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12 de março de 2010

132 - Reutilizar ou comprar caixas de cartão ao invés de caixas de plástico, para guardar objectos


Eu, como já confessei, sou uma daquelas pessoas que guarda (quase) tudo porque pode vir a "dar jeito". Não que tenha dificuldade em me desfazer de coisas (já tive...): dou e empresto livros, cd's de música, coisas feitas por mim (bijuteria, desenhos, ...); mas porque acho sempre que é um desperdício deitar fora algo que ainda pode vir a servir para alguma coisa...

E como, feliz ou infelizmente, das poucas vezes que deitei fora determinado objecto mais tarde me arrependi - "Vês?! Agora tinha dado jeito...", guardo:

- embalagens vazias de tudo e mais alguma coisa;
- caixas e caixinhas;
- pedaços de tecido, de papel e de fita (que já foram úteis numa das medidas deste desafio);
- páginas de revistas com desenhos ou imagens interessantes;
- seixos e conchas que apanhava na praia em miúda (!!!);
- berlindes, rolhas e peças de jogos que entretanto desapareceram;
- disquetes e cd's estragados;
- ...

Enfim! O nosso pequeno apartamento começa a não ser suficiente, apesar de um dos dois quartos ser "o quarto de tudo e mais alguma coisa" e o respectivo armário estar, quase todo, por minha conta...

Como resolvi dar uma volta nas coisas (para caberem mais...), precisava de caixas grandes -pequenas não me faltam - e lembrei-me logo das caixas com tampa, branquinhas, do IKEA. Tão lindas (já tenho algumas...)!!! E tão de plástico... E tão derivadas de petróleo...

Solução? Caixas de cartão (normalmente são feitas com papel/cartão reciclado). Quase todas as grandes superfícies as têm. Há caixas de todos os tamanhos, todas as cores, padrões...


Além de reutilizar duas caixas que já tinha cá em casa, uma da máquina de costura e outra do aspirador - "Vês? E se as tivesse levado para o ecoponto?..." - para coisas que vão ficar mais escondidas, optei por comprar, no IKEA, 2 caixas Habol das grandes (3,50€ as duas), que são de cartão canelado 90% reciclado (têm uns desenhos pintados, mas é no próprio cartão, a uma só cor, e não em papel couché, cheio de cores...) e 4 caixas Pappis, mais pequenas (0,75€ cada uma), 100% cartão reciclado, sem desenhos.

Não são tão duráveis como as de plástico? Não, claro que não. Mas, para o uso que pretendo, servem perfeitamente.

E agora vou embelezar as minhas Pappis com recortes das páginas de revistas guardadas...

7 de março de 2010

127 - Procurar e, se necessário, recuperar um móvel usado para a "minha" biblioteca


Depois de ter voltado a ter cartão de leitora (termos, porque o Zé Manel entretanto também tirou o dele) de uma biblioteca pública (e de o usar!) e de ter aderido ao bookcrossing, ficou em mim o "bichinho" de querer fazer algo mais em relação à circulação de livros que, de outro modo, ficam em prateleiras.

Até porque muitas pessoas queixam-se que o bookcrossing não funciona como desejado (ainda não o sei dizer, porque me iniciei nestas andanças há pouco tempo) e algumas que não têm tempo para ir à biblioteca municipal...

Então lembrei-me: "porque não fazer uma (mini) biblioteca pública no meu/nosso espaço?"

É um espaço dedicado à motricidade e desenvolvimento humano, onde temos aulas de modalidades de grupo, workshops e oficinas, massagens, terapias alternativas, ...

Costumamos ter algumas revistas seleccionadas (e alguns livros infantis) para quem está à espera, mas uma pequena biblioteca, aberta a todos os que por lá passam, insere-se perfeitamente no nosso ideal e, tendo em conta que por perto não há nenhum local semelhante, seria um dois em um: prestamos um serviço a quem gosta de ler e ao ambiente!

E cá estou eu a iniciar este projecto.

Até já tenho o meu primeiro livro (além dos que vou levar de nossa casa), oferecido pela minha amiga Zita, mas o primeiro passo é ter onde colocar os livros...

Para o que pretendo, perfeito, perfeito é um armário como o da imagem abaixo, alto e com portas de vidro, para os livros estarem guardados mas à vista.


Tendo em conta os dois primeiros R's (reduzir e reutilizar), melhor que comprar um móvel novo (o da imagem funciona como uma bookcrossing zone!) é procurar um que esteja encostado nalgum canto sem serventia, a ganhar caruncho... e, se necessário, recuperá-lo (até porque, ao contrário da costura, para "carpinteirar" até tenho jeito).

Depois de ter procurado no sotão de casa dos pais do Zé Manel, de ter perguntado ao meu primo Carlos (que junta velharias) e de ter mandado um email a todos os meus amigos... continuo sem armário.

Sem baixar os braços, vou continuar a procurar! Vou dar uma volta pelas instituições que recolhem móveis (Cruz Vermelha, Vicentinos, ...) a ver se encontro o "meu" armário...


Entretanto coloquei um anúncio na rede de freecycle do Porto onde estou inscrita e, também aqui, deixo o pedido:

Se algum de vós (na área do grande Porto...) tiver um armário alto, com portas de vidro, do género dos das imagens (mesmo que não esteja em muito bom estado, não faz mal, eu sou jeitosa nas bricolages) e quiser doá-lo para esta causa, agradeço!
Se o benemérito quiser, posso baptizar a (mini)biblioteca com o seu nome...
E claro que o vou buscar a vossa casa, libertando-vos espaço!

24 de fevereiro de 2010

116 - Não pedir talões nas lojas e reutilizar os que me entregarem


A parte do não trazer talões/recibos das lojas está a ser complicada. Alguns tenho mesmo que trazer para entregar ao contabilista do nosso espaço. Noutros casos dizem-me - os operadores de caixa - que têm mesmo que tirar o talão e, entre vê-los a deitar o talão para o caixote de lixo e trazê-lo eu, prefiro a segunda hipótese. Outros (os do Ikea, por exemplo) estão impressos dos dois lados e só dão para reciclar.


Quanto ao reutilizar é mais fácil. Seguindo a sugestão de algumas pessoas, estou a juntar os talões num molhinho (para já ainda só dão para um, o que é uma boa notícia...) para depois adoptar a mesma técnica que usei quando decidi abolir os post-it's: prendê-los com uma mola e usar este bloco artesanal para escrever recados. Assim posso reutilizar as folhas A4 para outras coisas...

20 de fevereiro de 2010

112 - Aprender a coser e a remendar a roupa


Tal como o tricotar, podia ter aprendido, enquanto criança e adolescente, a costurar. Mas não quis, achava que eram coisas de "meninas", e eu gostava era de brincar na rua e ajudar o meu pai no seu hobby: fazer, na "carpintaria" montada na nossa garagem, móveis para todas as divisões da casa!

Assim, cheguei à idade adulta sabendo apenas, e mal, coser botões...

Há um ano tive algumas (poucas) aulas "amadoras" de costura e entretanto uns amigos ofereceram-me uma máquina de costura (daquelas pequenas e transportáveis), em troca de futuras "subidas de bainhas"!


Tenho experimentado umas coisinhas, nomeadamente os meus rolos (ainda não todos acabados...), mas sempre em linha recta. E na máquina.

Mas agora estou decidida a fazer algo mais, e antes de voltar a procurar lições com quem realmente sabe do ofício, resolvi aprofundar a minha experiência (mesmo fazendo muitas asneiras), socorrendo-me de vez em quando (...) dessa ferramenta fabulosa que pode ser a internet, que até nos dá dicas para aprendermos a costurar. A ideia é consertar (não gosto muito da palavra remendar) peças de roupa, que de outro modo seriam inutilizadas, mantendo-as no activo (lembram-se dos remendos nos joelhos das calças e nos cotovelos das camisolas?...) ou, sendo já um pouco mais ambiciosa, dar-lhes nova vida.

Andei a juntar algumas peças de roupa que precisam de pequenos "consertos" e hoje cosi (tudo à mão): um colchete num soutien; numa tshirt, uma costura (na parte de baixo da manga) que abriu (desculpem-me se não uso os termos técnicos correctos...); e uma outra costura numa carteira de trazer a tiracolo.


Não é muita coisa e é tudo bem simples (aparentemente), mas eu ainda demoro uns minutos só para enfiar a linha na agulha...

Os meus próximos projectos serão subir as bainhas numas calças e reutilizar o desenho de uma tshirt (onde apareceu um buraquinho), cosendo-o noutra!...

Quem sabe um dia também aprendo corte e até consigo fazer um casaco!!!

16 de fevereiro de 2010

108 - Fazer o meu disfarce de carnaval apenas reutilizando e reciclando


Quando era pequena a minha tia fazia-nos (a mim e ao meus irmãos) as roupas de carnaval. Entre todos, tivemos disfarces de nazarena, arlequim, zorro, dama antiga (este foi o que gostei menos...), índio (e este o que gostei mais!). Quase todos serviram mais do que um de nós.

Na escola primária (sim, ainda sou do tempo da escola primária), era inevitável. Todos os anos, por esta altura fazíamos uma máscara de Carnaval, normalmente numa cartolina, decorada com o que a nossa imaginação ditasse.

Depois mantive o hábito (nos escuteiros, na faculdade e mesmo depois) de fazer o meu disfarce de carnaval quase só reutilizando peças de roupa e acessórios.

Nos últimos anos não me tenho "disfarçado" (o que não quer dizer que não me tenha divertido...) e, embora este ano fizesse tenção de o fazer, acabei por me ficar por uma máscara. Ainda não foi com molde em gesso (é o que dá deixar para a última hora), mas foi toda feita com "restos": de cartão e cartolinas, de fitas e botões. Infelizmente não fui previdente, tirando, antes, uma fotografia - porque já era de noite... - e não resistiu até ser de dia!

Há-de haver mais carnavais (e até outras alturas em que fazemos festas temáticas...)

Aqui ficam algumas sugestões mais ou menos elaboradas:

romântica (com todos os detalhes) e fácil, embora seja precisa paciência

Na escola da minha amiga Liliana (como noutras, também) fizeram um concurso de máscaras, mas só podiam concorrer os alunos que as fizessem reutilizando materiais. Vi as fotografias e havia algumas fantásticas (uma menina tinha um vestido de princesa todo feito com sacos de café!)

princesa (para profissionais...) - com plástico;
.
batman (bem original!) - com um guarda-chuva

Basta um pouco de imaginação... e algum jeito!

5 de fevereiro de 2010

97 - Usar fósforos em vez de isqueiro


Fósforos ou isqueiro (para acender as velas ecológicas, claro, e o incenso natural)?

Qual é mais amigo do ambiente?

Os isqueiros são de plástico, os descartáveis, ou metálicos (tipo zippo), os recarregáveis. Os primeiros são cheios com gás (butano), os segundos com hidrocarboneto isoparafínico sintético (só o nome...) que parece que veio substituir a nafta (um derivado do petróleo), mas que também é poluente.

E como se recicla um isqueiro, alguém me pode dizer? E vai para o ecoponto amarelo?

Cá por casa vamos usando tanto isqueiros, normalmente oferecidos como brinde, como caixas de fósforos. Os isqueiros vazios (como não são muito usados, duram bastante) ainda andam por aqui...

Encontrei um isqueiro ecológico, inventado no tempo em que se tinha de pagar licença de porte do mesmo, mas parece que é difícil de se usar. Há também a versão solar (embora o exemplo do cigarro não seja nada ecológico...).

E os fósforos? São, normalmente, feitos de madeira e vêm em caixas de cartão. A cabeça do fósforo pode ser de feita de diferentes compostos, uns mais verdes que outros. Apesar de serem feitos a partir de árvores os fósforos parecem-me mais ecológicos. Não são poluentes. São biodegradáveis. Podemos prolongar o seu uso, reutilizando-os (por exemplo, aproveitando os usados para acender algo, principalmente tendo um fogão a gás, usando uma chama já acesa). Também podemos reutilizar as caixas de fósforos em trabalhos manuais.


Há também algumas ideias que os podem tornar ainda mais amigos do ambiente: mais estreitos e com cabeça dupla (penso que ainda não são comercializados) ou em bloco, poupando energia, na última fase da produção, e embalagem (ainda não chegaram cá?).


Ainda não encontrei fósforos de papel encerado (mas lembro-me de já os ter usado: gostava de, no fim, os desenrolar...), nem de cartão. Para já vamos comprar dos que vêm nas caixas mais pequenas, para poupar na madeira.

Bom, bom, era "fazer" fogo até sem fósforos, como víamos, nos escuteiros, descrito no nosso "escutismo para rapazes", mas que nunca experimentámos em nenhum acampamento...

31 de janeiro de 2010

92 - Colocar "chouriços" nas janelas


Em vez de comprar ou até mandar fazer numa senhora "para os lados de Entre-os-Rios" de quem o meu primo Carlos tem o contacto... resolvi fazer eu os 2 rolos, ou tapa-frinchas, ou "chouriços", para colocar nas nossas janelas (de guilhotina), ajudando, assim, a diminuir as fugas de ar quente.

Não estava à espera que ficassem tão giros como os da Gabriela, mas pensei que fosse mais fácil de fazer, mesmo para alguém como eu, que não percebe nada de costura.


Resolvi reutilizar umas velhas calças de ganga para ficarem uns rolinhos bem resistentes e aguentarem a areia e possíveis ataques das gatas, mas na minha ignorância esqueci-me que a ganga é um tecido grosso...

Bom, ainda não estão prontos, mas depois de finalizada esta tarefa ponho aqui as fotografias do meu "árduo" trabalho!

18 de janeiro de 2010

79 - Abolir os post-it


Este pequeno quadrado de papel amarelo com uma banda de adesivo de "tirar e pôr" (o original post-it) foi inventado nos anos 70 pelo senhor Art Fry, para marcar as páginas do seu livro de hinos, e desde então tornou-se indespensável para um sem número de pessoas.

A empresa detentora da patente, do nome post-it e da famosa cor amarela, a 3M, abarca uma série de áreas e tem várias marcas e produtos (scotch, scotch-brite, nexcare, ...) e apesar de se apresentar como uma empresa líder em sustentabilidade e de ter várias preocupações e práticas a nível ambiental (louváveis, sem dúvida), continua, há já uma série de anos, a aparecer nas várias listas de empresas que testam em animais.

Assim, ainda que já haja post-it em papel reciclado - embora não tenha visto por cá - os (verdadeiros) post-it ficariam, logo à partida, postos de parte.

Depois, na verdade, todos os "quadrados (ou rectângulos) de papel com um adesivo de fácil remoção" têm cola, que é, regra geral, tóxica e poluente (nada bom em termos ambientais).

Potanto, retirando o adesivo/cola dos "quadrados (ou rectângulos) de papel com um adesivo de fácil remoção", o que sobra?
Quadradinhos (ou rectângulos) de papel!
E isto eu não preciso de comprar.

Peguei num molho de folhas de rascunho (já usadas de um dos lados), cortei-as em pedaços pequenos (de cada folha A4 fiz 8 rectângulos) e prendi-os, juntos, com uma mola. Cada vez que preciso de apontar um recado tiro um.

Tudo bem, não dão para colar em qualquer parte e eu nem sequer tenho a hipótese de os colar com fita adesiva. Mas consigo "prendê-los" ao frigorífico com ímans e coloquei, no armário da entrada, uma fita, presa com 2 pionés, e penduro-os com uma molas pequenas (tipo estendal...), o que para mim já é suficiente.

Até porque também me estou a habituar a usar a agenda electrónica do meu telemóvel...

Para quem tem o costume de colar post-it e afins no monitor do computador, existem versões virtuais. Primeiro encontrei uma, um bocadinho cara mas que permite experimentar gratuitamente durante 15 dias, e depois várias gratuitas, incluindo uma da... post-it!!!

12 de janeiro de 2010

73 - Comprar só uma revista por mês


Sou viciada em revistas... Depois dos livros e dos cd's de música deve ser o que há mais cá por casa.

Ainda por cima interessam-me tantas! Já sem falar das revistas técnicas de arquitectura - que pelo preço, e também pelo conteúdo, coloco na categoria dos livros - há as outras revistas de arquitectura e decoração (arquitectura & construção, diseño e arquitectura, habitania, ideias, ...), o yoga journal - a edição espanhola e às vezes a inglesa -, a national geographic, a gingko, a volta ao mundo. Se me puser a ver com atenção encontro umas giras de artesanato e manualidades... Enfim, são tentações em cada quiosque e banca de jornais.


Claro que não comprava todas, todos os meses (havia de ser bonito...). Não sou assim tão viciada! Mas duas, três... sem contar com as que leio em casa dos pais do Zé Manel e da minha mãe (as revistas de Domingo do JN e do Público e a Visão).

E, a meu favor, tenho o facto de raramente deitar revistas fora. Ou guardo-as, para pesquisa e investigação futura, ou levo-as para o espaço onde damos aulas (renovando as da zona de espera, para não ser como quando vou ao dentista e as revistas são de 1900 e qualquer coisa...), ou uso-as nas minhas "artesanices".

Mesmo assim é excesso de papel e nalgum ponto todas elas terão de ter um fim, seja ele mais ou menos ecológico.

Agora estou a estabelecer prioridades e a pensar "verde", a simplificar, no fundo, o que é um óptimo processo (não só em termos ecológicos).

Este mês como não "sai" a Ideias (é trimestral) e já li a Gingko, de empréstimo, comprei a Yoga Journal espanhola, porque tem bastantes artigos que me interessam. Para o próximo mês logo se verá.

Vou também, numa versão mais caseira e artesanal da empresa de dois portugueses que fazem distribuição de revistas "semi-novas" em consultórios e afins (tenho que dar este contacto à minha dentista), começar a levar algumas das minhas revistas para os ginásios onde dou aulas.

E outra ideia bem simples também, fazer como a minha prima e a minha mãe, que moram pertinho e compram a Visão a meias: a primeira compra-a à Quinta e lê-a até Domingo, altura em que a entrega à tia Glória...

Alguém quer partilhar umas revistas de arquitectura?

6 de janeiro de 2010

67 - Deixar de usar agrafos


A minha ideia, ao deixar de usar agrafos (e por conseguinte o agrafador), era passar a usar apenas esse simples e fantástico objecto de design, o clip. Tão incrível que (mais) um inventivo canadiano conseguiu trocar um deles por uma casa!


Apesar de também feito de metal (não optando, claro, pelos que trazem uma capa colorida de plástico) é reutilizável quase até ao infinito... ao contrário dos agrafos, que só se usam uma vez, têm que ser retirados do papel antes de os levar para o ecoponto - o papel para um, o agrafo para outro - e, ainda por cima, muitas vezes, os agrafadores encravam, obrigando-nos a gastar mais agrafos do que os necessários.

Como estava dizer, a minha ideia era colocar de lado o agrafador (o que hei-de fazer com ele?) e usar os clips para arquivar recibos e outros documentos que passado algum tempo podem ir para a reciclagem, ficando os clips prontinhos para outros papéis. Mas, ao dar uma volta pela internet encontrei um agrafador fabuloso que não usa agrafos!


Para mim são novidade, mas parece que já existem desde os anos 70. Apesar de não dar para mais de 4 folhas de papel normal, na verdade, são raras as vezes que preciso de agrafar mais do que isso. Então, para este casos esporádicos, reservo os clips e agora não descanso (ups...) enquanto não arranjar um destes eco-agrafadores. Como não o quero fazer pela net, vou procurar pelas papelarias técnicas aqui das redondezas.


(até há uns assim mais "fofinhos"...)

30 de dezembro de 2009

60 - Não gravar música em CD


Todos os dias levo comigo, quando vou dar aulas, a minha case com uns 60 CD gravados. Uns são cópias de originais, meus ou emprestados, outras são compilações feitas por mim, de músicas tiradas também de CD originais ou da internet. De vez em quando renovo o stock, arquivando alguns dos antigos e gravando novos.

Isto até agora.

Como o Pai Natal me ofereceu um lindo Ipod pude antecipar esta medida. Não gravar mais CD com música mas sim copiá-la para o meu leitor de mp3 e usá-lo nas minhas aulas.

Tenho passado bastantes horas desta semana a gravar músicas no meu novo brinquedo. Eu sei, é a faceta consumista "a vir ao de cima". Mas gosto tanto dele que até o baptizei... Vá lá, a finalidade é boa!

Um CD leva cerca de 450 anos a decompôr-se e se for incinerado, "volta" como chuva ácida (como a maioria dos plásticos). Das vezes que deitei fora CD coloquei-os no ecoponto, pensando que teriam um destino melhor que um dos anteriores. Agora descobri que um CD é composto por uma base plástica de policarbonato, coberta por uma camada reflexiva feita de liga metálica de ouro, prata ou alumínio, além de uma camada de gravação, de laqueamento e uma superfície de protecção. A reciclagem inclui a desmagnetização, a desmontagem dos discos e a reciclagem do plástico e dos outros componentes. Ou seja, é complexo e caro. Será que o fazem por cá? Fiz mal em os colocar no ecoponto amarelo??? Alguém sabe?

A minha mãe reutiliza-os, pendurando-os na sua horta, na altura das sementeiras, para afugentar os pássaros. Como não tenho sementeiras o que posso fazer para reutilizar (bem melhor, e mais ainda neste caso, do que reciclar) os CD que agora vão ficar por casa, sem serventia?

Encontrei várias ideias (mandalas, carteiras: CD + croché..., bases para copos, relógios, candeeiros, mobiles,...). Até uma cadeira:


Este site tem várias sugestões. Gostei da ideia dos mobiles. Acho que vou criar um para reutilizar os CD que tenho, porque agora não sou capaz de os deitar fora, nem mesmo no ecoponto!

Entretanto, encontrei uma notícia sobre a possibilidade de transformar a "poluição" em CD!!!...

22 de dezembro de 2009

52 - Embrulhar as prendas com papel usado e/ou reutilizado


Os materiais para embrulhar os meus presentes:


Vou reutilizar sacos (tapando as marcas com colagens) nalgumas prendas, mas a maioria - as da minha família - vão ser embrulhadas no papel castanho.

Como vão ser entregues todas na noite de Natal - pelo Pai Natal - costumo embrulhá-las todas da mesma maneira, para serem facilmente identificadas com um determinado Pai Natal, sem serem necessárias etiquetas...

Tenho imenso deste papel castanho. Vinha, no interior duma série de encomendas que recebi, a proteger as coisas (substituíndo o esferovite!). Daí o seu aspecto amarrotado.

Uso o cordel ou o fitilho para prender os embrulhos e os guaches, o carimbo e as flores para fazer os enfeites!

Para quem tiver tecidos, encontrei um sítio com ideias engraçadas, embora com padrões nada giros...


21 de dezembro de 2009

51 - Não comprar fitas de materiais plásticos


Não comprei fitas plásticas, mas vou usar, também, fitas plásticas...

Todos os anos guardo, na noite de Natal, fitas, laços e afins, de vários materiais, para usar durante o ano e até no Natal seguinte. Tenho um saquinho cheio delas e reutilizá-las parece-me melhor do que deitá-las fora.

E tenho pronto um rolo de cordel porque não vou usar fita-cola!

Também se conseguem fazer coisas engraçadas com fios e fitas, e selos, flores, botões, postais e cartões de natal, e até decorações natalícias (bonecos pequeninos, por exemplo). E com uma tesoura consegue-se fazer fitas bem enroladinhas com papel.


20 de dezembro de 2009

50 - Deixar de comprar velas de parafina, optar pelas de cera de abelha ou à base de soja


A parafina é um derivado de petróleo, poluente e prejudicial para a saúde. Segundo li, se estiver a queimar velas com parafina… "é o mesmo que pôr um escape de um automóvel em casa" (ai, ai, e eu que comprava tanto as velas do IKEA...).

Não sendo de parafina, podem ser feitas com cera de abelha ou óleos vegetais (soja, palma). Estas últimas ardem mais lentamente e não aquecem tanto como as de parafina, o que significa que duram mais tempo (até 50% mais) e libertam melhor os aromas. São ainda solúveis na água, o que é bom no caso de caírem e sujarem alguma coisa.


Andava eu, então, à procura de informação sobre velas vegetais, quando encontrei algo ainda melhor: velas vegetais feitas com óleos usados!

Há uma empresa japonesa que comercializa velas que, além de serem feitas com óleo usado, reutilizam e reciclam vidro, para os recipientes. Mas vêm do Japão...

E mais recente, e portuguesa, uma empresa, a oon que está a desenvolver uma pequena máquina que nos permitirá fazer, em casa, as nossas velas de óleo usado! Nesta época natalícia, comercializam umas velas feitas por eles (um pouco caras), mas, tendo em conta que estava previsto para este ano o lançamento da tal máquina, já não deve demorar muito (quanto custará?).

Enquanto espero pela máquina - e visto que não encontrei, em nenhuma loja que visitei, velas vegetais - vou experimentar umas velas de cera de abelha que comprei numa feira de artesanato (cada uma, de tamanho médio, custou 2€).

E, claro, gastar a embalagem das mini-velas do IKEA que tenho no armário. Vou é ter de o fazer com as janelas abertas...

16 de dezembro de 2009

46 - Fazer os cartões de boas festas com materiais amigos do ambiente


Gosto muito dos cartões que estou a fazer!

Como preciso de mais cartões para presentes do que de boas festas, ainda vou nos primeiros.

São integralmente feitos com restos de cartolinas, cartões, tecidos, fitas, recortes de revistas, mil e umas coisas que vou guardando, porque eu sou como os esquilos, armazeno, armazeno, armazeno, ... Porque pode ser útil um dia, não é? E não é que tinha razão?!

Digam lá se até não ficaram bem?!




2 de dezembro de 2009

32 - Reutilizar e reciclar os enfeites de Natal


Gosto do Natal e de tudo o que lhe é inerente.

Quando era pequena (esta é sempre um boa altura para recordar...) a idealização das decorações de Natal era, principalmente, uma tarefa minha e do meu pai. Como somos "pagãos", o nosso centro de interesse era/é a árvore. Todos os anos havia um tema ou uma cor base. E já fazíamos reutilização! Um ano passámos, todos, horas a fazer embrulhinhos com caixas de comprimidos e papel brilhante, com lacinhos e tudo (ainda não havia à venda sacos deles prontos por tuta e meia... e ainda bem). Outro ano fizemos estrelas em papel (com a técnica dos leques).

Depois subi de posto de passei a ser eu a tomar as decisões... Houve um ano que fiz pipocas, enfiei-as em fios e envolvi o pinheiro nelas, juntamente com umas maçãs (artificiais...) penduradas. Experimentem (a parte das pipocas)! Dá um bocadinho de trabalho mas fica muito giro!

Apesar de já estar habituada a, além de comprar, fazer decorações, e mesmo tendo uma caixa cheia delas, todos os anos, quando vejo coisas giras... compro! Até agora.

Este ano vou reutilizar algumas das decorações que já cá tenho: umas bolas, fitas e estrelas de "neve" e fazer outras, reutilizando!

Como tenho muitas revistas vou "repetir" as estrelas em leque...

... e fazer umas que aprendi com a minha priminha Beatriz, um origami bem simples mas que faz um efeito bonito:


Mais ideias, aproveitando "lixo":

com botões e com caricas (também se pode fazer com cápsulas nespresso)


com cd


com fundos de garrafas de plástico

e mais não faltará, é só dar asas à imaginação!


1 de dezembro de 2009

31 - Não comprar árvore de Natal, reutilizar a artificial


Quando éramos pequenos a nossa árvore de Natal era um ramo de pinheiro-bravo, proveniente dos cortes legais. Depois apareceram os pinheiros nórdicos, estrangeiros sim, mas que preenchiam muito melhor a nossa ideia infantil de um pinheiro de Natal. O meu pai comprava-os envasados. Durante o resto do ano ficavam no nosso pátio e depois, quando já estavam grandes demais para entrarem na sala (houve um ano que tocava mesmo no tecto!), plantávamo-los, primeiro, algures na "natureza", depois no terreno da casa que os meus pais compraram na aldeia. Alguns morreram decerto, mas neste momento lá em casa existem dois grandes e belos pinheiros.

Quando o meu irmão mais novo era bébé (a gatinhar e a começar a andar...) cheguei a fazer uma árvore de natal a partir de um aro de bicicleta (tenha pena de não ter tirado fotos) num ano, e noutro com colagens na parede.

No ano passado, o primeiro que eu e o Zé Manel passámos juntos, compramos, a contragosto, uma árvore artificial. Eu sei, não o devíamos ter feito, é de plástico. Mas a experiência que tinhamos da interacção das nossas gatas com o mundo vegetal dentro de portas não era nada positiva...

Este ano até estávamos a pensar experimentar um pinheiro natural, não muito grande, num vaso...

Mas já que cá temos este pinheiro artificial (que até faz um bom efeito), toca a reutilizá-lo!

Na internet encontram-se sugestões para todos os gostos. Aqui uma árvore feita a partir de garrfas de vidro verdes, aqui uma com cd, aqui e aqui a partir de livros usados, esta é feita com rolos de papel higiénico, esta utilizando almofadas. Nesta ideia é só utilizar a estante (e os respectivos livros) lá de casa. E mais ideias não faltam...

Eu apaixonei-me por esta:


4 de novembro de 2009

4 - Inscrever-me na rede freecycle da localidade


Já me registei na rede de freecycle do Porto.

Não foi, de modo nenhum, tão simples, nem tão rápido, como aderir à factura electrónica da EDP, mas já está. "Ganhei", à custa desta inscrição, um novo email, da yahoo, algo que dispensava perfeitamente...


E, perguntam alguns de vocês, o que é isto do freecycle?

Segundo os administradores do grupo (que presumo originário do Brasil):
"- Freecycle é sobre manter bens fora dos aterros;
- É sobre dar algo, que não tem mais nenhum uso na nossa vida, a alguém que poderia estender a sua utilidade por mais algum tempo;
- É sobre dar presentes aos outros diminuindo a nossa própria desordem;
- É sobre a criação, a construção, e a sustentação de uma comunidade ambientalmente consciente."

E pronto!

A mensagem que enviei, seguindo os moldes das que vi publicadas:
"Tenho, devido ao facto de ter uma bimby, uma varinha mágica e uma balança analógica, em bom estado, para oferecer a quem precisar. Moro no Porto e trabalho em Matosinhos. Ema"

Agora tenho que aguardar contactos de possíveis interessados nos meus pequenos electrodomésticos!

E continuar a usar a rede, não só para colocar à disposição aquilo que já não me serve mas que pode ser útil a outros, mas também para encontrar algo para mim.

Neste momento não tenho nada que precise, para colocar na zona do "Procuro", e, entre os periquitos, o xarope primpéran e o livro de programação python/tkinter não encontrei nada que acendesse uma luzinha no meu espírito (não muito) consumista...

Mas temos que estar em cima do acontecimento, nesta rede, porque um aspirador, um cartão de telemóvel e uns livros, até interessantes, encontraram um novo dono num instantinho!