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26 de maio de 2013

214 - Recuperar as colheres de pau existentes ao invés de comprar novas


Continuo a usar - e a gostar - de colheres de pau (e não sou só eu). Mesmo que não fosse pela minha decisão de evitar novos objectos de plástico, não trocaria uma bela colher de madeira por uma de plástico.

No entanto, nos últimos tempos, tenho reparado que algumas das minhas colheres estão com um aspecto... bom... como hei-de dizer... pindérico. Deixei de as usar, andava a ver como as podia reutilizar e na minha lista dos "a fazer" constava "comprar colheres de pau".


antes

Até que, no meio dos meus apontamentos, encontrei uma dica (não registei a fonte) sobre impermeabilizar colheres de pau. Por associação de ideias (ando a recuperar uns móveis de madeira) também me lembrei de experimentar lixar as colheres a ver se ganhavam nova cara e... voilá! As duas coisas juntas transformaram as minhas colheres pindéricas... numas belas colheres rejuvenescidas!


depois

Como o fiz:
- lavei bem as colheres (estavam abandonadas há algum tempo) e deixei-as secar bem;
- lixei-as com lixa fina para madeira;
- coloquei, ao lume, um tabuleiro (porque não tenho nenhum tacho onde as colheres maiores caibam "deitadas") com vinagre branco suficiente para cobrir as colheres;
- quando o vinagre começou a ferver, submergi as colheres e mantive-as ao lume durante 10 minutos;
- retirei-as, deixei-as secar e pronto!

Fácil, não? Hei-de experimentar com as tábuas de cozinha...

Nota: podem impermeabilizar só a parte da colher que entra em contacto com os alimentos.
Outra nota: as colheres de pau - habitualmente -devem ficar ao ar (de preferência onde sejam banhadas pelo sol), e não guardadas numa gaveta ou noutro local com pouca ventilação (como as bactérias gostam).

E se as vossas colheres estiverem num estado tal que não permita recuperação, aqui ficam algumas (muitas mais há) ideias para lhes darem uma nova vida:





17 de outubro de 2012

208 - Encontrar um pano esponja de cozinha "verde"


Para começar, não sei se já repararam que o fundo do blog passou de azul-escuro a branco...
Segundo os peritos destas coisas, a maior parte das pessoas, hoje em dia, tem monitores que "poupam a branco/cores claras" ao contrário do que provavelmente acontecia na altura que escrevi este post (se quiserem informação mais técnica leiam também os comentários dos leitores).
Simplificando muito, e se bem percebi, portáteis (o que eu tenho) e monitores planos poupam a branco, os outros a preto. E, para quem não anda por aqui desde o início, vejam se já reduziram o brilho do monitor. O ambiente e os vossos olhos agradecem!

Passando ao assunto principal deste post.

Andava já há algum tempo à procura de uma solução para substituir o pano esponja da cozinha (parece que é o nome oficial, eu costumo chamar-lhe... pano de cozinha). Cheguei a comprar os panos da linha Naturals, da Vileda (tal como a esfregona de que falei aqui), 100% biodegradáveis, mas... quanto a mim ficaram "pindéricos" depressa de mais, o que faz com que - mesmo sendo biodegradáveis (...) - o processo de fabricação, transporte, ... não compense o tempo de uso que têm.

Depois lembrei-me de experimentar t-shirts velhas. Estas já são reaproveitadas por cá na limpeza da casa (é uma das coisas que eu já fazia, mesmo antes de iniciar este desafio).


Mas, e o tal do poder absorvente? Há uns panos que "anunciam" uma capacidade de absorção em 10 vezes o seu peso a seco... Certo, não são tão absorventes, claro. Mas, pelo menos para nós, chega muito bem. E somos pessoas bem activas na cozinha!

O único cuidado que tenho é guardar as t-shirts brancas para este fim (no resto das limpezas podem ser de qualquer cor...), para ter uma boa noção do nível de limpeza/sujidade. E acreditem, estes panos duram muito tempo. E podem ser lavados. E quando realmente já não tiverem mais uso, bom, vão para o lixo.

Não vos parece a solução mais sustentável?

24 de junho de 2012

202 - Usar mais o espanador e menos o aspirador


Apesar de não ter escrito post durante uns tempos, tenho continuado a implementar novas medidas no meu/nosso dia-a-dia. Agora vou pondo-vos a par das mesmas, como neste caso.

Este post, que escrevi quando deixei de usar o mini-apirador, foi um dos que me ajudou a ver como muitas vezes me esqueço (nos esquecemos?) das soluções mais simples... E claro que me senti um pouco estúpida...

Depois de (re)adquirido o hábito da vassourinha e do apanhador, chegou a vez do espanador substituir (nalguns dias) o aspirador.

E, provavelmente, demorou mais tempo porque a minha mãe tinha/tem um pavor a vassouras e afins dentro de casa. Porquê? A senhora que trabalhou - durante a nossa infância e adolescência - em nossa casa não era fã do aspirador. Como tal, gostava de fazer uma passagem diária pela casa de vassoura em punho. Verdade que era uma vassoura de interior, de cerdas macias (vulgo espanador), mas... fazia-o com tal vigor e entusiasmo que o pó passava directamente do chão para todas as superfícies horizontais disponíveis... A minha mãe levou meses a convencê-la da ineficácia do método e, penso que ela nunca ficou grande fã do aspirador, porque de vez em quando tinha recaídas...

Talvez por isto, vassouras - de qualquer forma e tamanho - não são a primeira solução que vem (vinha...) à minha mente.


Se vivêssemos sozinhos - e exagerando um pouco - quase não seria preciso limpar a casa. Vivemos num apartamento e deixamos o calçado à entrada, o que faz com que quase nenhum lixo chegue cá dentro. Agora, acrescentando 3 gatas (muito activas) a este cenário... passamos a ter que o fazer quase dia sim dia sim (não exagerando quase nada). Isto quer dizer que o aspirador, por aqui, não tinha descanso. E não somos maníacos da limpeza! Só quem tem gatos dentro de casa é que sabe a quantidade de pêlo que um só destes bichanos liberta diariamente... E repararam que temos 3?... Ah! Sem esquecer que uma delas gosta de ir passear e trazer folhinhas do jardim...

Então resolvemos dar uma hipótese ao espanador que andava por cá. Agora há uns mais modernos, e até umas coisas chamadas mopas. E umas até são "ecológicas" (da marca da esfregona de que falei aqui). Mas... se este já cá estava, em bom estado e cumprindo a função... Há lá solução mais sustentável?!

Assim, espaçamos a utilização do aspirador, introduzimos um novo e rápido ritual e não notamos que a limpeza do nosso lar tenha ficado prejudicada. Traduzindo: não há mais quantidade de pó, para limpar, nas prateleiras...

22 de novembro de 2011

200 - Trocar livros


Esta ideia foi o culminar de várias acções:

Primeira, o estar a descobrir o poder das listas (huuuuuu!!!). Eu que olhava com um certo (mas levezinho...) desprezo para quem fazia listas para tudo e mais alguma coisa, comecei a perceber que podem ser uma mais valia. Já fazia lista de compras e lista "do que levar" quando vamos acampar ou de férias, mas sei agora que uma lista pode ser tanto um guia: quando precisamos - por exemplo - de organizar melhor o nosso tempo; como um desafio, quando temos que arrumar o guarda-fatos...; como um aliciante, quando fazemos uma lista do que vamos concretizar no próximo ano. Às vezes uma lista poder ser tudo isto (e mais ainda), como por exemplo a minha lista das "365 coisas que posso fazer..."! Mais à frente volto às listas.

Segunda, o ter decidido deixar de comprar o jornal, comprar menos revistas, "compensar" os livros que compro, isto tudo sem ler menos, claro, o que me levou a voltar a usar a biblioteca pública, onde posso, se quiser, ler jornais, revistas e livros, e trazer estes últimos para casa (assim como "cd's" e "dvd's").

Terceira, o praticar o desapego, palavra que veio ao meu encontro há uns bons anos atrás, quando me iniciei no caminho do Yoga. Claro que tem um alcance, uma profundeza de que não vou falar agora, focando-me mais no seu lado material, que vem também ao encontro de uma vida simples (na interpretação do minimalismo aplicado ao dia-a-dia, se assim o posso dizer) que tenho procurado cada vez mais. E não confundam simples com simplista...

Por isto mesmo, entusiasmei-me, no ano passado, com o bookcrossing, uma ideia genial que faz do mundo uma espécie de biblioteca. Infelizmente comigo não resultou: nunca mais soube do 1º (e único, até agora) livro que "libertei". E nunca encontrei nenhum por aí (eu sei que há pontos de bookcrossing, mas...) Está bem, vou tentar de novo, mas perdi um pouco o entusiasmo nesta ideia (romântica) de livros espalhados pelos bancos, cafés e afins.

Quarta (faltava esta) o termos decidido desligar a televisão, o que me levou a fazer uma lista (eu disse que voltava a elas) "de livros a ler". Para este facto também contribuiu o ter encontrado um recorte (que tinha guardado...) do jornal Público do início deste século (é sempre estranho dizer isto!) com os "100 melhores livros em mil anos segundo o diário El Mundo" (do século passado, o XX, portanto...). Juntei mais umas 4 listas semelhantes que encontrei na internet (umas com os melhores livros de sempre, outras com os melhores em língua inglesa, ...), retirei os livros repetidos e fiquei com uma lista de quase 300 títulos. Retirei os que já tinha lido (uns míseros 50 e tal), escolhi um por autor (quando era o caso), deixei de lado - para já - os anteriores ao nosso ano 1000 e lá cheguei ao número de 177 livros. Como a minha meta eram os 101 (porque acho mais "giro" que 100...) a selecção seguinte foi baseada na minha inspiração do momento, um pouco menos objectiva do que, imagino, as listas que me serviram de base!

Assim com mais 101 livros para ler, não querendo comprá-los (todos), sabendo que posso não encontrar alguns na bibiloteca local, nem nos tais pontos do bookcrossing, nem em casa de amigos e familiares, como fazer?

Encontrei o winking books, que, nas palavras do próprios administradores, é o local onde quem «tem livros em casa, grande parte dos quais estão arrumados na estante para nunca mais serem utilizados, um “stock” de livros abandonados» os pode usar «como "moeda" de troca e ler novos livros».



Só temos que nos registar, colocar os livros que queremos trocar (por cada livro registado recebemos 1 ponto), e quando tivermos 10 pontos podemos - regra geral - pedir o nosso primeiro livro. Também ganhamos pontos quando enviamos um dos nossos livros a alguém que o pediu (normalmente 10). É fácil, é só entrarem no site e começarem por ler as faq. Vamos vendo os nossos pedidos/envios, pontos, ... Podemos fazer uma wish list, e sermos avisados de quando aparecerem os livros que desejamos. Acreditem, dá jeito, principalmente se forem livros muito pretendidos. Esta comunidade é muito activa: muitos dos livros demoram minutos a serem requisitados. Eu ainda estava a registar o meu quarto livro e já tinha os três primeiros pedidos por diferentes leitores!

Os livros são enviados por correio, utilizando a taxa económica do livro ou taxa editorial, que já conhecia graças à Monia que, informalmente (e de forma muito simpática), quando soube que andava à procura dele, me emprestou o "No Impact Man", do Colin Beavan, e à Nídia, que me emprestou o livro que acabei de ler, "A mim não me enganam - um ano sem ir às compras", de Judith Levine, e que tem uma pequena biblioteca com os livros que empresta.

Esta taxa permite enviar livros a um preço mais baixo do que se fosse pelo correio normal... Há algumas regras:
- só se pode enviar o (um) livro, nada como marcadores, folhas, ... Se não a taxa não é aplicada;
- deve escrever-se no envelope:
contém livro,
pode ser aberto para verificação postal,
taxa editorial económica;
- o envelope deve ser fechado com fita-cola que descola facilmente (para a tal verificação) ou, como eu ("aprendi" com a Nídia) faço, usando um pequeno fio ou fita, numa laçada, assim não se rasgam os envelopes e podem ser reutilizados (eu também neles escrevo "por favor, reutilize este envelope." Pode ser que um dia me chegue um livro num destes!). Os envelopes almofadados são os melhores (até já trazem um furinho para passar o fio) e custam cerca de 0,20-0,30€ cada um.


Assim por cerca de 1€ (envelope mais a taxa de envio) podem ter um "novo" livro.

Mais livros trocados, menos livros comprados, menos árvores cortadas.

E aqui vos deixo a minha lista dos "101 livros a ler". Completei e tentei verificar os dados sobre cada livro/autor (as listas que encontrei só traziam o título do livro e o autor), e só com isso já aprendi umas coisas! Se por acaso encontrarem alguma gralha agradeço que me avisem.

001. Achebe, Chinua - Quando Tudo se Desmorona, nigéria, 1958;
002. Adams, Henry - A Educação de Henry Adams, eua, 1918;
003. Assis, Machado de - Memórias Póstumas de Brás Cubas, brasil, 1881;
004. Baldwin, James - Go Tell It on The Mountain, eua, 1953;
005. Balzac, Honoré de - A Comédia Humana, frança, 1848;
006. Baudelaire, Charles - As Flores do Mal, frança, 1857;
007. Bernhard, Thomas - O Náufrago, holanda, 1983;
008. Blake, William - Canções da Inocência/Canções do Exílio, inglaterra, 1794;
009. Boccaccio, Giovanni - Decameron, itália, 1358;
010. Böll, Heinrich - A Honra Perdida de Katherina Blum, alemanha, 1974;
011. Borges, Jorge Luis - Ficções, argentina, 1944;
012. Brecht, Bertolt - Galileu Galilei, alemanha, 1939;
013. Burgess, Anthony - Laranja Mecânica, uk, 1962;
014. Buzzati, Dino - Deserto dos Tártaros, itália, 1940;
015. Byron, Lord - Don Juan, inglaterra, 1819;
016. Camus, Albert - O Estrangeiro, frança, 1942;
017. Carson, Rachel - A Primavera Silenciosa, eua, 1962;
018. Celan, Paul - Selected Poems and Prose, roménia, (antologia de) 2000;
019. Céline, Louis-Ferdinand - Viagem ao Fim da Noite, frança, 1932;
020. Chaucer, Geoffrey - Contos da Cantuária, inglaterra, 1386;
021. Coetzee, J.M. - Desonra, áfrica do sul, 1999;
022. Conrad, Joseph - Lord Jim, polónia/inglaterra, 1900;
023. Cortázar, Julio - O Jogo do Mundo, argentina, 1963;
024. Darwin, Charles - A Origem das Espécies, inglaterra, 1859;
025. Dickens, Charles - Histórias de Duas Cidades, inglaterra, 1859;
026. Diderot, Denis - Jacques, o Fatalista, frança, 1778;
027. Doblin, Alfred - Berlin Alexanderplatz, alemanha, 1929;
028. Dostoyevsky, Fyodor - O Idiota, rússia, 1869;
029. Dreiser, Theodore - Uma Tragédia Americana, eua, 1925;
030. Eliot, George - A Vida Era Assim em Middlemarch, inglaterra, 1874
031. Eliot, T.S. - A Terra Desolada, eua/uk, 1922;
032. Ellison, Ralph - O Homem Invisível, eua, 1952;
033. Faulkner, William - Luz em Agosto, eua, 1932;
034. Flaubert, Gustave - Educação Sentimental, frança, 1869;
035. Forster, E. M. - Passagem para a Índia, inglaterra, 1924;
036. Galbraith, John Kenneth - A Sociedade da Abundância, canadá/eua, 1958;
037. Gide, André - O Imoralista, frança, 1902;
038. Gogol, Nikolai - Almas Mortas, rússia, 1842;
039. Golding, William - O Deus das Moscas, inglaterra, 1954;
040. Grahame, Kenneth - O Vento nos Salgueiros, uk, 1908;
041. Graves, Robert - Eu, Cláudio, uk, 1934;
042. Greene, Graham - O Terceiro Homem, inglaterra, 1949;
043. Hammett, Dashiell - O Falcão de Malta, eua, 1930;
044. Hemingway, Ernest - Por Quem os Sinos Dobram, eua, 1940;
045. Hesse, Hermann - O Lobo da Estepe, alemanha/suiça, 1927;
046. Ibsen, Henrik - Casa das Bonecas, noruega, 1879;
047. Ionesco, Eugène - O Rinoceronte, roménia/frança, 1959;
048. James, William - As Variedades da Experiência Religiosa, eua, 1902;
049. Joyce, James - Ulisses, irlanda, 1922;
050. Kafka, Franz - Amerika, alemanha, 1927;
051. Kawabata, Yasunari - O Som da Montanha, japão, 1949-54;
052. Kerouac, Jack - Pela Estrada Fora, eua, 1957;
053. Kipling, Rudyard - Kim, uk, 1901;
054. Lawrence, D.H. - Filhos e Amantes, inglaterra, 1913;
055. Lessing, Doris - O Caderno Dourado, uk, 1962;
056. Lorca, Federico García - Baladas Ciganas, espanha, 1928;
057. Mahfouz, Naguib - Filhos de Gebelawi, egipto, 1959;
058. Mailer, Norman - Os Duros Não Dançam, eua, 1984;
059. Mallarmé - A Tarde de um Fauno, frança, 1876;
060. Malraux, André - A Condição Humana, frança, 1933;
061. Mann, Thomas - A Montanha Mágica, alemanha, 1924; (a ler, neste momento)
062. Marx, Karl - O Capital, alemanha, 1867;
063. McCullers, Carson - Coração, Solitário Caçador, eua, 1940;
064. McEwan, Ian - Expiação, inglaterra, 2001;
065. Milton, John - O Paraíso Perdido, inglaterra, 1667;
066. Morrison, Toni - Song of Solomon, eua, 1977;
067. Musil, Robert - Homem sem Qualidades, áustria, 1930-43;
068. Nabokov, Vladimir - Fogo Pálido, rússia, 1962;
069. Neruda, Pablo - Confesso que Vivi, chile, 1974;
070. O’Neill, Eugene - A Longa Jornada Adentro, eua, 1941;
071. Orwell, George - 1984, inglaterra, 1949;
072. Pirandello, Luigi - Seis Personagens em Busca de um Autor, itália, 1921;
073. Pound, Ezra - Os Cantos, eua, 1964;
074. Pullman, Philip - Mundos Paralelos, uk, 1995-2000;
075. Queiroz, Eça de - A Ilustre Casa de Ramires, portugal, 1900;
076. Rhys, Jean - Vasto Mar de Sargaços, dominica, 1966;
077. Rimbaud, Arthur - Uma Estação No Inferno, frança, 1873;
078. Rosa, Guimarães - Grande Sertão: Veredas, brasil, 1956
079. Rousseau, Jean-Jacques - O Contrato Social, suíça, 1762;
080. Rulfo, Juan - Pedro Páramo, méxico, 1955;
081. Rushdie, Salman - Os Filhos da Meia-Noite, índia, 1980;
082. Salih, Tayeb - Tempo de Migrar para o Norte, sudão, 1966;
083. Salinger, J. D. - O Apanhador no Campo de Centeio, eua, 1951;
084. Shakespeare, William - Sonetos, inglaterra, 1609;
085. Shikibu, Murasaki - A História de Genji, japão, 1000-12;
086. Sterne, Laurence - A Vida e Opiniões de Tristam Shandy, irlanda, 1759-69;
087. Svevo, Italo - A Consciência de Zeno, itália, 1923;
088. Tanizaki, Junichiro - As Irmãs Makioka, japão, 1948;
089. Tchekhov, Anton - As Três Irmãs, rússia, 1901;
090. Tolstói, Lev - A Morte de Ivan Ilich, rússia, 1886;
091. Turgueniev, Ivan - Pais e Filhos, rússia, 1862;
092. Updike, John - Corre, Coelho, eua, 1960;
093. Warren, Robert Penn - All The King's Men, eua, 1946;
094. Waugh, Evelyn - Um Punhado de Pó, inglaterra, 1934;
095. West, Nathanael - O Dia dos Gafanhotos, eua, 1939;
096. Whitman, Walt - Folhas de Erva, eua, 1855;
097. Wiesel, Elie - Noite, românia/eua, 1958;
098. Williams, Tennessee - Um Eléctrico Chamado Desejo, eua, 1947;
099. Woolf, Virginia - Rumo ao Farol, inglaterra, 1927;
100. Wright, Richard - O Filho Nativo, eua/frança, 1940;
101. Xun, Lu - Diário da Loucura e Outras Histórias, china, 1918.

30 de maio de 2011

195 - Ter uma horta... na varanda


Tudo começou com as primeiras aromáticas, há cerca de um ano. Depois adoptámos uma família de minhocas... Fiz as minhas primeiras sementeiras...



E agora temos uma pequena horta na nossa varanda: em vasos temos óregãos, hortelã, alecrim, aipo, cebolinho, manjericão, mirra (hei-de experimentar fazer incenso), fisalis (oferecido bem pequenino), arruda (para "captar" as lagartas, afugentar alguns insectos e, para quem for supersticioso, o mau-olhado... ), 2 pés de tomates-cereja, saponária (não a árvore das nozes, ...), cravos-túnicos (para afugentar mais bichinhos indesejados); num canteiro feito pelo Zé Manel com restos de madeira não tratada, há alfaces diversas, mais cebolinho (as carteirinhas têm muitas sementes...) e rúcula. E o nosso plátano, uma sardinheira, e uma begónia herdada com, provavelmente, mais anos do que eu. Nada mau num espaço com 2,0m por 1,0m, "hem"?

E o tamanho (da varanda) não é desculpa, nem não ter varanda... Há soluções verticais originais, tanto para o exterior...


... como para o interior.


Para rentabilizar o espaço da nossa varanda - que não tem paredes - comprei simples suportes para floreiras, onde coloquei os vasos, do género destes:


E não há falta de informação, até porque as hortas urbanas estão na moda. Quase todas as cidades têm iniciativas, umas camarárias, outras de associações ou até de pequenos grupos de pessoas, para aproveitar espaços mais ou menos abandonados, transformando-os em belas hortas familiares.

Existem cada vez mais hortelões e "hortelãs"... E muitos deles partilham as suas experiências aqui pela blogosfera, ajudando quem (como eu) ainda é uma "hortelinha". Além do blog da semente à árvore, de que já falei aquando das sementeiras, há outros como o trumbuctu, o jardim com gatos, o cantinho verde, ... e muitos outros (também gosto deste e deste, em inglês), com dicas, calendários, sugestões úteis tanto para quem tem uma horta como para quem tem apenas uns vasos. E claro, as redes sociais permitem colocar dúvidas e, muitas vezes, ter uma dezena de respostas úteis, num curto espaço de tempo, e também ter acesso sobre formações na área (horta em casa, jardim de guerrilha, cidade das hortas, ...).

Temos sempre os livros. Este parece-me muito engraçado (e útil), este e este são bem apelativos e gráficos, e eu fiquei interessada neste e neste... Claro que tenho sorte e já tenho acesso, não só a literatura técnica (às vezes até técnica demais...) mas também a uma conselheira: a minha mãe que, como já disse algumas vezes, se dedica à agricultura biológica. E encontram-se, incluindo nalguns quiosques, dois deliciosos "almanaques anuais", verdadeiras preciosidades de sabedoria popular: O Borda d'Água e O Seringador (E também há O Novo Seringador, mas ainda não estudei as diferenças).

Para começar convém estudar a varanda (parapeito, floreira, ...) que vai acolher a horta. Que tipo de exposição solar tem (convém "apanhar" sol durante 5 a 6 horas por dia), se está protegido do vento ou, caso tal não aconteça, se é possível instalar protecção (rede, cerca, ...). Depois, que tipo de recipientes vai usar: aqui apresentam explicações detalhadas sobre o tipo de canteiros que se pode/deve construir, com medidas, materiais, ... Se nunca plantou nada pode seguir estes passos (ou este vídeo) sobre como começar uma pequena horta ou jardim de aromáticas num vaso. Neste site (e neste) pode escolher - e conhecer melhor - o que plantar. Pode até desenhar a sua horta. Muito giro! (O que a gente encontra pela net...). E é regar, cuidar, para depois poder apreciar os frutos do seu trabalho. As nossas alfaces (e a rúcula) são muito saborosas! E que não nos/vos aconteça como ao Sandro, que não conseguiu escoar a produção...

(a carteirinha trazia sementes de diferentes tipos de alface, todas óptimas!)


Claro que tudo isto só faz sentido se for biológico. E penso que é uma premissa geral para quem se mete nestas andanças porque pelos vários blogs e grupos onde "viajo", toda a gente (salvo erro) tem o cuidado de não usar químicos, procurando "ingredientes" e soluções o mais naturais possível: biológico, permacultura, calendário lunar, entre outros, são termos comuns pelas hortas virtuais. Ainda tenho muito que aprender!

Por isto, uma das minhas primeiras preocupações foi: " E a poluição, senhores?" Sim, porque moro na cidade, porque as plantas absorvem "coisas" do ar... Aliás foi quando vi as hortas do Mike, em New York que fiquei mais consciente deste problema: é que a poluição atmosférica naquela cidade vê-se. Então depois de um nevão, é ver as partículas pretas a cobrir a neve imaculada, em horas...

E não é que a minha preocupação tem fundamento?

O programa Biosfera já fez um episódio sobre este assunto. Ainda tentei ver a qualidade do ar por estas bandas, no sítio da Agência Portuguesa do Ambiente, mas, ou é "um pouco confuso" para mim ou estava preguiçosa... e não percebi quase nada. Mas fiquei mais descansada quando alguém entendido me disse que a minha hortinha está numa zona boa: temos muitas árvores à volta, temos um pulmãozinho mesmo ao lado (o parque do Inatel) e um belo pulmão um pouco mais abaixo (o Parque da Cidade) e logo a seguir o Mar!!! Por isso parece que as minhas alfaces são saudáveis. A água (reutilizada da lavagem dos vegetais, do início dos duches, ...) - também fica sempre em repouso 24h antes de ser usada na rega.

O que vos posso dizer mais? É muito boa a sensação de ver despontar algo que semeamos, observar esses delicados rebentos crescerem viçosos, enterrar as mãos na terra, apercebermo-nos das pequenas alterações ao longo dos dias... Ai, que bonito...

E como as imagens podem ser inspiradoras aqui deixo hortas para todos os gostos, das muitas encontradas por essa net fora... A imaginação não tem limites!


esclarecedora...


arrumadinha


projectada...


..."espontânea"!


apertadinha (como a nossa...)


reutilizando garrafas de plástico, assim...


... ou assim!


à medida


reutilizando uma sapateira


esta solução tem fãs entre os arquitectos... também "se dá" no exterior!


sacos-horta transportáveis, para quem não fica muito tempo no mesmo sítio!


30 de abril de 2011

192 - Encontrar um enchimento amigo do ambiente para os nossos "puffs"

Quando viemos viver para este apartamento os meus irmãos ofereceram-nos dois puffs (ou pufes...). Claro que sou eu que mais os uso. Como não sou lá grande Lady (...) estar sentada direitinha num sofá não é para mim. Como é que pode ser melhor do que estar confortavelmente enroscada num puff, a ler um livro, por exemplo?...


No outro dia, um amigo meu sentou-se num deles e atirou-me um "tens que encher estas coisas..." e nesse momento reparei que realmente estavam mais murchitos...

Ontem abri o fecho de um deles e... Arghhhhhhh!!! Fiquei rodeada de bolinhas de esferovite!!!!!!
Confesso, não me lembrava do recheio dos meus queridos puffs. A sério! Acho que sofri de amnésia super selectiva: até ao segundo em que nevou na nossa sala, eu tinha bloqueado esta (mais do que óbvia) informação...

E agora?

Eu, que desde que escrevi este post (leiam-no se quiserem mais informação sobre os pontos negativos do esferovite), fujo de tudo o que é de esferovite e me esfalfo para encontrar utilidade para as poucas coisas que aqui aparecem neste material, tenho, no meu lar, dois monstros comedores de esferovite para alimentar! (Hoje estou com a veia dramática bem activa...)


Toca a procurar um enchimento bem "verde", Ema!

E não é que há alternativas biodegradáveis?!

Primeiro encontrei um susbtituto à base de amido. Mas também encontrei um estudo que fala sobre o facto de este material servir de alimento a insectos, o que pode levar à disseminação de pragas através de embalagens, portanto esta solução não deve ter muitos fãs...

Encontrei depois, no Brasil, a Bioespuma, feita à base de óleo de mamona. Parece que também tem amido na sua composição... e penso que ainda está em fase de desenvolvimento.

Mas por lá já há empresas que comercializam os seus produtos em embalagens, biodegradáveis e compostáveis, de fécula de mandioca.

Também está em desenvolvimento uma solução à base de proteína de leite e argila, que foi descoberta por acidente.

Mas eu fiquei fã (pelo menos para já...) da solução desenvolvida por dois jovens americanos, à base de raízes de fungos e resíduos agrícolas, o Mycobond (podem ler mais aqui, aqui ou aqui).


Infelizmente não encontrei nenhuma destas opções por cá, nem em embalagens, nem em flocos, nem em bolinhas...

Ainda tive esperança de encontrar este enchimento, que reutiliza EVA - espuma vinílica acetinada. É verdade que é um material sintético, mas é uma maneira de não ir para ao lixo. Mas também não a encontrei por aqui.


Solução? Encontrei uma - pelo menos por agora.

Lembrei-me de que tinha um saco enorme cheio de "batatas fritas" de esferovite.


Aqui há uns bons anos recebia uns produtos de higiene e beleza, de uma marca aparentemente mais amiga do ambiente, que vinham em caixas de cartão cheias destas "batatas" (...). Como já sabia o mal que estas coisinhas podiam provocar, guardei-as (ou não fosse eu de guardar tudo...) na esperança de lhes dar uso. E lá fui eu ao armário das 1001 coisas. (Reparei que algumas batatas são amareladas. Serão de outro material que não esferovite?...)

Et voilá!!! Rejuvenescidos, e igualmente confortáveis, ficaram os nossos puffs!

Claro que quando voltarem a achatar vou ter que inventar outra solução, porque as batatinhas acabaram... Talvez triture rolhas de cortiça, o que acham?...

11 de abril de 2011

191 - Fazer sementeiras reutilizando materiais

Até há cerca de um ano a minha única experiência com sementes era a germinação, que tinha feito durante alguns anos (hábito que por essa altura retomei).

Depois semeei algumas árvores. E correu bem (temos um plátano a crescer na nossa varanda!!!)

Portanto quando decidi ter ervas aromáticas, fiz o que alguém que não percebe nada do assunto mas que acha que sabe faz: "atirei" as sementes para a terra e esperei que nascessem (regando-as, claro...).

Agora, um bocadinho mais sábia, já sei que nem sempre é assim tão simples (por isso é que algumas plantas não nasceram)...

Aprendi que é preciso fazer sementeiras, que algumas sementes/rebentos devem ficar em estufa, ou dentro de casa, que às vezes é preciso transplantar, mondar, ...

Há blogues, cheios de óptimas dicas, como o da Sílvia, há grupos para troca de experiências (e colocação de dúvidas), incluindo no facebook. E estou só a referir alguns. Claro que há livros, e estão sempre a acontecer oficinas, principalmente nas cidades, para quem se quer iniciar nas maravilhas da agricultura de subsistência. E eu tenho, à distância de um telefonema, a minha mãe, que se dedica, há já alguns anos, à agricultura biológica (para consumo familiar).

Assim desta vez já não tinha desculpa para não fazer tudo direitinho.

Há, à venda, caixas e caixinhas próprias para serem usadas como sementeiras, mas uma "bio-hortelã" (do substantivo hortelão...) - ainda que de varanda - que se preze, reutiliza recipientes para este fim, claro.

Aqui deixo ficar as minhas pequenas sementeiras e outras, encontradas por esse mundo virtual (e mais haverá). Quase tudo é válido, só é preciso um bocadinho de imaginação!

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Usei caixas de ovos (depois desta utilização, podem ser colocadas na caixa de composto) e, como as sementeiras ficam no interior, usei as embalagens de esferovite (que apesar da minha resolução, ainda teimam em aparecer... às vezes) para proteger da humidade a madeira dos parapeitos das janelas.

Um truque que aprendi com a minha mãe (depois desta 1ª sementeira deste ano...): se não "tem mão" para semear - principalmente se as sementes são muito pequenas - misture-as com areia para que, ao despontarem, não fiquem tão juntas!



Se tiverem espaço podem usar caixas da fruta de madeira (na verdade cada vez mais difíceis de encontrar).


Podem reutilizar embalages de tetra brick...


... ou rolos de papel higiénico ou copinhos de papel de jornal (boas soluções para sementes maiores: uma em cada recicpiente), seguindo estas indicações...


...ou este esquema.


Usar garrafões de água para fazer mini estufas...



... ou embalagens de plástico para extra-mini estufas (cá por casa, "coisas" de plástico são raras!)





Até as embalagens finas de transportar fruta servem!



Esta é uma óptima ideia para a páscoa!


E, já agora, vejam (e assinem, se concordarem) a petição da campanha pelas sementes livres. Está a ser proposta, pela União Europeia, uma legislação para "restringir a livre reprodução e circulação de sementes". E podem participar nas jornadas, um pouco por todo o país, se quiserem saber mais sobre este assunto:

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18 de janeiro de 2011

188 - Fazer velas com óleo de cozinha usado


Desde que descobri os perigos das velas de parafina que me vejo grega para encontrar velas amigas do ambiente (e da nossa saúde... o que, obviamente está interligado - mas este é outro assunto...). Velas de cera de abelha (e não pode ser qualquer cera de abelha) ou de óleos vegetais (e não pode ser qualquer óleo vegetal) não abundam por aí!

Eu sei (e já o disse por aqui): as velas são um anacronismo... mas um belo anacronismo, quanto a mim. Ainda nenhuma lâmpada conseguiu recriar a luminosidade, a atmosfera, da chama tremeluzente de uma vela.

Também desde essa altura fiquei à espera (bem atenta) de uma invenção portuguesa em evolução: uma máquina para transformar óleo de cozinha usado em... velas!

E ela chegou... e em Maio do ano passado fui uma das felizardas que ganhou a hipótese de ser cobaia na utilização da oon candlemaker. E, claro, apaixonei-me. Porquê? É linda, não gasta quase energia nenhuma, cerca de 80% do material usado na sua construção é plástico reciclado, não é testada em animais e faz óptimas (e duradouras) velas reutilizando o óleo das nossas cozinhas. E fá-lo de uma maneira verdadeiramente simples!


Depois de um mês de testes, testemunhos e de uma bela quantidade de velas, estava pronta para o próximo passo: escrever a minha carta ao pai natal. Sim, nunca na minha vida fiz o meu pedido ao senhor das barbas brancas tão cedo... E já não me lembrava de desejar tanto o dia 24 de dezembro (e eu adoro o natal, sempre)!

E como até me portei bem...

... estreei a minha oon candlemaker fazendo uma bela vela laranja (a da imagem já é outra), reciclando - também - um frasco de vidro!


Na verdade, quase não usamos óleo cá em casa, por isso tenho-o recolhido pelas cozinhas da família e amigos, contangiando-os a tal ponto que vou ter que começar a vender ou óleo ou velas...

E agora posso acender a minhas velas sem problemas de consciência (entre outros)!

A Raquel, mais conhecida como Topas, enviou-me um vídeo que ensina a fazer velas caseiras com óleo de soja e que, aparentemente, pode ser adaptado, utilizando-se óleo usado. Não tão rápido e prático como com a oon candlemaker, mas se calhar fica um bocadinho mais em conta... ou não!

(Se és meu amigo e estás a ler este post, ficas já a saber que provavelmente vais receber uma vela no teu próximo aniversário! Oh, estraguei a surpresa...)

20 de novembro de 2010

185 - Encontrar uma nova vida para os collants


Um deste dias, ao arrumar a gaveta das meias, deparei-me com meia dúzia de collants. Daqueles fininhos, de nylon ou lycra. Como não é peça que use muitas vezes (até porque eu "é mais calças...") às vezes guardo-os com um buraquinho ou com um "foguete" pequenino (...) porque com um bocadinho de verniz das unhas (e se não for num local visível) ainda estão aptos para mais umas vezes. (Antigamente "puxavam-se" as malhas às meias!) Mas, desta vez, encontrei alguns que já nem com o verniz lá vão...

E dei comigo a pensar se não serviriam para alguma coisa, em vez de irem directos para o lixo. Lembrei-me de que a minha mãe os usava para polir os metais, e toca de descobrir mais usos.

Bem... são imensos. Encontrei em vários sites (aqui, aqui, aqui) e alguns até saíram - imaginem - da minha "linda" cabecinha! De certeza que alguns de vocês também lhes arranjaram outras funções, por isso estejam à vontade para os deixarem aqui nos comentários.

Tanto o nylon como o elastano são fibras sintéticas, que necessitam de muita água e energia na sua produção e demoram muitos anos a se degradarem no meio-ambiente (entre 30 a 40 anos, o nylon. Não encontrei informação sobre o elastano). Por isso quanto mais os (re)usarmos melhor.

E vou procurar collants mais amigos do ambiente, porque parece que já há elastano biodegradável.

Há sugestões mais efémeras que outras, umas mais radicais..., mas cada uma delas é uma segunda hipótese para uns collants estragados:

- como recheio: cortar em tiras e encher almofadas ou peluches;
- guardar posters (ou rolos de papel): cortar o pé e a cinta e usar a perna para proteger os posters enrolados;
- guardar jóias: para impedir que se misturem, guardar cada peça num “saquinho” feito com um pedaço de meia;
- cruzetas almofadadas: envolver os cantos das cruzetas com os collants para impedir que a roupa mais delicada fique marcada (ver filme);
- em viagem: condicionar peças de roupa em partes de collants para não se amarrotarem;
- elásticos: basta cortar a perna da meia em várias tiras, e usá-las como elásticos;
- cordas: devido à sua resistência e elasticidade podem ser usados para pendurar ou amarrar quase tudo. Podem ser usadas simples ou entrançadas para maior resistência;
- primeiros socorros: como têm elasticidade podem ser utilizadas como ligaduras, ou para exercer pressão sobre feridas ou lesões. Atenção: no caso de ferida, colocar uma compressa antes da meia...;
- filtro: as meias são boas para filtrar líquidos, como por exemplo, tintas;
- bolsa protectora: para lavar na máquina outros collants, protegendo-os;
- na máquina da roupa: envolver a mangueira de saída da máquina para prevenir entupimentos derivados de pêlos e fibras (isto não sei muito bem como se faz, mas hei-de descobrir...);
- "aproveitador" de sabonete: colocar restos de sabonetes num pé de collant, dar um nó e usar no duche;
- saquinhos perfumados: cortar os pés e a parte da cinta. Cortar a perna dos collants em 4 partes. Encher com lavanda, ou outra (ver aqui), para perfumar e/ou afugentar as traças do roupeiro. Atar as pontas com um nó, ou uma fita;
- desumidificadores: fazer como nos saquinhos perfumados, mas encher com areia para gatos (que não é muito ecológica...), para absorver a humidade em sapatos, malas, roupeiros, ...;
- "chouriços": encher uma perna com areia para gatos (...) e usar, no Inverno, para “selar” frinchas de janelas e portas (para quem, como eu, não tem muito jeito para os fazer);
- esfregão anti-riscos: usar uma “bola” de collant como esfregão suave para superficies que "risquem" (louças de casa-de-banho, por exemplo). Também é uma boa opção para polir objectos de metal ou encerar madeiras;
- sapatos: para os engraxar. Fazer como na sugestão do esfregão;
- no espanador: envolver o espanador do chão num pedaço de collant para apanhar mais eficientemente pêlos e afins...;
- removedor de verniz: usar pequenas bolas para tirar o verniz das unhas;
- removedor de pêlos: usar como uma luva para remover pêlos das roupas (esta tenho que experimentar!). Também remove resíduos de desodorizante (!);
- no aspirador: colocar na "boca" do aspirador um pedaço de collant evitando que nele sejam recolhidos objectos que entupam o mesmo. Se estiver à procura de algum objecto pequeno, usar a mesma técnica, passando a boca do aspirador com o collant nos sítios mais escondidos. Assim o aspirador “puxa” o objecto mas não o “traga”...;
- apanhador para a piscina (que, regra geral, não é ecológica...): com uma cruzeta de metal e um collant fazer um apanhador para os lixos da piscina (ver filme);
- apoio para plantas: para atar os caules aos apoios. Como são elásticas vão permitir que as plantas cresçam sem as ferir;
- protecção para plantas: esticá-las sobre uma estrutura de madeira ou arame já colocada no vaso, para proteger as plantas de agressões e insectos;
- proteger vegetais: envolver vegetais como abóboras, melões, … enquanto ainda estão na terra para os proteger de algumas pragas e insectos. Também se pode pendurar, desta maneira, alguns frutos mais rasteiros, para os impedir de tocar no solo;
- nos vasos: colocar um collant no fundo dos vasos que têm os furos de drenagem grandes de mais, para impedir que a terra saia;
- dispensador: guardar cebolas (ou alhos, batatas) num collant permite que haja boa circulação de ar e assim não apodrecem. Ver filme;
- armazenar bolbos: pelas mesmas razões e do mesmo modo que se guardam as cebolas, podem guardar-se bolbos de plantas;
- secar sementes: guardar sementes num saco feito com um bocado de collant e pendurar para secarem;
- sr. relvas: lembram-se? Também pode ser uma lagarta...;



- brinquedos: fazer bonecos, bolas, ..., utilizando várias partes de meias com vários tamanhos e padrões, enchendo com outro material - reaproveitado - como tecido, jornal ou outras meias;
- artesanato: para quem gosta (e tem jeito) podem fazer-se flores, borboletas, ...;
- efeitos decorativos: usar um collant (no rolo ou pincel) para criar efeitos e texturas na pintura de paredes;
- efeitos fotográficos: esticar um bocado de collant sobre a lente da câmara para dar um efeito esfumado;
- correia para o motor: se a correia do motor se partir, deixar o motor arrefecer e atar, no seu lugar, um par de collants (só para chegar até à oficina...). Atenção: cortar as pontas soltas depois de dar o nó. (Não sei se isto funciona, ou se é realmente possível nos carros de hoje em dia, mas se alguém experimentar... diga-me por favor!);
- moda: usá-los com buracos...;



- disfarce: também são bastante úteis nos assaltos, mas esta provavelmente não é uma boa sugestão...

8 de julho de 2010

159 - Não comprar café, para a máquina, em pastilhas


Eu não gosto do sabor do café (mas adoro o cheiro). E tomar um café pode provocar-me uma de duas reacções: se for até meio da tarde, passo o resto do dia com vontade de andar aos saltos e a correr, dentro do género dos personagens da b.d. Asterix e Obelix, quando acabam de engolir a poção mágica (menos o Obelix, claro...). Se for depois, não consigo dormir a noite toda...

Bom, mas o Zé Manel gosta de café e nós temos uma daquelas máquinas de tirar expresso (um de cada vez...), velhinha mas afinada! Também temos um moinho de café. Portanto podemos perfeitamente comprar café em grão. Ai, mas a preguiça foi falando mais alto!!! Primeiro começamos a comprar café já moído (que não tem o mesmo aroma) e, de vez em quando (principalmente para quando temos convidados), as fantásticas pastilhas, que vieram revolucionar o tirar café em casa, como diz a publicidade: "simples, prático e limpo", "nunca mais haverá café moído espalhado pela bancada"...


Só que as pastilhas vêm cada uma no seu filtro de papel, na sua embalagem de plástico, todas dentro de uma caixa... Tanto invólucro!

Portanto vamos fazer o percurso inverso: não comprar mais pastilhas (nem com a desculpa "ah, vamos ter muita gente cá em casa..."), voltar a comprar café, de preferência, em grão e - melhor ainda - a granel, porque vem num cartucho de papel!

Ah! E não aderir à - ainda mais recente - moda das belas máquinas nespresso, delta q e afins. A primeira até faz recolha das cápsulas para reciclagem (e até são giras para se reutilizarem), e a segunda publicita - fica sempre bem - que as suas cápsulas são recicláveis (deve ser tarefa complicada...), mas o primeiro R é REDUZIR, e não reciclar, por alguma razão!

Como é que beber um café em casa se tornou algo de tão elaborado? Aparentemente simples, mas elaborado (esta reflexão aplica-se a tanta coisa...)?

Onde estão as cafeteiras italianas?


As bodum?


E os balões de café?

Adorava o ritual do meu pai a fazer o café no balão. Em dias especiais, é certo, porque demorava um certo tempo... Mas é poesia!