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21 de julho de 2014

Um novo blog


Venho trazer-vos novidades...

Antes quero, mais uma vez, agradecer o vosso apoio, as vossas palavras carinhosas. Em especial quero enviar um abraço apertado (ainda que virtual) à Joana Azevedo, à Ana Santos Silva, à Juliana OFerreira, ao João Duque e à Sónia da Veiga (amiga mais que virtual, sempre atenta e presente): obrigada pelos vossos testemunhos, pelas vossas reflexões que me tocaram a alma.

Depois de reflectir, de me afastar do blog, e até de me esvaziar, voltei a sentir o "bichinho" cá dentro.

Mas vou partir para outras bandas. Um novo blog, um novo conceito, ainda que partindo do mesmo princípio que originou este: procurar (e mostrar que é possível) viver de forma simples, sustentável, feliz e mais próxima da natureza.

Decidi manter este blog, que continua a ser um guia para muitas pessoas (e descobrir tal enche o meu coração de gratidão e felicidade todos os dias) e aqui virei actualizar a LISTA, sempre que "postar" sobre alguma das "365 coisas que posso fazer...". Sim, porque ainda faltam algumas!!!...

Assim, se quiserem ficar por aqui, podem, desta maneira, continuar a acompanhar as minhas medidas para diminuir a minha pegada ecológica.

Se me quiserem acompanhar na minha nova/renovada aventura, basta irem até AQUI.

Serão muito bem vind@s e darei o meu máximo para também vos continuar a inspirar, tal como vocês me têm inspirado a mim, ao longo do tempo que durou este blog. Para sempre vos estou grata!




8 de abril de 2014

Aqui estou eu...


... passados 3 meses desde o meu último post.

Li atentamente os vossos comentários. Obrigada. Alguns de vós dizem coisas que já sei, mesmo que neste momento não as sinta. Alguns dos vossos pensamentos fizeram-me reflectir (ainda mais...) sobre o que ando por aqui a fazer/escrever...

Se depois deste tempo, cheguei a alguma conclusão? Não.

Estou diferente. Claro que somos diferentes - a cada dia que passa - de quem fomos ontem, mas, neste momento, sinto-me distante da pessoa que iniciou este projecto. Como tenho tendência para perder o interesse nas coisas tão depressa como tenho para me entusiasmar por elas, reflecti sobre esta minha faceta (é o bom de irmos conhecendo os nossos defeitos...) para ver se era este o caso. Não é. Acreditem. Continuo ensombrada pelas interrogações que convosco partilhei no último post. Continuo a sentir que (já) não é este o caminho. Mas também não sei qual o (meu?) caminho...

"O futuro é desconhecido. Não acredito que os seres humanos possam exterminar a vida. Ela é muito robusta, muito mais adaptável do que pensávamos antes. Encontramos sempre novas formas de vida que são muito mais resistentes do que pensávamos e por isso ela continuará."
                                                                                                     Hubert Reeves (excerto desta entrevista)

Portanto, vou suspender a minha actividade por aqui. Vou manter o blog, que (e enquanto) continua a receber visitas. Vou responder aos comentários que necessitarem de esclarecimentos.

Se voltarei a postar por aqui, é algo que ainda não sei (há muitos não sei por aqui...). Mas quando descobrir vocês serão os primeiros a saber.

Obrigada por TUDO!



31 de dezembro de 2013

O tempo ajudará...


Como já repararam ando desaparecida...

Desta vez não tenho nenhum motivo"maior", simplesmente ando desapontada.

Não especificamente com este blog, muito menos com vocês, mas com as pessoas em geral.

Desculpem o desabafo. Eu sou optimista, com a "mania" de ver sempre o melhor em tudo e todos, como me costumam dizer, mas neste momento o meu positivismo está desmoralizado...

Sinto-me frustada, a pensar "mas para que é que ando para aqui a bater no ceguinho???"

Eu sei que não faço nada de especial, à escala maior. Sou só um pequeno ser a esforçar-se por reduzir o seu impacto no planeta. E não o digo para me darem palmadinhas nas costas e me dizerem "olha que não, és o máximo"..., a sério que não, mas porque acredito que se todos nós fizermos pequenas coisas positivas, juntos alcançamos grandes resultados.

Mas depois olho à minha volta e, tirando algumas excepções - nas quais vos incluo porque se não, não estariam por aqui - ninguém quer saber. Ninguém quer saber. Anda toda a gente "ocupada com a sua vida" (...), andam todos demasiados ocupados para olhar para as árvores que desaparecem, para ver o mar que traz lixo em cada onda, para reparar no céu não tão azul. Andam todos demasiado ocupados a trabalhar, a educar as suas crianças (como já me disseram) para terem tempo para "essas coisas" (como também já me disseram...). Essas coisas? Cuidar do planeta onde vivemos, do planeta que é suposto deixar em bom estado às gerações vindouras...

Eu acredito que o planeta não precisa de nós para nada. Por muito mal que lhe façamos, ele vai sobreviver. Nós não, nós somos delicados e precisamos de determinadas condições para sobreviver por aqui. Portanto vamos dar cabo de tudo até ao ponto de nos extinguirmos como espécie. A Terra até poderá demorar algum tempo a recuperar, mas fá-lo-á, e viverá, provavelmente até o nosso sol "morrer"...

Portanto ando eu (andamos nós, uma meia-dúzia de "malucos") preocupada com a sobrevivência de uma espécie que não tem - pelo vistos - o mínimo instinto de preservação.

Então, digam-me vocês, para quê?...

Nesta altura do ano devia estar a enviar-vos mensagens positivas e cheias de esperança (e claro que desejo que o novo ano vos/nos traga felicidade e sonhos realizados) mas não consigo evitar como me sinto. Não se preocupem, não estou enrolada em posição fetal no escuro do quarto. Ando pelo mundo a viver a minha vida ao máximo, como sempre fiz, mas sinto que perdi alguma coisa algures. Sinto que perdi o sentido de missão, se é que tal faz sentido.

E deixo-vos com a grande Sophia, a quem volto sempre em busca de conforto e quem sabe, hoje, de força:

A Forma Justa

Sei que seria possível construir o mundo justo
As cidades poderiam ser claras e lavadas
Pelo canto dos espaços e das fontes
O céu o mar e a terra estão prontos
A saciar a nossa fome do terrestre
A terra onde estamos — se ninguém atraiçoasse — proporia
Cada dia a cada um a liberdade e o reino
— Na concha na flor no homem e no fruto
Se nada adoecer a própria forma é justa
E no todo se integra como palavra em verso
Sei que seria possível construir a forma justa
De uma cidade humana que fosse
Fiel à perfeição do universo

Por isso recomeço sem cessar a partir da página em branco
E este é meu ofício de poeta para a reconstrução do mundo

Sophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisas"



5 de junho de 2013

o Espírito da Terra


Há uns tempos relembrei e partilhei um dos livros da minha infância, que provavelmente me influenciou no que concerne à nossa ligação com a natureza. Se é que se pode usar a palavra ligação, pois se por um lado nós somos parte integrante da natureza (o que tornaria o termo desnecessário), por outro andamos dela tão afastados que é como se nos tivéssemos desligado.

Há uns dias li uma notícia (que partilhei na página do "365 coisas..." no facebook) sobre o facto de que o abraçar árvores estava cientificamente provado como positivo... para nós. Notícia que me provocou sentimentos opostos. Claro que fico contente por este estudo (e respectiva notícia) mostrar a importância da natureza no nosso equilíbrio e também por, talvez, aumentar o número de pessoas que  - como eu - andam por aí a abraçar as árvores que lhes saem ao caminho... Por outro fico triste quer por ser necessário um estudo científico para que haja uma "desculpa" para andar por aí a abraçar as árvores, quer porque a lógica é a dos benefícios que nos traz a nós, humanos. Porque se assim não fosse, abraçar árvores só porque sim, ou melhor, porque seria altamente benéfico para as mesmas... era tolice...

E esta notícia recordou-me um outro livro que teve um grande impacto em mim, desta vez lido durante a adolescência: "A Fala do Índio", de Teri C. McLuhan, publicado em Portugal pela Fenda Edições.

Sendo hoje o dia mundial do ambiente, achei apropriado partilhar com vocês as palavras sentidas de uma velha sábia wintu (índios da Califórnia), na altura em que a terra onde vivia era devastada pela exploração das minas de ouro:

«Os brancos nunca gostaram da terra, do gamo ou do urso. Quando nós, os índios, caçamos, comemos toda a carne. Quando andamos à cata de raízes, fazemos na terra buracos pequenos. Quando queimamos a erva por causa dos gafanhotos, não damos cabo de tudo. Abanamos as bolotas e as pinhas. E só aproveitamos a lenha do chão. Ao passo que o homem branco revolve o solo, abate as árvores, destrói tudo. A árvore diz: "Pára, estou ferida, não me faças mal". mas ele abate-a e serra-a. O espírito da terra tem-lhe ódio. Ele arranca as árvores e até as raízes lhes abala. Serra as árvores. Tudo isto lhes faz mal. Os índios nunca fazem mal, ao passo que o homem branco dá cabo de tudo. Faz explodir os rochedos e deixa-os espalhados pelo solo. A rocha diz: "Pára, estás a ferir-me". Mas o homem branco não presta atenção. Quando os índios utilizam as pedras, apanham-nas pequenas e redondas, para com elas fazerem lume e cozinharem. Como poderia o espírito da terra gostar do homem branco?... Onde quer que ele lhes toque, nela há-de deixar uma chaga.»



Vamos abraçar as árvores, vamos deitar-nos na terra, rebolar na erva, deixar o vento penetrar-nos nos poros, mergulhar nas águas do lagos, rios e oceanos. Vamos (re)encontrar o Espírito da Terra e, talvez assim, possamos deixar de cometer tantas atrocidades contra o planeta que nos abriga.

Nota-se que sou uma optimista/sonhadora/ingénua inata, não nota?...

7 de maio de 2013

O Mundo é a Nossa Casa


Estou de volta. Devagarinho, porque há muito para colocar em dia a vários níveis. De forma algo abrupta  - ainda que esperada - a dor de quem amamos terminou. Uma nova fase se inicia, reaprendendo a vida. Obrigada pelos vossos comentários e mensagens!

Recordei-me (a propósito das perguntas que a atenciosa Liliana - do blog Verdade Verde no Preto - me pediu para responder, com o intuito de partilhar este projecto com os seus leitores) de alguns dos primeiros livros que me marcaram e de como tinham uma forte componente ambiental: "Beatriz e o Plátano", "Valéria e a Vida", a natureza maravilhosa dos livros de Sophia de Mello Breyner Andresen. Tinha a ideia de um outro, bastante gráfico, mas não me lembrava do nome...

Até que o encontrei! Chama-se "O Mundo É A Nossa Casa", de Júlio Moreira, Sena da Silva, Cristina Reis, Margarida D'Orey (Edição da Comissão Nacional do Ambiente, Lisboa 1975). Na altura talvez tenha sido distribuído pelas escolas (a minha mãe é professora "primária") por aquela Comissão, que foi a primeira estrutura pública de política do ambiente. Devo tê-lo apanhado quando comecei a ler e ficou pela minha "biblioteca". Entretanto encontrei mais alguém que também o tem como preferido e descobri que foi reeditado e que é recomendado pelo plano nacional de leitura. «Os autores estiveram na vanguarda das preocupações com o design da paisagem encarado na perspectiva ecológica, no princípio dos anos 70. É um livro de "educação" ecológica, com ilustrações originais. Um livro adulto que pode ser lido por qualquer criança.» (Bertrand)

Quis partilhar com vocês o início do texto (poema?), que aliás faz parte da própria capa do livro:

"O mundo é a nossa casa
dizemos nós    porque é
no mundo que todos os
homens vivem como uma
grande família numa
grande casa      Mas a
família dos homens
está dividida e há uns que
vivem como senhores e
os outros como escravos
E por isso há as guerras
e as crises e a fome
Por isso a casa está em
ruínas e em risco de se
tornar inabitável      Por
isso ninguém se sente no
mundo como em sua casa
É preciso e urgente
transformar a maneira
de viver no mundo    e é
para o conseguir que
muitos homens trabalham
e lutam      Toda a gente
sabe estas coisas    mas
nem todos gostam de
falar nelas    e foi por
isso que fizemos este livro"

22 de abril de 2013

Armandinho


Alguns de vocês já se aperceberam que ultimamente não tenho postado sobre as minhas medidas, mas (quase) apenas partilhado ideias nas "365 coisas... em imagens". Infelizmente não é um por bom motivo: tenho alguém próximo muito doente e tenho dedicado muito do meu tempo a apoiar quem amo.

Foi também há uns tempos atrás que descobri o Armandinho, cujo pai é o ilustrador brasileiro Alexandre Beck. Esta foi uma das primeiras tiras com que me deparei e que me deixou imediatamente apaixonada por este garoto de cabelos azuis:


Além de me conseguir sempre fazer sorrir - ou mesmo rir - o humor do "pai" do Armandinho é muitas vezes direccionado para questões ambientais:






E esta foi a tira que me fez lembrar de todos vós, os que me acompanham silenciosamente, os que deixam comentários encorajadores, inspiradores, desafiadores, os que me enviam questões ou sugestões por email, os que partilham post pelo facebook, os que conheci "ao vivo e a cores", cada um de vós que - de alguma forma - me tocou e me faz sentir que somos muitos e estamos a fazer a diferença:


Hoje dia da Terra, quero agradecer-vos, não só por estarem desse lado, mas pelo que estão a fazer pelo planeta em que vivemos!

E obrigada pelo apoio e paciência...


30 de dezembro de 2012

para reflectir, no aproximar de um novo ano:


Um Dia

Um dia, gastos, voltaremos
A viver livres como os animais
E mesmo tão cansados floriremos
Irmãos vivos do mar e dos pinhais.

O vento levará os mil cansaços
Dos gestos agitados irreais
E há-de voltar aos nossos membros lassos
A leve rapidez dos animais.

Só então poderemos caminhar
Através do mistério que se embala
No verde dos pinhais na voz do mar
E em nós germinará a sua fala.

                                                               Sophia de Mello Breyner



                                                   Doug Perrine

2 de agosto de 2012

Para reflectir...


... e agir.

Achei que esta imagem/frase merecia destaque. Até porque se refere a muito mais do que apenas uma colher de plástico...


(autor desconhecido) via Pinterest

21 de junho de 2012

Estou cheia de amor por este senhor...


... e apesar de ter um post prontinho a sair, não resisti a partilhar esta história convosco.

Como disse uma vez, dentro desta grande causa que é o planeta do qual fazemos parte, cada um de nós tem um especial carinho por questões mais concretas. Para mim, além da água (em todas as suas formas) são as árvores. Talvez por ter lido, em pequenina, o livro "Beatriz e o Plátano", de Ilse Losa...

E eu, que não sou, nem nunca fui, dada a ter heróis, tornei-me profunda admiradora do Bernie (não tem cara de ficar chateado por o tratar tão informalmente...):

o homem que salva árvores

(cliquem na imagem para ler a notícia)

artigo publicado na 2, suplemento do jornal Público, de domingo, 17 de junho de 2012

18 de junho de 2012

Do silêncio, da internet, de organização, ...


Antes de mais obrigada a todo@s pela paciência, preocupação e carinho, apesar de andar - de novo... - um pouco afastada!

Quando aqui escrevi sobre o facto de estar a espaçar as minhas "postagens" (supostamente diárias) estava numa fase da minha vida em que mudanças (boas) me trouxeram mais desafios, mais projectos. Isto implicou mais trabalho e aparentemente menos tempo.

Mas fui percebendo, nos últimos meses, que a principal causa tem a ver com organização. Não que alguma vez tivesse sido um modelo de tal virtude (...), mas ia-me "safando". Ora, quando somos nós a gerir a quase totalidade do nosso tempo, tudo se complica e, durante largos meses, nem me apercebi que fui criando hábitos menos saudáveis que interferiram com o ritmo que desejava para o meu dia-a-dia. Alguns destes hábitos "apareceram" com o blog: por exemplo, ao usar a internet em muitas das pesquisas que faço para os post acabo por encontrar tanta coisa fascinante que, muitas vezes, me perco no mundo virtual: ele é aquele blog cheio de ideias fantásticas, o pinterest com as suas imagens sedutoras, um site onde podemos ler imensos artigos interessantes, são os comentários no facebook ...


Por ironia, foi numa dessas viagens que encontrei sites e blogs sobre organização. Vários tipos de organização, inclusive do nosso/ meu tempo. E foi ao passar os olhos por alguns artigos que percebi o meu problema. Aliás tive a minha epifania: eu, yogini Ema, estava a perder o meu foco no que se refere à minha vida profissional (se é que realmente podemos separar as coisas...). Outra ironia. E uma lição valiosa para a minha evolução.


À constatação seguiu-se o processo de cura... E cá estou eu empenhada em reencontrar o meu método, a minha rotina (ui, o pavor que eu tive, em tempos, desta palavra...) diária, saudável e equilibrada.

A seu tempo também aqui falarei de organização e minimalismo (que só conhecia, mais profundamente, aplicado à arquitectura) que, como descobri, têm tudo a ver com sustentabilidade! Para já aconselho-vos a visitar o fantástico e útil blog da Rita, que me tem inspirado e ajudado.

E claro, vão poder ver - em primeira mão - se está a resultar...


(imagens encontradas... no pinterest...)

13 de janeiro de 2010

74 - Partilhar opções e práticas ambientais através de blogues, grupos e outros meios


Este blog já responde, em parte, à medida de hoje. Mas podemos fazer sempre mais! Agora o 365 coisas que posso fazer... para diminuir a minha pegada ecológica está também no facebook, no twitter e numa comunidade virtual recém-criada, a EcoDesafios, onde todos podem registar-se e partilhar as suas ideias e práticas.

A ideia é "contagiar" mais pessoas e sem dúvida que, hoje em dia, a internet é um óptimo meio para o fazer.

Neste momento, e no espaço de poucos dias, já há bem mais pessoas a atentar nas minhas medidas diárias, a dar a sua opinião, a partilhar a sua experiência, a deixar ideias.

Tudo isto faz com que este desafio seja muito mais enriquecedor e profícuo: para mim, para quem segue esta pequena aventura (espero...) e, mais importante, para o ambiente.


Como dizia na 50ª e última sugestão da primeira lista de «coisas que podemos fazer para "salvar" o planeta» que li:

- Passa a palavra!

25 de outubro de 2009

Compromisso


imagem tirada do livro "la terre vue du ciel", de Yann Arthus Bertrand

Durante um ano, comprometo-me a elaborar uma lista de medidas a tomar (uma por cada dia do ano) - de maneira a alterar o meu comportamento, tornando mais sustentável, diminuindo assim a minha pegada ecológica - seguir e manter essas mesmas medidas.
Participam também nesta alteração de comportamentos o Zé Manel, meu paciente namorado e companheiro de apartamento (de forma voluntária, ainda que, talvez, não plenamente consciente do que tal implica…) e as nossas 3 gatas (involuntariamente, claro).

Espero contar com as vossas sugestões, críticas e apoio!

16 de setembro de 2009

A minha decisão


Hoje, é um óptimo dia (16 de Setembro - Dia mundial para a preservação da camada de ozono) para, finalmente, tomar uma resolução. Já ando com este blog há algum tempo, sem saber o que lhe fazer. Com outro nome, o princípio era o mesmo: ir colocando sugestões que me ajudassem, e a quem acompanhasse o blog, a tomar opções mais “verdes”. Mas a verdade é que desde que o estruturei, andava “ata que não desata”…

capa da edição original

Chegou o Verão, e com ele menos tempo em frente ao monitor. E eis que no escaparate da Bertrand vejo a capa apelativa do “dormir nu é ecológico” (Será? Logo se verá). Foi num instante que o comprei, bastante entusiasmada, pois parecia ser uma guia bastante prático e imediato, do género faça isto, é ecológico, não faça isto, que não é!

Bem, na verdade, no início, o meu lado comodista ficou um pouco desiludido. Primeiro, o livro, como é óbvio (embora eu quissesse acreditar que não), não discorre sobre todas as 365 medidas escolhidas e experienciadas pela autora. Para isso temos o blog. Depois essas escolhas são feitas por alguém que vive no Canadá… Só aí há todo um oceano de diferenças!
Mas depois destas facadinhas, e continuando a leitura, fui-me entusiasmando, entusiasmando… E se?

E aqui estou, a preparar-me para assumir um eco-compromisso durante 1 ano, ou melhor 365 novos compromissos amigos do ambiente.

Li o livro, dei uma espreitadela no blog que o originou, e estou, neste momento a analisar mais detalhadamente a lista de Vanessa Farquharson. É aqui que realmente me apercebo que, embora a originalidade esteja posta de parte, toda a minha experiência será bem diferente…

(continua no próximo post)

1 de setembro de 2009

Vamos (realmente) começar a fazer algo para deixarmos este mundo um pouco melhor?


(texto escrito, em novembro de 2004, para o jornal "A Vara", do clã 30, agrup. 608-perafita, iniciando uma participação 'ambiental' mensal neste jornal)

“Ninguém cometeu maior erro do que aquele que não fez nada só porque podia fazer muito pouco”
Edmund Burke

Esta frase diz muito da atitude da maior parte de nós em relação à ecologia.
Ao vermos as notícias alarmantes acerca do buraco na camada de ozono, ou do efeito de estufa, ou da subida do nível médio das águas do mar, ou de..., afligimo-nos e pensamos qualquer coisa como: “Isto está mesmo mal, tem que se fazer alguma coisa!”
E na maior parte das vezes deixamos passar a angústia, e nem nos apercebemos que nós, cada um de nós, podíamos fazer alguma(s) coisa(s) para alterar este e mais este e ainda este problema.

Poucos de nós têm poder suficiente para impedir que pretoleiros gigantescos, transportando milhões de litros de petróleo, continuem a navegar através de reservas naturais de água não poluída. Mas todos, como indivíduos, podemos trabalhar no sentido de tornar menos necessário, a cada dia que passa, o petróleo que os grandes navios transportam.

Sozinho, não há ser humano que possa “tapar” o buraco que surgiu na camada de ozono sobre a Antártida. Mas podemos evitar que ele aumente de tamanho, atingindo áreas populosas do planeta.

Temos que tomar consciência que nenhuma instituição será capaz de resolver os problemas gigantescos que, ao longo dos anos, se foram acumulando, resultantes das acções de milhões de indivíduos:
o lixo das nossas casas,
o motor desafinado dos automóveis,
a água desperdiçada,
...
tudo isto contribui, aos poucos, para que o nosso planeta seja menos saudável e habitável. Mas não vamos desanimar: assim como somos nós a causa essencial dos problemas, somos também, os mais aptos para encontrarmos a sua solução!

Ao longo deste ano vamos aqui deixar sugestões simples: atitudes, opções que podemos tomar e que nos ajudem a fazer parte da solução, em larga escala, dos problemas ambientais. É um passo para uma resposta diferente perante a angústia que nos causam os artigos dos jornais e as reportagens nas televisões.

Não existe um único problema de agressão ao meio ambiente que não possa ser bem encaminhado e solucionado, desde que todos, individualmente, comecem a participar.

Cada um de nós faz a diferença, porque, por muito pouco que façamos, esse pouco já é um passo no bom caminho.

Sugestão
E para começar aqui fica o código mundial de defesa da natureza.
Pode recortá-lo, ou fotocopiá-lo, e colocá-lo na porta do frigorífico ou noutro local bem visível, para se ir lembrando do compromisso que devemos ter com nós próprios, com as futuras gerações e com o nosso planeta.

Respeitarei todas as formas de vida, porque cada uma delas é um elo da corrente que sustenta a vida na Terra.

Retirarei da natureza somente o que pode ser substituído, para que nenhuma espécie desapareça da Terra.
Não comprarei produtos relacionados com animais e plantas em vias de extinção ou florestas ameaçadas de desertificação.

Não poluirei o ar, solo ou a água.
Manterei o ambiente à minha volta limpo e respeitarei o ambiente, onde quer que vá.
Chamarei a atenção para casos de poluição e para quaisquer outras formas de abuso da Natureza.
Não desperdiçarei combustível ou energia.
Deliciar-me-ei com a beleza e as maravilhas da Natureza toda a minha vida.

12 de agosto de 2009

Ouvir a Terra*


Desde a pré-história até ao presente nenhum outro animal causou tantos estragos na natureza como o ser humano.
Alguns cientistas até sugeriram que as vastas pastagens do nosso planeta são consequência dos grandes fogos utilizados pelos nossos antepassados como forma de obrigar as suas presas a caírem nas armadilhas.

À medida que a nossa tecnologia avançou, também a nossa capacidade para destruir a Terra aumentou.
Nos dias de hoje o que vemos são oceanos poluídos e céus escurecidos por nuvens tóxicas que produzem chuva ácida. O próprio solo que sustenta a vida é levado até ao mar e bloqueia os estuários, destruindo os viveiros de espécies marinhas que aí são criadas.


Será que fomos sempre assim tão insensíveis à beleza da Terra?
Talvez não: o exemplo dado por povos indígenas, como os Inuit (Esquimós), os Índios americanos, os Aborígenes australianos, os San (Boximanes) e os Pigmeus, que estavam em harmonia com a Terra, antes de terem sido expulsos dos seus territórios tradicionais por outros povos que não ouviam a voz da Terra ou nem sequer sabiam que ela possuía uma, sugerem o contrário.

Já não há muito mais tempo para ouvir e não parecem existir ouvintes.
O que é que a Terra pode dizer se não está lá ninguém para a ouvir?

Todos nós podemos ouvir a voz da Terra. É só querermos.
Alguns de nós temos a sorte de ter acesso a sítios de particular beleza, onde a paz emana da Terra e parece tocar-nos; mas, infelizmente, muitos de nós perdemos o contacto com ela – o rugido invasor dos motores e os sons ininterruptos das ruas cheias de gente abafam essa relação tão frágil.

Agora que o sol brilha e que o ar morno nos convida para um passeio, vamos estar atentos.
No campo ou na cidade, seja num grande prado ou no pequeno jardim perto de nossa casa, à beira mar ou à volta de um lago, vamos procurar o nosso elo com a Natureza, vamos reaprender a escutar a voz da Terra.

*texto escrito em 2005, para uma mini-formação sobre ambiente que dei a dirigentes escutistas.
(tem excertos de outros autores, mas as referências perderam-se nos resumos, cópias e limpezas que fui fazendo. Por tal peço desculpa)