que não vou falar agora, focando-me mais no seu lado material, que vem também ao encontro de uma vida simples (na interpretação do minimalismo aplicado ao dia-a-dia, se assim o posso dizer) que tenho procurado cada vez mais. E não confundam simples com simplista...

Por isto mesmo, entusiasmei-me, no ano passado, com o bookcrossing, uma ideia genial que faz do mundo uma espécie de biblioteca. Infelizmente comigo não resultou: nunca mais soube do 1º (e único, até agora) livro que "libertei". E nunca encontrei nenhum por aí (eu sei que há pontos de bookcrossing, mas...) Está bem, vou tentar de novo, mas perdi um pouco o entusiasmo nesta ideia (romântica) de livros espalhados pelos bancos, cafés e afins.

Quarta (faltava esta) o termos decidido desligar a televisão, o que me levou a fazer uma lista (eu disse que voltava a elas) "de livros a ler". Para este facto também contribuiu o ter encontrado um recorte (que tinha guardado...) do jornal Público do início deste século (é sempre estranho dizer isto!) com os "100 melhores livros em mil anos segundo o diário El Mundo" (do século passado, o XX, portanto...). Juntei mais umas 4 listas semelhantes que encontrei na internet (umas com os melhores livros de sempre, outras com os melhores em língua inglesa, ...), retirei os livros repetidos e fiquei com uma lista de quase 300 títulos. Retirei os que já tinha lido (uns míseros 50 e tal), escolhi um por autor (quando era o caso), deixei de lado - para já - os anteriores ao nosso ano 1000 e lá cheguei ao número de 177 livros. Como a minha meta eram os 101 (porque acho mais "giro" que 100...) a selecção seguinte foi baseada na minha inspiração do momento, um pouco menos objectiva do que, imagino, as listas que me serviram de base!

Assim com mais 101 livros para ler, não querendo comprá-los (todos), sabendo que posso não encontrar alguns na bibiloteca local, nem nos tais pontos do bookcrossing, nem em casa de amigos e familiares, como fazer?

Encontrei o winking books, que, nas palavras do próprios administradores, é o local onde quem «tem livros em casa, grande parte dos quais estão arrumados na estante para nunca mais serem utilizados, um “stock” de livros abandonados» os pode usar «como "moeda" de troca e ler novos livros».



Só temos que nos registar, colocar os livros que queremos trocar (por cada livro registado recebemos 1 ponto), e quando tivermos 10 pontos podemos - regra geral - pedir o nosso primeiro livro. Também ganhamos pontos quando enviamos um dos nossos livros a alguém que o pediu (normalmente 10). É fácil, é só entrarem no site e começarem por ler as faq. Vamos vendo os nossos pedidos/envios, pontos, ... Podemos fazer uma wish list, e sermos avisados de quando aparecerem os livros que desejamos. Acreditem, dá jeito, principalmente se forem livros muito pretendidos. Esta comunidade é muito activa: muitos dos livros demoram minutos a serem requisitados. Eu ainda estava a registar o meu quarto livro e já tinha os três primeiros pedidos por diferentes leitores!

Os livros são enviados por correio, utilizando a taxa económica do livro ou taxa editorial, que já conhecia graças à Monia que, informalmente (e de forma muito simpática), quando soube que andava à procura dele, me emprestou o "No Impact Man", do Colin Beavan, e à Nídia, que me emprestou o livro que acabei de ler, "A mim não me enganam - um ano sem ir às compras", de Judith Levine, e que tem uma pequena biblioteca com os livros que empresta.

Esta taxa permite enviar livros a um preço mais baixo do que se fosse pelo correio normal... Há algumas regras:
- só se pode enviar o (um) livro, nada como marcadores, folhas, ... Se não a taxa não é aplicada;
- deve escrever-se no envelope:
contém livro,
pode ser aberto para verificação postal,
taxa editorial económica;
- o envelope deve ser fechado com fita-cola que descola facilmente (para a tal verificação) ou, como eu ("aprendi" com a Nídia) faço, usando um pequeno fio ou fita, numa laçada, assim não se rasgam os envelopes e podem ser reutilizados (eu também neles escrevo "por favor, reutilize este envelope." Pode ser que um dia me chegue um livro num destes!). Os envelopes almofadados são os melhores (até já trazem um furinho para passar o fio) e custam cerca de 0,20-0,30€ cada um.


Assim por cerca de 1€ (envelope mais a taxa de envio) podem ter um "novo" livro.

Mais livros trocados, menos livros comprados, menos árvores cortadas.

E aqui vos deixo a minha lista dos "101 livros a ler". Completei e tentei verificar os dados sobre cada livro/autor (as listas que encontrei só traziam o título do livro e o autor), e só com isso já aprendi umas coisas! Se por acaso encontrarem alguma gralha agradeço que me avisem.

001. Achebe, Chinua - Quando Tudo se Desmorona, nigéria, 1958;
002. Adams, Henry - A Educação de Henry Adams, eua, 1918;
003. Assis, Machado de - Memórias Póstumas de Brás Cubas, brasil, 1881;
004. Baldwin, James - Go Tell It on The Mountain, eua, 1953;
005. Balzac, Honoré de - A Comédia Humana, frança, 1848;
006. Baudelaire, Charles - As Flores do Mal, frança, 1857;
007. Bernhard, Thomas - O Náufrago, holanda, 1983;
008. Blake, William - Canções da Inocência/Canções do Exílio, inglaterra, 1794;
009. Boccaccio, Giovanni - Decameron, itália, 1358;
010. Böll, Heinrich - A Honra Perdida de Katherina Blum, alemanha, 1974;
011. Borges, Jorge Luis - Ficções, argentina, 1944;
012. Brecht, Bertolt - Galileu Galilei, alemanha, 1939;
013. Burgess, Anthony - Laranja Mecânica, uk, 1962;
014. Buzzati, Dino - Deserto dos Tártaros, itália, 1940;
015. Byron, Lord - Don Juan, inglaterra, 1819;
016. Camus, Albert - O Estrangeiro, frança, 1942;
017. Carson, Rachel - A Primavera Silenciosa, eua, 1962;
018. Celan, Paul - Selected Poems and Prose, roménia, (antologia de) 2000;
019. Céline, Louis-Ferdinand - Viagem ao Fim da Noite, frança, 1932;
020. Chaucer, Geoffrey - Contos da Cantuária, inglaterra, 1386;
021. Coetzee, J.M. - Desonra, áfrica do sul, 1999;
022. Conrad, Joseph - Lord Jim, polónia/inglaterra, 1900;
023. Cortázar, Julio - O Jogo do Mundo, argentina, 1963;
024. Darwin, Charles - A Origem das Espécies, inglaterra, 1859;
025. Dickens, Charles - Histórias de Duas Cidades, inglaterra, 1859;
026. Diderot, Denis - Jacques, o Fatalista, frança, 1778;
027. Doblin, Alfred - Berlin Alexanderplatz, alemanha, 1929;
028. Dostoyevsky, Fyodor - O Idiota, rússia, 1869;
029. Dreiser, Theodore - Uma Tragédia Americana, eua, 1925;
030. Eliot, George - A Vida Era Assim em Middlemarch, inglaterra, 1874
031. Eliot, T.S. - A Terra Desolada, eua/uk, 1922;
032. Ellison, Ralph - O Homem Invisível, eua, 1952;
033. Faulkner, William - Luz em Agosto, eua, 1932;
034. Flaubert, Gustave - Educação Sentimental, frança, 1869;
035. Forster, E. M. - Passagem para a Índia, inglaterra, 1924;
036. Galbraith, John Kenneth - A Sociedade da Abundância, canadá/eua, 1958;
037. Gide, André - O Imoralista, frança, 1902;
038. Gogol, Nikolai - Almas Mortas, rússia, 1842;
039. Golding, William - O Deus das Moscas, inglaterra, 1954;
040. Grahame, Kenneth - O Vento nos Salgueiros, uk, 1908;
041. Graves, Robert - Eu, Cláudio, uk, 1934;
042. Greene, Graham - O Terceiro Homem, inglaterra, 1949;
043. Hammett, Dashiell - O Falcão de Malta, eua, 1930;
044. Hemingway, Ernest - Por Quem os Sinos Dobram, eua, 1940;
045. Hesse, Hermann - O Lobo da Estepe, alemanha/suiça, 1927;
046. Ibsen, Henrik - Casa das Bonecas, noruega, 1879;
047. Ionesco, Eugène - O Rinoceronte, roménia/frança, 1959;
048. James, William - As Variedades da Experiência Religiosa, eua, 1902;
049. Joyce, James - Ulisses, irlanda, 1922;
050. Kafka, Franz - Amerika, alemanha, 1927;
051. Kawabata, Yasunari - O Som da Montanha, japão, 1949-54;
052. Kerouac, Jack - Pela Estrada Fora, eua, 1957;
053. Kipling, Rudyard - Kim, uk, 1901;
054. Lawrence, D.H. - Filhos e Amantes, inglaterra, 1913;
055. Lessing, Doris - O Caderno Dourado, uk, 1962;
056. Lorca, Federico García - Baladas Ciganas, espanha, 1928;
057. Mahfouz, Naguib - Filhos de Gebelawi, egipto, 1959;
058. Mailer, Norman - Os Duros Não Dançam, eua, 1984;
059. Mallarmé - A Tarde de um Fauno, frança, 1876;
060. Malraux, André - A Condição Humana, frança, 1933;
061. Mann, Thomas - A Montanha Mágica, alemanha, 1924; (a ler, neste momento)
062. Marx, Karl - O Capital, alemanha, 1867;
063. McCullers, Carson - Coração, Solitário Caçador, eua, 1940;
064. McEwan, Ian - Expiação, inglaterra, 2001;
065. Milton, John - O Paraíso Perdido, inglaterra, 1667;
066. Morrison, Toni - Song of Solomon, eua, 1977;
067. Musil, Robert - Homem sem Qualidades, áustria, 1930-43;
068. Nabokov, Vladimir - Fogo Pálido, rússia, 1962;
069. Neruda, Pablo - Confesso que Vivi, chile, 1974;
070. O’Neill, Eugene - A Longa Jornada Adentro, eua, 1941;
071. Orwell, George - 1984, inglaterra, 1949;
072. Pirandello, Luigi - Seis Personagens em Busca de um Autor, itália, 1921;
073. Pound, Ezra - Os Cantos, eua, 1964;
074. Pullman, Philip - Mundos Paralelos, uk, 1995-2000;
075. Queiroz, Eça de - A Ilustre Casa de Ramires, portugal, 1900;
076. Rhys, Jean - Vasto Mar de Sargaços, dominica, 1966;
077. Rimbaud, Arthur - Uma Estação No Inferno, frança, 1873;
078. Rosa, Guimarães - Grande Sertão: Veredas, brasil, 1956
079. Rousseau, Jean-Jacques - O Contrato Social, suíça, 1762;
080. Rulfo, Juan - Pedro Páramo, méxico, 1955;
081. Rushdie, Salman - Os Filhos da Meia-Noite, índia, 1980;
082. Salih, Tayeb - Tempo de Migrar para o Norte, sudão, 1966;
083. Salinger, J. D. - O Apanhador no Campo de Centeio, eua, 1951;
084. Shakespeare, William - Sonetos, inglaterra, 1609;
085. Shikibu, Murasaki - A História de Genji, japão, 1000-12;
086. Sterne, Laurence - A Vida e Opiniões de Tristam Shandy, irlanda, 1759-69;
087. Svevo, Italo - A Consciência de Zeno, itália, 1923;
088. Tanizaki, Junichiro - As Irmãs Makioka, japão, 1948;
089. Tchekhov, Anton - As Três Irmãs, rússia, 1901;
090. Tolstói, Lev - A Morte de Ivan Ilich, rússia, 1886;
091. Turgueniev, Ivan - Pais e Filhos, rússia, 1862;
092. Updike, John - Corre, Coelho, eua, 1960;
093. Warren, Robert Penn - All The King's Men, eua, 1946;
094. Waugh, Evelyn - Um Punhado de Pó, inglaterra, 1934;
095. West, Nathanael - O Dia dos Gafanhotos, eua, 1939;
096. Whitman, Walt - Folhas de Erva, eua, 1855;
097. Wiesel, Elie - Noite, românia/eua, 1958;
098. Williams, Tennessee - Um Eléctrico Chamado Desejo, eua, 1947;
099. Woolf, Virginia - Rumo ao Farol, inglaterra, 1927;
100. Wright, Richard - O Filho Nativo, eua/frança, 1940;
101. Xun, Lu - Diário da Loucura e Outras Histórias, china, 1918.

17 de outubro de 2011

199 - Encontrar um substituto vegetal para o óleo mineral que uso depois do duche


Sou um bocadinho preguiçosa no que toca a espalhar creme pelo corpo... daí que "antigamente" usava óleo mineral, vulgo óleo de bébé. É só espalhar umas gotinhas no corpo saído do duche, limpar com a toalha e já está!

Depois descobri, com a Sylvia, que o óleo mineral é um derivado da produção de gasolina (petróleo!!! bahhh...) e passei a usar o creme de corpo que aprendi a fazer numa das oficinas.

Mas (lá está...) no inverno passado o boião durou imeeeeenso tempo. Quando está frio, passar alguns minutos extra como vim ao mundo a espalhar creme dos pés aos pescoço não é propriamente um programa aliciante.

A antecipar a próxima temporada "fresca" comecei a procurar uma solução alternativa (mas equivalente...) ao óleo mineral: o óleo vegetal.

O único que encontrei à venda foi da Eucerin (à venda em farmácias) que - na minha lista - aparece nas empresas que não testam em animais. Mas um frasco de 125ml custa cerca de 14€, quando 500ml de óleo mineral custa, sensivelmente, 4€.

Ao olhar para os ingredientes daquele (óleo de girassol, óleo de amêndoa, óleo de jojoba, óleo de macadâmia) lembrei-me - quase em simultâneo - que tinha bastante informação sobre as propriedades de vários óleos (mais uma vez, aprendi com a Sylvia) e que na antiga medicina ayurvédica só usam no corpo o que também podem comer...

E decidi fazer o meu óleo vegetal.

Inspirei-me também no livro dos 1001 remédios naturais (de que já falei aqui) e criei a minha receita. Fui fazendo pequenos ajustes, e pretendo experimentar óleos diferentes, mas uso há dois meses o óleo que vou partilhar com vocês e estou extremamente satisfeita (até já parece um anúncio...).

Usei óleos "oleosos" (sim, existem óleos "secos", como o de grainha de uva ou o de cânhamo, por exemplo, bons para peles oleosas) porque a pele do meu corpo é mais para o seco, principalmente no inverno. Dentro dos oleosos escolhi os que vêm de mais perto: de Portugal ou de países europeus.

Não faço uma grande quantidade de cada vez: por uma questão prática (e de ironia...) reutilizei o frasco de 500ml do óleo mineral (tem uma tampa de segurança e não se parte, o que é bom porque o levo para muitos sítios) mas se o fizerem podem juntar vitamina E (é um antioxidante natural).

150ml de azeite virgem extra (português)
150ml de óleo de linho
150ml de óleo de amêndoas doces
10 gotas de óleo essencial de alfazema (biológico e português!) para, entre outras coisas, dar "cheirinho" (podem substituir por outro óleo essencial, cada um tem propriedades diferentes)

Não tem nenhuma técnica especial, é só colocar no recipiente e está pronto a usar (eu agito o frasco antes de cada utilização)! E custa, mais coisa menos coisa, 2,5€ cada 500ml...


Experimentem este, façam um ao vosso gosto, testem várias combinações e se tiverem alguma dúvida contactem-me.

2 de outubro de 2011

198 - Beber café numa chávena e não num copo de plástico (mais uma resolução do Zé Manel)


Personagens
Ema
Zé Manel

Cena
A sala de estar de um pequeno apartamento, cheia de livros, fotografias e algumas plantas. É de noite. Num cesto dormem tranquilamente 3 gatas. A televisão está desligada. Ema e Zé Manel estão sentados num sofá confortável, ela tem uma revista nas mãos, ele um computador portátil. Vão conversando sobre os acontecimentos do dia de cada um.

Zé Manel - ... e então quando tinha acabado de tomar o café da máquina (referindo-se às máquinas automáticas de bebidas) e entrado na sala dos professores, tocou o telemóvel e era o Carlos. Tive que sair outra vez e estive a conversar com ele um bom bocado.
(um pequeno silêncio)
Ema - Tomas café da máquina? (vai folheando a revista)
Zé Manel - Sim. (enquanto continua a fazer algo no computador)
Ema - Não têm bar na escola?
Zé Manel - Temos. (continua atento ao computador)
(outro silêncio, um pouco mais demorado)
Ema - É longe da sala dos professores? Muito longe? (acentuando o muito)
Zé Manel - (algo distraído) Não, é perto.
(um longo silêncio)
Ema - (calmamente) Quer dizer que todos os dias tomas café tirado de uma máquina - que está constantemente ligada à corrente -, num copo de plástico, que mexes com uma "colher" de plástico, ao invés de o tomares numa chávena de louça, com uma colher de metal, ao balcão do bar?
(um ainda mais prolongado silêncio)
Zé Manel - (desviando os olhos do computador e fixando-os nos de Ema) Pois...
(uma pausa)
Zé Manel - (pesaroso) Nunca me tinha ocorrido...
(mais um pequeno silêncio)
Ema - O Carlos tinha novidades?...


20 de setembro de 2011

197 - Deixar de ver televisão


Estive a fazer contas e neste momento estou há 53 dias sem ver televisão, excepto curtos visionamentos em casas de outros.

E foi muito natural: fomos de férias, para longe de todas as tecnologias, e quando voltámos não sentimos vontade de ligar a caixa... até agora!

Bom, na verdade, o Zé Manel sentiu... ligou-a para ver um jogo de futebol (ele diz que jogos de futebol não contam!)

Não está a custar nada. Há uns tempos, já tínhamos decidido ligar a televisão só depois das 22h, por causa do bi-horário, (e, já na altura, o futebol era a excepção... Até parece que o Zé Manel é fanático, mas não é, acreditem. Às vezes até nem se lembra de que a equipa dele está, ou vai, jogar...).

Depois, pelo mesmo motivo, decidi usar, sempre que possível, o computador à noite. Infelizmente não posso fazê-lo "apenas" à noite - como pensei - sob o risco de dormir menos do que o necessário...

Ao pesquisar para esse post, encontrei vários estudos sobre os malefícios de usar televisão, computador, consola, ... antes de dormir. Agora encontrei um (apoiado por mais uns quantos) que conclui que ver 1h de televisão diária reduz a esperança de vida em 22 minutos (o estudo refere que quem vê 6h de televisão, por dia, pode ver a sua esperança de vida reduzida em quase 5 anos).

Seis horas por dia a ver televisão???

Como o meu tempo a ver televisão já não era muito, e tenho sempre coisas para fazer, não fiquei com nenhuma sensação de tempo para encher, mas...

.. o meu receio é fraquejar quando vier o frio e a chuva e a vontade para ficar enrolada na manta a vegetar.

Já por isso estou a criar (ou a "repescar") hábitos saudáveis e saborosos (...), que possam ser feitos enrolada na manta...:

- ler mais (estou a fazer uma lista de "livros a ler");
- voltar a desenhar (algo que adoro fazer e que tenho desleixado);
- insistir no tricotar: quando me decidi a fazê-lo, a coisa parecia bem encaminhada, mas afinal ainda não se tornou num verdadeiro prazer (mas eu quero, a sério!!!)


Se passa - seja mais ou menos - tempo em frente à televisão e quer deixar de o fazer (ou reduzir), deixo-lhe uma lista de "51 coisas para fazer em vez de ver televisão" (para todos os gostos, idades, condições, ...), onde estão algumas de que me lembrei e outras trazidas de sites diversos, todas elas - espero eu - aliciantes:

01. leia mais: para si, para as crianças, para alguém que já não pode;
02. passeie: sozinho, acompanhado, com o cão;
03. inscreva-se em aulas de algo que gostaria de aprender ou aperfeiçoar: cozinhar, tricotar, pintar, dançar, …;
04. dedique-se à jardinagem, ainda que só em vasos;
05. cozinhe uma refeição gourmet;
06. dê um passeio de bicicleta;
07. visite um museu;
08. faça exercício: em casa, no ginásio, na rua: nadar, correr, ...;
09. medite;
10. faça voluntariado;
11. organize as suas fotografias - e pode fazer os seus próprios álbuns;
12. faça um bolo - ou bolachas;
13. converse: com um amigo, familiar, companheiro, ...;
14. monte um puzzle;
15. namore, namore, namore;
16. aprenda uma língua nova;
17. ouça rádio - ou a sua música;
18. faça uma equipa com os seus amigos, familiares, vizinhos: futebol, andebol, voleibol, ténis, …;
19. dance;
20. aprenda a tocar um instrumento musical;
21. faça uma caminhada num parque/reserva natural;
22. brinque com o(s) seu(s) filho(s);
23. aprenda a identificar e aprecie as estrelas;
24. visite uma feira de velharias e/ou de antiguidades;
25. convide, para um chá por exemplo, alguém com quem já não está há muito tempo;
26. (re)descubra os jardins/espaços verdes na sua vizinhança;
27. organize uma festa;
28. encontre o seu passatempo: crochet, costura, bricolage, pintura, origami ...;
29. redecore uma divisão da sua casa - ou duas, ou três, ...;
30. veja o pôr do sol ou o nascer do sol - ou ambos;
31. ligue - e converse - com os seus familiares que se encontram longe;
32. alugue um filme antigo;
33. faça uma horta (até na varanda...);
34. volte a estudar;
35. escreva: uma carta, um diário, um poema, um conto, um livro, ...;
36. faça lembranças para oferecer;
37. experimente “aquela” receita;
38. vá até à biblioteca;
39. brinque com o(s) seu(s) animal(is) de estimação - ou adopte um;
40. visite a sua cidade;
41. jogue: damas, xadrez, trivial pursuit, jogo da glória, ...;
42. saia com os amigos;
43. participe num grupo de teatro amador;
44. faça um piquenique;
45. organize uma noite de jogos de cartas;
46. junte-se a um clube de leitura ou inicie um;
47. faça palavras cruzadas;
48. arranje uns binóculos e observe e aprenda a identificar pássaros - ou borboletas...;
49. fotografe;
50. vá a um concerto, a uma peça de teatro, ao cinema;
51. FAÇA ALGO ARROJADO (mas lembre-se que a prisão não é - presumo - um sítio agradável. E, provavelmente, tem televisão...)!!!

15 de setembro de 2011

196 - Comprar algodão hidrófilo biológico


Foi por mero acaso que encontrei o algodão da marca francesa Bocoton (adoro o nome! Experimentem dizê-lo em voz alta, "à portuguesa" e, de preferência, com pronúncia portuense...).

Como estava a dizer, andava eu "num recado" pelo Jumbo - onde vou cada vez menos (assim como a outras grandes superfícies) - quando, ao passar por um dos corredores dos produtos de higiene e beleza, o meu eco-radar (...) disparou.

Já andava há algum tempo a pensar em como substituir o algodão em rama que estava quase a acabar. Como só me maquilho quando o rei faz anos, uma embalagem dura imenso tempo, porque praticamente só uso o algodão para fazer... cotonetes (e não, não é bom para limpar feridas: gaze é o ideal).

É verdade, depois de ter decidido comprar uns "esqueça as cotonettes", percebi (como também me disseram algumas seguidoras do blog... infelizmente após a minha compra...) que aqueles são bons para raspar cera (que imagem bonita!) e não para secar os ouvidos após um duche... Agora a Dmail até tem outros, mas não vou mais nestas modernices.

Assim, apesar de ter encontrado - como disse na altura - uns cotonetes em que o "pauzinho" é de papel enrolado (com o nome fantástico de Pinoca) e de a Ana ter referido uns da marca Auchan (Jumbo) com algodão biológico e a haste de papel (que não vi por lá), decidi manter os resíduos no mínimo possível: reservando - junto do algodão - um fósforo, palito (sem a ponta bicuda...) ou - como no meu caso - o "esqueça as cotonettes" (que é de metal), é só pegar num pedacinho de algodão e enrolar à volta da extremidade do suporte e pronto! Utiliza-se e no fim deita-se fora só o algodãozinho.

Parece rebuscado? Difícil? Desnecessário? Olhem que não! Pelo menos comigo funciona muito bem. E se no princípio não me saía, à primeira, um cotonete perfeito, agora em segundos faço todo o processo. Ainda por cima, trabalhamos a perícia manual...

De qualquer maneira já sabem que há cotonetes amigos do ambiente, não só da marca Auchan, mas também da Bocoton: tem também discos desmaquilhantes (se bem que, neste caso, deve haver outras soluções ainda mais sustentáveis, como um paninho ou desmaquilhantes líquidos...) e o algodão em bolas que comprei.


O algodão é não OGM, cultivado sem pesticidas sintéticos. É branqueado com água oxigenada (e não cloro) e, claro, é proveniente do comércio justo, respeitando o ambiente e os agricultores. Até o saco é biodegradável, feito de amido de milho não OGM! E é giro, com uns cordéis, o que permite a sua reutilização depois de vazio.

Se ainda tiverem cotonetes com a haste em plástico para gastar, depois de os utilizarem cortem as pontinhas e deitem a haste para o ecoponto amarelo. Podem até ter um mini ecoponto na casa-de-banho como a Ana (antes de mudar para os cotonetes biodegradáveis).

30 de maio de 2011

195 - Ter uma horta... na varanda


Tudo começou com as primeiras aromáticas, há cerca de um ano. Depois adoptámos uma família de minhocas... Fiz as minhas primeiras sementeiras...



E agora temos uma pequena horta na nossa varanda: em vasos temos óregãos, hortelã, alecrim, aipo, cebolinho, manjericão, mirra (hei-de experimentar fazer incenso), fisalis (oferecido bem pequenino), arruda (para "captar" as lagartas, afugentar alguns insectos e, para quem for supersticioso, o mau-olhado... ), 2 pés de tomates-cereja, saponária (não a árvore das nozes, ...), cravos-túnicos (para afugentar mais bichinhos indesejados); num canteiro feito pelo Zé Manel com restos de madeira não tratada, há alfaces diversas, mais cebolinho (as carteirinhas têm muitas sementes...) e rúcula. E o nosso plátano, uma sardinheira, e uma begónia herdada com, provavelmente, mais anos do que eu. Nada mau num espaço com 2,0m por 1,0m, "hem"?

E o tamanho (da varanda) não é desculpa, nem não ter varanda... Há soluções verticais originais, tanto para o exterior...


... como para o interior.


Para rentabilizar o espaço da nossa varanda - que não tem paredes - comprei simples suportes para floreiras, onde coloquei os vasos, do género destes:


E não há falta de informação, até porque as hortas urbanas estão na moda. Quase todas as cidades têm iniciativas, umas camarárias, outras de associações ou até de pequenos grupos de pessoas, para aproveitar espaços mais ou menos abandonados, transformando-os em belas hortas familiares.

Existem cada vez mais hortelões e "hortelãs"... E muitos deles partilham as suas experiências aqui pela blogosfera, ajudando quem (como eu) ainda é uma "hortelinha". Além do blog da semente à árvore, de que já falei aquando das sementeiras, há outros como o trumbuctu, o jardim com gatos, o cantinho verde, ... e muitos outros (também gosto deste e deste, em inglês), com dicas, calendários, sugestões úteis tanto para quem tem uma horta como para quem tem apenas uns vasos. E claro, as redes sociais permitem colocar dúvidas e, muitas vezes, ter uma dezena de respostas úteis, num curto espaço de tempo, e também ter acesso sobre formações na área (horta em casa, jardim de guerrilha, cidade das hortas, ...).

Temos sempre os livros. Este parece-me muito engraçado (e útil), este e este são bem apelativos e gráficos, e eu fiquei interessada neste e neste... Claro que tenho sorte e já tenho acesso, não só a literatura técnica (às vezes até técnica demais...) mas também a uma conselheira: a minha mãe que, como já disse algumas vezes, se dedica à agricultura biológica. E encontram-se, incluindo nalguns quiosques, dois deliciosos "almanaques anuais", verdadeiras preciosidades de sabedoria popular: O Borda d'Água e O Seringador (E também há O Novo Seringador, mas ainda não estudei as diferenças).

Para começar convém estudar a varanda (parapeito, floreira, ...) que vai acolher a horta. Que tipo de exposição solar tem (convém "apanhar" sol durante 5 a 6 horas por dia), se está protegido do vento ou, caso tal não aconteça, se é possível instalar protecção (rede, cerca, ...). Depois, que tipo de recipientes vai usar: aqui apresentam explicações detalhadas sobre o tipo de canteiros que se pode/deve construir, com medidas, materiais, ... Se nunca plantou nada pode seguir estes passos (ou este vídeo) sobre como começar uma pequena horta ou jardim de aromáticas num vaso. Neste site (e neste) pode escolher - e conhecer melhor - o que plantar. Pode até desenhar a sua horta. Muito giro! (O que a gente encontra pela net...). E é regar, cuidar, para depois poder apreciar os frutos do seu trabalho. As nossas alfaces (e a rúcula) são muito saborosas! E que não nos/vos aconteça como ao Sandro, que não conseguiu escoar a produção...

(a carteirinha trazia sementes de diferentes tipos de alface, todas óptimas!)


Claro que tudo isto só faz sentido se for biológico. E penso que é uma premissa geral para quem se mete nestas andanças porque pelos vários blogs e grupos onde "viajo", toda a gente (salvo erro) tem o cuidado de não usar químicos, procurando "ingredientes" e soluções o mais naturais possível: biológico, permacultura, calendário lunar, entre outros, são termos comuns pelas hortas virtuais. Ainda tenho muito que aprender!

Por isto, uma das minhas primeiras preocupações foi: " E a poluição, senhores?" Sim, porque moro na cidade, porque as plantas absorvem "coisas" do ar... Aliás foi quando vi as hortas do Mike, em New York que fiquei mais consciente deste problema: é que a poluição atmosférica naquela cidade vê-se. Então depois de um nevão, é ver as partículas pretas a cobrir a neve imaculada, em horas...

E não é que a minha preocupação tem fundamento?

O programa Biosfera já fez um episódio sobre este assunto. Ainda tentei ver a qualidade do ar por estas bandas, no sítio da Agência Portuguesa do Ambiente, mas, ou é "um pouco confuso" para mim ou estava preguiçosa... e não percebi quase nada. Mas fiquei mais descansada quando alguém entendido me disse que a minha hortinha está numa zona boa: temos muitas árvores à volta, temos um pulmãozinho mesmo ao lado (o parque do Inatel) e um belo pulmão um pouco mais abaixo (o Parque da Cidade) e logo a seguir o Mar!!! Por isso parece que as minhas alfaces são saudáveis. A água (reutilizada da lavagem dos vegetais, do início dos duches, ...) - também fica sempre em repouso 24h antes de ser usada na rega.

O que vos posso dizer mais? É muito boa a sensação de ver despontar algo que semeamos, observar esses delicados rebentos crescerem viçosos, enterrar as mãos na terra, apercebermo-nos das pequenas alterações ao longo dos dias... Ai, que bonito...

E como as imagens podem ser inspiradoras aqui deixo hortas para todos os gostos, das muitas encontradas por essa net fora... A imaginação não tem limites!


esclarecedora...


arrumadinha


projectada...


..."espontânea"!


apertadinha (como a nossa...)


reutilizando garrafas de plástico, assim...


... ou assim!


à medida


reutilizando uma sapateira


esta solução tem fãs entre os arquitectos... também "se dá" no exterior!


sacos-horta transportáveis, para quem não fica muito tempo no mesmo sítio!


16 de maio de 2011

194 - Utilizar o computador apenas à noite

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Bom, esta é fácil!

Já tínhamos decidido ligar a televisão apenas depois das 22h (às vezes, temos uma ou outra recaída...), e sempre usámos a mesma lógica para ligar a máquina de lavar roupa. Isto porque temos o bi-horário diário: entre as 22h e as 8h a electricidade fica-nos mais barata (e indirectamente estamos a contribuir para poupar energia).

Agora, ao redifinir horários e acomodar novos hábitos e tarefas - e numa tentativa de ser "um bocadinho..." mais organizada - decidi guardar as horas depois do jantar para o uso do computador.

A verdade é que comecei a ficar (um pouco...) preocupada com o tempo que passo à frente do computador. Depois de anos e anos a trabalhar dia após dia (e às vezes noites também) em frente a um monitor, passei por um período bem tranquilo, em que - exceptuando algumas alturas de entregas de trabalho - estava poucas horas por dia no computador.

Gradualmente, voltei a precisar de mais tempo com este bichinho: mais emails a ler e a responder, posts a escrever, pesquisas a fazer, ir ao facebook... além de outras tarefas habituais.

E comecei a reparar que às vezes me perco, principalmente quando ando pela internet (óbvio!)...


Não tenho nenhum problema de dependência (ufa!...), pelo menos segundo este teste, que encontrei em vários sites: sou "uma utilizadora média. Por vezes posso até navegar na internet um pouco demais, no entanto, tenho controlo sobre a sua utilização". Fico mais descansada...

Assim, com as horas mais contadas, tenho que me coordenar melhor, porque não quero roubar tempo ao meu sono de beleza!

O engraçado (talvez não seja a melhor palavra...) é que ao andar à procura de informação para este post, descobri, precisamante, notícias sobre um estudo brasileiro e um outro americano sobre a influência do uso do computador à noite na qualidade do sono. Além de, na maior parte das vezes, o seu uso (e da televisão, consolas, ...) ocupar horas que deviam ser passadas a dormir, também a exposição à sua luminosidade desregula a produção de melatonina (responsável pelo sono), alterando os ciclos sono-vigília.

Até agora não senti nenhum efeito, nunca tive problemas de sono, mas vou estar atenta. Se tal acontecer vou começar a madrugar e a usar o computador até às 8h. Pois, pois...

Ah, e se me encontrarem pela internet durante o dia, ficam a saber que não estou em casa, mas - provavelmente - no meu espaço, onde, por razões várias, o computador está ligado na "hora de expediente"...

14 de maio de 2011

193 - Tratar os escaldões com aloe vera pura


Mais ou menos por esta altura, todos os anos, um fenómeno ocorre... o Zé Manel "apanha" um escaldão. Esquece-se de que o sol fica mais forte, que há uns produtos fantásticos chamados protectores solares (que aliás devia usar todo o ano, visto estar muito tempo ao ar livre), uns outros chamados bonés, ... enfim! Nada, nada bom, nem a curto, nem a longo prazo.


Normalmente usa loções para depois do sol e/ou (dependendo da profundidade do escaldão) "cremes de alívio" comprados na farmácia.

Mas não este ano!

Lá andei eu - rapidinho... - à procura de uma solução natural.

Encontrei várias receitas (que deixo mais abaixo) mas - para nós - a melhor foi também a mais simples: a antiga, famosa (cada vez mais) e multifacetada aloe vera. No seu estado puro. Esta planta (não é um cacto, embora pareça) tem propriedades antibacterianas, cicatrizantes, rehidratantes. É um óptimo regenerador e antioxidante natural, o que a torna numa óptima opção para tratar queimaduras (e não só solares).

Basta retirar uma folha (se se puxar delicadamente, sai direitinha), cortá-la em pedaços com cerca de 6 cm (neste caso, que era para aplicar no rosto), cortar cada um na longitudinal, expondo a maior área interior possível. A polpa é viscosa mas macia. Faz lembrar, um bocadinho, baba... (por isso os brasileiros - sempre práticos - lhe chamam babosa). Depois é passar, delicadamente, o interior dos pedacinhos nas zonas afectadas. À medida que cada um pedaço fica seco (uma das características do aloe vera é a capacidade de penetrar nos tecidos) vai-se substituindo por outro, com calma, para dar tempo à pele de ir absorvendo o sumo. Também se pode descascar a folha, picar a polpa e aplicar no rosto (mas dá mais trabalho, "escorrega" e o resultado é idêntico). No rosto do Zé Manel (que tem a pele para o moreno e que "apanhou" - desta vez - um escaldão moderado...) apliquei 1 folha com cerca de 50 cm por dia, durante 3 dias (antes de deitar). Em seguida, começou a aplicar, também à noite, um creme bem hidratante. Os especialistas aconselham cremes à base de vitamina E, ceramidas ou manteiga de karité, mas neste caso foi um feito por mim (aprendi com a Sylvia).


Resulta optimamente! A pele ficou muito menos seca (em comparação com os outros anos) e não começou a "escamar". Aprovado. Claro que do belo moreno "à trolha" já não se livra: mas diz que o nome tem que ser alterado porque os trolhas tiram a t-shirt, e ele não pode dar aulas em tronco nu (havia de ser um sucesso!!!)...

Se não tiverem a sorte de ter dois enormes aloe vera, com mais de 30 anos, no jardim do vosso prédio (plantados pela minha tia e um vizinho) aconselho-vos a arranjar um. Até porque é "remédio para muitos males"...

E aqui ficam - com mais ingredientes... - algumas receitas (do livro que falei aqui). Outras haverá, por certo!

Gel de aloe vera

60g de folha de aloe vera, sem pele e picada
1000 mg de vitamina C em pó
800 UI de óleo de vitamina E
1 colher de chá de óleo essencial de alfazema

(a vitamina C, a E e o óleo essencial de alfazema também favorecem a cura da pele e ajudam a conservar o gel)
Coloque todos os ingredientes numa misturadora limpa e misture bem. Guarde num frasco de vidro limpo, no frigorífico, e aplique várias vezes por dia na queimadura. Esta mistura mantém-se fresca durante cerca de dois meses se conservada no frigorífico.

Spray facial refrescante

60 ml de infusão de chá verde
60 ml de sumo de aloe vera
1/4 de colher de chá de óleo essencial de alfazema

Misture tudo num frasco vaporizador. Agite bem. Vaporiza a pele queimada. Mantenha no frigorífico e utilize no espaço de duas semanas.

Outro spray facial refrescante

1 colher de chá de hamamélis destilada
20 gotas de óleo essencial de alfazema
60 ml de água de rosas
180 ml de sumo de aloe vera

Misture a hamamélis e a alfazema num frasco vaporizador. Agite vigorosamente. Adicione a água de rosas e o aloe vera e agite novamente. Guarde no frigorífico e vaporize a pele sempre que desejar.

Refrescar a pele

Misture uma gota de óleo essencial de alfazema com uma colher de sopa de gel de aloe vera. Espalhe sobre a pele.

Máscara de iogurte

1 colher de chá de iogurte natural gordo
1 gota de óleo essencial de lavanda

Misture os ingredientes até obter uma pasta e espalhe-a sobre a pele. Remova com água tépida após 15 minutos.

Máscara de mel

2 colheres de chá de mel virgem
2 colheres de chá de gel de aloe vera
2 gotas de óleo essencial de alfazema

(o mel hidrata, o aloe vera ajuda a arrefecer e a cicatrizar e o óleo essencial de alfazema promove a produção de células saudáveis da pele)
Misture tudo. Humedeça a cara com água fria, aplique a máscara e mantenha-a por 20 minutos. Lave com água tépida.

Alívio para as pálpebras

Feche as pálpebras inchadas e queimadas do sol e cubra-as com rodelas de pepino ou saquetas de chá frias por 15 minutos.

30 de abril de 2011

192 - Encontrar um enchimento amigo do ambiente para os nossos "puffs"

Quando viemos viver para este apartamento os meus irmãos ofereceram-nos dois puffs (ou pufes...). Claro que sou eu que mais os uso. Como não sou lá grande Lady (...) estar sentada direitinha num sofá não é para mim. Como é que pode ser melhor do que estar confortavelmente enroscada num puff, a ler um livro, por exemplo?...


No outro dia, um amigo meu sentou-se num deles e atirou-me um "tens que encher estas coisas..." e nesse momento reparei que realmente estavam mais murchitos...

Ontem abri o fecho de um deles e... Arghhhhhhh!!! Fiquei rodeada de bolinhas de esferovite!!!!!!
Confesso, não me lembrava do recheio dos meus queridos puffs. A sério! Acho que sofri de amnésia super selectiva: até ao segundo em que nevou na nossa sala, eu tinha bloqueado esta (mais do que óbvia) informação...

E agora?

Eu, que desde que escrevi este post (leiam-no se quiserem mais informação sobre os pontos negativos do esferovite), fujo de tudo o que é de esferovite e me esfalfo para encontrar utilidade para as poucas coisas que aqui aparecem neste material, tenho, no meu lar, dois monstros comedores de esferovite para alimentar! (Hoje estou com a veia dramática bem activa...)


Toca a procurar um enchimento bem "verde", Ema!

E não é que há alternativas biodegradáveis?!

Primeiro encontrei um susbtituto à base de amido. Mas também encontrei um estudo que fala sobre o facto de este material servir de alimento a insectos, o que pode levar à disseminação de pragas através de embalagens, portanto esta solução não deve ter muitos fãs...

Encontrei depois, no Brasil, a Bioespuma, feita à base de óleo de mamona. Parece que também tem amido na sua composição... e penso que ainda está em fase de desenvolvimento.

Mas por lá já há empresas que comercializam os seus produtos em embalagens, biodegradáveis e compostáveis, de fécula de mandioca.

Também está em desenvolvimento uma solução à base de proteína de leite e argila, que foi descoberta por acidente.

Mas eu fiquei fã (pelo menos para já...) da solução desenvolvida por dois jovens americanos, à base de raízes de fungos e resíduos agrícolas, o Mycobond (podem ler mais aqui, aqui ou aqui).


Infelizmente não encontrei nenhuma destas opções por cá, nem em embalagens, nem em flocos, nem em bolinhas...

Ainda tive esperança de encontrar este enchimento, que reutiliza EVA - espuma vinílica acetinada. É verdade que é um material sintético, mas é uma maneira de não ir para ao lixo. Mas também não a encontrei por aqui.


Solução? Encontrei uma - pelo menos por agora.

Lembrei-me de que tinha um saco enorme cheio de "batatas fritas" de esferovite.


Aqui há uns bons anos recebia uns produtos de higiene e beleza, de uma marca aparentemente mais amiga do ambiente, que vinham em caixas de cartão cheias destas "batatas" (...). Como já sabia o mal que estas coisinhas podiam provocar, guardei-as (ou não fosse eu de guardar tudo...) na esperança de lhes dar uso. E lá fui eu ao armário das 1001 coisas. (Reparei que algumas batatas são amareladas. Serão de outro material que não esferovite?...)

Et voilá!!! Rejuvenescidos, e igualmente confortáveis, ficaram os nossos puffs!

Claro que quando voltarem a achatar vou ter que inventar outra solução, porque as batatinhas acabaram... Talvez triture rolhas de cortiça, o que acham?...

11 de abril de 2011

191 - Fazer sementeiras reutilizando materiais

Até há cerca de um ano a minha única experiência com sementes era a germinação, que tinha feito durante alguns anos (hábito que por essa altura retomei).

Depois semeei algumas árvores. E correu bem (temos um plátano a crescer na nossa varanda!!!)

Portanto quando decidi ter ervas aromáticas, fiz o que alguém que não percebe nada do assunto mas que acha que sabe faz: "atirei" as sementes para a terra e esperei que nascessem (regando-as, claro...).

Agora, um bocadinho mais sábia, já sei que nem sempre é assim tão simples (por isso é que algumas plantas não nasceram)...

Aprendi que é preciso fazer sementeiras, que algumas sementes/rebentos devem ficar em estufa, ou dentro de casa, que às vezes é preciso transplantar, mondar, ...

Há blogues, cheios de óptimas dicas, como o da Sílvia, há grupos para troca de experiências (e colocação de dúvidas), incluindo no facebook. E estou só a referir alguns. Claro que há livros, e estão sempre a acontecer oficinas, principalmente nas cidades, para quem se quer iniciar nas maravilhas da agricultura de subsistência. E eu tenho, à distância de um telefonema, a minha mãe, que se dedica, há já alguns anos, à agricultura biológica (para consumo familiar).

Assim desta vez já não tinha desculpa para não fazer tudo direitinho.

Há, à venda, caixas e caixinhas próprias para serem usadas como sementeiras, mas uma "bio-hortelã" (do substantivo hortelão...) - ainda que de varanda - que se preze, reutiliza recipientes para este fim, claro.

Aqui deixo ficar as minhas pequenas sementeiras e outras, encontradas por esse mundo virtual (e mais haverá). Quase tudo é válido, só é preciso um bocadinho de imaginação!

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Usei caixas de ovos (depois desta utilização, podem ser colocadas na caixa de composto) e, como as sementeiras ficam no interior, usei as embalagens de esferovite (que apesar da minha resolução, ainda teimam em aparecer... às vezes) para proteger da humidade a madeira dos parapeitos das janelas.

Um truque que aprendi com a minha mãe (depois desta 1ª sementeira deste ano...): se não "tem mão" para semear - principalmente se as sementes são muito pequenas - misture-as com areia para que, ao despontarem, não fiquem tão juntas!



Se tiverem espaço podem usar caixas da fruta de madeira (na verdade cada vez mais difíceis de encontrar).


Podem reutilizar embalages de tetra brick...


... ou rolos de papel higiénico ou copinhos de papel de jornal (boas soluções para sementes maiores: uma em cada recicpiente), seguindo estas indicações...


...ou este esquema.


Usar garrafões de água para fazer mini estufas...



... ou embalagens de plástico para extra-mini estufas (cá por casa, "coisas" de plástico são raras!)





Até as embalagens finas de transportar fruta servem!



Esta é uma óptima ideia para a páscoa!


E, já agora, vejam (e assinem, se concordarem) a petição da campanha pelas sementes livres. Está a ser proposta, pela União Europeia, uma legislação para "restringir a livre reprodução e circulação de sementes". E podem participar nas jornadas, um pouco por todo o país, se quiserem saber mais sobre este assunto:

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