Tudo começou com as primeiras aromáticas, há cerca de um ano. Depois adoptámos uma família de minhocas... Fiz as minhas primeiras sementeiras...

(aqui)
E agora temos uma pequena horta na nossa varanda: em vasos temos óregãos, hortelã, alecrim, aipo, cebolinho, manjericão, mirra (hei-de experimentar fazer incenso), fisalis (oferecido bem pequenino), arruda (para "captar" as lagartas, afugentar alguns insectos e, para quem for supersticioso, o mau-olhado... ), 2 pés de tomates-cereja, saponária (não a árvore das nozes, ...), cravos-túnicos (para afugentar mais bichinhos indesejados); num canteiro feito pelo Zé Manel com restos de madeira não tratada, há alfaces diversas, mais cebolinho (as carteirinhas têm muitas sementes...) e rúcula. E o nosso plátano, uma sardinheira, e uma begónia herdada com, provavelmente, mais anos do que eu. Nada mau num espaço com 2,0m por 1,0m, "hem"?
E o tamanho (da varanda) não é desculpa, nem não ter varanda... Há soluções verticais originais, tanto para o exterior...

... como para o interior.

Para rentabilizar o espaço da nossa varanda - que não tem paredes - comprei simples suportes para floreiras, onde coloquei os vasos, do género destes:

E não há falta de informação, até porque as hortas urbanas estão na moda. Quase todas as cidades têm iniciativas, umas camarárias, outras de associações ou até de pequenos grupos de pessoas, para aproveitar espaços mais ou menos abandonados, transformando-os em belas hortas familiares.
Existem cada vez mais hortelões e "hortelãs"... E muitos deles partilham as suas experiências aqui pela blogosfera, ajudando quem (como eu) ainda é uma "hortelinha". Além do blog da semente à árvore, de que já falei aquando das sementeiras, há outros como o trumbuctu, o jardim com gatos, o cantinho verde, ... e muitos outros (também gosto deste e deste, em inglês), com dicas, calendários, sugestões úteis tanto para quem tem uma horta como para quem tem apenas uns vasos. E claro, as redes sociais permitem colocar dúvidas e, muitas vezes, ter uma dezena de respostas úteis, num curto espaço de tempo, e também ter acesso sobre formações na área (horta em casa, jardim de guerrilha, cidade das hortas, ...).
Temos sempre os livros. Este parece-me muito engraçado (e útil), este e este são bem apelativos e gráficos, e eu fiquei interessada neste e neste... Claro que tenho sorte e já tenho acesso, não só a literatura técnica (às vezes até técnica demais...) mas também a uma conselheira: a minha mãe que, como já disse algumas vezes, se dedica à agricultura biológica. E encontram-se, incluindo nalguns quiosques, dois deliciosos "almanaques anuais", verdadeiras preciosidades de sabedoria popular: O Borda d'Água e O Seringador (E também há O Novo Seringador, mas ainda não estudei as diferenças).
Para começar convém estudar a varanda (parapeito, floreira, ...) que vai acolher a horta. Que tipo de exposição solar tem (convém "apanhar" sol durante 5 a 6 horas por dia), se está protegido do vento ou, caso tal não aconteça, se é possível instalar protecção (rede, cerca, ...). Depois, que tipo de recipientes vai usar: aqui apresentam explicações detalhadas sobre o tipo de canteiros que se pode/deve construir, com medidas, materiais, ... Se nunca plantou nada pode seguir estes passos (ou este vídeo) sobre como começar uma pequena horta ou jardim de aromáticas num vaso. Neste site (e neste) pode escolher - e conhecer melhor - o que plantar. Pode até desenhar a sua horta. Muito giro! (O que a gente encontra pela net...). E é regar, cuidar, para depois poder apreciar os frutos do seu trabalho. As nossas alfaces (e a rúcula) são muito saborosas! E que não nos/vos aconteça como ao Sandro, que não conseguiu escoar a produção...
(a carteirinha trazia sementes de diferentes tipos de alface, todas óptimas!)
Claro que tudo isto só faz sentido se for biológico. E penso que é uma premissa geral para quem se mete nestas andanças porque pelos vários blogs e grupos onde "viajo", toda a gente (salvo erro) tem o cuidado de não usar químicos, procurando "ingredientes" e soluções o mais naturais possível: biológico, permacultura, calendário lunar, entre outros, são termos comuns pelas hortas virtuais. Ainda tenho muito que aprender!
Por isto, uma das minhas primeiras preocupações foi: " E a poluição, senhores?" Sim, porque moro na cidade, porque as plantas absorvem "coisas" do ar... Aliás foi quando vi as hortas do Mike, em New York que fiquei mais consciente deste problema: é que a poluição atmosférica naquela cidade vê-se. Então depois de um nevão, é ver as partículas pretas a cobrir a neve imaculada, em horas...
E não é que a minha preocupação tem fundamento?
O programa Biosfera já fez um episódio sobre este assunto. Ainda tentei ver a qualidade do ar por estas bandas, no sítio da Agência Portuguesa do Ambiente, mas, ou é "um pouco confuso" para mim ou estava preguiçosa... e não percebi quase nada. Mas fiquei mais descansada quando alguém entendido me disse que a minha hortinha está numa zona boa: temos muitas árvores à volta, temos um pulmãozinho mesmo ao lado (o parque do Inatel) e um belo pulmão um pouco mais abaixo (o Parque da Cidade) e logo a seguir o Mar!!! Por isso parece que as minhas alfaces são saudáveis. A água (reutilizada da lavagem dos vegetais, do início dos duches, ...) - também fica sempre em repouso 24h antes de ser usada na rega.
O que vos posso dizer mais? É muito boa a sensação de ver despontar algo que semeamos, observar esses delicados rebentos crescerem viçosos, enterrar as mãos na terra, apercebermo-nos das pequenas alterações ao longo dos dias... Ai, que bonito...
E como as imagens podem ser inspiradoras aqui deixo hortas para todos os gostos, das muitas encontradas por essa net fora... A imaginação não tem limites!

esclarecedora...

arrumadinha

projectada...

..."espontânea"!

apertadinha (como a nossa...)

reutilizando garrafas de plástico, assim...

... ou assim!

à medida

reutilizando uma sapateira

esta solução tem fãs entre os arquitectos... também "se dá" no exterior!

sacos-horta transportáveis, para quem não fica muito tempo no mesmo sítio!



