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22 de março de 2010

142 - Quando regar as plantas, usar a água dos "pratos" (em excesso) para regar outras plantas


Tenho reparado que cada um de nós, os - felizmente cada vez mais - "maluquinhos" que se preocupam com o seu impacto no planeta, tem uma "causa do coração", como lhe chamo. Dentro da defesa do meio ambiente, há aquele "departamento" que faz vibrar mais forte uma corda cá dentro... Eu sei, eu sei: está tudo interligado! Mas vejam se não é assim convosco. Pode ser a defesa dos animais, como a minha amiga Zita, o uso dos transportes públicos, a poupança energética, ou, no meu caso, a ÁGUA: doce, salgada, tudo o que se relacionar com "prejudicar" as águas do nosso Planeta provoca-me arrepios nada agradáveis, desde alguém a deixar uma torneira aberta, ou a "regar" o carro, até imagens de poluição dos mares ou de matanças de golfinhos.


para quando vamos de férias, reutilizando garrafas de Pet

Assim já antes deste desafio tinhamos tomado o que considero as medidas básicas para diminuir o gasto deste bem mais que precioso:

- Ter atenção ao consumo de água (medida que vem sempre nas "listas de coisas a fazer para ajudar o ambiente" e que é tão genérica como "reciclar...")
- "Regar as plantas com a água do banho e de lavar a roupa". É mais com a água de lavar e cozinhar os legumes. A água do banho e de lavar algumas peças de roupa à mão vai para o autoclismo;
- Instalar um tijolo ou uma garrafa de água dentro do autoclismo (uma garrafa grande);
- Tomar duches rápidos;
- Só fazer programas longos (na máquina de lavar roupa) quando é relamente necessário;
- Lavar os dentes e fazer a barba (no caso do Zé Manel...) com a torneira fechada;
- E, apesar de a razão inicial não ter sido esta, a verdade é que ser vegetariano (só eu...) também reduz os gastos de água (para produzir 1kg de vegetais gasta-se, qualquer coisa como, 150 vezes menos água do que para produzir 1kg de carne).



solução para reutilizar as águas da chuva

Entretanto, desde Novembro, temos implementado novas medidas não só para reduzirmos ainda mais o gasto de água cá por casa e mas também para a poluirmos menos (e outras estão na lista de espera, como, por exemplo, substituir o chuveiro):
- utilizar detergentes sem fosfatos e outros químicos poluentes e encontrar soluções mais naturais para as limpezas (para o chão, para lavar a louça, para lavar e amaciar a roupa e também para as nódoas e para branquear);
- optimizar a lavagem à mão da louça, enquanto não temos uma cozinha com máquina, colocando também um economizador na torneira e até usando menos utensílios, copos, ...;
- lavar os dentes apenas com um copo de água (ou menos!);
- e até cortar o cabelo (acreditem, poupo muita água)!

dispositivo para extrair água do ar ambiente

Chega a um ponto (este...) em que se torna um vício, tentar encontrar novas maneiras de "prejudicar" menos a água.

funil para recolher as águas da chuva
Foi por isso que, num dia destes, ao regar as plantas da varanda, me lembrei de reutilizar a água recolhida nos pratos por debaixo dos vasos para regar outros vasos! Simples, melhor para as plantas porque segundo me disseram não se deve deixar ficar a tal água nos pratos (pode contribuir para apodrecer as raízes).
Também aprendi que se deve regar sempre cedinho pela manhã e não à noite (normalmente nas dicas ecológicas refere "regar de manhã cedo ou à noite") porque - à noite - aumenta o risco de proliferação de fungos.

21 de março de 2010

141 - Plantar Portugal


Ontem de manhã fui aprender a fazer compostagem. De tarde íamos participar na iniciativa Limpar Portugal; estavamos inscritos no grupo de Matosinhos, quase desde o início. Mas... à precisa hora (15h00) a que estava marcado o reinício da limpeza, a chuva começou a cair. Não uma "murrinha", não uma chuva aceitável quando a vontade é muita. Não, a chover MESMO, como se estivesse a acontecer tal pela última vez! De tal maneira que os responsáveis pelo nosso grupo tiveram que cancelar a continuação dos trabalhos. Tive pena, muita pena, por não ter tido parte activa nesta limpeza nacional. Principalmente pelo simbolismo da mesma, até porque lixo da rua, apanho eu quase todos os dias...

Bom, já que não pudemos "Limpar Portugal", hoje acordámos cedo para irmos "Plantar Portugal".

Participámos nas actividades organizadas pela Lipor, no seu novo Parque Aventura (construído sobre um aterro selado...). A ideia era ajudar a plantar árvores no Parque, para o tornar (a médio/longo prazo...) mais verdejante.

Como chegámos cedo (à hora marcada para começar...) ainda tivemos tempo para passear, andar de bicicleta, conhecer o Ernesto (o burro da Horta da Formiga) e fazer uma folha de papel reciclado. Actividades que fizeram as delícias da Inês (a filha da nossa amiga Isabel, ambas recrutadas para esta iniciativa).


Plantámos, cada um de nós, 3 árvores. Como podíamos escolher (havia umas nove espécies) eu plantei um carvalho, um pinheiro manso e um azevinho (tudo árvores autóctones). Os animadores foram muito simpáticos e deixaram-me trazer uma nogueira para a minha mãe (a dela secou) e um plátano (por causa do livro "Beatriz e o Plátano"...) que plantei num vaso grande na minha varanda, à espera de um lugar (especial) para o transplantar!

25 de fevereiro de 2010

117 - Plantar uma árvore por cada livro que comprar


Os antigos celtas (e provavelmente outros povos) plantavam, se não me engano, duas árvores por cada uma que cortavam. Penso que na Suécia têm uma filosofia semelhante, pois apesar de ser um país onde a madeira é um material tradicional de construção, a floresta continua a crescer, e de forma sustentável (é o país que tem a maior extensão de floresta certificada do mundo).

Hoje, já não sabemos quantas árvores cada um de nós "corta" para manter os hábitos do dia-a-dia: folhas para imprimir, revistas para ler, um novo móvel, ... E nem nos lembramos que devemos compensar o nosso gasto, plantando outras!

Esta ideia surgiu-me ao encontrar este site onde as pessoas podem compensar os livros que compram, contribuíndo para plantar novas árvores em países onde elas fazem mais falta.

E porque não ser eu mesma a plantar as árvores?

Como tinha algumas sementes que me foram dadas (num dia da árvore, provavelmente) resolvi pensar com antecedência e semear árvores na minha varanda, para - quando comprar um livro - as poder plantar na natureza.

Tenho sementes de pinheiro-bravo, carvalho e de uma árvore (que não sei como se chama) do jardim do meu bairro. Tirando a árvore (ainda) desconhecida, as outras são autóctones. Estou a experimentar... Pelos vistos devia ter, antes, colocado as sementes no frio, mas pelo menos a altura (Inverno/Primavera) não é muito má. Coloquei-as em turfa, num vaso e agora só tenho de as manter húmidas e esperar que germinem, para as poder transplantar. Se não resultar, em Setembro vou apanhar bolotas (no terreno da minha mãe há muitas) e tentar da maneira mais correcta...


E se quando comprar um livro (deve ser o No Impact Man, porque não tem na biblioteca, nem conheço ninguém por perto que mo empreste...) elas ainda não estiverem prontas (...), compro uma árvorezinha! Tenho a certeza que no próximo mês vou aprender mais sobre plantar árvores...

E olhem que ideia tão linda: lançar balões (biodegradáveis) cheios de sementes de árvores!

17 de fevereiro de 2010

109 - Utilizar o Ecosia como motor de busca


Há um (novo) motor de busca que ajuda a salvar a floresta tropical: ecosia.
Não tem o fundo negro (ainda) como o blackle, que nos ajudando a poupar energia, mas, por cada simples pesquisa, gratuita, através do ecosia, ajudamos a salvar 2m2 de floresta tropical. Bom, não?

É uma parceria entre a Yahoo, a Bing e o World Wide Fund for Nature (WWF) e é financiado através de “cliques” em links patrocinados (que aparecem no lado direito dos resultados das pesquisas).


É fácil de instalar: basta fazer o download, depois é só definir o Ecosia como motor de busca por defeito (no meu computador fi-lo, dentro do internet explorer, na setinha mesmo por baixo do X para fechar a página, em manage search providers...) e já está. Adicionei-o na barra superior dos favoritos, mas basta colocar a palavra ou frase que procuro na caixa de busca (em cima, à direita) e esta é feita através do ecosia. Na página, em baixo ao meio, aparece a indicação de quantos m2 já "salvámos" e quanto já foram salvos desde o começo do motor de busca.

Sabe bem saber que "cada utilizador poderá proteger 2000 m2 de floresta por ano, o que corresponde aproximadamente às dimensões de um campo de hóquei no gelo. Além disso, se apenas 1% dos cibernautas de todo o mundo fizessem as suas pesquisas no Ecosia, a cada ano salvaguardava-se uma área de floresta equivalente às dimensões da Suíça."

Não dá para procurar imagens ou vídeos... mas para as buscas simples parece óptimo!

14 de janeiro de 2010

75 - Ter plantas dentro de casa


Nós temos 3 gatas (a yari, a pucca e a kuri) e, uma das coisas que se diz destes nossos amigos, é que gatos e plantas são incompatíveis.

Quando viemos para este apartamento, ainda só com 2 gatas, realojamos logo todas as plantas de interior que já cá estavam: umas em casas de familiares, outras no exterior. Sim, no exterior... Fizémo-lo instintivamente, porque não temos muita experiência em jardinagem, e resultou! Ficamos com uma varanda preenchida com belas plantas viçosas.

Mas cá dentro, nada. Na altura e partindo daquela ideia generalizada, a nossa decisão foi imediata e sem opção de período para reflexão. Nem demos oportunidade às nossas bichinhas de mostrarem que até gostam de plantas.

E gostam! Tirando o pormenor da yari gostar de se deitar na terra do grande vaso das orquídeas, as plantas da varanda não parecem despertar nenhuma emoção ou instinto nas nossas gatas.


Há uns meses a minha amiga Ana ofereceu-me um cíclame e despertou em mim a vontade de ter plantas dentro de casa. Entretanto a planta morreu (não por causa das gatas, mas provavelmente por culpa minha) e fiquei um bocadinho desmoralizada... No mês passado, ao navegar pela internet, dei com um artigo sobre plantas e qualidade do ar interior e (re)acordei o que quase todos nós sabemos mas esquecemos: que ter plantas dentro de casa vai bem para além da questão estética.

O ar dentro de casa pode estar mais poluído que o ar do lado de fora da nossa janela (já agora, devemos arejar a casa pelo menos 10 minutos por dia, seja Verão ou Inverno)!
Mesmo no nosso caso, que não temos carpetes, nem móveis novos e que já estamos a substituir, gradualmente, os produtos de limpeza convencionais por outros amigos do ambiente, as plantas ajudam a melhorar a qualidade do ar.

Além disto, podemos “usar” as plantas como soluções naturais para problemas específicos de cada divisão da casa:
como os fetos absorvem humidade são bons para as casas-de-banho;
para repelir as moscas e outros insectos podemos colocar na cozinha sardinheiras e/ou manjericão (bem melhor que os insecticidas!)

Para já comecei com uns cactos pequeninos em cima da televisão porque barram as ondas electromagnéticas (???)e um Filodendro com folha em forma de coração, porque é uma das melhores plantas a filtrar as toxinas dos espaços fechados, porque é gira e porque é resistente...

E, para já, restrinjo-me à sala, onde, quando não estamos, as nossas felinas não entram.

Espero ser bem sucedida nesta minha nova tarefa de jardineira de trazer por casa, com a ajuda de um livro que herdei da minha tia: “O jardim em casa(John Brookes, Verbo, Lisboa, 1987), que dá vontade de encher as divisões todas de plantas; e de algumas dicas da internet.

E se trabalharem muitas horas num espaço fechado encham-no de plantas também! Kamal Meattle, usando 3 plantas específicas “limpou” o ar numa área de escritórios em Nova Deli, uma das cidades mais poluídas do mundo!