Quando viemos viver para este apartamento os meus irmãos ofereceram-nos dois puffs (ou pufes...). Claro que sou eu que mais os uso. Como não sou lá grande Lady (...) estar sentada direitinha num sofá não é para mim. Como é que pode ser melhor do que estar confortavelmente enroscada num puff, a ler um livro, por exemplo?...

No outro dia, um amigo meu sentou-se num deles e atirou-me um "tens que encher estas coisas..." e nesse momento reparei que realmente estavam mais murchitos...
Ontem abri o fecho de um deles e... Arghhhhhhh!!! Fiquei rodeada de bolinhas de esferovite!!!!!!
Confesso, não me lembrava do recheio dos meus queridos puffs. A sério! Acho que sofri de amnésia super selectiva: até ao segundo em que nevou na nossa sala, eu tinha bloqueado esta (mais do que óbvia) informação...
E agora?
Eu, que desde que escrevi este post (leiam-no se quiserem mais informação sobre os pontos negativos do esferovite), fujo de tudo o que é de esferovite e me esfalfo para encontrar utilidade para as poucas coisas que aqui aparecem neste material, tenho, no meu lar, dois monstros comedores de esferovite para alimentar! (Hoje estou com a veia dramática bem activa...)

Toca a procurar um enchimento bem "verde", Ema!
E não é que há alternativas biodegradáveis?!
Primeiro encontrei um susbtituto à base de amido. Mas também encontrei um estudo que fala sobre o facto de este material servir de alimento a insectos, o que pode levar à disseminação de pragas através de embalagens, portanto esta solução não deve ter muitos fãs...
Encontrei depois, no Brasil, a Bioespuma, feita à base de óleo de mamona. Parece que também tem amido na sua composição... e penso que ainda está em fase de desenvolvimento.
Mas por lá já há empresas que comercializam os seus produtos em embalagens, biodegradáveis e compostáveis, de fécula de mandioca.
Também está em desenvolvimento uma solução à base de proteína de leite e argila, que foi descoberta por acidente.
Mas eu fiquei fã (pelo menos para já...) da solução desenvolvida por dois jovens americanos, à base de raízes de fungos e resíduos agrícolas, o Mycobond (podem ler mais aqui, aqui ou aqui).

Infelizmente não encontrei nenhuma destas opções por cá, nem em embalagens, nem em flocos, nem em bolinhas...
Ainda tive esperança de encontrar este enchimento, que reutiliza EVA - espuma vinílica acetinada. É verdade que é um material sintético, mas é uma maneira de não ir para ao lixo. Mas também não a encontrei por aqui.

Solução? Encontrei uma - pelo menos por agora.
Lembrei-me de que tinha um saco enorme cheio de "batatas fritas" de esferovite.

Aqui há uns bons anos recebia uns produtos de higiene e beleza, de uma marca aparentemente mais amiga do ambiente, que vinham em caixas de cartão cheias destas "batatas" (...). Como já sabia o mal que estas coisinhas podiam provocar, guardei-as (ou não fosse eu de guardar tudo...) na esperança de lhes dar uso. E lá fui eu ao armário das 1001 coisas. (Reparei que algumas batatas são amareladas. Serão de outro material que não esferovite?...)
Et voilá!!! Rejuvenescidos, e igualmente confortáveis, ficaram os nossos puffs!
Claro que quando voltarem a achatar vou ter que inventar outra solução, porque as batatinhas acabaram... Talvez triture rolhas de cortiça, o que acham?...
Põe milho... hehehe :)
ResponderEliminarImagina o peso!!!
ResponderEliminarMas esqueci-me completamente de uma hipótese que já tinha visto algures e que me foi relembrada no facebook: PIPOCAS!!!
Não sei se resulta, mas hei-de experimentar (primeiro tenho que descobrir como as fazer sem usar gordura...)
Antigamente, que as pessoas eram + ecológicas, usavam algodão em rama, sumaúma ou lã para encher almofadas. De certeza que é a solução + ecológica mas talvez os pufs fiquem muito pesados. Outra hipótese antiga, com que enchiam os colchões, são as camisas de milho. Mas nenhum destes materiais tem as qualidades do esferovite. Leveza, adaptar-se ao nosso corpo e voltar à forma inicial num instante.
ResponderEliminarestava aqui a lembrar-me dos caroços de cerejas lavados e secos como fazem para as almofadas terapeuticas também devem servir para encher os pufes ou não ?
ResponderEliminarAinda há almofadas com enchimentos ecológicos, Maria Paz. Mas, como diz, não resultam nos puffs... A minha mãe também já me falou desse enchimento dos colchões!
ResponderEliminarHaveremos de encontrar uma solução!
O problema, Marizei,é como no caso do milho: o peso! E arranjar tantos caroços...
ResponderEliminarLá em casa usamos papel amarrotado. Jornal ou os panfletos dos hipermercados. Nas almofadas pequenas que faço, uso a suma a uma que compro na baixa, mas para uma reutilização, nos pufs opto por papel amarrotado. Já experimentei as "batatas fritas" e não dão resultado, pelo menos para mim, pois desfazem-se rapidamente (uso-as nos pufs das gatas - sim elas também têm pufs :-D)- elas são bem mais levezinhas do que qualquer humano heheheh
ResponderEliminarBom dia Ema
ResponderEliminarRecentemente encomendei produtos biocertificados de higiene à Naetura em Espanha. Quando abri a embalagem reparei que o enchimento era diferente do habitual e que se dissolvia na água) parecia gelatina). Parti do princípio que seria ecológico e biodegradével...assim o espero! Talvez lhe sirva....
Já ouvi falar em usar com enchimento caroços de cereja, até porque dizem ser bastante relaxantes. Mas era necessários imensos caroços...
ResponderEliminarPor enquanto os pufs q tenho em casa são reutilizados dados por amigos q s cansaram d decoração q tinham e ainda não tive esse problema. Mas em tempos tive um puf cujo conteúdo tive d substituir e optei por enchê-lo c restos d roupas velhas, q já não estavam em estado d oferecer. Inconveniente: tornam o puf pesado e obrigam a algumas lavagens frequentes p diminuir os ácaros - mas serviram perfeitamente! Ah, e qt ao bichano aqui d burgo, quando as fronhas ficam em mau estado - dp d mt uso - encho-as d tecidos velhos e dou-lhe 1 nova cama. Não tenho recebido reclamações...
ResponderEliminarema, só uma observação..
ResponderEliminaracabaste por encher o puff com algo que não é biológico à mesma certo?!
e se pensarmos existe "montes" de esferovite que, mesmo ela, pode ser aproveitada/reutilizada, pondo em prática uma das regras dos 3 r's, as dos electrodomésticos, é só uma questão de a desfazer e fica perfeita! má ideia para ti nao?!
Ema,
ResponderEliminarNotei que a maioria das pessoas têm puffs. Aqui no Brasil não é nada comum. Trocamos muito os sofás e quase ninguém sabe para onde vão. Na verdade sabemos. Particularmente eu tenho sofá e reformo sempre o mesmo. Não é o ideal da sustentabilidade, mas evita lixo nas lixeiras. Noto que quando é reformado, são utilizados espuma sintética. Como faço isso a cada 2 ou três anos, e não vejo outra saída mais ecologica, por enquanto vou fazendo.
Abraços,
Elaine
Olá Ema, sou seguidora aqui deste blogue que consulto regularmente.
ResponderEliminarObrigada pelo trabalho e partilha.
Deixo aqui uma Petição pela proibição do cultivo de variedades de organismos geneticamente modificados (OGM) na Região Autónoma dos Açores
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N9685
Podem assinar e divulgar?
Topas, para já as batatas fritas estão a resultar... funciona com o papel? O puff continua a moldar-se ao corpo?
ResponderEliminarObrigada Maria. Podem ser as tais de amido. Como digo no post, também tenho algumas de outra cor. Vou experimentar colocá-las em água!
ResponderEliminarNão, Diogo, pelo contrário. Para mim o mais importante não é ser biológico, mas sustentável! Daí ter optado por esta solução, que - como também dizes - reutiliza algo. Agora se tivesse que ir comprar esferovite... já não era uma boa solução.
ResponderEliminarMas digo-te, por experiência própria, que desfazer esferovite é terrível, nem imaginas como fica tudo à tua volta... e o que custa limpar!
Elaine, recuperar algo é sempre melhor que deitar fora e comprar novo, não é Talvez consigas encontrar um enchimento mais sustentável!
ResponderEliminarClaro, Ana Teresa!
ResponderEliminarOi! adorei seu site, parabéns. Para os puffs fica excelente usar cerragem, que pode ser recolhida em marcenarias. bjs
ResponderEliminarE não ficam muito pesados? Moldam-se bem ao corpo?
ResponderEliminarOs meus puffs e almofadas são cheios com restos de trapos e linhas. Eu trabalho muito com estes materiais e ia juntando todos os pedacinhos de tecido e restinhos de linhas, até que um dia reparei que eram muitos e estavam a ocupar-me espaço, pois não conseguia reutilizá-los todos e também não sabia o que fazer com eles. Surgiu a ideia, encher puffs e almofadas ficou bem e confortável, até agora ninguém se queixou.
ResponderEliminarTambém pode usar granulado de cortiça... dependendo do tamanho e densidade, pode ser bem fofinho.
ResponderEliminarE no seu processo de fabrico a cortiça é apenas triturada pelo que nenhum outro produto tóxico ou não natural é adicionado
Também gostava de usar o granulado se cortiça. Mas onde se compra?
Eliminarando à procura de solução para este problema e lembrei-me de pellets! acham que resulta?
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