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9 de maio de 2013

213 - Evitar comprar artigos em plástico


As nossas casas estão cheias de plástico. A vossa não?!... Experimentem fazer o que fiz. Percorri o nosso apartamento (cerca de 70 m2) de papel e lápis em punho e fui registando os objectos que contêm - na totalidade ou em parte - algum tipo de plástico.

Na cozinha e lavandaria, os electrodomésticos têm todos partes em plástico, do frigorífico à máquina de sumos. Os candeeiros de tecto tem plástico. As bacias, baldes, o apanhador e respectiva vassourinha, o espanador, são de plástico. O ecoponto tem partes em plástico (...), as caixas da areia das gatas são de plástico. As suas taças para a comida também... A quase totalidade das caixas para guardar alimentos - vulgo tupperware - são de plástico. As que são de vidro, têm a tampa... de uma espécie de plástico. As cuvetes de gelo, partes das garrafas térmicas, as colheres medidoras, o germinador, até as tampas das garrafas de alumínio para a água, são de plástico. A minha bicicleta, os nossos patins, algum calçado, têm partes em plástico.

Na casa de banho, a cortina do chuveiro é de plástico, os suportes e base do espelho do lavatório, partes das torneiras e do chuveiro são de plástico. O autoclismo, peça de museu, da marca Dilúvio (com este nome imaginem se não lhe tivéssemos reduzido o volume e colocado um contrapeso, para controlar as descargas...) é de plástico. Há frascos e embalagens de plástico, embora muito menos do que antes deste desafio e muitas delas já reutilizadas várias vezes. 

Na sala e no escritório, os  aparelhos (televisão, dvd, portáteis, impressora, discos externos, ...) são, em grande parte, de plástico, todos os candeeiros têm partes em plástico (nem que seja os fios e o interruptor...). O mesmo com o aquecedor a óleo. Há marcadores (e respectivas caixas) de plástico, as pastas tamanho gigante onde guardo desenhos e folhas são de plástico, telemóveis e carregadores contém plástico, a minha máquina fotográfica e acessórios... plástico. Quase todas as capas de cd e dvd são de plástico (apesar de os termos deixado de comprar).

No nosso quarto há menos plástico. Além dos casos referidos no parágrafo seguinte, encontro plástico no rádio do zé manel, na balança, no espelho de rosto e nos óculos de sol. Ah, e na bijuteria!...

Pela casa toda, tomadas, interruptores, cabos e fichas eléctricas, os temporizadores, partes dos estores interiores, são de plástico. Os estores exteriores são de plástico. As campainhas, na entrada do prédio, são de plástico.

E tenho a certeza que deixei escapar algumas coisas... Até porque há muito plástico "escondido"...

A nossa vida, para além da nossa casa, está cheia de plástico. E até parece positivo, nalguns casos: por exemplo, devido ao facto de uma parte dos componentes de um automóvel actual serem de plástico há menos gasto de combustível, logo menos emissões de CO2. E parece que os painéis solares são feitos de plástico...

O plástico é resistente, durável ("eterno"), maleável, ..., bonito, barato. Sim, eu bem sei... com todas as suas cores vivas, o plástico pode ser muito apelativo...

Mas... por ser eterno, não se (bio)degrada, perturbando os ciclos naturais. Já todo vimos imagens do que acontece, por exemplo, a animais marinhos que ingerem plástico. Podem rever algumas aqui, através do trabalho do fotógrafo Chris Jordan. E se forem à praia - no inverno (porque no verão são limpas) - na maré baixa...

fotografia de Jurnasyanto Sukarno

Resumidamente (podem ler mais aqui, aqui) o fabrico do plástico (a partir do petróleo) liberta químicos poluentes. A reciclagem parece não ser viável para todos os tipos de plástico e, pelo que percebi, não é possível transformar uma garrafa de plástico noutra garrafa de plástico pois o plástico reciclado é de qualidade inferior. Se, por exemplo for transformado num saco plástico e este for "abandonado", ao desfazer-se em pequenas partículas acaba por entrar na cadeia alimentar. O plástico correctamente recolhido e que não é reciclado é... incinerado (este artigo é muito interessante). O que, mesmo que permita a produção de energia, não me parece muito sustentável. Estejam livres para me corrigir, caso esteja a dizer alguma asneira. E, em relação aos bioplásticos (como pude descobrir quando falei sobre os sacos de lixo)... Bom, leiam os comentários ao post, onde alguns leitores ajudaram a desmistificá-los.

Mas, podemos viver sem plástico? PET, vinyl, PP, ... (mais sobre os tipos de plástico aqui)? Como disse antes, às vezes nem sabemos que os temos connosco. Há pessoas, como a Beth e a Taina, que se desafiaram a viver sem plástico (esta senhora parece ter desistido, pelo menos no que se refere aos desafio do plástico...), há sites de produtos - que supostamente - são melhores alternativas ao plástico, ... (devido à minha "experiência" só acredito depois de investigar...), e até se pode começar por "um dia sem plástico"!


Quanto a mim, como sabe quem por aqui anda desde o início (se não é o caso, aqui estão todas as medidas relacionadas com o plástico) tenho vindo a deixar de usar determinados "apetrechos" plásticos (cotonetes, palhinhas, ...) e a alterar hábitos para diminuir a quantidade que entra cá em casa, sendo o mais importante - quanto a mim - o comprar a granel, sempre que possível.

A propósito de precisar de uma tábua de cozinha nova e de ter sido tentada por umas muito giras, coloridas (e de plástico...) decidi deixar de adquirir objectos de/com plástico. Pode parecer um pouco radical, até tendo em conta que não se compram tábuas de cozinha todos os dias... Mas foi o meu momento de viragem, o que é que se há-de fazer? Vou evitar - ardentemente - que entre mais plástico cá em casa. Onde me levará esta decisão? Vou-vos mantendo informados... Para já não vou ter, de certeza, pedacinhos de plástico na minha comida, pois ando na senda de uma bela tábua de madeira ou de bambu.

2 de agosto de 2012

Para reflectir...


... e agir.

Achei que esta imagem/frase merecia destaque. Até porque se refere a muito mais do que apenas uma colher de plástico...


(autor desconhecido) via Pinterest

2 de outubro de 2011

198 - Beber café numa chávena e não num copo de plástico (mais uma resolução do Zé Manel)


Personagens
Ema
Zé Manel

Cena
A sala de estar de um pequeno apartamento, cheia de livros, fotografias e algumas plantas. É de noite. Num cesto dormem tranquilamente 3 gatas. A televisão está desligada. Ema e Zé Manel estão sentados num sofá confortável, ela tem uma revista nas mãos, ele um computador portátil. Vão conversando sobre os acontecimentos do dia de cada um.

Zé Manel - ... e então quando tinha acabado de tomar o café da máquina (referindo-se às máquinas automáticas de bebidas) e entrado na sala dos professores, tocou o telemóvel e era o Carlos. Tive que sair outra vez e estive a conversar com ele um bom bocado.
(um pequeno silêncio)
Ema - Tomas café da máquina? (vai folheando a revista)
Zé Manel - Sim. (enquanto continua a fazer algo no computador)
Ema - Não têm bar na escola?
Zé Manel - Temos. (continua atento ao computador)
(outro silêncio, um pouco mais demorado)
Ema - É longe da sala dos professores? Muito longe? (acentuando o muito)
Zé Manel - (algo distraído) Não, é perto.
(um longo silêncio)
Ema - (calmamente) Quer dizer que todos os dias tomas café tirado de uma máquina - que está constantemente ligada à corrente -, num copo de plástico, que mexes com uma "colher" de plástico, ao invés de o tomares numa chávena de louça, com uma colher de metal, ao balcão do bar?
(um ainda mais prolongado silêncio)
Zé Manel - (desviando os olhos do computador e fixando-os nos de Ema) Pois...
(uma pausa)
Zé Manel - (pesaroso) Nunca me tinha ocorrido...
(mais um pequeno silêncio)
Ema - O Carlos tinha novidades?...


30 de abril de 2011

192 - Encontrar um enchimento amigo do ambiente para os nossos "puffs"

Quando viemos viver para este apartamento os meus irmãos ofereceram-nos dois puffs (ou pufes...). Claro que sou eu que mais os uso. Como não sou lá grande Lady (...) estar sentada direitinha num sofá não é para mim. Como é que pode ser melhor do que estar confortavelmente enroscada num puff, a ler um livro, por exemplo?...


No outro dia, um amigo meu sentou-se num deles e atirou-me um "tens que encher estas coisas..." e nesse momento reparei que realmente estavam mais murchitos...

Ontem abri o fecho de um deles e... Arghhhhhhh!!! Fiquei rodeada de bolinhas de esferovite!!!!!!
Confesso, não me lembrava do recheio dos meus queridos puffs. A sério! Acho que sofri de amnésia super selectiva: até ao segundo em que nevou na nossa sala, eu tinha bloqueado esta (mais do que óbvia) informação...

E agora?

Eu, que desde que escrevi este post (leiam-no se quiserem mais informação sobre os pontos negativos do esferovite), fujo de tudo o que é de esferovite e me esfalfo para encontrar utilidade para as poucas coisas que aqui aparecem neste material, tenho, no meu lar, dois monstros comedores de esferovite para alimentar! (Hoje estou com a veia dramática bem activa...)


Toca a procurar um enchimento bem "verde", Ema!

E não é que há alternativas biodegradáveis?!

Primeiro encontrei um susbtituto à base de amido. Mas também encontrei um estudo que fala sobre o facto de este material servir de alimento a insectos, o que pode levar à disseminação de pragas através de embalagens, portanto esta solução não deve ter muitos fãs...

Encontrei depois, no Brasil, a Bioespuma, feita à base de óleo de mamona. Parece que também tem amido na sua composição... e penso que ainda está em fase de desenvolvimento.

Mas por lá já há empresas que comercializam os seus produtos em embalagens, biodegradáveis e compostáveis, de fécula de mandioca.

Também está em desenvolvimento uma solução à base de proteína de leite e argila, que foi descoberta por acidente.

Mas eu fiquei fã (pelo menos para já...) da solução desenvolvida por dois jovens americanos, à base de raízes de fungos e resíduos agrícolas, o Mycobond (podem ler mais aqui, aqui ou aqui).


Infelizmente não encontrei nenhuma destas opções por cá, nem em embalagens, nem em flocos, nem em bolinhas...

Ainda tive esperança de encontrar este enchimento, que reutiliza EVA - espuma vinílica acetinada. É verdade que é um material sintético, mas é uma maneira de não ir para ao lixo. Mas também não a encontrei por aqui.


Solução? Encontrei uma - pelo menos por agora.

Lembrei-me de que tinha um saco enorme cheio de "batatas fritas" de esferovite.


Aqui há uns bons anos recebia uns produtos de higiene e beleza, de uma marca aparentemente mais amiga do ambiente, que vinham em caixas de cartão cheias destas "batatas" (...). Como já sabia o mal que estas coisinhas podiam provocar, guardei-as (ou não fosse eu de guardar tudo...) na esperança de lhes dar uso. E lá fui eu ao armário das 1001 coisas. (Reparei que algumas batatas são amareladas. Serão de outro material que não esferovite?...)

Et voilá!!! Rejuvenescidos, e igualmente confortáveis, ficaram os nossos puffs!

Claro que quando voltarem a achatar vou ter que inventar outra solução, porque as batatinhas acabaram... Talvez triture rolhas de cortiça, o que acham?...

2 de fevereiro de 2011

189 - Usar um elixir oral natural

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Confesso que não sou grande seguidora de elixir oral. Sempre usei escova de dentes, fio dentário (os dentistas não gostam que se diga fio dental...) e, há já alguns anos, raspador de língua. Mas elixir nem por isso... Mas faz parte dos hábitos diários do Zé Manel e as embalagens de plástico começaram-me a afligir. Por maior que seja, esvazia-se num instante, não há como as recarregar e não têm muita reutilização.

E é mesmo necessário, usar o elixir?

Pelo que eu li é mais um complemento, por isso é provável que algumas pessoas precisem mais do que outras. Normalmente - e preferencialmente - é o(a) dentista que indica esta necessidade (como aconteceu com o Zé Manel). Hei-de perguntar-lhe da próxima vez que o visitar.

Quase todos os elixires de venda são coloridos, "com sabor a...", refrescantes, "com agentes branqueadores", ... e já sabemos o que tudo isto significa: químicos sintéticos (corantes, conservantes, adoçantes???, ...). E, quase todos, contém álcool (em até 75% do volume total), que seca e irrita as mucosas da boca, o que pode até provocar mau hálito (???) e tornar os dentes mais sensíveis. Além de virem, normalmente, em embalagens de plástico, claro.
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Solução? Procurar um elixir mais "verde" (e não estou a falar da cor) ou... adoptar uma receita mais simples (caseira) e natural. Além dos livros de que já falei aqui algumas vezes, tenho um novo (é, mais uma árvore para plantar...), um investimento feito com o prémio do green blogger award (obrigada!): 1001 remédios naturais, de Laurel Vukovic, DK - Civilização, Editores. Cheio de receitas para tudo e mais alguma coisa e simples de se fazerem.

Assim, fiz uma recolha (dos meus livros e da internet) de alguns elixires que podemos fazer em casa. Aqui ficam alguns, é só escolher!

Sal marinho
- 1/2 colher de chá sal marinho num copo de água morna
O sal é um anti-séptico suave, fortalece as gengivas e neutraliza o ácido que ajuda à formação do tártaro. Se tiver úlceras na língua pode fazer bochechos com esta mistura várias vezes ao dia.

Sal marinho e limão (sem tequilha...)
- juntar umas gotas de limão à "receita anterior" para branquear (o sal neutraliza o ácido)

Camomila
Fazer uma infusão de camomila e utilizá-la, fria, para bochechar (é desinfectante).

Elixir de salva
250ml de água a ferver
2 colheres de chá de salva seca
1/2 colher de chá de sal marinho
(tanto a salva como o sal são anti-sépticos suaves, adstrigentes - tonificam - e aliviam inflamações)
Verter a água sobre a salva, tapar e deixar em infusão durante 15 minutos. Coar, juntar o sal e deixar arrefecer. Bochechar com cerca de 60 ml. Utilizar no prazo de 2 dias.
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Elixir de menta
250ml de água
1 colher de chá de glicerina vegetal
1 colher de suco de aloé vera (amacia as gengivas)
6 gotas de óleo essencial de hortelã-pimenta (combate as bactérias)
Misturar tudo e guardar num recipiente tapado. Agitar antes de usar. Utilizar nos dias seguintes.

Elixir de ervas
250ml de água a ferver
2 colheres de chá de hortelã-pimenta seca
1 colher de chá de sementes de anis (refresca o hálito)
1/2 colher de chá de tintura de mirra (fortalece as gengivas, é anti-séptica e conservante)
Verter a água sobre a hortelã-pimenta e as sementes de anis. Tapar e deixar em infusão até arrefecer. Coar e adicionar a mirra. Guardar o elixir num frasco e agitar antes de usar.

Se precisar de refrescar o hálito pode mastigar:
- salsa fresca;
- sementes de funcho;
- sementes de anis;
- folhas de hortelã ou hortelã-pimenta (ou beber uma chávena de chá das mesmas, ou bochechar um copo de água morna com uma gota do seu óleo essencial).

Também há (na internet) receitas com água oxigenada, mas optei por não as colocar (e não as usar!). A água oxigenada (peróxido de hidrogénio) pode causar lesões nas gengivas.
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26 de outubro de 2010

177 - Comprar uma esfregona "verde"


A nossa esfregona morreu...

Uma esfregona é de difícil reciclagem, presumo. Tem plástico, metal forrado a plástico, fibras não sei do quê...

Sempre imbuídos do espírito ecológico, continuámos a utilizar a pobre coitada, mesmo quando começou a ficar mais "rala" e nos fazia demorar mais tempo nas limpezas. Até que a própria, desgostosa do seu aspecto e ineficiência se suicidou às mãos do Zé Manel, partindo-se mesmo pela base do cabo (já enferrujado...).

Por via das dúvidas (e porque já me disseram, na Lipor, que, quando não sabemos o que fazer, mais vale colocar num dos ecopontos do que no contentor do lixo) colocamo-la no ecoponto amarelo.

E lá fui eu ao supermercado em busca de uma esfregona amiga do ambiente, para fazer parelha com a nossa vassoura.

Eu já sabia que havia uma marca de produtos e acessórios de limpeza com uma linha ecológica, graças à Cláudia Madeira (que acompanha o blog através do facebook quase desde o início), mas tinha que inspeccionar, verificar e comparar, que eu agora não me fico por menos!

Acabei mesmo por trazer, do Continente, a esfregona Naturals, da Vileda, 7,49€ - completa (se quiserem só a esfregona, porque têm um cabo para aproveitar, custa 3,99€).

Ao contrário de quase todas as outras - que são de fibras plásticas - é de viscose feita de celulose (65%), PLA feita com milho (30%) e fibras de linho (5%). Também havia uma de algodão que me fez ficar na dúvida: o algodão é natural, mas também sei que o seu cultivo, não sendo biológico, não é nada amigo do ambiente. Por outro lado a celulose é vegetal, e pode ser obtida de árvores, mas também de herbáceas e gramíneas... Devia dizer mais detalhadamente a origem da celulose, não? Depois, ainda tentei encontrar mais informação no site, mas não fui feliz. Se quiser saber mais vou ter que enviar um e-mail.

Parece que as partes plásticas são recicladas (não o diz especificamente) e o cabo é de aço reciclado e não tem aquela película plástica que os outras costumam ter, mas por outro lado é pintado (com que tintas?). Seria melhor um cabo de madeira? Não tinha nenhuma assim, mas podia sempre comprar apenas a esfregona, propriamente dita e comprar um cabo numa drogaria...

Estão a ver o que é, para mim, ir às compras? Devo ter estado uns bons vinte minutos no corredor das esfregonas!

Ah! E ao contrário de muitas outras (que estão "ao ar"), vinha embalada num saquinho de plástico, quanto a mim perfeitamente dispensável, e nada ecológico!

Assim, ainda que não 100% satisfeita (porque se calhar a de algodão com cabo de madeira até era melhor?...), acho que, apesar de tudo, comprei uma esfregona mais "verde" (e, claro, até é mesmo verde...) do que a anterior (que seja reciclada em paz!). E limpa muito bem, sem dúvida, e até tem a base ovalada (e não redonda) para chegar aos cantinhos...

(este ar feliz é mesmo para a fotografia...)

Ecológico, ecológico mesmo, seria fazer como antes da invenção da esfregona, há 52 anos: de trapo e escova na mão e de joelhos no chão. Mas não seria nada saudável nem para as minhas costas, nem para os meus joelhos, e confesso que não sou altruísta o suficiente para o fazer...

24 de outubro de 2010

175 - Não comprar queijo fatiado


Antes de me "baterem": "o quê? só agora???!!!", deixem-me explicar...

Eu adorava queijo. Ainda gosto (...) mas era verdadeiramente louca por queijo. Em criança se me deixassem era capaz de comer um quarto de queijo às dentadas. O que mais gostava nos lanches das festas dos meus amiguinhos era dos pratos de queijo aos cubos. Assim sem mais nada... Estão então a imaginar a grossura das fatias de queijo que punha no pão... Acho que o mais correcto seria chamar-lhe queijo com pão, e não o contrário!

Portanto a melhor invenção - para a minha mãe - foi o queijo fatiado embalado. Eu punha uma fatia, duas, três em dias de loucura, mas sentia-me culpada... Já não podia dizer: "Só pus uma fatia!..." Deixou-se de ouvir: "Como? Já acabou o queijo que comprámos anteontem???!!!". Além de que assim não havia discussões entre os 3 jovens da casa: "O queijo está todo torto!", "Só deixaste a casca!", ...
Posso dizer que o queijo fatiado contribuiu para tornar o ambiente familiar um pouco mais pacífico...

E assim se manteve até aos dias de hoje este hábito, de forma mais ou menos ininterrupta.

Até que um raio me fulminou bem em frente ao frigorífico dos queijos, no supermercado.
"Como é possível, Ema, nesta altura do desafio ainda comprares queijo que foi fatiado com recurso a uma máquina eléctrica, que vem numa embalagem de plástico e que tem quadrados de plástico entre cada fatia?????????" (não o disse em voz alta, claro...)
Arghhhhhhh!!!!!!!! (também não foi em voz alta...)
Por isso, estão a ver, não me precisam de me dizer nada. Eu já me "bati"...

Assim - daqui para a frente - queijo inteiro, ou melhor, 1 quarto de queijo (senão estraga-se antes de ser consumido) cortado pela menina ao balcão, com uma faca e embrulhado em papel. Nada de embalagens de plástico, nada de cortado na máquina da loja.

E agora já não há o perigo de cortar fatias de 1 cm, já não gosto... Mas, pelo sim, pelo não, corto o queijo com...

.... um destes?

Não tenho.

Um destes?


Também não.

Com este!


Já cá estava e nunca era usado para o que é suposto - cortar batatas às rodelas. Assim nomeei-o "o nosso cortador de queijo" (ainda bem que não era dos de cortar batatas onduladas...)!

22 de outubro de 2010

173 - Correr a cortina do chuveiro para que seque devidamente...


... e não seja necessário gastar água (e outros ingredientes) e energia a lavá-la!

Pensava eu que não precisava de me preocupar com a cortina do chuveiro (o nosso quarto de banho é bem arejado), afinal... ao fazer uma daquelas belas limpezas mais profundas descobri umas manchinhas cinzentas, bem visíveis sobre o amarelo da cortina!

Afinal não temos deixado a cortina bem esticada!!!

Segundo uma reportagem que li num dos números da revista Gingko (não sei precisar qual, e não a encontro), estudos na área das neurociências dizem que 21 dias seguidos é o tempo necessário para adquirirmos novos hábitos. Portanto, durante um mês (pelo sim, pelo não...) cada um de nós vai certificar-se, todos os dias, que puxou bem a cortina do chuveiro depois do duche. Se falharmos um dia... teremos que recomeçar a contagem.


E como tirar as tais manchinhas, sem prejudicar o meio ambiente?

Coloquei a cortina - de plástico (eu sei, eu sei, mas foi comprada antes deste desafio...) - de molho em água quente e vinagre (partes iguais) e depois esfreguei as manchas com um esfregão verde. Saiu bem (até porque eram pequenas e claras) mas se estiverem num "grau bolorento mais avançado" devem esfregar-se com uma parte de bórax e cinco de água. Esta opção também ajuda a prevenir a formação de bolor. Ainda segundo o meu fantástico livrinho "O Lar ecológico" - de que falo muitas vezes - outra maneira de prevenção é, depois de lavado, deixar o cortinado de molho em água com sal (o que eu fiz). Outra hipótese, como li algures na internet, é ter à mão um borrifador com vinagre e duas vezes por semana borrifar a cortina.

Ah! E as águas que usei nas lavagens foram reutilizadas no autoclismo...

E é agora que vou comprar um belo feto para o nosso quarto de banho...

2 de julho de 2010

153 - Comprar cereais a granel


Só vou à Naturocoop quando tenho algo mais para fazer pelas mesmas bandas, pois esta cooperativa de produtos biológicos (que tem desde a fruta à pasta dos dentes, passando por tudo o que precisamos, a nível alimentar, de limpeza e de higiene) é precisamente do outro lado da cidade!

Nesta visita descobri que também têm um espaço no núcleo rural do Parque da Cidade (aqui ao lado...). Como é que nunca tinha reparado? Porque vou todos os dias ao Parque, menos ao fim-de-semana (quando é invadido), que é quando a loja abre... Tenho que fazer uma visita (já avisada que tem muito menos coisas...)!

Como precisei de ir às Águas do Porto, fui num pulinho até este "supermercado" - que me faz sempre lembrar os primeiros que surgiram - dar início à minha ideia de não voltar a comprar cereais embalados em plástico. Esta é uma das minhas mais queridas cruzadas, dentro deste desafio: reduzir ao máximo a existência de plástico (principalmente descartável) cá por casa.

Se já antes desta iniciativa não usava sacos de plástico para as compras, agora, tenho uma verdadeira (e saudável?) obsessão pela erradicação deste material: tenho ficado extremamente impressionada com os vídeos de massas gigantescas de plástico a vogar pelos oceanos e de animais mortos devidos a elas.

Na Naturocoop os cereais estão nos grandes sacos onde são transportados ou em dispensadores (que adoro usar!), e os sacos disponíveis são em papel (apesar de, nesta visita, ter ficado triste por ter visto porções pré-pesadas, prontinhas a trazer, em sacos plástico...). Eu trato estes sacos de papel com muito cuidado, e reutilizo-os imensas vezes (e no fim da sua vida útil, coloco-os na compostagem!).


A oferta de cereais (sempre biológicos) é óptima: vários tipos de arroz, aveia, cevada, quinoa, cuscuz, millet, bulgur, ...

E, por exemplo, um quilo de aveia aqui custa 2,01€ e no Continente (também biológica) custa 5,10€... Convencidos?

Ainda trouxe, além dos meus cereais, mais sementes para germinar, chicletes 100% naturais e 100% biodegradáveis que nem sabia que existiam (o Zé Manel às vezes sente muito vontade de uma pastilha elástica), e descobri também que a Ecover tem produtos de higiene pessoal.

Na minha próxima visita vou falar sobre a possibilidade de fazer como o Colin Beavan (No Impact Man): levar frascos de vidro para encher com os cereais, e assim reduzir também os sacos de papel...

30 de março de 2010

150 - Pedir para não trazerem uma palhinha com a minha bebida


Esta é mais um daqueles gestos simples e pequeno, mas - e não sendo nada original - como diz o ditado: "grão a grão..."

Estava eu, à beira-mar sentada (numa gelataria), com as minhas amigas. Como agora tenho sempre a funcionar o radar "365", no momento em que começaram a chegar os sumos que tinham sido pedidos, o "alarme" soou: "para que é que eu preciso de palhinha?"


Claro que a menina que estava a trazer as bebidas me olhou com aquele ar "cada maluco tem a sua mania...", quando lhe disse para não trazer palhinha com o meu sumo, mas já me estou a habituar.

Depois comecei a entusiasmar-me com a iniciativa "menos uma palhinha".

Uma palhinha ou sorvedor (como vi escrito algures) é feita, claro, de plástico, e, hoje em dia (por questões de higiene e segurança alimentar...) vem numa embalagem individual também de plástico (poucas vezes de papel). Provavelmente vêm todas juntas numa outra embalagem (de plástico ou cartão).

Há palhinhas nos cafés, confeitarias, esplanadas e afins, nos restaurantes de comida rápida, nos cinemas, nos supermercados... Enfim! Elas estão em todo o lado (tenho que aproveitar a fama com que fiquei na gelataria...)!!!

Estão a ver onde quero chegar?

E, realmente, precisamos da palhinha? Não aprendemos, bem pequeninos, a beber por um copo?... Até me disseram que sorver - regularmente... - por uma palhinha faz rugas nos lábios!

E não, mais uma vez, não sou original... Há um projecto para estudar a poluição marinha por plásticos, cuja campanha de sensibilização tem como slogan "o último canudo" (palhinha em "brasileiro"). Durante esta campanha vão, entre outras coisas, construir um barco com um quarto de milhão de palhinhas (usadas, presumo)!!!

É como dia a autora deste blog: "O que o canudo da água de côco tem a ver com uma tartaruga?" Muito.

se for para reutilizar palhinhas, é uma boa ideia...

Assim, mesmo sabendo que às vezes podem ser usadas para boas causas, mesmo tendo aprendido que já vêm do tempo dos sumérios (não deviam ser de plástico...), nunca mais vou olhar para uma palhinha como um objecto inofensivo...

E que tal começar a pedir sem palhinha?


18 de março de 2010

138 - Usar lápis ao invés de esferográfica, quando tiro apontamentos


Tive uma fase, algures entre a infância e a adolescência, em que coleccionava esferográficas e lápis de todas as cores e feitios: com cheirinho, com bonecos, lapiseiras com mini-lápis de cores, ... Até tive uma caneta que tinha, no seu interior, um rolinho de papel que se ia puxando para escrever notas (apetrecho que não podia usar nos dias de teste...). Também tive uma fase em que coleccionava bloquinhos... mas essa é outra história.

Tendo em conta que "desde 1950 foram vendidas mais de 100 bilhiões de canetas no mundo (o que corresponde a 60 delas por segundo sem parar até hoje)", pode parecer insignificante a minha colecção de canetas, mas a verdade é que contribuí com a minha quota parte de plástico, metal e tinta tóxica (a tinta utilizada nos tais 100 bilhiões daria para encher cem piscinas olímpicas!)... Em meu abono, devo dizer que algumas delas ainda andam por cá, a uso, o que, pelo menos, significa que foram bem "exploradas" antes de serem enviadas para o ecoponto.

O que posso fazer para me redimir?

Deixar de usar esferográficas, pelo menos a médio prazo. Para já, como ainda andam por cá bastantes, não tenho que me preocupar com o que fazer quando precisar mesmo de escrever a tinta (mas já tenho mais uma medida, para quando acabarem: usar uma caneta de tinta permanente).

Para os meus muitos apontamentos, notas e gatafunhos vou passar a usar o poético lápis. Tem madeira, é verdade. Que vem das árvores, eu sei... Mas não tem plástico, nem metal, nem tinta tóxica...


Há esferográficas (ditas) ecológicas/biodegradáveis, mas normalmente esta atribuição fica-se pelo invólucro (de milho, de cartão, de papel de jornal, de plástico reciclado de caixas de cd's ou outras canetas, ...), e nem sequer em toda a sua percentagem: umas têm partes em metal, outras em plástico "normal", ... E, claro, todas elas continuam a usar tinta nada ecológica. Talvez em breve comecem a aparecer canetas com tinta de repolho-roxo ou beterraba, mas, para já, a única que encontrei quase, quase 100% biodegradável é a DBA pen: só a esfera do sistema roller-ball (em aço) faz com que seja "apenas" 98% biodegradável.

Como ter que a mandar vir dos Estados Unidos não me parece muito ecológico, vou mesmo continuar na minha ideia: lápis. O que, também tenho que confessar, há em quantidade cá por casa. Devido à minha formação académica, passei 6 anos a comprar lápis de todas as marcas, do 9H ao 9B... Até tenho um "aproveitador", como lhe chamo, de lápis pequeninos, dentro da lógica deste (mas para um lápis de cada vez...):



E também aos lápis chegou a moda do "eco": há lápis feitos de papel de jornal reciclado, de copos de plástico (das máquinas de café) usados, de calças de ganga velhas, de gravetos apanhados na rua, ... Até encontrei um lápis que traz uma semente (não consegui saber de quê) para se plantar quando o lápis chegar ao fim! Presumo que para compensar as árvores que se cortam para fazer os lápis (é bom que a semente seja de uma árvore...).

Mesmo empresas pioneiras têm agora cuidados ambientais, como a Faber Castell que retira a madeira que utiliza de florestas sustentáveis certificadas ou a Staedtler (cujo lema neste momento é "efficient for ecology"), que tem uma série de cuidados na produção, transporte e reciclagem dos seus lápis.

E claro, temos a nossa Viarco. Comprar nacional é, em príncipio, ecológico... Mas gostava de saber mais sobre as práticas ambientais da empresa.

eu tive um destes!

O lápis é mais poderoso que a caneta?!...

12 de março de 2010

132 - Reutilizar ou comprar caixas de cartão ao invés de caixas de plástico, para guardar objectos


Eu, como já confessei, sou uma daquelas pessoas que guarda (quase) tudo porque pode vir a "dar jeito". Não que tenha dificuldade em me desfazer de coisas (já tive...): dou e empresto livros, cd's de música, coisas feitas por mim (bijuteria, desenhos, ...); mas porque acho sempre que é um desperdício deitar fora algo que ainda pode vir a servir para alguma coisa...

E como, feliz ou infelizmente, das poucas vezes que deitei fora determinado objecto mais tarde me arrependi - "Vês?! Agora tinha dado jeito...", guardo:

- embalagens vazias de tudo e mais alguma coisa;
- caixas e caixinhas;
- pedaços de tecido, de papel e de fita (que já foram úteis numa das medidas deste desafio);
- páginas de revistas com desenhos ou imagens interessantes;
- seixos e conchas que apanhava na praia em miúda (!!!);
- berlindes, rolhas e peças de jogos que entretanto desapareceram;
- disquetes e cd's estragados;
- ...

Enfim! O nosso pequeno apartamento começa a não ser suficiente, apesar de um dos dois quartos ser "o quarto de tudo e mais alguma coisa" e o respectivo armário estar, quase todo, por minha conta...

Como resolvi dar uma volta nas coisas (para caberem mais...), precisava de caixas grandes -pequenas não me faltam - e lembrei-me logo das caixas com tampa, branquinhas, do IKEA. Tão lindas (já tenho algumas...)!!! E tão de plástico... E tão derivadas de petróleo...

Solução? Caixas de cartão (normalmente são feitas com papel/cartão reciclado). Quase todas as grandes superfícies as têm. Há caixas de todos os tamanhos, todas as cores, padrões...


Além de reutilizar duas caixas que já tinha cá em casa, uma da máquina de costura e outra do aspirador - "Vês? E se as tivesse levado para o ecoponto?..." - para coisas que vão ficar mais escondidas, optei por comprar, no IKEA, 2 caixas Habol das grandes (3,50€ as duas), que são de cartão canelado 90% reciclado (têm uns desenhos pintados, mas é no próprio cartão, a uma só cor, e não em papel couché, cheio de cores...) e 4 caixas Pappis, mais pequenas (0,75€ cada uma), 100% cartão reciclado, sem desenhos.

Não são tão duráveis como as de plástico? Não, claro que não. Mas, para o uso que pretendo, servem perfeitamente.

E agora vou embelezar as minhas Pappis com recortes das páginas de revistas guardadas...

23 de fevereiro de 2010

115 - Comprar uma vassoura "amiga do ambiente"


Como estávamos a precisar de uma vassoura para o exterior, achei melhor comprar uma que fosse amiga do ambiente e não uma 100% de plástico.

A minha mãe tem uma daquelas iguais às dos varredores de rua (feita por um senhor lá da aldeia), de galhos de árvores (também há de giestas), boas para varrer as folhas, mas se calhar um bocadinho de mais para aqui...

Nas feiras de artesanato também já vi feitas de palha de milho, a lembrar as das bruxas, mas são um bocadinho caras (20€). Eu percebo que são artesanais, de milho português, mas mesmo assim...

Só depois de comprar a minha (já diga qual é...) é que soube que em Vila Nova de Gaia já abriu - a primeira em Portugal - uma loja Mundo Verde, onde se podem comprar, entre outras coisas, as vassouras feitas por comunidades de "catadores de lixo" do Rio de Janeiro (embora pareça que a ideia surgiu em Minas Gerais), reutilizando garrafas PET. Há de vários tipos e feitios e custam cerca de 4€.


Quem quiser pode até comprar as máquinas necessárias para iniciar a sua produção deste tipo de vassouras! Ou experimentar de forma mais artesanal.

Mas por esta altura já eu me tinha "apaixonado", e comprado, uma vassoura de piassaba (ou piaça ou piaçaba...), 100% artesanal, portuguesa e feita com "ingredientes" naturais: madeira, piassaba e latão. E parece que dura imenso tempo! Parece-me bem, não? Comprei-a no Continente e na verdade já não sei ao certo quanto custou, mas estava próximo dos 4€.


E se alguém, para os lados de Aveiro, quiser aprender a fazer vassouras de juncos, o Sr. José Paulino gostava de ter alguém a quem ensinar a sua arte!

22 de fevereiro de 2010

114 - Substituir os pensos rápidos por gaze


Eu e o Zé Manel somos socorristas voluntários do núcleo da Maia da Cruz Vermelha Portuguesa (embora "de baixa" neste momento) e como aprendemos na nossa formação, pensos rápidos não devem fazer parte do saco de um socorrista que se preze. Mas como "em casa de ferreiro espeto de pau"... usamo-los nos nossos pequenos acidentes domésticos.


Há uns tempos, ao usar um, pus-me a reflectir na quantidade de desperdício que traz atrás: a embalagem individual (em papel colado) em que vêm, os pedacinhos de papel (ou plástico) que protegem a parte colante, o próprio penso que é feito principalmente de plástico e cola (nada amiga do ambiente) e a caixa de cartão onde estão guardados. Como posso reduzir tudo isto?


Não, os pensos em spray também não me parecem boa ideia...

Investigando o saco do meu imão mais novo (também socorrista), que se abastece na Bastos Viegas (através da internet), "descubro": uso gaze em rolo (e não as compressas de gaze esterilizadas que usualmente os socorristas usam e que vêm em embalagens individuais de plástico e papel...) e adesivo tipo papel, também em rolo. E com um bocadinho de paciência e uma tesoura até improvisei um "penso rápido" tão pequeno como os de compra (e de onde é acham que surgiu a ideia de os criar?...)

É um regresso às origens, "nada de novo", eu sei. Mas habituamo-nos às soluções mais imediatas e esquecemos as outras.

É menos prático? Um bocadinho. É regredir? Hum... não o vejo dessa maneira!

19 de fevereiro de 2010

111 - Utilizar sacos de lixo biodegradáveis


Apesar de já há bastante tempo não trazermos sacos de plástico quando vamos às compras, eles acabam por aparecer cá por casa.

Normalmente são usados para o lixo, pois pareceu-nos a melhor opção (ao menos eram reutilizados...). Seguindo uma sugestão da Cláudia Madeira, resolvi "investigar" este assunto.


Os sacos que encontrei cá por casa (um do Jumbo, outro do Modelo) têm impresso: "este saco é reciclável e 100% degradável, quando se apresenta quebradiço, está já em fase de degradação, devendo colocá-lo no seu recipiente de lixo doméstico", e tem também uma gota com a sigla d2w.

Até parece uma coisa boa, não?

Mas degradável não é biodegradável... e degradável, segundo percebi, não é suficiente porque continua a prejudicar o meio ambiente: estes plásticos, por "acção mecânica ou física", vão desfazendo-se em pedaços cada vez mais pequenos (mas em maior quantidade). Estes minúsculos pedaços podem ser ingeridos por seres menores (como o fitoplâncton, nos oceanos), acabando por os matar, além de que continuam a dispersar fortes poluentes químicos. Há quem diga mesmo que é melhor os plásticos não serem "biodegradáveis" do que serem só parcialmente "biodegradáveis".

Portanto, seguindo este raciocínio, nem estes sacos de plástico (das compras), nem, por exemplo, os sacos de lixo da marca Continente são ambientalmente "bons".

Para ser biodegradável os sacos têm que ser de bioplástico: feitos a partir de matérias naturais (normalmente milho, mas também cana de açúcar, celulose, ...).

A Vileda também anuncia sacos ecológicos mas descobri, como outros antes de mim, ao ler a embalagem, que são "só" degradáveis (apesar de serem feitos a partir de materiais usados, o que até é bom, porque implica menos gastos energéticos no seu fabrico) e eu agora quero dos biodegradáveis!

O que cabe na palavra Ecológico...

E finlmente, também no Continente, encontrei os sacos de lixo Bionatura, da Silvex, que são realmente biodegradáveis, feitos com bioplástico certificado da Mater-Bi, a partir de amido e plastificantes naturais. Para já só têm sacos de 12l (3,49€ a embalagem com 15 sacos), mas para nós servem muito bem.


Mas, e agora, o que faço aos sacos de plástico que me vêm parar às mãos (umas botas, um saco)???

6 de fevereiro de 2010

98 - Abolir os marcadores


Adoro pintar! Desde as minhas doidas experiências em telas até aos livros de colorir dos mais pequenos...

Uso marcadores ou canetas de feltro, de várias espessuras, principalmente para fazer contornos (em cartões, postais,...) mas, às vezes, também para preencher pequenas áreas. Marcadores que são quase 100% de plástico (o que não é plástico é tinta à base de químicos tóxicos)!

Eu sei que até há marcadores não tóxicos (tintas à base de água), biodegradáveis (como dizia alguém, tudo é biodegradável, umas coisas demoram é um pouco mais de tempo que outras...) e pelos vistos até há uns recarregáveis. Quando era miúda e os meus marcadores começavam a não pintar, o meu pai tirava-lhes a tampinha e deitava umas gotas de álcool no feltro e duravam mais uns tempos, ainda que as cores fossem mais esbatidas, claro.

Há até ideias fantásticas para os reutilizar:


Mesmo assim, na linha de querer reduzir o meu "lixo", vou cingir-me, para já, aos restantes materiais de "colorir" (pelo menos, enquanto não os investigo também): lápis, ceras,...

5 de fevereiro de 2010

97 - Usar fósforos em vez de isqueiro


Fósforos ou isqueiro (para acender as velas ecológicas, claro, e o incenso natural)?

Qual é mais amigo do ambiente?

Os isqueiros são de plástico, os descartáveis, ou metálicos (tipo zippo), os recarregáveis. Os primeiros são cheios com gás (butano), os segundos com hidrocarboneto isoparafínico sintético (só o nome...) que parece que veio substituir a nafta (um derivado do petróleo), mas que também é poluente.

E como se recicla um isqueiro, alguém me pode dizer? E vai para o ecoponto amarelo?

Cá por casa vamos usando tanto isqueiros, normalmente oferecidos como brinde, como caixas de fósforos. Os isqueiros vazios (como não são muito usados, duram bastante) ainda andam por aqui...

Encontrei um isqueiro ecológico, inventado no tempo em que se tinha de pagar licença de porte do mesmo, mas parece que é difícil de se usar. Há também a versão solar (embora o exemplo do cigarro não seja nada ecológico...).

E os fósforos? São, normalmente, feitos de madeira e vêm em caixas de cartão. A cabeça do fósforo pode ser de feita de diferentes compostos, uns mais verdes que outros. Apesar de serem feitos a partir de árvores os fósforos parecem-me mais ecológicos. Não são poluentes. São biodegradáveis. Podemos prolongar o seu uso, reutilizando-os (por exemplo, aproveitando os usados para acender algo, principalmente tendo um fogão a gás, usando uma chama já acesa). Também podemos reutilizar as caixas de fósforos em trabalhos manuais.


Há também algumas ideias que os podem tornar ainda mais amigos do ambiente: mais estreitos e com cabeça dupla (penso que ainda não são comercializados) ou em bloco, poupando energia, na última fase da produção, e embalagem (ainda não chegaram cá?).


Ainda não encontrei fósforos de papel encerado (mas lembro-me de já os ter usado: gostava de, no fim, os desenrolar...), nem de cartão. Para já vamos comprar dos que vêm nas caixas mais pequenas, para poupar na madeira.

Bom, bom, era "fazer" fogo até sem fósforos, como víamos, nos escuteiros, descrito no nosso "escutismo para rapazes", mas que nunca experimentámos em nenhum acampamento...

4 de fevereiro de 2010

96 - Não comprar frescos nas grandes superfícies


Antes de iniciar este desafio já consumiamos bastantes legumes e também fruta biológica (de safra materna...).

Entretanto, quando por algum motivo não temos este "cabaz" biológico ou não é suficiente, passamos também a comprar apenas fruta da época, nacional, e se possível biológica, e mais recentemente também aplicamos o mesmo critério aos legumes.

Isto fez com que passássemos a comprar mais vezes na feira, perto de nossa casa, a pequenos produtores. Mas continuamos a comprar, talvez em número igual de vezes, nos hiper/supermercados, umas vezes por conveniência outras, confesso, por preguiça...

Mas, a partir de hoje vamos deixar de fazer tal.

E o motivo principal prende-se com os sacos! Já evitávamos produtos em embalagens de isopor (esferovite), mas os sacos...

Pois é, nas grandes superfícies há frutas e legumes da época, nacionais e até biológicos, mas a sua compra implica trazer mais um saco plástico por cada item. Isto se já tivermos posto de parte todos os que já estão embalados no tal isopor e em "celofane".

Eu já não uso sacos de plástico nas minhas compras, ando sempre com os reutilizáveis atrás, mas sou obrigada a trazer meia dúzia de sacos de plástico finos e transparentes. Sou mesmo obrigada, "são regras", diz-me a senhora das pesagens, quando tento demovê-la de colocar um repolho num saco. "Pode pôr a etiqueta no talo ou até numa folha!" digo-lhe. "Não importa, são regras, tenho que o pôr num saco (e fechado com uma etiqueta para não o poder reutilizar!)"... Acharão que vou meter outro repolho neste saco??? É por questões de higiene??? Ah! E a fruta biológica, essa já vem embaladinha... em plástico.

Nalguns pingo doce, algumas operadoras de caixa (onde pesamos as coisas) deixam passar algumas coisas maiores (tipo o repolho) sem saco.

Ainda tentei reutilizar estes sacos (só possível quando somos nós a dar o nó no mesmo, porque as tais senhoras, quando não os fecham com as etiquetas do preço, cheias de brio profissional, esganam literalmente o saquito, invalidando-o para qualquer outro uso), mas hoje disse chega.

Este é o nosso primeiro passo do boicote aos lugares, sejam grandes ou pequenos, que promovem a não sustentabilidade ambiental!


Agora vamos redescobrir o mercado e ir mais vezes às feiras e mercearias. Fantástico!

21 de dezembro de 2009

51 - Não comprar fitas de materiais plásticos


Não comprei fitas plásticas, mas vou usar, também, fitas plásticas...

Todos os anos guardo, na noite de Natal, fitas, laços e afins, de vários materiais, para usar durante o ano e até no Natal seguinte. Tenho um saquinho cheio delas e reutilizá-las parece-me melhor do que deitá-las fora.

E tenho pronto um rolo de cordel porque não vou usar fita-cola!

Também se conseguem fazer coisas engraçadas com fios e fitas, e selos, flores, botões, postais e cartões de natal, e até decorações natalícias (bonecos pequeninos, por exemplo). E com uma tesoura consegue-se fazer fitas bem enroladinhas com papel.