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26 de outubro de 2010

177 - Comprar uma esfregona "verde"


A nossa esfregona morreu...

Uma esfregona é de difícil reciclagem, presumo. Tem plástico, metal forrado a plástico, fibras não sei do quê...

Sempre imbuídos do espírito ecológico, continuámos a utilizar a pobre coitada, mesmo quando começou a ficar mais "rala" e nos fazia demorar mais tempo nas limpezas. Até que a própria, desgostosa do seu aspecto e ineficiência se suicidou às mãos do Zé Manel, partindo-se mesmo pela base do cabo (já enferrujado...).

Por via das dúvidas (e porque já me disseram, na Lipor, que, quando não sabemos o que fazer, mais vale colocar num dos ecopontos do que no contentor do lixo) colocamo-la no ecoponto amarelo.

E lá fui eu ao supermercado em busca de uma esfregona amiga do ambiente, para fazer parelha com a nossa vassoura.

Eu já sabia que havia uma marca de produtos e acessórios de limpeza com uma linha ecológica, graças à Cláudia Madeira (que acompanha o blog através do facebook quase desde o início), mas tinha que inspeccionar, verificar e comparar, que eu agora não me fico por menos!

Acabei mesmo por trazer, do Continente, a esfregona Naturals, da Vileda, 7,49€ - completa (se quiserem só a esfregona, porque têm um cabo para aproveitar, custa 3,99€).

Ao contrário de quase todas as outras - que são de fibras plásticas - é de viscose feita de celulose (65%), PLA feita com milho (30%) e fibras de linho (5%). Também havia uma de algodão que me fez ficar na dúvida: o algodão é natural, mas também sei que o seu cultivo, não sendo biológico, não é nada amigo do ambiente. Por outro lado a celulose é vegetal, e pode ser obtida de árvores, mas também de herbáceas e gramíneas... Devia dizer mais detalhadamente a origem da celulose, não? Depois, ainda tentei encontrar mais informação no site, mas não fui feliz. Se quiser saber mais vou ter que enviar um e-mail.

Parece que as partes plásticas são recicladas (não o diz especificamente) e o cabo é de aço reciclado e não tem aquela película plástica que os outras costumam ter, mas por outro lado é pintado (com que tintas?). Seria melhor um cabo de madeira? Não tinha nenhuma assim, mas podia sempre comprar apenas a esfregona, propriamente dita e comprar um cabo numa drogaria...

Estão a ver o que é, para mim, ir às compras? Devo ter estado uns bons vinte minutos no corredor das esfregonas!

Ah! E ao contrário de muitas outras (que estão "ao ar"), vinha embalada num saquinho de plástico, quanto a mim perfeitamente dispensável, e nada ecológico!

Assim, ainda que não 100% satisfeita (porque se calhar a de algodão com cabo de madeira até era melhor?...), acho que, apesar de tudo, comprei uma esfregona mais "verde" (e, claro, até é mesmo verde...) do que a anterior (que seja reciclada em paz!). E limpa muito bem, sem dúvida, e até tem a base ovalada (e não redonda) para chegar aos cantinhos...

(este ar feliz é mesmo para a fotografia...)

Ecológico, ecológico mesmo, seria fazer como antes da invenção da esfregona, há 52 anos: de trapo e escova na mão e de joelhos no chão. Mas não seria nada saudável nem para as minhas costas, nem para os meus joelhos, e confesso que não sou altruísta o suficiente para o fazer...

11 de julho de 2010

162 - Fazer um vermicompostor


Tal como "prometi" quando aprendi a fazer compostagem, já somos mais cá em casa. Além de nós e das nossas três gatas, temos agora uma família de minhocas ao nosso cuidado!

Quando participei na oficina de compostagem percebi que não a poderia fazer no nosso apartamento (o compostor tem que ficar pousado na terra) e como me ficaram a incomodar os 40% (nós, provavelmente mais) de resíduos orgânicos no lixo que cada um de nós produz por dia, mal surgiu a oportunidade fomos participar numa oficina sobre vermicompostagem, organizada pelo núcleo de Braga da Quercus.

A finalidade da oficina era ensinar a técnica da vermicompostagem, fornecer as minhocas aos participantes, mas também reaproveitar caixas de esferovite como vermicompostores. Como caixas de esferovite são incompatíveis com gatas, nós optamos por fazer o nosso compostor com caixas opacas de plástico. Sim eu sei que o plástico não é muito ecológico, e que também se podem fazer em madeira, mas não deve ser por acaso que todos os vermicompostores que tenho visto são em plástico!

O vermicompostor

Há imensos sites e blogs que nos ensinam a construir a moradia para as nossas minhocas. Nós, baseados também no que aprendemos na oficina, inspiramo-nos neste esquema de minhocasa (ninguém como os brasileiros para simplificar os nomes das coisas) e neste passo-a-passo, e edificamos, para já, o primeiro andar do nosso vermicompostor. Se correr bem, acrescentaremos os dois andares que completam o palácio (quem preferir pode ficar apenas pelo rés-do-chão, quem for mais ambicioso pode fazer ainda mais andares).



Assim comprámos uma caixa Slugis (do Ikea) com 54cm x 35cm e 16cm de altura. Porquê? Porque não acho nada bonitas as caixas semelhantes às que aparecem no esquema...

Se não for grande o suficiente, posso depois comprar uma mais alta, da mesma linha e esta primeira fica como tabuleiro de repouso de composto já pronto ou para recolher o excesso de líquido (chorume). Mas ATENÇÃO, não vale a pena comprar caixas muito altas, as minhocas só sobem até uns 20/25 cm de altura! Se for preciso mais espaço, joguem com a largura ou o comprimento.

Depois fazem-se buracos na tampa e na laterais da caixa (para arejamento) e no fundo (para escoamento de eventual excesso de humidade). Como a nossa caixa vai ficar na varanda não colocámos nada por baixo, para já, mas se a colocarem numa divisão interior convém pôr um tabuleiro por baixo para recolher o chorume. NÃO faça como eu (esperta...), que, para não ter ir buscar o berbequim (...) comecei a fazer os buracos como vi a formadora fazer nas caixas de esferovite (usando um ferrinho aquecido numa vela...): derreter plástico liberta vapores TÓXICOS!!! Os buracos devem ser pequenos para as minhocas não sairem da caixa. E acreditem que elas saem por "buraquinhos bem pequenininhos": já andei a salvar minhocas pelo chão da varanda (nalguns casos cheguei tarde demais...). Muitos não são demais - aprendi eu com a prática - porque a caixa deve ser bem arejada. Li algures que podemos colocar no fundo da caixa (e forrar as paredes também) com rede plástica bem apertada, de maneira a sairem líquidos mas não as minhocas. Parece-me uma óptima ideia, a experimentar na altura da remodelação da moradia... E pronto, a casinha está pronta!

As habitantes

As nossas minhocas dão pelo bonito nome de eisenia fetida, mas são mais conhecidas como minhocas vermelhas, e parece que são campeãs a processar uma grande variedade de materiais, daí serem as mais usadas na vermicompostagem.

Gostam de trabalhar entre os 15º e os 25º. Temperaturas mais baixas ou mais altas diminuem a sua produtividade e podem mesmo matá-las. Por isso, às vezes - dependendo da temperatura do sítio onde estão - pode ser necessário retirar a tampa, para refrescar (o calor é a situação mais comum por cá). Quando estão com calor saem da mistura e sobem para as paredes laterais e tampa. Se o PH não for do seu agrado (entre 5 a 9) também tentam fugir, daí não ser aconselhável colocar critinos na caixa. Gostam de humidade, lugares bem arejados e fogem da luz mais rápido do que um vampiro... Parecem umas bichinhas complicadas mas não são, a sério!

Iniciar o processo

- Fazemos primeiro a cama das bonecas - desculpem! - minhocas: cortamos tiras de jornal com cerca de 2cm de largura, evitando as folhas coloridas por causa dos químicos pesados. Se pegarmos em várias folhas de jornal e as rasgarmos no sentido do comprimento (rodando-as 180º em relação à posição normal de leitura...) a tarefa é rápida e simples. Amarrotamos várias tiras numa bola, humedecêmo-las com um borrifador - ou mergulhando-as rapidamente num recipiente com água (não devem ficar excessivamente molhadas) e forramos o fundo da caixa com as tiras humedecidas e de novo separadas;


- adicionamos um punhado de terra, para acrescentar microorganismos;

- juntamos as minhocas. Segundo o que aprendi na formação, por cada quilo de resíduos adicionado por semana, são necessários 300g de minhocas. Como é óbvio, não dá para andar a pesar as minhocas, por isso vamos estando atentos para ver se as minhocas vão dando "vazão" aos resíduos, ou se temos que não colocar tantos restos e esperar que a família cresça;


- colocamos os primeiros restos de comida (li algures que devemos aguardar 2 semanas antes de alimentar as minhocas, para elas se habituarem à casa nova. Eu não o fiz e deram-se bem);

- cobrimos tudo com mais tiras de jornal humedecidas (cama).


Manutenção

- Devemos ir revolvendo a mistura - com cuidado para não trucidar nenhuma minhoca - com um ancinho pequeno. Não precisa de ser todos os dias, o ideal é ir olhando e mexer quando acharmos necessário misturar restos menos degradados que estejam por cima e a mistela por baixo. Afastar a cama, revolver e no fim voltar a cobrir bem a mistura;

- se a mistura estiver seca, borrifar com água ou juntar cama humedecida e, se necessário, colocar a caixa num sítio mais húmido. Se estiver molhada, evitar juntar alimentos muito ricos em água, adicionar cama seca (as tiras de jornal sem as humedecer, folhas secas, palha, ...) e se for o caso, mudar a caixa para um local menos húmido;

- colocar alimento (parece que as minhocas sobrevivem 3 meses sem comer...), afastando a cama e voltando a tapar tudo no fim;

- e sempre que a cama desaparecer (por cima e/ou por baixo), fazer uma nova! É esta cama que previne o aparecimento de mosquitos. Se mesmo com a cama aparecerem mosquitos pode usar-se folhas de couve galega a cobrir a mistura, ou colocar uma pequena taça com vinagre junto à caixa;

- o que nos leva ao que NÃO devemos colocar no vermicompostor: citrinos (torna o composto muito ácido), restos de alimentos cozinhados, de origem animal e gorduras (atraem moscas e têm um cheiro desagradável), sementes (adoram o ambiente cheio de nutrientes e germinam - brancas porque não têm luz. Ao germinar começam a absorver nutrientes do vermicomposto).

Quando estiver pronto

Normalmente, ao fim de 2 meses já há composto pronto. Nota-se bem porque parece... terra! Como o retirar?

- Se já tiverem o arranha-céus com as três caixas, trocam a caixa do meio - onde estavam a fazer o 1º composto e trocam-na com a de cima (que passa a ser a do meio), e nesta voltam a fazer o "Iniciar o processo". Provavalmente as minhocas migram da caixa de cima para a do meio (através dos buracos), porque já não lhes damos alimento na outra... Façam-no ou não, ao fim de duas semanas, à luz do dia, retiramos o conteúdo da caixa de cima e espalhamo-lo numa superfície lisa (pode ser a tampa), deixando um monte num canto. Como não gostam da luz as minhocas vão fugir para o monte. Vamos retirando composto da zona onde está espalhado (já sem minhocas) e vamos espalhando mais, reduzindo o monte. Repetimos a operação até o monte ser (quase) só minhocas, que colocamos na caixa com a nova mistura. Se ao fazermos esta operação encontrarmos uma espécie de bagos de arroz, devolvemo-las à caixa, porque são ovos de minhocas! O composto pronto pode (e deve) ficar a repousar na caixa de cima porque as minhocas já não voltam para lá (estão todas contentes a comer na casa nova). Depois de alguns dias pode usar-se o composto para fertilizar.

- Se só houver uma caixa (como no nosso caso, para já), fazemos o mesmo processo, mas puxando todo o composto para metade da caixa e fazendo o "iniciar o processo" na outra metade. De resto é tudo igual!

Fertilizante: chorume (ou xorume) - chá de vermicomposto

O tal líquido que sai por debaixo da caixa é o chorume (ou xorume), o "resultado do processo de putrefação (apodrecimento) de matérias orgânicas" e, neste caso, altamente nutritivo. Se o quiserem aproveitar devem colocar o tal tabuleiro ou caixa por baixo (sem buracos, claro), mesmo que fique numa varanda, para o recolher. A nossa mistura não largou quase líquido nenhum, por isso ainda não testei a eficiência do chorume. Não pode ser usado puro porque é muito forte, mas sim diluído na proporção de uma parte de chorume para dez de água. Usa-se como fertilizante.

Também podemos fazer chá de vermicomposto. Retira-se um bocado da mistura (sem minhocas...), coloca-se num pano fino, juntam-se as pontas e ata-se (a isto chama-se uma "boneca"). Mergulha-se num regador - ou balde - com água e deixa-se de molho durante nove dias. Após este tempo usa-se a água para regar as plantas. Tal como o chorume, é um fertilizante. O vermicomposto que fica no pano devolve-se à caixa.

E assim começou uma novo ritual nas nossas vidas!

Claro que quem não for adepto das manualidades pode comprar um vermicompostor. Mas não é a mesma coisa...

25 de março de 2010

145 - Arranjar um despertador que não necessite de pilhas


Um despertador que não necessite de pilhas (sejam recarregáveis ou não...), é do que eu ando à procura...

Despertador solar/satélite (escolhi este para primeiro exemplo por ser taaaaãooo bonito!!! Acorda-nos batendo com as "asas" na nossa cabeça?...):

Despertador solar (este é todo futurista):

Mais um solar (mais "normalzinho"):



Outro despertador solar (há ainda muitos mais, para todos os gostos):



Despertador a água:



Outro a água (e umas gotas de limão):


E mais um a água:

Despertador eólico (sim, eólico!):



Despertador "a batata" (achavam que já tinham visto tudo?):


... ou "a maçã" (ah, muito mais saboroso!!!):


Despertador em projecto:



E o clássico, simples e eficiente (a mim não me incomoda o tic-tac...): a corda!



... o que eu tenho agora (oferecido)! Não é preciso gastar água, nem fruta, nem é preciso estar sol ou vento... É só fazer um "poucochinho" de esforço para dar corda!

E não se esqueçam que não é nada saudável ter o telemóvel na mesinha de cabeceira para servir de despertador...


18 de março de 2010

138 - Usar lápis ao invés de esferográfica, quando tiro apontamentos


Tive uma fase, algures entre a infância e a adolescência, em que coleccionava esferográficas e lápis de todas as cores e feitios: com cheirinho, com bonecos, lapiseiras com mini-lápis de cores, ... Até tive uma caneta que tinha, no seu interior, um rolinho de papel que se ia puxando para escrever notas (apetrecho que não podia usar nos dias de teste...). Também tive uma fase em que coleccionava bloquinhos... mas essa é outra história.

Tendo em conta que "desde 1950 foram vendidas mais de 100 bilhiões de canetas no mundo (o que corresponde a 60 delas por segundo sem parar até hoje)", pode parecer insignificante a minha colecção de canetas, mas a verdade é que contribuí com a minha quota parte de plástico, metal e tinta tóxica (a tinta utilizada nos tais 100 bilhiões daria para encher cem piscinas olímpicas!)... Em meu abono, devo dizer que algumas delas ainda andam por cá, a uso, o que, pelo menos, significa que foram bem "exploradas" antes de serem enviadas para o ecoponto.

O que posso fazer para me redimir?

Deixar de usar esferográficas, pelo menos a médio prazo. Para já, como ainda andam por cá bastantes, não tenho que me preocupar com o que fazer quando precisar mesmo de escrever a tinta (mas já tenho mais uma medida, para quando acabarem: usar uma caneta de tinta permanente).

Para os meus muitos apontamentos, notas e gatafunhos vou passar a usar o poético lápis. Tem madeira, é verdade. Que vem das árvores, eu sei... Mas não tem plástico, nem metal, nem tinta tóxica...


Há esferográficas (ditas) ecológicas/biodegradáveis, mas normalmente esta atribuição fica-se pelo invólucro (de milho, de cartão, de papel de jornal, de plástico reciclado de caixas de cd's ou outras canetas, ...), e nem sequer em toda a sua percentagem: umas têm partes em metal, outras em plástico "normal", ... E, claro, todas elas continuam a usar tinta nada ecológica. Talvez em breve comecem a aparecer canetas com tinta de repolho-roxo ou beterraba, mas, para já, a única que encontrei quase, quase 100% biodegradável é a DBA pen: só a esfera do sistema roller-ball (em aço) faz com que seja "apenas" 98% biodegradável.

Como ter que a mandar vir dos Estados Unidos não me parece muito ecológico, vou mesmo continuar na minha ideia: lápis. O que, também tenho que confessar, há em quantidade cá por casa. Devido à minha formação académica, passei 6 anos a comprar lápis de todas as marcas, do 9H ao 9B... Até tenho um "aproveitador", como lhe chamo, de lápis pequeninos, dentro da lógica deste (mas para um lápis de cada vez...):



E também aos lápis chegou a moda do "eco": há lápis feitos de papel de jornal reciclado, de copos de plástico (das máquinas de café) usados, de calças de ganga velhas, de gravetos apanhados na rua, ... Até encontrei um lápis que traz uma semente (não consegui saber de quê) para se plantar quando o lápis chegar ao fim! Presumo que para compensar as árvores que se cortam para fazer os lápis (é bom que a semente seja de uma árvore...).

Mesmo empresas pioneiras têm agora cuidados ambientais, como a Faber Castell que retira a madeira que utiliza de florestas sustentáveis certificadas ou a Staedtler (cujo lema neste momento é "efficient for ecology"), que tem uma série de cuidados na produção, transporte e reciclagem dos seus lápis.

E claro, temos a nossa Viarco. Comprar nacional é, em príncipio, ecológico... Mas gostava de saber mais sobre as práticas ambientais da empresa.

eu tive um destes!

O lápis é mais poderoso que a caneta?!...

3 de março de 2010

123 - Comprar cartolinas recicladas


Uma amiga pediu-me para fazer marcadores de livros para oferecer numa festa e como ainda eram uns tantos precisei de ir comprar cartolinas. Já agora, pensei, vou procurar cartolinas recicladas.

Não procurei muito, porque logo na papelaria Nova Técnica, em Matosinhos, onde gosto de comprar material, tinha o que eu queria: cartolinas (A4) recicladas, com algumas opções de tons suaves (trouxe azul e verde claro).

Como esta papelaria, à semelhança de muitas outras, tem os papéis, cartolinas e afins, expostos fora das embalagens, em colunas, por cores, para podermos ver, tocar e retirar as folhas que quisermos, tive que confiar na menina que me atendeu e que me asseverou (perante a minha insistência) que as folhas que eu trouxe realmente são 100% recicladas.


Como não vi a embalagem (devia ter exigido tal, eu sei) não vi qual a marca, nem se as tintas usadas também eram "amigas do ambiente"...

Estamos sempre a aprender e para a próxima já sei como fazer!

Pela textura e aspecto parecem recicladas e o preço ainda me deixou mais convicta: cada folha A4 custou 1 €, contra os 0,10€ ou 0,20€ das cartolinas "normais" que estavam no mesmo expositor...

15 de novembro de 2009

15 - Deixar de consumir bebidas de lata


Regra geral não consumo bebidas enlatadas. Em casa bebo água, sumos feitos no momento, chá. As latas que cá entram são, normalmente, de cerveja, trazidas pelo Zé Manel, fã desta bebida. Mesmo assim, normalmente compra-a em garrafas de vidro.

Ainda assim, às vezes, em casa de amigos, ou num café/esplanada, bebo alguma coisa que vem numa latinha...

Apesar de ter percebido que a reciclagem das latas de alumínio é eficiente - gasta-se menos 90% de energia reciclando uma lata de alumínio do que a produzir uma nova - a minha ideia é reduzir a quantidade de despedícios que gero, mesmo que passíveis de ser reciclados.


Portanto, a partir de hoje, nada de bebidas em lata (o que até é bom para a saúde, porque ou têm gás ou açúcar a mais...)!

E fiquei a saber que o minério usado para produzir latas para refrigerantes se chama bauxite!

13 de novembro de 2009

13 - Abolir a fita adesiva


Parece que o inventor, acidental, da primeira fita adesiva (ou fita-cola, como me habituei a dizer desde miúda) foi... Sócrates. Pois é, esse mesmo, o filósofo! Vejam neste site (andem para baixo na página, passando as tabelas).

Mas se na altura os componentes eram tela e resina de pinheiro, agora o caso é muito diferente: normalmente o suporte é em cloro de polivinilo (PVC) e o adesivo é hot melt, à base de cola sintética, ou ainda a goma natural (da "árvore da borracha") mas à qual juntam dissolventes para a aplicarem no suporte . Mesmo quando os suportes são papel ou tecido, são impregnados ou revestidos com algum tipo de plástico.


Logo, tudo coisas nada saudáveis para o meio ambiente.

Mas já há opções ditas ecológicas sem solventes e recicláveis. Será? E depois para reciclar? Normalmente a fita adesiva não se solta bem do material onde a aplicamos.

Acho que prefiro o desafio de abdicar de usar fita adesiva! Já estou a pensar como vou fazer os embrulhos de Natal!