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24 de outubro de 2010

175 - Não comprar queijo fatiado


Antes de me "baterem": "o quê? só agora???!!!", deixem-me explicar...

Eu adorava queijo. Ainda gosto (...) mas era verdadeiramente louca por queijo. Em criança se me deixassem era capaz de comer um quarto de queijo às dentadas. O que mais gostava nos lanches das festas dos meus amiguinhos era dos pratos de queijo aos cubos. Assim sem mais nada... Estão então a imaginar a grossura das fatias de queijo que punha no pão... Acho que o mais correcto seria chamar-lhe queijo com pão, e não o contrário!

Portanto a melhor invenção - para a minha mãe - foi o queijo fatiado embalado. Eu punha uma fatia, duas, três em dias de loucura, mas sentia-me culpada... Já não podia dizer: "Só pus uma fatia!..." Deixou-se de ouvir: "Como? Já acabou o queijo que comprámos anteontem???!!!". Além de que assim não havia discussões entre os 3 jovens da casa: "O queijo está todo torto!", "Só deixaste a casca!", ...
Posso dizer que o queijo fatiado contribuiu para tornar o ambiente familiar um pouco mais pacífico...

E assim se manteve até aos dias de hoje este hábito, de forma mais ou menos ininterrupta.

Até que um raio me fulminou bem em frente ao frigorífico dos queijos, no supermercado.
"Como é possível, Ema, nesta altura do desafio ainda comprares queijo que foi fatiado com recurso a uma máquina eléctrica, que vem numa embalagem de plástico e que tem quadrados de plástico entre cada fatia?????????" (não o disse em voz alta, claro...)
Arghhhhhhh!!!!!!!! (também não foi em voz alta...)
Por isso, estão a ver, não me precisam de me dizer nada. Eu já me "bati"...

Assim - daqui para a frente - queijo inteiro, ou melhor, 1 quarto de queijo (senão estraga-se antes de ser consumido) cortado pela menina ao balcão, com uma faca e embrulhado em papel. Nada de embalagens de plástico, nada de cortado na máquina da loja.

E agora já não há o perigo de cortar fatias de 1 cm, já não gosto... Mas, pelo sim, pelo não, corto o queijo com...

.... um destes?

Não tenho.

Um destes?


Também não.

Com este!


Já cá estava e nunca era usado para o que é suposto - cortar batatas às rodelas. Assim nomeei-o "o nosso cortador de queijo" (ainda bem que não era dos de cortar batatas onduladas...)!

21 de setembro de 2010

172 - Ter um postura ecológica no cabeleireiro


Agora é oficial. Para a minha cabeleireira (e todas as pessoas presentes) eu sou louca!

Se quando lhe pedi para cortar "abaixo da orelha" o meu cabelo, que chegava a meio das costas, quase a matava do coração, agora ficou convencida de que realmente me falta qualquer coisa (além de cabelo...).

Ao ter cortado o cabelo e o querer manter curto, sem dúvida que diminui - tal como escrevi na altura - os gastos de água, energia e produtos para o cabelo. Mas por outro lado leva-me mais vezes ao cabeleireiro (ainda tentei que o Zé Manel o cortasse, mas ele negou-se completamente...), o que pode ser contraproducente.

Mas tudo tem solução...

De início passou despercebido.

Comecei por pedir para me lavar o cabelo com água completamente fria, mas como está calor, não estranhou.

Depois dei-lhe para a mão um frasquinho com o meu champô e expliquei-lhe que tinha um couro cabeludo muito sensível e que os produtos que ali usavam tinham muito químicos que o irritavam (compreensível) e que, acrescentei, poluiam os cursos de água e a vida aquática (primeiro olhar enviesado...).

Cortar o cabelo foi pacífico, apesar da minha cabeleireira fazer sempre um comentário alusivo ao lindo que o meu cabelo é e como ficava/ficaria bem comprido...

Quando terminou e lhe disse que não queria secar, instalou-se a guerra:

- Como não quer???? (deve ser o momento alto de todo o percurso...)
- Não, não vale a pena estar a gastar energia e tempo...
- Não se preocupe (ofendida) é para isso que aqui estou!
- Mas não vale mesmo a pena, seca ao ar, eu prefiro assim.
- ...
- Além de que a seguir vou até à praia... (e fui, passear - não menti - mas não entrei na água...)
- Pois (não muito convencida e olhando para mim com aquele olhar!)...

E ainda por cima fica mais barato (juro que não sabia!). Também por isso deve ter ficado chateada...

E parece que por cá ainda não existem salões com um selo deste género:



20 de setembro de 2010

171 - Usar uma garrafa térmica com água gelada


Genial de tão simples, não é?

Mas não foi ideia minha, desta vez... Na verdade já não sei onde li, mas "tiro o chapéu" a quem se lembrou de tal!

No Verão sabe bem água fresca, quando está muuuuiiiiito calor. Eu costumo misturar meio copo de água natural (da torneira) e meio da que está no frigorífico (também da torneira...), mas o Zé Manel bebe fresca ou, de preferência, gelada.
Eu bebo bastante água. O Zé Manel bebe imensa água. É proporcional: eu suo pouquinho, ele perde água por cada poro da pele...


Agora vejam lá as vezes que, num dia, abrimos a porta do frigorífico só para ir buscar água. Muitas. Segundo um livrinho que me ofereceram nos anos "Como reduzir a sua pegada de carbono - 365 conselhos que fazem a diferença" (pois eu sei... irónico, não é?), de Joanna Yarrow, de cada vez que abrimos a porta do frigorífico escapa-se até 30% do ar frio interior. É bastante!

Como fazer? As garrafas térmicas são isso mesmo, térmicas. Apesar da maior parte das pessoas (nós...) as usar para conservar alimentos ou bebidas quentes, também conservam, claro, frios...

Novo ritual matinal cá em casa:

- pegar na nossa garrafa térmica maior - que tem dois depósitos e uma torneirinha!!! (digam lá que não é o ideal);
- enchê-la de água e de cubos de gelo (mais num depósito do que no outro...);
- e - voilá!!! - está pronta água fresca (numa determinada altura muito fresca) para todo o dia (e noite)!

É, ou não é, genial?!

(claro que quem tem um frigorífico com dispensador exterior de água e gelo, não precisa de nada disto...)

18 de setembro de 2010

169 - Deixar, definitivamente, de tomar banho


Sim banho, banho de banheira...

Não estavam a pensar que me ia deixar de lavar, pois não?
("olha, passou-se com o desafio", "Eu bem disse que ela não ia aguentar". Ui, então é que a minha mãe pensava: "pronto, a minha filha virou hippie...")

Não fiquem muito chateados, não me batam... tenho que confessar o meu pecado ambiental. Até ao ano passado, mais ou menos por esta altura, eu tomava, todos os anos, o meu banho de imersão. Sim, eu, que me arrepelo toda com o desperdício de água, tomava um banho de imersão quando passava uns dias em casa da minha mãe!!! Era só um por ano, mas tomava-o.


É que lá há uma grande (para mim, que sou baixa, claro...) banheira de pés, em ferro fundido, das antigas!
E a casa fica numa aldeia de Amarante (imaginam o calor abrasador?!).
E não há nenhum rio ou riacho (ou mesmo tanque) por perto, onde caiba (ou tenha permissão para entrar...) uma pessoa.
E eu desidrato quando fico algum tempo longe do Mar (pronto, nesta parte, estou a exagerar um bocadinho... é uma desidratação emocional!)

Estão ver?...

Há lá coisa melhor, numa situação destas, do que me enfiar-me numa banheira cheiinha de água fresca e ficar lá horas e horas a fio (esta parte é um ponto a favor, não é?...)???

Não, não há, asseguro-vos. Dá para flutuar (...), treinar a apneia, ler, divagar, dormitar, ...

Mas, pronto, não faço mais, prometo!


Vou pedir à minha mãe para arranjar o pequeno tanque de pedra que tem no pátio, para o poder encher de água que - depois do meu banho anual (assim, se calhar até podem ser mais...) - pode ser reutilizada para a rega (porque eu só uso produtos não poluentes...).

Perdoem-me, está bem?...

13 de julho de 2010

164 - Apagar os emails antigos


Este é um bom exemplo de "nunca tinha pensado nisto"... até que há uns tempos o Hugo Garcia, no facebook, a propósito dos cd's serem poluentes, referiu o facto de a internet ser, também, um problema ambiental. Tudo o que temos "guardado" no espaço virtual, tem que estar armazenado nalgum lado... "armazenado e replicado por questões de segurança", como diz o Hugo. E todos este processos gastam energia e geram calor "lá" no sítio (seja ele onde for), o que implica usar ar condicionado para arrefecer os equipamentos. Já viram o calor que emite um pc ou um portátil caseirinho? Imaginem os computadores/servidores (não sei se têm um nome mais técnico) "centrais"! Parece que a Google tem algumas preocupações a este nível.


Lá fui eu à minha conta de email (gmail) e vi que estava a ocupar 36% do espaço a que tenho direito (o qual, parece-me, está sempre a aumentar). É o problema do gmail: como não nos temos que preocupar com o facto da caixa ficar cheia, facilitamos... Lembro-me que no meu primeiro email, lia e apagava logo porque se não tivesse cuidado já não recebi "emails" novos!

Como apago todos os dias o spam, dediquei-me a limpar as caixas de entrada e de saída. Apaguei 900 mensagens!!! E fiquei a ocupar uns míseros 7%. Ainda assim pretendo fazer uma limpeza ainda mais profunda e reduzir esta percentagem. E, claro, manter a casa vazia... Também apaguei as mensagens no facebook e vou estar atenta ao meu álbum de fotografias do picasa, onde, apesar de tudo, ocupo apenas 5, 48% do meu espaço disponível.

Por isso, toca a apagar "emails" antigos e, já agora, não contribuam para o spam e, quando enviarem "emails" para mais do que uma pessoa coloquem os endereços em bcc (escondidos).

Boas limpezas!

8 de julho de 2010

159 - Não comprar café, para a máquina, em pastilhas


Eu não gosto do sabor do café (mas adoro o cheiro). E tomar um café pode provocar-me uma de duas reacções: se for até meio da tarde, passo o resto do dia com vontade de andar aos saltos e a correr, dentro do género dos personagens da b.d. Asterix e Obelix, quando acabam de engolir a poção mágica (menos o Obelix, claro...). Se for depois, não consigo dormir a noite toda...

Bom, mas o Zé Manel gosta de café e nós temos uma daquelas máquinas de tirar expresso (um de cada vez...), velhinha mas afinada! Também temos um moinho de café. Portanto podemos perfeitamente comprar café em grão. Ai, mas a preguiça foi falando mais alto!!! Primeiro começamos a comprar café já moído (que não tem o mesmo aroma) e, de vez em quando (principalmente para quando temos convidados), as fantásticas pastilhas, que vieram revolucionar o tirar café em casa, como diz a publicidade: "simples, prático e limpo", "nunca mais haverá café moído espalhado pela bancada"...


Só que as pastilhas vêm cada uma no seu filtro de papel, na sua embalagem de plástico, todas dentro de uma caixa... Tanto invólucro!

Portanto vamos fazer o percurso inverso: não comprar mais pastilhas (nem com a desculpa "ah, vamos ter muita gente cá em casa..."), voltar a comprar café, de preferência, em grão e - melhor ainda - a granel, porque vem num cartucho de papel!

Ah! E não aderir à - ainda mais recente - moda das belas máquinas nespresso, delta q e afins. A primeira até faz recolha das cápsulas para reciclagem (e até são giras para se reutilizarem), e a segunda publicita - fica sempre bem - que as suas cápsulas são recicláveis (deve ser tarefa complicada...), mas o primeiro R é REDUZIR, e não reciclar, por alguma razão!

Como é que beber um café em casa se tornou algo de tão elaborado? Aparentemente simples, mas elaborado (esta reflexão aplica-se a tanta coisa...)?

Onde estão as cafeteiras italianas?


As bodum?


E os balões de café?

Adorava o ritual do meu pai a fazer o café no balão. Em dias especiais, é certo, porque demorava um certo tempo... Mas é poesia!


7 de julho de 2010

158 - Colocar um peso no autoclismo para controlar as descargas


Esta medida ainda é mais fácil do que a de colocar um redutor de caudal nas torneiras...

Claro que quem tem um autoclismo com dupla descarga não precisa de o fazer. Mas quem, como nós, tem um do tempo da outra senhora, na verdade não precisa de o substituir, para reduzir os gastos de água.

O primeiro passo é reduzir o volume do autoclismo, algo que já tínhamos feito antes deste desafio, colocando, dentro do depósito, uma garrafa de plástico de 2 litros (cheia de água). Esta é a maneira mais simples, mas há outras soluções para quem tiver alguma coisa contra a pobre da garrafa... Há uns sacos (também de plástico...) que fazem precisamente a mesma coisa (aqui e aqui). Não vejo a necessidade de comprar um acessório, quando podemos reutilizar um objecto (que de outro modo ia para o lixo) para a mesma função, mas talvez dê jeito para autoclismos onde não caiba uma garrafa...

Mais interessante me parece esta ideia (ver a página 8 do documento), uma espécie de dique que permite reduzir a capacidade do depósito (entre 6 a 8 litros), sem o fazer perder eficiência.

O passo seguinte é transformar um autoclismo simples num autoclismo com dupla descarga, coisa que acabámos de fazer...

Tão rápido e eficiente! Basta colocar um "peso de autoclismo" ou contrapeso (o nome depende da marca). O nosso é da ecomeios (ver a página 12 do documento) e custa 13,50€, mas há muita escolha (aqui, aqui e aqui, por exemplo, e provavelmente também em casas da especialidade. Confesso que aí não procurei).


Todas as marcas explicam como colocar o contrapeso (há modelos para autoclismos com manípulo lateral ou central), embora não seja necessário, de tão fácil que é... É mesmo só pendurar.


Também têm gráficos com a quantidade de água (e o dinheiro) que poupamos com um gesto tão simples. Basta ver que, num autoclismo tradicional, sem o contrapeso, uma descarga gasta uns 10 litros de água (sim, isso tudo). Com o contrapeso, cada descarga gasta 2 litros. É mais do que suficiente para um chichi... E quando é preciso uma descarga maior (...) basta repetir o gesto ou manter a mão no manípulo durante mais tempo. Mal o soltemos a descarga pára. Funciona perfeitamente.

Claro que há modelos bem mais elaborados (substituindo todo o mecanismo interior), mas, a não ser que o existente esteja avariado, não vale a pena complicar, acreditem!

Quando visitei o meu irmão em S. Francisco achei interessante esta solução (o simple flush) mas ainda não a vi por cá:


5 de julho de 2010

156 - Fazer as minhas próprias máscaras faciais



Quando era adolescente a minha mãe criou comigo um ritual: uma vez por mês (ou de 15 em 15 dias), um tempinho do domingo era dedicado ao rosto. Ensinou-me a fazer vaporizações com folhas de eucalipto (ui! Era a parte de me custava mais, ficar com a cara metida numa bacia cheia de água bem quente e com uma toalha a tapar-me para não escapar nenhum bocadinho de vapor...), a fazer esfoliantes com mel e aveia e máscaras com argila verde e iogurte (a minha pele era oleosa). Normalmente num domingo fazia a vaporização e noutro a esfoliação e máscara.

Mantive este ritual durante muitos anos, até o comodismo (esse bicho feio) levar-me a comprar máscaras prontas a usar (e embaladas, pois claro), cheias de aditivos nada amigos nem da nossa pele, nem do ambiente.

Agora, depois de dar a mim própria um valente puxão de orelhas, vou voltar ao meu ritual (que ainda por cima vem carregadinho de boas memórias!). As máscaras caseiras são feitas por nós, na hora, com produtos naturais. Há lá coisa melhor?! Ema, Ema...


Claro que é preciso ter alguns cuidados:
- alguns ingredientes podem causar irritações, alergias ou manchar a pele. Experimente primeiro numa área pequena da pele, para garantir que não tem alergia a nenhum dos ingredientes que vai usar;
- use sempre ingredientes frescos e, sempre que possível, biológicos;
- não volte a usar restos de máscaras;
- não substitua os ingredientes;
- no Verão (ou se apanhar muito sol) evite o que é muito ácido, como limão, laranja e abacaxi. A pele tende a ficar manchada;
- quem tem a pele sensível, deve evitar, sempre, ingredientes ácidos, como o limão, o ananás e até o iogurte;
- prefira utensílios de louça e vidro, evite usar metal (incluindo as colheres);
- deve fazer uma máscara facial uma vez por semana (nalguns casos pode fazer duas vezes);
- aplique a máscara na pele limpa e esfoliada, evitando o contorno dos olhos e lábios;
- antes de aplicar uma máscara caseira, é bom fazer uma compressa de dez minutos com chá de camomila gelado. Ajuda a acalmar a pele e faz com que os princípios activos das máscaras ajam melhor. Além disso, a camomila ajuda a combater olheiras e a aparência de cansaço;
- enquanto usa uma máscara descanse e relaxe;
- em seguida, é recomendável aplicar um hidratante leve, não gorduroso;
- não aplique uma máscara se no mesmo dia depilou alguma parte do rosto;
- o mais importante é que tenha em mente que qualquer tratamento aplicado no seu corpo deve ser feito de acordo com as suas necessidades, cada organismo responde de forma diferente.

Tais como estes cuidados, as máscaras e esfoliantes que deixo aqui foram recolhidos em vários sítios da internet, recortes que tinha em casa e também num livro delicioso que tenho há anos: Cuidados com o corpo e a pele, de Sidra Shaukat, da Editorial Estampa. Claro que há muito mais receitas (curiosamente agora não aparecem tantas com argila) e mesmo aqui não deixo ficar todas as que encontrei. Escolhi as mais simples e que utilizam ingredientes fáceis de encontrar e locais (excepto o abacate porque, pelos vistos, é muito bom para a pele seca). Mas já se consegue comprar abacates produzidos em Portugal (nota posterior)

VAPORIZAÇÕES
Ferva água e junte-lhe um punhado de ervas (eucalipto para desinfectar, camomila ou tomilho para limpar, funcho ou tília para eliminar impurezas, hortelã-pimenta ou flor de sabugueiro para prevenir rugas). Se tiver a pele seca pode juntar umas gotas de óleo de jojoba ou de prímula. Coloque o rosto sobre o mesmo e cubra a cabeça com uma toalha. Aguarde 30 minutos (ou até deixar de sentir o vapor no rosto). Tonifique com uma loção sem álcool ou com um cubo de gelo envolte em gaze.

ESFOLIANTES FACIAIS
Esfoliante de amêndoa (não usar em peles sensíveis)
- 1 colher de sobremesa de amêndoas finamente picadas
- um pouco de iogurte
Misture e massage sobre a pele limpa, depois lave.
Esfoliante de aveia
- 2 colheres de sopa de aveia em flocos finos
- 1 colher de sopa de mel
Misture e aplique no rosto fazendo movimentos circulares, depois lave com água fria.
Esfoliante para pele oleosa
- 1 colher de chá de iogurte
- 1 colher de sopa de aveia
Misture e aplique no rosto com movimentos circulares, depois lave com água fria.
Máscara desincrustante
- 100g de amêndoas peladas e esmagadas até ficarem numa pasta fina
- 1 ovo
- 2 colheres de chá de água de rosas
Misturar e esfregar suavemente, com a ponta dos dedos, nas zonas oleosas do seu rosto. Aguarde 10 min e enxague bem.
Esfoliantes naturais
- tomates cortados pela metade e esfregados no rosto tonificam e clareiam a pele.
- Fatias de maçã passadas pelo rosto em movimentos circulares suaves.
- Um algodão molhado em sumo de uvas.

PELE com PROBLEMAS
Máscara para pele mista e com acne
- meio pepino fatiado
- meia colher de farinha maizena
Rale o pepino, faça uma papa e coloque sobre o rosto durante 15 minutos. Lave com água fria.
Máscara p/ acne
- alguns pedaços de abacaxi
- 1 colher de sopa de levedura de cerveja
Amasse os pedaços de abacaxi e coe num guardanapo, espremendo bem. Misture e mexa este sumo com a levedura até formar uma pasta. Aplique no rosto e deixe até a mistura clarear. Lave com água fria.
Fim dos poros dilatados
- 1 limão
- 1 clara de ovo
Bata a clara de ovo em castelo. Misture 2 ou 3 gotas de sumo de limão com a clara de ovo já batida em castelo. Espalhe muito bem no rosto e aguarde 15 minutos. Retire muito bem com água abundante, de forma a eliminar todos os resíduos.TRUQUES para borbulhas e espinhas
- Para secar as borbulhas mais persistentes, cubra-as com um pouco de pasta dentífrica ou com um bocadinho de argila misturada com água e deixe actuar durante toda a noite;
- Esfregue uma rodela de limão no rosto e lave com água fria.

PELE OLEOSA/MISTA
Máscara adstringente para pele oleosa- 1 colher de sopa de polpa de maçã ralada
- 1 colher de sopa de sumo de laranja
- farinha maizena
Misture bem os ingredientes, aplique no rosto durante 15 minutos e remova com água.
Máscara de abacaxi- 2 colheres de sopa de sumo fresco de abacaxi
- 2 colheres de sopa de farinha de trigo
- 4 colheres de sopa de farinha de arroz
Misture e mexa os ingredientes até obter uma pasta consistente. Coloque no rosto e deixe durante 30 minutos. Lave o rosto com água morna.
Máscara de maçã
- 1 maçã
- água de rosas
Rale a maçã e junte água de rosas até obter uma pasta cremosa. Aplique durante dez minutos no rosto e pescoço. Retire com água morna e lave com bastante água fria.
Máscara para as zonas oleosas- 1 colher de chá de levedura de cerveja
- iogurte natural
Misture a levedura com iorgute natural em quantidade suficiente para produzir uma pasta não muito espessa. Com toques leves aplique nas zonas oleosas, fazendo a mistura penetrar na pele. Espere que seque (cerca de 15 a 20 minutos). Lave primeiro com água morna e depois fria. Seque com uma toalha limpa, dando pancadinhas no rosto.
Máscara de pepino
- Algumas rodelas de pepino descascado
- 2 colheres de sopa de iogurte natural
Reduza a puré ou rale o pepino com o iogurte. Coloque sobre o rosto durante 30 minutos e depois lave com água tépida.
Máscara facial de tomate para a zona T- 1 tomate
Triture o tomate sem pele e aplique na área T do rosto (nariz, testa e queixo). Aguarde 15 minutos e lave abundantemente com água fria.
Máscara hidratante para pele mista- 1/4 de abacate
- 2 morangos
- 1 colher (sopa) de sumo de laranja
Bata o abacate, os morangos e o sumo de laranja. Espalhe a máscara suavemente sobre o rosto e aguarde 30 minutos. Retire com água morna. Repita de 15 em 15 dias.

PELE NORMAL
Máscara de cenoura
- 2 cenouras médias
- gaze
Cozinhe as cenouras com a casca e tudo. Amasse-as e coloque entre as compressas de gaze. Aplique sem tocar nas narinas e nas pálpebras. Quando arrefecer, lave o rosto com água morna.
Máscara hidratante para pele normal- 1 banana madura
- 2 colheres de sopa de mel
- 1 colher de sopa de iogurte natural
Amasse a banana e misture com o mel e o iogurte. Se a máscara ficar muito rala, adicione mais uma banana. Aplique no rosto, aguarde 30 minutos e lave.

PELE SECA
Máscara de banana- 1 banana
- umas gotas de natas
- 1 colher de chá de mel
Esmague a banana, junte as natas e o mel. Aplique no rosto, aguarde 15 minutos e retire com água morna. Ideal para a pele que seca demasiado no Inverno.
Máscara de ovo
- 1 clara de ovo
- 1 colher de chá de mel
Bata a clara e junte o mel. Aplique com um pincel e aguarde 10 minutos. Retire com água fria.
Máscara de pêssego e natas
- 1 pêssego
- 1 colher de natas
Reduza o pêssego a puré e junte as natas. Aplique e aguarde 10 minutos. Remova com água tépida.
Máscara de abacate
- 1/2 abacate
- 1 colher (chá) de mel
Amasse o abacate com o mel, aplique a mistura sobre a pele limpa e aguarde 20 minutos. Retire com água morna. Faça, pelo menos, uma vez por semana.
Máscara de girassol
- 3 gotas de óleo de girassol
- 1 colher de sopa de iogurte natural
- 1 colher de sopa de mel
Bata tudo e aplique no rosto (de baixo para cima). Aguarde 20 minutos. Retire com água morna.

PELE ENVELHECIDA ou CANSADA
Máscara anti-envelhecimento
- 3 colheres de sopa de chá verde (infusão preparada)
- 50g de cenoura ralada
- 1 iogurte natural
- 1 colher de sopa de mel
Junte os ingredientes até formar uma papa homogénea. Aplique no rosto e pescoço e aguarde 20 minutos. Faça uma vez por semana ou a cada 15 dias.
Máscara revitalizante
- 1 colher de sopa de chocolate amargo
- 1 colher de sopa de argila rosa (encontra-se nas ervanárias)
Derreta o chocolate amargo em banho-maria. Acrescente a argila e misture bem até formar uma pasta. Espere amornar e espalhe pelo rosto (evite a área em redor dos olhos e lábios). Aguarde 20 minutos. Lave o rosto com sabonete neutro e água. A máscara não deve ser utilizada nas peles oleosas ou com acne, por ser muito hidratante.
Máscara contra a fadiga- 2 maçãs
Rale as maçãs e aplique o puré cru sobre o rosto, deixando actuar por 5 minutos.
Máscara de Suspiro
- 1 clara de ovo
- 1 colher de chá de sumo de limão
Bata a clara em neve com o sumo de limão, aplique sobre as áreas com rugas durante 10 minutos, lave com água morna e aplique no rosto todo por mais 10 minutos. Lave e hidrate. Nas peles secas substitua o limão por 2 gotas de óleo mineral.
Máscara p/ pele cansada
- 1/2 chávena de pepino cortado em pequenos cubos
- 2 colheres de chá de leite em pó
- 1 clara de ovo
Misture até formar uma pasta homogénea e aplique-a no rosto e no pescoço. Deixe ficar até secar (cerca de 30 minutos). Lave com água morna e em seguida aplique um jacto de água fria. Seque com uma toalha limpa, dando pancadinhas no rosto.
TRUQUES para a pele sem brilho e cansada- Mergulhe uma flanela em água gelada e coloque-a sobre o rosto durante alguns minutos. A sua pele voltará a apresentar um tom rosado e brilhante;
- Se a pele estiver tensa mergulhe uma flanela em água quente e coloque-a sobre o rosto durante alguns minutos. É um relaxante instantâneo.

PELE com MANCHAS
(hormonais ou da irradiação solar)
Máscara contra manchas
- ½ limão pequeno lavado com a casca
- ¼ de laranja pequena com a casca
- ¼ de abacate
- ½ chávena de iogurte natural sem açúcar
Bata até obter uma consistência homogénea. Passe generosamente sobre as regiões afectadas (evite a área em redor dos olhos e boca). Aguarde 25 minutos e retire com água à temperatura ambiente. Repita duas vezes por semana.
Máscara Clareadora
- 1 colher de sopa de aveia fina
- 1 colher de café de iogurte
- chá forte de camomila
Misture e aplique em todo o rosto. Aguarde 15 minutos. Retire com água fria.
Máscara para clarear e tonificar- 1 colher de chá de leite em pó desnatado
- 1 clara de ovo batida
Misture e espalhe de forma homogénea. Aguarde 10 minutos e lave.
TRUQUES para manchas
- Mergulhe um cotonete em hamamélis e aplique directamente sobre a área afectada;
- Ao deitar, mergulhe um pouco de algodão em loção de calamina e passe sobre as manchas.

TODOS os TIPOS de PELE
Máscara reafirmante
- 1 ovo
- 1 colher de sopa de leite
- 1 colher de chá de mel
Misture e bata bem os ingredientes, aplique no rosto, espere que seque e retire com água morna.
Máscara de pêssego
- 2 pêssegos maduros
- 1 colher de farinha de trigo
Amasse e misture a polpa dos pêssegos com a farinha. Espalhe o creme no rosto e aguarde 15 minutos. Lave com água morna.
Máscara de morango
- 3 morangos médios
- 1 colher de sopa de iogurte
- 1 colher de sopa de mel
Misture muito bem os morangos com o iogurte e o mel. Aplique no rosto, aguarde 20 minutos e retire com água morna.
SUPERmáscara (aumenta a elasticidade, hidrata, nutre, tonifica e revigora)
- 1 chávena de café de leite
- 1 maçã picada
Leve o leite ao lume e quando ferver acrescente a maçã picada. Deixe cozinhar até amolecer. Desligue e espere arrefecer. Amasse, acrescentando leite até obter uma pasta. Aplique com um pincel no rosto e no pescoço limpos, aguarde 20 minutos e retire com água fria.
TRUQUE pré-Festa
- Espalhe duas claras de ovo bem batidas no rosto. Aguarde 15 minutos e retire lavando.

OLHOS
Olhos sem "papos"
- 1 ou 2 batatas
- compressas de gaze
Rale a batata crua e divida-a por duas gazes. Aplique-as sobre os olhos e aguarde 30 minutos.
Reduzir olheiras
- 2 colheres de sopa de aveia
- 2 colheres de sopa de leite de soja em pó
- 1 chávena de soro fisiológico
Misture os ingredientes até formar uma pasta. Dê umas pancadinhas na pele que vai receber a máscara com a ponta dos dedos antes de aplicar. Aplique na região das olheiras (em volta do olho todo), feche os olhos e deixe agir. Depois de lavar, aplique o seu tónico facial.
Máscara de pepino para as olheiras- 1 pepino
- 1 colher de chá de açúcar
Lave bem o pepino e corte em rodelas finas. Polvilhe uma colher de chá de açúcar sobre as rodelas de pepino. Coloque as rodelas de pepino sobre os olhos e deixe descansar por 20 minutos. Lave com água de rosas. (Acho que também pode ser só as rodelas sem o açúcar)

Tratamento completo (pareceu-me interessante!)
- 1 clara + 1 gema de ovo
- 1 sabonete neutro (de preferência de glicerina vegetal)
- 2 colheres de sopa de açúcar
- 1 colher de sopa de mel
Limpe a pele
Com um pedaço de algodão humedecido em água, esfregue no sabão e passe no rosto, esfregando suavemente. Repita até o algodão sair limpo. Lave bem o rosto e seque com uma toalha limpa.
Esfolie
Misture o açúcar com o mel, e, com a ponta dos dedos, faça movimentos circulares pelo rosto. Deixe o esfoliante actuar durante alguns minutos e lave. Seque bem o rosto.
Máscara 1
Bata ligeiramente a gema. Espalhe, com um pincel, por todo rosto e aguarde 10 minutos, no mínimo. Mantenha o rosto relaxado. Lave com bastante água (só água) e seque o rosto.
Máscara 2Bata a clara até começar a fazer espuma. Passe por todo rosto e aguarde 10 minutos ou até secar. Lave bem, apenas com água.
Para finalizar passe o seu creme hidratante habitual.

3 de julho de 2010

154 - Comer gelados de cone ao invés de copo


Não gosto mesmo nada da bolacha dos gelados de cone (aliás não sou fã de bolachas, de uma maneira geral)...

Como um gelado porque além de saboroso (e, pelos vistos, saudável!) é fresco e sabe optimamente numa tarde de Verão (e não só...). Ora, se vier num cone a última coisa que levo à boca é bolacha de baunilha... e fico com um sabor nada fresco e a precisar de um copo de água... Precisamente o oposto do que desejo quando peço um gelado!


Já descobriram alguma maneira de deixar a bola de gelado para o fim e comer o cone primeiro, sem o auxílio de utensílios?...

Mas não posso continuar a comer gelados em copos (de papel ou plástico) descartáveis! A questão do colher era fácil de resolver, bastava passar a andar com uma colher pequena no meu saco de ombro (apenas mais uma coisa no meio de cada vez mais "bens" que transporto comigo para todo o lado, desde que iniciei este projecto. Um dia ainda escrevo sobre isto). Mas os copos que vão para o lixo...

Tenho algumas hipóteses (habituar-me ao último travo a bolacha está fora de questão):

- comer (se possível) o gelado na gelataria, num recipiente de vidro, apesar de gostar de ir saboreando o gelado enquanto passeio à beira mar;
- não comer a bolacha... eu sei, eu sei, não é boa ideia...;
- convencer o Zé Manel a comer a bolacha do meu gelado... Penso que não será assim tão difícil, porque, ao contrário de mim, ele não parece ter problemas com esta questão... Fico é condicionada a comer gelados com ele;
- andar, ao invés da colher, com um copo (talvez de plástico, mas dos duráveis) na mala!!!

Claro que os gelados que vêm embrulhados também estão fora de questão. Excepto os Magnum Temptation, porque vêm numa caixinha linda, que forrada, por fora, com papel ou tecido é óptima para pequenas prendas. Às vezes como o gelado só porque preciso da caixa...


2 de julho de 2010

153 - Comprar cereais a granel


Só vou à Naturocoop quando tenho algo mais para fazer pelas mesmas bandas, pois esta cooperativa de produtos biológicos (que tem desde a fruta à pasta dos dentes, passando por tudo o que precisamos, a nível alimentar, de limpeza e de higiene) é precisamente do outro lado da cidade!

Nesta visita descobri que também têm um espaço no núcleo rural do Parque da Cidade (aqui ao lado...). Como é que nunca tinha reparado? Porque vou todos os dias ao Parque, menos ao fim-de-semana (quando é invadido), que é quando a loja abre... Tenho que fazer uma visita (já avisada que tem muito menos coisas...)!

Como precisei de ir às Águas do Porto, fui num pulinho até este "supermercado" - que me faz sempre lembrar os primeiros que surgiram - dar início à minha ideia de não voltar a comprar cereais embalados em plástico. Esta é uma das minhas mais queridas cruzadas, dentro deste desafio: reduzir ao máximo a existência de plástico (principalmente descartável) cá por casa.

Se já antes desta iniciativa não usava sacos de plástico para as compras, agora, tenho uma verdadeira (e saudável?) obsessão pela erradicação deste material: tenho ficado extremamente impressionada com os vídeos de massas gigantescas de plástico a vogar pelos oceanos e de animais mortos devidos a elas.

Na Naturocoop os cereais estão nos grandes sacos onde são transportados ou em dispensadores (que adoro usar!), e os sacos disponíveis são em papel (apesar de, nesta visita, ter ficado triste por ter visto porções pré-pesadas, prontinhas a trazer, em sacos plástico...). Eu trato estes sacos de papel com muito cuidado, e reutilizo-os imensas vezes (e no fim da sua vida útil, coloco-os na compostagem!).


A oferta de cereais (sempre biológicos) é óptima: vários tipos de arroz, aveia, cevada, quinoa, cuscuz, millet, bulgur, ...

E, por exemplo, um quilo de aveia aqui custa 2,01€ e no Continente (também biológica) custa 5,10€... Convencidos?

Ainda trouxe, além dos meus cereais, mais sementes para germinar, chicletes 100% naturais e 100% biodegradáveis que nem sabia que existiam (o Zé Manel às vezes sente muito vontade de uma pastilha elástica), e descobri também que a Ecover tem produtos de higiene pessoal.

Na minha próxima visita vou falar sobre a possibilidade de fazer como o Colin Beavan (No Impact Man): levar frascos de vidro para encher com os cereais, e assim reduzir também os sacos de papel...

30 de março de 2010

150 - Pedir para não trazerem uma palhinha com a minha bebida


Esta é mais um daqueles gestos simples e pequeno, mas - e não sendo nada original - como diz o ditado: "grão a grão..."

Estava eu, à beira-mar sentada (numa gelataria), com as minhas amigas. Como agora tenho sempre a funcionar o radar "365", no momento em que começaram a chegar os sumos que tinham sido pedidos, o "alarme" soou: "para que é que eu preciso de palhinha?"


Claro que a menina que estava a trazer as bebidas me olhou com aquele ar "cada maluco tem a sua mania...", quando lhe disse para não trazer palhinha com o meu sumo, mas já me estou a habituar.

Depois comecei a entusiasmar-me com a iniciativa "menos uma palhinha".

Uma palhinha ou sorvedor (como vi escrito algures) é feita, claro, de plástico, e, hoje em dia (por questões de higiene e segurança alimentar...) vem numa embalagem individual também de plástico (poucas vezes de papel). Provavelmente vêm todas juntas numa outra embalagem (de plástico ou cartão).

Há palhinhas nos cafés, confeitarias, esplanadas e afins, nos restaurantes de comida rápida, nos cinemas, nos supermercados... Enfim! Elas estão em todo o lado (tenho que aproveitar a fama com que fiquei na gelataria...)!!!

Estão a ver onde quero chegar?

E, realmente, precisamos da palhinha? Não aprendemos, bem pequeninos, a beber por um copo?... Até me disseram que sorver - regularmente... - por uma palhinha faz rugas nos lábios!

E não, mais uma vez, não sou original... Há um projecto para estudar a poluição marinha por plásticos, cuja campanha de sensibilização tem como slogan "o último canudo" (palhinha em "brasileiro"). Durante esta campanha vão, entre outras coisas, construir um barco com um quarto de milhão de palhinhas (usadas, presumo)!!!

É como dia a autora deste blog: "O que o canudo da água de côco tem a ver com uma tartaruga?" Muito.

se for para reutilizar palhinhas, é uma boa ideia...

Assim, mesmo sabendo que às vezes podem ser usadas para boas causas, mesmo tendo aprendido que já vêm do tempo dos sumérios (não deviam ser de plástico...), nunca mais vou olhar para uma palhinha como um objecto inofensivo...

E que tal começar a pedir sem palhinha?


29 de março de 2010

149 - Não comprar filmes


Tal como disse quando decidimos ligar a televisão só depois das 22h (o que ainda nem sempre acontece), gostamos muito de ver filmes. Claro que no cinema tem outra magia, mas não pode ser sempre... E, na verdade, às vezes gostamos de repetir: se gostar muito de um filme posso vê-lo mais do que uma, duas vezes. E o Zé Manel é verdadeiramente viciado: quando era estudante, trabalhou em part-time num clube de vídeo, para poder ver todos os filmes que quisesse! E gravava imensos, em VHS, da televisão (cortava os intervalos e tudo)...

Por isto é fácil de perceber que nos é difícil resistir quando vemos filmes (agora em DVD) que nos agradam. Ainda por cima quase todos os jornais, revistas e afins, têm, de quando em quando, ofertas aliciantes...

(não, não temos assim tantos...)

Mas chega de consumismo!

E depois do que descobri sobre os CD, quando deixei de os usar para gravar música para as minhas aulas, não me sentia bem em continuar a comprar DVD, ainda que com a intenção de os conservar por muitos anos (mesmo parecendo que não têm uma vida muito prolongada)!

Opções?

Voltar a usar o meu cartão da blockbuster, apesar de parecer que esta empresa está a fechar lojas pelo país fora.

Escarafunchar as prateleiras dos amigos e trazer filmes emprestados (e, claro, emprestar os meus).

Ver a oferta da biblioteca Almeida Garret. Afinal, com o meu cartão de leitora, também posso, além dos livros, trazer DVD e CD!

Quem tiver tv cabo (não é o nosso caso) também pode alugar filmes através desta. E, apesar de ainda não ter chegado a Portugal, o You tube também vai alugar filmes. Até os clubes de vídeo mais ou menos "tradicionais" se modernizaram e alugam filmes pela internet. E, claro há os clubes que já só existem no mundo virtual. Mas, aqui põe-se a questão: e os custos ambientais de enviar os filmes para nossa casa?...

Acho que me vou ficar pelas soluções "caseiras"...

E também ainda não encontrei nenhuma destas máquinas de alugar filmes.

27 de março de 2010

147 - Não deixar telemóveis a carregar durante a noite


Esta é uma daquelas coisas que, quando reparei que a fazia, fiquei cheia de vergonha...

Além do que já fazia antes (não deixar "luzinhas" de stand-by ligadas, por exemplo), tenho - ao longo dos meses que já decorreram desde que iniciei este desafio - tomado uma série de opções para reduzir ainda mais os nossos gastos energéticos, desde tomar duche às escuras, com água quase fria, até subir e descer escadas (em vez de usar o elevador) também às escuras (a não ser que a luz se acenda por sensores...), passando por desligar a arca frigorífica, só usar o forno em ocasiões especiais, lavar a louça com água fria e mais umas quantas...

E depois chego à noite, o telemóvel queixa-se, ponho-o a carregar e vou dormir... Arghhhhhhh! Mais valia continuar a tomar banho com água quente!!!...

A bateria do meu telemóvel demora umas duas horas a carregar e eu deixava-a, muitas vezes, umas sete ou oito horas ligada à corrente. Cinco ou seis horas de puro desperdício energético. Além de que diminui o tempo de vida da bateria, o que também não é nada ecológico. Estou neste momento a bater (mentalmente...) com a cabeça na parede!

A juntar a tudo isto, as baterias dos nossos telemóveis são de iões de lítio (Li-ion) e - aprendi eu - não têm efeito memória, o que lhes permite serem recarregadas sem estarem completamente descarregadas (pelos vistos, até é preferível).

Por tudo isto, a partir de hoje, telemóveis a carregar mais tempo do que necessário (seja dia ou noite), nunca mais!

Apesar de o meu irmão Hugo (quando esteve uns meses mais ou menos longe da civilização) ter usado um carregador de telemóveis solar e não ter ficado nada satisfeito, fico à espera (para quando o meu telemóvel já tiver dado tudo, tudo, mas mesmo tudo...) de um telemóvel solar, em plástico reciclado (para me redimir)...


E esta ideia para uma bateria que se carrega girando-a no dedo?...


25 de março de 2010

145 - Arranjar um despertador que não necessite de pilhas


Um despertador que não necessite de pilhas (sejam recarregáveis ou não...), é do que eu ando à procura...

Despertador solar/satélite (escolhi este para primeiro exemplo por ser taaaaãooo bonito!!! Acorda-nos batendo com as "asas" na nossa cabeça?...):

Despertador solar (este é todo futurista):

Mais um solar (mais "normalzinho"):



Outro despertador solar (há ainda muitos mais, para todos os gostos):



Despertador a água:



Outro a água (e umas gotas de limão):


E mais um a água:

Despertador eólico (sim, eólico!):



Despertador "a batata" (achavam que já tinham visto tudo?):


... ou "a maçã" (ah, muito mais saboroso!!!):


Despertador em projecto:



E o clássico, simples e eficiente (a mim não me incomoda o tic-tac...): a corda!



... o que eu tenho agora (oferecido)! Não é preciso gastar água, nem fruta, nem é preciso estar sol ou vento... É só fazer um "poucochinho" de esforço para dar corda!

E não se esqueçam que não é nada saudável ter o telemóvel na mesinha de cabeceira para servir de despertador...


22 de março de 2010

142 - Quando regar as plantas, usar a água dos "pratos" (em excesso) para regar outras plantas


Tenho reparado que cada um de nós, os - felizmente cada vez mais - "maluquinhos" que se preocupam com o seu impacto no planeta, tem uma "causa do coração", como lhe chamo. Dentro da defesa do meio ambiente, há aquele "departamento" que faz vibrar mais forte uma corda cá dentro... Eu sei, eu sei: está tudo interligado! Mas vejam se não é assim convosco. Pode ser a defesa dos animais, como a minha amiga Zita, o uso dos transportes públicos, a poupança energética, ou, no meu caso, a ÁGUA: doce, salgada, tudo o que se relacionar com "prejudicar" as águas do nosso Planeta provoca-me arrepios nada agradáveis, desde alguém a deixar uma torneira aberta, ou a "regar" o carro, até imagens de poluição dos mares ou de matanças de golfinhos.


para quando vamos de férias, reutilizando garrafas de Pet

Assim já antes deste desafio tinhamos tomado o que considero as medidas básicas para diminuir o gasto deste bem mais que precioso:

- Ter atenção ao consumo de água (medida que vem sempre nas "listas de coisas a fazer para ajudar o ambiente" e que é tão genérica como "reciclar...")
- "Regar as plantas com a água do banho e de lavar a roupa". É mais com a água de lavar e cozinhar os legumes. A água do banho e de lavar algumas peças de roupa à mão vai para o autoclismo;
- Instalar um tijolo ou uma garrafa de água dentro do autoclismo (uma garrafa grande);
- Tomar duches rápidos;
- Só fazer programas longos (na máquina de lavar roupa) quando é relamente necessário;
- Lavar os dentes e fazer a barba (no caso do Zé Manel...) com a torneira fechada;
- E, apesar de a razão inicial não ter sido esta, a verdade é que ser vegetariano (só eu...) também reduz os gastos de água (para produzir 1kg de vegetais gasta-se, qualquer coisa como, 150 vezes menos água do que para produzir 1kg de carne).



solução para reutilizar as águas da chuva

Entretanto, desde Novembro, temos implementado novas medidas não só para reduzirmos ainda mais o gasto de água cá por casa e mas também para a poluirmos menos (e outras estão na lista de espera, como, por exemplo, substituir o chuveiro):
- utilizar detergentes sem fosfatos e outros químicos poluentes e encontrar soluções mais naturais para as limpezas (para o chão, para lavar a louça, para lavar e amaciar a roupa e também para as nódoas e para branquear);
- optimizar a lavagem à mão da louça, enquanto não temos uma cozinha com máquina, colocando também um economizador na torneira e até usando menos utensílios, copos, ...;
- lavar os dentes apenas com um copo de água (ou menos!);
- e até cortar o cabelo (acreditem, poupo muita água)!

dispositivo para extrair água do ar ambiente

Chega a um ponto (este...) em que se torna um vício, tentar encontrar novas maneiras de "prejudicar" menos a água.

funil para recolher as águas da chuva
Foi por isso que, num dia destes, ao regar as plantas da varanda, me lembrei de reutilizar a água recolhida nos pratos por debaixo dos vasos para regar outros vasos! Simples, melhor para as plantas porque segundo me disseram não se deve deixar ficar a tal água nos pratos (pode contribuir para apodrecer as raízes).
Também aprendi que se deve regar sempre cedinho pela manhã e não à noite (normalmente nas dicas ecológicas refere "regar de manhã cedo ou à noite") porque - à noite - aumenta o risco de proliferação de fungos.

20 de março de 2010

140 - Aprender a fazer compostagem caseira


Hoje de manhã fui aprender, na Horta da Formiga - centro de compostagem caseira, a fazer compostagem (gostei desta definição: "a compostagem é um processo biológico através do qual microrganismos e insectos decompõem a matéria orgânica numa substância homogénea, de cor castanha, com aspecto de terra e com cheiro a floresta - o composto).

Apesar da Lipor abranger apenas 8 municípios (Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa de Varzim, Valongo e Vila do Conde), qualquer pessoa, de qualquer zona de Portugal pode vir, gratuitamente, aprender algumas técnicas e dicas que nos ajudam a implementar este processo em casa. Nem de propósito, no nosso curso, estava um senhor emigrado nos EUA, que tirou férias para vir aprender a fazer compostagem (e mais uns cursos organizados pela Horta da Formiga)! Fiquei com pena de não lhe ter perguntado se do outro lado do ocenao não fazem compostagem...

A minha maior lição foi logo ao início, quando a formadora nos disse que cada habitante dos 8 municípios da Lipor produz, por dia, 1,4 kg de lixo. E que 40% desse lixo é orgânico. E que o saco de lixo que deitamos no contentor dos indiferenciados vai directamente para incineração ou (quando a fábrica está fechada para "limpeza", de modo a que a poluição gerada seja o mais baixa possível) para o aterro. Como, depois disto, não me sentir culpada se não fizer compostagem?!

Apesar de termos tido uma pequena parte prática, onde vimos vários tipos de compostores e um passo-a-passo de uma visita diária ao "nosso" compostor... a formação é essencialmente teórica, até porque não tem assim tanto que saber, e as questões e dúvidas vêm com a prática.

O compostor
As pessoas que pertencem aos 8 municípios podem trazer, gratuitamente, um compostor (como o da imagem), inseridos num projecto chamado Terra à Terra, desenhado especialmente para os centros urbanos, onde as pessoas têm pouco espaço exterior. O senão é ser em plástico...


O melhor, segundo a Cristina (a formadora) são quatro palletes ao alto. Também pode ser construído com tábuas de madeira, rede ou ser apenas uma pilha no chão.


Informação muito importante, todos (excepto um modelo caríssimo e enorme) têm que estar pousados na terra, para haver escoamento de água e circulação de bichinhos essencias para a compostagem. Má notícia para mim, e mais umas quantas pessoas, que vivem em apartamentos...

Como fazer
Depois de instalar ou montar o compostor num cantinho (de preferência que seja sombreado no Verão) do jardim ou quintal, devemos fazer uma cama de ramos no fundo, para ventilar e escoar melhor a água. Depois vamos fazendo camadas alternadas (tipo "sandes mista", nas palavras da Cristina) de verdes (ricos em azoto) e castanhos (ricos em carbono).
Verdes - restos de cozinha (legumes, fruta, cascas, sacos de chá (!), borra de café, casca de ovo), relva fresca, flores, estrume;
Castanhos - palha (o melhor "castanho" e que se pode comprar por 3€ o fardo, nas cooperativas agrícolas), folhas secas, ramos finos, cartão e papel - sem químicos - em tiras, algas (lavadas e secas), serradura e aparas de madeira sem tratamentos.

De quinze em quinze dias deve-se revirar a pilha e, no Verão, regar para manter um bom nível de humidade (ao agarrarmos uma mão cheia de composto, este deve soltar-se mas deixar a mão "suja").
Posso assegurar que não cheira mal (se cheirar é porque não está a ser bem feito).

Quando o compostor ficar cheio continua-se a revirar e a regar, se necessário, e quando o composto estiver homogéneo, retira-se do compostor e coloca-se numa pilha no chão a maturar (vimos um compostor tripartido: 1 compartimento para composto a ser processado, outro para o que está a maturar, e outro pronto): como já não têm nada para comer os bicinhos vão todos à procura de nova casa e a temperatura (que dentro do compostor pode chegar acima dos 65ºC) estabiliza-se.
Passado algumas semanas está pronto para nutrir o jardim ou quintal (se não estiver homogéneo, porque colocámos detritos de difícil compostagem, deve-se crivar o composto)!

O que não colocar no compostor
Não problemáticos (mas depois têm que ser retirados...) - vidro, plásticos, têxteis, papel plastificado, ...;
Perigosos - dejectos de animais domésticos, pilhas, tintas, químicos, madeira tratada, medicamentos, ...;
Problemáticos - folhas resistentes (degradação lenta e/ou acidez), alimentos cozinhados, de origem animal e gordura (atraem ratos, moscas, cães, gatos).

Trouxe o meu compostor e vamos colocá-lo no jardim da casa dos pais do Zé Manel (que fica perto do nosso espaço, e onde passamos todos os dias) e para já vou passar a levar, no baldinho (plástico...) que nos deram na formação - especificamente para este fim - os "nossos" desperdícios orgânicos. Cheira-me que, muitas vezes, o balde (como o da imagem) não vai ser suficiente para os restos de um dia...


Obviamente que esta solução não é muito prática e como não temos intenção de comprar este compostor de interior (na horta da formiga têm um idêntico a ser testado, mas maior, próprio para ser colocado nas casas de lixo de edifícios de habitação colectiva), o passo seguinte é experimentar a vermicompostagem (que pode ser feita numa varanda). Apesar da Cristina não ser muito adepta (diz que a escuridão e a humidade fomentam a criação de fungos que depois passam para as plantas onde usamos o vermicomposto), não perco nada em experimentar.

Por isso, em breve, terão notícias dos nossos novos animais de estimação: as minhocas!

18 de março de 2010

138 - Usar lápis ao invés de esferográfica, quando tiro apontamentos


Tive uma fase, algures entre a infância e a adolescência, em que coleccionava esferográficas e lápis de todas as cores e feitios: com cheirinho, com bonecos, lapiseiras com mini-lápis de cores, ... Até tive uma caneta que tinha, no seu interior, um rolinho de papel que se ia puxando para escrever notas (apetrecho que não podia usar nos dias de teste...). Também tive uma fase em que coleccionava bloquinhos... mas essa é outra história.

Tendo em conta que "desde 1950 foram vendidas mais de 100 bilhiões de canetas no mundo (o que corresponde a 60 delas por segundo sem parar até hoje)", pode parecer insignificante a minha colecção de canetas, mas a verdade é que contribuí com a minha quota parte de plástico, metal e tinta tóxica (a tinta utilizada nos tais 100 bilhiões daria para encher cem piscinas olímpicas!)... Em meu abono, devo dizer que algumas delas ainda andam por cá, a uso, o que, pelo menos, significa que foram bem "exploradas" antes de serem enviadas para o ecoponto.

O que posso fazer para me redimir?

Deixar de usar esferográficas, pelo menos a médio prazo. Para já, como ainda andam por cá bastantes, não tenho que me preocupar com o que fazer quando precisar mesmo de escrever a tinta (mas já tenho mais uma medida, para quando acabarem: usar uma caneta de tinta permanente).

Para os meus muitos apontamentos, notas e gatafunhos vou passar a usar o poético lápis. Tem madeira, é verdade. Que vem das árvores, eu sei... Mas não tem plástico, nem metal, nem tinta tóxica...


Há esferográficas (ditas) ecológicas/biodegradáveis, mas normalmente esta atribuição fica-se pelo invólucro (de milho, de cartão, de papel de jornal, de plástico reciclado de caixas de cd's ou outras canetas, ...), e nem sequer em toda a sua percentagem: umas têm partes em metal, outras em plástico "normal", ... E, claro, todas elas continuam a usar tinta nada ecológica. Talvez em breve comecem a aparecer canetas com tinta de repolho-roxo ou beterraba, mas, para já, a única que encontrei quase, quase 100% biodegradável é a DBA pen: só a esfera do sistema roller-ball (em aço) faz com que seja "apenas" 98% biodegradável.

Como ter que a mandar vir dos Estados Unidos não me parece muito ecológico, vou mesmo continuar na minha ideia: lápis. O que, também tenho que confessar, há em quantidade cá por casa. Devido à minha formação académica, passei 6 anos a comprar lápis de todas as marcas, do 9H ao 9B... Até tenho um "aproveitador", como lhe chamo, de lápis pequeninos, dentro da lógica deste (mas para um lápis de cada vez...):



E também aos lápis chegou a moda do "eco": há lápis feitos de papel de jornal reciclado, de copos de plástico (das máquinas de café) usados, de calças de ganga velhas, de gravetos apanhados na rua, ... Até encontrei um lápis que traz uma semente (não consegui saber de quê) para se plantar quando o lápis chegar ao fim! Presumo que para compensar as árvores que se cortam para fazer os lápis (é bom que a semente seja de uma árvore...).

Mesmo empresas pioneiras têm agora cuidados ambientais, como a Faber Castell que retira a madeira que utiliza de florestas sustentáveis certificadas ou a Staedtler (cujo lema neste momento é "efficient for ecology"), que tem uma série de cuidados na produção, transporte e reciclagem dos seus lápis.

E claro, temos a nossa Viarco. Comprar nacional é, em príncipio, ecológico... Mas gostava de saber mais sobre as práticas ambientais da empresa.

eu tive um destes!

O lápis é mais poderoso que a caneta?!...

10 de março de 2010

130 - Comprar apenas chá em folhas avulso


Esta é uma daquelas medidas que só o comodismo justifica ainda não o ter feito.

Comprar uma caixa de cartão (envolta em plástico), que dentro traz saquetas de chá/infusões, cada uma delas com um pegazinha de papel e envolta num saco de papel, ou plástico, em vez de comprar o saco de chá/infusão em folhas que está quase ao lado (sim, porque até nos supermercados há expositores com sacos de chás/infusões em folhas)...

Ema, Ema, um puxão de orelhas!

E a verdade é que até compro chás/infusões avulso (há nas ervanárias, lojas de produtos naturais, na casa chinesa aqui no Porto, ...), quando quero algo mais específico, mas, o movimento natural (até agora), durante as compras, era pegar na dita caixinha, pelos menos para os chás mais convencionais.

E estas saquetas nem permitem fazer verdadeiramente - segundo a tradição - um chá ou uma infusão... Aqui tem uma explicação detalhada de como fazer bem chá. Algumas infusões fazem-se de maneira diferente, pois as folhas ou raízes (como no caso do gengibre, muito bom para a garganta!) têm que ser cozidas (normalmente aparece a palavra coacção, um sinónimo...) durante uns minutos.


Portanto reprogramei o meu cérebro e a partir de hoje não pego em mais nenhuma caixinha de chá em saquetas! Até porque é muito mais bonito ver as diferentes folhas, flores e semelhantes, em frascos de vidro (reutilizados), não é?

9 de março de 2010

129 - Usar mais a panela de pressão


Tenho uma panela de pressão "herdada" da minha tia, anterior moradora desta casa. Daquelas antigas e bem pesadas, baça e com riscos, mas com ar de que vai durar muitas gerações.

Até agora usava-a apenas para cozer feijões e outros grãos (que compro sempre secos e não de lata...) e, no Verão, a beterraba.

De tanto ler, em listas de sugestões ecológicas, "use mais a panela de pressão", fui eu procurar em que mais posso eu usar a minha, e descobri todo um mundo novo!

Fiquei a saber que há imensas pessoas com medo da panela de pressão. Embora não tenha encontrado nenhum testemunho de que alguma tenha "explodido".

Tive uma lição sobre a história e outra sobre o funcionamento desta pequena maravilha, onde também aprendi (depois de reflectir sobre isto e sabendo um mínimo de física, é lógico) que um terço da altura da panela tem que ficar sempre livre (algumas têm marcações) e que se tem que usar, pelo menos, 250ml (2 copos) de líquido.


E que quase tudo se pode cozinhar na panela de pressão e bem mais rápido (até 3 x mais), o que, claro, poupa energia (em até 70% em relação à cozedura tradicional)!

receitas (mais aqui) para todos os gostos (claro que predominam receitas com carne, mas são fáceis de adaptar, como esta de macarrão...) e até um livro que podemos descarregar gratuitamente.

Até pizza se pode fazer (esta eu vou experimentar, até porque agora só ligo o forno quando o rei faz anos)!!!

Só o barulhinho é que é um pouco chato...

Já experimentei cozer arroz integral (demorou uns 10 minutos). Só cozer, mas também dá para ficar pronto, seco e temperado. E também já cozi batatas para puré (5 minutos). Na lista das próximas tentativas está (além da pizza), cozer esparguete, cuscus e cozinhar arroz com legumes.

Para que não me aconteça como da primeira vez que cozi feijão (e que não quis ligar à minha mãe a perguntar quanto tempo era necessário) e que fiquei com um óptimo puré de feijão para sopa quando o pretendia cozido para uma feijoada vegetariana... procurei, e encontrei, uma óptima e completa (grãos, feijões, vegetais, frutas, ...) tabela de tempos (em inglês), para me guiar nas minhas novas experiências. Foi feita para as modernas panelas, que permitem regular a pressão, mas dá para ter uma ideia dos tempos necessários. Até porque estes também variam conforme o fogão (o meu é eléctrico).

Agora, para experimentar os legumes (normalmente cozo-os a vapor na bimby), também vou ver se consigo encontrar um "cesto vapor" (que se adapte à minha relíquia) que permite cozer a vapor e a pressão. Dois em um!

Ou talvez reformar a minha panela e arranjar uma digital...

"Não, não, Ema (ai a veia consumista...)!!!"