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2 de outubro de 2011

198 - Beber café numa chávena e não num copo de plástico (mais uma resolução do Zé Manel)


Personagens
Ema
Zé Manel

Cena
A sala de estar de um pequeno apartamento, cheia de livros, fotografias e algumas plantas. É de noite. Num cesto dormem tranquilamente 3 gatas. A televisão está desligada. Ema e Zé Manel estão sentados num sofá confortável, ela tem uma revista nas mãos, ele um computador portátil. Vão conversando sobre os acontecimentos do dia de cada um.

Zé Manel - ... e então quando tinha acabado de tomar o café da máquina (referindo-se às máquinas automáticas de bebidas) e entrado na sala dos professores, tocou o telemóvel e era o Carlos. Tive que sair outra vez e estive a conversar com ele um bom bocado.
(um pequeno silêncio)
Ema - Tomas café da máquina? (vai folheando a revista)
Zé Manel - Sim. (enquanto continua a fazer algo no computador)
Ema - Não têm bar na escola?
Zé Manel - Temos. (continua atento ao computador)
(outro silêncio, um pouco mais demorado)
Ema - É longe da sala dos professores? Muito longe? (acentuando o muito)
Zé Manel - (algo distraído) Não, é perto.
(um longo silêncio)
Ema - (calmamente) Quer dizer que todos os dias tomas café tirado de uma máquina - que está constantemente ligada à corrente -, num copo de plástico, que mexes com uma "colher" de plástico, ao invés de o tomares numa chávena de louça, com uma colher de metal, ao balcão do bar?
(um ainda mais prolongado silêncio)
Zé Manel - (desviando os olhos do computador e fixando-os nos de Ema) Pois...
(uma pausa)
Zé Manel - (pesaroso) Nunca me tinha ocorrido...
(mais um pequeno silêncio)
Ema - O Carlos tinha novidades?...


11 de abril de 2011

191 - Fazer sementeiras reutilizando materiais

Até há cerca de um ano a minha única experiência com sementes era a germinação, que tinha feito durante alguns anos (hábito que por essa altura retomei).

Depois semeei algumas árvores. E correu bem (temos um plátano a crescer na nossa varanda!!!)

Portanto quando decidi ter ervas aromáticas, fiz o que alguém que não percebe nada do assunto mas que acha que sabe faz: "atirei" as sementes para a terra e esperei que nascessem (regando-as, claro...).

Agora, um bocadinho mais sábia, já sei que nem sempre é assim tão simples (por isso é que algumas plantas não nasceram)...

Aprendi que é preciso fazer sementeiras, que algumas sementes/rebentos devem ficar em estufa, ou dentro de casa, que às vezes é preciso transplantar, mondar, ...

Há blogues, cheios de óptimas dicas, como o da Sílvia, há grupos para troca de experiências (e colocação de dúvidas), incluindo no facebook. E estou só a referir alguns. Claro que há livros, e estão sempre a acontecer oficinas, principalmente nas cidades, para quem se quer iniciar nas maravilhas da agricultura de subsistência. E eu tenho, à distância de um telefonema, a minha mãe, que se dedica, há já alguns anos, à agricultura biológica (para consumo familiar).

Assim desta vez já não tinha desculpa para não fazer tudo direitinho.

Há, à venda, caixas e caixinhas próprias para serem usadas como sementeiras, mas uma "bio-hortelã" (do substantivo hortelão...) - ainda que de varanda - que se preze, reutiliza recipientes para este fim, claro.

Aqui deixo ficar as minhas pequenas sementeiras e outras, encontradas por esse mundo virtual (e mais haverá). Quase tudo é válido, só é preciso um bocadinho de imaginação!

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Usei caixas de ovos (depois desta utilização, podem ser colocadas na caixa de composto) e, como as sementeiras ficam no interior, usei as embalagens de esferovite (que apesar da minha resolução, ainda teimam em aparecer... às vezes) para proteger da humidade a madeira dos parapeitos das janelas.

Um truque que aprendi com a minha mãe (depois desta 1ª sementeira deste ano...): se não "tem mão" para semear - principalmente se as sementes são muito pequenas - misture-as com areia para que, ao despontarem, não fiquem tão juntas!



Se tiverem espaço podem usar caixas da fruta de madeira (na verdade cada vez mais difíceis de encontrar).


Podem reutilizar embalages de tetra brick...


... ou rolos de papel higiénico ou copinhos de papel de jornal (boas soluções para sementes maiores: uma em cada recicpiente), seguindo estas indicações...


...ou este esquema.


Usar garrafões de água para fazer mini estufas...



... ou embalagens de plástico para extra-mini estufas (cá por casa, "coisas" de plástico são raras!)





Até as embalagens finas de transportar fruta servem!



Esta é uma óptima ideia para a páscoa!


E, já agora, vejam (e assinem, se concordarem) a petição da campanha pelas sementes livres. Está a ser proposta, pela União Europeia, uma legislação para "restringir a livre reprodução e circulação de sementes". E podem participar nas jornadas, um pouco por todo o país, se quiserem saber mais sobre este assunto:

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24 de outubro de 2010

175 - Não comprar queijo fatiado


Antes de me "baterem": "o quê? só agora???!!!", deixem-me explicar...

Eu adorava queijo. Ainda gosto (...) mas era verdadeiramente louca por queijo. Em criança se me deixassem era capaz de comer um quarto de queijo às dentadas. O que mais gostava nos lanches das festas dos meus amiguinhos era dos pratos de queijo aos cubos. Assim sem mais nada... Estão então a imaginar a grossura das fatias de queijo que punha no pão... Acho que o mais correcto seria chamar-lhe queijo com pão, e não o contrário!

Portanto a melhor invenção - para a minha mãe - foi o queijo fatiado embalado. Eu punha uma fatia, duas, três em dias de loucura, mas sentia-me culpada... Já não podia dizer: "Só pus uma fatia!..." Deixou-se de ouvir: "Como? Já acabou o queijo que comprámos anteontem???!!!". Além de que assim não havia discussões entre os 3 jovens da casa: "O queijo está todo torto!", "Só deixaste a casca!", ...
Posso dizer que o queijo fatiado contribuiu para tornar o ambiente familiar um pouco mais pacífico...

E assim se manteve até aos dias de hoje este hábito, de forma mais ou menos ininterrupta.

Até que um raio me fulminou bem em frente ao frigorífico dos queijos, no supermercado.
"Como é possível, Ema, nesta altura do desafio ainda comprares queijo que foi fatiado com recurso a uma máquina eléctrica, que vem numa embalagem de plástico e que tem quadrados de plástico entre cada fatia?????????" (não o disse em voz alta, claro...)
Arghhhhhhh!!!!!!!! (também não foi em voz alta...)
Por isso, estão a ver, não me precisam de me dizer nada. Eu já me "bati"...

Assim - daqui para a frente - queijo inteiro, ou melhor, 1 quarto de queijo (senão estraga-se antes de ser consumido) cortado pela menina ao balcão, com uma faca e embrulhado em papel. Nada de embalagens de plástico, nada de cortado na máquina da loja.

E agora já não há o perigo de cortar fatias de 1 cm, já não gosto... Mas, pelo sim, pelo não, corto o queijo com...

.... um destes?

Não tenho.

Um destes?


Também não.

Com este!


Já cá estava e nunca era usado para o que é suposto - cortar batatas às rodelas. Assim nomeei-o "o nosso cortador de queijo" (ainda bem que não era dos de cortar batatas onduladas...)!

16 de setembro de 2010

167 - Usar apenas perfumes naturais


Eu sei, eu sei que os perfumes camuflam o nosso cheiro natural e que é o nosso cheiro que nos identifica e todas essas coisas... mas... eu sou "cheirinhas", adoro cheiros: o cheiro do mar, o cheiro da erva, das flores, das frutas, o cheiro das especiarias, da terra molhada, enfim... para mim um perfume é como uma peça de roupa (já dizia a marilyn...): há dias (nem todos, é certo) que gosto de sentir em mim um determinado "perfume": por exemplo, um que me traga à mente o cheiro de um prado... Sem ter que me ir rebolar no meio da erva para o manter durante o resto do dia...

Posto isto, mal comecei este desafio comecei a "temer" este dia. Quando comecei a pesquisar sobre cosméticos, produtos de higiene, produtos de limpeza, quando comecei a aprender mais nas oficinas da Sylvia, confrontei-me com o facto da palavra perfume estar sempre nas listas das "persona non grata" para o ambiente...

Já sabia que perfume implica um grau variado de ingredientes, normalmente - e na sua maioria - sintéticos, com grandes probabilidades de muitos deles serem prejudiciais (para mim e/ou para o ambiente) mas quando encontrei esta imagem...


... não consegui adiar mais. Como é que é? Contra os 15 a 33 químicos diferentes que podem ter os outros produtos ditos de beleza, um perfume tem cerca de 250!!! Já não consegui olhar da mesma maneira para os frascos de perfume que ainda andam pela nossa casa-de-banho...

Depois encontrei este relatório da Environmental Working Group, um estudo que revelou que várias marcas de perfume contêm pelo menos 10 químicos secretos (sim, secretos... os fabricantes têm o direito de manterem o segredo das fórmulas!!!) potencialmente perigosos para a saúde: de uma simples reacção alérgica à perturbação do funcionamento endócrino! 12 dos 17 perfumes testados contêm ftalato de dietilo, relacionado com o desenvolvimento anómalo dos órgãos genitais de bebés do sexo masculino e com problemas no esperma dos homens adultos (leiam esta resposta do parlamento europeu a uma pergunta sobre o uso deste químico nos cosméticos...)!

Portanto, além dos químicos oficiais, muitos dos quais já são prejudiciais para nós e para o ambiente, ainda podemos "apanhar" com outros, sobre os quais, pelos vistos, ninguém tem que apresentar contas! Agora, acho que já percebo porque é que ficava quase sempre com uma dor de cabeça quando permanecia algum tempo numa daquelas perfumarias onde podemos experimentar os perfumes que quisermos... imaginem fazer uma análise ao ar num local destes!

Na verdade. com muita pena minha, já não consigo saber o que contêm os meus perfumes porque as caixas já foram todas reutilizadas... Outro problema, embalagens a mais: o invólucro de plástico, a caixa de cartão, mais cartão para proteger o frasco que é em vidro e metal, normalmente, e quase impossível de ser reutilizado!

Solução?

Parece que há alguns (este também) perfumes com preocupações ambientais, mas como não consigo ter acesso à lista de ingredientes... Também não consegui encontrar mais informação sobre este projecto académico português: fazer um perfume (em grande escala) usando recursos naturais e tecnologias limpas.

Há uns bons anos ofereceram-me um perfume de flores artesanal, alentejano, que adorei (ainda tenho o cheiro na minha memória) mas já não me lembro nem do nome, nem do lugar, nem de que flores, ...

E que tal experimentar fazer? Há dois anos, participei, com a minha amiga Daniela, numa oficina de perfumes (inserida no programa do Ciência Viva no Verão). Aprendemos a extrair óleos por maceração, tal como está aqui muito bem descrito (é a mesma oficina...), mas foi um bocadinho frustrante (são precisos 5l de volume de plantas para conseguir cerca de 2 ml de óleo...)!


Entretanto encontrei este site cheiinho de receitas de perfumes (e não só) que, além da abrir o apetite para experimentar, veio comprovar a minha teoria: beber vodka deve ser como beber álcool etílico...

Ainda assim vou começar por uma receita mais simples, que aparece no livrinho O Lar Ecológico: a água de pétalas. Logo vos direi se cheira bem!

Água de pétalas
- pétalas de flores perfumadas (rosas e/ou afins...)
- água
- genebra (bebida feita com aguardente de cereais e bagas de zimbro)
Deitar um molho de pétalas num prato com água a ferver e deixar repousar um dia inteiro. Sem tocar no conteúdo, levá-lo (tapado presumo) ao frigorífico por mais dois dias. Flitrar e adicionar, por cada copo de água de pétalas, uma colher de café de genebra. Guardar no frigorífico.

Outra água de flores (recolhida não sem onde...)
- flores frescas (lavanda, flor de laranjeira ou madressilva)
- água
Introduzir as flores num copo ou frasco grande. Encher com água até as flores ficarem totalmente cobertas e deixar repousar durante a noite. Coar para uma panela e levar ao lume (brando) e deixar ferver um pouco. Deixar arrefecer e guardar num frasco (dura aproximadamente 1 mês).

Água de alfazema
- algumas flores de alfazema frescas
- álcool a 90º
Deixar secar as flores e colocá-las, durante uma semana, em ácool. Retirar as flores, aquecer a mistura e filtrar o líquido. Guardar num frasco bem fechado (não sei o tempo de duração).

Perfume com cheiro a chuva (semelhante às do site acima indicado)
- 2 copos de água destilada
- 3 colheres de sopa de vodka
- 5 gotas de óleo essencial de sândalo
- 10 gotas de óleo essencial de bergamota
Colocar a vodka num frasco e adicionar os outros ingredientes, mexendo bem. Deixar repousar durante 12 horas e armazenar num local seco (dura cerca de um mês).

12 de julho de 2010

163 - Adoptar um gel de banho natural


Lição de hoje: não ir à compras com pressa. Nada, nada ecológico...

Como estava com pressa e o nosso gel de banho estava no fim, quando vi o gel de banho zero % da Sanex - sem parabenos, sem corantes, numa recarga ecológica (-73% de plástico), com o rótulo ecológico europeu, nem pensei (ou olhei) duas vezes. E eu, que tinha dito - e escrito - que não comprava mais nada sem ler as letras pequeninas, agarrei-o e trouxe-o!!!


Só em casa é que me dediquei a ler as tais letras pequeninas...

Pontos positivos

- vem numa recarga, o que permite poupar os tais 73% de plástico (enchendo a embalagem do gel anterior, seja da sanex ou não...);
- não contém parabenos, nem corantes, nem phtalatos, nem phenoxyethanol, ...
- o rótulo ecológico europeu certifica, neste caso, que o gel causa um impacto mínimo nos ecossistemas aquáticos, cumpre os critérios estritos de biodegradabilidade e reduz os resíduos de embalagem;

Pontos nada, nada positivos...

- alguns dos ingredientes:

-- água (bom);
-- sodium laureth sulfate (ou SLES, que, juntamente com o sodium lauryl sulfate ou SLS, aparece muitas vezes como derivado de cocos, mas que, aparentemente, é sintetizado com derivados de petróleo. Apesar de as "entidades oficiais" afirmarem que o facto de ser potencialmente cancerígeno é uma lenda urbana, a verdade é que tem muitos efeitos secundários: causa irritação nos olhos, descamação do couro cabeludo (similar à caspa), irritações cutâneas, ...). A minha pergunta: como é que este ingrediente aparece num produto certificado com o selo ecológico europeu??? Não é prejudicial para o meio ambiente? Encontrei um relatório sobre o uso do SLES para limpar solos contaminados com petróleo. Isto poderá querer dizer que não é poluente? Quem for da área poderá ter a amabilidade de me explicar? Mas, mesmo que não seja poluente, o facto de ser prejudicial para nós não conta?!...
-- glicerina (espero que de origem vegetal, mas neste momento já não digo nada...);
-- cocamidopropyl betaine (nesta listagem aparece com aquele símbolo quadrado de cor laranja com uma cruz preta. É semi-sintético, derivado de óleos de coco... Aqui refere, por exemplo que é proibido - para cosméticos - no Canadá e é suspeito de "entoxicar" o ambiente!);
-- sodium choride (inocente);
-- coco-glucoside (inocente, mas parece que não há estudos);
-- parfum (natural???!!!...);
-- sodium lactate (inocente, a não ser que sejam veganos: é derivado do leite);
-- ácido lácteo (idem);
-- sodium benzoate (não é tóxico para o ambiente, mas aparecem as palavras cancro, neurotóxico, ... em estudo feitos em animais. Mais uma vez é proibido - para cosméticos - no Canadá...);

- eu também ia referir o facto de achar estranho o gel ser transparente. Aprendi a fazer sabonete e sabonete líquido com a Sylvia (o príncipio é o mesmo do gel de banho...) e o resultado é um líquido cremoso, de um amarelo apetitoso, mas nada transparente. Mas neste momento este pormenor já não me parece tão importante. O que me leva ao último ponto...


- a Sanex, que pertence à empresa Sara Lee, aparece em várias listas de marcas e empresas que testam em animais (aqui, aqui, aqui, só para referir algumas...)!!! Arghhhhhhh!!! E eu que, há anos, tenho o cuidado de não comprar produtos de marcas que testam em animais (antes de "só" comprar marcas ecológicas (...) até andava com uma lista actualizada na carteira, para tirar dúvidas)! Ahhhhhhhhh!!!! No relatório ambiental público da empresa não encontrei informação sobre este facto. Falam da água, dos desperdícios, de energia, das embalagens, mas nada sobre os animais.

Eu até tinha uma pesquisa feita sobre várias marcas ecológicas, naturais, biológicas (...) de gel de banho e afins, e também de várias lojas on-line que vendem produtos de limpeza pessoal amigos do ambiente, mas depois destes choques consecutivos, acho que hoje vou ficar por aqui.

Sugestão para as lojas virtuais: disponibilizem a ficha técnica dos vossos produtos porque, pelo menos eu, não compro mais nada sem saber o que representa cada ingrediente!

Vou - como bem sugeriu (no facebook) o Fernando Ramos - dedicar-me aos sabonetes... Perdi a minha confiança no rótulo ecológico europeu e estou seriamente a pensar mudar-me para o Canadá...

8 de julho de 2010

159 - Não comprar café, para a máquina, em pastilhas


Eu não gosto do sabor do café (mas adoro o cheiro). E tomar um café pode provocar-me uma de duas reacções: se for até meio da tarde, passo o resto do dia com vontade de andar aos saltos e a correr, dentro do género dos personagens da b.d. Asterix e Obelix, quando acabam de engolir a poção mágica (menos o Obelix, claro...). Se for depois, não consigo dormir a noite toda...

Bom, mas o Zé Manel gosta de café e nós temos uma daquelas máquinas de tirar expresso (um de cada vez...), velhinha mas afinada! Também temos um moinho de café. Portanto podemos perfeitamente comprar café em grão. Ai, mas a preguiça foi falando mais alto!!! Primeiro começamos a comprar café já moído (que não tem o mesmo aroma) e, de vez em quando (principalmente para quando temos convidados), as fantásticas pastilhas, que vieram revolucionar o tirar café em casa, como diz a publicidade: "simples, prático e limpo", "nunca mais haverá café moído espalhado pela bancada"...


Só que as pastilhas vêm cada uma no seu filtro de papel, na sua embalagem de plástico, todas dentro de uma caixa... Tanto invólucro!

Portanto vamos fazer o percurso inverso: não comprar mais pastilhas (nem com a desculpa "ah, vamos ter muita gente cá em casa..."), voltar a comprar café, de preferência, em grão e - melhor ainda - a granel, porque vem num cartucho de papel!

Ah! E não aderir à - ainda mais recente - moda das belas máquinas nespresso, delta q e afins. A primeira até faz recolha das cápsulas para reciclagem (e até são giras para se reutilizarem), e a segunda publicita - fica sempre bem - que as suas cápsulas são recicláveis (deve ser tarefa complicada...), mas o primeiro R é REDUZIR, e não reciclar, por alguma razão!

Como é que beber um café em casa se tornou algo de tão elaborado? Aparentemente simples, mas elaborado (esta reflexão aplica-se a tanta coisa...)?

Onde estão as cafeteiras italianas?


As bodum?


E os balões de café?

Adorava o ritual do meu pai a fazer o café no balão. Em dias especiais, é certo, porque demorava um certo tempo... Mas é poesia!


3 de julho de 2010

154 - Comer gelados de cone ao invés de copo


Não gosto mesmo nada da bolacha dos gelados de cone (aliás não sou fã de bolachas, de uma maneira geral)...

Como um gelado porque além de saboroso (e, pelos vistos, saudável!) é fresco e sabe optimamente numa tarde de Verão (e não só...). Ora, se vier num cone a última coisa que levo à boca é bolacha de baunilha... e fico com um sabor nada fresco e a precisar de um copo de água... Precisamente o oposto do que desejo quando peço um gelado!


Já descobriram alguma maneira de deixar a bola de gelado para o fim e comer o cone primeiro, sem o auxílio de utensílios?...

Mas não posso continuar a comer gelados em copos (de papel ou plástico) descartáveis! A questão do colher era fácil de resolver, bastava passar a andar com uma colher pequena no meu saco de ombro (apenas mais uma coisa no meio de cada vez mais "bens" que transporto comigo para todo o lado, desde que iniciei este projecto. Um dia ainda escrevo sobre isto). Mas os copos que vão para o lixo...

Tenho algumas hipóteses (habituar-me ao último travo a bolacha está fora de questão):

- comer (se possível) o gelado na gelataria, num recipiente de vidro, apesar de gostar de ir saboreando o gelado enquanto passeio à beira mar;
- não comer a bolacha... eu sei, eu sei, não é boa ideia...;
- convencer o Zé Manel a comer a bolacha do meu gelado... Penso que não será assim tão difícil, porque, ao contrário de mim, ele não parece ter problemas com esta questão... Fico é condicionada a comer gelados com ele;
- andar, ao invés da colher, com um copo (talvez de plástico, mas dos duráveis) na mala!!!

Claro que os gelados que vêm embrulhados também estão fora de questão. Excepto os Magnum Temptation, porque vêm numa caixinha linda, que forrada, por fora, com papel ou tecido é óptima para pequenas prendas. Às vezes como o gelado só porque preciso da caixa...


2 de julho de 2010

153 - Comprar cereais a granel


Só vou à Naturocoop quando tenho algo mais para fazer pelas mesmas bandas, pois esta cooperativa de produtos biológicos (que tem desde a fruta à pasta dos dentes, passando por tudo o que precisamos, a nível alimentar, de limpeza e de higiene) é precisamente do outro lado da cidade!

Nesta visita descobri que também têm um espaço no núcleo rural do Parque da Cidade (aqui ao lado...). Como é que nunca tinha reparado? Porque vou todos os dias ao Parque, menos ao fim-de-semana (quando é invadido), que é quando a loja abre... Tenho que fazer uma visita (já avisada que tem muito menos coisas...)!

Como precisei de ir às Águas do Porto, fui num pulinho até este "supermercado" - que me faz sempre lembrar os primeiros que surgiram - dar início à minha ideia de não voltar a comprar cereais embalados em plástico. Esta é uma das minhas mais queridas cruzadas, dentro deste desafio: reduzir ao máximo a existência de plástico (principalmente descartável) cá por casa.

Se já antes desta iniciativa não usava sacos de plástico para as compras, agora, tenho uma verdadeira (e saudável?) obsessão pela erradicação deste material: tenho ficado extremamente impressionada com os vídeos de massas gigantescas de plástico a vogar pelos oceanos e de animais mortos devidos a elas.

Na Naturocoop os cereais estão nos grandes sacos onde são transportados ou em dispensadores (que adoro usar!), e os sacos disponíveis são em papel (apesar de, nesta visita, ter ficado triste por ter visto porções pré-pesadas, prontinhas a trazer, em sacos plástico...). Eu trato estes sacos de papel com muito cuidado, e reutilizo-os imensas vezes (e no fim da sua vida útil, coloco-os na compostagem!).


A oferta de cereais (sempre biológicos) é óptima: vários tipos de arroz, aveia, cevada, quinoa, cuscuz, millet, bulgur, ...

E, por exemplo, um quilo de aveia aqui custa 2,01€ e no Continente (também biológica) custa 5,10€... Convencidos?

Ainda trouxe, além dos meus cereais, mais sementes para germinar, chicletes 100% naturais e 100% biodegradáveis que nem sabia que existiam (o Zé Manel às vezes sente muito vontade de uma pastilha elástica), e descobri também que a Ecover tem produtos de higiene pessoal.

Na minha próxima visita vou falar sobre a possibilidade de fazer como o Colin Beavan (No Impact Man): levar frascos de vidro para encher com os cereais, e assim reduzir também os sacos de papel...

14 de março de 2010

134 - Deixar de usar folha de alumínio para embrulhar alimentos


Já quase desde o início deste desafio (Novembro) que não usamos película aderente. No entanto ainda usávamos, esporadicamente, folha dealumínio. Normalmente para tapar ou forrar algo que vai ao forno (um electrodoméstico que, desde Fevereiro, só usámos em ocasiões especiais).

Muitas vezes comemos nós (permitam-me um momento agradável de nostalgia), nos acampamentos dos escuteiros, batatas, ovos (e até carne...) embrulhados em folha de alumínio e cozinhados nas brasas da fogueira. Uma delícia. Mas depois a folha de alumínio suja ia para o lixo... Para poder ser reciclada tem que estar limpa - principalmente livre de gordura - o que, digamos, é difícil de acontecer quando usada desta maneira...

Mesmo cá em casa, tentamos, sempre que possível, reutilizar as folhas de alumínio, uma, duas, ..., vezes. E no fim, passamo-las pela água da pré-lavagem antes de as levar para a reciclagem.

O principal problema do alumínio, seja sobre que forma for, é a enorme quantidade de energia que é dispendida na sua produção (pelos vistos, 1% de todo o consumo de energia no mundo é gasta na produção deste metal!!!). Claro que o desgaste e a poluição das zonas onde é extraída a bauxita e "purificada" (através da lixiviação química) também não abona nada em seu favor! Aliás, só por isto já não se pode dizer que o alumínio seja um material "verde"...

No entanto, a sua reciclagem é muito importante pois dispende apenas 5% da energia gasta na sua produção e reduz a procura do metal novo.


Mas como antes do reciclar (e do reutilizar) está o reduzir, e como até já tínhamos abolido as bebidas de lata, decidimos substituir o rolo de folha de alumínio por papel vegetal (normalmente mais usado na confecção de bolos): 8m de papel vegetal não branqueado da Silvex (no Continente) custa 2,69€ o rolo.

E também dá para fazer "embrulhos" para levar ao forno:


12 de março de 2010

132 - Reutilizar ou comprar caixas de cartão ao invés de caixas de plástico, para guardar objectos


Eu, como já confessei, sou uma daquelas pessoas que guarda (quase) tudo porque pode vir a "dar jeito". Não que tenha dificuldade em me desfazer de coisas (já tive...): dou e empresto livros, cd's de música, coisas feitas por mim (bijuteria, desenhos, ...); mas porque acho sempre que é um desperdício deitar fora algo que ainda pode vir a servir para alguma coisa...

E como, feliz ou infelizmente, das poucas vezes que deitei fora determinado objecto mais tarde me arrependi - "Vês?! Agora tinha dado jeito...", guardo:

- embalagens vazias de tudo e mais alguma coisa;
- caixas e caixinhas;
- pedaços de tecido, de papel e de fita (que já foram úteis numa das medidas deste desafio);
- páginas de revistas com desenhos ou imagens interessantes;
- seixos e conchas que apanhava na praia em miúda (!!!);
- berlindes, rolhas e peças de jogos que entretanto desapareceram;
- disquetes e cd's estragados;
- ...

Enfim! O nosso pequeno apartamento começa a não ser suficiente, apesar de um dos dois quartos ser "o quarto de tudo e mais alguma coisa" e o respectivo armário estar, quase todo, por minha conta...

Como resolvi dar uma volta nas coisas (para caberem mais...), precisava de caixas grandes -pequenas não me faltam - e lembrei-me logo das caixas com tampa, branquinhas, do IKEA. Tão lindas (já tenho algumas...)!!! E tão de plástico... E tão derivadas de petróleo...

Solução? Caixas de cartão (normalmente são feitas com papel/cartão reciclado). Quase todas as grandes superfícies as têm. Há caixas de todos os tamanhos, todas as cores, padrões...


Além de reutilizar duas caixas que já tinha cá em casa, uma da máquina de costura e outra do aspirador - "Vês? E se as tivesse levado para o ecoponto?..." - para coisas que vão ficar mais escondidas, optei por comprar, no IKEA, 2 caixas Habol das grandes (3,50€ as duas), que são de cartão canelado 90% reciclado (têm uns desenhos pintados, mas é no próprio cartão, a uma só cor, e não em papel couché, cheio de cores...) e 4 caixas Pappis, mais pequenas (0,75€ cada uma), 100% cartão reciclado, sem desenhos.

Não são tão duráveis como as de plástico? Não, claro que não. Mas, para o uso que pretendo, servem perfeitamente.

E agora vou embelezar as minhas Pappis com recortes das páginas de revistas guardadas...

10 de março de 2010

130 - Comprar apenas chá em folhas avulso


Esta é uma daquelas medidas que só o comodismo justifica ainda não o ter feito.

Comprar uma caixa de cartão (envolta em plástico), que dentro traz saquetas de chá/infusões, cada uma delas com um pegazinha de papel e envolta num saco de papel, ou plástico, em vez de comprar o saco de chá/infusão em folhas que está quase ao lado (sim, porque até nos supermercados há expositores com sacos de chás/infusões em folhas)...

Ema, Ema, um puxão de orelhas!

E a verdade é que até compro chás/infusões avulso (há nas ervanárias, lojas de produtos naturais, na casa chinesa aqui no Porto, ...), quando quero algo mais específico, mas, o movimento natural (até agora), durante as compras, era pegar na dita caixinha, pelos menos para os chás mais convencionais.

E estas saquetas nem permitem fazer verdadeiramente - segundo a tradição - um chá ou uma infusão... Aqui tem uma explicação detalhada de como fazer bem chá. Algumas infusões fazem-se de maneira diferente, pois as folhas ou raízes (como no caso do gengibre, muito bom para a garganta!) têm que ser cozidas (normalmente aparece a palavra coacção, um sinónimo...) durante uns minutos.


Portanto reprogramei o meu cérebro e a partir de hoje não pego em mais nenhuma caixinha de chá em saquetas! Até porque é muito mais bonito ver as diferentes folhas, flores e semelhantes, em frascos de vidro (reutilizados), não é?

28 de fevereiro de 2010

120 - Deixar de mascar pastilha elástica


Quando era miúda os meus pais não nos davam (a mim e aos meus irmão), nem rebuçados, nem pastilhas elásticas. Lembro-me que no Verão, quando comia um gelado (porque sou do tempo que só havia gelados no Verão...), optava, às vezes, pelo Epá. Não porque gostasse especialmente deste gelado de baunilha mas porque tinha uma pastilha elástica, bem colorida, no fundo da embalagem! E como era fruto proibido... Na minha ingenuidade achava que os meus pais não sabiam do tesouro que trazia o Epá.

Durante a minha infância/adolescência as famosas Gorila passaram-me ao lado (por isso não sei fazer balões...), provavelmente porque os meus pais nunca teceram comentários à "chicla proibida" do Epá (grandes pais!), e na verdade, eu não achava muita piada às pastilhas elásticas.


Assim foi preciso chegar à idade adulta para me tornar consumidora (ainda que numa base irregular) de chicletes. Quando trabalhava o dia todo fora de casa era uma maneira de "lavar" os dentes: mascar (acho esta palavra horrível) uma pastilha sem açúcar. Agora que faço quase todas as minhas refeições em casa, ainda se tornou mais esporádico este hábito, mas de vez em quando...

Se bem que nunca deitei pastilhas elásticas (nem qualquer outra coisa, já agora) para o chão é bom saber que já existem "papa-chiclas" (pelo menos nalguns sítios), porque é das coisas que mais poluem os passeios das nossas cidades: as chicletes atiradas ao chão. Além de demoraram cerca de 5 anos a degradarem-se, são prejudiciais também para os pássaros, que são atraídos pele seu cheiro e morrem sufocados!


Peguei, então, no pacote (ainda por cima tem um invólucro de plástico...) de "pastilhas elásticas sem açúcar com recheio líquido" que andava no nosso carro para analisar a composição:

edulcorante (maltitol) - este adoçante é natural, obtido através da hidrogenação do malte;
goma base - tradicionalmente as chicletes eram feitas a partir de resinas naturais, mas agora... borracha sintética e parafina (ambas derivadas do petróleo) são os componentes base! Nada, nada ecológico;
edulcorantes (manitol, sorbitol, xarope de maltitol) - o maltitol já sabemos. O sorbitol é natural - existe em muitas frutas - ou é obtido (como deve ser o caso aqui) através da hidrogenação da glicose. O manitol é um álcool obtido da manose, é um açúcar...;
humidificante (E422) - é um emulsionante e estabilizador derivado de gorduras, animais (O QUÊ????) ou vegetais. Para uso comercial é normalmente obtido a partir do petróleo ou da fermentação de açúcares (UFA?!...);
gordura vegetal - que alívio...;
gelatina - Aaaaahhhhhhhhhhh!!! Gelatina????? Eu sou vegetariana!!! Gelatina???!!! Ahhhhhhhhhhhhhhhhh!!! (ao vivo foi pior, porque ainda não tinha recuperado da possibilidade do E422...);
regulador de acidez (E330) - ácido cítrico, comercialmente obtido pela fermentação de melaço com o bolor (fungo) Aspergillus niger;
aromatizantes - legalmente, deveria especificar que aromatizante é. Como não diz natural, é artificial, mas sem mais informação é difícil "descobrir" mais informação. Mas no meio de tudo isto, nem parecem os piores;
corantes (E171, E129) - O E171 é dióxido de titânio, para "dar" a cor branca (também existe nas pastas de dentes tradicionais. Ainda bem que já não as uso!). Os detritos provenientes da sua "fabricação" são prejudiciais para o ambiente e para nós. O E 129 é o corante sintético vermelho allura AC (são chicletes de morango, pois), suspeito de provocar hiperactividade nas crianças. Pelos vistos a DDA de corantes tem sofrido uns ajustes, por questões se segurança alimentar...
edulcorante (aspártamo) - muito polémico este adoçante sintético, e, pelos vistos nada bom para a nossa saúde (atenção a quem consome produtos light). E este aditivo pertence à Monsanto, produtor líder de OGM;
emulsionante (lecitina de girassol) - obtido a partir de óleo de girassol;
edulcorante (acessulfame-K) - é um adoçante sintético aparentemente nem prejudicial, nem tóxico;
estabilizador (E 466) - é um espessante, estabilizador obtido a partir da celulose, também sem efeitos adversos;
agente de revestimento (E 903) - é cera de carnaúba, obtida das folhas da carnaubeira (palmeira brasileira), usada como agente de revestimento e brilho;
antioxidante (E 321) - sintético e, pelos vistos, prejudicial para a nossa saúde (é para terminar em beleza).

Nunca, mas nunca mais meto uma pastilha elástica à boca! Mesmo tendo, pelos vistos, tantos benefícios...


Para "lavar os dentes", vou voltar a andar com uma maçã na carteira (como quando andava na faculdade), mesmo que não seja fruta da época?...

22 de fevereiro de 2010

114 - Substituir os pensos rápidos por gaze


Eu e o Zé Manel somos socorristas voluntários do núcleo da Maia da Cruz Vermelha Portuguesa (embora "de baixa" neste momento) e como aprendemos na nossa formação, pensos rápidos não devem fazer parte do saco de um socorrista que se preze. Mas como "em casa de ferreiro espeto de pau"... usamo-los nos nossos pequenos acidentes domésticos.


Há uns tempos, ao usar um, pus-me a reflectir na quantidade de desperdício que traz atrás: a embalagem individual (em papel colado) em que vêm, os pedacinhos de papel (ou plástico) que protegem a parte colante, o próprio penso que é feito principalmente de plástico e cola (nada amiga do ambiente) e a caixa de cartão onde estão guardados. Como posso reduzir tudo isto?


Não, os pensos em spray também não me parecem boa ideia...

Investigando o saco do meu imão mais novo (também socorrista), que se abastece na Bastos Viegas (através da internet), "descubro": uso gaze em rolo (e não as compressas de gaze esterilizadas que usualmente os socorristas usam e que vêm em embalagens individuais de plástico e papel...) e adesivo tipo papel, também em rolo. E com um bocadinho de paciência e uma tesoura até improvisei um "penso rápido" tão pequeno como os de compra (e de onde é acham que surgiu a ideia de os criar?...)

É um regresso às origens, "nada de novo", eu sei. Mas habituamo-nos às soluções mais imediatas e esquecemos as outras.

É menos prático? Um bocadinho. É regredir? Hum... não o vejo dessa maneira!

11 de fevereiro de 2010

103 - Não comprar nenhum produto que tenha mais do que um invólucro


Quando iniciei este desafio já não trazia, ao ir às compras, os tão prejudiciais sacos de plástico. Entretanto tenho-me também esforçado para reduzir tudo o que é embalagens.

Estamos tão habituados a comprar tudo embalado que nem percebemos que na verdade tal não é incontornável. Na verdade, parece que hoje em dia 50% das embalagens produzidas são alimentares, o que nos torna a nós, pequenos consumidores, responsáveis por mudar, ou não, esta tendência.

Neste percurso gradual para reduzir o meu impacto também no mundo das embalagens..., decidi, a partir de hoje, não comprar nada que tenha mais de que uma camada de protecção. Parece pouco, mas quando começamos a estar atentos...

As bolachas integrais que gosto mais vêm em pacotinhos individuais dentro de uma caixa de cartão. Ao comprar bolachas cream cracker não posso comprar mais do que um pacote porque em conjunto vêm com mais uma camada de plástico. Alguns derivados de soja (hamburgueres, salsichas), que compro esporadicamente, também vêm, além do invólucro de plástico, numa caixa de cartão. Cereais em caixas ficam todos de parte (têm a caixa e um saco de plástico). Muitos cremes (e cosméticos), além da embalagem em vidro ou plástico também vêm numa caixa e ainda trazem um folheto...

Uma amiga, com filhos, que compra sempre vários pacotes de cereais, quado chega à caixa, retira as caixas de cartão dos mesmos e entrega-as à operadora de caixa. Se começarmos a ser mais a fazer o mesmo talvez os responsáveis das lojas comecem a passar a informação aos fornecedores. Ou não?!...


Eesta decisão permite-me trazer menos embalagens para casa, mas também percebo que o plástico é, em quase tudo, a primeira opção de embalagem, o que me incentiva a, cada vez mais, não fazer as minhas compras nas grandes superfícies mas nas lojas/mercados onde podemos comprar (quase tudo) sem embalagens.

4 de fevereiro de 2010

96 - Não comprar frescos nas grandes superfícies


Antes de iniciar este desafio já consumiamos bastantes legumes e também fruta biológica (de safra materna...).

Entretanto, quando por algum motivo não temos este "cabaz" biológico ou não é suficiente, passamos também a comprar apenas fruta da época, nacional, e se possível biológica, e mais recentemente também aplicamos o mesmo critério aos legumes.

Isto fez com que passássemos a comprar mais vezes na feira, perto de nossa casa, a pequenos produtores. Mas continuamos a comprar, talvez em número igual de vezes, nos hiper/supermercados, umas vezes por conveniência outras, confesso, por preguiça...

Mas, a partir de hoje vamos deixar de fazer tal.

E o motivo principal prende-se com os sacos! Já evitávamos produtos em embalagens de isopor (esferovite), mas os sacos...

Pois é, nas grandes superfícies há frutas e legumes da época, nacionais e até biológicos, mas a sua compra implica trazer mais um saco plástico por cada item. Isto se já tivermos posto de parte todos os que já estão embalados no tal isopor e em "celofane".

Eu já não uso sacos de plástico nas minhas compras, ando sempre com os reutilizáveis atrás, mas sou obrigada a trazer meia dúzia de sacos de plástico finos e transparentes. Sou mesmo obrigada, "são regras", diz-me a senhora das pesagens, quando tento demovê-la de colocar um repolho num saco. "Pode pôr a etiqueta no talo ou até numa folha!" digo-lhe. "Não importa, são regras, tenho que o pôr num saco (e fechado com uma etiqueta para não o poder reutilizar!)"... Acharão que vou meter outro repolho neste saco??? É por questões de higiene??? Ah! E a fruta biológica, essa já vem embaladinha... em plástico.

Nalguns pingo doce, algumas operadoras de caixa (onde pesamos as coisas) deixam passar algumas coisas maiores (tipo o repolho) sem saco.

Ainda tentei reutilizar estes sacos (só possível quando somos nós a dar o nó no mesmo, porque as tais senhoras, quando não os fecham com as etiquetas do preço, cheias de brio profissional, esganam literalmente o saquito, invalidando-o para qualquer outro uso), mas hoje disse chega.

Este é o nosso primeiro passo do boicote aos lugares, sejam grandes ou pequenos, que promovem a não sustentabilidade ambiental!


Agora vamos redescobrir o mercado e ir mais vezes às feiras e mercearias. Fantástico!

11 de dezembro de 2009

41 - Banir toda a espécie de poliestireno expandido


Poliestireno expandido - isopor - esferovite - eps...

Está em todo o lado: a acondicionar os electrodomésticos que compramos, a embalar a fruta e os legumes, em copos, pratos, como isolamento nos edifícios, na terra dos vasos comprados, ...

No primeiro ano da faculdade éramos obrigados a usar esferovite: tínhamos de planear uma cidade com um número pré-definido de cubos de diferentes tamanhos. O esferovite era o material eleito, pelos professores, para as maquetas. Eu sentia-me um pouco culpada a cada nova placa que comprava e cortava, quando precisava de substituir alguns cubos que entretanto, devido ao manuseamento, já tinham adoptado outras formas. Tinha, há uns meses atrás, nos escuteiros, aprendido o que eram os cfc's e o esferovite, tinham-me dito, estava "cheio deles".


Fui sempre evitando o esferovite e quando tal era, aparentemente, impossível, tentava reutilizá-lo e reciclá-lo.

Agora decidi-me a abolir este material da minha vida...

Supostamente é 100% reciclável, parece que já não contém cfc's ou até nunca teve (?). É defendido por alguns como ecológico! Será?

No caso da construção, em comparação com outros produtos semelhantes, e pela energia que, como isolamento térmico, permite poupar, durante a vida útil do edifício (pode chegar a ser centenas de vezes superior à energia consumida durante o seu fabricação) parece que sim. Mas há alternativas naturais: o aglomerado de cortiça, por exemplo, é também um isolante térmico. E já se usa lã de ovelha e lã de madeira (também no acondicionamento e embalagem), entre outros.

Há sempre outras hipóteses (parece que há um "esferovite" de amido de milho, mas não encontrei informação*)! Há uns anos li um artigo (já não me lembro onde) sobre uma empresa que usava pipocas para acondicionar os seus produtos nas embalagens de cartão (em vez daquelas "batatas fritas" de esferovite...)

Então, tem a seu favor o ser reciclável, sem cfc's e, no seu processo de fabricação, ser gasta pouca energia e produzidos poucos resíduos.


Mas é um derivado do petróleo, leva 150 anos a degradar-se, e, segundo dizem, apenas se estiver exposto ao "ar", o que normalmente não acontece nos aterros sanitários... e é responsável pela morte de muitos animais, principalmente marinhos, que o engolem, pensando ser comida, ficando com o sistema digestivo afectado e acabando por morrer. Quem não vê, sempre que vai a uma das nossas praias, principalmente fora da época balnear (quando são limpas), pedaços de esferovite de vários tamanhos espalhados na areia ou até a boiar no mar?

Pelo menos para mim, os "pontos positivos" não são nem um pouco suficientes, ainda que ache louváveis todas as tentativas de minimizar o seu impacto, como por exemplo em Curitiba, onde têm um projecto para o reutilizar como substituto de betão leve.

Portanto, nada de produtos embalados em esferovite. Espero não ter que comprar nenhum electrodoméstico novo...

* entretanto encontrei aqui alguma informação sobre uma opção à base da cana de açúcar que se desfaz em 90 dias!

15 de novembro de 2009

15 - Deixar de consumir bebidas de lata


Regra geral não consumo bebidas enlatadas. Em casa bebo água, sumos feitos no momento, chá. As latas que cá entram são, normalmente, de cerveja, trazidas pelo Zé Manel, fã desta bebida. Mesmo assim, normalmente compra-a em garrafas de vidro.

Ainda assim, às vezes, em casa de amigos, ou num café/esplanada, bebo alguma coisa que vem numa latinha...

Apesar de ter percebido que a reciclagem das latas de alumínio é eficiente - gasta-se menos 90% de energia reciclando uma lata de alumínio do que a produzir uma nova - a minha ideia é reduzir a quantidade de despedícios que gero, mesmo que passíveis de ser reciclados.


Portanto, a partir de hoje, nada de bebidas em lata (o que até é bom para a saúde, porque ou têm gás ou açúcar a mais...)!

E fiquei a saber que o minério usado para produzir latas para refrigerantes se chama bauxite!