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22 de novembro de 2011

200 - Trocar livros


Esta ideia foi o culminar de várias acções:

Primeira, o estar a descobrir o poder das listas (huuuuuu!!!). Eu que olhava com um certo (mas levezinho...) desprezo para quem fazia listas para tudo e mais alguma coisa, comecei a perceber que podem ser uma mais valia. Já fazia lista de compras e lista "do que levar" quando vamos acampar ou de férias, mas sei agora que uma lista pode ser tanto um guia: quando precisamos - por exemplo - de organizar melhor o nosso tempo; como um desafio, quando temos que arrumar o guarda-fatos...; como um aliciante, quando fazemos uma lista do que vamos concretizar no próximo ano. Às vezes uma lista poder ser tudo isto (e mais ainda), como por exemplo a minha lista das "365 coisas que posso fazer..."! Mais à frente volto às listas.

Segunda, o ter decidido deixar de comprar o jornal, comprar menos revistas, "compensar" os livros que compro, isto tudo sem ler menos, claro, o que me levou a voltar a usar a biblioteca pública, onde posso, se quiser, ler jornais, revistas e livros, e trazer estes últimos para casa (assim como "cd's" e "dvd's").

Terceira, o praticar o desapego, palavra que veio ao meu encontro há uns bons anos atrás, quando me iniciei no caminho do Yoga. Claro que tem um alcance, uma profundeza de que não vou falar agora, focando-me mais no seu lado material, que vem também ao encontro de uma vida simples (na interpretação do minimalismo aplicado ao dia-a-dia, se assim o posso dizer) que tenho procurado cada vez mais. E não confundam simples com simplista...

Por isto mesmo, entusiasmei-me, no ano passado, com o bookcrossing, uma ideia genial que faz do mundo uma espécie de biblioteca. Infelizmente comigo não resultou: nunca mais soube do 1º (e único, até agora) livro que "libertei". E nunca encontrei nenhum por aí (eu sei que há pontos de bookcrossing, mas...) Está bem, vou tentar de novo, mas perdi um pouco o entusiasmo nesta ideia (romântica) de livros espalhados pelos bancos, cafés e afins.

Quarta (faltava esta) o termos decidido desligar a televisão, o que me levou a fazer uma lista (eu disse que voltava a elas) "de livros a ler". Para este facto também contribuiu o ter encontrado um recorte (que tinha guardado...) do jornal Público do início deste século (é sempre estranho dizer isto!) com os "100 melhores livros em mil anos segundo o diário El Mundo" (do século passado, o XX, portanto...). Juntei mais umas 4 listas semelhantes que encontrei na internet (umas com os melhores livros de sempre, outras com os melhores em língua inglesa, ...), retirei os livros repetidos e fiquei com uma lista de quase 300 títulos. Retirei os que já tinha lido (uns míseros 50 e tal), escolhi um por autor (quando era o caso), deixei de lado - para já - os anteriores ao nosso ano 1000 e lá cheguei ao número de 177 livros. Como a minha meta eram os 101 (porque acho mais "giro" que 100...) a selecção seguinte foi baseada na minha inspiração do momento, um pouco menos objectiva do que, imagino, as listas que me serviram de base!

Assim com mais 101 livros para ler, não querendo comprá-los (todos), sabendo que posso não encontrar alguns na bibiloteca local, nem nos tais pontos do bookcrossing, nem em casa de amigos e familiares, como fazer?

Encontrei o winking books, que, nas palavras do próprios administradores, é o local onde quem «tem livros em casa, grande parte dos quais estão arrumados na estante para nunca mais serem utilizados, um “stock” de livros abandonados» os pode usar «como "moeda" de troca e ler novos livros».



Só temos que nos registar, colocar os livros que queremos trocar (por cada livro registado recebemos 1 ponto), e quando tivermos 10 pontos podemos - regra geral - pedir o nosso primeiro livro. Também ganhamos pontos quando enviamos um dos nossos livros a alguém que o pediu (normalmente 10). É fácil, é só entrarem no site e começarem por ler as faq. Vamos vendo os nossos pedidos/envios, pontos, ... Podemos fazer uma wish list, e sermos avisados de quando aparecerem os livros que desejamos. Acreditem, dá jeito, principalmente se forem livros muito pretendidos. Esta comunidade é muito activa: muitos dos livros demoram minutos a serem requisitados. Eu ainda estava a registar o meu quarto livro e já tinha os três primeiros pedidos por diferentes leitores!

Os livros são enviados por correio, utilizando a taxa económica do livro ou taxa editorial, que já conhecia graças à Monia que, informalmente (e de forma muito simpática), quando soube que andava à procura dele, me emprestou o "No Impact Man", do Colin Beavan, e à Nídia, que me emprestou o livro que acabei de ler, "A mim não me enganam - um ano sem ir às compras", de Judith Levine, e que tem uma pequena biblioteca com os livros que empresta.

Esta taxa permite enviar livros a um preço mais baixo do que se fosse pelo correio normal... Há algumas regras:
- só se pode enviar o (um) livro, nada como marcadores, folhas, ... Se não a taxa não é aplicada;
- deve escrever-se no envelope:
contém livro,
pode ser aberto para verificação postal,
taxa editorial económica;
- o envelope deve ser fechado com fita-cola que descola facilmente (para a tal verificação) ou, como eu ("aprendi" com a Nídia) faço, usando um pequeno fio ou fita, numa laçada, assim não se rasgam os envelopes e podem ser reutilizados (eu também neles escrevo "por favor, reutilize este envelope." Pode ser que um dia me chegue um livro num destes!). Os envelopes almofadados são os melhores (até já trazem um furinho para passar o fio) e custam cerca de 0,20-0,30€ cada um.


Assim por cerca de 1€ (envelope mais a taxa de envio) podem ter um "novo" livro.

Mais livros trocados, menos livros comprados, menos árvores cortadas.

E aqui vos deixo a minha lista dos "101 livros a ler". Completei e tentei verificar os dados sobre cada livro/autor (as listas que encontrei só traziam o título do livro e o autor), e só com isso já aprendi umas coisas! Se por acaso encontrarem alguma gralha agradeço que me avisem.

001. Achebe, Chinua - Quando Tudo se Desmorona, nigéria, 1958;
002. Adams, Henry - A Educação de Henry Adams, eua, 1918;
003. Assis, Machado de - Memórias Póstumas de Brás Cubas, brasil, 1881;
004. Baldwin, James - Go Tell It on The Mountain, eua, 1953;
005. Balzac, Honoré de - A Comédia Humana, frança, 1848;
006. Baudelaire, Charles - As Flores do Mal, frança, 1857;
007. Bernhard, Thomas - O Náufrago, holanda, 1983;
008. Blake, William - Canções da Inocência/Canções do Exílio, inglaterra, 1794;
009. Boccaccio, Giovanni - Decameron, itália, 1358;
010. Böll, Heinrich - A Honra Perdida de Katherina Blum, alemanha, 1974;
011. Borges, Jorge Luis - Ficções, argentina, 1944;
012. Brecht, Bertolt - Galileu Galilei, alemanha, 1939;
013. Burgess, Anthony - Laranja Mecânica, uk, 1962;
014. Buzzati, Dino - Deserto dos Tártaros, itália, 1940;
015. Byron, Lord - Don Juan, inglaterra, 1819;
016. Camus, Albert - O Estrangeiro, frança, 1942;
017. Carson, Rachel - A Primavera Silenciosa, eua, 1962;
018. Celan, Paul - Selected Poems and Prose, roménia, (antologia de) 2000;
019. Céline, Louis-Ferdinand - Viagem ao Fim da Noite, frança, 1932;
020. Chaucer, Geoffrey - Contos da Cantuária, inglaterra, 1386;
021. Coetzee, J.M. - Desonra, áfrica do sul, 1999;
022. Conrad, Joseph - Lord Jim, polónia/inglaterra, 1900;
023. Cortázar, Julio - O Jogo do Mundo, argentina, 1963;
024. Darwin, Charles - A Origem das Espécies, inglaterra, 1859;
025. Dickens, Charles - Histórias de Duas Cidades, inglaterra, 1859;
026. Diderot, Denis - Jacques, o Fatalista, frança, 1778;
027. Doblin, Alfred - Berlin Alexanderplatz, alemanha, 1929;
028. Dostoyevsky, Fyodor - O Idiota, rússia, 1869;
029. Dreiser, Theodore - Uma Tragédia Americana, eua, 1925;
030. Eliot, George - A Vida Era Assim em Middlemarch, inglaterra, 1874
031. Eliot, T.S. - A Terra Desolada, eua/uk, 1922;
032. Ellison, Ralph - O Homem Invisível, eua, 1952;
033. Faulkner, William - Luz em Agosto, eua, 1932;
034. Flaubert, Gustave - Educação Sentimental, frança, 1869;
035. Forster, E. M. - Passagem para a Índia, inglaterra, 1924;
036. Galbraith, John Kenneth - A Sociedade da Abundância, canadá/eua, 1958;
037. Gide, André - O Imoralista, frança, 1902;
038. Gogol, Nikolai - Almas Mortas, rússia, 1842;
039. Golding, William - O Deus das Moscas, inglaterra, 1954;
040. Grahame, Kenneth - O Vento nos Salgueiros, uk, 1908;
041. Graves, Robert - Eu, Cláudio, uk, 1934;
042. Greene, Graham - O Terceiro Homem, inglaterra, 1949;
043. Hammett, Dashiell - O Falcão de Malta, eua, 1930;
044. Hemingway, Ernest - Por Quem os Sinos Dobram, eua, 1940;
045. Hesse, Hermann - O Lobo da Estepe, alemanha/suiça, 1927;
046. Ibsen, Henrik - Casa das Bonecas, noruega, 1879;
047. Ionesco, Eugène - O Rinoceronte, roménia/frança, 1959;
048. James, William - As Variedades da Experiência Religiosa, eua, 1902;
049. Joyce, James - Ulisses, irlanda, 1922;
050. Kafka, Franz - Amerika, alemanha, 1927;
051. Kawabata, Yasunari - O Som da Montanha, japão, 1949-54;
052. Kerouac, Jack - Pela Estrada Fora, eua, 1957;
053. Kipling, Rudyard - Kim, uk, 1901;
054. Lawrence, D.H. - Filhos e Amantes, inglaterra, 1913;
055. Lessing, Doris - O Caderno Dourado, uk, 1962;
056. Lorca, Federico García - Baladas Ciganas, espanha, 1928;
057. Mahfouz, Naguib - Filhos de Gebelawi, egipto, 1959;
058. Mailer, Norman - Os Duros Não Dançam, eua, 1984;
059. Mallarmé - A Tarde de um Fauno, frança, 1876;
060. Malraux, André - A Condição Humana, frança, 1933;
061. Mann, Thomas - A Montanha Mágica, alemanha, 1924; (a ler, neste momento)
062. Marx, Karl - O Capital, alemanha, 1867;
063. McCullers, Carson - Coração, Solitário Caçador, eua, 1940;
064. McEwan, Ian - Expiação, inglaterra, 2001;
065. Milton, John - O Paraíso Perdido, inglaterra, 1667;
066. Morrison, Toni - Song of Solomon, eua, 1977;
067. Musil, Robert - Homem sem Qualidades, áustria, 1930-43;
068. Nabokov, Vladimir - Fogo Pálido, rússia, 1962;
069. Neruda, Pablo - Confesso que Vivi, chile, 1974;
070. O’Neill, Eugene - A Longa Jornada Adentro, eua, 1941;
071. Orwell, George - 1984, inglaterra, 1949;
072. Pirandello, Luigi - Seis Personagens em Busca de um Autor, itália, 1921;
073. Pound, Ezra - Os Cantos, eua, 1964;
074. Pullman, Philip - Mundos Paralelos, uk, 1995-2000;
075. Queiroz, Eça de - A Ilustre Casa de Ramires, portugal, 1900;
076. Rhys, Jean - Vasto Mar de Sargaços, dominica, 1966;
077. Rimbaud, Arthur - Uma Estação No Inferno, frança, 1873;
078. Rosa, Guimarães - Grande Sertão: Veredas, brasil, 1956
079. Rousseau, Jean-Jacques - O Contrato Social, suíça, 1762;
080. Rulfo, Juan - Pedro Páramo, méxico, 1955;
081. Rushdie, Salman - Os Filhos da Meia-Noite, índia, 1980;
082. Salih, Tayeb - Tempo de Migrar para o Norte, sudão, 1966;
083. Salinger, J. D. - O Apanhador no Campo de Centeio, eua, 1951;
084. Shakespeare, William - Sonetos, inglaterra, 1609;
085. Shikibu, Murasaki - A História de Genji, japão, 1000-12;
086. Sterne, Laurence - A Vida e Opiniões de Tristam Shandy, irlanda, 1759-69;
087. Svevo, Italo - A Consciência de Zeno, itália, 1923;
088. Tanizaki, Junichiro - As Irmãs Makioka, japão, 1948;
089. Tchekhov, Anton - As Três Irmãs, rússia, 1901;
090. Tolstói, Lev - A Morte de Ivan Ilich, rússia, 1886;
091. Turgueniev, Ivan - Pais e Filhos, rússia, 1862;
092. Updike, John - Corre, Coelho, eua, 1960;
093. Warren, Robert Penn - All The King's Men, eua, 1946;
094. Waugh, Evelyn - Um Punhado de Pó, inglaterra, 1934;
095. West, Nathanael - O Dia dos Gafanhotos, eua, 1939;
096. Whitman, Walt - Folhas de Erva, eua, 1855;
097. Wiesel, Elie - Noite, românia/eua, 1958;
098. Williams, Tennessee - Um Eléctrico Chamado Desejo, eua, 1947;
099. Woolf, Virginia - Rumo ao Farol, inglaterra, 1927;
100. Wright, Richard - O Filho Nativo, eua/frança, 1940;
101. Xun, Lu - Diário da Loucura e Outras Histórias, china, 1918.

16 de setembro de 2010

167 - Usar apenas perfumes naturais


Eu sei, eu sei que os perfumes camuflam o nosso cheiro natural e que é o nosso cheiro que nos identifica e todas essas coisas... mas... eu sou "cheirinhas", adoro cheiros: o cheiro do mar, o cheiro da erva, das flores, das frutas, o cheiro das especiarias, da terra molhada, enfim... para mim um perfume é como uma peça de roupa (já dizia a marilyn...): há dias (nem todos, é certo) que gosto de sentir em mim um determinado "perfume": por exemplo, um que me traga à mente o cheiro de um prado... Sem ter que me ir rebolar no meio da erva para o manter durante o resto do dia...

Posto isto, mal comecei este desafio comecei a "temer" este dia. Quando comecei a pesquisar sobre cosméticos, produtos de higiene, produtos de limpeza, quando comecei a aprender mais nas oficinas da Sylvia, confrontei-me com o facto da palavra perfume estar sempre nas listas das "persona non grata" para o ambiente...

Já sabia que perfume implica um grau variado de ingredientes, normalmente - e na sua maioria - sintéticos, com grandes probabilidades de muitos deles serem prejudiciais (para mim e/ou para o ambiente) mas quando encontrei esta imagem...


... não consegui adiar mais. Como é que é? Contra os 15 a 33 químicos diferentes que podem ter os outros produtos ditos de beleza, um perfume tem cerca de 250!!! Já não consegui olhar da mesma maneira para os frascos de perfume que ainda andam pela nossa casa-de-banho...

Depois encontrei este relatório da Environmental Working Group, um estudo que revelou que várias marcas de perfume contêm pelo menos 10 químicos secretos (sim, secretos... os fabricantes têm o direito de manterem o segredo das fórmulas!!!) potencialmente perigosos para a saúde: de uma simples reacção alérgica à perturbação do funcionamento endócrino! 12 dos 17 perfumes testados contêm ftalato de dietilo, relacionado com o desenvolvimento anómalo dos órgãos genitais de bebés do sexo masculino e com problemas no esperma dos homens adultos (leiam esta resposta do parlamento europeu a uma pergunta sobre o uso deste químico nos cosméticos...)!

Portanto, além dos químicos oficiais, muitos dos quais já são prejudiciais para nós e para o ambiente, ainda podemos "apanhar" com outros, sobre os quais, pelos vistos, ninguém tem que apresentar contas! Agora, acho que já percebo porque é que ficava quase sempre com uma dor de cabeça quando permanecia algum tempo numa daquelas perfumarias onde podemos experimentar os perfumes que quisermos... imaginem fazer uma análise ao ar num local destes!

Na verdade. com muita pena minha, já não consigo saber o que contêm os meus perfumes porque as caixas já foram todas reutilizadas... Outro problema, embalagens a mais: o invólucro de plástico, a caixa de cartão, mais cartão para proteger o frasco que é em vidro e metal, normalmente, e quase impossível de ser reutilizado!

Solução?

Parece que há alguns (este também) perfumes com preocupações ambientais, mas como não consigo ter acesso à lista de ingredientes... Também não consegui encontrar mais informação sobre este projecto académico português: fazer um perfume (em grande escala) usando recursos naturais e tecnologias limpas.

Há uns bons anos ofereceram-me um perfume de flores artesanal, alentejano, que adorei (ainda tenho o cheiro na minha memória) mas já não me lembro nem do nome, nem do lugar, nem de que flores, ...

E que tal experimentar fazer? Há dois anos, participei, com a minha amiga Daniela, numa oficina de perfumes (inserida no programa do Ciência Viva no Verão). Aprendemos a extrair óleos por maceração, tal como está aqui muito bem descrito (é a mesma oficina...), mas foi um bocadinho frustrante (são precisos 5l de volume de plantas para conseguir cerca de 2 ml de óleo...)!


Entretanto encontrei este site cheiinho de receitas de perfumes (e não só) que, além da abrir o apetite para experimentar, veio comprovar a minha teoria: beber vodka deve ser como beber álcool etílico...

Ainda assim vou começar por uma receita mais simples, que aparece no livrinho O Lar Ecológico: a água de pétalas. Logo vos direi se cheira bem!

Água de pétalas
- pétalas de flores perfumadas (rosas e/ou afins...)
- água
- genebra (bebida feita com aguardente de cereais e bagas de zimbro)
Deitar um molho de pétalas num prato com água a ferver e deixar repousar um dia inteiro. Sem tocar no conteúdo, levá-lo (tapado presumo) ao frigorífico por mais dois dias. Flitrar e adicionar, por cada copo de água de pétalas, uma colher de café de genebra. Guardar no frigorífico.

Outra água de flores (recolhida não sem onde...)
- flores frescas (lavanda, flor de laranjeira ou madressilva)
- água
Introduzir as flores num copo ou frasco grande. Encher com água até as flores ficarem totalmente cobertas e deixar repousar durante a noite. Coar para uma panela e levar ao lume (brando) e deixar ferver um pouco. Deixar arrefecer e guardar num frasco (dura aproximadamente 1 mês).

Água de alfazema
- algumas flores de alfazema frescas
- álcool a 90º
Deixar secar as flores e colocá-las, durante uma semana, em ácool. Retirar as flores, aquecer a mistura e filtrar o líquido. Guardar num frasco bem fechado (não sei o tempo de duração).

Perfume com cheiro a chuva (semelhante às do site acima indicado)
- 2 copos de água destilada
- 3 colheres de sopa de vodka
- 5 gotas de óleo essencial de sândalo
- 10 gotas de óleo essencial de bergamota
Colocar a vodka num frasco e adicionar os outros ingredientes, mexendo bem. Deixar repousar durante 12 horas e armazenar num local seco (dura cerca de um mês).

11 de julho de 2010

162 - Fazer um vermicompostor


Tal como "prometi" quando aprendi a fazer compostagem, já somos mais cá em casa. Além de nós e das nossas três gatas, temos agora uma família de minhocas ao nosso cuidado!

Quando participei na oficina de compostagem percebi que não a poderia fazer no nosso apartamento (o compostor tem que ficar pousado na terra) e como me ficaram a incomodar os 40% (nós, provavelmente mais) de resíduos orgânicos no lixo que cada um de nós produz por dia, mal surgiu a oportunidade fomos participar numa oficina sobre vermicompostagem, organizada pelo núcleo de Braga da Quercus.

A finalidade da oficina era ensinar a técnica da vermicompostagem, fornecer as minhocas aos participantes, mas também reaproveitar caixas de esferovite como vermicompostores. Como caixas de esferovite são incompatíveis com gatas, nós optamos por fazer o nosso compostor com caixas opacas de plástico. Sim eu sei que o plástico não é muito ecológico, e que também se podem fazer em madeira, mas não deve ser por acaso que todos os vermicompostores que tenho visto são em plástico!

O vermicompostor

Há imensos sites e blogs que nos ensinam a construir a moradia para as nossas minhocas. Nós, baseados também no que aprendemos na oficina, inspiramo-nos neste esquema de minhocasa (ninguém como os brasileiros para simplificar os nomes das coisas) e neste passo-a-passo, e edificamos, para já, o primeiro andar do nosso vermicompostor. Se correr bem, acrescentaremos os dois andares que completam o palácio (quem preferir pode ficar apenas pelo rés-do-chão, quem for mais ambicioso pode fazer ainda mais andares).



Assim comprámos uma caixa Slugis (do Ikea) com 54cm x 35cm e 16cm de altura. Porquê? Porque não acho nada bonitas as caixas semelhantes às que aparecem no esquema...

Se não for grande o suficiente, posso depois comprar uma mais alta, da mesma linha e esta primeira fica como tabuleiro de repouso de composto já pronto ou para recolher o excesso de líquido (chorume). Mas ATENÇÃO, não vale a pena comprar caixas muito altas, as minhocas só sobem até uns 20/25 cm de altura! Se for preciso mais espaço, joguem com a largura ou o comprimento.

Depois fazem-se buracos na tampa e na laterais da caixa (para arejamento) e no fundo (para escoamento de eventual excesso de humidade). Como a nossa caixa vai ficar na varanda não colocámos nada por baixo, para já, mas se a colocarem numa divisão interior convém pôr um tabuleiro por baixo para recolher o chorume. NÃO faça como eu (esperta...), que, para não ter ir buscar o berbequim (...) comecei a fazer os buracos como vi a formadora fazer nas caixas de esferovite (usando um ferrinho aquecido numa vela...): derreter plástico liberta vapores TÓXICOS!!! Os buracos devem ser pequenos para as minhocas não sairem da caixa. E acreditem que elas saem por "buraquinhos bem pequenininhos": já andei a salvar minhocas pelo chão da varanda (nalguns casos cheguei tarde demais...). Muitos não são demais - aprendi eu com a prática - porque a caixa deve ser bem arejada. Li algures que podemos colocar no fundo da caixa (e forrar as paredes também) com rede plástica bem apertada, de maneira a sairem líquidos mas não as minhocas. Parece-me uma óptima ideia, a experimentar na altura da remodelação da moradia... E pronto, a casinha está pronta!

As habitantes

As nossas minhocas dão pelo bonito nome de eisenia fetida, mas são mais conhecidas como minhocas vermelhas, e parece que são campeãs a processar uma grande variedade de materiais, daí serem as mais usadas na vermicompostagem.

Gostam de trabalhar entre os 15º e os 25º. Temperaturas mais baixas ou mais altas diminuem a sua produtividade e podem mesmo matá-las. Por isso, às vezes - dependendo da temperatura do sítio onde estão - pode ser necessário retirar a tampa, para refrescar (o calor é a situação mais comum por cá). Quando estão com calor saem da mistura e sobem para as paredes laterais e tampa. Se o PH não for do seu agrado (entre 5 a 9) também tentam fugir, daí não ser aconselhável colocar critinos na caixa. Gostam de humidade, lugares bem arejados e fogem da luz mais rápido do que um vampiro... Parecem umas bichinhas complicadas mas não são, a sério!

Iniciar o processo

- Fazemos primeiro a cama das bonecas - desculpem! - minhocas: cortamos tiras de jornal com cerca de 2cm de largura, evitando as folhas coloridas por causa dos químicos pesados. Se pegarmos em várias folhas de jornal e as rasgarmos no sentido do comprimento (rodando-as 180º em relação à posição normal de leitura...) a tarefa é rápida e simples. Amarrotamos várias tiras numa bola, humedecêmo-las com um borrifador - ou mergulhando-as rapidamente num recipiente com água (não devem ficar excessivamente molhadas) e forramos o fundo da caixa com as tiras humedecidas e de novo separadas;


- adicionamos um punhado de terra, para acrescentar microorganismos;

- juntamos as minhocas. Segundo o que aprendi na formação, por cada quilo de resíduos adicionado por semana, são necessários 300g de minhocas. Como é óbvio, não dá para andar a pesar as minhocas, por isso vamos estando atentos para ver se as minhocas vão dando "vazão" aos resíduos, ou se temos que não colocar tantos restos e esperar que a família cresça;


- colocamos os primeiros restos de comida (li algures que devemos aguardar 2 semanas antes de alimentar as minhocas, para elas se habituarem à casa nova. Eu não o fiz e deram-se bem);

- cobrimos tudo com mais tiras de jornal humedecidas (cama).


Manutenção

- Devemos ir revolvendo a mistura - com cuidado para não trucidar nenhuma minhoca - com um ancinho pequeno. Não precisa de ser todos os dias, o ideal é ir olhando e mexer quando acharmos necessário misturar restos menos degradados que estejam por cima e a mistela por baixo. Afastar a cama, revolver e no fim voltar a cobrir bem a mistura;

- se a mistura estiver seca, borrifar com água ou juntar cama humedecida e, se necessário, colocar a caixa num sítio mais húmido. Se estiver molhada, evitar juntar alimentos muito ricos em água, adicionar cama seca (as tiras de jornal sem as humedecer, folhas secas, palha, ...) e se for o caso, mudar a caixa para um local menos húmido;

- colocar alimento (parece que as minhocas sobrevivem 3 meses sem comer...), afastando a cama e voltando a tapar tudo no fim;

- e sempre que a cama desaparecer (por cima e/ou por baixo), fazer uma nova! É esta cama que previne o aparecimento de mosquitos. Se mesmo com a cama aparecerem mosquitos pode usar-se folhas de couve galega a cobrir a mistura, ou colocar uma pequena taça com vinagre junto à caixa;

- o que nos leva ao que NÃO devemos colocar no vermicompostor: citrinos (torna o composto muito ácido), restos de alimentos cozinhados, de origem animal e gorduras (atraem moscas e têm um cheiro desagradável), sementes (adoram o ambiente cheio de nutrientes e germinam - brancas porque não têm luz. Ao germinar começam a absorver nutrientes do vermicomposto).

Quando estiver pronto

Normalmente, ao fim de 2 meses já há composto pronto. Nota-se bem porque parece... terra! Como o retirar?

- Se já tiverem o arranha-céus com as três caixas, trocam a caixa do meio - onde estavam a fazer o 1º composto e trocam-na com a de cima (que passa a ser a do meio), e nesta voltam a fazer o "Iniciar o processo". Provavalmente as minhocas migram da caixa de cima para a do meio (através dos buracos), porque já não lhes damos alimento na outra... Façam-no ou não, ao fim de duas semanas, à luz do dia, retiramos o conteúdo da caixa de cima e espalhamo-lo numa superfície lisa (pode ser a tampa), deixando um monte num canto. Como não gostam da luz as minhocas vão fugir para o monte. Vamos retirando composto da zona onde está espalhado (já sem minhocas) e vamos espalhando mais, reduzindo o monte. Repetimos a operação até o monte ser (quase) só minhocas, que colocamos na caixa com a nova mistura. Se ao fazermos esta operação encontrarmos uma espécie de bagos de arroz, devolvemo-las à caixa, porque são ovos de minhocas! O composto pronto pode (e deve) ficar a repousar na caixa de cima porque as minhocas já não voltam para lá (estão todas contentes a comer na casa nova). Depois de alguns dias pode usar-se o composto para fertilizar.

- Se só houver uma caixa (como no nosso caso, para já), fazemos o mesmo processo, mas puxando todo o composto para metade da caixa e fazendo o "iniciar o processo" na outra metade. De resto é tudo igual!

Fertilizante: chorume (ou xorume) - chá de vermicomposto

O tal líquido que sai por debaixo da caixa é o chorume (ou xorume), o "resultado do processo de putrefação (apodrecimento) de matérias orgânicas" e, neste caso, altamente nutritivo. Se o quiserem aproveitar devem colocar o tal tabuleiro ou caixa por baixo (sem buracos, claro), mesmo que fique numa varanda, para o recolher. A nossa mistura não largou quase líquido nenhum, por isso ainda não testei a eficiência do chorume. Não pode ser usado puro porque é muito forte, mas sim diluído na proporção de uma parte de chorume para dez de água. Usa-se como fertilizante.

Também podemos fazer chá de vermicomposto. Retira-se um bocado da mistura (sem minhocas...), coloca-se num pano fino, juntam-se as pontas e ata-se (a isto chama-se uma "boneca"). Mergulha-se num regador - ou balde - com água e deixa-se de molho durante nove dias. Após este tempo usa-se a água para regar as plantas. Tal como o chorume, é um fertilizante. O vermicomposto que fica no pano devolve-se à caixa.

E assim começou uma novo ritual nas nossas vidas!

Claro que quem não for adepto das manualidades pode comprar um vermicompostor. Mas não é a mesma coisa...

9 de julho de 2010

160 - Comprar, quando forem mesmo necessários, guardanapos de papel reciclado


Sabem, aquelas alturas em que precisam de guardanapos para muitas pessoas? Mesmo muitas pessoas? E não têm, nem de perto nem de longe, guardanapos de pano suficientes?

Pois é, foi o que me aconteceu.

Nós já não compramos guardanapos de papel desde o início deste desafio (e mesmo antes só os usávamos esporadicamente), mas confesso que normalmente gostava daqueles maiores, mais espessos e de cor (ai, ai, ai...), a condizer com o resto da decoração...

Mas agora precisei mesmo de muitos guardanapos e os meus (ainda) reduzidos dotes para a costura não me permitem fazer o milagre de transformar quadrados de tecido em guardanapos (parece simples, mas experimentem)!

Como tal, lá fui eu comprar guardanapos de papel, mas reciclados, porque apesar de tudo têm algumas vantagens: há menos consumo de recursos naturais, menos "contribuição" para os aterros ou incineração, a sua transformação consome menos água e energia («240 kw/h por tonelada de fibra secundária contra 1000 kw/h por tonelada de fibra virgem») e menos detritos sólidos.

Parece que agora ainda há mais oferta de guardanapos de papel: há mais cores, há "tipo tecido", para crianças, e até vi uns guardanapos de papel anti-nódoas (!!!) Será que é para usar, cada um deles, mais do que uma vez???

Realmente, no meio de tanta cor, fica difícil optar pelos pardos e "insignificantes" guardanapos reciclados...

Comprei os da Renovagreen (0,85€ uma embalagem com 90 guardanapos), marca de que já falei no post sobre os rolos de papel de cozinha. Ainda procurei da marca Continente - porque estava lá, claro - mas também porque já comprei papel higiénico reciclado desta marca, mas não os encontrei (posso até nem ter reparado, no meio de tanto guardanapo...).

Só ainda não percebi porque é que, aqui, os guardanapos reciclados são de um branco acinzentado e nos EUA, por exemplo, são castanhos (da cor do cartão):


Alguém me sabe dizer?

E, no final, coloquei os guardanapos usados na compostagem, porque, segundo o que aprendi quando fiz a oficina de compostagem, papel com vestígios de gordura não dá para reciclar.


3 de março de 2010

123 - Comprar cartolinas recicladas


Uma amiga pediu-me para fazer marcadores de livros para oferecer numa festa e como ainda eram uns tantos precisei de ir comprar cartolinas. Já agora, pensei, vou procurar cartolinas recicladas.

Não procurei muito, porque logo na papelaria Nova Técnica, em Matosinhos, onde gosto de comprar material, tinha o que eu queria: cartolinas (A4) recicladas, com algumas opções de tons suaves (trouxe azul e verde claro).

Como esta papelaria, à semelhança de muitas outras, tem os papéis, cartolinas e afins, expostos fora das embalagens, em colunas, por cores, para podermos ver, tocar e retirar as folhas que quisermos, tive que confiar na menina que me atendeu e que me asseverou (perante a minha insistência) que as folhas que eu trouxe realmente são 100% recicladas.


Como não vi a embalagem (devia ter exigido tal, eu sei) não vi qual a marca, nem se as tintas usadas também eram "amigas do ambiente"...

Estamos sempre a aprender e para a próxima já sei como fazer!

Pela textura e aspecto parecem recicladas e o preço ainda me deixou mais convicta: cada folha A4 custou 1 €, contra os 0,10€ ou 0,20€ das cartolinas "normais" que estavam no mesmo expositor...

25 de fevereiro de 2010

117 - Plantar uma árvore por cada livro que comprar


Os antigos celtas (e provavelmente outros povos) plantavam, se não me engano, duas árvores por cada uma que cortavam. Penso que na Suécia têm uma filosofia semelhante, pois apesar de ser um país onde a madeira é um material tradicional de construção, a floresta continua a crescer, e de forma sustentável (é o país que tem a maior extensão de floresta certificada do mundo).

Hoje, já não sabemos quantas árvores cada um de nós "corta" para manter os hábitos do dia-a-dia: folhas para imprimir, revistas para ler, um novo móvel, ... E nem nos lembramos que devemos compensar o nosso gasto, plantando outras!

Esta ideia surgiu-me ao encontrar este site onde as pessoas podem compensar os livros que compram, contribuíndo para plantar novas árvores em países onde elas fazem mais falta.

E porque não ser eu mesma a plantar as árvores?

Como tinha algumas sementes que me foram dadas (num dia da árvore, provavelmente) resolvi pensar com antecedência e semear árvores na minha varanda, para - quando comprar um livro - as poder plantar na natureza.

Tenho sementes de pinheiro-bravo, carvalho e de uma árvore (que não sei como se chama) do jardim do meu bairro. Tirando a árvore (ainda) desconhecida, as outras são autóctones. Estou a experimentar... Pelos vistos devia ter, antes, colocado as sementes no frio, mas pelo menos a altura (Inverno/Primavera) não é muito má. Coloquei-as em turfa, num vaso e agora só tenho de as manter húmidas e esperar que germinem, para as poder transplantar. Se não resultar, em Setembro vou apanhar bolotas (no terreno da minha mãe há muitas) e tentar da maneira mais correcta...


E se quando comprar um livro (deve ser o No Impact Man, porque não tem na biblioteca, nem conheço ninguém por perto que mo empreste...) elas ainda não estiverem prontas (...), compro uma árvorezinha! Tenho a certeza que no próximo mês vou aprender mais sobre plantar árvores...

E olhem que ideia tão linda: lançar balões (biodegradáveis) cheios de sementes de árvores!

24 de fevereiro de 2010

116 - Não pedir talões nas lojas e reutilizar os que me entregarem


A parte do não trazer talões/recibos das lojas está a ser complicada. Alguns tenho mesmo que trazer para entregar ao contabilista do nosso espaço. Noutros casos dizem-me - os operadores de caixa - que têm mesmo que tirar o talão e, entre vê-los a deitar o talão para o caixote de lixo e trazê-lo eu, prefiro a segunda hipótese. Outros (os do Ikea, por exemplo) estão impressos dos dois lados e só dão para reciclar.


Quanto ao reutilizar é mais fácil. Seguindo a sugestão de algumas pessoas, estou a juntar os talões num molhinho (para já ainda só dão para um, o que é uma boa notícia...) para depois adoptar a mesma técnica que usei quando decidi abolir os post-it's: prendê-los com uma mola e usar este bloco artesanal para escrever recados. Assim posso reutilizar as folhas A4 para outras coisas...

15 de fevereiro de 2010

107 - Aderir ao bookcrossing e "libertar" livros


Há uns anos, ainda antes das redes sociais e mesmo da proliferação dos blogs, um amigo meu, o Pedro, teve a ideia de fazer uma biblioteca virtual, entre os amigos. Quem queria participar, inseria, num ficheiro excel que ele criou, os livros que queria emprestar e este ficheiro circulava, via email, entre todos. Se estava interessada num livro, enviava um email ao respectivo dono e requisitava-o. Na altura acho que ninguém pensou em usar o correio, por isso a entrega dos livros dependia de estarmos uns com os outros.

Era uma óptima ideia, mas não teve muito sucesso.

Agora já há blogs com o mesmo propósito, usando o correio e funcionando em cadeia. Há também sítios onde é possível alugar livros. E claro, sempre houve a requisição de livros nas bibliotecas públicas, a que eu voltei a aderir.

Mas há uma ideia que, para mim, "bate" todas estas. O bookcrossing. Uma ideia simples: mais do que emprestrar, vamos dar, "transformando o mundo inteiro numa biblioteca", "libertando" livros em espaços públicos, programados para isso ou não, permitindo que um mesmo livro seja lido por imensas pessoas, em vez de ficar na nossa estante... E podemos, em princípio, saber por onde ele anda, assim como um filho que vai para longe mas vai escrevendo!


É uma óptima maneira, além de tudo o mais, de trabalharmos o nosso (des)apego às coisas. Eu nunca tive problemas em emprestar livros (mesmo tendo ficado sem alguns) mas descobri que realmente é um problema para muitas pessoas. Agora vou trabalhar a parte de saber, à partida, que vou "ficar sem"o livro"...

Escolhi o meu primeiro livro (um de que gostei, claro, mas confesso que ainda não consegui "libertar-me" de um dos meus preferidos) e registei-o no site internacional (descobri que até já me tinha lá registado há uns anos, mas nunca tinha posto em prática a intenção...). Existe um site português, mas é de apoio, o registo tem que ser feito no internacional. Automaticamente é-me dado um número, o BCID (o meu é o 603-7812470, se quiserem saber qual o meu livro), que me vai permitir, e a quem ler o livro, acompanhar o percurso do mesmo. Depois podemos descarregar e imprimir uma etiqueta que identifica o livro e explica, resumidamente, o que é o bookcrossing ou, o que eu fiz (por achar mais ecológico) escrevê-lo no próprio livro (algo que não me incomoda nada, pois aprendi, com o meu pai, que os livros também são para isso...).


Desenhei, então, o símbolo do bookcrossing e escrevi o seguinte texto:

"Querido leitor,
não estou perdido, sou um livro livre e gratuito. Leve-me, leia-me e depois liberte-me! Se ficou com curiosidade, vá a www.bookcrossing.com e descubra como transformar o mundo inteiro numa biblioteca. Se quiser saber por onde já andei, o meu bcid é o 603-7812470.
Obrigado".

E estou pronta para lançar o meu livro no mundo. Podemos fazê-lo numa das crossing zone existentes, já há várias em Portugal, mas acho que, como é a primeira vez, prefiro fazê-lo da maneira original: deixá-lo algures, num local público.

Estou tão entusiamada com estas ideias de reutilizar livros que vou montar no espaço que temos (dedicado à motricidade e desenvolvimento humano) uma pequena biblioteca e, se der, também uma crossing zone.

Agora vou ali libertar o meu primeiro livro e volto já...

30 de janeiro de 2010

91 - Tirar o cartão da biblioteca


Eu, segundo terceiros, devoro livros. Sempre vivemos rodeados de livros e fomos estimulados para a leitura. Por exemplo, todos os anos, no dia da criança, os meus pais levavam-nos à feira do livro e davam-nos um determinado valor em dinheiro (que foi sendo actualizado...) para comprarmos os livros que quisséssemos. Adorava este dia!

Na minha fase de policiais, usei muito a biblioteca da Calouste Gulbenkian, instalada numa antiga escola primária, para ler toda a colecção da Agatha Christie...

Mais tarde, no secundário, fui muitas vezes pesquisar para a venerável Biblioteca Municipal do Porto.

E claro, na Faculdade, passei muitas horas na biblioteca da Faup.

Depois... Depois, por tantos motivos, estive afastada de bibliotecas. Até agora.


Como ontem tentei tirar o cartão de leitora e não o consegui, por não ter nenhum comprovativo de morada, hoje passei a tarde na biblioteca Almeida Garrett, que fica, tão bem situada, nos jardins do palácio de cristal.

Então, apresentando o meu bilhete de identidade e o tal comprovativo de morada, preenchendo uma ficha de inscrição e assinando o regulamento, fiquei na posse de um cartão que me permite trazer para casa 4 livros (e também "cd's" e "dvd's", mas já não me lembro de quantos de cada vez...) por um período de 15 dias (renovável, se necessário, por um período idêntico).

Esta é uma biblioteca (multiteca?) agradável, espaçosa, com luz (hoje até o sol brilhava), pensada para as pessoas aqui estudarem, usarem os computadores e a internet, ouvirem música, verem filmes e, claro, lerem. E podemos até ter o prazer de ver um dos famosos pavões do palácio a passear lá fora.

(estes estavam um bocadinho mais à frente)

Depois de vaguear e folhear, trouxe três livros. Na verdade a biblioteca não tem muitos volumes e não tem, nem o "No impact man", nem o "Como comemos" que a Rute me aconselhou. Mas trouxe um sobre o mesmo tema: "Há lixo nos nossos pratos", embora um pouco mais antigo, e um outro sobre os perigos da "moda" da ecologia: "Verdes, a encenação ecológica". E, repetindo leituras da adolescência (...), um dos meus preferidos de Somerset Maugham: "O fio da navalha".

Penso que para a semana já lá devo voltar.

18 de janeiro de 2010

79 - Abolir os post-it


Este pequeno quadrado de papel amarelo com uma banda de adesivo de "tirar e pôr" (o original post-it) foi inventado nos anos 70 pelo senhor Art Fry, para marcar as páginas do seu livro de hinos, e desde então tornou-se indespensável para um sem número de pessoas.

A empresa detentora da patente, do nome post-it e da famosa cor amarela, a 3M, abarca uma série de áreas e tem várias marcas e produtos (scotch, scotch-brite, nexcare, ...) e apesar de se apresentar como uma empresa líder em sustentabilidade e de ter várias preocupações e práticas a nível ambiental (louváveis, sem dúvida), continua, há já uma série de anos, a aparecer nas várias listas de empresas que testam em animais.

Assim, ainda que já haja post-it em papel reciclado - embora não tenha visto por cá - os (verdadeiros) post-it ficariam, logo à partida, postos de parte.

Depois, na verdade, todos os "quadrados (ou rectângulos) de papel com um adesivo de fácil remoção" têm cola, que é, regra geral, tóxica e poluente (nada bom em termos ambientais).

Potanto, retirando o adesivo/cola dos "quadrados (ou rectângulos) de papel com um adesivo de fácil remoção", o que sobra?
Quadradinhos (ou rectângulos) de papel!
E isto eu não preciso de comprar.

Peguei num molho de folhas de rascunho (já usadas de um dos lados), cortei-as em pedaços pequenos (de cada folha A4 fiz 8 rectângulos) e prendi-os, juntos, com uma mola. Cada vez que preciso de apontar um recado tiro um.

Tudo bem, não dão para colar em qualquer parte e eu nem sequer tenho a hipótese de os colar com fita adesiva. Mas consigo "prendê-los" ao frigorífico com ímans e coloquei, no armário da entrada, uma fita, presa com 2 pionés, e penduro-os com uma molas pequenas (tipo estendal...), o que para mim já é suficiente.

Até porque também me estou a habituar a usar a agenda electrónica do meu telemóvel...

Para quem tem o costume de colar post-it e afins no monitor do computador, existem versões virtuais. Primeiro encontrei uma, um bocadinho cara mas que permite experimentar gratuitamente durante 15 dias, e depois várias gratuitas, incluindo uma da... post-it!!!

12 de janeiro de 2010

73 - Comprar só uma revista por mês


Sou viciada em revistas... Depois dos livros e dos cd's de música deve ser o que há mais cá por casa.

Ainda por cima interessam-me tantas! Já sem falar das revistas técnicas de arquitectura - que pelo preço, e também pelo conteúdo, coloco na categoria dos livros - há as outras revistas de arquitectura e decoração (arquitectura & construção, diseño e arquitectura, habitania, ideias, ...), o yoga journal - a edição espanhola e às vezes a inglesa -, a national geographic, a gingko, a volta ao mundo. Se me puser a ver com atenção encontro umas giras de artesanato e manualidades... Enfim, são tentações em cada quiosque e banca de jornais.


Claro que não comprava todas, todos os meses (havia de ser bonito...). Não sou assim tão viciada! Mas duas, três... sem contar com as que leio em casa dos pais do Zé Manel e da minha mãe (as revistas de Domingo do JN e do Público e a Visão).

E, a meu favor, tenho o facto de raramente deitar revistas fora. Ou guardo-as, para pesquisa e investigação futura, ou levo-as para o espaço onde damos aulas (renovando as da zona de espera, para não ser como quando vou ao dentista e as revistas são de 1900 e qualquer coisa...), ou uso-as nas minhas "artesanices".

Mesmo assim é excesso de papel e nalgum ponto todas elas terão de ter um fim, seja ele mais ou menos ecológico.

Agora estou a estabelecer prioridades e a pensar "verde", a simplificar, no fundo, o que é um óptimo processo (não só em termos ecológicos).

Este mês como não "sai" a Ideias (é trimestral) e já li a Gingko, de empréstimo, comprei a Yoga Journal espanhola, porque tem bastantes artigos que me interessam. Para o próximo mês logo se verá.

Vou também, numa versão mais caseira e artesanal da empresa de dois portugueses que fazem distribuição de revistas "semi-novas" em consultórios e afins (tenho que dar este contacto à minha dentista), começar a levar algumas das minhas revistas para os ginásios onde dou aulas.

E outra ideia bem simples também, fazer como a minha prima e a minha mãe, que moram pertinho e compram a Visão a meias: a primeira compra-a à Quinta e lê-a até Domingo, altura em que a entrega à tia Glória...

Alguém quer partilhar umas revistas de arquitectura?

7 de janeiro de 2010

68 - Deixar de usar as toalhas de papel e os secadores de mãos nos sanitários públicos


Apesar de não ser muito apreciadora de centros comerciais, acabo por visitá-los uma quantas vezes por mês. Aí e também num ou noutro restaurante, café ou, até, numa estação de serviço, em viagem, acabo por ter de usar a casa de banho: porque bebo muita água e tenho que me libertar dela... ou mesmo só porque tenho um bocado a paranóia de lavar as mãos (sempre tive, não é nada relacionado com esta "moda" de agora). Devido às, mais ou menos recentes, regras de higiene, os estabelecimentos públicos não podem ter as tradicionais toalhas de pano. Podem optar pelas de papel, pelos secadores de mãos eléctricos ou, o que acontece mais raramente, pelos rolos de algodão.

Esta última, das três, parece ser a melhor hipótese (menos consumo de energia, menos produção de resíduos), mas não consegui perceber o que fazem aos rolos depois de utilizados...

Entre as duas mais usuais, parece que não há consenso em relação a qual é mais eco sustentável, apesar de ter mais defensores a opção do secador eléctrico. Ambas conduzem a emissões de dióxido de carbono, mas os secadores gastam menos energia. Parece que se o papel utilizado for reciclado aí a coisa muda de figura (gasta-se menos 40% de energia para produzir a mesma quantidade de papel, em relação ao normal. E este último ainda é usualmente branqueado, o que não ajuda).


Como nunca gostei dos secadores, até porque tenho sempre a sensação que nunca secam realmente as mãos, confesso que usava as toalhas de papel. Correcção: usava uma folha apenas - para diminuir os problemas de consciência - mas usava-a escrupulosamente, aproveitando cada milímetro de papel seco para absorver mais uma gota de água. Mas claro, as mãos nunca ficavam completamente secas (parece que são precisas 3 folhas para tal).

Então, se não ficam bem secas e não, adoptei o método Air dry! Depois de lavar as mãos, sacudo-as bem (dentro do lavatório para não pingar o chão e não ser responsável pela escorregadela de alguém) e pronto. Passado um bocadinho estão secas. Também lhe posso juntar, agora com o frio, uma passadela pelas calças...

Quem não quiser seguir este método pode começar a trazer consigo um lenço, uma pequenina toalha ou um pano absorvente...

5 de janeiro de 2010

66 - Não usar toalhas de papel ao abastecer o automóvel


Ao contrário do meu irmão caçula não gosto mesmo nada dos cheiros típicos de um posto de combustível (para o André são perfumes!): o cheiro a gasolina e, ainda pior, o cheiro a gasóleo.

O carro que temos neste momento é a... gasóleo. Sempre que o vou abastecer de combustível, resisto às luvas (por questões ambientais e porque sou alérgica - e por esta ordem porque quando descobri a alergia já não as usava pelo primeiro motivo...) mas pego logo numa toalha de papel que uso para impedir qualquer encontro entre a minha pele e o gasóleo.


Fazendo contas: abastecendo eu o automóvel, em média, duas vezes por semana (quando o Zé Manel o faz não usa nada, acho que também gosta do cheirinho), ao fim de um ano usei 104 folhas de papel, que provavelmente não são recicladas porque o caixote do lixo recebe papéis, luvas e o que os automobilistas lá quiserem deitar. É bastante.

Solução: colocar, na bolsa da bagageira (também pode ser na porta do passageiro ou até do condutor, mas o meu nariz é muito sensível), um pano velho, usando-o para o mesmo fim. Quando começar a ficar sujo, lavá-lo juntamente com os panos de limpeza. Ou, mais radical, se for um pano mesmo muito velho, um verdadeiro trapo, depois de alguns abastecimentos, deitá-lo fora...

28 de dezembro de 2009

58 - Ter uma agenda electrónica


Esta ideia é um bocadinho contrária à minha natureza. Eu gosto de escrever, desenhar, anotar em papel. E estou no grupo das pessoas que usa o telemóvel apenas para chamadas e mensagens.


Mas é um bom desafio para este novo Ano, até porque tenho um telemóvel com agenda, onde posso colocar os aniversários, compromissos, reuniões e tudo o mais que se coloca numa agenda tradicional. E tem um grande ponto a favor: faz barulho para me lembrar que a Ana faz anos amanhã ou que tenho consulta às 18h00. Coisa que não acontece na agenda em papel, o que, para alguém como eu, com memória de galinha, faz toda a diferença!

E como este ano não recebi nenhuma agenda, tudo se conjuga. Poupo papel, dou uso a um telemóvel traumatizado por estar subvalorizado e melhoro a minha resposta aos compromissos... Será?...

22 de dezembro de 2009

52 - Embrulhar as prendas com papel usado e/ou reutilizado


Os materiais para embrulhar os meus presentes:


Vou reutilizar sacos (tapando as marcas com colagens) nalgumas prendas, mas a maioria - as da minha família - vão ser embrulhadas no papel castanho.

Como vão ser entregues todas na noite de Natal - pelo Pai Natal - costumo embrulhá-las todas da mesma maneira, para serem facilmente identificadas com um determinado Pai Natal, sem serem necessárias etiquetas...

Tenho imenso deste papel castanho. Vinha, no interior duma série de encomendas que recebi, a proteger as coisas (substituíndo o esferovite!). Daí o seu aspecto amarrotado.

Uso o cordel ou o fitilho para prender os embrulhos e os guaches, o carimbo e as flores para fazer os enfeites!

Para quem tiver tecidos, encontrei um sítio com ideias engraçadas, embora com padrões nada giros...


16 de dezembro de 2009

46 - Fazer os cartões de boas festas com materiais amigos do ambiente


Gosto muito dos cartões que estou a fazer!

Como preciso de mais cartões para presentes do que de boas festas, ainda vou nos primeiros.

São integralmente feitos com restos de cartolinas, cartões, tecidos, fitas, recortes de revistas, mil e umas coisas que vou guardando, porque eu sou como os esquilos, armazeno, armazeno, armazeno, ... Porque pode ser útil um dia, não é? E não é que tinha razão?!

Digam lá se até não ficaram bem?!




13 de dezembro de 2009

43 - Fazer cartões-de-visita mais pequenos e amigos do ambiente


Neste momento estou a fazer um cartão de visita 3 em 1, um cartão idêntico mas personalizado para mim e para cada uma das minhas duas amigas e "sócias".

Da ideia inicial que já tinha desenvolvido, tenho que mudar 3 coisas:
- o tamanho do cartão;
- o fundo;
- o papel...

Apesar de já estar a fazer um cartão com as medidas mais pequenas que as tradicionais (um cartão normal tem 87mmx49mm), ainda posso reduzir mais. Descobri os piki card (70mmx28mm). Ao princípio não gostei das proporções, mas depois experiementei com os nossos dados e ficou muito bem, é muito elegante!

Também tinha colocado um padrão suave de fundo mas tal implica imprimir, além dos caracteres, todo o cartão, com um óbvio acréscimo da tinta gasta. E tendo em conta que o papel que comprei é reciclado e tem uma textura bonita, o fundo é mais que dispensável.

Agora vou enviá-los às minhas colegas e esperar a sua aprovação (apelando ao seu espírito ecológico...)

Entretanto encontrei esta ideia fantástica. Parece-me ser a hipótese mais ecológica: não fazer um cartão, mas um carimbo que transforma qualquer pedaço de papel num cartão de visita. Simples e genial.

Será que as meninas gostam?

E podemos copiar a ideia?...

4 de dezembro de 2009

34 - Adoptar papel higiénico reciclado


Às vezes compramos papel higiénico reciclado, outras vezes não. Isto até hoje, claro.
Como já sabia que a Renova tinha papel higiénico reciclado (lembram-se das toalhas de papel reciclado?) encaminhei-me para o corredor respectivo e tive uma agradável surpresa! O Continente (muita publicidade faço eu a este hipermercado) tem papel higiénico reciclado da marca... Continente!



Uma embalagem de 18 rolos (que equivalem a 36 dos normais), de dupla folha, custa 4,92€.

Trouxe para experimentar. E foi aprovado pelos dois habitantes desta casa que o usam.

Depois lembrei-me. O único problema em relação às "marcas brancas" é que não sabemos de onde vêm os produtos. Enquanto que a Renova é uma das 9 empresas portuguesas que tem o selo ecológico europeu e publicita que o seu papel ecológico é feito apenas com papel recuperado, recolhido em sítios que não distem mais de 300 Km da fábrica e é compactado para que um camião consiga levar mais carga, não sei nada sobre o papel reciclado da marca Continente. Até pode vir do outro lado do mundo. Ou da fábrica da Renova?

Para a compra ser realmente consciente devia ter comprado o papel da Renova. E a diferença de preço nem é muita, 12 rolos (que também equivalem ao dobro) custam 3,69€. Se fossem do Continente custariam 3,28€.

Quando acabarem os 18/36 rolos que comprei, mudo, conscientemente, de marca...

2 de dezembro de 2009

32 - Reutilizar e reciclar os enfeites de Natal


Gosto do Natal e de tudo o que lhe é inerente.

Quando era pequena (esta é sempre um boa altura para recordar...) a idealização das decorações de Natal era, principalmente, uma tarefa minha e do meu pai. Como somos "pagãos", o nosso centro de interesse era/é a árvore. Todos os anos havia um tema ou uma cor base. E já fazíamos reutilização! Um ano passámos, todos, horas a fazer embrulhinhos com caixas de comprimidos e papel brilhante, com lacinhos e tudo (ainda não havia à venda sacos deles prontos por tuta e meia... e ainda bem). Outro ano fizemos estrelas em papel (com a técnica dos leques).

Depois subi de posto de passei a ser eu a tomar as decisões... Houve um ano que fiz pipocas, enfiei-as em fios e envolvi o pinheiro nelas, juntamente com umas maçãs (artificiais...) penduradas. Experimentem (a parte das pipocas)! Dá um bocadinho de trabalho mas fica muito giro!

Apesar de já estar habituada a, além de comprar, fazer decorações, e mesmo tendo uma caixa cheia delas, todos os anos, quando vejo coisas giras... compro! Até agora.

Este ano vou reutilizar algumas das decorações que já cá tenho: umas bolas, fitas e estrelas de "neve" e fazer outras, reutilizando!

Como tenho muitas revistas vou "repetir" as estrelas em leque...

... e fazer umas que aprendi com a minha priminha Beatriz, um origami bem simples mas que faz um efeito bonito:


Mais ideias, aproveitando "lixo":

com botões e com caricas (também se pode fazer com cápsulas nespresso)


com cd


com fundos de garrafas de plástico

e mais não faltará, é só dar asas à imaginação!


28 de novembro de 2009

28 - Deixar de comprar um jornal que vem num saco de plástico e traz 500g de folhetos publicitários


Hoje foi o último sábado que fui buscar o jornal que costumamos ter guardado num café perto. O Expresso. Há dois anos atrás, mais coisa menos coisa, começámos a comprá-lo por causa de uns filmes que vinham de oferta... é verdade. Até aí, esporadicamente, comprávamos este ou aquele. Enquanto vivi em casa dos meus pais, havia, quase diariamente, um jornal para ler. O Público, desde que apareceu. No Expresso gosto, mais até do que o jornal em si, dos suplementos: o Cartaz, Economia, a RevistaÚnica. Mas a verdade é que além de vir sempre num saco plástico, junto com o jornal e os seus suplementos vêm sempre uma série de folhetos e afins: de marcas de telemóveis, de lojas de electrodomésticos, ... Nem sempre é 1/2 kg mas todas as semanas vem 1 ou 2 "acrescentos". Se fizermos uma média de 250g por semana, ao fim de um ano dá qualquer coisa como 13 kg de papel que vão direitinhos para a reciclagem! Até se me arrepiam os cabelos da nuca!


Gostava de continuar a ler o jornal, em papel. Gosto deste ritual. Vou lendo jornais na net, mas, nem eu nem o Zé Manel, gostamos muito de ler no ecrã do computador, esta é a verdade. Os outros semanários, pelo que tenho visto, também vêm num saco plástico e, provavelmente também trazem atrás mais umas folhas de publicidade. Por isso vamos experimentar uns quantos, diários. Não vamos comprar todos os dias - porque era pior a emenda que o soneto - mas as edições de um dos dias do fim da semana, quando trazem os suplementos mais interessantes. Até encontrarmos um que nos encha as medidas ou, caso tal não aconteça, continuarmos no rodízio e termos várias perspectivas. É sempre uma boa ideia. Mas vamos continuar a comprar só um por semana. Sem saco plástico. Sem folhetos publicitários.