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17 de outubro de 2012

208 - Encontrar um pano esponja de cozinha "verde"


Para começar, não sei se já repararam que o fundo do blog passou de azul-escuro a branco...
Segundo os peritos destas coisas, a maior parte das pessoas, hoje em dia, tem monitores que "poupam a branco/cores claras" ao contrário do que provavelmente acontecia na altura que escrevi este post (se quiserem informação mais técnica leiam também os comentários dos leitores).
Simplificando muito, e se bem percebi, portáteis (o que eu tenho) e monitores planos poupam a branco, os outros a preto. E, para quem não anda por aqui desde o início, vejam se já reduziram o brilho do monitor. O ambiente e os vossos olhos agradecem!

Passando ao assunto principal deste post.

Andava já há algum tempo à procura de uma solução para substituir o pano esponja da cozinha (parece que é o nome oficial, eu costumo chamar-lhe... pano de cozinha). Cheguei a comprar os panos da linha Naturals, da Vileda (tal como a esfregona de que falei aqui), 100% biodegradáveis, mas... quanto a mim ficaram "pindéricos" depressa de mais, o que faz com que - mesmo sendo biodegradáveis (...) - o processo de fabricação, transporte, ... não compense o tempo de uso que têm.

Depois lembrei-me de experimentar t-shirts velhas. Estas já são reaproveitadas por cá na limpeza da casa (é uma das coisas que eu já fazia, mesmo antes de iniciar este desafio).


Mas, e o tal do poder absorvente? Há uns panos que "anunciam" uma capacidade de absorção em 10 vezes o seu peso a seco... Certo, não são tão absorventes, claro. Mas, pelo menos para nós, chega muito bem. E somos pessoas bem activas na cozinha!

O único cuidado que tenho é guardar as t-shirts brancas para este fim (no resto das limpezas podem ser de qualquer cor...), para ter uma boa noção do nível de limpeza/sujidade. E acreditem, estes panos duram muito tempo. E podem ser lavados. E quando realmente já não tiverem mais uso, bom, vão para o lixo.

Não vos parece a solução mais sustentável?

16 de maio de 2011

194 - Utilizar o computador apenas à noite

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Bom, esta é fácil!

Já tínhamos decidido ligar a televisão apenas depois das 22h (às vezes, temos uma ou outra recaída...), e sempre usámos a mesma lógica para ligar a máquina de lavar roupa. Isto porque temos o bi-horário diário: entre as 22h e as 8h a electricidade fica-nos mais barata (e indirectamente estamos a contribuir para poupar energia).

Agora, ao redifinir horários e acomodar novos hábitos e tarefas - e numa tentativa de ser "um bocadinho..." mais organizada - decidi guardar as horas depois do jantar para o uso do computador.

A verdade é que comecei a ficar (um pouco...) preocupada com o tempo que passo à frente do computador. Depois de anos e anos a trabalhar dia após dia (e às vezes noites também) em frente a um monitor, passei por um período bem tranquilo, em que - exceptuando algumas alturas de entregas de trabalho - estava poucas horas por dia no computador.

Gradualmente, voltei a precisar de mais tempo com este bichinho: mais emails a ler e a responder, posts a escrever, pesquisas a fazer, ir ao facebook... além de outras tarefas habituais.

E comecei a reparar que às vezes me perco, principalmente quando ando pela internet (óbvio!)...


Não tenho nenhum problema de dependência (ufa!...), pelo menos segundo este teste, que encontrei em vários sites: sou "uma utilizadora média. Por vezes posso até navegar na internet um pouco demais, no entanto, tenho controlo sobre a sua utilização". Fico mais descansada...

Assim, com as horas mais contadas, tenho que me coordenar melhor, porque não quero roubar tempo ao meu sono de beleza!

O engraçado (talvez não seja a melhor palavra...) é que ao andar à procura de informação para este post, descobri, precisamante, notícias sobre um estudo brasileiro e um outro americano sobre a influência do uso do computador à noite na qualidade do sono. Além de, na maior parte das vezes, o seu uso (e da televisão, consolas, ...) ocupar horas que deviam ser passadas a dormir, também a exposição à sua luminosidade desregula a produção de melatonina (responsável pelo sono), alterando os ciclos sono-vigília.

Até agora não senti nenhum efeito, nunca tive problemas de sono, mas vou estar atenta. Se tal acontecer vou começar a madrugar e a usar o computador até às 8h. Pois, pois...

Ah, e se me encontrarem pela internet durante o dia, ficam a saber que não estou em casa, mas - provavelmente - no meu espaço, onde, por razões várias, o computador está ligado na "hora de expediente"...

18 de janeiro de 2010

79 - Abolir os post-it


Este pequeno quadrado de papel amarelo com uma banda de adesivo de "tirar e pôr" (o original post-it) foi inventado nos anos 70 pelo senhor Art Fry, para marcar as páginas do seu livro de hinos, e desde então tornou-se indespensável para um sem número de pessoas.

A empresa detentora da patente, do nome post-it e da famosa cor amarela, a 3M, abarca uma série de áreas e tem várias marcas e produtos (scotch, scotch-brite, nexcare, ...) e apesar de se apresentar como uma empresa líder em sustentabilidade e de ter várias preocupações e práticas a nível ambiental (louváveis, sem dúvida), continua, há já uma série de anos, a aparecer nas várias listas de empresas que testam em animais.

Assim, ainda que já haja post-it em papel reciclado - embora não tenha visto por cá - os (verdadeiros) post-it ficariam, logo à partida, postos de parte.

Depois, na verdade, todos os "quadrados (ou rectângulos) de papel com um adesivo de fácil remoção" têm cola, que é, regra geral, tóxica e poluente (nada bom em termos ambientais).

Potanto, retirando o adesivo/cola dos "quadrados (ou rectângulos) de papel com um adesivo de fácil remoção", o que sobra?
Quadradinhos (ou rectângulos) de papel!
E isto eu não preciso de comprar.

Peguei num molho de folhas de rascunho (já usadas de um dos lados), cortei-as em pedaços pequenos (de cada folha A4 fiz 8 rectângulos) e prendi-os, juntos, com uma mola. Cada vez que preciso de apontar um recado tiro um.

Tudo bem, não dão para colar em qualquer parte e eu nem sequer tenho a hipótese de os colar com fita adesiva. Mas consigo "prendê-los" ao frigorífico com ímans e coloquei, no armário da entrada, uma fita, presa com 2 pionés, e penduro-os com uma molas pequenas (tipo estendal...), o que para mim já é suficiente.

Até porque também me estou a habituar a usar a agenda electrónica do meu telemóvel...

Para quem tem o costume de colar post-it e afins no monitor do computador, existem versões virtuais. Primeiro encontrei uma, um bocadinho cara mas que permite experimentar gratuitamente durante 15 dias, e depois várias gratuitas, incluindo uma da... post-it!!!

15 de janeiro de 2010

76 - Optar, no Autocad, pelo fundo negro


Já troquei o wallpaper do meu monitor por um fundo preto e escureci o azul deste blog, já reduzi (muito) a luminosidade do ecrã e mudei o padrão de fundo do meu gmail. Mas estava a custar-me a alterar o fundo do Autocad, o programa de desenho que uso nas minhas “arquitecturas”.

Nunca usei o branco, mas também não conseguia usar o preto porque não gosto das cores primárias - mas em versão fluorescente... - que melhor se vêem neste fundo e que tão representativas são deste programa. Tenho usado um cinza que, desde que comecei este blog, fui escurecendo. Mas hoje foi o dia da alteração final: autocad preto. E foi uma surpresa! Como reduzi a luminosidade do meu monitor, agora já não me incomodam nada as cores mais vivas (continuo a não gostar do verde fluorescente) e tenho apenas que "avivar" ligeiramente as cores mais suaves que usava no fundo cinza.


Um bom "puxão de orelhas" para mim: Experimenta! Experimenta (quase...) sempre antes de tirares conclusões...

E como passo mais tempo no Autocad do que com o wallpaper activo, assim poupo bem mais energia.

4 de janeiro de 2010

65 - Reduzir o brilho do monitor do computador


Reduzir o brilho do monitor é uma óptima forma de economizar energia, além de que faz menos mal à nossa "vistinha"...

Ao verificar o brilho de nosso monitor vi que estava em quase 100% (não dá para ter a certeza, porque é uma barra horizontal não numerada). É, por certo, a definição que vem de fábrica, porque nem eu nem o Zé Manel tínhamos, até hoje, investigado tal domínio. E, como estávamos acostumados, nem nos apercebíamos do excesso de brilho.

Neste momento já está definido em cerca de 25%, e não notamos nenhuma "falha" de visibilidade. Quem passar muitas horas em frente ao computador deve até notar a diferença nos olhos (lembro-me que quando trabalhava assim muitas horas seguidas, havia finais de dia em que os olhos me ardiam).


No nosso pc, sobre o fundo do ecrã, clicamos no botão direito do rato e escolhemos screen resolution. A janela que aparece não é a pretendida mas se carregarmos em display, na barra superior, estamos logo no sítio certo. Depois é só escolher adjust brightness, e na barra que aparece em baixo, mexer no indicador de screen brightness. Vão diminuíndo gradualmente até encontrarem o brilho certo para vocês!

Se calhar há maneiras mais rápidas que o fazer, mas esta foi a que eu encontrei (não sou propriamente perita em computadores...)

31 de dezembro de 2009

61 - Usar o Blackle, em vez do Google


Para as buscas gerais serve perfeitamente. O motor de busca é o mesmo da Google, embora ao pesquisar a(s) mesma(s) palavra(s) nos dois, os resultados não sejam idênticos. O que não é negativo para nenhum dos "lados", apenas diferente.


O Blackle não tem as mesmas opções do Google: nem ferramentas de idiomas, nem a opção de escolher os resultados mediante a língua, nem - o que me faz mais falta - a busca por imagens. Há uma variante em português, com um nome também ele bem português: eco find. Mas, embora parecendo, também não tem esta opção (encaminha-nos para o Google...)

Portanto, embora não consiga, afinal, substituir completamente o motor de busca mais famoso do mundo (iria tal ser possível?!), o Blackle ajuda a reduzir a energia gasta a pesquisar no mundo virtual. Já o coloquei na barra do explorer para mecanizar o seu uso.

Só é preciso ter atenção para ver se o tipo de monitor que usa realmente permite esta poupança ou se está a fazer precisamente o contrário...

11 de novembro de 2009

11 - Acrescentar uma sugestão ecológica à minha assinatura de e-mail


Quando recebo mails de dois amigos meus, vem sempre - em jeito de rodapé - junto com o nome, qualquer coisa como: "pense bem antes de imprimir este email, as árvores agradecem". A ideia é óptima, a intenção também, mas acho que já quase ninguém imprime, salvo raríssimas excepções, emails.

Então que frase inspirada hei-de eu juntar ao meu nome e ao endereço dos meus blogs? Algo inspirador, mas não muito custoso de seguir...

Bem, para já ficou esta:

" vá a http://www.greenpeaceblackpixel.org, instale o black pixel e veja como um pequeno quadrado negro no seu ecrã poupa tanta energia! Imagine se todo o fundo do seu monitor for preto..."

Dá uma pequenina sugestão e deixa em aberta fazer um pouco mais.


Sou mesmo fã do meu quadradinho (talvez porque vejo-o sempre, seja em que programa for que esteja a trabalhar...). Estou sempre a ver quanto já poupei!

pós-post: só funciona (poupa...) em monitores CRT (tube) ou plasma.

9 de novembro de 2009

9 - Substituir o wallpaper do computador por um ecrã preto para poupar energia


Esta, pensei eu, vai custar-me um bocadinho... Parece estúpido, eu sei, mas gosto de escolher fotografias bonitas para o fundo do meu ecrã (normalmente do site da National Geographic)!

Quando comecei a procurar - na net claro - informação sobre quanto se poupa em mudar para preto o wallpaper do nosso monitor fui ficando confusa (quem me manda navegar em sites de informática): poupa energia, não poupa; depende do tipo de monitor: TFT, CRT, LCD (ah, este eu conheço...), uns poupam a preto, outros a branco... Mais confusa fui ficando... e descobri a solução! Liguei ao meu amigo Lima (Nuno), informático cheio de experiência e perguntei-lhe. Sim, poupa e (quase - esta ressalva é minha) todos os monitores de computadores aplicam tensão nos pixels para o ecrã ficar branco, logo quanto mais escuro menos consome.

E descobri que posso ter um wallpaper preto e giro! Agora uso este:

Entretanto instalei também o meu black pixel (sobre o olho do gato para o ver...), um projecto da greenpeace. Independentemente do fundo do monitor ou do programa que estejamos a usar ele está sempre lá, um quadradinho desligado, a poupar energia. Se pousarmos o cursor sobre ele, vai dizendo quanta energia poupamos até ao momento - já dá para ter uma ideia do que poupamos se o wallpaper for maioritariamente preto.

Se não quiserem adoptar já o ecrã negro, comecem por instalar o quadradinho. Mudam logo de ideia...

Se repararem também escureci o azul de fundo deste blog!

P.s. - se o vosso monitor "poupar a branco"... nada disto é viável...

16 de setembro de 2009

A minha decisão


Hoje, é um óptimo dia (16 de Setembro - Dia mundial para a preservação da camada de ozono) para, finalmente, tomar uma resolução. Já ando com este blog há algum tempo, sem saber o que lhe fazer. Com outro nome, o princípio era o mesmo: ir colocando sugestões que me ajudassem, e a quem acompanhasse o blog, a tomar opções mais “verdes”. Mas a verdade é que desde que o estruturei, andava “ata que não desata”…

capa da edição original

Chegou o Verão, e com ele menos tempo em frente ao monitor. E eis que no escaparate da Bertrand vejo a capa apelativa do “dormir nu é ecológico” (Será? Logo se verá). Foi num instante que o comprei, bastante entusiasmada, pois parecia ser uma guia bastante prático e imediato, do género faça isto, é ecológico, não faça isto, que não é!

Bem, na verdade, no início, o meu lado comodista ficou um pouco desiludido. Primeiro, o livro, como é óbvio (embora eu quissesse acreditar que não), não discorre sobre todas as 365 medidas escolhidas e experienciadas pela autora. Para isso temos o blog. Depois essas escolhas são feitas por alguém que vive no Canadá… Só aí há todo um oceano de diferenças!
Mas depois destas facadinhas, e continuando a leitura, fui-me entusiasmando, entusiasmando… E se?

E aqui estou, a preparar-me para assumir um eco-compromisso durante 1 ano, ou melhor 365 novos compromissos amigos do ambiente.

Li o livro, dei uma espreitadela no blog que o originou, e estou, neste momento a analisar mais detalhadamente a lista de Vanessa Farquharson. É aqui que realmente me apercebo que, embora a originalidade esteja posta de parte, toda a minha experiência será bem diferente…

(continua no próximo post)