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17 de novembro de 2013

Curso Sabão Natural


Se não estou em erro é a primeira vez que divulgo aqui um workshop curso, mas já vos falei tantas vezes da Sylvia, dos seus ensinamentos e da sua importância na minha evolução enquanto "produtora natural de cosméticos e produtos de limpeza"... que achei que o devia fazer.

A Sylvia, por motivos vários, esteve ausente destas lides, mas o seu regresso é em grande, com este curso de Sabão Natural.

Ainda há vagas. Eu vou, e vocês?


a cartaz não tem muita definição, mais informações aqui

27 de junho de 2013

215 - Usar óleo essencial de lavanda nas queimaduras ao invés dos cremes convencionais


Há uns bons anos fiz uma grande queimadura num pulso, daquelas que esturricam a carne e tudo... Encostei o dito ao interior de um recuperador de calor onde um belo fogo já ardia há horas, só para terem uma ideia. Na altura recomendaram-me um creme - Cicalfate da Avène - que, faço-lhe justiça, deixou a minha pele como nova.

Agora voltei a queimar-me, nada de tão espectacular, mas como foi num braço e o sol (parece que é desta que é verão...) não é amigo da pele novinha em folha, queria tratar do assunto rápido e bem.

Antes de ir à farmácia resolvi consultar os meu livros maravilha (e a net) e descobri que o óleo essencial de lavanda é um óptimo cicatrizante!


A lavanda é uma espécie de vinagre dos óleos essenciais... é muito versátil, como podem ver neste rol de aplicações. 

Dentro do género Lavandula há várias espécies, pelo que percebi. A que eu tenho (sob a forma de óleo essencial) - e que encontrei mais vezes referenciada - é a angustifolia (ou officinalis), também conhecida por lavanda inglesa, fina ou dos alpes (e cresce espontaneamente na região de Provença). A alfazema também é Lavandula, mas latifolia... Confusos? Podem ler mais aqui. Para ajudar, o meu frasco tem o nome latino da lavanda fina e em português diz alfazema... Será que troquei tudo???

Não faço a mínima ideia se a que tenho na minha varanda é lavanda ou alfazema. Parece que há diferenças físicas, mas a minha percepção destas é nula. Eu uso-a, há bastante tempo, como anti-traças. E funciona. E chamo-lhe alfazema.

Bom, voltando ao que interessa. Apesar dos cremes da farmácia que conheço (além do Cicalfate, já tive familiares a usar o Biafine) não parecerem ter contra-indicações graves (algumas possíveis reacções alérgicas, irritações, ...) nem ingredientes "maléficos" (apesar de conterem parafina, não especificando se é vegetal ou não, e perfume), para quê comprar um creme composto, que vem numa bisnaga de alumínio e que provavelmente não vai ser todo utilizado antes de chegar o limite do prazo de validade, se o posso substituir por umas gotinhas de um óleo essencial?...

Usei-o puro (normalmente tal não é recomendado) e funcionou às mil maravilhas, a pele regenerou-se muito bem. A minha queimadura foi devido ao contacto com água a ferver (...) mas se for solar podem usar as receitas que já tinha partilhado aqui, quase todas contém alfazema (ou será lavanda?...). O gel de aloe vera a que faço referência nesse mesmo post é bom para todos os tipos de queimaduras. E parece que a calêndula também é óptima, mas nunca experimentei. Ah, já me esquecia, a lavanda também é óptima para picadas de insectos!

Se procurarem nos comentários deste post, encontram os produtores portugueses a quem compro os meus óleos e também outros contactos simpaticamente fornecidos por leitores.

O próximo desafio vai ser tentar fazer o meu óleo essencial de alfazema, pelo que vi neste passo-a-passo não parece muito difícil...

7 de outubro de 2012

207 - Fazer as minhas máscaras para o cabelo


Ao contrário do que acontecia com as máscaras para o rosto - de que falei aqui - não tenho nenhuma tradição de tratamentos para o cabelo, provavelmente porque sempre tive uma farta e abundante cabeleira, apesar de - ora comprido ora curto - ter direito apenas aos cuidados básicos...


Há algum tempo fartou-se da falta de atenção (e dos químicos dos champôs comuns...) e desenvolveu uma sensibilidade no couro cabeludo, que me fez experimentar todo o tipo de champôs até, um pouco antes de iniciar este blog, perceber que tinha que mudar de abordagem. Passei a usar champôs mais naturais (e, nalguns períodos, sabão, e noutros, nada, mas estas histórias ficam para outra altura) para lavar o cabelo e substituí o amaciador (que raramente usava...) por um "banho" de vinagre (podem ver mais abaixo a receita). Entretanto descobri os benefícios das máscaras, e - no seguimento da pesquisa que fiz no outono passado sobre tratamentos para a queda do cabelo - venho, como prometido, partilhar as receitas que encontrei.

Mais uma vez as minhas fontes são inúmeros sítios por essa internet fora e os meus livros de receitas, que refiro inúmeras vezes (e que podem ver aqui)... Como é óbvio não as experimentei todas, muitas nem são adequadas para o meu tipo de cabelo. Aconselho-vos a ler os CUIDADOS que referi aqui, e que são - na sua maioria - válidos também neste caso. Também penso que não faz sentido ter o cuidado de fazer máscaras o mais naturais possível e continuar a usar produtos agressivos, por isso tenham em atenção o champô (e amaciador, se for o caso) que usam.

Há muitas mais receitas, mas, como sempre, escolhi algumas das mais simples, com ingredientes comuns (salvo raras excepções)...

Para cabelos oleosos

Máscara de maçã e limão 
1 maçã 
½ limão 
½ copo de água mineral 
Bata tudo no liquidificador e aplique nos cabelos por lavar. Deixe actuar durante 15 minutos e depois lave normalmente. 

Tónico caseiro para a oleosidade 
1 ovo 
½ copo de leite 
2 colheres de sopa de sumo de limão 
Depois de tudo misturado, aplique sobre o cabelo massajando muito bem junto ao couro cabeludo. Cubra o cabelo com papel de alumínio para o proteger e deixe actuar durante 30 minutos. Enxague o cabelo com vinagre de maçã. 

Máscara para volume 
Gérmen de trigo 
Água 
Junte o gérmen de trigo com um pouco de água quente e deixe repousar durante 5 minutos. Escorra-o e aplique-o no cabelo. Mantenha durante 5 minutos e depois lave com água abundante morna. 

Máscara de argila 
2 colheres de sopa de argila 
½ chávena de chá de água mineral
Misture os ingredientes até atingir uma consistência homogénea. Aplique a máscara por todo o cabelo e deixe actuar durante 20 minutos. Em seguida lave o cabelo com água morna. 

Máscara de abacaxi 
½ abacaxi 
1 colher de chá de óleo de amendoim ou de soja 
Bata os ingredientes no liquidificador. Aplique a mistura no cabelo e deixe actuar durante 20 minutos. Para retirar lave os cabelos com água morna. 

Máscara de clara de ovo 
2 claras de ovo 
Bata as claras em castelo, aplique no cabelo húmido, deixe durante 20 minutos e depois enxague bem. 

Máscara de bicarbonato de sódio 
1 colher de sopa de bicarbonato de sódio
2 ovos 
600 ml de água 
Misture a água, o bicarbonato e os ovos batidos. Espalhe pelo cabelo, massaje bem e deixe actar durante 10 minutos. Lave como habitualmente. 

Truque 
o SUMO DE LIMÃO diluído num copo de água e aplicado depois da lavagem, regula a gordura (enxague muito bem depois da aplicação pois pode ter efeitos secundários com a exposição solar). 

Para cabelos normais 

Máscara de manga 
1 manga (grande) 
1 clara de ovo 
Bata os ingredientes no liquidificador. Aplique a mistura no cabelo molhado e deixe actuar durante 20 minutos. Depois enxague com água morna. 

Máscara de mamão 
1 mamão papaia 
1 copo de água 
Bata no liquidificador os ingredientes e aplique no cabelo lavado. Deixe actuar durante 20 minutos, envolvendo o cabelo numa toalha. Depois enxague. 

Máscara de manga e iogurte 
1 iogurte natural 
½ manga rosa grande 
1 colher de café de óleo de girassol 
Misture os ingredientes até atingir uma consistência homogénea. Aplique a máscara por todo o cabelo e deixe actuar durante 20 minutos. Em seguida lave o cabelo com água morna. 

Para cabelos secos 

Máscara de maionese e mel 
2 colheres de sopa de maionese (de preferência caseira) 
½ colher de sopa de mel 
Misture bem os ingredientes e aplique a mistura sobre os cabelos, deixando-a actuar durante 10-15 minutos. Sente-se num sítio ao sol de modo a intensificar o tratamento. Depois retire com água tépida e lave normalmente com champô e amaciador. 

Máscara de abacate e mel 
3 colheres de sopa de mel 
½ abacate 
2 colheres de sopa de azeite
Misture os ingredientes e aplique sobre o cabelo, evitando a zona das raízes (uns 3cm). Massaje mechas de cabelo, no sentido da raiz até a ponta (cerca de 2 minutos em cada mecha). Repita este processo no cabelo todo. Deixe actuar durante 20 minutos. Depois retire com água tépida e lave normalmente com champô e amaciador. 

Máscara de banana 
1/2 maçã 
1 banana 
Bata ambas no liquidificador. Aplique nos cabelos mecha por mecha. Deixe actuar durante 20 minutos. Enxague com água fria e lave normalmente com champô e amaciador. 

Máscara de cenoura 
½ iogurte 
1 colher de sopa de mel 
½ cenoura 
Misture tudo no liquidificador e aplique no cabelo, mecha por mecha. Deixe actuar durante 20 minutos. Lave normalmente com champô e amaciador. 

Máscara de abacate e clara de ovo 
½ abacate 
1 colher de sopa de azeite 
1 clara de ovo 
Misture os ingredientes até atingir uma consistência homogénea. Aplique a máscara em todo o cabelo e deixe actuar durante 20 minutos. Lave o cabelo com água morna. 

Tratamento para cabelos secos 
1 cenoura 
½ abacate 
1 colher de sopa de óleo de amêndoa doce 
1 colher de sopa de mel 
1 iogurte natural 
1 cápsula de vitamina E 
Bata todos os ingredientes no liquidificador. Aplique sobre o cabelo lavado espalhando com um pente. Cubra o cabelo com papel de alumínio e aguarde 40 minutos. Enxague com água morna e aplique condicionador. 

Para cabelos danificados 

Máscara de banana 
1 banana 
óleo de amêndoas doces 
Esmague a banana sem a casca com algumas gotas do óleo. Aplique a mistura sobre os cabelos e deixar actuar durante 10 minutos. Retire com água tépida e lave o cabelo normalmente. 

Máscara de banana e aveia 
1 banana 
1 colher de sopa de aveia (flocos bem pequenos) 
Amasse a banana e misture-a com a aveia até criar uma pasta. Aplique nos cabelos molhados e deixe actuar durante 20 minutos. Depois lave o cabelo normalmente. 

Máscara de mamão com banana 
½ mamão 
1 banana 
Bata ambos no liquidificador e aplique a máscara no cabelo molhado. Deixe actuar durante 20 minutos, envolvendo o cabelo numa toalha. Em seguida lave normalmente. 

Truque 
Repare os cabelos danificados com AZEITE e GEMA DE OVO. Massaje azeite no cabelo. Depois faça uma massagem, da raiz para as pontas, com uma gema batida. Aguarde 10 minutos e use lave o cabelo normalmente. Faça isto 1 vez por semana, durante 1 mês. 

Para cabelos quebradiços 

Máscara de aloe vera 
4 folhas de aloe vera 
Corte as folhas de aloe vera e aplique a seiva da planta no cabelo lavado. Massaje e deixe actuar durante 15 minutos. Enxague com água morna. O ideal é repetir a aplicação a cada 15 dias. 

Máscara para pontas quebradiças 
1 gema de ovo 
1 colher de sopa de vinagre de maçã 
2 colheres de sopa de mel 
Bata todos os ingredientes até fazer espuma. Aplique primeiro nas pontas, depois massaje bem o couro cabeludo. Coloque uma touca plástica e aguarde 20 minutos. Em seguida enxague para remover qualquer resto de cheiro do ovo ou do vinagre. 

Creme vitaminado para cabelos quebradiços 
1 colher de café de óleo de rícino 
1 ampola de vitamina A 
1 gema de ovo 
Bata todos os ingredientes no liquidificador. Aplique o creme com um pente de dentes largos. Deixe actuar durante 15 minutos e lave como habitualmente. 

Truques 
Se quer dar corpo a um cabelo muito ralo ou fraco, junte um copo de CERVEJA bem cheio à última água de enxaguar. A levedura da cerveja revitaliza as fibras capilares mais pobres. 
Uma massagem com ÓLEO DE BARDANA nutre e amacia os cabelos muito secos, finos e estragados, fortificando o couro cabeludo. 

Para cabelos baços 

Máscara de coco 
1 colher de sopa de mel 
2 colheres de sopa de óleo de coco 
Misture bem o óleo e o mel. Massaje o couro cabeludo com a pasta,. Deixe actuar durante 15 minutos e depois lave normalmente. 

Creme de abacate 
½ colher de chá de óleo de abacate 
½ abacate 
2 colheres de sopa de iogurte natural 
Bata todos os ingredientes no liquidificador. Aplique a mistura nos cabelos e deixe actuar durante 30 minutos. Retire com água fria e lave normalmente. 

Truque 
O AZEITE é um dos melhores hidratantes, aconselhado sobretudo para cabelos muito secos, espigados ou baços, ou também para aqueles que foram maltratados por tintas e permanentes. Aplique o azeite morno no cabelo, embrulhe-o numa toalha previamente aquecida no microondas e deixe actuar durante 15 minutos. Depois lave o cabelo normalmente. Faça este tratamento uma vez por mês. 

Para cabelos com caspa 

Máscara de cebola 
1 cebola roxa média 
casca de 1 limão 
Rale a cebola juntamente com a casca de limão. Esfregue no couro cabeludo e aguarde 15 minutos. Lave como habitualmente. 

Para a queda de cabelo 

Máscara de aloe vera e gérmen de trigo 
1 folha de aloe vera (polpa) 
1 colher de chá de óleo de gérmen de trigo (ou de nozes ou de jojoba) 
Misture bem e aplique no couro cabeludo, fazendo massagens circulares na cabeça. Deixe actuar durante 20 minutos e retire com água tépida. 

Truque 
Depois de lavar o cabelo enxague com um chá (para cabelos claros infusão de camomila e para cabelos escuros chá preto). Evita a queda de cabelo e deixa-os mais brilhantes e macios. Aplique a cada 3 semanas. 

Para cabelos crespos 

Máscara de banana 
1 banana 
1 clara de ovo 
Misture os ingredientes com um garfo. Aplique nos cabelos húmidos e aguarde 20 minutos. Retire com água morna. 

Para cabelos pintados 

Máscara de castanhas e leite de coco 
1 chávena de café de castanhas picadas 
1 chávena de café de leite de coco 
Forme uma pasta com os ingredientes. Aplique a mistura no cabelo seco e deixe actuar durante 15 minutos. Lave normalmente. 

Máscara de laranja, mel e banana 
2 laranjas 
2 bananas 
5 colheres de sopa de mel 
Esprema as laranjas, misture as bananas amassadas e o mel aquecido. Aplique a máscara no cabelo lavado e húmido e deixe actuar durante 2 horas. Depois, lave a cabeça normalmente. 

Máscara de cenoura com aloe vera 
4 folhas de aloe vera 
1 cenoura média 
Corte as folhas de aloe vera e retire a polpa. Rale a cenoura. Misture até formar uma pasta homogénea. Escorra o líquido em excesso e aplique a mistura no cabelo húmido. Deixe actuar durante 30 minutos e lave o cabelo como habitualmente. 

Máscara de coco e azeite 
1 coco 
1 colher de chá de azeite 
Bata a polpa do coco e a água de coco no liquidificador com o azeite. Aplique no cabelo seco e deixe actuar durante 30 minutos. Lave como habitualmente. 

Truque 
Faça uma infusão com algumas folhas de ERVA-CIDREIRA. Aguarde 5 minutos antes de coar. Passe no cabelo como último enxaguamento. Faça esse “tratamento” 2 vezes por semana. 

Para cabelos descoloridos 

Máscara de iogurte e mel 
½ iogurte natural 
2 colheres de sopa de mel 
Bata os ingredientes no liquidificador. Espalhe esta mistura por todo o cabelo e deixe actuar durante 40 minutos. Depois lave normalmente. 

Máscaras de espinafres com alecrim 
1 molho de espinafres 
2 raminhos de alecrim 
Coza os espinafres durante cinco minutos e coloque-os no liquidificador com o alecrim. Em seguida retire o excesso de líquido e aplique a máscara no cabelo. Deixe actuar durante 15 minutos. Lave o cabelo como habitualmente. 

Máscara de abacate, banana e mamão 
½ abacate 
½ mamão 
1 banana 
Misture tudo no liquidificador. Espalhe a mistura nos cabelos, da raiz às pontas, e deixe actuar durante 30 minutos. Depois lave o cabelo como habitualmente. 

Todos os tipos de cabelo (amaciadores) 

Banho de vinagre para dar brilho 
1 litro de água mineral 
1 colher de sopa de vinagre de maçã 
Junte o vinagre à água e passe no cabelo como último enxaguamento. Dá brilho e não deixa cheiro. 

Tónico balsâmico 
1 litro de água 
1 colher de sopa de vinagre de maçã ou de sumo de limão 
1 colher de sopa de plantas seleccionadas adequadas a cada tipo de cabelo:
- Cabelos secos: salsa (ramos), salva (folhas), urtiga (folhas), malvaísca. 
- Cabelos oleosos: alfazema (flores), calêndula (flores), rosmaninho (flores), hortelã (folhas). 
- Cabelos com caspa: camomila (flores), rosmaninho (flores), salsa (ramos), tomilho (flores). 
- Para tonificar o cabelo: calêndula (flores), rosmaninho (flores), salsa (ramos), agrião (folhas), salva (folhas). 
Esta infusão aplicada depois da lavagem permite ter um cabelo brilhante e com mais volume. Coloque a água a aquecer num recipiente de inox ou de esmalte e quando levantar fervura adicione as plantas, deixando ferver, em lume brando, durante aproximadamente 15 minutos. Deixe arrefecer e, de seguida, filtre e adicione o vinagre de maçã ou sumo de limão. Guarde num frasco e utilize misturando com a água do último enxaguamento do cabelo tendo o cuidado de, ao aplicar, massajar bem o couro cabeludo para entranhar.

23 de janeiro de 2012

201 - Procurar soluções caseiras/naturais para tratar o pé-de-atleta


Quase todos os livros de medicina natural, remédios naturais, ervas medicinais, ...,  têm um aviso semelhante a este (retirado do 1001 remédios naturais):

"Não tente diagnosticar ou auto medicar problemas de saúde graves ou prolongados sem supervisão médica. Não inicie um auto tratamento em simultâneo com um tratamento médico prescrito e não exceda as dosagens recomendadas sem primeiro procurar aconselhamento profissional. Consulte o seu médico se os sintomas persistirem. Se está grávida ou a amamentar, não utilize óleos essenciais ou medicamentos à base de ervas sem antes consultar um profissional."

Posto isto, a ideia é - antes de correr para a farmácia - tentar encontrar soluções caseiras e mais naturais (e muitas vezes ancestrais e esquecidas) para, neste caso, matar o fungo que provoca o pé-de-atleta e que, volta e meia, vem visitar o Zé Manel. Ele tem cuidado, anda sempre de chinelos nos balneários, nos chuveiros, mas... é karateca... portanto, treina descalço. Em vários sítios diferentes... E, na verdade, já experimentou vários tratamentos recomendados nas farmácias. Agora vamos experimentar outra abordagem, com menos químicos e menos embalagens.

Além do livro de que falo no início do post, tenho um outro, da mesma editora, bem pequeno mas cheio de informação, "101 sugestões - ervas medicinais", de Penelope Ody. Entre estes e um que herdei, das Selecções do Reader's Digest, "Guia prático de remédios e tratamentos naturais", tenho receitas para imensos problemas de pele: psoríase, herpes, verrugas, acne, ... e, claro, pé-de-atleta. Também na internet se encontram dezenas de receitas. O problema é escolher!

Fiz uma selecção com algumas receitas que utilizam ingredientes que, normalmente, temos em casa e que são simples de pôr em prática. Imagino que fazer um unguento com cera de abelhas, lanolina anídrica, óleo de maravilha emulsionado e óleo de árvore-do-chá (receita do "101 sugestões - ervas medicinais") assuste alguns...

Para já o Zé Manel está a fazer - por recomendação de um amigo formado em medicina tradicional chinesa - banhos de chá preto, todas as noites, e está a utilizar o spray antifúngico (ver receita mais abaixo). E já sente a diferença!


Aqui ficam mais sugestões. Pode combinar uma opção para "demolhar" os pés com uma solução para aplicação local, por exemplo. A ideia é manter o tratamento escolhido até erradicar o fungo (ou, se não estiver a obter resultados, experimentar um outro)!

Receitas com VINAGRE

Spray antifúngico
O vinagre de sidra restitui a acidez natural à pele, ajudando-a a tornar-se mais resistente ao crescimento de fungos. A alfazema é antimicrobiana e acalma a comichão e a inflamação. 
125 ml de vinagre de sidra 
1/2 c. chá de óleo essencial de alfazema 
Misture num frasco vaporizador e aplique uma vez por dia, após o banho. 

Banho de vinagre

Lave e seque bem os pés. Coloque partes iguais de água morna e vinagre de sidra numa bacia. Deixe-os uns vinte minutos de molho. Repita todos os dias. 

Soluções com BICARBONATO de SÓDIO

- Coloque bicabornato de sódio na zona afectada. Irá reduzir a humidade localizada, eliminando as condições ideais para o crescimento de fungos. 
- Aplique uma pasta de bicarbonato de sódio na área, especialmente entre os dedos. Misture 1 colher de mesa de bicarbonato de sódio com um pouco de água morna. Aplique e aguarde alguns minutos. Seque bem e coloque um pouco de amido em pó nos pés.

Sugestões com ALHO:
(experimente primeiro em casa, para ver se o cheiro é perceptível...)

- esfreque alho cru, ou espalhe alho em pó, na zona afectada; 
- corte alho cru em pequenos pedaços e coloque alguns nos sapatos (quando não os está a usar...);
- amasse alho com um pouco de óleo e aplique na área;
- coma mais alho...;
- coloque alguns dentes de alho esmagados numa bacia com água morna e um pouco de álcool. Mergulhe os pés nesta solução durante alguns minutos;
- esmague vários dentes de alho em azeite e deixe repousar entre um a três dias. Coe a solução, guarde num frasco escuro e aplique o óleo de alho nas zonas afectadas, uma ou duas vezes por dia;
- coloque lascas de alho previamente cortadas entre os dedos, durante uma hora. Repita todos os dias. Se esta abordagem lhe irritar a pele, interrompa-a ou diminua a duração do tratamento.

OUTRAS abordagens:

- faça um banho de chá de pau d'arco;
- Aplique sumo de limão 1 a 2 vezes por dia na área, e deixe secar;
- a própolis é tradicionalmente usada no tratamento de fungos. Aplique extracto ou tintura directamente sobre as zonas afectadas (cuidado porque pode manchar a roupa);
- aplique óleo de árvore-do-chá (tea tree) nas zonas afectadas; 
- Esmague raiz de gengibre e adicione a água em ebulição durante 20 minutos. Depois de arrefecer aplique directamente nas zonas afectadas duas vezes por dia com algodão ou um pano limpo;
- a canela pode ser adicionada a qualquer das soluções sugeridas em cima, por ter características anti-fúngicas, pelo que poderá, e deverá, adicioná-la também a banhos de chá de hortelã, manjericão, salva, tomilho, trevo vermelho ou limão;
- impregne o seu pé numa mistura de 2 colheres de mesa de sal por litro de água morna, durante 5 a 10 minutos; seque bem e repita até que o problema seja resolvido;
- a equinácia fortalece o sistema imunitário. Tome 1/2 colher de chá de extracto de equinácia 2 vezes por dia, durante 10 dias, faça um intervalo de 3 dias e repita o tratamento, durante mais 10 dias;
- aqui tem algumas sugestões à base de cravinho (cravo-da-índia).

E, claro, alguns CUIDADOS a ter para prevenir, ou ajudar a combater, o pé-de-atleta:

- use um calçado que permita uma boa transpiração dos pés; 
- use meias de tecidos naturais e o mais frescas possível (e para ajudar a manter os seus pés secos, mude de meias várias vezes por dia); 
- lave bem as meias (a temperaturas elevadas) para matar o fungo; 
- caminhe descalço sempre que for possível para que os pés respirem e apanhem sol (em superfícies “de confiança”...); 
- banhe os pés em água de mar ou com água e sal (e seque muito bem logo em seguida); 
- evite usar o mesmo calçado 2 dias seguidos e, se possível, coloque os sapatos ao sol - os raios ultra violeta matam o fungo; 
- seque muito bem os pés após o banho, principalmente entre os dedos (troque a toalha a cada banho, e não a utilize para secar o resto do corpo); 
- use, para lavar os pés, sabão à base de enxofre ou própolis, já que têm propriedades fungicidas; 
- nos balneários e espaços públicos, use chinelos de banho para evitar o contágio ou contagiar; 
- na alimentação, dê preferência a frutas e vegetais crus, cereais integrais (tudo muito bem mastigado), beba água com abundância, limite o consumo de açúcar (alimento preferido das leveduras e fungos), gordura e cafeína. Os ácidos gordos essenciais (como o ómega 3) favorecem a cura da pele; 
- se o problema piorar e começar a ter pus ou febre, consulte um profissional.

17 de outubro de 2011

199 - Encontrar um substituto vegetal para o óleo mineral que uso depois do duche


Sou um bocadinho preguiçosa no que toca a espalhar creme pelo corpo... daí que "antigamente" usava óleo mineral, vulgo óleo de bébé. É só espalhar umas gotinhas no corpo saído do duche, limpar com a toalha e já está!

Depois descobri, com a Sylvia, que o óleo mineral é um derivado da produção de gasolina (petróleo!!! bahhh...) e passei a usar o creme de corpo que aprendi a fazer numa das oficinas.

Mas (lá está...) no inverno passado o boião durou imeeeeenso tempo. Quando está frio, passar alguns minutos extra como vim ao mundo a espalhar creme dos pés aos pescoço não é propriamente um programa aliciante.

A antecipar a próxima temporada "fresca" comecei a procurar uma solução alternativa (mas equivalente...) ao óleo mineral: o óleo vegetal.

O único que encontrei à venda foi da Eucerin (à venda em farmácias) que - na minha lista - aparece nas empresas que não testam em animais. Mas um frasco de 125ml custa cerca de 14€, quando 500ml de óleo mineral custa, sensivelmente, 4€.

Ao olhar para os ingredientes daquele (óleo de girassol, óleo de amêndoa, óleo de jojoba, óleo de macadâmia) lembrei-me - quase em simultâneo - que tinha bastante informação sobre as propriedades de vários óleos (mais uma vez, aprendi com a Sylvia) e que na antiga medicina ayurvédica só usam no corpo o que também podem comer...

E decidi fazer o meu óleo vegetal.

Inspirei-me também no livro dos 1001 remédios naturais (de que já falei aqui) e criei a minha receita. Fui fazendo pequenos ajustes, e pretendo experimentar óleos diferentes, mas uso há dois meses o óleo que vou partilhar com vocês e estou extremamente satisfeita (até já parece um anúncio...).

Usei óleos "oleosos" (sim, existem óleos "secos", como o de grainha de uva ou o de cânhamo, por exemplo, bons para peles oleosas) porque a pele do meu corpo é mais para o seco, principalmente no inverno. Dentro dos oleosos escolhi os que vêm de mais perto: de Portugal ou de países europeus.

Não faço uma grande quantidade de cada vez: por uma questão prática (e de ironia...) reutilizei o frasco de 500ml do óleo mineral (tem uma tampa de segurança e não se parte, o que é bom porque o levo para muitos sítios) mas se o fizerem podem juntar vitamina E (é um antioxidante natural).

150ml de azeite virgem extra (português)
150ml de óleo de linho
150ml de óleo de amêndoas doces
10 gotas de óleo essencial de alfazema (biológico e português!) para, entre outras coisas, dar "cheirinho" (podem substituir por outro óleo essencial, cada um tem propriedades diferentes)

Não tem nenhuma técnica especial, é só colocar no recipiente e está pronto a usar (eu agito o frasco antes de cada utilização)! E custa, mais coisa menos coisa, 2,5€ cada 500ml...


Experimentem este, façam um ao vosso gosto, testem várias combinações e se tiverem alguma dúvida contactem-me.

15 de setembro de 2011

196 - Comprar algodão hidrófilo biológico


Foi por mero acaso que encontrei o algodão da marca francesa Bocoton (adoro o nome! Experimentem dizê-lo em voz alta, "à portuguesa" e, de preferência, com pronúncia portuense...).

Como estava a dizer, andava eu "num recado" pelo Jumbo - onde vou cada vez menos (assim como a outras grandes superfícies) - quando, ao passar por um dos corredores dos produtos de higiene e beleza, o meu eco-radar (...) disparou.

Já andava há algum tempo a pensar em como substituir o algodão em rama que estava quase a acabar. Como só me maquilho quando o rei faz anos, uma embalagem dura imenso tempo, porque praticamente só uso o algodão para fazer... cotonetes (e não, não é bom para limpar feridas: gaze é o ideal).

É verdade, depois de ter decidido comprar uns "esqueça as cotonettes", percebi (como também me disseram algumas seguidoras do blog... infelizmente após a minha compra...) que aqueles são bons para raspar cera (que imagem bonita!) e não para secar os ouvidos após um duche... Agora a Dmail até tem outros, mas não vou mais nestas modernices.

Assim, apesar de ter encontrado - como disse na altura - uns cotonetes em que o "pauzinho" é de papel enrolado (com o nome fantástico de Pinoca) e de a Ana ter referido uns da marca Auchan (Jumbo) com algodão biológico e a haste de papel (que não vi por lá), decidi manter os resíduos no mínimo possível: reservando - junto do algodão - um fósforo, palito (sem a ponta bicuda...) ou - como no meu caso - o "esqueça as cotonettes" (que é de metal), é só pegar num pedacinho de algodão e enrolar à volta da extremidade do suporte e pronto! Utiliza-se e no fim deita-se fora só o algodãozinho.

Parece rebuscado? Difícil? Desnecessário? Olhem que não! Pelo menos comigo funciona muito bem. E se no princípio não me saía, à primeira, um cotonete perfeito, agora em segundos faço todo o processo. Ainda por cima, trabalhamos a perícia manual...

De qualquer maneira já sabem que há cotonetes amigos do ambiente, não só da marca Auchan, mas também da Bocoton: tem também discos desmaquilhantes (se bem que, neste caso, deve haver outras soluções ainda mais sustentáveis, como um paninho ou desmaquilhantes líquidos...) e o algodão em bolas que comprei.


O algodão é não OGM, cultivado sem pesticidas sintéticos. É branqueado com água oxigenada (e não cloro) e, claro, é proveniente do comércio justo, respeitando o ambiente e os agricultores. Até o saco é biodegradável, feito de amido de milho não OGM! E é giro, com uns cordéis, o que permite a sua reutilização depois de vazio.

Se ainda tiverem cotonetes com a haste em plástico para gastar, depois de os utilizarem cortem as pontinhas e deitem a haste para o ecoponto amarelo. Podem até ter um mini ecoponto na casa-de-banho como a Ana (antes de mudar para os cotonetes biodegradáveis).

14 de maio de 2011

193 - Tratar os escaldões com aloe vera pura


Mais ou menos por esta altura, todos os anos, um fenómeno ocorre... o Zé Manel "apanha" um escaldão. Esquece-se de que o sol fica mais forte, que há uns produtos fantásticos chamados protectores solares (que aliás devia usar todo o ano, visto estar muito tempo ao ar livre), uns outros chamados bonés, ... enfim! Nada, nada bom, nem a curto, nem a longo prazo.


Normalmente usa loções para depois do sol e/ou (dependendo da profundidade do escaldão) "cremes de alívio" comprados na farmácia.

Mas não este ano!

Lá andei eu - rapidinho... - à procura de uma solução natural.

Encontrei várias receitas (que deixo mais abaixo) mas - para nós - a melhor foi também a mais simples: a antiga, famosa (cada vez mais) e multifacetada aloe vera. No seu estado puro. Esta planta (não é um cacto, embora pareça) tem propriedades antibacterianas, cicatrizantes, rehidratantes. É um óptimo regenerador e antioxidante natural, o que a torna numa óptima opção para tratar queimaduras (e não só solares).

Basta retirar uma folha (se se puxar delicadamente, sai direitinha), cortá-la em pedaços com cerca de 6 cm (neste caso, que era para aplicar no rosto), cortar cada um na longitudinal, expondo a maior área interior possível. A polpa é viscosa mas macia. Faz lembrar, um bocadinho, baba... (por isso os brasileiros - sempre práticos - lhe chamam babosa). Depois é passar, delicadamente, o interior dos pedacinhos nas zonas afectadas. À medida que cada um pedaço fica seco (uma das características do aloe vera é a capacidade de penetrar nos tecidos) vai-se substituindo por outro, com calma, para dar tempo à pele de ir absorvendo o sumo. Também se pode descascar a folha, picar a polpa e aplicar no rosto (mas dá mais trabalho, "escorrega" e o resultado é idêntico). No rosto do Zé Manel (que tem a pele para o moreno e que "apanhou" - desta vez - um escaldão moderado...) apliquei 1 folha com cerca de 50 cm por dia, durante 3 dias (antes de deitar). Em seguida, começou a aplicar, também à noite, um creme bem hidratante. Os especialistas aconselham cremes à base de vitamina E, ceramidas ou manteiga de karité, mas neste caso foi um feito por mim (aprendi com a Sylvia).


Resulta optimamente! A pele ficou muito menos seca (em comparação com os outros anos) e não começou a "escamar". Aprovado. Claro que do belo moreno "à trolha" já não se livra: mas diz que o nome tem que ser alterado porque os trolhas tiram a t-shirt, e ele não pode dar aulas em tronco nu (havia de ser um sucesso!!!)...

Se não tiverem a sorte de ter dois enormes aloe vera, com mais de 30 anos, no jardim do vosso prédio (plantados pela minha tia e um vizinho) aconselho-vos a arranjar um. Até porque é "remédio para muitos males"...

E aqui ficam - com mais ingredientes... - algumas receitas (do livro que falei aqui). Outras haverá, por certo!

Gel de aloe vera

60g de folha de aloe vera, sem pele e picada
1000 mg de vitamina C em pó
800 UI de óleo de vitamina E
1 colher de chá de óleo essencial de alfazema

(a vitamina C, a E e o óleo essencial de alfazema também favorecem a cura da pele e ajudam a conservar o gel)
Coloque todos os ingredientes numa misturadora limpa e misture bem. Guarde num frasco de vidro limpo, no frigorífico, e aplique várias vezes por dia na queimadura. Esta mistura mantém-se fresca durante cerca de dois meses se conservada no frigorífico.

Spray facial refrescante

60 ml de infusão de chá verde
60 ml de sumo de aloe vera
1/4 de colher de chá de óleo essencial de alfazema

Misture tudo num frasco vaporizador. Agite bem. Vaporiza a pele queimada. Mantenha no frigorífico e utilize no espaço de duas semanas.

Outro spray facial refrescante

1 colher de chá de hamamélis destilada
20 gotas de óleo essencial de alfazema
60 ml de água de rosas
180 ml de sumo de aloe vera

Misture a hamamélis e a alfazema num frasco vaporizador. Agite vigorosamente. Adicione a água de rosas e o aloe vera e agite novamente. Guarde no frigorífico e vaporize a pele sempre que desejar.

Refrescar a pele

Misture uma gota de óleo essencial de alfazema com uma colher de sopa de gel de aloe vera. Espalhe sobre a pele.

Máscara de iogurte

1 colher de chá de iogurte natural gordo
1 gota de óleo essencial de lavanda

Misture os ingredientes até obter uma pasta e espalhe-a sobre a pele. Remova com água tépida após 15 minutos.

Máscara de mel

2 colheres de chá de mel virgem
2 colheres de chá de gel de aloe vera
2 gotas de óleo essencial de alfazema

(o mel hidrata, o aloe vera ajuda a arrefecer e a cicatrizar e o óleo essencial de alfazema promove a produção de células saudáveis da pele)
Misture tudo. Humedeça a cara com água fria, aplique a máscara e mantenha-a por 20 minutos. Lave com água tépida.

Alívio para as pálpebras

Feche as pálpebras inchadas e queimadas do sol e cubra-as com rodelas de pepino ou saquetas de chá frias por 15 minutos.

2 de fevereiro de 2011

189 - Usar um elixir oral natural

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Confesso que não sou grande seguidora de elixir oral. Sempre usei escova de dentes, fio dentário (os dentistas não gostam que se diga fio dental...) e, há já alguns anos, raspador de língua. Mas elixir nem por isso... Mas faz parte dos hábitos diários do Zé Manel e as embalagens de plástico começaram-me a afligir. Por maior que seja, esvazia-se num instante, não há como as recarregar e não têm muita reutilização.

E é mesmo necessário, usar o elixir?

Pelo que eu li é mais um complemento, por isso é provável que algumas pessoas precisem mais do que outras. Normalmente - e preferencialmente - é o(a) dentista que indica esta necessidade (como aconteceu com o Zé Manel). Hei-de perguntar-lhe da próxima vez que o visitar.

Quase todos os elixires de venda são coloridos, "com sabor a...", refrescantes, "com agentes branqueadores", ... e já sabemos o que tudo isto significa: químicos sintéticos (corantes, conservantes, adoçantes???, ...). E, quase todos, contém álcool (em até 75% do volume total), que seca e irrita as mucosas da boca, o que pode até provocar mau hálito (???) e tornar os dentes mais sensíveis. Além de virem, normalmente, em embalagens de plástico, claro.
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Solução? Procurar um elixir mais "verde" (e não estou a falar da cor) ou... adoptar uma receita mais simples (caseira) e natural. Além dos livros de que já falei aqui algumas vezes, tenho um novo (é, mais uma árvore para plantar...), um investimento feito com o prémio do green blogger award (obrigada!): 1001 remédios naturais, de Laurel Vukovic, DK - Civilização, Editores. Cheio de receitas para tudo e mais alguma coisa e simples de se fazerem.

Assim, fiz uma recolha (dos meus livros e da internet) de alguns elixires que podemos fazer em casa. Aqui ficam alguns, é só escolher!

Sal marinho
- 1/2 colher de chá sal marinho num copo de água morna
O sal é um anti-séptico suave, fortalece as gengivas e neutraliza o ácido que ajuda à formação do tártaro. Se tiver úlceras na língua pode fazer bochechos com esta mistura várias vezes ao dia.

Sal marinho e limão (sem tequilha...)
- juntar umas gotas de limão à "receita anterior" para branquear (o sal neutraliza o ácido)

Camomila
Fazer uma infusão de camomila e utilizá-la, fria, para bochechar (é desinfectante).

Elixir de salva
250ml de água a ferver
2 colheres de chá de salva seca
1/2 colher de chá de sal marinho
(tanto a salva como o sal são anti-sépticos suaves, adstrigentes - tonificam - e aliviam inflamações)
Verter a água sobre a salva, tapar e deixar em infusão durante 15 minutos. Coar, juntar o sal e deixar arrefecer. Bochechar com cerca de 60 ml. Utilizar no prazo de 2 dias.
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Elixir de menta
250ml de água
1 colher de chá de glicerina vegetal
1 colher de suco de aloé vera (amacia as gengivas)
6 gotas de óleo essencial de hortelã-pimenta (combate as bactérias)
Misturar tudo e guardar num recipiente tapado. Agitar antes de usar. Utilizar nos dias seguintes.

Elixir de ervas
250ml de água a ferver
2 colheres de chá de hortelã-pimenta seca
1 colher de chá de sementes de anis (refresca o hálito)
1/2 colher de chá de tintura de mirra (fortalece as gengivas, é anti-séptica e conservante)
Verter a água sobre a hortelã-pimenta e as sementes de anis. Tapar e deixar em infusão até arrefecer. Coar e adicionar a mirra. Guardar o elixir num frasco e agitar antes de usar.

Se precisar de refrescar o hálito pode mastigar:
- salsa fresca;
- sementes de funcho;
- sementes de anis;
- folhas de hortelã ou hortelã-pimenta (ou beber uma chávena de chá das mesmas, ou bochechar um copo de água morna com uma gota do seu óleo essencial).

Também há (na internet) receitas com água oxigenada, mas optei por não as colocar (e não as usar!). A água oxigenada (peróxido de hidrogénio) pode causar lesões nas gengivas.
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18 de novembro de 2010

184 - Encontrar soluções naturais para reduzir a queda do cabelo

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Eu sei que é normal cair cabelo... a média, segundo um dos meus livrinhos de beleza natural (de que já falei aqui) é de 100 cabelos por dia (nalguns sites referem entre 30 e 90...). Também sei que é normal cair um pouco mais na altura do Outono (é a queda da folha...). Mas há Outonos em que cai mais e este é um deles! E apesar de ter uma invejável (segundo me dizem) cabeleira farta, ainda que - agora - curta, quero assim mantê-la e a prevenção é sempre a melhor opção.

Para já quero ver se resolvo a questão sem suplementos (ainda que naturais) e fui relembrar os nutrientes que mantém o nosso cabelo saudável, a ver se me falha algum:

vitamina A e betacaroteno - mantêm o couro cabeludo saudável e ajuda a reconstruir os tecidos. Encontram-se nos legumes de folha verde-escura e nos legumes e frutos amarelos e cor-de-laranja;
vitaminas do complexo B - mantêm o cabelo forte e o couro cabeludo saudável. Encontram-se nos cereais integrais, legumes de folha verde-escura, frutos secos e alimentos à base de soja;
ferro - segundo li é a sua falta a pincipal causa de queda de cabelo entre as mulheres. Encontra-se nos legumes de folha verde-escura, frutas e frutos secos, cereais integrais e leguminosas.

Portanto toca a comer couves, pencas e afins (na verdade durante o Verão não comi tantos legumes verde-escuro. Só espinafres). Cereais integrais já como... Vou talvez aumentar também a dose de frutos secos, sem exageros, claro!

Também encontrei informação sobre o silício (orgânico), muito importante para o crescimento de novo cabelo e que se encontra nas gramíneas integrais, nos cogumelos, na cavalinha (uma óptima fonte) e na levedura de cerveja. No meu caso não é certamente por falta de silício.
E a levedura de cerveja é um óptimo complemento porque contém também (e entre muitos outros nutrientes) vitaminas do complexo B e zinco.

E não, não é por falta de proteínas (e consequentemente de "alguns" aminoácidos), esse "polémico" assunto (um dos...) entre vegetarianos e não vegetarianos! Tenho proteínas nas leguminosas, soja e derivados, ...


Além da alimentação que mais cuidados posso ter (encontrados em vários sites)?

- enxaguar o cabelo com água bem fria, para estimular a irrigação sanguínea. Já faço;
- lavar os cabelos com um champô suave. O meu é bem natural;
- não pentear o cabelo quando estiver molhado. Confere...;
- não utilizar o secador. Não utilizo. Mas se tiver mesmo que o fazer não o segure muito próximo da cabeça (uma distância de 15 cm é o ideal) e regule o calor para o mínimo;
- evitar substâncias químicas agressivas como o cloro das piscinas (ultimamente até tenho evitado, com alguma pena minha...) e as tintas de coloração (não herdei o gene dos cabelos brancos prematuros);
- fazer exercício físico diariamente para - também - estimular a irrigação sanguínea. Também confere;
- praticar yoga (hihihihi...) para reduzir o stress. Stress, qual stress???;
- fazer, todos os dias, uma massagem no couro cabeludo! Ui, que bom!!! Se me fizerem uma massagem no couro cabeludo adormeço num segundo. Ah! Faço eu a massagem... antes do duche... Está bem. Novo hábito a incorporar. Massajar o couro cabeludo não só estimula a circulação sanguínea (...), mas também ajuda a eliminar as impurezas que podem obstruir os folícolos pilosos, e favorece o crescimento do cabelo.

Algumas sugestões de massagens (sem ser só a massagem "pura")

Vinagre de maçã e urtigas:
- vinagre de maçã
- uma embalagem de urtigas bravas (podem ser secas, se forem verdes, melhor)
Colocar meio litro de água ao lume até ferver. Misturar uma colher de sopa bem cheia de urtigas e deixar em infusão 5 a 10 minutos. Passar por um coador (pode guardar no frigorífico o que sobrar).
Espalhar um pouco de vinagre de maçã na cabeça e friccionar suavemente todo o couro cabeludo antes de cada lavagem. Depois, lavar a cabeça e secar com uma toalha; aplicar o chá de urtigas, fazendo massagens suaves em todo o couro cabeludo, principalmente na parte de cima da cabeça, activando a irrigação sanguínea nesta zona.
Por último, secar o cabelo com o secador, pois o calor permitirá uma melhor penetração do produto (espero que esta parte seja opcional...).
Fazer este tratamento 2 a 3 vezes por semana.

Óleo de massagem para o couro cabeludo*:
- 3 gotas de óleo essencial de alecrim
- 3 gotas de óleo essencial de alfazema
- 1 colher de sopa de hamamélis destilada
Misturar os ingredientes e massajar o couro cabeludo uma vez por dia, antes de deitar ou de lavar o cabelo.

Fórmula aromaterapêutica para crescimento do cabelo*:
- 1 colher de chá de óleo de jojoba
- 15 gotas de óleo essencial de jasmim
- 10 gotas de óleo essencial de cedro-de-atlas
- 60 ml de gel de aloé vera
Misturar primeiro os óleos. Juntar o gel de aloé vera e misturar bem. Guardar numa garrafa. Massajar uma colher de sopa desta mistura no couro cabeludo todas as noites antes de deitar.

Infusão contra a queda de cabelo:
- 2 colheres de sopa de folhas de amoreira picadas (bem lavadas e seleccionadas)
- 1 chávena de chá de água a ferver
Fazer a infusão e aguardar que arrefeça. Coar. Aplicar em todo o couro cabeludo e massajar delicadamente com as pontas dos dedos. Deixar actuar durante 30 minutos e lavar normalmente.
Fazer 3 vezes por semana.

Acho que vou experimentar primeiro esta última porque tenho uma amoreira mesmo aqui em frente.

Também gostei da técnica japonesa (no tal livrinho de beleza) de dar puxões ao cabelo: "incline a cabeça para a frente e agarre uma madeixa de cabelo junto ao couro cabeludo. Puxe com força, relaxe, puxe novamente. Repita o processo três vezes. Repita em todo o couro cabeludo."

E claro que encontrei imensas receitas de máscaras para o cabelo, dignas de um post...

* in 1001 remédios naturais, Laurel Vukovic, DK - Civilização, Editores, lda
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23 de outubro de 2010

174 - Usar um copo menstrual ao invés de tampões ou pensos


Caros representantes do outro belo sexo, vou falar de higiene íntima feminina. Com algum detalhe. Se acharem que é informação a mais - como diz um amigo meu - passem este post à frente... mas mostrem-no às mulheres na vossa vida.

Quando deixei de usar pensinhos diários, apercebi-me de que os pensos (e tampões) "tradicionais" não são nada saudáveis, nem para nós, nem para o ambiente. Mas só depois encontrei informação verdadeiramente aterradora (estarei a exagerar???). Está quase toda bem resumida no site do centro vegetariano.

Desde o número assustador de pensos ou tampões que uma mulher usa, em média, durante a vida - de 10 000 a 15 000 - até à poluição que o seu fabrico produz (sem falar da que acontece depois de os usarmos...), passando pelo mal que podem fazer a nós. Palavras como "dioxinas" e "parede vaginal" na mesma frase não pode ser um bom sinal! Nós nem sabemos os "ingredientes" dos nossos pensos e tampões (não é informação obrigatória) e no entanto colocamo-los numa das zonas mais sensíveis (e absorventes) do nosso corpo. Bem lá dentro, no caso dos tampões!!!

Solução?

os pensos (e tampões...) naturais, biodegradáveis, em algodão biológico, sem cloro ou químicos prejudiciais (por exemplo, uma embalagem de 14 pensos higiénicos "regular" da Natracare custa 2,25€). Mas continua a questão da embalagem e do destino final a dar-lhes.

Depois existem várias (aqui, aqui, aqui, ...) opções de pensos reutilizáveis, laváveis (até na máquina), em algodão ou flanela, que parecem ser do agrado de muitas mulheres, mas a mim - apesar de até serem giros - não me seduzem, como já tinha dito no post sobre os pensinhos diários... Talvez por me lembrar das toalhinhas que a minha mãe conta que usava enquanto adolescente e do desconforto que lhe causava. Ou porque não me parece prático para quando se está fora de casa (trocar de penso e guardar o usado, durante o dia, na carteira...). Mas para quem se sente bem com eles, há até um passo-a-passo para os fazer.

O que sobra [além da opção de usar duas cuecas (???)]?

A maior invenção desde a roda (agora sim, estou a exagerar um bocadinho...): o copo menstrual ou copo de mestruação ou, como dizem as nossas irmãs do outro lado do oceano, o cole(c)tor menstrual...


Sim, já tenho o meu, já experimentei, uso e não quero outra coisa!

Devo confessar que ao princípio a ideia não me parecia muito tentadora (apesar de eu até ser uma moça mais de tampões) mas realmente é um receio infundado.

O meu copo é da Lunette, via pegada verde*. Há, pelo menos, uma dezena de marcas (as mais conhecidas são a Mooncup e a The Diva Cup). A escolha parece difícil: encontrei um site/fórum - muuuuito completo - sobre tudo o que nos possa ocorrer relacionado com este tema. Há vídeos comparando copos de diferentes marcas, desde a caixa exterior até ao comprimento da pega, ... Enfim, tanta informação só nos deixa indecisas. Qual a melhor maneira de escolher? Por indicação de quem já usa...

Sinceramente? Toda esta informação é, também, quanto a mim, completamente desnecessária. Só nos faz sentir que deve ser algo muito complicado, difícil mesmo para alguém já profissional no uso de tampões. Quando abri a minha caixinha (muita gira e já guardada para reutilização), senti-me como quando tive na minha mão a minha primeira caixa de tampões... Nervosa (nessa vez, gastei 10 até acertar...)!!! O folheto é como a informação na net, muito elucidativo mas deixa-nos apreensivas antes da primeira utilização.

E, deixem-me que vos diga, não custa nada!


É muito fácil de colocar (claro que vamos melhorando com a prática, como em tudo), não há fugas (acreditem, fiz todos os movimentos possíveis e imaginários...), o tirar - na primeira vez - parece um pouco estranho, devido ao vácuo (hmmmm!!!...), mas é incrível como rapidamente melhoramos a destreza (ainda só o usei em duas menstruações). Lava-se facilmente, e é muito mais higiénico (agora só o pensar em usar pensos faz-me torcer o nariz) e não se enche assim tão facilmente... Até podemos dormir com ele (a não ser que o sono se prolongue para lá das 12 horas!)

Não vale a pena estar a explicar-vos pormenorizadamente (mas se precisarem de algum esclarecimento, escrevam-me), se não estou a contradizer-me...

É prático (até traz uma saquinha toda catita para o transportarmos) e económico (dura pelo menos 5 anos e custa cerca de 30€, façam lá as contas). E claro, muito mais ecológico!

Experimentem, não vão querer outra coisa (podem pensar que hoje é só exageros da minha parte, mas olhem que não)!!!

* também já se vendem nas farmácias e lojas "Terra Pura"

16 de setembro de 2010

167 - Usar apenas perfumes naturais


Eu sei, eu sei que os perfumes camuflam o nosso cheiro natural e que é o nosso cheiro que nos identifica e todas essas coisas... mas... eu sou "cheirinhas", adoro cheiros: o cheiro do mar, o cheiro da erva, das flores, das frutas, o cheiro das especiarias, da terra molhada, enfim... para mim um perfume é como uma peça de roupa (já dizia a marilyn...): há dias (nem todos, é certo) que gosto de sentir em mim um determinado "perfume": por exemplo, um que me traga à mente o cheiro de um prado... Sem ter que me ir rebolar no meio da erva para o manter durante o resto do dia...

Posto isto, mal comecei este desafio comecei a "temer" este dia. Quando comecei a pesquisar sobre cosméticos, produtos de higiene, produtos de limpeza, quando comecei a aprender mais nas oficinas da Sylvia, confrontei-me com o facto da palavra perfume estar sempre nas listas das "persona non grata" para o ambiente...

Já sabia que perfume implica um grau variado de ingredientes, normalmente - e na sua maioria - sintéticos, com grandes probabilidades de muitos deles serem prejudiciais (para mim e/ou para o ambiente) mas quando encontrei esta imagem...


... não consegui adiar mais. Como é que é? Contra os 15 a 33 químicos diferentes que podem ter os outros produtos ditos de beleza, um perfume tem cerca de 250!!! Já não consegui olhar da mesma maneira para os frascos de perfume que ainda andam pela nossa casa-de-banho...

Depois encontrei este relatório da Environmental Working Group, um estudo que revelou que várias marcas de perfume contêm pelo menos 10 químicos secretos (sim, secretos... os fabricantes têm o direito de manterem o segredo das fórmulas!!!) potencialmente perigosos para a saúde: de uma simples reacção alérgica à perturbação do funcionamento endócrino! 12 dos 17 perfumes testados contêm ftalato de dietilo, relacionado com o desenvolvimento anómalo dos órgãos genitais de bebés do sexo masculino e com problemas no esperma dos homens adultos (leiam esta resposta do parlamento europeu a uma pergunta sobre o uso deste químico nos cosméticos...)!

Portanto, além dos químicos oficiais, muitos dos quais já são prejudiciais para nós e para o ambiente, ainda podemos "apanhar" com outros, sobre os quais, pelos vistos, ninguém tem que apresentar contas! Agora, acho que já percebo porque é que ficava quase sempre com uma dor de cabeça quando permanecia algum tempo numa daquelas perfumarias onde podemos experimentar os perfumes que quisermos... imaginem fazer uma análise ao ar num local destes!

Na verdade. com muita pena minha, já não consigo saber o que contêm os meus perfumes porque as caixas já foram todas reutilizadas... Outro problema, embalagens a mais: o invólucro de plástico, a caixa de cartão, mais cartão para proteger o frasco que é em vidro e metal, normalmente, e quase impossível de ser reutilizado!

Solução?

Parece que há alguns (este também) perfumes com preocupações ambientais, mas como não consigo ter acesso à lista de ingredientes... Também não consegui encontrar mais informação sobre este projecto académico português: fazer um perfume (em grande escala) usando recursos naturais e tecnologias limpas.

Há uns bons anos ofereceram-me um perfume de flores artesanal, alentejano, que adorei (ainda tenho o cheiro na minha memória) mas já não me lembro nem do nome, nem do lugar, nem de que flores, ...

E que tal experimentar fazer? Há dois anos, participei, com a minha amiga Daniela, numa oficina de perfumes (inserida no programa do Ciência Viva no Verão). Aprendemos a extrair óleos por maceração, tal como está aqui muito bem descrito (é a mesma oficina...), mas foi um bocadinho frustrante (são precisos 5l de volume de plantas para conseguir cerca de 2 ml de óleo...)!


Entretanto encontrei este site cheiinho de receitas de perfumes (e não só) que, além da abrir o apetite para experimentar, veio comprovar a minha teoria: beber vodka deve ser como beber álcool etílico...

Ainda assim vou começar por uma receita mais simples, que aparece no livrinho O Lar Ecológico: a água de pétalas. Logo vos direi se cheira bem!

Água de pétalas
- pétalas de flores perfumadas (rosas e/ou afins...)
- água
- genebra (bebida feita com aguardente de cereais e bagas de zimbro)
Deitar um molho de pétalas num prato com água a ferver e deixar repousar um dia inteiro. Sem tocar no conteúdo, levá-lo (tapado presumo) ao frigorífico por mais dois dias. Flitrar e adicionar, por cada copo de água de pétalas, uma colher de café de genebra. Guardar no frigorífico.

Outra água de flores (recolhida não sem onde...)
- flores frescas (lavanda, flor de laranjeira ou madressilva)
- água
Introduzir as flores num copo ou frasco grande. Encher com água até as flores ficarem totalmente cobertas e deixar repousar durante a noite. Coar para uma panela e levar ao lume (brando) e deixar ferver um pouco. Deixar arrefecer e guardar num frasco (dura aproximadamente 1 mês).

Água de alfazema
- algumas flores de alfazema frescas
- álcool a 90º
Deixar secar as flores e colocá-las, durante uma semana, em ácool. Retirar as flores, aquecer a mistura e filtrar o líquido. Guardar num frasco bem fechado (não sei o tempo de duração).

Perfume com cheiro a chuva (semelhante às do site acima indicado)
- 2 copos de água destilada
- 3 colheres de sopa de vodka
- 5 gotas de óleo essencial de sândalo
- 10 gotas de óleo essencial de bergamota
Colocar a vodka num frasco e adicionar os outros ingredientes, mexendo bem. Deixar repousar durante 12 horas e armazenar num local seco (dura cerca de um mês).

12 de julho de 2010

163 - Adoptar um gel de banho natural


Lição de hoje: não ir à compras com pressa. Nada, nada ecológico...

Como estava com pressa e o nosso gel de banho estava no fim, quando vi o gel de banho zero % da Sanex - sem parabenos, sem corantes, numa recarga ecológica (-73% de plástico), com o rótulo ecológico europeu, nem pensei (ou olhei) duas vezes. E eu, que tinha dito - e escrito - que não comprava mais nada sem ler as letras pequeninas, agarrei-o e trouxe-o!!!


Só em casa é que me dediquei a ler as tais letras pequeninas...

Pontos positivos

- vem numa recarga, o que permite poupar os tais 73% de plástico (enchendo a embalagem do gel anterior, seja da sanex ou não...);
- não contém parabenos, nem corantes, nem phtalatos, nem phenoxyethanol, ...
- o rótulo ecológico europeu certifica, neste caso, que o gel causa um impacto mínimo nos ecossistemas aquáticos, cumpre os critérios estritos de biodegradabilidade e reduz os resíduos de embalagem;

Pontos nada, nada positivos...

- alguns dos ingredientes:

-- água (bom);
-- sodium laureth sulfate (ou SLES, que, juntamente com o sodium lauryl sulfate ou SLS, aparece muitas vezes como derivado de cocos, mas que, aparentemente, é sintetizado com derivados de petróleo. Apesar de as "entidades oficiais" afirmarem que o facto de ser potencialmente cancerígeno é uma lenda urbana, a verdade é que tem muitos efeitos secundários: causa irritação nos olhos, descamação do couro cabeludo (similar à caspa), irritações cutâneas, ...). A minha pergunta: como é que este ingrediente aparece num produto certificado com o selo ecológico europeu??? Não é prejudicial para o meio ambiente? Encontrei um relatório sobre o uso do SLES para limpar solos contaminados com petróleo. Isto poderá querer dizer que não é poluente? Quem for da área poderá ter a amabilidade de me explicar? Mas, mesmo que não seja poluente, o facto de ser prejudicial para nós não conta?!...
-- glicerina (espero que de origem vegetal, mas neste momento já não digo nada...);
-- cocamidopropyl betaine (nesta listagem aparece com aquele símbolo quadrado de cor laranja com uma cruz preta. É semi-sintético, derivado de óleos de coco... Aqui refere, por exemplo que é proibido - para cosméticos - no Canadá e é suspeito de "entoxicar" o ambiente!);
-- sodium choride (inocente);
-- coco-glucoside (inocente, mas parece que não há estudos);
-- parfum (natural???!!!...);
-- sodium lactate (inocente, a não ser que sejam veganos: é derivado do leite);
-- ácido lácteo (idem);
-- sodium benzoate (não é tóxico para o ambiente, mas aparecem as palavras cancro, neurotóxico, ... em estudo feitos em animais. Mais uma vez é proibido - para cosméticos - no Canadá...);

- eu também ia referir o facto de achar estranho o gel ser transparente. Aprendi a fazer sabonete e sabonete líquido com a Sylvia (o príncipio é o mesmo do gel de banho...) e o resultado é um líquido cremoso, de um amarelo apetitoso, mas nada transparente. Mas neste momento este pormenor já não me parece tão importante. O que me leva ao último ponto...


- a Sanex, que pertence à empresa Sara Lee, aparece em várias listas de marcas e empresas que testam em animais (aqui, aqui, aqui, só para referir algumas...)!!! Arghhhhhhh!!! E eu que, há anos, tenho o cuidado de não comprar produtos de marcas que testam em animais (antes de "só" comprar marcas ecológicas (...) até andava com uma lista actualizada na carteira, para tirar dúvidas)! Ahhhhhhhhh!!!! No relatório ambiental público da empresa não encontrei informação sobre este facto. Falam da água, dos desperdícios, de energia, das embalagens, mas nada sobre os animais.

Eu até tinha uma pesquisa feita sobre várias marcas ecológicas, naturais, biológicas (...) de gel de banho e afins, e também de várias lojas on-line que vendem produtos de limpeza pessoal amigos do ambiente, mas depois destes choques consecutivos, acho que hoje vou ficar por aqui.

Sugestão para as lojas virtuais: disponibilizem a ficha técnica dos vossos produtos porque, pelo menos eu, não compro mais nada sem saber o que representa cada ingrediente!

Vou - como bem sugeriu (no facebook) o Fernando Ramos - dedicar-me aos sabonetes... Perdi a minha confiança no rótulo ecológico europeu e estou seriamente a pensar mudar-me para o Canadá...