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20 de março de 2010

140 - Aprender a fazer compostagem caseira


Hoje de manhã fui aprender, na Horta da Formiga - centro de compostagem caseira, a fazer compostagem (gostei desta definição: "a compostagem é um processo biológico através do qual microrganismos e insectos decompõem a matéria orgânica numa substância homogénea, de cor castanha, com aspecto de terra e com cheiro a floresta - o composto).

Apesar da Lipor abranger apenas 8 municípios (Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa de Varzim, Valongo e Vila do Conde), qualquer pessoa, de qualquer zona de Portugal pode vir, gratuitamente, aprender algumas técnicas e dicas que nos ajudam a implementar este processo em casa. Nem de propósito, no nosso curso, estava um senhor emigrado nos EUA, que tirou férias para vir aprender a fazer compostagem (e mais uns cursos organizados pela Horta da Formiga)! Fiquei com pena de não lhe ter perguntado se do outro lado do ocenao não fazem compostagem...

A minha maior lição foi logo ao início, quando a formadora nos disse que cada habitante dos 8 municípios da Lipor produz, por dia, 1,4 kg de lixo. E que 40% desse lixo é orgânico. E que o saco de lixo que deitamos no contentor dos indiferenciados vai directamente para incineração ou (quando a fábrica está fechada para "limpeza", de modo a que a poluição gerada seja o mais baixa possível) para o aterro. Como, depois disto, não me sentir culpada se não fizer compostagem?!

Apesar de termos tido uma pequena parte prática, onde vimos vários tipos de compostores e um passo-a-passo de uma visita diária ao "nosso" compostor... a formação é essencialmente teórica, até porque não tem assim tanto que saber, e as questões e dúvidas vêm com a prática.

O compostor
As pessoas que pertencem aos 8 municípios podem trazer, gratuitamente, um compostor (como o da imagem), inseridos num projecto chamado Terra à Terra, desenhado especialmente para os centros urbanos, onde as pessoas têm pouco espaço exterior. O senão é ser em plástico...


O melhor, segundo a Cristina (a formadora) são quatro palletes ao alto. Também pode ser construído com tábuas de madeira, rede ou ser apenas uma pilha no chão.


Informação muito importante, todos (excepto um modelo caríssimo e enorme) têm que estar pousados na terra, para haver escoamento de água e circulação de bichinhos essencias para a compostagem. Má notícia para mim, e mais umas quantas pessoas, que vivem em apartamentos...

Como fazer
Depois de instalar ou montar o compostor num cantinho (de preferência que seja sombreado no Verão) do jardim ou quintal, devemos fazer uma cama de ramos no fundo, para ventilar e escoar melhor a água. Depois vamos fazendo camadas alternadas (tipo "sandes mista", nas palavras da Cristina) de verdes (ricos em azoto) e castanhos (ricos em carbono).
Verdes - restos de cozinha (legumes, fruta, cascas, sacos de chá (!), borra de café, casca de ovo), relva fresca, flores, estrume;
Castanhos - palha (o melhor "castanho" e que se pode comprar por 3€ o fardo, nas cooperativas agrícolas), folhas secas, ramos finos, cartão e papel - sem químicos - em tiras, algas (lavadas e secas), serradura e aparas de madeira sem tratamentos.

De quinze em quinze dias deve-se revirar a pilha e, no Verão, regar para manter um bom nível de humidade (ao agarrarmos uma mão cheia de composto, este deve soltar-se mas deixar a mão "suja").
Posso assegurar que não cheira mal (se cheirar é porque não está a ser bem feito).

Quando o compostor ficar cheio continua-se a revirar e a regar, se necessário, e quando o composto estiver homogéneo, retira-se do compostor e coloca-se numa pilha no chão a maturar (vimos um compostor tripartido: 1 compartimento para composto a ser processado, outro para o que está a maturar, e outro pronto): como já não têm nada para comer os bicinhos vão todos à procura de nova casa e a temperatura (que dentro do compostor pode chegar acima dos 65ºC) estabiliza-se.
Passado algumas semanas está pronto para nutrir o jardim ou quintal (se não estiver homogéneo, porque colocámos detritos de difícil compostagem, deve-se crivar o composto)!

O que não colocar no compostor
Não problemáticos (mas depois têm que ser retirados...) - vidro, plásticos, têxteis, papel plastificado, ...;
Perigosos - dejectos de animais domésticos, pilhas, tintas, químicos, madeira tratada, medicamentos, ...;
Problemáticos - folhas resistentes (degradação lenta e/ou acidez), alimentos cozinhados, de origem animal e gordura (atraem ratos, moscas, cães, gatos).

Trouxe o meu compostor e vamos colocá-lo no jardim da casa dos pais do Zé Manel (que fica perto do nosso espaço, e onde passamos todos os dias) e para já vou passar a levar, no baldinho (plástico...) que nos deram na formação - especificamente para este fim - os "nossos" desperdícios orgânicos. Cheira-me que, muitas vezes, o balde (como o da imagem) não vai ser suficiente para os restos de um dia...


Obviamente que esta solução não é muito prática e como não temos intenção de comprar este compostor de interior (na horta da formiga têm um idêntico a ser testado, mas maior, próprio para ser colocado nas casas de lixo de edifícios de habitação colectiva), o passo seguinte é experimentar a vermicompostagem (que pode ser feita numa varanda). Apesar da Cristina não ser muito adepta (diz que a escuridão e a humidade fomentam a criação de fungos que depois passam para as plantas onde usamos o vermicomposto), não perco nada em experimentar.

Por isso, em breve, terão notícias dos nossos novos animais de estimação: as minhocas!

15 de março de 2010

135 - Adoptar um detergente da louça amigo do ambiente


Quando acabou a enoooorme embalagem de detergente da louça nada amigo do ambiente pensei logo em comprar o detergente da Ecover (4,09€ a embalagem de litro, no Continente) ou da L'Arbre Vert (estava esgotado, ou descontinuado..., no Jumbo, mas penso que é um bocadinho mais barato). Mas depois lembrei-me da Paula Soveral (na página do "365 coisas que posso fazer..." no facebook) ter escrito que misturava partes iguais de detergente e de vinagre (o fantástico vinagre!) e que obtinha assim um óptimo detergente para a louça, ainda mais ecológico. E pensei em procurar uma solução ainda mais ecológica do que "só" comprar um detergente amigo do ambiente.

Encontrei, em vários sítios da internet, uma mesma receita:

- 2 litros de água;
- 1 sabão ralado (nalguns sítios sugerem
fazermos o sabão - eu até aprendi a fazê-lo, nas oficinas da Sylvia, com óleo usado - mas depois é preciso deixá-lo "curar" 30 dias antes de o usar seja para o que for);
- 1 colher de óleo de rícino (também vi com óleo de coco, que me parece mais agradável...);
- 1 colher de açúcar.
Ferver todos os ingredientes até se dissolverem, deixar arrefecer e acondicionar num recipiente adequado.

Pareceu-me bastante fácil de fazer, mas, e se ainda puder ser mais simples (será a preguiça a falar?)?!

A mãe do Zé Manel sempre lavou, e continua a lavar a louça apenas com sabão. O simples e velhinho sabão. E a louça em casa dela parece bem lavada. E tanto ela como o marido, apesar de quase nos oitenta, são saudáveis e, que me lembre, nunca tiveram nenhum distúrbio possivelmente relacionado com "louça mal lavada"...

Então, achei eu, que poderia melhorar a eficiência do sabão e resolvi fazer algumas experiências:

1ª experiência - misturar sabão com vinagre. Parti um bocado de sabão em pedacinhos e coloquei-os em água, até amolecerem e ficar uma pasta mais para o líquido (parece-se um bocado com ranho...) e juntei-lhe, o equivalente a 1/5 do volume, de vinagre. O vinagre "come" - imediatamente - o sabão (onde andam as minhas aulas de química!), portanto estava a lavar louça apenas com vinagre... nada agradável, devo dizer.

2ª experiência - sabão líquido. Antes de misturar o vinagre, o sabão desfeito na água tinha, se se pode dizer assim, bom aspecto. Tinha um ar eficiente! Não... Como disse logo o Zé Manel, não faz espuma nenhuma. Na verdade perde eficiência.


Não houve terceira experiência. Percebi que por alguma razão o sabão é como é e se usa da maneira que se usa, há imenso tempo. Ia agora eu inventar a pólvora...

Portanto neste momento estamos a lavar a louça com sabão em barra. Como já tinha o sabão cá em casa não vos sei dizer de que marca é mas sei que quando o comprei tive o cuidado de ver se era vegetal (a minha priminha comprou sabão, do mais barato, para fazer umas esculturas para a escola - é de artes... - e só depois, ao sentir um cheiro muito, muito desagradável, é que viu, na embalagem, que era feito com gordura animal).

Eu sei e vi que a louça ficou lavada (algumas das vezes até fui eu que a lavei...), é um óptimo exercício para os braços, porque passo metade do tempo a esfregar o sabão contra o esfregão, faz espuma (gostamos sempre...) e o cheiro é óptimo (não é por acaso que há tantos detergentes para tudo e mais alguma coisa, com "aroma a sabão"). Vamos é ter de mudar de esfregão porque os que têm esponja não duram nada com tanto esfrega-esfrega do sabão (boa altura para procurar um mais ecológico...).

Dei-me a mim própria um mês a sabão (para o Zé Manel não é nada de estranho pelas razões no início citadas). Posso sempre, depois, comprar um detergente ecológico ou resolver experimentar a receita que coloquei aqui no post...

Ah! Um truque. Tenho, ao lado do sabão, um pulverizador com água e vinagre (em igual proporção). Quando alguma peça de louça está mais suja, antes de a lavar, borrifo-a com esta mistura. Resulta!

14 de março de 2010

134 - Deixar de usar folha de alumínio para embrulhar alimentos


Já quase desde o início deste desafio (Novembro) que não usamos película aderente. No entanto ainda usávamos, esporadicamente, folha dealumínio. Normalmente para tapar ou forrar algo que vai ao forno (um electrodoméstico que, desde Fevereiro, só usámos em ocasiões especiais).

Muitas vezes comemos nós (permitam-me um momento agradável de nostalgia), nos acampamentos dos escuteiros, batatas, ovos (e até carne...) embrulhados em folha de alumínio e cozinhados nas brasas da fogueira. Uma delícia. Mas depois a folha de alumínio suja ia para o lixo... Para poder ser reciclada tem que estar limpa - principalmente livre de gordura - o que, digamos, é difícil de acontecer quando usada desta maneira...

Mesmo cá em casa, tentamos, sempre que possível, reutilizar as folhas de alumínio, uma, duas, ..., vezes. E no fim, passamo-las pela água da pré-lavagem antes de as levar para a reciclagem.

O principal problema do alumínio, seja sobre que forma for, é a enorme quantidade de energia que é dispendida na sua produção (pelos vistos, 1% de todo o consumo de energia no mundo é gasta na produção deste metal!!!). Claro que o desgaste e a poluição das zonas onde é extraída a bauxita e "purificada" (através da lixiviação química) também não abona nada em seu favor! Aliás, só por isto já não se pode dizer que o alumínio seja um material "verde"...

No entanto, a sua reciclagem é muito importante pois dispende apenas 5% da energia gasta na sua produção e reduz a procura do metal novo.


Mas como antes do reciclar (e do reutilizar) está o reduzir, e como até já tínhamos abolido as bebidas de lata, decidimos substituir o rolo de folha de alumínio por papel vegetal (normalmente mais usado na confecção de bolos): 8m de papel vegetal não branqueado da Silvex (no Continente) custa 2,69€ o rolo.

E também dá para fazer "embrulhos" para levar ao forno:


11 de março de 2010

131 - Abolir as frigideiras (e outros utensílios de cozinha) antiaderentes


Quando andava nas minhas pesquisas para encontrar uma solução natural para tirar o ruído das dobradiças da minha porta descobri que um dos "ingredientes" (politetrafluoretileno) do teflon é prejudicial para o ambiente e para a nossa saúde. Primeiro sinal de perigo: os pássaros pequenos (lembram-se de se usarem canários nas minas?...) morrem ao inalarem os gases libertados pelo aquecimento daquele polímero!!!

Há uns anos a minha mãe, com a melhor das intenções, ofereceu-me um trem de cozinha todo em... teflon!!! Depois do post das dobradiças ficamos voluntariamente restringidos a uma frigideira e a dois tachos em aço inox. E eu fiquei com duas tarefas: saber qual o melhor material para os nossos novos utensílios de cozinha e descobrir o que fazer às 2 frigideiras, 3 tachos, 2 tabuleiros de levar ao forno e 1 wok (o meu wok!!!!!!), todos revestidos a teflon...

Com base em vários sites e revistas fiz um resumo das características, prós e contras dos materiais mais usados nos utensílios de cozinha:

Panelas, tachos e afins em...

COBRE
São as que se vêem penduradas nas cozinhas das revistas de casas de campo... São das mais antigas nas cozinhas e, pelos vistos, apreciadas pelas doceiras tradicionais, principalmente para derreter açúcar e para fazer caldas.

A favor
- o cobre é um metal muito resistente à corrosão;
- o calor é distribuído de maneira rápida e uniforme (e não só no fundo da panela/tacho);
- retém o calor por mais tempo;
- são bonitas.
Contra
- o cobre migra para qualquer alimento com que entre em contacto (especialmente os mais ácidos), como tal os utensílios culinários devem ter a superfície interna revestida com estanho ou aço inox. O cobre puro, aquecido a altas temperaturas, pode provocar lesões no sistema nervoso central, rins e fígado.
Cuidados
- verificar se têm revestimento interno;
- ao usar pela primeira vez uma utensílio de cobre, remover o verniz - caso esteja presente - mergulhando-o em água a ferver e deixando nesta até arrefecer completamente;
- para deixar a panela brilhante sem produtos tóxicos: fazer uma pasta de farinha de trigo (½), sal (¼) e vinagre (¼). Espalhar sobre a panela/tacho e deixar secar durante 1 hora. Lavar, enxugar e passar uma flanela macia;
- no dia-a-dia utilizar detergente neutro, não lavar com produtos ou esfregões abrasivos;
- não deixar os alimentos arrefecerem dentro da panela/tacho de cobre (presumo que se refiram às que não têm revestimento): o sal e os ácidos reagem com as substâncias do recipiente e podem provocar a libertação de substâncias tóxicas. 

ALUMÍNIO
As que usávamos nos acampamentos e raids do escuteiros (são leves...)
Há três décadas, pesquisadores levantaram a suspeita de que a ingestão do alumínio estaria relacionada com a incidência das doenças de Alzheimer e de Parkinson. Este assunto continua em estudo. Entretanto, há mais de 50 anos foi verificada a migração do alumínio dos utensílios culinários para alimentos ácidos ou alcalinos (maior em panelas de pressão do que em utensílios normais ou em formas de bolo). E ficou comprovado que átomos de alumínio podem desencadear diferentes processos metabólicos associados a doenças do sistema ósseo, neurológico e hematológico. Este assunto é polémico, pois há quem discorde de tais estudos.

A favor
- são as mais comuns;
- são baratas.
Contra
- são as menos indicadas pelos profissionais de saúde, devido aos tais estudos sobre a migração de resíduos do metal para a comida. A situação agrava-se à medida que o utensílio envelhece, pois os metais migram em maior concentração;
- não devem ser usadas para alimentos ácidos (ex: molho de tomate).
Cuidados
- na limpeza é indicado o uso de esfegões macios ao invés dos abrasivos, porque quando o material é polido, há remoção da camada de óxido de alumínio (que dificultava a passagem de alumínio para a comida);
- não deixar os alimentos arrefecerem dentro da panela/tacho de alumínio: o sal e os ácidos reagem com as substâncias do recipiente e podem provocar a libertação de substâncias tóxicas;
- não guardar alimentos dentro de utensílios de alumínio.

INOX
São as mais usadas na cozinha profissional. O aço inoxidável, conhecido popularmente como inox, é composto por ferro, cromo e níquel.

A favor
- por terem fundo triplo, atingem altas temperaturas mais rapidamente;
- são muito resistentes;
- distribuem o calor de forma uniforme;
- são de fácil limpeza;
- resistem a temperaturas elevadas e a variações bruscas de temperatura;
- não libertam substâncias tóxicas para os alimentos.
Contra
- se a matéria-prima for de péssima qualidade, podem libertar níquel, que é tóxico para o organismo.
Cuidados
- devem ser lavadas com esfregão macio e detergente neutro e não com esfregões abrasivos: no polimento forma-se uma camada protectora de óxido que ajuda a impedir que os metais passem para os alimentos (o níquel em pequenas quantidades pode até ser útil ao organismo, mas o excesso tende a afectar o sistema nervoso);
- antes de as usar, colocar nelas água a ferver, repetir esta operação três vezes;
- quando comprar utensílios de inox certificar-se que têm fundos termodifusores, que permitem que o calor se espalhe uniformemente;
- Como conservam o calor melhor que materiais deve tomar-se cuidado com o tempo de cocção da comida.

FERRO
As panelas de ferro, de cor escura e muito pesadas, são tradicionais das nossas aldeias (as famosas de três pés...). O uso regular destas panelas foi relacionado com a prevenção e o tratamento da anemia. 


A favor
- não se deformam com o calor e conservam melhor a temperatura dos alimento;
- Para quem gosta de um bom cozido ou uma bela sopa, nada melhor que uma panela de ferro...;
- alguns estudiosos no assunto têm mostrado que este tipo de utensílio ajuda a evitar o aparecimento da anemia. Gostei desta: “o uso da panela de ferro é indicado para vegetarianos (temos falta de ferro...), mulheres em idade fértil e crianças”.
Contra
- Quando esfregadas vigorosamente, com esfregões abrasivos, um tipo de ferrugem passa para os alimentos, que, depois de absorvida, oxida gordura do corpo, favorecendo a obstrução das artérias.
Cuidados
- devem ser lavadas com esponja macia e detergente neutro, pois ao esfregá-las podem produzir ferrugem, substância prejudicial à saúde;
- como são pesadas e se mantêm quentes por muito tempo, prefira as que têm cabo de madeira, evitando queimaduras e facilitando a manipulação dos alimentos.

VIDRO

A favor
- As panelas de vidro são as únicas que não transferem qualquer resíduo para a comida;
- Como são transparentes, permitem ver o processo de elaboração dos alimentos;
- são de fácil limpeza;
- a dosagem de líquidos é mais fácil;
- são bonitas.
Contra
- são frágeis...

CERÂMICA
Também bastante tradicionais nas aldeias do nosso país.

A favor
- são as que melhor mantêm o sabor original dos alimentos.
Contra
- as de barro vitrificado, quando aquecidas, libertam substâncias tóxicas como o silicato e o chumbo (o chumbo é facilmente dissolvido nos alimentos, especialmente os ácidos, que podem ficar contaminados com outros componentes pesados como mercúrio e cádmio);
- as de barro cru favorecem a penetração de alimentos, tornando-se alvo fácil de bactérias;
- quebram com facilidade, por serem porosas.
Cuidados
- o ideal são panelas de barro ou de cerâmicas ofuscadas;
- principalmente as que têm uma superfície brilhante, devem ter selo de qualidade que garanta que não são usados compostos à base de chumbo;
- antes da primeira utilização mantê-las em forno quente pelo menos por duas horas.

TEFLON
As que me fizeram investigar este assunto de tachos e panelas...

A favor
- são de fácil limpeza;
- necessitam de menos gordura na preparação dos alimentos.
Contra
- a maior preocupação é ecológica. Pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, descobriram que o teflon se corrompe quando aquecido a temperaturas de 200ºC a 500ºC (a maior parte dos fornos atinge a temperatura de 300ºC...). A evaporação do teflon origina gases CFC, responsáveis pela destruição da camada de ozono; 
- quando arranhadas, liberta-se óxido de crómio hexavalente, que pode lesar o fígado e os pulmões;
- o politetrafluoretileno é um plástico que se solta com alguma facilidade, bastando arranhá-lo com esfregões abrasivos, colheres, facas, ...
Cuidados
- devem ser untadas com óleo e deixadas a aquecer durante dois minutos antes de usá-las;
- não utilizar utensílios que arranhem;
- devem ser lavadas com esfregão macio e detergente neutro.

ESMALTADA ou de ÁGATA

A favor
- são bonitas e (pelos vistos) são mais usadas para decorar;
- se usadas e bem cuidadas não trazem nenhum prejuízo para a saúde.
Contra
- o esmalte usado pode conter elementos tóxicos como o chumbo e os decalques na superfície interna podem conter cádmio. É desaconselhável o uso de utensílios antigos esmaltados(fabricados antes de 1980) (tal como os de cerâmica);
- são muito “sensíveis” e com qualquer atrito o esmalte solta-se.
Cuidados
- devem ser lavados com esponja macia e detergente neutro.

PEDRA-SABÃO
As panelas de pedra-sabão são das mais antigas da história da culinária, mas não são muito usadas no nosso país, mas, por exemplo, no Brasil, onde há grandes depósitos desta rocha.

A favor
- são anti-aderentes;
- retêm o calor por muito tempo;
- libertam quantidades expressivas de elementos nutricionalmente importantes como cálcio, magnésio, ferro e manganês;
- duram muitos e muitos anos;
- não têm cheiro nem alteram o sabor dos alimentos;
Contra
- parecem não ter... apesar de darem a indicação de que, se não forem bem curadas (ver cuidados) podem libertar níquel.
Cuidados
- A panela é comprada “crua”, por isso a cor dela é clara. Antes de usar a panela/tacho de pedra-sabão para preparar uma refeição pela primeira vez aquela precisa ser preparada ou curada:
Unte a panela de pedra com azeite, tanto na parte interna como na externa. Em seguida encha a panela de água e leve ao forno médio (180º C) durante 2 horas ou, no fogão, deixe a água ferver durante 30 a 40 minutos. Deixe a água e a panela earrefecerem e repita a operação mais uma vez. Depois desta operação pode ser usada sem perigo de partir (e suporta até 1000°C). Esta técnica também evita a passagem de níquel, um mineral bastante tóxico, para a comida.
- devem ser lavadas apenas com água e detergente suave, nada de produtos nem esfregões abrasivos;
- nos primeiros dias de uso, evite choques térmicos: não aquecer a peça a seco e depois despejar nela líquidos frios...;
- nas primeiras vezes que for usar a panela/tacho não fazer fritos.

À primeira vista, tendo em atenção também os aspectos ambientais, a melhor escolha - para nós, habitantes de um pequeno apartamento, com um fogão e forno eléctrico - seriam os utensílios em vidro. As indústrias metalúrgicas e de fabrico de alumínio são das mais poluentes, as de vidro não tanto... Pedra sabão existe no Brasil, não cá.

Mas o vidro usado nos tachos e frigideiras é temperado ou borossilicato (pirex), não sendo, pelo que li, passível de ser reciclado. Por isso não convém partir... Mas já temos, há bastante tempo, algumas terrinas em pirex e têm-se aguentado muito bem!!!

Ou talvez em barro cru (cumprindo as regras de higiene...). Mas também tem a questão da fragilidade e da reciclagem.

Talvez, ao fim e ao cabo, as de aço inox (ou mesmo de ferro) não sejam assim tão más. O seu fabrico é poluente, sim, mas duram uma eternidade.

Acho que, há medida que for precisando, vou experimentar uma de cada (vidro, cerâmica e ferro - talvez esmaltado..., inox já tenho)!!!

Entretanto descobri que uma empresa de Hong Kong inventou um revestimento antiaderente aparentemente amigo do ambiente, o Thermolon "Rocks" , e há uma marca belga, a Green Pan, que comercializa utensílios com este material. Segundo o site da marca, em Portugal vendem-se... em Espanha... Talvez tenha, por cá, no El corte inglés.


Quanto ao que vou fazer aos recipientes em teflon?

Visto que não podem ser reciclados e a sua decomposição é prejudicial para a natureza, mas são inofensivos à temperatura ambiente, vou usá-los para fazer as minhas plantações de ervas aromáticas!

10 de março de 2010

130 - Comprar apenas chá em folhas avulso


Esta é uma daquelas medidas que só o comodismo justifica ainda não o ter feito.

Comprar uma caixa de cartão (envolta em plástico), que dentro traz saquetas de chá/infusões, cada uma delas com um pegazinha de papel e envolta num saco de papel, ou plástico, em vez de comprar o saco de chá/infusão em folhas que está quase ao lado (sim, porque até nos supermercados há expositores com sacos de chás/infusões em folhas)...

Ema, Ema, um puxão de orelhas!

E a verdade é que até compro chás/infusões avulso (há nas ervanárias, lojas de produtos naturais, na casa chinesa aqui no Porto, ...), quando quero algo mais específico, mas, o movimento natural (até agora), durante as compras, era pegar na dita caixinha, pelos menos para os chás mais convencionais.

E estas saquetas nem permitem fazer verdadeiramente - segundo a tradição - um chá ou uma infusão... Aqui tem uma explicação detalhada de como fazer bem chá. Algumas infusões fazem-se de maneira diferente, pois as folhas ou raízes (como no caso do gengibre, muito bom para a garganta!) têm que ser cozidas (normalmente aparece a palavra coacção, um sinónimo...) durante uns minutos.


Portanto reprogramei o meu cérebro e a partir de hoje não pego em mais nenhuma caixinha de chá em saquetas! Até porque é muito mais bonito ver as diferentes folhas, flores e semelhantes, em frascos de vidro (reutilizados), não é?

9 de março de 2010

129 - Usar mais a panela de pressão


Tenho uma panela de pressão "herdada" da minha tia, anterior moradora desta casa. Daquelas antigas e bem pesadas, baça e com riscos, mas com ar de que vai durar muitas gerações.

Até agora usava-a apenas para cozer feijões e outros grãos (que compro sempre secos e não de lata...) e, no Verão, a beterraba.

De tanto ler, em listas de sugestões ecológicas, "use mais a panela de pressão", fui eu procurar em que mais posso eu usar a minha, e descobri todo um mundo novo!

Fiquei a saber que há imensas pessoas com medo da panela de pressão. Embora não tenha encontrado nenhum testemunho de que alguma tenha "explodido".

Tive uma lição sobre a história e outra sobre o funcionamento desta pequena maravilha, onde também aprendi (depois de reflectir sobre isto e sabendo um mínimo de física, é lógico) que um terço da altura da panela tem que ficar sempre livre (algumas têm marcações) e que se tem que usar, pelo menos, 250ml (2 copos) de líquido.


E que quase tudo se pode cozinhar na panela de pressão e bem mais rápido (até 3 x mais), o que, claro, poupa energia (em até 70% em relação à cozedura tradicional)!

receitas (mais aqui) para todos os gostos (claro que predominam receitas com carne, mas são fáceis de adaptar, como esta de macarrão...) e até um livro que podemos descarregar gratuitamente.

Até pizza se pode fazer (esta eu vou experimentar, até porque agora só ligo o forno quando o rei faz anos)!!!

Só o barulhinho é que é um pouco chato...

Já experimentei cozer arroz integral (demorou uns 10 minutos). Só cozer, mas também dá para ficar pronto, seco e temperado. E também já cozi batatas para puré (5 minutos). Na lista das próximas tentativas está (além da pizza), cozer esparguete, cuscus e cozinhar arroz com legumes.

Para que não me aconteça como da primeira vez que cozi feijão (e que não quis ligar à minha mãe a perguntar quanto tempo era necessário) e que fiquei com um óptimo puré de feijão para sopa quando o pretendia cozido para uma feijoada vegetariana... procurei, e encontrei, uma óptima e completa (grãos, feijões, vegetais, frutas, ...) tabela de tempos (em inglês), para me guiar nas minhas novas experiências. Foi feita para as modernas panelas, que permitem regular a pressão, mas dá para ter uma ideia dos tempos necessários. Até porque estes também variam conforme o fogão (o meu é eléctrico).

Agora, para experimentar os legumes (normalmente cozo-os a vapor na bimby), também vou ver se consigo encontrar um "cesto vapor" (que se adapte à minha relíquia) que permite cozer a vapor e a pressão. Dois em um!

Ou talvez reformar a minha panela e arranjar uma digital...

"Não, não, Ema (ai a veia consumista...)!!!"

27 de fevereiro de 2010

119 - Cozinhar e comer com os mesmos utensílios


Vou provar a sopa e uso uma colher, vou mexer os cogumelos e uso um garfo, vou ver se a massa está cozida e uso outro garfo (porque o primeiro está "sujo" de cogumelos...), pego num copo para acrescentar mais água à sopa, ... E no fim do almoço tenho mais uns quantos talheres e utensílios para lavar.

Pode parecer um gesto insignificante, mas as pequenas mudanças também fazem a diferença! Tendo em conta que cá em casa não existe máquina de lavar louça, reduzir a louça a lavar ainda é mais importante, mesmo já tendo alterado a maneira de lavarmos a louça, tornando-a mais eficaz.



Basta usar a colher de provar a sopa para comer a sopa, assim como os garfos para comer o "prato" e, claro, o copo (apesar de já termos um copo que usamos durante todo o dia para beber água, às vezes esquecemo-nos...)!

Depois de ficarmos atentos a estes pormenores, até nos entusiasmamos e começamos a procurar maneiras de sujar menos louça, cozinhando as mesmas coisas!

É um jogo: "Vou lavar primeiro estes legumes e depois posso usar a mesma taça e a mesma água para lavar as batatas"...

14 de fevereiro de 2010

106 - Usar o forno só em ocasiões especiais


O forno cá de casa é antigo, de uma marca portuguesa que já não existe, a Leão. Aparentemente é um óptimo forno (eléctrico...) e funciona muito bem, apesar de só ter um botão para regular a temperatura e não permitir opções de tipos de funcionamento (o que até é bom, pois parece que a função grill é a que gasta mais energia).

Mas nós somos duas pessoas cá em casa. E ligar um forno grande para fazer um assado para dois é, sem dúvida, um desperdício de energia. Por isso, a partir de hoje, só fazemos assados em dias especiais (muito especiais se formos, na mesma, só nós os dois...).

Há outras medidas que ajudam a reduzir o gasto energético do forno tradicional:

- evitar abrir a porta do forno durante a sua utilização, pois este vai precisar de bastante energia para recuperar a temperatura a que estava anteriormente (perde cerca de 20% do calor acumulado, a cada abertura);
- tal como no caso do fogão, desligar o forno algum tempo antes de finalizar o assado;
- evitar o pré-aquecimento. Regra geral, só é mesmo necessário quando fazemos bolos ou souflés.


E ainda hei-de fazer um forno solar!

9 de fevereiro de 2010

101 - Descongelar os alimentos no frigorífico


Não que usemos muitos congelados, mas, às vezes, quando cozinhamos, fazemos um pouco a mais e congelamos* para aqueles dias em que não temos tempo ou não nos apetece cozinhar... normalmente sopas e estufados. Neste momento também temos bastantes tomates no congelador, porque este Verão os tomateiros da horta da minha mãe fartaram-se de produzir e deu para comer tomate de todas as maneiras possíveis e imaginárias, fazer molhos de todas as espécies e feitios e ainda congelar. Ah! E algum peixe para o Zé Manel.

E como esta medida poupa energia? Ao colocarmos os alimentos no frigorífico para descongelarem, aqueles "dão frio", diminuindo o trabalho deste para arrefecer a temperatura no seu interior! Pode ser pouco, mas todos os bocadinhos contam.

Claro que isto envolve alguma programação, porque desta maneira a descongelação demora cerca de um dia (dependendo da zona do frigorífico onde se colocam os alimentos em questão). Mas é uma questão de hábito (embora não resulte quando decidimos, no momento, que não nos apetece cozinhar...).


Por outro lado este método, além de ecológico, é mais seguro porque (o que eu não sabia), por questões de saúde, não se deve descongelar alimentos à temperatura ambiente (em especial carnes e peixes...) mas a temperaturas inferiores a 4º. Acho que nem mesmo nos dias mais frios a nossa cozinha atinge esta temperatura...

* ver aqui uma pesquisa óptima, cheia de dicas de como congelar, convenientemente, diferentes alimentos.

8 de fevereiro de 2010

100 - Desligar o fogão (eléctrico) antes do fim da cozedura


Esta é daquelas coisas que eu sei, o Zé Manel sabe, mas que nos esquecemos muitas vezes, normalmente porque nos distraímos...

Como temos uma bimby (que, acho eu, é ecológica porque, entre outras coisas, não usa temperaturas muito elevadas, permite cozinhar ao vapor e tem tempos exactos de cozedura) deixámos de usar o fogão para algumas coisas do dia-a-dia (sopas, cozidos) e muitas outras dos dias especiais.... Mas eu (o Zé Manel não...) continuo a fazer o arroz no fogão, porque não gosto tanto do da bimby, e a cozer as massas (aqui preferimos os dois). E fazemos os grelhados, os "guisados", os rissotos, os salteados (no Wok), ...


Como ambos estávamos habituados a fogões a gás, agora andamos a testar quanto tempo antes podemos desligar o disco, para que o que está a ser cozinhado fique bem, sem termos que voltar a rodar o botão... Por exemplo, no arroz "à portuguesa" é fácil: depois de ferver, reduzir para o mínimo e passados 7 minutos desligar.

Mas temos uma dúvida, nas preparações que precisam de um certo tempo de cozedura (tipo um guisado). Gastamos menos energia se:

- deixarmos mais tempo na temperatura mais alta, o que reduz o tempo em que o disco está ligado (mas a uma temperatura alta);
- ou, baixar logo a temperatura, quando começa a ferver, o que prolonga o tempo em que o disco está ligado (mas a uma temperatura baixa)?

O que acham?

1 de fevereiro de 2010

93 - Utilizar apenas um copo por dia


Uma maneira muito simples para se lavar um bocadinho menos de louça, poupando água e detergente. Energia, pelo menos nós, já não, porque lavamos a louça com água fria.

Usar apenas um copo para bebermos água - a bebida por excelência cá de casa, os dois, durante todo o dia.

Antigamente eram comuns uns conjuntos de jarro e copo para água, em que este encaixava, de boca para baixo, no jarro, permitindo proteger do pó tanto a água dentro do jarro como o copo, que era assim reutilizado. Era uma peça que se colocava, normalmente, na mesinha de cabeceira. Lembro-me de andar um lá por casa, quando éramos miúdos.

(este é uma versão de design contemporâneo...)


Como não tenho nenhum destes jarros e os nossos copos não encaixam nem nos jarros nem nas garrafas (de vidro!) que por aqui andam, arranjei um prato todo catita e coloquei-o, estrategicamente, na bancada da cozinha, com o copo, claro, virado para baixo.

Assim durante o dia, sempre que vamos beber água, usamos o mesmo copo, que às refeições vem para a mesa.

Se calhar até dá para mais do que um dia, vamos ver.

25 de janeiro de 2010

86 - Conhecer os rótulos de agricultura biológica


Antes de passar para a questão dos rótulos gostava de dizer que sei que há muitos pequenos produtores de agricultura biológica que não têm certificação (outra entidade que certifica). Tenho o exemplo da minha mãe (que é mais micro do que pequena produtora...) que fez várias formações (por entidades certificadas) sobre o assunto, pratica diariamente uma agricultura ambientalmente sustentável e (na verdade nem procura) não tem nenhuma certificação. Como ela há muitos, a escalas diferentes (incluindo os que fornecem cabazes ao domicílio), alguns que até procuram essa tal certificação biológica, mas que não a conseguem (os parâmetros de avaliação são extremamente elevados, segundo me disseram).

Ora, como diz a minha amiga Joana Valente, engenheira do ambiente (e o partido "os verdes" também), mais vale comprar na mercearia da esquina, produtos locais ainda que não 100% biológicos, do que comprar biológicos certificados, que vêm de longe. Ela diz até que "serão piores para o nosso planeta as emissões resultantes do seu transporte do que o (possível) uso de pesticidas no solo pela parte de quem cultiva, localmente, produtos não biológicos".

Fui percebendo, quando decidi comprar apenas legumes e frutas da época, nacionais e de preferência biológicas, que este assunto não é tão simples como parece. Alertada pela Olga, comecei a tentar ver o que realmente é de cada época do ano, em Portugal, e percebi que poderia até, por exemplo, receber em casa, um cabaz biológico mas com produtos fora de época ou mesmo estrangeiros... E tive aqui a confirmação.

No meu caso, sou eu que faço o meu cabaz quando vou a casa da minha mãe, mas se recebem estes cabazes ou os vão buscar a pontos de venda, e querem realmente receber apenas produtos nacionais e da época questionem o vosso fornecedor.

Voltando aos rótulos de agricultura biológica, para quando vou comprar "não frescos"...


Ao procurar mais informação sobre estes "carimbos" que aparecem nas embalagens deparei-me logo com um aviso: "há muitos produtos com o rótulo biológico que publicitam o alimento como sendo 100% natural, ou seja, livre de aditivos alimentares. No entanto, ser um produto de agricultura biológica não significa que, posteriormente, não lhe sejam introduzidos aditivos alimentares para assegurar a sua preservação ou conferir determinadas características. O rótulo biológico só se refere ao modo de produção."
Será verdade? Não certifica o produto final? Está cada vez mais complicado ir às compras...
No site na união europeia, que desde o ano passado tem novo regulamento para estes produtos, diz o contrário, se bem interpretei: "quer os agricultores, quer os transformadores, devem em todos os momentos respeitar as normas relevantes contidas no Regulamento da UE, já que serão sujeitos a inspecções, (...). Os operadores bem sucedidos recebem então a certificação biológica e estão aptos a venderem os seus produtos rotulados como biológicos."
E a Deco presta um esclarecimento que, penso eu, ajuda: "o uso do símbolo comunitário é autorizado em (...) produtos agrícolas vegetais e animais transformados, em que 95% dos ingredientes de origem agrícola sejam produzidos de acordo com o modo de produção biológico".
Afinal não é assim tão dúbio, pois não?
Alguém me pode esclarecer sobre este assunto?

Entretanto, quando tem mesmo de ser..., vou procurando o símbolo europeu da agricultura biológica (aparece no tofu e no seitan que às vezes compro, da marca Seara, assim como nos grãos da mesma marca, nos chocolates, ...).
Ainda não encontrei o símbolo Bio (para produtos oriundos de fora da união europeia), nem tenho visto a joaninha da Agrobio.


Por outro lado sei que já comprei (embora não me lembre o quê), produtos com o rótulo francês de agriculture biologique...


O melhor é mesmo comprar cada vez menos alimentos processados. Quanto mais natural, mais biológico.

E já agora votar, até ao fim deste mês, no novo símbolo europeu para a agricultura biológica:



19 de janeiro de 2010

80 - Comprar apenas legumes da época e nacionais (de preferência biológicos)


Não consegui encontrar na internet uma fonte fidedigna para saber quais os legumes da época, em Portugal.

Depois do post que fiz sobre consumir apenas fruta da época coloquei, na coluna da direita do blog, uma lista com essas mesmas frutas, que vou actualizando todos os meses.
Há uns dias, a Olga alertou-me para o facto da lista referente a Fevereiro não estar correcta. Segundo ela, as maçãs e as pêras não são de agora. Eu, na minha ignorância, achei que, apesar de não haver por estes lados, lá mais para o sul do país (que tem quilómetros e quilómetros de comprimento...) poderiam crescer por esta altura. Ainda tenho muito que aprender.

Já com os olhos mais abertos (obrigada Olga) fui analisar a listagem dos legumes da época, da mesma fonte que usei para as frutas, a Deco, e apercebi-me de algumas, aparentes, impossibilidades. Aqui também tenho maior termo de comparação, porque a minha mãe, na sua pequena propriedade, não tem muita variedade de árvores de fruto, mas tem um quintal invejável e exemplar!

Na lista da Deco aparecem por exemplo, como da época, a alface, a rúcula e a cenoura. E, apesar de esta última ainda ter resistido até Dezembro, as restantes já acabaram há uns meses.

Encontrei outras listas pela internet mas (sempre com base naquilo que cresce agora pelas bandas de Amarante) ainda me pareceram conter mais erros. Provavelmente referem também os legumes plantados em estufas. Mas estes não são da época, pois não?

Enquanto aguardo por ajuda técnica (quem me pode ajudar???) para poder renovar, e partilhar, a minha listagem de fruta e legumes da época, recorri à sabedoria da minha mãe e fiz uma lista dos legumes da época do norte litoral de Portugal...:

- penca;
- repolho;
- alho-francês;
- couve-galega (e provavelmente outras couves);
- nabiças;
- aipo.

Mesmo ao comprar na feira e/ou mercado é preciso cuidado. Pelo que tenho visto, quando ando à procura de fruta, muitos dos vendedores vão comprar os seus produtos ao entreposto...

O meu truque é procurar aquelas senhoras velhinhas, mesmo com ar de "lavradeiras" e que têm menos coisas (e com "pior" aspecto), expostas normalmente em cestos...

17 de janeiro de 2010

78 - Germinar sementes e grãos em casa


A germinação faz parte dos hábitos de quem segue uma alimentação crudívora ou raw food. Mas todos nós podemos, claro, usar germinados na nossa cozinha. Quem nunca comeu rebentos de soja?

As sementes e grãos germinados são muito ricos em nutrientes e podem juntar-se a quase tudo. Normalmente uso-os em saladas, mas também se podem consumir em salteados, sopas, ... (claro que quanto menos cozinhados melhor) e, ainda por cima, é muito fácil de fazer em casa (lembram-se de, na escola primária, colocar feijões e afins em frasquinhos com algodão no fundo?...).

Há uns anos, numa feira de agricltura biológica na alfândega comprei um germinador, e usei-o durante uns tempos. Depois, acabaram as sementes (biológicas) que tinha comprado, a preguiça (ai, ai) falou mais alto e perdi este hábito, voltando a comprar os rebentos germinados. Entretanto, ao mudar de casa, o germinador ficou guardado algures e nunca mais me lembrei de tal coisa.

No mês passado, numa formação, não relacionada directamente com alimentação, o assunto veio à baila e lá fui eu desenterrar o meu cilindro transparente:


Este é um germinador muito prático porque regamos os vários andares de uma só vez, a água escorre para o patamar inferior, que fica sem sementes, e pode ser reutilizada para, por exemplo, regar as plantas. Muito ecológico! Tenho é que colocar os feijões no andar superior, sem a tampa, porque crescem mais do que a maioria das sementes.

Mas até reutilizando frascos de vidros se pode fazer germinação (aqui tem uma boa explicação de todo o processo):


Comprei sementes de girassol (nunca experimentei), grãos de soja (o zé manel adora) e ainda tinha feijão mungo. Tudo biológico, claro. Já iniciei a minha (nova) primeira "sementeira" e daqui a uns dias, dependendo do tempo de germinação de cada um, já teremos rebentos prontos a ser consumidos.

Assim, além de termos uma alimentação (ainda) mais rica e saudável, reduzimos o número de embalagens (normalmente os rebentos vêm numa caixa plástica bem envolvida em celofane...) e somos produtores/consumidores!

27 de dezembro de 2009

57 - Encher a cafeteira com a quantidade de água estritamente necessária


Logo agora que a nossa cafeteira, ou melhor, chaleira eléctrica se avariou!

O Zé Manel tentou arranjá-la (não por ser o homem da casa, mas porque tem um curso técnico de electricidade e/ou electrónica...) mas não conseguiu.

Neste momento não sabemos se encontramos alguém para a arranjar (será que alguém da área o aceita fazer?) ou se vamos ter de a levar para a reciclagem e comprar uma nova.

Mas mal esteja resolvida esta questão, a ideia é medir a água antes de a colocar na chaleira, para não gastar desnecessariamente energia a aquecer água que não vai ser precisa. Se vou fazer duas canecas de chá, encho a caneca 2 vezes e vazo-a para a chaleira, se vou fazer quatro, ...


Entretanto vou ter que aquecer a água no fogão eléctrico, o que em termos energéticos é pior do que aquecer na chaleira. Para atenuar esta regressão temporária, aqueço logo água para fazer chá para o dia inteiro e guardo-o na garrafa térmica!

25 de dezembro de 2009

55 - Fazer o prato vegetariano de almoço de Natal só com produtos nacionais e da época


Rolos de Couve (há lá coisa mais portuguesa!)
(cozinhados por mim, em casa da minha mãe, em Vila Meã, Amarante)

tempo de preparação: 40 minutos
tempo total de cozedura: 30 minutos
porções: 6

- 6 folhas grandes de couve (penca, de Vila Meã)


recheio
- 2 colheres de chá de azeite (caseiro, de Trás-os-Montes);
- 4 cebolas bem picadas (de agricultura biológica, do quintal da minha mãe);
- 1 dente de alho esmagado (da mesma proveniência das cebolas);
- 2 colheres de sopa de concentrado de tomate (nada de concentrado: molho de tomate, caseiro, feito, no verão, com tomates biológicos em... Vila Meã);
- 75 g de corintos (portugueses, mas não sei de onde);
- 2 colheres de amêndoas lascadas (portuguesas, de Trás-os-Montes);
- 1 colher de chá de sementes de cominhos (não sei a proveniência, estão num frasco sem etiqueta);
- 1/2 colher de chá de canela em pó (não sei a proveniência, mas não deve ser portuguesa);
- 2 colheres de sopa de salsa finamente picada (biológica, apanhada na altura);
- 470g de arroz longo cozido (bem português!);
- 250ml de caldo de legumes (feito no momento, com legumes caseiros e biológicos).

molho de iogurte
- 185g de iogurte natural (da Longavida);
- 1 colher de chá de cominhos moídos (não sei...);
- 1 colher de sopa de hortelã finamente picada ("selvagem", apanhada na altura).

1 - Aqueça previamente o forno a 190ºC. Unte um prato fundo de ir ao forno com manteiga derretida ou óleo (usei azeite).

2 - Em água a ferver (juntei sal), escalde as folhas de couve durante 10 segundos ou até ficarem macias e maleáveis. Escorra, retire o talo das folhas e reserve.

3 - Para fazer o recheio: aqueça o azeite num tacho grande, junte a cebola e o alho e cozinhe em lume brando durante 30 segundos (que precisão...). Adicione o concentrado (molho) de tomate, as passas de corinto, canela, salsa e arroz, mexendo até estar tudo bem combinado. Retire do lume e deixe arrefecer ligeiramente.

4 - Coloque 3 colheres de sopa do recheio na borda de uma folha de couve. Enrole a folha, dobrando as extremidades. Repita este processo com as restantes folhas e recheio. Coloque os rolos, com a dobra virada para baixo, no prato de ir ao forno e regue com o caldo. Em cima dos rolos coloque um prato de ir ao forno invertido para evitar que se desmanchem (não coloquei e não fez falta). Cubra com papel de alumínio e leve ao forno durante 20-25 minutos ou até os rolos estarem bem quentes.

5 - Para fazer o molho de iogurte: misture o iogurte com os cominhos e a hortelã. Sirva a acompanhar os rolos de couve, frios ou quentes (quentes, frios não são tão bons). O molho de iogurte deve ser feito na hora de servir.

in
O livro essencial da cozinha vegetariana
Susan Tomnay (direcção) - Murdoch Books
Könemann
Colónia, 2000

Hum!!! Ficaram muito bons! E, tirando os condimentos (a lembrar o Oriente...), com ingredientes portugueses e os frescos da época e biológicos! Vou ter que repetir fora desta farta época natalícia, para apreciar melhor...

14 de dezembro de 2009

44 - Tornar mais eficaz a lavagem da louça à mão


Não temos máquina de lavar louça, como referi quando passei a lavar a louça com água fria. Mas se tiverem, continuem a usá-la porque gasta menos água do que lavar a louça à mão.

Em 1996 estive num inesquecível acampamento mundial na Suécia (como escuteira). Estávamos divididos em "aldeias" de 40 caminheiros, cada uma com um espaço próprio, nome, casa (tendas) e cozinha comunitária, tudo construído e montado por nós. O nosso fogão era óptimo, feito com tijolos maciços e o nosso lava-louças... bom, o nosso lava-louças era constituído por 3 grandes bacias, cada qual com a sua função: na primeira fazíamos a pré-lavagem com uma escovinha, na segunda lavávamos com o esfregão e detergente e na terceira enxaguávamos. E depois limpávamos (cada um tinha um pano da louça). Na altura esta técnica enojava-me um bocadinho. Éramos 40 em fila a fazer esta sequência, usando a mesma água. Claro que tentava ser das primeiras, comendo bem rápido...

Mas, já na altura este era - segundo me disseram - o método usado, em casa, pelos suecos para lavar a louça à mão (com uma só bacia, claro, e com bem menos louça...). Nada de água corrente como os portugueses. Os suícos, segundo dizem, usam o mesmo método mas a água de enxaguar é bem quente e os holandeses não enxaguam (usam detergente biodegradável) mas secam logo a louça com o pano. Não descobri como fazem os dinamarqueses, os europeus que gastam menos água.

O Zé Manel era adepto do método português: pré-lavar toda, mesmo toda, a louça com água corrente, esfregar com o detergente, e enxaguar com água corrente, deixando a água a correr enquanto a louça ia fazendo a curta viagem entre o lava-louças e o escorredor... Eu não fazia pré-lavagem (a não ser nalguma peça mais suja), e depois de passar o detergente enxaguava com água corrente, mas fechava a torneira ao colocar a louça no escorredor.

E como fazemos, agora, cá em casa?

Colocamos uma bacia dentro do lava-louças (porque não encontramos a tampa do ralo...). Enchêmo-la de água e fazemos, com a escovinha, a pré-lavagem à louça mais suja. Em seguida, com o detergente (como temos 2 embalagens para gastar, ainda não é do biodegradável) e o esfregão lavamos tudo. Voltamos a encher a bacia com água, sempre fria, e enxaguamos (quando a água começa a ficar turva, mudamos...). Agora dava jeito o lava-louças duplo que havia em casa dos meus pais! Como detestamos os dois secar louça, fica no escorredor.


Quando algum tacho está mais sujo, colocamo-lo de molho, com água e detergente, aproveitando o resto do calor dos discos eléctricos do fogão, depois de cozinhar...

E podem cá vir comer à vontade, a louça fica bem lavada!

7 de dezembro de 2009

37 - Desligar a arca congeladora

Esta era uma medida a tomar no próximo mês, e para tal já nos andávamos a preparar, esvaziando a arca, pouco a pouco. Mas devido a uma pequena distracção, a porta ficou entreaberta durante umas horas - é das verticais - e uma nova era do gelo chegou à nossa arca frigorífica.
E, já que tinha que ser desligada para descongelar (algo que deve ser feito pelo menos uma vez por ano), mais valia antecipar a decisão e mantê-la inactiva.
Ainda bem que já estava mais de metade vazia. Mesmo assim o Zé Manel comeu filetes de pescada em 3 refeições seguidas...
Pelo que li a arca congeladora é responsável por cerca de 11% do gasto energético de uma casa (e o frigorífico por cerca de 16,5%). A Câmara do Seixal tem uma página interessante para ajudar a perceber qual o melhor frigorífico e/ou arca, dependendo das famílias e hábitos, e estima os custos energéticos diários de cada tipo de equipamento.
Quando viemos morar para o apartamento começámos por deixar a arca desligada. Já não me lembro bem porquê, passados uns meses ligámo-la. E assim foi ficando. Não que compremos congelados, ou pelo menos é muito raro fazê-lo. Mas vamos congelando, quando cozinhamos, parte das sopas, lasanhas, guisados, para quando não temos tempo ou "apetite" para cozinhar. E também quando trazemos muito legumes frescos (tomates, pimentos, abóbora...) da safra da minha mãe e sabemos que não vamos dar cabo deles numa semana...
Bom, mas há outras maneiras de conservar os alimentos: o frigorífico tem um pequeno congelador (e somos só dois) e ele próprio também conserva as refeições (durante um bocadinho menos de tempo...); e este ano, por exemplo, transformámos montes de tomates em molhos e chutneys que se conservam meses no vácuo, em frascos! Além de que é mais saudável comer frescos, segundo li, pois no processo de congelação (industrial ou caseira) perdem-se sempre nutrientes. Mas se congelar legumes em casa deve primeiro branqueá-los. Aprendi eu agora.

6 de dezembro de 2009

36 - Colocar um economizador na torneira da cozinha


Basta ver este pequeno filme para perceber que devemos ir a correr comprar um economizador de água para a torneira da cozinha. Só é pena, muita pena, que o demonstrador desperdice tanta água para nos mostrar como o não fazer!



O economizador que nós comprámos, na Max Mat, não tem aquele pequeno manípulo para fazer a "pausa" (Só vi o filme depois). Mas também é rotativo e tem 2 tipos de jacto. Custou, em promoção, 1€. 1€!!! E é fácil de colocar. Não há desculpas...

30 de novembro de 2009

30 - Comprar condimentos a granel


Que maravilha!
Só a mistura de aromas quando se entra!
Estou a falar da Casa Chinesa ou Chineza, na rua de Sá da Bandeira.
Uma instituição da Invicta.
E lá vim eu contente com o meu cardomomo num saquinho de papel!
(nada de plásticos, nem de embalagens desnecessárias)

Porque deixámos de ir às lojas tradicionais?