Mostrar mensagens com a etiqueta poluir. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta poluir. Mostrar todas as mensagens

15 de julho de 2010

166 - Alinhar a direcção do carro regularmente


"Alinhar direcção é o procedimento utilizado para corrigir o posicionamento das rodas (conjunto jante/pneu), por forma a que o veículo se movimente colinearmente com a sua linha de eixo".

Se a direcção do carro não estiver "alinhada" vai provocar um desgaste mais rápido dos pneus (mau), aumenta o consumo (péssimo...) e pode até perturbar o comportamento na estrada e a segurança do veículo (igualmente mau, não só para a nossa "saúde", mas também para ambiente, porque se for preciso arranjar ou substituir o carro...).


Devemos alinhar a direcção:
- sempre que houver forte impacto em buracos e obstáculos (ui!...);
- quando for substituído qualquer componente de suspensão ou direcção;
- quando os pneus se desgastarem em excesso ou de forma irregular;
- quando o carro apresentar tendências de instabilidade nas curvas e nas travagens;
- quando, mesmo que nada do que está nos pontos anteriores ocorra (o que dificilmente se verificará...), tiverem passado 10 000 km desde o último alinhamento (para compensar o desgaste e surgimento de folga nos componentes).

Se, ao conduzir numa estrada recta, plana e sem buracos (...), soltar (momentaneamente...) o volante e o carro "fugir" para um dos lados, é porque a direcção está desalinhada...

Simples, não é? Mais simples só mesmo alinhar a direcção da minha bicicleta...


12 de julho de 2010

163 - Adoptar um gel de banho natural


Lição de hoje: não ir à compras com pressa. Nada, nada ecológico...

Como estava com pressa e o nosso gel de banho estava no fim, quando vi o gel de banho zero % da Sanex - sem parabenos, sem corantes, numa recarga ecológica (-73% de plástico), com o rótulo ecológico europeu, nem pensei (ou olhei) duas vezes. E eu, que tinha dito - e escrito - que não comprava mais nada sem ler as letras pequeninas, agarrei-o e trouxe-o!!!


Só em casa é que me dediquei a ler as tais letras pequeninas...

Pontos positivos

- vem numa recarga, o que permite poupar os tais 73% de plástico (enchendo a embalagem do gel anterior, seja da sanex ou não...);
- não contém parabenos, nem corantes, nem phtalatos, nem phenoxyethanol, ...
- o rótulo ecológico europeu certifica, neste caso, que o gel causa um impacto mínimo nos ecossistemas aquáticos, cumpre os critérios estritos de biodegradabilidade e reduz os resíduos de embalagem;

Pontos nada, nada positivos...

- alguns dos ingredientes:

-- água (bom);
-- sodium laureth sulfate (ou SLES, que, juntamente com o sodium lauryl sulfate ou SLS, aparece muitas vezes como derivado de cocos, mas que, aparentemente, é sintetizado com derivados de petróleo. Apesar de as "entidades oficiais" afirmarem que o facto de ser potencialmente cancerígeno é uma lenda urbana, a verdade é que tem muitos efeitos secundários: causa irritação nos olhos, descamação do couro cabeludo (similar à caspa), irritações cutâneas, ...). A minha pergunta: como é que este ingrediente aparece num produto certificado com o selo ecológico europeu??? Não é prejudicial para o meio ambiente? Encontrei um relatório sobre o uso do SLES para limpar solos contaminados com petróleo. Isto poderá querer dizer que não é poluente? Quem for da área poderá ter a amabilidade de me explicar? Mas, mesmo que não seja poluente, o facto de ser prejudicial para nós não conta?!...
-- glicerina (espero que de origem vegetal, mas neste momento já não digo nada...);
-- cocamidopropyl betaine (nesta listagem aparece com aquele símbolo quadrado de cor laranja com uma cruz preta. É semi-sintético, derivado de óleos de coco... Aqui refere, por exemplo que é proibido - para cosméticos - no Canadá e é suspeito de "entoxicar" o ambiente!);
-- sodium choride (inocente);
-- coco-glucoside (inocente, mas parece que não há estudos);
-- parfum (natural???!!!...);
-- sodium lactate (inocente, a não ser que sejam veganos: é derivado do leite);
-- ácido lácteo (idem);
-- sodium benzoate (não é tóxico para o ambiente, mas aparecem as palavras cancro, neurotóxico, ... em estudo feitos em animais. Mais uma vez é proibido - para cosméticos - no Canadá...);

- eu também ia referir o facto de achar estranho o gel ser transparente. Aprendi a fazer sabonete e sabonete líquido com a Sylvia (o príncipio é o mesmo do gel de banho...) e o resultado é um líquido cremoso, de um amarelo apetitoso, mas nada transparente. Mas neste momento este pormenor já não me parece tão importante. O que me leva ao último ponto...


- a Sanex, que pertence à empresa Sara Lee, aparece em várias listas de marcas e empresas que testam em animais (aqui, aqui, aqui, só para referir algumas...)!!! Arghhhhhhh!!! E eu que, há anos, tenho o cuidado de não comprar produtos de marcas que testam em animais (antes de "só" comprar marcas ecológicas (...) até andava com uma lista actualizada na carteira, para tirar dúvidas)! Ahhhhhhhhh!!!! No relatório ambiental público da empresa não encontrei informação sobre este facto. Falam da água, dos desperdícios, de energia, das embalagens, mas nada sobre os animais.

Eu até tinha uma pesquisa feita sobre várias marcas ecológicas, naturais, biológicas (...) de gel de banho e afins, e também de várias lojas on-line que vendem produtos de limpeza pessoal amigos do ambiente, mas depois destes choques consecutivos, acho que hoje vou ficar por aqui.

Sugestão para as lojas virtuais: disponibilizem a ficha técnica dos vossos produtos porque, pelo menos eu, não compro mais nada sem saber o que representa cada ingrediente!

Vou - como bem sugeriu (no facebook) o Fernando Ramos - dedicar-me aos sabonetes... Perdi a minha confiança no rótulo ecológico europeu e estou seriamente a pensar mudar-me para o Canadá...

6 de julho de 2010

157 - Usar nozes de saponária para lavar a roupa (e não só...)


Quase desde o início deste desafio que cá em casa só entra detergente e amaciador de roupa ecológico. Também já não há lixívias, nem tira-nódoas: fui buscar as receitas antigas para resolver estas questões.

Andava a estudar a hipótese de substituir o detergente, ainda que ecológico, por outra solução ainda mais "amiga do ambiente" (nunca é demais...): ou a ecobola (há várias nuances no nome, dependendo da marca) ou as nozes de saponária.

Como a maior parte das pessoas que usa uma ecobola - segundo as próprias - continua a usar detergente (ainda que ecológico) e a Proteste testou duas delas e deu um parecer não muito positivo, resolvi experimentar as nozes de saponária ou nozes de sabão.


Estas nozes provêm de uma árvore, a saponária (sapindus mukorossi), cultivada, principalmente, na Índia e no Nepal. A casca das nozes contém uma substância denominada “saponina”, cuja acção é semelhante à do sabão quando entra em contacto com água. Segundo o folheto que vinha com as minhas nozes (da Eco meios) a indústria dos detergentes também extrai a saponina destas nozes, mas depois junta-lhe uma quantidade extra de químicos, aparentemente desnecessários.

A minha 1ª experiência foi com as nozes, propriamente ditas. Coloquei 20g delas no saquinho de algodão que veio com as nozes (também serve uma meia) e coloquei-o dentro do tambor da máquina. Como, neste momento, lavo a roupa na temperatura mínima, é aconselhável, também segundo o Eco Meios, interromper a lavagem quase logo no início (mal a roupa fique ensopada) umas duas horas, porque na água fria as nozes demoram mais tempo a libertar a saponina. Assim, ficam de molho. Confesso que para mim, não é muito prático porque tenho tarifa bi-horária e só ligo a máquina depois das 22h... Mas como tudo, é uma questão de hábito e coordenação!

E que tal? Resulta! A roupa sai limpa (claro que, tal como com os detergentes, as nódoas difíceis têm que ser tiradas antes), a cheirar a... a... a nada! É mesmo isso, não cheira a nada, porque o "cheirinho" dos detergentes é completamente artificial (ainda assim, para quem gostar de roupa perfumada pode colocar umas gotas de um óleo essencial no saquinho ou na meia). Como sei que a roupa ficou mesmo lavada? O Zé Manel é daquelas pessoas que quando sua, sua a sério, a pingar e tudo. Tendo em conta que é professor de educação física/ginástica e instrutor de karate, imaginem como fica a roupa dele... E nenhum desses cheiros de "pessoa bem activa" ficou na roupa lavada...

As mesmas nozes podem ser usadas em quatro lavagens. Depois podem ser usadas como adubo ou colocadas no composto. Também se pode usar, do mesmo modo, para lavar a louça na máquina (não experimentei, porque ainda não tenho).

A minha 2ª experiência (há que testar tudo) foi com a água de "lavar as nozes". Coloquei um litro de água numa panela (com mais capacidade, porque ao ferver, claro, faz espuma) e quando começou a ferver, coloquei 50g de nozes. Deixei ferver durante 10 minutos (segundo indicações do folheto), coei (as nozes ainda dão para usar umas três vezes na máquina) e usei mais ou menos 200ml deste líquido numa outra lavagem de roupa à máquina. A ideia era não precisar das tais 2 horas de molho, mas não fiquei satisfeita com o resultado. A roupa não ficou "tanto" a cheirar a... nada!

Depois, ao pesquisar pela internet, li, em mais do que num sítio, a indicação para deixar as nozes ferver durante apenas 2 minutos, mas ainda não experimentei (para ver ser o problema foi ferverem demais)...

No entanto juntei o que sobrou do líquido - porque deve ser usado no espaço de 15 dias - ao meu champô (as nozes são recomendadas para quem tem couro cabeludo sensível e/ou caspa), ao sabonete líquido e ao detergente (manual) da louça e não diminuiu em nada a eficácia destes produtos (e assim rendem mais!).

É, pelos vistos, um verdadeiro multiusos (também é champô para animais, detergente lava-tudo - devido às propriedades bactericidas e fungicidas da saponina, limpa-vidros, detergente para o automóvel, limpa jóias, ...), até dá para repelir insectos das plantas! Mas eu ainda não experimentei este líquido no seu estado puro (que também se pode perfumar, juntando à fervura uma ou duas plantas aromáticas: salva, alecrim, hortelã, ...). Vai ter que ficar para a próxima embalagem porque esta já está quase a acabar (como foi para "testar" era uma das pequenas)! Também hei-de experimentar pulverizar as nozes na Bimby (a seco, porque depois de fervidas não resulta...)

Ainda não as encontrei à venda, a não ser na internet. Na Eco meios, um saco com 500g de nozes de saponária custa 10€, na Efeito Verde (assim como no Centro Vegetariano), um saco com 1Kg custa 14,30€. Não sei o porquê da diferença nos preços, mas o folheto que vinha com as nozes da Eco meios diz que são de produção biológica (apesar de não ter visto nenhum símbolo de certificação). Mas tanto num caso como noutro (mesmo com os portes), em termos económicos, compensa. Basta fazer as contas, tendo em conta que 20g de nozes dão para 4 máquinas de roupa...

E em termos ecológicos? Há menos embalagem (apesar de, como vêm pelo correio há sempre a embalagem da encomenda...), não há "fabricação" (as nozes são apenas apanhadas das árvores). Por outro lado vêm da Índia (ou do Nepal), com tudo o que implica o transporte desde esses países (os detergentes ecológicos da Ecover ou da L'arbre Vert vêm de França).

O que acham? As nozes ou o detergente ecológico?


Entretanto no cantinho da aromáticas, encontrei saponárias e trouxe uma para casa já a programar ter a minha produção de nozes de sabão... Mas as nozes de saponária vêm da Sapindus mukorossi, e a minha plantinha é uma Saponaria officinalis!!! O nome comum parece ser o mesmo, mas são plantas distintas. Mas como a minha também tem "propriedades saponárias", vou esperar que cresça para experimentar...

29 de março de 2010

149 - Não comprar filmes


Tal como disse quando decidimos ligar a televisão só depois das 22h (o que ainda nem sempre acontece), gostamos muito de ver filmes. Claro que no cinema tem outra magia, mas não pode ser sempre... E, na verdade, às vezes gostamos de repetir: se gostar muito de um filme posso vê-lo mais do que uma, duas vezes. E o Zé Manel é verdadeiramente viciado: quando era estudante, trabalhou em part-time num clube de vídeo, para poder ver todos os filmes que quisesse! E gravava imensos, em VHS, da televisão (cortava os intervalos e tudo)...

Por isto é fácil de perceber que nos é difícil resistir quando vemos filmes (agora em DVD) que nos agradam. Ainda por cima quase todos os jornais, revistas e afins, têm, de quando em quando, ofertas aliciantes...

(não, não temos assim tantos...)

Mas chega de consumismo!

E depois do que descobri sobre os CD, quando deixei de os usar para gravar música para as minhas aulas, não me sentia bem em continuar a comprar DVD, ainda que com a intenção de os conservar por muitos anos (mesmo parecendo que não têm uma vida muito prolongada)!

Opções?

Voltar a usar o meu cartão da blockbuster, apesar de parecer que esta empresa está a fechar lojas pelo país fora.

Escarafunchar as prateleiras dos amigos e trazer filmes emprestados (e, claro, emprestar os meus).

Ver a oferta da biblioteca Almeida Garret. Afinal, com o meu cartão de leitora, também posso, além dos livros, trazer DVD e CD!

Quem tiver tv cabo (não é o nosso caso) também pode alugar filmes através desta. E, apesar de ainda não ter chegado a Portugal, o You tube também vai alugar filmes. Até os clubes de vídeo mais ou menos "tradicionais" se modernizaram e alugam filmes pela internet. E, claro há os clubes que já só existem no mundo virtual. Mas, aqui põe-se a questão: e os custos ambientais de enviar os filmes para nossa casa?...

Acho que me vou ficar pelas soluções "caseiras"...

E também ainda não encontrei nenhuma destas máquinas de alugar filmes.

28 de março de 2010

148 - Abdicar do automóvel ao fim-de-semana


Tal como disse quando escrevi sobre como tornar-me uma eco-condutora, neste momento da minha vida não posso abdicar do carro durante a semana. Dou aulas em vários sítios mais ou menos distantes uns dos outros e a rede de transportes que os serve não é suficientemente eficiente para quem precisa de fazer ligações entre vários locais num determinado espaço de tempo. E não, não posso trocar as minhas turmas com outras de outros professores, de maneira a que cada um de nós fique mais perto de casa, como alguém me sugeriu!!!!!!... Mas posso ter cuidado - e tenho - ao fazer os horários, em colocar no mesmo dia sítios que fiquem "no caminho" uns dos outros e, em deixar intervalos, entre as aulas, que me permitam fazer uma eco-condução.

E, muito importante, adoro o que faço e penso que o que de bom traz compensa - pelo menos um bocadinho - as emissões de dióxido de carbono. Por exemplo, como as pessoas saem das aulas mais relaxadas, vão conduzir mais devagar!!!...

Mas claro, tento diminuir o impacto que conduzir um carro produz. E foi com esta ideia em mente que comecei a pensar que seria viável não usar o carro ao fim-de-semana.

Apesar de dar uma aula ao sábado, é relativamente perto e tenho todo o tempo para lá chegar (o mesmo acontece com o Zé Manel e com o seu treino de karate). Ainda por cima, no metro do Porto, podemos transportar bicicletas, desde que não se ultrapasse os quatro velocípedes por veículo, o que devo dizer (das vezes que ando de metro, com ou sem bicicleta), não costuma estar sequer perto de acontecer... Ah! E não esquecer, temos que entrar pela porta traseira. Assim, como estava a dizer, com a bicicleta posso compensar as lacunas na coordenação entre o metro e os autocarros.

Primeiro "problema" resolvido.


Ao Domingo vamos, muitas vezes, a casa da minha mãe, que se "retirou" para uma aldeia entre Penafiel e Amarante, a uns cinquenta e tal quilómetros do Porto. E como? De carro (apesar de já termos ido algumas vezes, voluntariamente, de comboio, estas contam-se pelos dedos de uma mão). Este segundo "problema" é fácil (se já o fizémos...) de resolver. Agora temos é que mudar hábitos entranhados: acordar mais cedo para ir para lá e vir embora mais cedo, porque ao Domingo há menos comboios. Mas nada que a nossa força de vontade (e o bom tempo que se avizinha) não ajudem!

Se ficarmos pelo Porto, temos o parque da cidade a quinze minutos a pé, se quisermos passar uma tarde ao ar livre. E o mar um pouco mais abaixo. E bicicletas e algumas ciclovias. E comboios para nos transportarem a cidades que merecem ser visitadas e de que nos esquecemos tantas vezes (vamos, num próximo Domingo, a Guimarães).

E pronto, tudo o resto é mais fácil...

Será?

Já vejo alguns entraves: quase todos os nosso amigos moram fora do Porto, o que faz com que ir a casa deles sem carro, ao fim-de-semana, à noite, se torne uma aventura (a partir da uma da manhã não há transporte públicos). Ou vimos embora antes ou temos que apanhar um táxi, mas um táxi é um carro e, para isso, usamos o nosso...

Outra situação: quando fazemos caminhadas pela SPID. Vamos daqui para - regra geral - o Gerês (que até é dos sítios mais perto). É impossível (eu sei porque já fiz a viagem muitas vezes, nos escuteiros) ir, primeiro de comboio até Braga e em seguida, de camioneta até ao Gerês, subir à serra, fazer uma boa caminhada e voltar, pelos mesmo meios, num só dia... A atenuante é que marcamos um ponto de encontro e partilhamos os veículos, levando apenas os carros necessários para o número de pessoas que participa na actividade.

Serão excepções à regra?!... Outras situações pontuais surgirão?

Logo verei (e vos direi). Para já, esta fim-de-semana foi muito pacífico. Como ficámos pela cidade, passeámos, andámos a pé e quase (quase...) não usámos tecnologias (vimos um filme em casa), outra medida que também tem sido difícil de cumprir à risca...

Mas, passinho a passinho, chegamos lá!

25 de março de 2010

145 - Arranjar um despertador que não necessite de pilhas


Um despertador que não necessite de pilhas (sejam recarregáveis ou não...), é do que eu ando à procura...

Despertador solar/satélite (escolhi este para primeiro exemplo por ser taaaaãooo bonito!!! Acorda-nos batendo com as "asas" na nossa cabeça?...):

Despertador solar (este é todo futurista):

Mais um solar (mais "normalzinho"):



Outro despertador solar (há ainda muitos mais, para todos os gostos):



Despertador a água:



Outro a água (e umas gotas de limão):


E mais um a água:

Despertador eólico (sim, eólico!):



Despertador "a batata" (achavam que já tinham visto tudo?):


... ou "a maçã" (ah, muito mais saboroso!!!):


Despertador em projecto:



E o clássico, simples e eficiente (a mim não me incomoda o tic-tac...): a corda!



... o que eu tenho agora (oferecido)! Não é preciso gastar água, nem fruta, nem é preciso estar sol ou vento... É só fazer um "poucochinho" de esforço para dar corda!

E não se esqueçam que não é nada saudável ter o telemóvel na mesinha de cabeceira para servir de despertador...


24 de março de 2010

144 - Usar um anti-pulgas natural nas minhas gatas


Como algo aparentemente tão simples pode dar tanto "pano para mangas"?

Eu só queria uma solução natural, não tóxica para tornar as minhas gatas nada atraentes para as pulgas...

Das nossas três gatas, só uma se aventura para fora da nossa varanda, explorando os jardins do nosso bairro. As outras ficam empoleiradas na barra da varanda, observando-a mas sem ganharem coragem para a seguir (o que daria direito a uma reflexão sobre animais nascidos em liberdade versus nascidos em "cativeiro"...). Isto faz com que haja a possibilidade de todas elas acolherem no seu pêlo bichinhos, mais ou menos, desagradáveis. Pelo menos para mim. Não tenho nada contra as pulgas e afins, mas não são bem vindas dentro de casa!

Até agora usávamos Frontline, Advantage ou similar, em pipetas de aplicação tópica. Íamos fazendo rodízio de marcas, para minimizar a possibilidade de as nossas gatinhas ficarem sobre-intoxicadas com algum ingrediente (e para as pulgas não se habituarem...). Mas um produto que diz que o temos que aplicar colocando luvas, que não podemos deixar o animal lambê-lo, entre outros cuidados, já não prenuncia nada de bom. Fui analisar os ingredientes do Frontline:

- Fipronil, numa ficha de dados aparece como componente perigoso. Logo a seguir vejo uma notícia sobre o uso de Friponil como pesticida e a possível redução da população de abelhas (daí servir para matar as pulgas...). Também é tóxico para aves de caça, peixes e invetebrados aquáticos;
- (S)-metopreno, é uma hormona juvenil não tóxica para os humanos (e para os gatos?), também usada para controlar, nos poços e cisternas, os mosquitos que transmitem a malária;
- Butilhidroxianisol e butilhidroxitolueno, antioxidantes (também usados na indústria alimentar). Se não me enganei o primeiro é o BHA e o segundo o BHT, ambos são controversos, este porque supostamente provoca hiperactividade nas crianças, aquele porque é potencialmente cancerígeno. Podem provocar reacção local na pele (ex: dermatites de contacto) ou irritação dos olhos e membranas mucosas (fiquei a saber que a pomada Halibut também contém butilhidroxianisol);
- Etanol, tanto pode ser derivado do petróleo como da fermentação de açúcares (e como saber?...)

Vêm o que quero dizer? Estou só à procura de um anti-pulgas natural!

As coleiras estão fora de questão, até porque os gatos podem, pelos vistos, ficar com o pescoço sem pêlo, com vermelhidão, feridas (imagino o que terão as coleiras!).

Há também os champôs (que além de - tal como os nossos - conterem derivados de petróleo, ainda trazem insecticida). Até encontrei aqui uma receita caseira de champô anti-pulgas mas, neste caso a questão não é ecológica mas de sobrevivência. Admiro quem dá banho aos seus gatos, mas em defesa da minha integridade física eu não o faço. As minhas gatas são muitos limpinhas!!!


Pela mesma razão a existência de um sabonete natural anti-pulgas não me resolve o problema...

O que sobra (sem contar com comprimidos e pós insecticidas)?

Mezinhas caseiras.

- (retirado do livro "50 coisas simples que você pode fazer para salvar a Terra") Colocar num liquidificador cascas de laranja ou toranja e passá-las até ficarem numa pasta, juntar água e aquecer até levantar fervura. Deixar arrefecer e aplicar, com as mão, no pêlo do animal. Atenção: usar apenas as cascas, pois o sumo dos frutos deixa o pêlo muito pegajoso... (humm!!! acho que, para já, passo esta)

- Ferver 2 colheres de sopa de alecrim num litro de água. Aplicar no pêlo do gato (de preferência dar primeiro um banho ao animal. Pois, pois...). Espalhar também pela casa folhas de erva-de-Santa-Maria ou poejo.

- (também aconselham a dar primeiro um banho ao gato. Parece que vou ter que ganhar coragem) Misturar meio litro de água morna com 10 colheres de sopa de vinagre de maçã. Aplicar no pêlo. Usar a mesma mistura para limpar os espaços.

- 225 g de terra diatomácea;
- 2 colheres de sopa de óleo essencial de eucalipto;
- 2 colheres de sopa de óleo essencial de citronela;
- 2 colheres de sopa de óleo essencial de lavanda;
Misturar os óleos à terra e cobrir com um pano. Quando o pó estiver seco, misturar novamente os óleos usando um batedor e guardar num recipiente hermético. Polvilhar o pó no animal, esfregando bem os pêlos, sempre que necessário.
(o único problema que encontrei nesta receita é a tal da terra diatomácea, que é um mineral que se formou naturalmente graças à acumulação de materiais orgânicos - ossos de choco, vegetais, etc. - de eras pré-históricas...)

- Colocar um pouco de levedura de cerveja e alho na comida dos gatos (e também se pode juntar vinagre de maçã, para fortalecer a imunidade). Não exagerar no alho, pois pode provocar anemia.

O que já fiz?

Estou, gradualmente, a juntar levedura aos biscoitos secos e pedacinhos de alho à húmida, para as minhas três meninas não estranharem os novos sabores. Também as "esfreguei levemente" com a água com vinagre de maçã, para se irem habituando a este novo ritual. Não acharam muita piada e lamberam-se (e acho que não gostaram do sabor), por isso se não ficou no pêlo, ao menos vai aumentar-lhes a imunidade...

Estou tentada, caso estas soluções não resultem, a experimentar o alecrim e a espalhar poejo pela casa.

Há ainda a hipótese da coleira anti-pulgas electrónica! Lembrei-me logo, ao encontrar este anúncio, de uns aparelhos electrónicos anti-mosquitos que usávamos nos acampamentos. Na verdade nunca percebi se resultavam ou não, porque a mim os mosquitos não me mordem, e recebi sempre opiniões contrárias dos restantes utentes.

E, em desespero de causa (leia-se: começar a ver pulgas no pêlo de alguma delas) tenho sempre o banho com o tal sabonete ou champô anti-pulgas natural...

23 de março de 2010

143 - Engraxar os sapatos com óleo de côco


Eu sei que os sapatos que são engraxados são, normalmente, de pele e/ou couro natural, de origem animal... Mas tendo em conta que já estão cá em casa, em bom estado, não me parece sustentável deitá-los fora e comprar outros mais "amigos dos animais"... Até porque como são os "de ver a Deus" devem durar bastante tempo... (mas hei-de voltar ao assunto do calçado ecológico).

Descobri que as embalagens de graxa para sapatos não tem informação detalhada sobre os ingredientes. Pelo menos as que andam cá por casa (algumas já com anos, espremidas, "herdadas" da antiga inquilina...). Seja em pomada, em bisnaga, em esponja... népias, nenhuma "ficha técnica". Numa embalagem, da marca espanhola Palc, está escrito que o creme é à base de óleo de jojoba e de anolina, o que é bom, mas não diz o resto dos ingredientes. Numa bisnaga da Splendor, que é feita à base de ceras naturais e tem um impermeabilizante. Muito esclarecedor. Numa lata de creme, também da Splendor, por baixo do quadradinho laranja com uma árvore seca e um peixe morto diz "perigoso para o ambiente"...

Não é muito animador.

Neste sítio encontrei receitas de pomadas e pastas para sapatos e todas elas têm, pelo menos, um ingrediente nada "verde": parafina, essência de mirbana (ou nitrobenzeno), gasolina, corantes, ...; mesmo que também tenham outros naturais, como a carnaúba.

"O Lar Ecológico", o meu livrinho cheio de dicas fantásticas (de que já falei noutros posts) tem vários conselhos para aumentar a vida dos sapatos (por exemplo, se tem sapatos de verniz, esfregar meia cebola ou um pano embebido em leite e depois puxar o lustro com um pano suave, faz com que recuperem o brilho original), incluindo usar óleo de ricínio (dizem que sabe pessimamente... mas que é óptimo para limpar os intestinos, e, pelos vistos, também é bom para atenuar rugas...) para nutrir o couro (e se os sapatos tiverem "rachadelas", aquecer primeiro os sapatos e depois passar o óleo).

Como não tenho óleo de ricínio, resolvi experimentar outra dica, engraxar com óleo de côco, que me foi trazido por uma amiga (supostamente para cozinhar, mas nem experimentei, pois deve ser o único fruto de que não gosto). Perfeito. Como o óleo - pelo menos à nossa temperatura ambiente - é sólido, é fácil de aplicar com um pano. Para quem gosta, o cheiro a côco é um extra agradável. Mas o óleo de côco vem do Brasil...


Como não temos comprado bananas, não experimentei ainda a técnica da casca da banana, mas a Helena Ferreira, que me enviou esta informação, experimentou e diz que funciona muito bem. Parece-me ainda mais ecológica (e, pelo menos quando acabar o óleo de côco que me ofereceram, vai ser a próxima aposta...)! Não sei é se corresponde às expectativas dos fanáticos do ritual de "engraxar"...

17 de março de 2010

137 - Substituir as lâmpadas incandescentes por fluorescentes compactas (?)


Quando experimentei usar menos lâmpadas no nosso candeeiro da sala, como forma de reduzir a utilização de iluminação artificial, já tinha começado a procurar mais informação sobre os vários tipos de lâmpadas (até já tínhamos substituído a lâmpada incandescente do candeeiro de uma das mesinhas de cabeceira por uma - oferecida por uma revista... - economizadora/fluorescente compacta).

Cá em casa temos:

lâmpadas de halogéneo (com um funcionamento semelhante ao das lâmpadas incandescentes, mas com a vantagem de "conseguirem recuperar o calor libertado pela lâmpada, reduzindo a necessidade de electricidade para manter a sua iluminação": produzem mais luz com a mesma potência e com o dobro da duração e emitem uma claridade constante), no candeeiro da sala;

fluorescentes tubulares, que já existem há muitos anos ("emitem aproximadamente a mesma luz que uma lâmpada incandescente convencional, gastando menos 80 por cento de energia"), na cozinha e casa-de-banho;

e incandescentes, as, agora, mais mal amadas (e que segundo o mesmo site "são indicadas para locais em que a iluminação é necessária por curtos períodos de tempo. Nessas situações consegue-se que tenham um período de vida mais longo, pois o desgaste do filamento pelo calor gerado na lâmpada é menor, não justificando o investimento numa lâmpada mais cara", ainda que sejam as de mais baixa eficiência energética).

São as incandescentes que devemos, segundo opinião generalizada, substituir pelas famosas fluorescentes compactas (que permitem poupar 80% de energia, reduzindo assim, em muito, as emissões de dióxido de carbono).

Fui comprar uma lâmpada fluorescente compacta (LFC) para o candeeiro da outra mesinha de cabeceira, mas ainda não estava convencida.

Não tanto que não seja mais económica em termos energéticos (pelo sim, pelo não - até porque encontrei muitas pessoas descontentes com o tempo de duração destas lâmpadas - guardei a embalagem, onde diz que "esta lâmpada tem um tempo de vida útil estimado em 6000 horas", e nela escrevi a data de início de utilização..., ), mas que seja, realmente, a melhor escolha a nível ambiental.

A minha primeira dúvida apareceu quando encontrei informação sobre o que fazer se uma lâmpada fluorescente se partir:

1 - ventilar a divisão onde estiver, abrindo todas as janelas;
2 - proteger as mãos com luvas de borracha e a boca com uma máscara;
3 - com muito cuidado colocar as peças maiores num contentor com tampa. Preferencialmente um de vidro com tampa de metal;
4 - apanhar as peças pequenas e o pó com dois pedaços de papel duro;
5 - deitar os vidros, o pó e o papel no contentor;
6 - usar qualquer tipo de fita adesiva para limpar a zona onde a lâmpada caiu;
7 - limpar de seguida com um pano húmido ou com papel de cozinha para apanhar todas as partículas;
8 - colocar tudo, fitas, panos e partículas no contentor, tapá-lo e etiquetá-lo;
9 - levar o contentor ao ecocentro mais próximo ou telefonar à câmara para o remover.

Assusta, não? (e a mistura de materiais diferentes que vão todos juntos para o ecocentro. Serão reciclados?)

Está bem, também é preciso ter cuidado com as outras lâmpadas, mas não tanto assim!
(Será exagerado?...)

O que têm dentro???

Mercúrio (todas as lâmpadas fluorescentes o contêm), cerca de 5mg (500mg contêm os termómetros antigos). No site da eco.EDP, que esclarece algumas dúvidas e "preconceitos" sobre as LFC, afirmam que apesar de conterem mercúrio, estas lâmpadas "contribuem para a redução de mercúrio no ambiente uma vez que, consumindo 80% menos energia que as lâmpadas incandescentes vulgares, requerem a produção de menos energia eléctrica – o que representa uma das maiores fontes de mercúrio no ar em consequência da queima de combustíveis fósseis".
Mas, pelos vistos, os trabalhadores chineses que as fazem (pelo menos uma grande parte delas), estão a ser envenenados, pois têm que manusear o mercúrio durante o processo de produção das lâmpadas...

Outra informação que me chamou a atenção: emitem raios ultravioleta.

A "radiação ultravioleta, a cintilação dos campos electromagnéticos e a luz azul" que emitem constituem risco de agravamento de doenças ligadas à fotossensibilidade, segundo a coordenadora da Eco-casa (na Visão de 5 de Novembro de 2009 - especial edição verde), facto este reiterado pela eco.EDP, que à pergunta "podem as lâmpadas economizadoras provocarem cancro?" diz que "este risco só se aplica a um grupo restrito de pessoas. (...) A agência de Protecção de Saúde do Reino Unido (HPA) realizou um estudo que revelou que uma LFC emite radiação ultra-violeta (UV) que pode ser prejudicial, apenas se ficarmos junto de uma LFC com uma distância de 2 centímetros ou menos, durante 2 horas, todos os dias"...


E foi por esta altura que, ao ler a revista Courrier internacional de Março de 2010 (emprestada pela minha amiga Isabel, que partilha as suas revistas comigo), dei com um artigo com o seguinte título:

"Verdes por fora, poluídas por dentro"

Primeiro parágrafo: «Algumas tecnologias "verdes", desde os automóveis eléctricos aos geradores eólicos, passando pelas lâmpadas de baixo consumo, utilizam uma família de metais pouco comuns: as "terras raras" (da Tabela Periódica dos Elementos). O mundo depende cada vez mais delas. O problema é que provêm quase exclusivamente da China e são extraídas por um das indústrias mineiras mais perniciosas para o ambiente, ainda por cima dominada por organizações criminosas.»

??????!!!!!!!!

Pois é, um desses elementos, o térbio, é usado nos fósforo das lâmpadas fluorescentes. Com o aumento da produção deste tipo de lâmpadas, aumentou a procura deste e as suas consequências são já visíveis: «onde outrora havia socalcos de arrozais ver-esmeralda, agora há encostas ressequidas, cobertas de cicratizes de argila estéril. Para extrair aqueles metais raros (...) os operários raspam o solo e deitam para fossas a argila salpicada de ouro que recolheram. Despejam lá para dentro solventes (frequentemente ácidos concentrados) para extrair as terras raras. Deste processo resultam compostos tóxicos que se infiltram no solo, contaminando cursos de água, destruindo arrozais e explorações piscícolas e poluíndo os lençóis subterrâneos.»
Nas jazidas abandonadas (esgotadas ao fim de três anos de exploração intensa), dez anos depois, ainda ninguém conseguiu voltar a plantar arroz...

A China produz 99% do térbio utilizado em todo o mundo!

Acho que vou ficar à espera de uma tecnologia LED mais acessível. Estas lâmpadas são ainda mais economizadoras que as compactas e não parecem ter componentes tão prejudiciais. São já apelidadas de "lâmpadas do futuro".

Entretanto, desculpem-me os defensores das LFC, mas acho que durmo mais descansada continuando a usar as velhas incandescentes (ou alterando os meus candeeiros para poderem suportar lâmpadas de halogéneo... Será possível?), até porque são os candeeiros que menos são utilizados.

A não ser que encontre fluorescentes compactas que não sejam fabricadas na China e que digam que o óxido de térbio usado na sua fabricação é de origem sustentável...

16 de março de 2010

136 - Usar um anti-traças natural



Uma das soluções caseiras conhecidas para afugentar as traças é colocar nos guarda-roupas raminhos (ou sacos de algodão) de alfazema (lavanda).

Como a minha mãe tem alfazema no seu "jardim de ervas", tem os armários cheios destes ramos perfumados (trouxe um para colocar no nosso armário...).

Mas, entretanto, encontrei, nos meus livros de dicas e truques, outras soluções:


Alfazema
Além dos ramos ou dos sacos de algodão, de que falo acima, também se pode usar o seu óleo essencial, impregnando, por exemplo, bolas de algodão e colocando-as nos armários.

Cânfora Também é comercializada sobre a forma de óleo essencial. Usar colocando algumas gotas em bolas de algodão (será que em vez de gastarmos algodão, não podemos colocar simplesmente algumas gotas num pires?...).

CedroPodem comprar-se aparas de cedro em lojas de animais para colocar em saquinhos de algodão. Também se vendem uns cubinhos (ou outras formas) de madeira de cedro. Devem ser lixados de 2 em 2 meses para reactivar a fragrância. Chegamos a ter uns cubinhos de cedro, há uns anos, em casa dos meus pais, e funcionavam. Ou, tal como com a alfazema, pode usar-se o seu óleo essencial.

Hortelã
Pelos vistos as traças também detestam o cheiro a hortelã. Pendurar, nos armários, pequenos ramos de hortelã fresca. Têm que se ir mudando, à medida que secam, o que não é muito prático. Mas pode ser uma boa medida SOS (fogem a voar!!!)

Laranja ou Limão
Secar cascas de laranja ou limão e colocá-las nos tais saquinhos de agodão. Outra solução que as faz sair a "correr" dos armários é colocar (dentro deles) uma casca fina fresca de laranja (sem a parte branca) envolvida em papel de seda.

Louro
Colocar, nos armários, folhas de louro. Devem ser mudadas de 30 em 30 dias.

Patchouli Usar o seu óleo essencial, com a técnica das bolas de algodão...

Pimenta Usar, em grão, também dentro de sacos de algodão.

MIX Num saquinho de algodão colocar (secas) alfazema, eucalipto e hortelã-pimenta.

Atenção
Em qualquer dos casos (mesmo que nada seja referido), renovar a "receita" quando desaparecer o cheiro.
Também se deve limpar, "arejar" os roupeiros e armários, e as roupas, claro, pelo menos duas vezes por ano (a frequência do arejamento vai depender do clima: mais húmido necessita de mais limpezas). E não guardar roupa húmida...

Seja qual for a escolha, qualquer uma destas soluções deixa um cheiro bem mais agradável do que as bolas de naftalina... mas, principalmente, substituem uma substância que não é nada, nada amiga, nem do ambiente, nem da nossa saúde.

Apesar do nosso apartamento ser antigo não parece ser, felizmente, muito atraente para as traças, mas como estamos a guardar roupa de lã num armário não tão usado, mais vale prevenir. Além da alfazema, vou secar cascas de limão (adoro o aroma!), ficando-me por ingredientes num estado mais natural e que vêm bem de perto!

15 de março de 2010

135 - Adoptar um detergente da louça amigo do ambiente


Quando acabou a enoooorme embalagem de detergente da louça nada amigo do ambiente pensei logo em comprar o detergente da Ecover (4,09€ a embalagem de litro, no Continente) ou da L'Arbre Vert (estava esgotado, ou descontinuado..., no Jumbo, mas penso que é um bocadinho mais barato). Mas depois lembrei-me da Paula Soveral (na página do "365 coisas que posso fazer..." no facebook) ter escrito que misturava partes iguais de detergente e de vinagre (o fantástico vinagre!) e que obtinha assim um óptimo detergente para a louça, ainda mais ecológico. E pensei em procurar uma solução ainda mais ecológica do que "só" comprar um detergente amigo do ambiente.

Encontrei, em vários sítios da internet, uma mesma receita:

- 2 litros de água;
- 1 sabão ralado (nalguns sítios sugerem
fazermos o sabão - eu até aprendi a fazê-lo, nas oficinas da Sylvia, com óleo usado - mas depois é preciso deixá-lo "curar" 30 dias antes de o usar seja para o que for);
- 1 colher de óleo de rícino (também vi com óleo de coco, que me parece mais agradável...);
- 1 colher de açúcar.
Ferver todos os ingredientes até se dissolverem, deixar arrefecer e acondicionar num recipiente adequado.

Pareceu-me bastante fácil de fazer, mas, e se ainda puder ser mais simples (será a preguiça a falar?)?!

A mãe do Zé Manel sempre lavou, e continua a lavar a louça apenas com sabão. O simples e velhinho sabão. E a louça em casa dela parece bem lavada. E tanto ela como o marido, apesar de quase nos oitenta, são saudáveis e, que me lembre, nunca tiveram nenhum distúrbio possivelmente relacionado com "louça mal lavada"...

Então, achei eu, que poderia melhorar a eficiência do sabão e resolvi fazer algumas experiências:

1ª experiência - misturar sabão com vinagre. Parti um bocado de sabão em pedacinhos e coloquei-os em água, até amolecerem e ficar uma pasta mais para o líquido (parece-se um bocado com ranho...) e juntei-lhe, o equivalente a 1/5 do volume, de vinagre. O vinagre "come" - imediatamente - o sabão (onde andam as minhas aulas de química!), portanto estava a lavar louça apenas com vinagre... nada agradável, devo dizer.

2ª experiência - sabão líquido. Antes de misturar o vinagre, o sabão desfeito na água tinha, se se pode dizer assim, bom aspecto. Tinha um ar eficiente! Não... Como disse logo o Zé Manel, não faz espuma nenhuma. Na verdade perde eficiência.


Não houve terceira experiência. Percebi que por alguma razão o sabão é como é e se usa da maneira que se usa, há imenso tempo. Ia agora eu inventar a pólvora...

Portanto neste momento estamos a lavar a louça com sabão em barra. Como já tinha o sabão cá em casa não vos sei dizer de que marca é mas sei que quando o comprei tive o cuidado de ver se era vegetal (a minha priminha comprou sabão, do mais barato, para fazer umas esculturas para a escola - é de artes... - e só depois, ao sentir um cheiro muito, muito desagradável, é que viu, na embalagem, que era feito com gordura animal).

Eu sei e vi que a louça ficou lavada (algumas das vezes até fui eu que a lavei...), é um óptimo exercício para os braços, porque passo metade do tempo a esfregar o sabão contra o esfregão, faz espuma (gostamos sempre...) e o cheiro é óptimo (não é por acaso que há tantos detergentes para tudo e mais alguma coisa, com "aroma a sabão"). Vamos é ter de mudar de esfregão porque os que têm esponja não duram nada com tanto esfrega-esfrega do sabão (boa altura para procurar um mais ecológico...).

Dei-me a mim própria um mês a sabão (para o Zé Manel não é nada de estranho pelas razões no início citadas). Posso sempre, depois, comprar um detergente ecológico ou resolver experimentar a receita que coloquei aqui no post...

Ah! Um truque. Tenho, ao lado do sabão, um pulverizador com água e vinagre (em igual proporção). Quando alguma peça de louça está mais suja, antes de a lavar, borrifo-a com esta mistura. Resulta!

11 de março de 2010

131 - Abolir as frigideiras (e outros utensílios de cozinha) antiaderentes


Quando andava nas minhas pesquisas para encontrar uma solução natural para tirar o ruído das dobradiças da minha porta descobri que um dos "ingredientes" (politetrafluoretileno) do teflon é prejudicial para o ambiente e para a nossa saúde. Primeiro sinal de perigo: os pássaros pequenos (lembram-se de se usarem canários nas minas?...) morrem ao inalarem os gases libertados pelo aquecimento daquele polímero!!!

Há uns anos a minha mãe, com a melhor das intenções, ofereceu-me um trem de cozinha todo em... teflon!!! Depois do post das dobradiças ficamos voluntariamente restringidos a uma frigideira e a dois tachos em aço inox. E eu fiquei com duas tarefas: saber qual o melhor material para os nossos novos utensílios de cozinha e descobrir o que fazer às 2 frigideiras, 3 tachos, 2 tabuleiros de levar ao forno e 1 wok (o meu wok!!!!!!), todos revestidos a teflon...

Com base em vários sites e revistas fiz um resumo das características, prós e contras dos materiais mais usados nos utensílios de cozinha:

Panelas, tachos e afins em...

COBRE
São as que se vêem penduradas nas cozinhas das revistas de casas de campo... São das mais antigas nas cozinhas e, pelos vistos, apreciadas pelas doceiras tradicionais, principalmente para derreter açúcar e para fazer caldas.

A favor
- o cobre é um metal muito resistente à corrosão;
- o calor é distribuído de maneira rápida e uniforme (e não só no fundo da panela/tacho);
- retém o calor por mais tempo;
- são bonitas.
Contra
- o cobre migra para qualquer alimento com que entre em contacto (especialmente os mais ácidos), como tal os utensílios culinários devem ter a superfície interna revestida com estanho ou aço inox. O cobre puro, aquecido a altas temperaturas, pode provocar lesões no sistema nervoso central, rins e fígado.
Cuidados
- verificar se têm revestimento interno;
- ao usar pela primeira vez uma utensílio de cobre, remover o verniz - caso esteja presente - mergulhando-o em água a ferver e deixando nesta até arrefecer completamente;
- para deixar a panela brilhante sem produtos tóxicos: fazer uma pasta de farinha de trigo (½), sal (¼) e vinagre (¼). Espalhar sobre a panela/tacho e deixar secar durante 1 hora. Lavar, enxugar e passar uma flanela macia;
- no dia-a-dia utilizar detergente neutro, não lavar com produtos ou esfregões abrasivos;
- não deixar os alimentos arrefecerem dentro da panela/tacho de cobre (presumo que se refiram às que não têm revestimento): o sal e os ácidos reagem com as substâncias do recipiente e podem provocar a libertação de substâncias tóxicas. 

ALUMÍNIO
As que usávamos nos acampamentos e raids do escuteiros (são leves...)
Há três décadas, pesquisadores levantaram a suspeita de que a ingestão do alumínio estaria relacionada com a incidência das doenças de Alzheimer e de Parkinson. Este assunto continua em estudo. Entretanto, há mais de 50 anos foi verificada a migração do alumínio dos utensílios culinários para alimentos ácidos ou alcalinos (maior em panelas de pressão do que em utensílios normais ou em formas de bolo). E ficou comprovado que átomos de alumínio podem desencadear diferentes processos metabólicos associados a doenças do sistema ósseo, neurológico e hematológico. Este assunto é polémico, pois há quem discorde de tais estudos.

A favor
- são as mais comuns;
- são baratas.
Contra
- são as menos indicadas pelos profissionais de saúde, devido aos tais estudos sobre a migração de resíduos do metal para a comida. A situação agrava-se à medida que o utensílio envelhece, pois os metais migram em maior concentração;
- não devem ser usadas para alimentos ácidos (ex: molho de tomate).
Cuidados
- na limpeza é indicado o uso de esfegões macios ao invés dos abrasivos, porque quando o material é polido, há remoção da camada de óxido de alumínio (que dificultava a passagem de alumínio para a comida);
- não deixar os alimentos arrefecerem dentro da panela/tacho de alumínio: o sal e os ácidos reagem com as substâncias do recipiente e podem provocar a libertação de substâncias tóxicas;
- não guardar alimentos dentro de utensílios de alumínio.

INOX
São as mais usadas na cozinha profissional. O aço inoxidável, conhecido popularmente como inox, é composto por ferro, cromo e níquel.

A favor
- por terem fundo triplo, atingem altas temperaturas mais rapidamente;
- são muito resistentes;
- distribuem o calor de forma uniforme;
- são de fácil limpeza;
- resistem a temperaturas elevadas e a variações bruscas de temperatura;
- não libertam substâncias tóxicas para os alimentos.
Contra
- se a matéria-prima for de péssima qualidade, podem libertar níquel, que é tóxico para o organismo.
Cuidados
- devem ser lavadas com esfregão macio e detergente neutro e não com esfregões abrasivos: no polimento forma-se uma camada protectora de óxido que ajuda a impedir que os metais passem para os alimentos (o níquel em pequenas quantidades pode até ser útil ao organismo, mas o excesso tende a afectar o sistema nervoso);
- antes de as usar, colocar nelas água a ferver, repetir esta operação três vezes;
- quando comprar utensílios de inox certificar-se que têm fundos termodifusores, que permitem que o calor se espalhe uniformemente;
- Como conservam o calor melhor que materiais deve tomar-se cuidado com o tempo de cocção da comida.

FERRO
As panelas de ferro, de cor escura e muito pesadas, são tradicionais das nossas aldeias (as famosas de três pés...). O uso regular destas panelas foi relacionado com a prevenção e o tratamento da anemia. 


A favor
- não se deformam com o calor e conservam melhor a temperatura dos alimento;
- Para quem gosta de um bom cozido ou uma bela sopa, nada melhor que uma panela de ferro...;
- alguns estudiosos no assunto têm mostrado que este tipo de utensílio ajuda a evitar o aparecimento da anemia. Gostei desta: “o uso da panela de ferro é indicado para vegetarianos (temos falta de ferro...), mulheres em idade fértil e crianças”.
Contra
- Quando esfregadas vigorosamente, com esfregões abrasivos, um tipo de ferrugem passa para os alimentos, que, depois de absorvida, oxida gordura do corpo, favorecendo a obstrução das artérias.
Cuidados
- devem ser lavadas com esponja macia e detergente neutro, pois ao esfregá-las podem produzir ferrugem, substância prejudicial à saúde;
- como são pesadas e se mantêm quentes por muito tempo, prefira as que têm cabo de madeira, evitando queimaduras e facilitando a manipulação dos alimentos.

VIDRO

A favor
- As panelas de vidro são as únicas que não transferem qualquer resíduo para a comida;
- Como são transparentes, permitem ver o processo de elaboração dos alimentos;
- são de fácil limpeza;
- a dosagem de líquidos é mais fácil;
- são bonitas.
Contra
- são frágeis...

CERÂMICA
Também bastante tradicionais nas aldeias do nosso país.

A favor
- são as que melhor mantêm o sabor original dos alimentos.
Contra
- as de barro vitrificado, quando aquecidas, libertam substâncias tóxicas como o silicato e o chumbo (o chumbo é facilmente dissolvido nos alimentos, especialmente os ácidos, que podem ficar contaminados com outros componentes pesados como mercúrio e cádmio);
- as de barro cru favorecem a penetração de alimentos, tornando-se alvo fácil de bactérias;
- quebram com facilidade, por serem porosas.
Cuidados
- o ideal são panelas de barro ou de cerâmicas ofuscadas;
- principalmente as que têm uma superfície brilhante, devem ter selo de qualidade que garanta que não são usados compostos à base de chumbo;
- antes da primeira utilização mantê-las em forno quente pelo menos por duas horas.

TEFLON
As que me fizeram investigar este assunto de tachos e panelas...

A favor
- são de fácil limpeza;
- necessitam de menos gordura na preparação dos alimentos.
Contra
- a maior preocupação é ecológica. Pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, descobriram que o teflon se corrompe quando aquecido a temperaturas de 200ºC a 500ºC (a maior parte dos fornos atinge a temperatura de 300ºC...). A evaporação do teflon origina gases CFC, responsáveis pela destruição da camada de ozono; 
- quando arranhadas, liberta-se óxido de crómio hexavalente, que pode lesar o fígado e os pulmões;
- o politetrafluoretileno é um plástico que se solta com alguma facilidade, bastando arranhá-lo com esfregões abrasivos, colheres, facas, ...
Cuidados
- devem ser untadas com óleo e deixadas a aquecer durante dois minutos antes de usá-las;
- não utilizar utensílios que arranhem;
- devem ser lavadas com esfregão macio e detergente neutro.

ESMALTADA ou de ÁGATA

A favor
- são bonitas e (pelos vistos) são mais usadas para decorar;
- se usadas e bem cuidadas não trazem nenhum prejuízo para a saúde.
Contra
- o esmalte usado pode conter elementos tóxicos como o chumbo e os decalques na superfície interna podem conter cádmio. É desaconselhável o uso de utensílios antigos esmaltados(fabricados antes de 1980) (tal como os de cerâmica);
- são muito “sensíveis” e com qualquer atrito o esmalte solta-se.
Cuidados
- devem ser lavados com esponja macia e detergente neutro.

PEDRA-SABÃO
As panelas de pedra-sabão são das mais antigas da história da culinária, mas não são muito usadas no nosso país, mas, por exemplo, no Brasil, onde há grandes depósitos desta rocha.

A favor
- são anti-aderentes;
- retêm o calor por muito tempo;
- libertam quantidades expressivas de elementos nutricionalmente importantes como cálcio, magnésio, ferro e manganês;
- duram muitos e muitos anos;
- não têm cheiro nem alteram o sabor dos alimentos;
Contra
- parecem não ter... apesar de darem a indicação de que, se não forem bem curadas (ver cuidados) podem libertar níquel.
Cuidados
- A panela é comprada “crua”, por isso a cor dela é clara. Antes de usar a panela/tacho de pedra-sabão para preparar uma refeição pela primeira vez aquela precisa ser preparada ou curada:
Unte a panela de pedra com azeite, tanto na parte interna como na externa. Em seguida encha a panela de água e leve ao forno médio (180º C) durante 2 horas ou, no fogão, deixe a água ferver durante 30 a 40 minutos. Deixe a água e a panela earrefecerem e repita a operação mais uma vez. Depois desta operação pode ser usada sem perigo de partir (e suporta até 1000°C). Esta técnica também evita a passagem de níquel, um mineral bastante tóxico, para a comida.
- devem ser lavadas apenas com água e detergente suave, nada de produtos nem esfregões abrasivos;
- nos primeiros dias de uso, evite choques térmicos: não aquecer a peça a seco e depois despejar nela líquidos frios...;
- nas primeiras vezes que for usar a panela/tacho não fazer fritos.

À primeira vista, tendo em atenção também os aspectos ambientais, a melhor escolha - para nós, habitantes de um pequeno apartamento, com um fogão e forno eléctrico - seriam os utensílios em vidro. As indústrias metalúrgicas e de fabrico de alumínio são das mais poluentes, as de vidro não tanto... Pedra sabão existe no Brasil, não cá.

Mas o vidro usado nos tachos e frigideiras é temperado ou borossilicato (pirex), não sendo, pelo que li, passível de ser reciclado. Por isso não convém partir... Mas já temos, há bastante tempo, algumas terrinas em pirex e têm-se aguentado muito bem!!!

Ou talvez em barro cru (cumprindo as regras de higiene...). Mas também tem a questão da fragilidade e da reciclagem.

Talvez, ao fim e ao cabo, as de aço inox (ou mesmo de ferro) não sejam assim tão más. O seu fabrico é poluente, sim, mas duram uma eternidade.

Acho que, há medida que for precisando, vou experimentar uma de cada (vidro, cerâmica e ferro - talvez esmaltado..., inox já tenho)!!!

Entretanto descobri que uma empresa de Hong Kong inventou um revestimento antiaderente aparentemente amigo do ambiente, o Thermolon "Rocks" , e há uma marca belga, a Green Pan, que comercializa utensílios com este material. Segundo o site da marca, em Portugal vendem-se... em Espanha... Talvez tenha, por cá, no El corte inglés.


Quanto ao que vou fazer aos recipientes em teflon?

Visto que não podem ser reciclados e a sua decomposição é prejudicial para a natureza, mas são inofensivos à temperatura ambiente, vou usá-los para fazer as minhas plantações de ervas aromáticas!

8 de março de 2010

128 - Utilizar um detergente natural para o chão da cozinha e casa de banho


Comprei, no Jumbo, o detergente multiusos desengordurante ecológico da L'arbre Vert.

Eu sei que pode parecer estranho apelar para comprar numa grande superfície, mas se poderem (e concordarem) façam-no, pelo menos em relação aos produtos de limpeza (e higene pessoal), neste hipermercado. Tem uma oferta bastante boa, mas estão a descontinuar este tipo de produtos, por serem compradas por uma minoria! O que é uma pena, porque neste género de lojas há mais hipóteses de estes mesmos produtos chamarem a atenção de outras pessoas, que podem começar a tornar esta minoria numa maioria.

Como estava a "dizer" comprei, para limparmos o chão da nossa cozinha e casa de banho, por 3,69€ (embalagem de 1,25lt), o detergente daquela marca francesa (ainda não há nenhuma marca portuguesa com um produto semelhante, pelo menos que eu tenha encontrado...). Tem o rótulo ecológico da União europeia; não contém fosfatos, éteres de glicol (tóxico...) nem ftalatos (na união europeia este químico derivado do ácido ftálico está a ser retirado); a embalagem é 100% reciclável; é concentrado - uma tampa equivale a duas dos detergentes convencionais; e não é testado em animais!


No Jumbo não tinha nem o detergente lava tudo, nem o lava chão da Ecover, mas no Continente qualquer um deles é mais caro do que o da L'arbre vert (respectivamente 3,99€ e 4,99€, embalagens de 1lt).

Pela minha primeira, e até agora, única experiência, está aprovado. Ficou tudo limpinho e não tem nenhum cheiro intenso (normalmente devido aos perfumes sintéticos do género "perfume de brisa do mar" ou "cheirinho a floresta ao amanhecer"...).

Entretanto, lembrei-me de um comentário, no facebook, da Paula Soveral a propósito do limpa vidros natural que passei a usar (feito em casa, segundo receita antiga). Dizia ela que usa o vinagre para todas as limpezas de casa.

Fui aos meus apontamentos e ao livro O Lar Ecológico (que já me socorreu noutras ocasiões) à procura de receitas naturais e resolvi experimentar a seguinte receita:

- juntar a 4 lt de água quente, meio copo de vinagre branco.

Também fica aprovada (e fica mais barato que o detergente da L'arbre Vert). Agora hei-de experimentá-la num chão mais sujo (depois de ter visitas ou de estar fora uns dias e as minhas gatas fazerem o reboliço habitual na nossa ausência...). Se ficar aprovado, nem precisamos de voltar a comprar detergente (ainda que ecológico) para lavar o nosso chão!

Encontrei outras, se as quiserem testar:

- com água quente e álcool (não tinha as proporções);
- com água e bórax (idem);
- esfregar com água morna (1lt), bicarbonato de sódio (4 colheres de sopa) e vinagre (1 colher de sopa);
- a "velha combinação" de água quente e sabão (biodegradável)...

2 de março de 2010

122 - Usar uma solução natural para tirar o ruído das dobradiças da porta


Os óleos lubrificantes comerciais "tradicionais" são todos altamente poluentes. Basta ver a composição: "lubrificante tensoactivo e aditivos penetrantes, anticorrosivos, antioxidantes, gás propelente e butano/propano" (num óleo em spray...).

Quase todos (em spray, em garrafa, em conta-gotas) têm PTFE ou politetrafluoretileno ou Teflon (marca registada da empresa DuPont), nomes diferentes para o mesmo polímero (plástico) prejudicial para o meio ambiente e para nós, apesar de, durante muitos anos, a Dupont ter passado a ideia contrária.

A Epa (U.S. Environmental Protection Agency), em 2005, depois de efectuados estudos, concluiu que um dos "componentes" do Teflon, o PFOA (Perfluorooctanoic acid) é tóxico para o ambiente e cancerígeno! Ao ponto de, pelos vistos, "as emissões e níveis de PFOA encontrados em produtos finais precisarem de ser reduzidos a zero até o ano de 2015".

Comecei este resolução com a intenção de diminuir mais um pouco a minha "contribuição" para a poluição das águas e, ainda antes de acabá-lo, estava na cozinha, a retirar dos armários, tachos e frigideiras anti-aderentes (o que me vai levar a um novo post...)!

Em relação ao problema que originou este: a nossa porta de entrada começou a fazer um som, nada agradável, de cada vez que é aberta (ou fechada), ao ponto de todos os nossos vizinhos saberem quando saímos e entramos em casa...

Solução?

Misturar raspa de grafite (raspei uma mina 0,8 de lapiseira) e algumas gotas de óleo de cozinha (usei azeite, porque raramente temos outros óleos alimentares). Com um conta-gotas velho (o bom de não se deitar quase nada fora...), fui deitando gotas nas dobradiças e abrindo e fechando a porta e, voilá!, problema resolvido.
(Não sei qual a fonte desta receita porque encontrei-a nos meus arquivos, sem identificação...)


Entretanto acho que vou mesmo ter de aderir a um cartão de crédito, para fazer compras pela internet, e poder experimentar coisas que ainda não chegaram cá, como este green oil para a minha bicicleta.