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20 de novembro de 2010

185 - Encontrar uma nova vida para os collants


Um deste dias, ao arrumar a gaveta das meias, deparei-me com meia dúzia de collants. Daqueles fininhos, de nylon ou lycra. Como não é peça que use muitas vezes (até porque eu "é mais calças...") às vezes guardo-os com um buraquinho ou com um "foguete" pequenino (...) porque com um bocadinho de verniz das unhas (e se não for num local visível) ainda estão aptos para mais umas vezes. (Antigamente "puxavam-se" as malhas às meias!) Mas, desta vez, encontrei alguns que já nem com o verniz lá vão...

E dei comigo a pensar se não serviriam para alguma coisa, em vez de irem directos para o lixo. Lembrei-me de que a minha mãe os usava para polir os metais, e toca de descobrir mais usos.

Bem... são imensos. Encontrei em vários sites (aqui, aqui, aqui) e alguns até saíram - imaginem - da minha "linda" cabecinha! De certeza que alguns de vocês também lhes arranjaram outras funções, por isso estejam à vontade para os deixarem aqui nos comentários.

Tanto o nylon como o elastano são fibras sintéticas, que necessitam de muita água e energia na sua produção e demoram muitos anos a se degradarem no meio-ambiente (entre 30 a 40 anos, o nylon. Não encontrei informação sobre o elastano). Por isso quanto mais os (re)usarmos melhor.

E vou procurar collants mais amigos do ambiente, porque parece que já há elastano biodegradável.

Há sugestões mais efémeras que outras, umas mais radicais..., mas cada uma delas é uma segunda hipótese para uns collants estragados:

- como recheio: cortar em tiras e encher almofadas ou peluches;
- guardar posters (ou rolos de papel): cortar o pé e a cinta e usar a perna para proteger os posters enrolados;
- guardar jóias: para impedir que se misturem, guardar cada peça num “saquinho” feito com um pedaço de meia;
- cruzetas almofadadas: envolver os cantos das cruzetas com os collants para impedir que a roupa mais delicada fique marcada (ver filme);
- em viagem: condicionar peças de roupa em partes de collants para não se amarrotarem;
- elásticos: basta cortar a perna da meia em várias tiras, e usá-las como elásticos;
- cordas: devido à sua resistência e elasticidade podem ser usados para pendurar ou amarrar quase tudo. Podem ser usadas simples ou entrançadas para maior resistência;
- primeiros socorros: como têm elasticidade podem ser utilizadas como ligaduras, ou para exercer pressão sobre feridas ou lesões. Atenção: no caso de ferida, colocar uma compressa antes da meia...;
- filtro: as meias são boas para filtrar líquidos, como por exemplo, tintas;
- bolsa protectora: para lavar na máquina outros collants, protegendo-os;
- na máquina da roupa: envolver a mangueira de saída da máquina para prevenir entupimentos derivados de pêlos e fibras (isto não sei muito bem como se faz, mas hei-de descobrir...);
- "aproveitador" de sabonete: colocar restos de sabonetes num pé de collant, dar um nó e usar no duche;
- saquinhos perfumados: cortar os pés e a parte da cinta. Cortar a perna dos collants em 4 partes. Encher com lavanda, ou outra (ver aqui), para perfumar e/ou afugentar as traças do roupeiro. Atar as pontas com um nó, ou uma fita;
- desumidificadores: fazer como nos saquinhos perfumados, mas encher com areia para gatos (que não é muito ecológica...), para absorver a humidade em sapatos, malas, roupeiros, ...;
- "chouriços": encher uma perna com areia para gatos (...) e usar, no Inverno, para “selar” frinchas de janelas e portas (para quem, como eu, não tem muito jeito para os fazer);
- esfregão anti-riscos: usar uma “bola” de collant como esfregão suave para superficies que "risquem" (louças de casa-de-banho, por exemplo). Também é uma boa opção para polir objectos de metal ou encerar madeiras;
- sapatos: para os engraxar. Fazer como na sugestão do esfregão;
- no espanador: envolver o espanador do chão num pedaço de collant para apanhar mais eficientemente pêlos e afins...;
- removedor de verniz: usar pequenas bolas para tirar o verniz das unhas;
- removedor de pêlos: usar como uma luva para remover pêlos das roupas (esta tenho que experimentar!). Também remove resíduos de desodorizante (!);
- no aspirador: colocar na "boca" do aspirador um pedaço de collant evitando que nele sejam recolhidos objectos que entupam o mesmo. Se estiver à procura de algum objecto pequeno, usar a mesma técnica, passando a boca do aspirador com o collant nos sítios mais escondidos. Assim o aspirador “puxa” o objecto mas não o “traga”...;
- apanhador para a piscina (que, regra geral, não é ecológica...): com uma cruzeta de metal e um collant fazer um apanhador para os lixos da piscina (ver filme);
- apoio para plantas: para atar os caules aos apoios. Como são elásticas vão permitir que as plantas cresçam sem as ferir;
- protecção para plantas: esticá-las sobre uma estrutura de madeira ou arame já colocada no vaso, para proteger as plantas de agressões e insectos;
- proteger vegetais: envolver vegetais como abóboras, melões, … enquanto ainda estão na terra para os proteger de algumas pragas e insectos. Também se pode pendurar, desta maneira, alguns frutos mais rasteiros, para os impedir de tocar no solo;
- nos vasos: colocar um collant no fundo dos vasos que têm os furos de drenagem grandes de mais, para impedir que a terra saia;
- dispensador: guardar cebolas (ou alhos, batatas) num collant permite que haja boa circulação de ar e assim não apodrecem. Ver filme;
- armazenar bolbos: pelas mesmas razões e do mesmo modo que se guardam as cebolas, podem guardar-se bolbos de plantas;
- secar sementes: guardar sementes num saco feito com um bocado de collant e pendurar para secarem;
- sr. relvas: lembram-se? Também pode ser uma lagarta...;



- brinquedos: fazer bonecos, bolas, ..., utilizando várias partes de meias com vários tamanhos e padrões, enchendo com outro material - reaproveitado - como tecido, jornal ou outras meias;
- artesanato: para quem gosta (e tem jeito) podem fazer-se flores, borboletas, ...;
- efeitos decorativos: usar um collant (no rolo ou pincel) para criar efeitos e texturas na pintura de paredes;
- efeitos fotográficos: esticar um bocado de collant sobre a lente da câmara para dar um efeito esfumado;
- correia para o motor: se a correia do motor se partir, deixar o motor arrefecer e atar, no seu lugar, um par de collants (só para chegar até à oficina...). Atenção: cortar as pontas soltas depois de dar o nó. (Não sei se isto funciona, ou se é realmente possível nos carros de hoje em dia, mas se alguém experimentar... diga-me por favor!);
- moda: usá-los com buracos...;



- disfarce: também são bastante úteis nos assaltos, mas esta provavelmente não é uma boa sugestão...

6 de julho de 2010

157 - Usar nozes de saponária para lavar a roupa (e não só...)


Quase desde o início deste desafio que cá em casa só entra detergente e amaciador de roupa ecológico. Também já não há lixívias, nem tira-nódoas: fui buscar as receitas antigas para resolver estas questões.

Andava a estudar a hipótese de substituir o detergente, ainda que ecológico, por outra solução ainda mais "amiga do ambiente" (nunca é demais...): ou a ecobola (há várias nuances no nome, dependendo da marca) ou as nozes de saponária.

Como a maior parte das pessoas que usa uma ecobola - segundo as próprias - continua a usar detergente (ainda que ecológico) e a Proteste testou duas delas e deu um parecer não muito positivo, resolvi experimentar as nozes de saponária ou nozes de sabão.


Estas nozes provêm de uma árvore, a saponária (sapindus mukorossi), cultivada, principalmente, na Índia e no Nepal. A casca das nozes contém uma substância denominada “saponina”, cuja acção é semelhante à do sabão quando entra em contacto com água. Segundo o folheto que vinha com as minhas nozes (da Eco meios) a indústria dos detergentes também extrai a saponina destas nozes, mas depois junta-lhe uma quantidade extra de químicos, aparentemente desnecessários.

A minha 1ª experiência foi com as nozes, propriamente ditas. Coloquei 20g delas no saquinho de algodão que veio com as nozes (também serve uma meia) e coloquei-o dentro do tambor da máquina. Como, neste momento, lavo a roupa na temperatura mínima, é aconselhável, também segundo o Eco Meios, interromper a lavagem quase logo no início (mal a roupa fique ensopada) umas duas horas, porque na água fria as nozes demoram mais tempo a libertar a saponina. Assim, ficam de molho. Confesso que para mim, não é muito prático porque tenho tarifa bi-horária e só ligo a máquina depois das 22h... Mas como tudo, é uma questão de hábito e coordenação!

E que tal? Resulta! A roupa sai limpa (claro que, tal como com os detergentes, as nódoas difíceis têm que ser tiradas antes), a cheirar a... a... a nada! É mesmo isso, não cheira a nada, porque o "cheirinho" dos detergentes é completamente artificial (ainda assim, para quem gostar de roupa perfumada pode colocar umas gotas de um óleo essencial no saquinho ou na meia). Como sei que a roupa ficou mesmo lavada? O Zé Manel é daquelas pessoas que quando sua, sua a sério, a pingar e tudo. Tendo em conta que é professor de educação física/ginástica e instrutor de karate, imaginem como fica a roupa dele... E nenhum desses cheiros de "pessoa bem activa" ficou na roupa lavada...

As mesmas nozes podem ser usadas em quatro lavagens. Depois podem ser usadas como adubo ou colocadas no composto. Também se pode usar, do mesmo modo, para lavar a louça na máquina (não experimentei, porque ainda não tenho).

A minha 2ª experiência (há que testar tudo) foi com a água de "lavar as nozes". Coloquei um litro de água numa panela (com mais capacidade, porque ao ferver, claro, faz espuma) e quando começou a ferver, coloquei 50g de nozes. Deixei ferver durante 10 minutos (segundo indicações do folheto), coei (as nozes ainda dão para usar umas três vezes na máquina) e usei mais ou menos 200ml deste líquido numa outra lavagem de roupa à máquina. A ideia era não precisar das tais 2 horas de molho, mas não fiquei satisfeita com o resultado. A roupa não ficou "tanto" a cheirar a... nada!

Depois, ao pesquisar pela internet, li, em mais do que num sítio, a indicação para deixar as nozes ferver durante apenas 2 minutos, mas ainda não experimentei (para ver ser o problema foi ferverem demais)...

No entanto juntei o que sobrou do líquido - porque deve ser usado no espaço de 15 dias - ao meu champô (as nozes são recomendadas para quem tem couro cabeludo sensível e/ou caspa), ao sabonete líquido e ao detergente (manual) da louça e não diminuiu em nada a eficácia destes produtos (e assim rendem mais!).

É, pelos vistos, um verdadeiro multiusos (também é champô para animais, detergente lava-tudo - devido às propriedades bactericidas e fungicidas da saponina, limpa-vidros, detergente para o automóvel, limpa jóias, ...), até dá para repelir insectos das plantas! Mas eu ainda não experimentei este líquido no seu estado puro (que também se pode perfumar, juntando à fervura uma ou duas plantas aromáticas: salva, alecrim, hortelã, ...). Vai ter que ficar para a próxima embalagem porque esta já está quase a acabar (como foi para "testar" era uma das pequenas)! Também hei-de experimentar pulverizar as nozes na Bimby (a seco, porque depois de fervidas não resulta...)

Ainda não as encontrei à venda, a não ser na internet. Na Eco meios, um saco com 500g de nozes de saponária custa 10€, na Efeito Verde (assim como no Centro Vegetariano), um saco com 1Kg custa 14,30€. Não sei o porquê da diferença nos preços, mas o folheto que vinha com as nozes da Eco meios diz que são de produção biológica (apesar de não ter visto nenhum símbolo de certificação). Mas tanto num caso como noutro (mesmo com os portes), em termos económicos, compensa. Basta fazer as contas, tendo em conta que 20g de nozes dão para 4 máquinas de roupa...

E em termos ecológicos? Há menos embalagem (apesar de, como vêm pelo correio há sempre a embalagem da encomenda...), não há "fabricação" (as nozes são apenas apanhadas das árvores). Por outro lado vêm da Índia (ou do Nepal), com tudo o que implica o transporte desde esses países (os detergentes ecológicos da Ecover ou da L'arbre Vert vêm de França).

O que acham? As nozes ou o detergente ecológico?


Entretanto no cantinho da aromáticas, encontrei saponárias e trouxe uma para casa já a programar ter a minha produção de nozes de sabão... Mas as nozes de saponária vêm da Sapindus mukorossi, e a minha plantinha é uma Saponaria officinalis!!! O nome comum parece ser o mesmo, mas são plantas distintas. Mas como a minha também tem "propriedades saponárias", vou esperar que cresça para experimentar...

16 de março de 2010

136 - Usar um anti-traças natural


Uma das soluções caseiras conhecidas para afugentar as traças é colocar nos guarda-roupas raminhos (ou sacos de algodão) de alfazema (lavanda).

Como a minha mãe tem alfazema no seu "jardim de ervas", tem os armários cheios destes ramos perfumados (trouxe um para colocar no nosso armário...).

Mas, entretanto, encontrei, nos meus livros de dicas e truques, outras soluções:


Alfazema
Além dos ramos ou dos sacos de algodão, de que falo acima, também se pode usar o seu óleo essencial, impregnando, por exemplo, bolas de algodão e colocando-as nos armários.

Cânfora
Também é comercializada sobre a forma de óleo essencial. Usar colocando algumas gotas em bolas de algodão (será que em vez de gastarmos algodão, não podemos colocar simplesmente algumas gotas num pires?...).

Cedro
Podem comprar-se aparas de cedro em lojas de animais para colocar em saquinhos de algodão. Também se vendem uns cubinhos (ou outras formas) de madeira de cedro. Devem ser lixados de 2 em 2 meses para reactivar a fragrância. Chegamos a ter uns cubinhos de cedro, há uns anos, em casa dos meus pais, e funcionavam. Ou, tal como com a alfazema, pode usar-se o seu óleo essencial.

Hortelã
Pelos vistos as traças também detestam o cheiro a hortelã. Pendurar, nos armários, pequenos ramos de hortelã fresca. Têm que se ir mudando, à medida que secam, o que não é muito prático. Mas pode ser uma boa medida SOS (fogem a voar!!!)

Laranja ou Limão
Secar cascas de laranja ou limão e colocá-las nos tais saquinhos de agodão. Outra solução que as faz sair a "correr" dos armários é colocar (dentro deles) uma casca fina fresca de laranja (sem a parte branca) envolvida em papel de seda.

Louro
Colocar, nos armários, folhas de louro. Devem ser mudadas de 30 em 30 dias.

Patchouli
Usar o seu óleo essencial, com a técnica das bolas de algodão...

Pimenta do Reino
Usar, em grão, também dentro de sacos de algodão.

MIX
Num saquinho de algodão colocar (secas) alfazema, eucalipto e hortelã-pimenta.

Atenção
Em qualquer dos casos (mesmo que nada seja referido), renovar a "receita" quando desaparecer o cheiro.

Também se deve limpar, "arejar" os roupeiros e armários, e as roupas, claro, pelo menos duas vezes por ano (a frequência do arejamento vai depender do clima: mais húmido necessita de mais limpezas). E não guardar roupa húmida...

Seja qual for a escolha, qualquer uma destas soluções deixa um cheiro bem mais agradável do que as bolas de naftalina... mas, principalmente, substituem uma substância que não é nada, nada amiga, nem do ambiente, nem da nossa saúde.

Apesar do nosso apartamento ser antigo não parece ser, felizmente, muito atraente para as traças, mas como estamos a guardar roupa de lã num armário não tão usado, mais vale prevenir. Além da alfazema, vou secar cascas de limão (adoro o aroma!), ficando-me por ingredientes num estado mais natural e que vêm bem de perto!

20 de fevereiro de 2010

112 - Aprender a coser e a remendar a roupa


Tal como o tricotar, podia ter aprendido, enquanto criança e adolescente, a costurar. Mas não quis, achava que eram coisas de "meninas", e eu gostava era de brincar na rua e ajudar o meu pai no seu hobby: fazer, na "carpintaria" montada na nossa garagem, móveis para todas as divisões da casa!

Assim, cheguei à idade adulta sabendo apenas, e mal, coser botões...

Há um ano tive algumas (poucas) aulas "amadoras" de costura e entretanto uns amigos ofereceram-me uma máquina de costura (daquelas pequenas e transportáveis), em troca de futuras "subidas de bainhas"!


Tenho experimentado umas coisinhas, nomeadamente os meus rolos (ainda não todos acabados...), mas sempre em linha recta. E na máquina.

Mas agora estou decidida a fazer algo mais, e antes de voltar a procurar lições com quem realmente sabe do ofício, resolvi aprofundar a minha experiência (mesmo fazendo muitas asneiras), socorrendo-me de vez em quando (...) dessa ferramenta fabulosa que pode ser a internet, que até nos dá dicas para aprendermos a costurar. A ideia é consertar (não gosto muito da palavra remendar) peças de roupa, que de outro modo seriam inutilizadas, mantendo-as no activo (lembram-se dos remendos nos joelhos das calças e nos cotovelos das camisolas?...) ou, sendo já um pouco mais ambiciosa, dar-lhes nova vida.

Andei a juntar algumas peças de roupa que precisam de pequenos "consertos" e hoje cosi (tudo à mão): um colchete num soutien; numa tshirt, uma costura (na parte de baixo da manga) que abriu (desculpem-me se não uso os termos técnicos correctos...); e uma outra costura numa carteira de trazer a tiracolo.


Não é muita coisa e é tudo bem simples (aparentemente), mas eu ainda demoro uns minutos só para enfiar a linha na agulha...

Os meus próximos projectos serão subir as bainhas numas calças e reutilizar o desenho de uma tshirt (onde apareceu um buraquinho), cosendo-o noutra!...

Quem sabe um dia também aprendo corte e até consigo fazer um casaco!!!

10 de fevereiro de 2010

102 - Procurar, e usar, soluções naturais para tirar nódoas da roupa


No seguimento das várias medidas para diminuir, ao lavar a roupa, a poluição da água, pus de parte os tira-nódoas de todas as espécies. Usava, para a roupa mais suja (toalhas de mesa, guadanapos, ...) um dos que se junta ao detergente e, para uma nódoa mais esporádica, um dos que se aplica antes da lavagem. Ambos muito maus, ambientalmente falando...

Como tinha uma enorme nódoa de vinho tinto numa toalha de mesa, resultado de um gesto mais animado durante uma festa, lá fui eu pesquisar maneiras naturais para me livrar dela. Além do livro (O lar ecológico) que já falei várias vezes e de onde retirei a informação para substituir a lixívia na roupa branca, tenho um outro, Truques caseiros*, também delicioso e cheio de ideias para tudo e mais alguma coisa. Entre ambos encontrei imensas dicas de como tirar nódoas de quase tudo. Desta vez nem pesquisei na internet...

Claro que a primeira que experimentei foi para a minha nódoa de vinho tinto (já com alguns dias...). Ficou impecável!

Aqui ficam as soluções apresentadas para as mais comuns (se precisarem de mais alguma digam!). Eu experimentei, além da do vinho tinto, a da transpiração e a do chá. Todas resultaram.

Conselhos:
- Em caso de dúvida, experimentar primeiro numa zona não visível...
- Passar sempre por água, depois de usar o "tira-nódoas natural", mesmo que vá lavar em seguida.

"Soluções"

vinho tinto
Se for logo, deitar açúcar ou sal para absorver. Se não deitar água oxigenada a 20 volumes ou vinho branco (usei a água oxigenada) sobre a mancha (fará desaparecer a cor do vinho).

café, chá e chocolate
esfregar a nódoa com água oxigenada a 20 vol. e depois passar por água. Se o tecido for de lã, usar vinagre branco.

transpiração
demolhar em água com vinagre branco (eu friccionei e embebi bem a zona e depois deixei ficar uns bons minutos) ou água com limão.

fruta
se for recente friccionar com sal. Em tecidos delicados friccionar com vinagre branco ou sumo de limão. Nos outros usar álcool a 90º ou a fantástica água oxigenada. Se forem nódoas muito difíceis (amora, cereja) embeber em água de cozer feijão-branco e depois demolhar, durante toda a noite, em leite coalhado (esta não experimentei...).

gordura e óleo
água e sabão... se forem antigas ou difíceis juntar boráx à água da lavagem.

esferográfica
se forem recentes demolhar em leite morno. Se não, friccionar com sumo de limão ou iogurte (?) ou ainda uma mistura (em partes iguais) de álcool e vinagre branco.

base
esfregar com um pano de algodão ensopado em álcool a 90º.

baton
friccionar com um pano de algodão embebido em água oxigenada a 20 vol (cá está, a água oxigenada!).

sangue
demolhar em água bem fria e muito salgada e depois esfregar com vinagre branco.

ferrugem
cobrir a zona com sal, deitar um fio de sumo de limão e deixar actuar durante uma hora.

manchas em geral
usar um pano de algodão embebido em... água oxigenada a 20 volumes!

Se não tiverem solução tapam-se! Bem ecológico...


* Truques caseiros
Marie-Françoise Loock
Círculo de Leitores
Lisboa, 1995

2 de fevereiro de 2010

94 - Substituir a lixívia, na roupa branca, por alternativas naturais


A única coisa em que ainda usávamos lixívia era na roupa branca. Mais do que a roupa branca em geral, o cerne da questão são os quimonos do karateca da casa, que é suposto estarem tão brancos que cegam quem para eles olhar, mas que são, umas duas vezes por semana, submetidos a tal quantidade de suor que torna esta tarefa hercúlea...


Antes, os quimonos ficavam de molho em água com lixívia umas boas horas e em seguida eram lavados na máquina, juntamente com outra roupa branca, com detergente e lixívia...

Cheguei até a comprar branqueador (ai, ai!), numas saquetas que se colocam na máquina. Ainda por cima, descobri depois, os branqueadores não limpam, mas libertam uma "luz azulada, que faz com que os tecidos dêem a sensação de estar mais limpos, quando na realidade se trata apenas de um reflexo óptico"*. Além, claro, de poderem causar alergias cutâneas e serem poluentes.

O lar ecológico*, um livrinho fantástico, fala precisamente do branco de lua. De acordo com uma crença popular, quando se estende a roupa lavada numa noite de lua cheia, aquela fica mais branca e brilhante. E, tal como outras crenças, esta tem uma explicação: a lua cheia é um sinal de noite de céu limpo, o que provoca "uma maior condensação das gotas de ar húmido da atmosfera que, uma vez dissolvidas, impregnam a roupa. Estas gotas de orvalho contém um produto oxidante, semelhante ao que se adiciona aos sabões, que, ao fixar-se nas roupas, favorece o seu branqueamento."

Fantástico! Mas um pouco difícil de fazer num apartamento na cidade... tal como fazer lixívia natural (a original!) a partir de cinzas de madeira, que a Sylvia, na oficina dos sabonetes, nos ensinou. Mas esta hei-de experimentar, nem que seja uma pequena quantidade, só para ver como é!

Então como posso substituir a lixívia?

Seguindo indicações de o lar ecológico:

- primeiro pus um dos quimonos de molho em água com bicarbonato de sódio (compra-se nas farmácias, mas nem todas têm);
- depois lavei na máquina a 30º (só com roupa branca) com detergente (ecológico) e coloquei, no tambor, uma meia/peúga atada com meio limão lá dentro.

Pareceu-me bem quando o pendurei a secar. Só o tempo (e mais umas lavagens) dirá se resulta.

Na próxima vez deixo de molho com vinagre (é bom para tirar as marcas da transpiração). E vou "entremeando estes molhos" (com bicarbonato e com vinagre).

Parece que o bórax é bom para branquear peças de roupa amarelecidas pelo tempo: junta-se à água do último enxaguamento uma colher de sopa de bórax por cada 10l de água (tem que se ver a capacidade da máquina).

Também encontrei algumas "receitas" com amoníaco, mas não gostei tanto.

* O lar ecológico
José luis Gallego e César Barba
Temas & Debates
Lisboa, 2000

23 de janeiro de 2010

84 - Tricotar os meus cachecóis e gorros


Em várias fases da minha infãncia e adolescência, a minha mãe e, principalmente, a minha tia, tentaram iniciar-me na arte dos lavores. Sem resultados, pois sempre me neguei a tal ofício indigno de uma rapariga moderna...

Agora, ao fim deste tempo todo, percebo que tricotar é, além de viciante (de uma forma agradável), ecológico. Ao fazer eu os meus cachecóis - acessório que muito prezo - evito comprar outros, feitos em máquinas eléctricas, evitando também a sua embalagem e transporte, provavelmente de um outro país.

Claro que só faz sentido se usar lãs, e afins, naturais e ecológicas. Como encontrei várias hipóteses (até fios de bambu e soja!), incluindo uma marca portuguesa, a rosários4, sei que posso manter a coerência desta medida assim que acabar de treinar, em restos de novelos, o ponto simples que a minha mãe me ensinou. Como estou a fazer uma tira, a que ainda não se pode chamar cachecol, desmanchando o que já fiz uma série de vezes, é capaz de demorar...


Entretanto vou, orgulhosamente, usando os conjuntos de cachecol e gorro que a minha mãe me fez.

29 de dezembro de 2009

59 - Comprar detergente para a roupa biológico


Admito que quando fui comprar o detergente para a roupa fui um pouquinho preguiçosa. Como já sabia, desde que comprei o amaciador da roupa, que tinha a opção da Ecover, nem procurei outra...


Custa, no Continente, 8,29€ a embalagem de 1,5l (dá para 20 doses). Tal como o amaciador é de biodegradabilidade rápida e completa (teste OECD 301F, do produto inteiro), tem impacto mínimo na vida aquática (teste OECD 201 & 202, do produto inteiro), não é testado em animais e os ingredientes são à base de plantas e minerais (+ 30% água; 5-15%: tensoactivos não iónicos*; sabão*; álcool*; citrato*; - 5% tensoactivos aniónicos*; ácido cítrico*; perfume* alfazema; contém: limoneno, linalol, citronelol. *à base de plantas).

Depois, para me redimir, fui investigar outras possibilidades.

"Descobri" que a marca Auchan tem detergentes ecológicos, incluindo um para a roupa. Não costumo ir ao Jumbo, mas vou ter que lá passar, até porque também vendem produtos da marca L'arbre Vert - que não encontro no Continente - onde está incluído um detergente para a roupa (com a possibilidade de se comprarem recargas do mesmo).

Também encontrei na internet o detergente Clear spring, e um da marca espanhola (sempre vem de mais perto...) Proeca Químicas, que tem uma linha de produtos ecológicos, alguns já com a etiqueta de certificação europeia eco-label. O detergente da roupa - Green Laundry - ainda está a aguardar esta certificação, mas parece promissor. Não o encontrei à venda por cá, mas visto que têm uma página em português devem estar, se ainda não o fazem realmente, a pensar nisso.

E não estou esquecida nem das nozes de saponária nem da Öko-ball. Estão em estudo...

25 de novembro de 2009

25 - Passar a usar um amaciador de roupa biológico


E porquê o amaciador de roupa e não o detergente? Porque o amaciador está mesmo, mesmo a acabar, e o detergente vem numa daquelas embalagens enormes que ainda deve durar para mais 1 mês, pelo menos. Além de que ando a informar-me sobre várias opções para a lavagem, desde as nozes saponárias até à Öko-ball.


Ao procurar um amaciador mais amigo do ambiente percebi que o melhor é mesmo deixar de procurar a palavra ecológico/a, tão usada e abusada. Porque um produto pode dizer ser ecológico mas não ser assim tão amigo do ambiente... Por exemplo, qualquer detergente ou amaciador de roupa que tenha sido produzido de uma forma amiga do ambiente ou que leve à redução dos gastos de água é considerado ecológico. Ou se vier numa embalagem reciclável, ou até numa embalagem mais pequena que o normal, já diz que é "amigo do ambiente" ou "ajuda o ambiente"! tudo verdades, claro. E já é positivo, sem dúvida.

Também vou ter que ter atenção com a palavra biodegradável. Porque na verdade, tudo é biodegradável, pode é levar menos, mais ou muito mais tempo... Como os detergentes e amaciadores tradicionais que demoram muito tempo para se degradarem, causando um grande impacto onde são lançados, provocando a morte de plantas e animais e destruindo ecossistemas. Mas são biodegradáveis.
Portanto, não acreditar, à partida, em palavras como ecológico - amigo do ambiente - biodegradável (por mais estranho que pareça), e verificar a composição.

Neste caso, do amaciador, para ver se é realmente "respeitador do ambiente".

O que tinha em casa dizia:
5-15% tensoactivos catiónicos,
« 5% tensoactivos não-iónicos,
perfume,
benzisothiazolinone.
(Só este último já assusta)

O que comprei da Ecover (vende-se em quase todos os super e hipermercados):
>30% água,
5-15%: tensoactivos catiónicos*,
« 5% cloreto de magnésio ,
perfume* (tipo: alfazema; contém: linalol, citronelol),
conservante (0,15%): ácido sórbico.
*à base de plantas

E diz ainda, na ficha técnica:
- Biodegradabilidade rápida e completa (teste OECD 301F, do produto inteiro).
- Impacto mínimo na vida aquática (teste OECD 201 & 202, do produto inteiro).
- Produto não testado em animais.
- Ingredientes à base de plantas e minerais.
- Adequado para fossas sépticas.
- Produzido na fábrica ecológica Ecover.
- A garrafa e as etiquetas são feitas de polietileno e a tampa de polipropileno. Polietileno e polipropileno são 100 % recicláveis e podem ser reciclados em conjunto.

Parece bem melhor, não?

Nunca pensei que "porquê mudar de amaciador?" desse tanta matéria. Mas depois de tudo o que li nunca mais vou ser capaz de comprar um dos "normais", mesmo sendo este, pois claro, mais caro...

16 de novembro de 2009

16 - Deixar de usar os rolos de adesivo para retirar os pêlos da roupa


Ai, ai, ai!!! Esta vai custar... Tenho que lembrar que temos 3 gatas?...

Pêlos em TODO o lado, portanto pêlos na ROUPA!!!!

Aiiiiiiii!!!

O funcionamento destes adesivos fantásticos é o mesmo da fita adesiva (pvc, colas sintéticas, solventes,...). Aliás lembro-me de, há uns anos, usar fita adesiva, da castanha, enrolada na mão, para tirar os pêlos da roupa...

E ainda por cima estes rolos têm cola dos dois lados!

Mas funcionam tão bem...

Não estava a conseguir encontrar nada, ecológico, que pudesse substituir esta simples e maravilhosa invenção. As escovas de roupa não funcionam, desculpem quem diz que sim, mas não funcionam. Não com os pêlos de gato, que se "colam" à roupa, e nem se deixam arrastar quanto mais soltar.

Encontrei, num blog brasileiro, um "tira pêlos" lavável, mas não encontrei nenhum por cá.



Entretanto lembrei-me de um objecto que herdei da minha tia, que viveu nesta casa anteriormente: com a forma de um pente, mas em que a zona correspondente aos dentes do pente é forrada com alguma espécie de veludo (?)...

O que vai aqui em baixo é parecido, mas o meu tem aquele ar retro que dá carisma...

(Neste momento a minha máquina fotográfica está em parte incerta, quando a tiver comigo de novo, ponho aqui uma fotografia desta preciosidade.)


E funciona!!! Tenho que humedecer ligeiramente o tecido para ser mais eficiente, demoro um bocadinho mais de tempo, mas resulta!

Agora tenho uma dúvida:
Ainda tenho 2 rolos de adesivo. Compro (comprava) no IKEA, uns conjuntos que trazem o aplicador e 4 rolos. O que faço? Uso os que ainda tenho? Não uso, e faço-lhes o quê?

Aceitam-se sugestões...

5 de novembro de 2009

5 - Usar a temperatura mais baixa da máquina de lavar roupa


Andei a ver se encontrava novas dicas sobre como usar a máquina de lavar roupa de modo mais ecológico, mas pelos vistos - o que não é surprendente visto a simplicidade do mecanismo - não há muito mais a fazer, além do que a maioria de nós já sabe:

- Utilizar os programas de baixa temperatura.
li algures na net que ao diminuir de 60º para 40º podemos economizar em até 46% do consumo, não encontrei informação quanto à diferença entre lavar a 40º e a 30º, a temperatura que a partir de hoje vou usar. Alguém sabe?

- Seleccionar o programa económico, sempre que a roupa esteja pouco suja.
uma dica para quem estiver a pensar comprar uma máquina de lavar roupa - não vale a pena comprar uma máquina com muito programas, porque provavelmente usará apenas 1 ou 2 (mais dicas aqui)

- Utilizar a máquina com a carga máxima.
e mesmo nas máquinas com a opção de meia carga, evitar usar esta função porque 1/2 carga + 1/2 carga gastam mais que 1 carga.

- Evitar usar a pré-lavagem.
- Manter os filtros limpos.
(esta para mim foi novidade, ou já me tinha esquecido...)

Comecei por verificar o filtro da minha velhinha máquina - que já está na sua 2ª casa e já foi arranjada 2 vezes - e descobri que realmente precisava de ser limpo (cotão, pêlos de gatas).

Devo confessar que ainda tenho algumas dificuldades em lidar com este electrodoméstico, provavelmente porque me iniciei tarde no tratamento da roupa. Tenho sempre dúvidas se atingi a carga máxima: se ainda podia enfiar mais umas meias porque estou a desperdiçar espaço ou se já meti tanta roupa que a água e o detergente dificilmente chegarão a todo lado. Quando estou indecisa opto pela 1ª hipótese, porque se optar pela 2ª e a roupa ficar mal lavada, vou ter que repetir o processo e gastar o dobro da água e da energia.
Hoje "fiz" uma máquina - com roupa pouco suja - a 30º (e no programa mais curto) e saiu tudo lavadinho. Amanhã vou experimentar com roupa um pouco mais suja (as t-shirts com que o zé manel dá aulas de ginástica, por exemplo) e muito mais suja (tapetes, cobertores das gatas) e logo vos direi.


Entretanto fiquei com uma dúvida:
É melhor manter a minha máquina enquanto durar ou comprar uma nova, e decerto mais eficiente, e contribuir já com mais um "mono" para o ecocentro?