82 - Conduzir respeitando os limites de velocidade e tornar-me uma eco-condutora


Enquanto estudante, e no início da minha vida de trabalhadora, andei sempre de transportes públicos. Quando mudei de local de trabalho e comecei a demorar, entre casa e escritório, cerca de duas horas (chegaram a ser três!), usando 3 autocarros diferentes e com horários completamente descoordenados, rendi-me ao automóvel. Passei a demorar 15 minutos...

Agora, apesar de ter a sorte de trabalhar em casa uma boa parte do dia, dou aulas em sítios tão diferentes como porto, matosinhos, aeroporto, valongo, gandra, tendo, muitas vezes, de me deslocar, num relativamente curto espaço de tempo, de um destes sítios para outro. E o mesmo acontece com o Zé Manel.

Quando passámos a viver juntos vendemos um dos carros (cada um tinha o seu...) e agora partilhamos um automóvel, coordenando os nossos horários e rentabilizando, sempre que possível, as viagens (conseguirmos ir os dois, numa só viagem, para sítios diferentes, um dando “boleia” ao outro).

Portanto, para já, não podemos vender o carro... mas estamos a esforçar-nos para pôr em prática medidas que nos permitem reduzir o impacto ambiental de conduzir automóvel. Até aprendi a medir a pressão do pneus e agora faço-o todos os meses!

A eco-condução passa por isso mesmo, adoptar hábitos de condução que permitam reduzir o consumo de combustível e a emissão de gases poluentes.

Uma das primeiras regras é conduzir devagar...

(o estado zen tem um óptimo artigo com motivos - não só ecológicos... - para conduzir devagar e dicas para o fazer, óptimas para quem tem tendência a irritar-se no trânsito)

Já faço uma coisa bem, porque dentro da cidade (onde, segundo a proteste o tipo de condução tem maior influência no consumo e nas emissões, em comparação com a condução nas autoestradas), conduzo sempre respeitando os limites. Este vai ser um óptimo trabalho para o Zé Manel que não é nada zen a conduzir: irrita-se com os "chicos espertos" e, pelas acelerações e travagens que faz, parece que está a conduzir num circuito de rali...


Tenho é que, apesar de tudo, conter-me fora da cidade, onde conduzo mais. Confesso que realmente gosto de conduzir, e numa via rápida e com uma boa música, lá me foge o pé e já ultrapassei, e bem, os 120km/hora... Tenho que começar a ter atenção, mais do que à velocidade (...) ao conta-rotações e mantê-lo nas 2000 r/min, no caso do nosso carro que é a diesel (mais ecológico do que a gasolina!!!).

Como parece que o simulador de condução ecológica ainda é apenas um trabalho académico, e o Alentejo fica um bocado longe para ir ver se sou uma condutora eco-evoluída, vou começar a usar mais o computador de bordo e ir verificando o consumo, para poder ver se as nossas mudanças na condução se reflectem no gasto de combustível.

No balanço deste mês já devo ter novidades...

Deixo aqui ficar as 10 normas básicas da condução ecológica:

1. Arrancar e pôr em movimento
Ligar o motor sem pisar o acelerador;
- Nos motores a gasolina iniciar a condução logo após ignição;
- Nos motores a diesel esperar uns segundos antes de começar a viagem.

2. Primeira mudança
Só a usar quando se inicia a viajem, mudar para a segunda dois segundos depois.

3. Aceleração e mudança de velocidades
Segundo as rotações:
- Nos motores a gasolina: entre as 2000 e as 2500 r/min;
- Nos motores a diesel: entre as 1500 e as 2000 r/min;
Segundo a velocidade:
- a 2ª aos 2 segundos, a 3ª a partir dos 30km, a 4ª a partir dos 40km, a 5ª a partir dos 50km;
Acelera depois da mudança da velocidade;
Utilização das mudanças:
- Circular sempre que possível nas mudanças mais altas e a baixas rotações;
- É preferível circular nas mudanças mais altas pisando o acelerador na mudança mais alta do que com as mudanças mais baixas;
- Na cidade sempre que possível utilizar a 4ª ou 5ª;
O automóvel consome menos nas mudanças mais altas e a baixas rotações. Por exemplo um automóvel de pequena cilindrada que circule a uma velocidade de 60km/h, em 3ª consome cerca de 7 litros de gasolina, em 4ª pouco mais de 6 e em 5ª 6 litros.

4. Velocidade de circulação
Mantê-la o mais uniforme possível, procurando fluidez na circulação, evitando as travagens, as acelerações e as mudanças de velocidades desnecessárias;
Moderar: o consumo de combustível aumenta em função da velocidade elevada ao quadrado. Um aumento de velocidade de 20% (por exemplo, passar de 100 para 120km/h) significa um aumento de 44% no consumo (de 8l/100km para 11.5l/100km).

5. Desaceleração
Tirar o pé de acelerador e deixar a mudança engrenada;
Travar suavemente com o travão de pé;
Reduzir a velocidade o mais tarde possível, especialmente nas descidas.

6. Travagem
Sempre que a velocidade e o espaço o permitam, travar o veículo sem reduzir previamente a mudança.

7. Paragem
Nas paragens prolongadas (acima de 60 segundos), é recomendável desligar o motor.

8. Antecipação e previsão
Conduzir sempre com uma adequada distância de segurança e um amplo ângulo de visão quer permita ver 2 ou 3 veículos à frente;
No momento em que detecte um obstáculo ou uma redução da velocidade de circulação na estrada levantar o pé do acelerador para antecipar as manobras seguintes.

9. Segurança
Na maioria das situações, aplicar as regras da condução eficiente contribui para um aumento da segurança rodoviária;
Mas obviamente existem circunstâncias que requerem acções específicas distintas para que a segurança não seja afectada.

10. E recorde que...
Circulando a qualquer velocidade, sem pisar o acelerador, e acima de 1500r/m ou uns 20km/h o consumo é nulo!

9 comentários:

  1. Olá
    Num dos pontos que menciona as paragens prolongadas, deduzo que os minutos seja uma gralha, considera-se paragem prolongada a partir dos 60 sg. penso eu... por exemplo, marido parar o carro, esposa ir ao multibanco - situação em que é sempre necessário desligar o carro! demora sempre mais que " é só um minutinho" referido pela pessoa que vai ao multibanco...

    Cumps e continuem o bom trabalho! ;)

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  2. Olá Ema Magalhães
    Parabéns pela iniciativa.É importante mostrar às pessoas que podem ser na mesma perfeitamente felizes e ser amigas do ambiente.
    Dá um saltinho à minha casa Bioterra, és bem-vinda. Também estou no facebook e ah, mais importante vivemos perto, Matosinhos.
    Beijinhos

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  3. Obrigada pelo reparo em relação ao tempo de paragem! Realmente, 60 minutos... Já está corrigido.

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  4. Olá João!

    O meu objectivo é esse, mudar (e espalhar o "bichinho"...) pequenos hábitos, que não alteram a nossa qualidade de vida, ainda que possam alterar o nosso "modo" de vida, mas que contribuem para diminuir o nosso impacto ambiental.

    Já estou a ver os teus blogs!

    Beijinhos,
    Ema

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  5. olá, é sempre bom haver gente com este tipo de iniciativas, infelizmente nem toda a gente cumpre isto enquanto conduz, como aprendiz a minha instrutora já me alertou para muitos dos pontos que referis-te. ainda estou a explorar o teu blog, mas estou a gostar realmente existe muita coisas que podemos fazer para sermos ecológicos que nem me passava pela cabeça. continuação de um bom trabalho. beijinhos, Joana

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  6. E circular a baixas rotações não traz prejuizos ao motor? É que rola o boato que o motor acostuma-se a trabalhar a baixas rotações e ao fim de um tempo ja não desenvolve tanto...

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  7. Olá querida ecoconsciencia, já usava muitas das dicas deste post, mas alguém me disse q não se deve desligar o motor nas descidas (nem nas prolongadas) pois será necessário ter o motor ligado para se usar bem as mudanças em caso de emergencia ou alguma manobra mais importante para usar os travões.
    A segurança total tb é ecológica :)
    Beijinho e parabéns pelo blog. Leio uma página por dia!

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    Respostas
    1. Eh, eh!!!
      Olá Ana.
      É verdade, também já ouvi essa recomendação. E, lá está, esse "dica" nem aparece aqui. Obrigada de qualquer maneira.
      Beijinhos e boa semana!

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