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7 de outubro de 2013

216 - Comprar uma bicicleta "verde"...


Como devem ter reparado a minha pausa prolongou-se para cá de meados de setembro e - apesar das mudanças não estarem completas (as obras demoram sempre mais tempo do que o previsto...) - já estava a sentir falta do "365 coisas..." e, claro, de vocês!

Neste período houve mais mudanças para além das referentes à casa e que implicam eu poder andar mais de bicicleta e menos de carro (boa, boa!!!). Também o Zé Manel anda mais de bicicleta e como, nos nossos tempos de lazer, queremos passear os dois juntos e só tínhamos uma (e andar sentado no quadro não é nada confortável...) resolvemos comprar a segunda. E claro, decidi logo investigar e procurar a bicicleta mais amiga do ambiente...

Por si só uma bicicleta já é "ecológica", mas há umas mais do que outras...

Gostava de vos dizer que comprámos esta (sim é de cartão), mas ainda não está à venda:


Ou esta (quem diria que o bamboo é tão caro?!...):


Ou ainda esta (parece-me - do que li - a mais "verde"...):


Mas não.

Entre a (ainda) inexistência de uma, o preço de outra, e o facto da última "estar" no Brasil, resolvi procurar uma bicicleta caseirinha, isto é made in Portugal.

E apaixonei-me - à primeira vista  - por esta:



"É a tua cara!"disse logo o Zé Manel... e assim assinou a sina de herdar a minha bicicleta anterior!

A minha nova menina é o modelo Sport Classic, da Órbita, empresa de Águeda com mais de 40 anos. E tive o prazer de a comprar na Velo Culture, uma charmosa loja "à antiga", em Matosinhos (há outra em Lisboa).

E não, não tive nenhum desconto por estar a fazer publicidade... As coisas boas são para partilhar, certo?

E entretanto lembrei-me que a minha primeira bicicleta também foi uma Órbita, como esta (mas branquinha):


No nosso caso não se justificava, mas as bicicletas eléctricas - apesar de terem uma bateria de lítio - podem ser uma escolha sustentável, se implicarem menos viagens de automóvel, não é? E esta, por exemplo, carrega-se simplesmente pedalando:


9 de maio de 2013

213 - Evitar comprar artigos em plástico


As nossas casas estão cheias de plástico. A vossa não?!... Experimentem fazer o que fiz. Percorri o nosso apartamento (cerca de 70 m2) de papel e lápis em punho e fui registando os objectos que contêm - na totalidade ou em parte - algum tipo de plástico.

Na cozinha e lavandaria, os electrodomésticos têm todos partes em plástico, do frigorífico à máquina de sumos. Os candeeiros de tecto tem plástico. As bacias, baldes, o apanhador e respectiva vassourinha, o espanador, são de plástico. O ecoponto tem partes em plástico (...), as caixas da areia das gatas são de plástico. As suas taças para a comida também... A quase totalidade das caixas para guardar alimentos - vulgo tupperware - são de plástico. As que são de vidro, têm a tampa... de uma espécie de plástico. As cuvetes de gelo, partes das garrafas térmicas, as colheres medidoras, o germinador, até as tampas das garrafas de alumínio para a água, são de plástico. A minha bicicleta, os nossos patins, algum calçado, têm partes em plástico.

Na casa de banho, a cortina do chuveiro é de plástico, os suportes e base do espelho do lavatório, partes das torneiras e do chuveiro são de plástico. O autoclismo, peça de museu, da marca Dilúvio (com este nome imaginem se não lhe tivéssemos reduzido o volume e colocado um contrapeso, para controlar as descargas...) é de plástico. Há frascos e embalagens de plástico, embora muito menos do que antes deste desafio e muitas delas já reutilizadas várias vezes. 

Na sala e no escritório, os  aparelhos (televisão, dvd, portáteis, impressora, discos externos, ...) são, em grande parte, de plástico, todos os candeeiros têm partes em plástico (nem que seja os fios e o interruptor...). O mesmo com o aquecedor a óleo. Há marcadores (e respectivas caixas) de plástico, as pastas tamanho gigante onde guardo desenhos e folhas são de plástico, telemóveis e carregadores contém plástico, a minha máquina fotográfica e acessórios... plástico. Quase todas as capas de cd e dvd são de plástico (apesar de os termos deixado de comprar).

No nosso quarto há menos plástico. Além dos casos referidos no parágrafo seguinte, encontro plástico no rádio do zé manel, na balança, no espelho de rosto e nos óculos de sol. Ah, e na bijuteria!...

Pela casa toda, tomadas, interruptores, cabos e fichas eléctricas, os temporizadores, partes dos estores interiores, são de plástico. Os estores exteriores são de plástico. As campainhas, na entrada do prédio, são de plástico.

E tenho a certeza que deixei escapar algumas coisas... Até porque há muito plástico "escondido"...

A nossa vida, para além da nossa casa, está cheia de plástico. E até parece positivo, nalguns casos: por exemplo, devido ao facto de uma parte dos componentes de um automóvel actual serem de plástico há menos gasto de combustível, logo menos emissões de CO2. E parece que os painéis solares são feitos de plástico...

O plástico é resistente, durável ("eterno"), maleável, ..., bonito, barato. Sim, eu bem sei... com todas as suas cores vivas, o plástico pode ser muito apelativo...

Mas... por ser eterno, não se (bio)degrada, perturbando os ciclos naturais. Já todo vimos imagens do que acontece, por exemplo, a animais marinhos que ingerem plástico. Podem rever algumas aqui, através do trabalho do fotógrafo Chris Jordan. E se forem à praia - no inverno (porque no verão são limpas) - na maré baixa...

fotografia de Jurnasyanto Sukarno

Resumidamente (podem ler mais aqui, aqui) o fabrico do plástico (a partir do petróleo) liberta químicos poluentes. A reciclagem parece não ser viável para todos os tipos de plástico e, pelo que percebi, não é possível transformar uma garrafa de plástico noutra garrafa de plástico pois o plástico reciclado é de qualidade inferior. Se, por exemplo for transformado num saco plástico e este for "abandonado", ao desfazer-se em pequenas partículas acaba por entrar na cadeia alimentar. O plástico correctamente recolhido e que não é reciclado é... incinerado (este artigo é muito interessante). O que, mesmo que permita a produção de energia, não me parece muito sustentável. Estejam livres para me corrigir, caso esteja a dizer alguma asneira. E, em relação aos bioplásticos (como pude descobrir quando falei sobre os sacos de lixo)... Bom, leiam os comentários ao post, onde alguns leitores ajudaram a desmistificá-los.

Mas, podemos viver sem plástico? PET, vinyl, PP, ... (mais sobre os tipos de plástico aqui)? Como disse antes, às vezes nem sabemos que os temos connosco. Há pessoas, como a Beth e a Taina, que se desafiaram a viver sem plástico (esta senhora parece ter desistido, pelo menos no que se refere aos desafio do plástico...), há sites de produtos - que supostamente - são melhores alternativas ao plástico, ... (devido à minha "experiência" só acredito depois de investigar...), e até se pode começar por "um dia sem plástico"!


Quanto a mim, como sabe quem por aqui anda desde o início (se não é o caso, aqui estão todas as medidas relacionadas com o plástico) tenho vindo a deixar de usar determinados "apetrechos" plásticos (cotonetes, palhinhas, ...) e a alterar hábitos para diminuir a quantidade que entra cá em casa, sendo o mais importante - quanto a mim - o comprar a granel, sempre que possível.

A propósito de precisar de uma tábua de cozinha nova e de ter sido tentada por umas muito giras, coloridas (e de plástico...) decidi deixar de adquirir objectos de/com plástico. Pode parecer um pouco radical, até tendo em conta que não se compram tábuas de cozinha todos os dias... Mas foi o meu momento de viragem, o que é que se há-de fazer? Vou evitar - ardentemente - que entre mais plástico cá em casa. Onde me levará esta decisão? Vou-vos mantendo informados... Para já não vou ter, de certeza, pedacinhos de plástico na minha comida, pois ando na senda de uma bela tábua de madeira ou de bambu.

26 de fevereiro de 2013

212 - Comprar pneus usados


Eu sei que este é um tema muito polémico (basta ver a quantidade de opiniões diversas em fóruns automóveis por essa internet fora) por isso esperei até poder falar com  - já o posso dizer - anos de experiência neste assunto, visto que quase desde o início deste desafio começámos a comprar pneus usados ao invés de novos.

Também gostaria de frisar que esta é a minha opinião, baseada na minha/nossa experiência (aliás, como sempre, mas hoje acho importante reforçar este facto).

Dito isto, nós estamos satisfeitos com a nossa escolha. Infelizmente o Zé Manel tem que fazer bastantes quilómetros quase todos os dias, pois ficou colocado longe de casa e o comboio nem sempre é opção.  Feitas as contas (num período de tempo igual ao período em que utilizávamos pneus novos) comprando pneus usados, gastamos menos dinheiro, não notamos diferença em termos de desempenho ou segurança e, muito importante, reduzimos o nosso impacto no ambiente, pois estamos a dar uma segunda hipótese a pneus que de outra forma iriam para o lixo (ainda que - como vou falar mais à frente - possam vir a ser reciclados. Mas isto continua a poder acontecer depois de passarem por nós...).

Há pneus recauchutados, reconstruídos (remold), semi-novos, usados, ... Posso estar errada, mas pelo que percebi o recauchutado é um pneu que só leva a banda de rodagem nova enquanto que, no caso de um pneu reconstruído, o exterior é todo novo, sobre o "esqueleto" do pneu antigo. Acho que aqui está uma boa explicação (embora haja quem distinga 3 tipos de "recuperação": recapados, recauchutados e remoldados). Penso que semi-novos e usados são a mesma coisa (mas corrijam-me se estiver errada), pneus que já foram usados mas ainda estão em bom estado (como, por exemplo, os pneus de um automóvel que sofreu um acidente e não tem recuperação. Mas os pneus não só não sofreram danos, como até tinham sido trocados há pouco tempo...)

Como disse no início, aparecem testemunhos para todos os gostos. Muitas pessoas a criticar e a rejeitar os recauchutados, os reconstruídos, os usados... A mim parece-me que as questões se prendem principalmente com o desempenho dos pneus quando conduzem a altas velocidades (ai, ai, ai)... Mas posso ter percebido mal... Por outro lado, há muitas pessoas a dizer que não sentiram diferenças entre os pneus recauchutados, ou os reconstruídos, ou os usados e os novos.

Enfim, é muito difícil chegar a uma conclusão baseada nos comentários que se encontram na net ("que novidade", dirão vocês...). No nosso caso temos toda a confiança em quem nos arranja os pneus, e acho que este é o melhor conselho que vos posso dar: encontrem um fornecedor de pneus em quem confiem... E não, não estou a ser irónica (nem inocente), já percebi - por comentários de amigos e conhecidos - que não é assim tão fácil. O máximo que posso fazer é dar-vos o contacto do nosso (se estiverem pelo Porto e arredores...)!

Entretanto, encontrei informação sobre pneus ecológicos e pensei que seriam feitos de materiais mais "simpáticos", mas são ecológicos devido à redução de emissões de CO2, economia de combustível, ... O que é óptimo também, claro, mas... E a notícia que refere a possível utilização de óleo de soja no fabrico de pneus, ao invés de petróleo, faz-me torcer o nariz, pois perdemos, a um ritmo assustador, áreas extensas de floresta tropical para plantações de soja, não se podendo considerar esta hipótese "simpática" para o ambiente, certo? É difícil, ao que parece, encontrar uma solução...

Para já vou continuar a "reusar" pneus e a aplaudir ideias como esta (portuguesa) de reciclar pneus para fabricar asfalto para a pavimentação de estradas, ou esta, de transformar pneus velhos em produtos substitutos da madeira (como, por exemplo, decks exteriores) além da mais conhecida em que a borracha dos pneus dá origem a pavimentos para recintos desportivos, infantis, ...

E, claro, não faltam ideias para reutilizar pneus...

aqui
aqui
aqui

e, muitas, muitas mais há, mas - às vezes - as mais simples são as melhores...


24 de novembro de 2012

209 - Comprar apenas pilhas recarregáveis


Claro que convém ter um carregador de pilhas...

O nosso foi comprado, há já algum tempo, pelo Zé Manel, no Ikea. Eu andava à procura de qual seria o melhor, e não me decidia...:
"- Precisamos de pilhas.
 - Temos que comprar um carregador e pilhas recarregáveis! Ainda não sei quais são os melhores!
(passados uns tempos)
  - Temos mesmo que comprar pilhas.
  - Têm que ser recarregáveis... e o carregador... e é tudo tão confuso, tantas opiniões!
(uns tempos depois)
  - Já sabes quais são as melhores pilhas? O relógio da cozinha já não funciona...
  - Eu não percebo nada do assunto e quanto mais procuro, mais perdida fico...
  - Olha estas aqui!
  - E se não funcionam bem?...
(mais uns dias)
  - olha que jeitoso (talvez não tenha sido esta a palavra...) este carregador e pilhas que "encontrei"! Não gostas das coisas do Ikea?!..."

E foi mais ou menos assim que passamos a usar pilhas recarregáveis.
Não temos razão de queixa, para já (mas também só as temos há uns meses...), mas parece-me que as pilhas são do tipo recarregáveis convencionais (continuem a ler...).

Devo dizer que continuo indecisa em relação a quais são as melhores pilhas, qual é o melhor carregador (em termos de marca)... Mas dou-vos as dicas que me deram e que encontrei pela net... Quem perceber mais deste assunto (o que não será difícil...) esteja à vontade para corrigir/acrescentar o que achar que pode ajudar futuros compradores de pilhas recarregáveis...

Um leitor da página no facebook aconselhou-me as pilhas recarregáveis Ni-MH do tipo híbrido (como as Sanyo Eneloop). Ele refere que "só são 2100 mAh mas em contrapartida entregam a voltagem que prometem durante muito mais tempo" (estão a ver a minha confusão?). Pelo que percebi não vale de nada a pilha ter carga se depois não tem voltagem suficiente para que o aparelho funcione. Também têm a vantagem de perderem muito menos carga ao longo do tempo, o que é bom para os aparelhos que usam pouca energia (comandos/ratos/teclados/relógios/...).


Também encontrei informação sobre as Ni-MH com baixa auto descarga. Presumo que sejam a mesma coisa que as referidas Ni-MH do tipo híbrido (corrijam-me se estiver errada, por favor) porque mantêm pelo menos 85% (70%?) da sua carga ao final de 1 ano. Geralmente a embalagem diz que estas pilhas já vêm carregadas.

Resumindo (e se não tiver percebido tudo mal):
As recarregáveis convencionais apresentam maior capacidade de carga, por volta dos 2700 mAh; as recarregáveis de baixa auto descarga apresentam menor capacidade - por norma em torno de 2000 mAh - mas garantem que mesmo que se lhes pegue um ano depois de carregadas ainda oferecem uma elevada percentagem da carga (mais de 70%). Estas são melhores para aparelhos que usam pouca energia ou que ficam longos períodos de tempo sem serem utilizados. Disse tudo bem?

Ah, e já agora, uma questão (e desde já peço desculpa se é uma pergunta estúpida...): Posso carregar pilhas de outras marcas no meu carregador?

E só há pouco tempo é que descobri que existem carregadores solares para pilhas.
O que eu gostava mesmo é que estas pilhas solares (um protótipo "faça você mesmo") fossem eficientes.
Ou que estas pilhas que se recarregam com o movimento normal do uso já fossem viáveis.


Quanto a esta ideia - as pessoas enviarem as pilhas recarregáveis para a empresa em vez de terem um carregador em casa -, será mesmo mais sustentável (teria que se estudar o impacto dos carregadores versus o transporte - ida-e-volta - das pilhas, certo?)?

Mas mesmo, mesmo bom era o relógio da cozinha e os comandos da televisão e do disco multimédia não precisarem de pilhas...

15 de setembro de 2011

196 - Comprar algodão hidrófilo biológico


Foi por mero acaso que encontrei o algodão da marca francesa Bocoton (adoro o nome! Experimentem dizê-lo em voz alta, "à portuguesa" e, de preferência, com pronúncia portuense...).

Como estava a dizer, andava eu "num recado" pelo Jumbo - onde vou cada vez menos (assim como a outras grandes superfícies) - quando, ao passar por um dos corredores dos produtos de higiene e beleza, o meu eco-radar (...) disparou.

Já andava há algum tempo a pensar em como substituir o algodão em rama que estava quase a acabar. Como só me maquilho quando o rei faz anos, uma embalagem dura imenso tempo, porque praticamente só uso o algodão para fazer... cotonetes (e não, não é bom para limpar feridas: gaze é o ideal).

É verdade, depois de ter decidido comprar uns "esqueça as cotonettes", percebi (como também me disseram algumas seguidoras do blog... infelizmente após a minha compra...) que aqueles são bons para raspar cera (que imagem bonita!) e não para secar os ouvidos após um duche... Agora a Dmail até tem outros, mas não vou mais nestas modernices.

Assim, apesar de ter encontrado - como disse na altura - uns cotonetes em que o "pauzinho" é de papel enrolado (com o nome fantástico de Pinoca) e de a Ana ter referido uns da marca Auchan (Jumbo) com algodão biológico e a haste de papel (que não vi por lá), decidi manter os resíduos no mínimo possível: reservando - junto do algodão - um fósforo, palito (sem a ponta bicuda...) ou - como no meu caso - o "esqueça as cotonettes" (que é de metal), é só pegar num pedacinho de algodão e enrolar à volta da extremidade do suporte e pronto! Utiliza-se e no fim deita-se fora só o algodãozinho.

Parece rebuscado? Difícil? Desnecessário? Olhem que não! Pelo menos comigo funciona muito bem. E se no princípio não me saía, à primeira, um cotonete perfeito, agora em segundos faço todo o processo. Ainda por cima, trabalhamos a perícia manual...

De qualquer maneira já sabem que há cotonetes amigos do ambiente, não só da marca Auchan, mas também da Bocoton: tem também discos desmaquilhantes (se bem que, neste caso, deve haver outras soluções ainda mais sustentáveis, como um paninho ou desmaquilhantes líquidos...) e o algodão em bolas que comprei.


O algodão é não OGM, cultivado sem pesticidas sintéticos. É branqueado com água oxigenada (e não cloro) e, claro, é proveniente do comércio justo, respeitando o ambiente e os agricultores. Até o saco é biodegradável, feito de amido de milho não OGM! E é giro, com uns cordéis, o que permite a sua reutilização depois de vazio.

Se ainda tiverem cotonetes com a haste em plástico para gastar, depois de os utilizarem cortem as pontinhas e deitem a haste para o ecoponto amarelo. Podem até ter um mini ecoponto na casa-de-banho como a Ana (antes de mudar para os cotonetes biodegradáveis).

9 de abril de 2011

190 - Não ter um "porquinho mealheiro"...


... e não, não tenho nada contra os mealheiros, sejam de partir (embora na verdade estes não sejam muito amigos do ambiente) ou de abrir. Nem foi desta que me deu o badagaio e ando a defender os direitos dos porquinhos (mealheiros...).

O que está aqui em questão não é o receptáculo, seja de que forma for, mas o que guardamos lá dentro.

Quase todos nós tivémos, em pequenos, um mealheiro. O tal porquinho, o do Montepio, de barro, com aloquete ... Era uma boa aprendizagem, não era?

Cá em casa ainda temos este hábito. E não temos crianças... Pois é. A ideia foi "roubada" ao nosso amigo Pedro que, há uns anos, nos contou que ao fim de cada dia guardava todas as moedas que tivesse na carteira numa garrafa de 1,5l (excepto as de 2 euros porque, se não me engano, não cabiam no gargalo). Quando a garrafa ficava cheia rasgava-a e tinha um "pequeno subsídio" de férias. E recomeçava.

Achámos piada à ideia e resolvemos fazer o mesmo. Mas num mealheiro reutilizável. E também deixamos de fora as moedas de 1 euro (somos mais "modestos"...). Tem sido um processo engraçado. Até agora.


Imaginem que cada um de nós - ou cada família - resolve fazer o mesmo: guardar moedas (muitas) em casa durante meses, anos. O que acontece? É necessário cunhar mais moedas para continuar a haver circulação das mesmas. O que implica a extracção de mais matéria prima - a indústria de extracção de minérios é responsável pela poluição de terras e águas, destruição de paisagens, erosão, perda de biodiversidade. E ainda, como explicam neste artigo esclarecedor, na extracção de uma tonelada de níquel ou cobre, são produzidas 400 a 600 toneladas de resíduos. Assustador. Vem depois a sua transformação, que significa não só gastos enormes de energia, mas também a libertação de toxinas para o meio ambiente.

De repente o nosso "jogo" deixou de me parecer engraçado.

Não encontrei nenhuma informação sobre a reciclagem de metais para a cunhagem de moedas, por isso presumo que tal não exista. Enquanto continuarmos a precisar delas, o melhor é não as deixar parar em casa...

E quanto ao porquinho mealheiro? Se calhar temos que pensar em novas formas de transmitir determinados valores. Ou pensar em novos valores a serem transmitidos?...

E, definitivamente, há coisas que eu preferia não descobrir nas minhas pesquisas: mealheiros com porquinhos a sério?!

15 de novembro de 2010

183 - Comprar apenas café biológico, do comércio justo e torrado na região

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Depois de termos optado por usar sempre café em saco, decidimos agora dar o passo seguinte: comprar apenas café biológico, justo e torrado por cá.

E lá parti eu em demanda do santo graal dos cafés...

Em quase todas as lojas ou zonas de lojas dedicadas ao comércio justo há embalagens de café proveniente do comércio justo e/ou biológico... mas não são portuguesas... E eu queria um café que fosse as três coisas:

- biológico porque se, por exemplo, apenas uma família mudar, durante um ano, para café biológico, está a proteger 2800m2 de floresta tropical. Apenas uma família!!!;

- justo porque, tal como no caso do chocolate, trabalhadores são explorados (escravizados será talvez mais correcto nalguns casos) nas plantações de café "normais". Neste momento é a segunda mercadoria comercial mais valiosa (a primeira é o petróleo) o que deve corresponder a um "vale tudo", por parte das empresas, para chegar ao topo. O café foi o primeiro (e ainda hoje o mais vendido) produto de comércio justo. O filme black gold (seleccionado para vários festivais de cinema) retrata este mundo e parece-me muito interessante mas chegar às salas portuguesas é que não... Foi exibido, em Julho, na Gulbenkian, alguém viu?;

- e torrado por cá, pelos motivos do costume, já por mim explanados por aqui.


E não é que o descobri, mais perto (e rápido) do que pensava?

A Delta, marca 100% portuguesa, tem café biológico, café justo e café torrado em Portugal. Todos juntos num só? Parece que sim...

Segundo o apresentação interactiva no seu site, a marca adquire café (da maneira como está colocado tanto pode ser todo, como parte...) através do comércio justo, desenvolve acções para promover a capacitação dos produtores, a melhoria de condições dos trabalhadores e incentiva o cultivo de café de forma sustentável. Fá-lo, pelo menos, desde 2007. É a única empresa portuguesa certificada pelo Sistema de Responsabilidade Social SA 8000, e, pelas várias notícias que encontrei, parece fazer um esforço genuíno para o que os seus produtos sejam verdadeiramente sustentáveis.

Assim, todos os cafés serão provenientes de um comércio (mais) justo e de um cultivo (mais) biológico. Mas depois têm apenas um café de agricultura biológica certificado. E é por isto que fico confundida. Se calhar é porque é muito difícil todo o processo de certificação (algo que tenho aprendido ao longo destes meses) e não porque os outros não o sejam também. O que acham?

Mas têm também uma gama maravilhosa (!), a "Origens Seleccionadas Delta", com as variantes Timor, Colômbia, Manaus e Mussulo, que tem a certificação da Rainforest Alliance, que comprova não só a prática de uma agricultura biológica mas também a remuneração justa dos agricultores. Perfeito, não?


Claro que foi sobre estes que caiu a nossa escolha. Há em dois tipos de moagem (fina e grossa), mas não encontrei - como preferia - em grão. Só depois me lembrei que talvez numa loja Delta vendam avulso e em grão também estas variedades. Hei-de lá ir (assim também reduzo à embalagem!). O Zé Manel escolheu o Mussulo (todas as embalagens - 250g - desta gama custam 2,52€, no Continente), porque é mais "encorpado", mas pelas descrições há para todos os gostos.
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Espero que agora ninguém me venha contar algo de terrível sobre esta empresa portuguesa da qual me sinto tão orgulhosa neste momento (espero, mas se souberem digam, claro!). E sim, é verdade que, seguindo as tendências, têm a DeltaQ, mas passa por nós, consumidores, mostrar que esta moda não é amiga do ambiente, continuando a comprar o velhinho café de pacote, não é?
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E ainda estive a explicar à senhora que estava a promover os cafés Delta (e que me viu a ler, e a reler, muito atentamente todas as embalagens) o que era o comércio justo e os selos de certificação...
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26 de outubro de 2010

177 - Comprar uma esfregona "verde"


A nossa esfregona morreu...

Uma esfregona é de difícil reciclagem, presumo. Tem plástico, metal forrado a plástico, fibras não sei do quê...

Sempre imbuídos do espírito ecológico, continuámos a utilizar a pobre coitada, mesmo quando começou a ficar mais "rala" e nos fazia demorar mais tempo nas limpezas. Até que a própria, desgostosa do seu aspecto e ineficiência se suicidou às mãos do Zé Manel, partindo-se mesmo pela base do cabo (já enferrujado...).

Por via das dúvidas (e porque já me disseram, na Lipor, que, quando não sabemos o que fazer, mais vale colocar num dos ecopontos do que no contentor do lixo) colocamo-la no ecoponto amarelo.

E lá fui eu ao supermercado em busca de uma esfregona amiga do ambiente, para fazer parelha com a nossa vassoura.

Eu já sabia que havia uma marca de produtos e acessórios de limpeza com uma linha ecológica, graças à Cláudia Madeira (que acompanha o blog através do facebook quase desde o início), mas tinha que inspeccionar, verificar e comparar, que eu agora não me fico por menos!

Acabei mesmo por trazer, do Continente, a esfregona Naturals, da Vileda, 7,49€ - completa (se quiserem só a esfregona, porque têm um cabo para aproveitar, custa 3,99€).

Ao contrário de quase todas as outras - que são de fibras plásticas - é de viscose feita de celulose (65%), PLA feita com milho (30%) e fibras de linho (5%). Também havia uma de algodão que me fez ficar na dúvida: o algodão é natural, mas também sei que o seu cultivo, não sendo biológico, não é nada amigo do ambiente. Por outro lado a celulose é vegetal, e pode ser obtida de árvores, mas também de herbáceas e gramíneas... Devia dizer mais detalhadamente a origem da celulose, não? Depois, ainda tentei encontrar mais informação no site, mas não fui feliz. Se quiser saber mais vou ter que enviar um e-mail.

Parece que as partes plásticas são recicladas (não o diz especificamente) e o cabo é de aço reciclado e não tem aquela película plástica que os outras costumam ter, mas por outro lado é pintado (com que tintas?). Seria melhor um cabo de madeira? Não tinha nenhuma assim, mas podia sempre comprar apenas a esfregona, propriamente dita e comprar um cabo numa drogaria...

Estão a ver o que é, para mim, ir às compras? Devo ter estado uns bons vinte minutos no corredor das esfregonas!

Ah! E ao contrário de muitas outras (que estão "ao ar"), vinha embalada num saquinho de plástico, quanto a mim perfeitamente dispensável, e nada ecológico!

Assim, ainda que não 100% satisfeita (porque se calhar a de algodão com cabo de madeira até era melhor?...), acho que, apesar de tudo, comprei uma esfregona mais "verde" (e, claro, até é mesmo verde...) do que a anterior (que seja reciclada em paz!). E limpa muito bem, sem dúvida, e até tem a base ovalada (e não redonda) para chegar aos cantinhos...

(este ar feliz é mesmo para a fotografia...)

Ecológico, ecológico mesmo, seria fazer como antes da invenção da esfregona, há 52 anos: de trapo e escova na mão e de joelhos no chão. Mas não seria nada saudável nem para as minhas costas, nem para os meus joelhos, e confesso que não sou altruísta o suficiente para o fazer...

24 de outubro de 2010

175 - Não comprar queijo fatiado


Antes de me "baterem": "o quê? só agora???!!!", deixem-me explicar...

Eu adorava queijo. Ainda gosto (...) mas era verdadeiramente louca por queijo. Em criança se me deixassem era capaz de comer um quarto de queijo às dentadas. O que mais gostava nos lanches das festas dos meus amiguinhos era dos pratos de queijo aos cubos. Assim sem mais nada... Estão então a imaginar a grossura das fatias de queijo que punha no pão... Acho que o mais correcto seria chamar-lhe queijo com pão, e não o contrário!

Portanto a melhor invenção - para a minha mãe - foi o queijo fatiado embalado. Eu punha uma fatia, duas, três em dias de loucura, mas sentia-me culpada... Já não podia dizer: "Só pus uma fatia!..." Deixou-se de ouvir: "Como? Já acabou o queijo que comprámos anteontem???!!!". Além de que assim não havia discussões entre os 3 jovens da casa: "O queijo está todo torto!", "Só deixaste a casca!", ...
Posso dizer que o queijo fatiado contribuiu para tornar o ambiente familiar um pouco mais pacífico...

E assim se manteve até aos dias de hoje este hábito, de forma mais ou menos ininterrupta.

Até que um raio me fulminou bem em frente ao frigorífico dos queijos, no supermercado.
"Como é possível, Ema, nesta altura do desafio ainda comprares queijo que foi fatiado com recurso a uma máquina eléctrica, que vem numa embalagem de plástico e que tem quadrados de plástico entre cada fatia?????????" (não o disse em voz alta, claro...)
Arghhhhhhh!!!!!!!! (também não foi em voz alta...)
Por isso, estão a ver, não me precisam de me dizer nada. Eu já me "bati"...

Assim - daqui para a frente - queijo inteiro, ou melhor, 1 quarto de queijo (senão estraga-se antes de ser consumido) cortado pela menina ao balcão, com uma faca e embrulhado em papel. Nada de embalagens de plástico, nada de cortado na máquina da loja.

E agora já não há o perigo de cortar fatias de 1 cm, já não gosto... Mas, pelo sim, pelo não, corto o queijo com...

.... um destes?

Não tenho.

Um destes?


Também não.

Com este!


Já cá estava e nunca era usado para o que é suposto - cortar batatas às rodelas. Assim nomeei-o "o nosso cortador de queijo" (ainda bem que não era dos de cortar batatas onduladas...)!

14 de julho de 2010

165 - Comprar apenas sal artesanal


Ir às compras - dos ditos bens essenciais - é para mim agora tarefa para durar o dobro - não - o triplo do tempo, em relação ao "antes deste desafio"...

(Devo aqui fazer um parênteses para homenagear a paciência do Zé Manel enquanto, por exemplo, leio a lista detalhada de ingredientes de, não um, nem dois, mas de vários podutos similares... E isto só para referir um episódio, de entre vários acontecidos numa mesma ida às compras!)

Nós já não usávamos sal refinado. Aliás usamos bastantes ervas e especiarias e pouco sal, mas às vezes, sal... é sal! Usamos flor de sal em pratos não cozinhados - tem um sabor melhor, quanto a mim - e sal grosso nos restantes casos.

A flor de sal ou o "diamante das salinas" é, até pela delicadeza do processo da sua recolha, sempre artesanal. Penso que a que temos neste momento em casa foi comprada numa feira de artesanato e é da Figueira da Foz. Agora já se encontra flor de sal em todos os hipermercados mas até há pouco tempo ia toda para o mercado estrangeiro (parece que, no mercado francês custava 45€ o quilo!)

Mas, ao me deparar, na prateleira do supermercado, com tantos sacos de sal de marcas diferentes, pus-me a pensar: "haverá um sal mais ecológico?"

Há!

As salinas, apesar de artificiais, existem há milhares de anos, e são habitat para muitas espécies de aves migratórias, nidificantes, mas também de anfíbios e de peixes. O seu desaparecimento põe em risco toda esta biodiversidade.

Por outro lado o sal marinho tradicional é recolhido à mão (com auxílio de instrumentos de madeira) e não por meios mecânicos (que necessitam de combustível...) e não é "limpo"/processado industrialmente - pelos vistos com o auxílio de cloro ou formol (???) - o que faz com que conserve os cerca de 80 elementos que possui (magnésio, cálcio, potássio, ...) que quase desaparecem no sal industrial. Este tem até uma maior percentagem de cloreto de sódio (o elemento que torna o sal o "mau" da fita para muitas pessoas) do que o primeiro.

Ao comprar sal artesanal estamos a contribuir para a manutenção de uma profissão em "vias de extinção" - o marnoto - embora pareça, agora, rejuvenescer nos novos operadores de salinas tradicionais. Estamos também a contribuir para que o esforço de todo um programa internacional de não deixar desaparecer esta arte, um pouco por todo o Atlântico, não seja em vão.

esta salina em Aveiro já desapareceu...

Ainda por cima, o nosso sal é considerado um dos melhores do mundo, por isso não há necessidade de comprar sal dos Himalaias ou de uma ilha no Pacífico, só por que é exótico.

Comprei um pacote de sal marinho tradicional Marnoto, recolhido manualmente no Parque Natural da Ria Formosa (vem do Algarve, mas não havia nenhum sal artesanal de mais perto...) por 1€. Não se preocupem por não encontrarem a palavra biológico numa embalagem de sal. Por ser um mineral não pode ser certificado - para já - como produto biológico.

É certo que é mais caro (um pacote de sal industrial custa cerca de 0,30€) mas depois de tudo isto não acham que vale a pena?

12 de julho de 2010

163 - Adoptar um gel de banho natural


Lição de hoje: não ir à compras com pressa. Nada, nada ecológico...

Como estava com pressa e o nosso gel de banho estava no fim, quando vi o gel de banho zero % da Sanex - sem parabenos, sem corantes, numa recarga ecológica (-73% de plástico), com o rótulo ecológico europeu, nem pensei (ou olhei) duas vezes. E eu, que tinha dito - e escrito - que não comprava mais nada sem ler as letras pequeninas, agarrei-o e trouxe-o!!!


Só em casa é que me dediquei a ler as tais letras pequeninas...

Pontos positivos

- vem numa recarga, o que permite poupar os tais 73% de plástico (enchendo a embalagem do gel anterior, seja da sanex ou não...);
- não contém parabenos, nem corantes, nem phtalatos, nem phenoxyethanol, ...
- o rótulo ecológico europeu certifica, neste caso, que o gel causa um impacto mínimo nos ecossistemas aquáticos, cumpre os critérios estritos de biodegradabilidade e reduz os resíduos de embalagem;

Pontos nada, nada positivos...

- alguns dos ingredientes:

-- água (bom);
-- sodium laureth sulfate (ou SLES, que, juntamente com o sodium lauryl sulfate ou SLS, aparece muitas vezes como derivado de cocos, mas que, aparentemente, é sintetizado com derivados de petróleo. Apesar de as "entidades oficiais" afirmarem que o facto de ser potencialmente cancerígeno é uma lenda urbana, a verdade é que tem muitos efeitos secundários: causa irritação nos olhos, descamação do couro cabeludo (similar à caspa), irritações cutâneas, ...). A minha pergunta: como é que este ingrediente aparece num produto certificado com o selo ecológico europeu??? Não é prejudicial para o meio ambiente? Encontrei um relatório sobre o uso do SLES para limpar solos contaminados com petróleo. Isto poderá querer dizer que não é poluente? Quem for da área poderá ter a amabilidade de me explicar? Mas, mesmo que não seja poluente, o facto de ser prejudicial para nós não conta?!...
-- glicerina (espero que de origem vegetal, mas neste momento já não digo nada...);
-- cocamidopropyl betaine (nesta listagem aparece com aquele símbolo quadrado de cor laranja com uma cruz preta. É semi-sintético, derivado de óleos de coco... Aqui refere, por exemplo que é proibido - para cosméticos - no Canadá e é suspeito de "entoxicar" o ambiente!);
-- sodium choride (inocente);
-- coco-glucoside (inocente, mas parece que não há estudos);
-- parfum (natural???!!!...);
-- sodium lactate (inocente, a não ser que sejam veganos: é derivado do leite);
-- ácido lácteo (idem);
-- sodium benzoate (não é tóxico para o ambiente, mas aparecem as palavras cancro, neurotóxico, ... em estudo feitos em animais. Mais uma vez é proibido - para cosméticos - no Canadá...);

- eu também ia referir o facto de achar estranho o gel ser transparente. Aprendi a fazer sabonete e sabonete líquido com a Sylvia (o príncipio é o mesmo do gel de banho...) e o resultado é um líquido cremoso, de um amarelo apetitoso, mas nada transparente. Mas neste momento este pormenor já não me parece tão importante. O que me leva ao último ponto...


- a Sanex, que pertence à empresa Sara Lee, aparece em várias listas de marcas e empresas que testam em animais (aqui, aqui, aqui, só para referir algumas...)!!! Arghhhhhhh!!! E eu que, há anos, tenho o cuidado de não comprar produtos de marcas que testam em animais (antes de "só" comprar marcas ecológicas (...) até andava com uma lista actualizada na carteira, para tirar dúvidas)! Ahhhhhhhhh!!!! No relatório ambiental público da empresa não encontrei informação sobre este facto. Falam da água, dos desperdícios, de energia, das embalagens, mas nada sobre os animais.

Eu até tinha uma pesquisa feita sobre várias marcas ecológicas, naturais, biológicas (...) de gel de banho e afins, e também de várias lojas on-line que vendem produtos de limpeza pessoal amigos do ambiente, mas depois destes choques consecutivos, acho que hoje vou ficar por aqui.

Sugestão para as lojas virtuais: disponibilizem a ficha técnica dos vossos produtos porque, pelo menos eu, não compro mais nada sem saber o que representa cada ingrediente!

Vou - como bem sugeriu (no facebook) o Fernando Ramos - dedicar-me aos sabonetes... Perdi a minha confiança no rótulo ecológico europeu e estou seriamente a pensar mudar-me para o Canadá...

9 de julho de 2010

160 - Comprar, quando forem mesmo necessários, guardanapos de papel reciclado


Sabem, aquelas alturas em que precisam de guardanapos para muitas pessoas? Mesmo muitas pessoas? E não têm, nem de perto nem de longe, guardanapos de pano suficientes?

Pois é, foi o que me aconteceu.

Nós já não compramos guardanapos de papel desde o início deste desafio (e mesmo antes só os usávamos esporadicamente), mas confesso que normalmente gostava daqueles maiores, mais espessos e de cor (ai, ai, ai...), a condizer com o resto da decoração...

Mas agora precisei mesmo de muitos guardanapos e os meus (ainda) reduzidos dotes para a costura não me permitem fazer o milagre de transformar quadrados de tecido em guardanapos (parece simples, mas experimentem)!

Como tal, lá fui eu comprar guardanapos de papel, mas reciclados, porque apesar de tudo têm algumas vantagens: há menos consumo de recursos naturais, menos "contribuição" para os aterros ou incineração, a sua transformação consome menos água e energia («240 kw/h por tonelada de fibra secundária contra 1000 kw/h por tonelada de fibra virgem») e menos detritos sólidos.

Parece que agora ainda há mais oferta de guardanapos de papel: há mais cores, há "tipo tecido", para crianças, e até vi uns guardanapos de papel anti-nódoas (!!!) Será que é para usar, cada um deles, mais do que uma vez???

Realmente, no meio de tanta cor, fica difícil optar pelos pardos e "insignificantes" guardanapos reciclados...

Comprei os da Renovagreen (0,85€ uma embalagem com 90 guardanapos), marca de que já falei no post sobre os rolos de papel de cozinha. Ainda procurei da marca Continente - porque estava lá, claro - mas também porque já comprei papel higiénico reciclado desta marca, mas não os encontrei (posso até nem ter reparado, no meio de tanto guardanapo...).

Só ainda não percebi porque é que, aqui, os guardanapos reciclados são de um branco acinzentado e nos EUA, por exemplo, são castanhos (da cor do cartão):


Alguém me sabe dizer?

E, no final, coloquei os guardanapos usados na compostagem, porque, segundo o que aprendi quando fiz a oficina de compostagem, papel com vestígios de gordura não dá para reciclar.


8 de julho de 2010

159 - Não comprar café, para a máquina, em pastilhas


Eu não gosto do sabor do café (mas adoro o cheiro). E tomar um café pode provocar-me uma de duas reacções: se for até meio da tarde, passo o resto do dia com vontade de andar aos saltos e a correr, dentro do género dos personagens da b.d. Asterix e Obelix, quando acabam de engolir a poção mágica (menos o Obelix, claro...). Se for depois, não consigo dormir a noite toda...

Bom, mas o Zé Manel gosta de café e nós temos uma daquelas máquinas de tirar expresso (um de cada vez...), velhinha mas afinada! Também temos um moinho de café. Portanto podemos perfeitamente comprar café em grão. Ai, mas a preguiça foi falando mais alto!!! Primeiro começamos a comprar café já moído (que não tem o mesmo aroma) e, de vez em quando (principalmente para quando temos convidados), as fantásticas pastilhas, que vieram revolucionar o tirar café em casa, como diz a publicidade: "simples, prático e limpo", "nunca mais haverá café moído espalhado pela bancada"...


Só que as pastilhas vêm cada uma no seu filtro de papel, na sua embalagem de plástico, todas dentro de uma caixa... Tanto invólucro!

Portanto vamos fazer o percurso inverso: não comprar mais pastilhas (nem com a desculpa "ah, vamos ter muita gente cá em casa..."), voltar a comprar café, de preferência, em grão e - melhor ainda - a granel, porque vem num cartucho de papel!

Ah! E não aderir à - ainda mais recente - moda das belas máquinas nespresso, delta q e afins. A primeira até faz recolha das cápsulas para reciclagem (e até são giras para se reutilizarem), e a segunda publicita - fica sempre bem - que as suas cápsulas são recicláveis (deve ser tarefa complicada...), mas o primeiro R é REDUZIR, e não reciclar, por alguma razão!

Como é que beber um café em casa se tornou algo de tão elaborado? Aparentemente simples, mas elaborado (esta reflexão aplica-se a tanta coisa...)?

Onde estão as cafeteiras italianas?


As bodum?


E os balões de café?

Adorava o ritual do meu pai a fazer o café no balão. Em dias especiais, é certo, porque demorava um certo tempo... Mas é poesia!


4 de julho de 2010

155 - Arranjar uma lanterna que funcione sem pilhas


Eu já tive uma lanterna de dar à manivela (igualzinha a esta!), mas com mudanças, coisas arrumadas em caixas num sítio, outras noutro, não sei onde pára. O mais correcto é dizer que eu tenho uma lanterna de dar à manivela, mas não sei dela...

E como neste momento estou a precisar de uma lanterna (com uma certa urgência) vou ter que arranjar outra. E claro, tem que ser amiga do ambiente!

O Zé Manel ainda tem a dele, um pouco diferente. Em vez de se dar à manivela, tem que se pressionar (com alguma rapidez) uma espécie de alavanca:


Há à venda em vários sítios, incluindo, claro, na internet (aqui, aqui, por exemplo).

Apercebi-me, ao procurar a minha nova lanterna, que as lanternas ecológicas (de bolso ou não) devem estar na moda (e ainda bem!), porque não falta oferta!

Há as "mistas" para os que tiverem medo que o "método ecológico" não funcione... como esta, que tem que ser abanada durante 30 segundos, para dar 5 minutos de luz, mas que também pode funcionar a pilhas.

Há as solares, que também são mistas (pelo menos as que encontrei: esta, esta, esta, esta e esta, por exemplo) porque necessitam de pilhas.

Mas como quero uma que seja o mais possível ecológica vou voltar às de manivela.

Na Decathlon tem-nas de vários tamanhos e feitios. Até tem uma boa para quem faz campismo, ou para quem costuma ficar muitas vezes sem electricidade em casa, que serve como candeeiro (em vez de um petromax, por exemplo).
Comprei, por 10€, uma lanterna de bolso (verde) que por cada minuto de "manivela" me dá 6 de iluminação "em modo forte". Para mim, serve perfeitamente. E o preço nem é desculpa, há umas que custam 4€!


Para as crianças (ou os fãs da Lego, como eu), esta marca tem uma lanterna de manivela com a forma de um dos seus bonecos!
Também uma óptima prenda para os mais pequenos é esta caixa que permite construir a nossa própria lanterna!

E apaixonei-me por esta lanterna (verdadeiramente solar) que ainda permite reutilizar garrafas:



Só é pena não ser de bolso...

2 de julho de 2010

153 - Comprar cereais a granel


Só vou à Naturocoop quando tenho algo mais para fazer pelas mesmas bandas, pois esta cooperativa de produtos biológicos (que tem desde a fruta à pasta dos dentes, passando por tudo o que precisamos, a nível alimentar, de limpeza e de higiene) é precisamente do outro lado da cidade!

Nesta visita descobri que também têm um espaço no núcleo rural do Parque da Cidade (aqui ao lado...). Como é que nunca tinha reparado? Porque vou todos os dias ao Parque, menos ao fim-de-semana (quando é invadido), que é quando a loja abre... Tenho que fazer uma visita (já avisada que tem muito menos coisas...)!

Como precisei de ir às Águas do Porto, fui num pulinho até este "supermercado" - que me faz sempre lembrar os primeiros que surgiram - dar início à minha ideia de não voltar a comprar cereais embalados em plástico. Esta é uma das minhas mais queridas cruzadas, dentro deste desafio: reduzir ao máximo a existência de plástico (principalmente descartável) cá por casa.

Se já antes desta iniciativa não usava sacos de plástico para as compras, agora, tenho uma verdadeira (e saudável?) obsessão pela erradicação deste material: tenho ficado extremamente impressionada com os vídeos de massas gigantescas de plástico a vogar pelos oceanos e de animais mortos devidos a elas.

Na Naturocoop os cereais estão nos grandes sacos onde são transportados ou em dispensadores (que adoro usar!), e os sacos disponíveis são em papel (apesar de, nesta visita, ter ficado triste por ter visto porções pré-pesadas, prontinhas a trazer, em sacos plástico...). Eu trato estes sacos de papel com muito cuidado, e reutilizo-os imensas vezes (e no fim da sua vida útil, coloco-os na compostagem!).


A oferta de cereais (sempre biológicos) é óptima: vários tipos de arroz, aveia, cevada, quinoa, cuscuz, millet, bulgur, ...

E, por exemplo, um quilo de aveia aqui custa 2,01€ e no Continente (também biológica) custa 5,10€... Convencidos?

Ainda trouxe, além dos meus cereais, mais sementes para germinar, chicletes 100% naturais e 100% biodegradáveis que nem sabia que existiam (o Zé Manel às vezes sente muito vontade de uma pastilha elástica), e descobri também que a Ecover tem produtos de higiene pessoal.

Na minha próxima visita vou falar sobre a possibilidade de fazer como o Colin Beavan (No Impact Man): levar frascos de vidro para encher com os cereais, e assim reduzir também os sacos de papel...

1 de julho de 2010

152 - Encontrar prendas para bébés amigas do ambiente


Quase todos os meus amigos têm ou começam a ter bébés... Ao procurar um presente para oferecer a uma bébé recém-nascida lembrei-me que seria óptimo começar a ensinar-lhe, de pequenina, a defender o ambiente...

Que presentes "verdes" oferecer a um bébé?


Há, claro, as fraldas reutilizáveis (que tanta discussão geraram no facebook), mas achei que era muito radical para uma recém-mamã atrapalhada com tanta nova responsabilidade. Falar-lhe-ei deste assunto um pouco mais para a frente.

Na ecological kids, com loja no Porto (mas também na internet) tem, além das fraldas e de acessórios para um recém chegado a este mundo, alguns brinquedos para bébés: rocas, peluches, fantoches, todos muito engraçados e livres de tóxicos. Mas ainda não era bem isto que eu queria!

Depois lembrei-me da NaturaPura, que encontrei ao fazer o post sobre rótulos ecológicos. É a única empresa têxtil portuguesa que tem o rótulo ecológico europeu. Uma marca portuguesa de roupa para bébés, com lojas no Porto, Braga e Lisboa (e representada em lojas multimarcas por todo o país) e que, pelo vistos, está em expansão. Utiliza apenas algodão biológico, sem recurso a químicos, desde a produção do próprio algodão até ao produto final (as cores - verde, castanho e cru - não são tingidas, mas próprias da fibra). O único problema é que, tendo em conta que ainda tenho que comprar prendas para mais dois bébés - no espaço de um mês - os preços saíam um bocadinho do orçamento estipulado para este fim...

E foi durante um dos nosso passeios pelo parque da cidade que surgiu a prenda que me encheu o coração. Ao passar pela loja do comércio justo - aberta todos os dias, graças aos voluntários - que existe no núcleo rural (e, infelizmente a única ainda aberta na cidade do Porto), resolvemos entrar e encontramos um lindo mobile, mesmo a olhar para nós. 100% artesanal, feito no Nepal é certo, mas carregado de significado!

Ainda por cima - descobrimos ao oferecê-lo - condizia com a decoração do quarto. Tenho a certeza que vai contribuir para uns bons sonhos!

este livro também é uma boa prenda (acho que vai ser a próxima)


E, para quem for mãe ou pai, que tal experimentar os slings? Adorei! Há muitos blogs de artesãs portuguesas que os vendem, mas adorei as cores destes.

17 de março de 2010

137 - Substituir as lâmpadas incandescentes por fluorescentes compactas (?)


Quando experimentei usar menos lâmpadas no nosso candeeiro da sala, como forma de reduzir a utilização de iluminação artificial, já tinha começado a procurar mais informação sobre os vários tipos de lâmpadas (até já tínhamos substituído a lâmpada incandescente do candeeiro de uma das mesinhas de cabeceira por uma - oferecida por uma revista... - economizadora/fluorescente compacta).

Cá em casa temos:

lâmpadas de halogéneo (com um funcionamento semelhante ao das lâmpadas incandescentes, mas com a vantagem de "conseguirem recuperar o calor libertado pela lâmpada, reduzindo a necessidade de electricidade para manter a sua iluminação": produzem mais luz com a mesma potência e com o dobro da duração e emitem uma claridade constante), no candeeiro da sala;

fluorescentes tubulares, que já existem há muitos anos ("emitem aproximadamente a mesma luz que uma lâmpada incandescente convencional, gastando menos 80 por cento de energia"), na cozinha e casa-de-banho;

e incandescentes, as, agora, mais mal amadas (e que segundo o mesmo site "são indicadas para locais em que a iluminação é necessária por curtos períodos de tempo. Nessas situações consegue-se que tenham um período de vida mais longo, pois o desgaste do filamento pelo calor gerado na lâmpada é menor, não justificando o investimento numa lâmpada mais cara", ainda que sejam as de mais baixa eficiência energética).

São as incandescentes que devemos, segundo opinião generalizada, substituir pelas famosas fluorescentes compactas (que permitem poupar 80% de energia, reduzindo assim, em muito, as emissões de dióxido de carbono).

Fui comprar uma lâmpada fluorescente compacta (LFC) para o candeeiro da outra mesinha de cabeceira, mas ainda não estava convencida.

Não tanto que não seja mais económica em termos energéticos (pelo sim, pelo não - até porque encontrei muitas pessoas descontentes com o tempo de duração destas lâmpadas - guardei a embalagem, onde diz que "esta lâmpada tem um tempo de vida útil estimado em 6000 horas", e nela escrevi a data de início de utilização..., ), mas que seja, realmente, a melhor escolha a nível ambiental.

A minha primeira dúvida apareceu quando encontrei informação sobre o que fazer se uma lâmpada fluorescente se partir:

1 - ventilar a divisão onde estiver, abrindo todas as janelas;
2 - proteger as mãos com luvas de borracha e a boca com uma máscara;
3 - com muito cuidado colocar as peças maiores num contentor com tampa. Preferencialmente um de vidro com tampa de metal;
4 - apanhar as peças pequenas e o pó com dois pedaços de papel duro;
5 - deitar os vidros, o pó e o papel no contentor;
6 - usar qualquer tipo de fita adesiva para limpar a zona onde a lâmpada caiu;
7 - limpar de seguida com um pano húmido ou com papel de cozinha para apanhar todas as partículas;
8 - colocar tudo, fitas, panos e partículas no contentor, tapá-lo e etiquetá-lo;
9 - levar o contentor ao ecocentro mais próximo ou telefonar à câmara para o remover.

Assusta, não? (e a mistura de materiais diferentes que vão todos juntos para o ecocentro. Serão reciclados?)

Está bem, também é preciso ter cuidado com as outras lâmpadas, mas não tanto assim!
(Será exagerado?...)

O que têm dentro???

Mercúrio (todas as lâmpadas fluorescentes o contêm), cerca de 5mg (500mg contêm os termómetros antigos). No site da eco.EDP, que esclarece algumas dúvidas e "preconceitos" sobre as LFC, afirmam que apesar de conterem mercúrio, estas lâmpadas "contribuem para a redução de mercúrio no ambiente uma vez que, consumindo 80% menos energia que as lâmpadas incandescentes vulgares, requerem a produção de menos energia eléctrica – o que representa uma das maiores fontes de mercúrio no ar em consequência da queima de combustíveis fósseis".
Mas, pelos vistos, os trabalhadores chineses que as fazem (pelo menos uma grande parte delas), estão a ser envenenados, pois têm que manusear o mercúrio durante o processo de produção das lâmpadas...

Outra informação que me chamou a atenção: emitem raios ultravioleta.

A "radiação ultravioleta, a cintilação dos campos electromagnéticos e a luz azul" que emitem constituem risco de agravamento de doenças ligadas à fotossensibilidade, segundo a coordenadora da Eco-casa (na Visão de 5 de Novembro de 2009 - especial edição verde), facto este reiterado pela eco.EDP, que à pergunta "podem as lâmpadas economizadoras provocarem cancro?" diz que "este risco só se aplica a um grupo restrito de pessoas. (...) A agência de Protecção de Saúde do Reino Unido (HPA) realizou um estudo que revelou que uma LFC emite radiação ultra-violeta (UV) que pode ser prejudicial, apenas se ficarmos junto de uma LFC com uma distância de 2 centímetros ou menos, durante 2 horas, todos os dias"...


E foi por esta altura que, ao ler a revista Courrier internacional de Março de 2010 (emprestada pela minha amiga Isabel, que partilha as suas revistas comigo), dei com um artigo com o seguinte título:

"Verdes por fora, poluídas por dentro"

Primeiro parágrafo: «Algumas tecnologias "verdes", desde os automóveis eléctricos aos geradores eólicos, passando pelas lâmpadas de baixo consumo, utilizam uma família de metais pouco comuns: as "terras raras" (da Tabela Periódica dos Elementos). O mundo depende cada vez mais delas. O problema é que provêm quase exclusivamente da China e são extraídas por um das indústrias mineiras mais perniciosas para o ambiente, ainda por cima dominada por organizações criminosas.»

??????!!!!!!!!

Pois é, um desses elementos, o térbio, é usado nos fósforo das lâmpadas fluorescentes. Com o aumento da produção deste tipo de lâmpadas, aumentou a procura deste e as suas consequências são já visíveis: «onde outrora havia socalcos de arrozais ver-esmeralda, agora há encostas ressequidas, cobertas de cicratizes de argila estéril. Para extrair aqueles metais raros (...) os operários raspam o solo e deitam para fossas a argila salpicada de ouro que recolheram. Despejam lá para dentro solventes (frequentemente ácidos concentrados) para extrair as terras raras. Deste processo resultam compostos tóxicos que se infiltram no solo, contaminando cursos de água, destruindo arrozais e explorações piscícolas e poluíndo os lençóis subterrâneos.»
Nas jazidas abandonadas (esgotadas ao fim de três anos de exploração intensa), dez anos depois, ainda ninguém conseguiu voltar a plantar arroz...

A China produz 99% do térbio utilizado em todo o mundo!

Acho que vou ficar à espera de uma tecnologia LED mais acessível. Estas lâmpadas são ainda mais economizadoras que as compactas e não parecem ter componentes tão prejudiciais. São já apelidadas de "lâmpadas do futuro".

Entretanto, desculpem-me os defensores das LFC, mas acho que durmo mais descansada continuando a usar as velhas incandescentes (ou alterando os meus candeeiros para poderem suportar lâmpadas de halogéneo... Será possível?), até porque são os candeeiros que menos são utilizados.

A não ser que encontre fluorescentes compactas que não sejam fabricadas na China e que digam que o óxido de térbio usado na sua fabricação é de origem sustentável...