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14 de dezembro de 2012

oferta - oferenda - prenda - presente - miminho - ... versão 2


Gosto da palavra inglesa giveaway, que é a normalmente utilizada “nestes casos”. Procurei uma portuguesa, mas a verdade é que nenhuma me enche as medidas...

Não me farto de dizer como gosto do Natal, contrariando, talvez, o "verde" politicamente correcto... Porque para mim o Natal não tem nada a ver com consumismo. Continuo a "defender" tudo o que disse no ano passado por esta altura. A nossa vida, enquanto seres sociais que somos, é feita de rituais, que prolongam e mesclam tradições, unem as pessoas enquanto elementos de uma mesma comunidade ou de um clã, escrevem a história da humanidade. Claro que se tivesse nascido na China não era o Natal que me entusiasmava, mas não nasci... Nasci onde o Natal ainda mantém ritos próprios das festividades celtas do Solstício de Inverno (como o enfeitar das árvores), quando no dia mais pequeno do ano, as pessoas celebravam o início do caminho para a Primavera, o Sol, o renascer da vida. Nasci onde a religião tradicional é a cristã, que se apropriou das tradições pagãs e as reinventou. Por isso, e apesar de ter crescida numa família não religiosa, habituei-me à construção do presépio. Nasci onde as famílias se juntam - às vezes vindo de pontos opostos do país -  e durante uma noite e um dia celebram o que as une e partilham amor.

E sim, é verdade que, hoje em dia, nesta época o apelo ao consumo é assustador (e sim, o Pai Natal é o São Nicolau disfarçado pela Coca-Cola...) mas depende de nós seguirmos ou não a corrente, não é?

Por tudo isto, para mim o Natal é uma época maravilhosa, em que o nosso clã barulhento (somos mais de 30...) cozinha as receitas dos ancestrais, recorda histórias de outros tempos, aplaude as peças de teatro criadas e representadas pelos mais pequenos em frente à lareira, simula a chegada do pai natal (que se escapa sempre sem ser visto) e partilha presentes. Sim, presentes. Comprados, alguns. Feitos, outros. Presentes escolhidos com carinho para quem os recebe. E sempre fomos regrados e apenas saudavelmente consumistas, ainda no tempo em que não se falava sequer de consumismo...

Pronto, dito tudo isto, venho aqui hoje porque também vos quero ofertar um miminho. Não só porque é Natal, mas porque em novembro este projecto celebrou 3 anos (onde já vai o "um ano"...) e continuo a sentir-me imensamente reconhecida por todos vocês, que desse lado me lêem, escrevem comentários e emails, me aconselham, me corrigem, me acarinham. Obrigada!!!


Assim, vou sortear, entre vocês, uma caixinha surpresa (porque eu adoro presentes surpresa...)! Só vos posso dizer que tem algumas coisas boas, feitas por mim. No dia em que revelar @ feliz contemplad@, mostro-vos o conteúdo, está bem?

Para se candidatarem, têm que ser seguidores deste blog (ou tornarem-se agora) e escreverem um comentário a este post até às 23h59 de 17 de dezembro. No dia 19 publicarei o resultado.

Boa sorte!

Ah! E aqui encontrarão os post de medidas relacionadas com o Natal.

1 de dezembro de 2011

Natal


Para mim a época natalícia começa hoje, 1 de Dezembro, independentemente de "lá fora" já haver indícios há uns... meses, poderei dizer?!...

E, como já tive oportunidade de dizer, eu gosto do Natal. Sim, também gosto das prendas, de as dar a quem trago no coração, de as receber... Mas as prendas são uma parte de algo maior, uma fascinante mistura de crenças, tradições, algumas tão antigas que se perdeu nos tempos o seu porquê; interpretadas, adaptadas, transformadas, cunhadas, a cada ano, por cada família que as adopta. Para mim o Natal é o entusiasmo em estudar e fazer as decorações de Natal; o escolher ou fazer carinhosamente cada presente, cada oferta, até os embrulhos; o partilhar com amigos, vizinhos, desconhecidos; o participar na alegra labuta dos doces tradicionais segundo receitas herdadas; é a leve excitação que paira no ar até ao dia 24; é a alegria esfuziante dos mais pequenos, ... Sim, é confusão, risos, conversas, abraços, frio lá fora e lenha a arder na lareira, cheiro a calda de açúcar, a pão a levedar e a especiarias. É também acreditar que tudo é possível, que o bem prevalece, que no fim ganha o Amor.

O segundo mês deste blog foi também um dezembro (o de 2009!) e noto bem, agora, a diferença entre os post de então e os mais recentes. Mas tenho por eles um carinho maternal (eh, eh) e penso que continuam actuais. Deixo-vos aqui um pequeno resumo se os quiserem consultar:

- neste falo sobre a árvore de Natal e neste sobre o decorar a árvore (e aqui tem uma imagem de outras estrelas de papel que fiz);
- aqui deixo sugestões de presentes mais amigos do ambiente e aqui a carta que escrevi ao Pai Natal...;
- neste e neste post falo sobre os embrulhos, e neste sobre os cartões e etiquetas de Natal;
- se, como eu, gostarem de velas, leiam este e, já agora, este post;
- e aqui deixo-vos uma das receitas vegetarianas do meu Natal!

Se, como eu, gostarem de fazer (algumas d)as coisas que oferecem, na internet não faltam "blogs" e "sites" cheios de ideias fantásticas e com óptimos passo-a-passo. Se preferirem (e caso precisem...), "surgem", por esta altura, oficinas onde nos ensinam a fazer presentes, lembranças, decorações (algumas revistas, como a Visão, costumam trazer uma listagem destes locais). Por exemplo, o Núcleo do Porto da Quercus organiza algumas oficinas e até uma eco-feira de Natal. E, em Matosinhos, o Coisas Assim, que se dedica não só ao ensino de "artes e ofícios", mas também à divulgação de artesãos portugueses, tem vários workshops de Natal. Mais há, claro, falo apenas daqueles que conheço por experiência própria. Se tiverem outras sugestões - e quiserem - deixem-nas aqui nos comentários!

E se quiserem ser o Pai Natal e levar magia a uma criança que dela bem precisa, escolham uma carta e realizem um sonho, participando na campanha dos Ctt, Pai Natal solidário.

E agora vou continuar a tratar da decoração de Natal, que, provavelmente, só estará pronta no fim-de-semana... Ah!!! E inspirada pela minha amiga Cláudia (professora do 1º ciclo) que esteve a cortar 25 janelinhas em cada uma de 70 cartolinas (para os seus alunos completarem...) vou voltar a fazer um calendário de natal, como quando era pequena!

18 de janeiro de 2011

188 - Fazer velas com óleo de cozinha usado


Desde que descobri os perigos das velas de parafina que me vejo grega para encontrar velas amigas do ambiente (e da nossa saúde... o que, obviamente está interligado - mas este é outro assunto...). Velas de cera de abelha (e não pode ser qualquer cera de abelha) ou de óleos vegetais (e não pode ser qualquer óleo vegetal) não abundam por aí!

Eu sei (e já o disse por aqui): as velas são um anacronismo... mas um belo anacronismo, quanto a mim. Ainda nenhuma lâmpada conseguiu recriar a luminosidade, a atmosfera, da chama tremeluzente de uma vela.

Também desde essa altura fiquei à espera (bem atenta) de uma invenção portuguesa em evolução: uma máquina para transformar óleo de cozinha usado em... velas!

E ela chegou... e em Maio do ano passado fui uma das felizardas que ganhou a hipótese de ser cobaia na utilização da oon candlemaker. E, claro, apaixonei-me. Porquê? É linda, não gasta quase energia nenhuma, cerca de 80% do material usado na sua construção é plástico reciclado, não é testada em animais e faz óptimas (e duradouras) velas reutilizando o óleo das nossas cozinhas. E fá-lo de uma maneira verdadeiramente simples!


Depois de um mês de testes, testemunhos e de uma bela quantidade de velas, estava pronta para o próximo passo: escrever a minha carta ao pai natal. Sim, nunca na minha vida fiz o meu pedido ao senhor das barbas brancas tão cedo... E já não me lembrava de desejar tanto o dia 24 de dezembro (e eu adoro o natal, sempre)!

E como até me portei bem...

... estreei a minha oon candlemaker fazendo uma bela vela laranja (a da imagem já é outra), reciclando - também - um frasco de vidro!


Na verdade, quase não usamos óleo cá em casa, por isso tenho-o recolhido pelas cozinhas da família e amigos, contangiando-os a tal ponto que vou ter que começar a vender ou óleo ou velas...

E agora posso acender a minhas velas sem problemas de consciência (entre outros)!

A Raquel, mais conhecida como Topas, enviou-me um vídeo que ensina a fazer velas caseiras com óleo de soja e que, aparentemente, pode ser adaptado, utilizando-se óleo usado. Não tão rápido e prático como com a oon candlemaker, mas se calhar fica um bocadinho mais em conta... ou não!

(Se és meu amigo e estás a ler este post, ficas já a saber que provavelmente vais receber uma vela no teu próximo aniversário! Oh, estraguei a surpresa...)

25 de dezembro de 2009

55 - Fazer o prato vegetariano de almoço de Natal só com produtos nacionais e da época


Rolos de Couve (há lá coisa mais portuguesa!)
(cozinhados por mim, em casa da minha mãe, em Vila Meã, Amarante)

tempo de preparação: 40 minutos
tempo total de cozedura: 30 minutos
porções: 6

- 6 folhas grandes de couve (penca, de Vila Meã)


recheio
- 2 colheres de chá de azeite (caseiro, de Trás-os-Montes);
- 4 cebolas bem picadas (de agricultura biológica, do quintal da minha mãe);
- 1 dente de alho esmagado (da mesma proveniência das cebolas);
- 2 colheres de sopa de concentrado de tomate (nada de concentrado: molho de tomate, caseiro, feito, no verão, com tomates biológicos em... Vila Meã);
- 75 g de corintos (portugueses, mas não sei de onde);
- 2 colheres de amêndoas lascadas (portuguesas, de Trás-os-Montes);
- 1 colher de chá de sementes de cominhos (não sei a proveniência, estão num frasco sem etiqueta);
- 1/2 colher de chá de canela em pó (não sei a proveniência, mas não deve ser portuguesa);
- 2 colheres de sopa de salsa finamente picada (biológica, apanhada na altura);
- 470g de arroz longo cozido (bem português!);
- 250ml de caldo de legumes (feito no momento, com legumes caseiros e biológicos).

molho de iogurte
- 185g de iogurte natural (da Longavida);
- 1 colher de chá de cominhos moídos (não sei...);
- 1 colher de sopa de hortelã finamente picada ("selvagem", apanhada na altura).

1 - Aqueça previamente o forno a 190ºC. Unte um prato fundo de ir ao forno com manteiga derretida ou óleo (usei azeite).

2 - Em água a ferver (juntei sal), escalde as folhas de couve durante 10 segundos ou até ficarem macias e maleáveis. Escorra, retire o talo das folhas e reserve.

3 - Para fazer o recheio: aqueça o azeite num tacho grande, junte a cebola e o alho e cozinhe em lume brando durante 30 segundos (que precisão...). Adicione o concentrado (molho) de tomate, as passas de corinto, canela, salsa e arroz, mexendo até estar tudo bem combinado. Retire do lume e deixe arrefecer ligeiramente.

4 - Coloque 3 colheres de sopa do recheio na borda de uma folha de couve. Enrole a folha, dobrando as extremidades. Repita este processo com as restantes folhas e recheio. Coloque os rolos, com a dobra virada para baixo, no prato de ir ao forno e regue com o caldo. Em cima dos rolos coloque um prato de ir ao forno invertido para evitar que se desmanchem (não coloquei e não fez falta). Cubra com papel de alumínio e leve ao forno durante 20-25 minutos ou até os rolos estarem bem quentes.

5 - Para fazer o molho de iogurte: misture o iogurte com os cominhos e a hortelã. Sirva a acompanhar os rolos de couve, frios ou quentes (quentes, frios não são tão bons). O molho de iogurte deve ser feito na hora de servir.

in
O livro essencial da cozinha vegetariana
Susan Tomnay (direcção) - Murdoch Books
Könemann
Colónia, 2000

Hum!!! Ficaram muito bons! E, tirando os condimentos (a lembrar o Oriente...), com ingredientes portugueses e os frescos da época e biológicos! Vou ter que repetir fora desta farta época natalícia, para apreciar melhor...

24 de dezembro de 2009

54 - Juntar cartões a explicar o porquê das prendas “verdes”


Confesso que não escrevi quase nenhum cartão a explicar as prendas ecológicas...

... mas expliquei detalhadamente, a quem as entreguei, as razões das minhas escolhas.

O que, não me querendo desculpar, acaba por ser mais produtivo.

Quando digo "este saco em pano é para levares quando fores às compras e não gastares sacos de plástico", surge um "ai é?" e uma pequena conversa sobre os malefícios dos sacos plásticos e acabamos a falar das ceiras e dos cestos de antigamente (e óptimos para serem recuperados).

E, também não para me desculpar, ainda bem que não coloquei cartões nos presentes entregues hoje! Na minha vasta família, há um pequeno bando de duendes" furiosos" que abrem, não só as suas prendas, mas também fazem questão de ajudar os restantes nesta tarefa, destruindo tudo o que se interpõe entre eles e o presente propriamente dito.

(nada, nada parecido com este cenário...)


O que não ajuda nada na minha tarefa de recuperar papéis de embrulho.

Agora, durante os próximos dias, a minha tarefa é "lembras-te daquele creme que recebeste? É natural e ..."

22 de dezembro de 2009

52 - Embrulhar as prendas com papel usado e/ou reutilizado


Os materiais para embrulhar os meus presentes:


Vou reutilizar sacos (tapando as marcas com colagens) nalgumas prendas, mas a maioria - as da minha família - vão ser embrulhadas no papel castanho.

Como vão ser entregues todas na noite de Natal - pelo Pai Natal - costumo embrulhá-las todas da mesma maneira, para serem facilmente identificadas com um determinado Pai Natal, sem serem necessárias etiquetas...

Tenho imenso deste papel castanho. Vinha, no interior duma série de encomendas que recebi, a proteger as coisas (substituíndo o esferovite!). Daí o seu aspecto amarrotado.

Uso o cordel ou o fitilho para prender os embrulhos e os guaches, o carimbo e as flores para fazer os enfeites!

Para quem tiver tecidos, encontrei um sítio com ideias engraçadas, embora com padrões nada giros...


21 de dezembro de 2009

51 - Não comprar fitas de materiais plásticos


Não comprei fitas plásticas, mas vou usar, também, fitas plásticas...

Todos os anos guardo, na noite de Natal, fitas, laços e afins, de vários materiais, para usar durante o ano e até no Natal seguinte. Tenho um saquinho cheio delas e reutilizá-las parece-me melhor do que deitá-las fora.

E tenho pronto um rolo de cordel porque não vou usar fita-cola!

Também se conseguem fazer coisas engraçadas com fios e fitas, e selos, flores, botões, postais e cartões de natal, e até decorações natalícias (bonecos pequeninos, por exemplo). E com uma tesoura consegue-se fazer fitas bem enroladinhas com papel.


20 de dezembro de 2009

50 - Deixar de comprar velas de parafina, optar pelas de cera de abelha ou à base de soja


A parafina é um derivado de petróleo, poluente e prejudicial para a saúde. Segundo li, se estiver a queimar velas com parafina… "é o mesmo que pôr um escape de um automóvel em casa" (ai, ai, e eu que comprava tanto as velas do IKEA...).

Não sendo de parafina, podem ser feitas com cera de abelha ou óleos vegetais (soja, palma). Estas últimas ardem mais lentamente e não aquecem tanto como as de parafina, o que significa que duram mais tempo (até 50% mais) e libertam melhor os aromas. São ainda solúveis na água, o que é bom no caso de caírem e sujarem alguma coisa.


Andava eu, então, à procura de informação sobre velas vegetais, quando encontrei algo ainda melhor: velas vegetais feitas com óleos usados!

Há uma empresa japonesa que comercializa velas que, além de serem feitas com óleo usado, reutilizam e reciclam vidro, para os recipientes. Mas vêm do Japão...

E mais recente, e portuguesa, uma empresa, a oon que está a desenvolver uma pequena máquina que nos permitirá fazer, em casa, as nossas velas de óleo usado! Nesta época natalícia, comercializam umas velas feitas por eles (um pouco caras), mas, tendo em conta que estava previsto para este ano o lançamento da tal máquina, já não deve demorar muito (quanto custará?).

Enquanto espero pela máquina - e visto que não encontrei, em nenhuma loja que visitei, velas vegetais - vou experimentar umas velas de cera de abelha que comprei numa feira de artesanato (cada uma, de tamanho médio, custou 2€).

E, claro, gastar a embalagem das mini-velas do IKEA que tenho no armário. Vou é ter de o fazer com as janelas abertas...

16 de dezembro de 2009

46 - Fazer os cartões de boas festas com materiais amigos do ambiente


Gosto muito dos cartões que estou a fazer!

Como preciso de mais cartões para presentes do que de boas festas, ainda vou nos primeiros.

São integralmente feitos com restos de cartolinas, cartões, tecidos, fitas, recortes de revistas, mil e umas coisas que vou guardando, porque eu sou como os esquilos, armazeno, armazeno, armazeno, ... Porque pode ser útil um dia, não é? E não é que tinha razão?!

Digam lá se até não ficaram bem?!




12 de dezembro de 2009

42 - Escolher, para oferecer, prendas “verdes”


Gosto de oferecer prendas a quem amo. E gosto de procurar aquela prenda para aquela pessoa, a prenda que lhe vai acender um brilhozinho nos olhos. Tendo em conta que tenho uma grande família e alguns amigos... é tarefa para algum tempo. Este ano, a juntar a todos os outros critérios, tenho que ter presente a ideia de que cada prenda deve ser o mais possível amiga do ambiente. Neste momento, que inicio este desafio, estou entusiasmada com esta "tarefa".

Pelas razões óbvias não vou dizer, hoje, o que vou oferecer neste Natal... Podem perguntar-me depois do dia 24.

Mas deixo as ideias que encontrei, as de que me lembrei, as que me sugeriram, sem dizer as que vou seguir...

Esta ideia dos kits encontrei na net:

- kit “vamos ao mercado”
compre uma cesta de verga, um pano giro, um quadro de giz e junte a dica para irem ao mercado.
- kit sapatos - sabia que a graxa tradicional faz mal ao ambiente?
(eu não sabia. Já serve para mais uma medida...)
ofereça um kit com um creme amigo do ambiente, um pano e uma escova;
- kit spa - está tão na moda...
ofereça uma luva de crina e uma pedra pomme. Para dar ambiente, acrescente uma vela (sem parafina);
- kit pilhas
compre uma pequena caixa de madeira, decore-a com papéis ou umas pinturas alusivas. Ofereça para que as pessoas possam lá guardar as pilhas que devem ser recicladas;
- kit jardinagem
compre uma pá de jardinagem, umas luvas e uns pacotes de sementes;
- kit plante uma árvore
compre uma árvore pequena para que possam plantá-la num local especial e vê-la crescer aos poucos.

Outras sugestões:
- uma bicicleta;
- a sobrescrição de uma revista de ambiente ou de defesa animal;
- lápis e cadernos reciclados;
- pequenos vasos com cactos coloridos;
- sacos de pano para compras, sacos de compras com rodinhas;
- carregador de baterias solar;
- floreira de ervas aromáticas;
- um cabaz gourmet ecológico: com produtos orgânicos e de comércio justo (chás, cafés, chocolates, azeite, conservas, vinhos, compotas, ...);
- um cabaz com produtos de beleza naturais;
- malas recicladas: há umas muito giras feitas de lonas usadas;
- candeeiros de presença, de exterior, a energia solar;
- casa para pássaros;
- um cão ou um gato trazido de uma associação de ajuda animal ou de um canil;
- t-shirts de algodão biológico;
- uma iogurteira;
- ecoponto caseiro;
- um cheque-prenda para uma massagem;
- plantas (adequadas ao clima onde vão ser colocadas);
- livros com dicas sobre como ser mais ambientalmente sustentável;
- dois bilhetes para o teatro;
- fazer bolachas e biscoitos e oferecê-los, de preferência em caixas reutilizadas, decoradas em casa;
- para quem tiver "jeito de mãos", oferecer outras coisas "feitas por nós": bijuterias e acessórios, roupas, ...
- ...


8 de dezembro de 2009

38 - Pedir que me ofereçam presentes “amigos do ambiente”


Desde crianças que eu e os meus irmãos escrevemos, no início do mês de Dezembro uma carta - cada um a sua - ao Pai Natal, colocando-as depois na nossa caixa do correio onde ele, ou um dos seus ajudantes, as vinha buscar (deliciosa ingenuidade infantil). E digo escrevemos porque continuamos a fazê-lo, numa tradição familiar cheia de ternura, embora às vezes a carta seja electrónica...


Esta é a minha carta deste ano:

Querido Pai Natal,

Este ano não te vou pedir nada em específico.
Este ano quero lançar-te um desafio. Quando escolheres os meus presentes (e já agora os das outras pessoas também) pensa “verde”! Eu explico-te melhor: sei que na Lapónia vives em perfeita harmonia com a natureza e até te deslocas num veículo ecológico (e tratas muito bem as renas) mas, infelizmente, nem em todo lado é assim.
Podes ajudar oferecendo presentes que contribuam para melhorar o impacto de quem os recebe no meio ambiente. Presentes que sejam ecológicos (reciclados, biodegradáveis), não impliquem exploração animal, não tenham na sua composição elementos perigosos para a saúde e o ambiente e cuja produção, de preferência do país de origem de quem os recebe, não advenha da exploração de mão-de-obra.
Pode dar um bocadinho mais de trabalho mas nada que alguém com a tua experiência não consiga resolver.
E vais ver que compensa: pelo menos eu vou adorar!

Beijinhos da Ema

2 de dezembro de 2009

32 - Reutilizar e reciclar os enfeites de Natal


Gosto do Natal e de tudo o que lhe é inerente.

Quando era pequena (esta é sempre um boa altura para recordar...) a idealização das decorações de Natal era, principalmente, uma tarefa minha e do meu pai. Como somos "pagãos", o nosso centro de interesse era/é a árvore. Todos os anos havia um tema ou uma cor base. E já fazíamos reutilização! Um ano passámos, todos, horas a fazer embrulhinhos com caixas de comprimidos e papel brilhante, com lacinhos e tudo (ainda não havia à venda sacos deles prontos por tuta e meia... e ainda bem). Outro ano fizemos estrelas em papel (com a técnica dos leques).

Depois subi de posto de passei a ser eu a tomar as decisões... Houve um ano que fiz pipocas, enfiei-as em fios e envolvi o pinheiro nelas, juntamente com umas maçãs (artificiais...) penduradas. Experimentem (a parte das pipocas)! Dá um bocadinho de trabalho mas fica muito giro!

Apesar de já estar habituada a, além de comprar, fazer decorações, e mesmo tendo uma caixa cheia delas, todos os anos, quando vejo coisas giras... compro! Até agora.

Este ano vou reutilizar algumas das decorações que já cá tenho: umas bolas, fitas e estrelas de "neve" e fazer outras, reutilizando!

Como tenho muitas revistas vou "repetir" as estrelas em leque...

... e fazer umas que aprendi com a minha priminha Beatriz, um origami bem simples mas que faz um efeito bonito:


Mais ideias, aproveitando "lixo":

com botões e com caricas (também se pode fazer com cápsulas nespresso)


com cd


com fundos de garrafas de plástico

e mais não faltará, é só dar asas à imaginação!


1 de dezembro de 2009

31 - Não comprar árvore de Natal, reutilizar a artificial


Quando éramos pequenos a nossa árvore de Natal era um ramo de pinheiro-bravo, proveniente dos cortes legais. Depois apareceram os pinheiros nórdicos, estrangeiros sim, mas que preenchiam muito melhor a nossa ideia infantil de um pinheiro de Natal. O meu pai comprava-os envasados. Durante o resto do ano ficavam no nosso pátio e depois, quando já estavam grandes demais para entrarem na sala (houve um ano que tocava mesmo no tecto!), plantávamo-los, primeiro, algures na "natureza", depois no terreno da casa que os meus pais compraram na aldeia. Alguns morreram decerto, mas neste momento lá em casa existem dois grandes e belos pinheiros.

Quando o meu irmão mais novo era bébé (a gatinhar e a começar a andar...) cheguei a fazer uma árvore de natal a partir de um aro de bicicleta (tenha pena de não ter tirado fotos) num ano, e noutro com colagens na parede.

No ano passado, o primeiro que eu e o Zé Manel passámos juntos, compramos, a contragosto, uma árvore artificial. Eu sei, não o devíamos ter feito, é de plástico. Mas a experiência que tinhamos da interacção das nossas gatas com o mundo vegetal dentro de portas não era nada positiva...

Este ano até estávamos a pensar experimentar um pinheiro natural, não muito grande, num vaso...

Mas já que cá temos este pinheiro artificial (que até faz um bom efeito), toca a reutilizá-lo!

Na internet encontram-se sugestões para todos os gostos. Aqui uma árvore feita a partir de garrfas de vidro verdes, aqui uma com cd, aqui e aqui a partir de livros usados, esta é feita com rolos de papel higiénico, esta utilizando almofadas. Nesta ideia é só utilizar a estante (e os respectivos livros) lá de casa. E mais ideias não faltam...

Eu apaixonei-me por esta: