E já vão 2... meses!


No final deste segundo mês, e apesar de ser optimista por natureza e não costumar "sofrer" por antecipação, a minha interrogação é: "Como vou conseguir encontrar 365 medidas???!!!".

Mas o caminho faz-se caminhando (ouvia muito isto nos escuteiros)...

E a verdade é que já tenho mais 31 novas ideias fresquinhas, para o mês de Janeiro.

Como este mês é um bocadinho mais "activo" que os anteriores, duma maneira positiva (pelo menos para mim, que gosto do Natal), acabei por não conseguir fazer todos os enfeites que queria. Fiz apenas, com a minha amiga Inês, de 7 anos, estrelas, reutilizando papel de revistas, muito giras, mas diferentes das que tinha postado, tiradas de um livro que o Zé Manel me ofereceu no ano passado, O livro do Papel, das Edições Nova Gaia:

Cheguei à conclusão que vou ter que imprimir, e afixar, as listas dos meses, para que os únicos 2 habitantes deste apartamento que lêem mantenham frescas as medidas já adoptadas... Às vezes esquecemo-nos das persianas abertas, outras de usar o copo para lavar os dentes, mesmo com ele na prateleira à frente do nariz. Ainda não interiorizamos a lavagem eficiente da louça, embora eu já consiga, naturalmente, não rodar a misturadora na direcção da água quente (o Zé Manel nunca o fez).

Mas consegui colocar 3 meses numa folha A4 e vou imprimir em papel usado.

Está a ser difícil encontrar opções às apelativas velas do IKEA (mesmo sabendo que são poluentes). Não deixa de ser um pouco irónico, o uso de velas em pleno séc. XXI, mas realmente gosto da atmosfera que criam.

Consegui, entre as prendas que ofereci, sozinha ou com os meus parceiros (leia-se namorado e irmãos), que algumas fossem ecológicas. Produtos de beleza mais naturais e não testados em animais, bálsamo labial e sabonetes feitos por mim, bijuteria artesanal, sacos de compras em pano, uma máquina de fazer pão para a nossa mãe. E penso que as que não são realmente ecológicas, pelo menos não são o oposto: livros, puzzles.

Também o Pai (mais a Mãe) Natal foi sensível ao meu apelo. Recebemos um cabaz de produtos orgânicos: azeite, nozes, chutneys e molhos caseiros, e presunto caseiro (o Zé Manel não é vegetariano, apesar de fazer muitas refeições como tal). O aspirador que o Pai Natal trouxe, apesar de não ser um dos que se dizem ecológicos, acaba por ser amigo do ambiente. É pequeno, o que faz com que seja usado, no seu fabrico, menos material, e, para ser transportado, menos embalagem, e também mais aspiradores por m3. Tem uma potência baixa, mais que suficiente para o nosso chão de taco e mosaico, gastando menos que outros mais potentes. Por outro lado é "de saco" e vinha acondicionado em esferovite...

E, para terminar, no passado fim-de-semana acabou a serradura das gatas e quando nos apercebemos o Continente estava fechado. Em nossa defesa devo dizer que a embalagem é tão grande - mas leve - e tem que se colocar tão pouco de cada vez que não demos conta que estava no fim. Só quando a íamos mudar é que vimos que não era nem um pouco suficiente para as nossas 3 gatas aguentarem até segunda de manhã. O Zé Manel foi ao Pingo Doce e comprou um saco de uma areia que diz ser 100% natural. Dos ingredientes consta 80% de sepiolite (um mineral, "silicato básico, hidratado, de magnésio", natural portanto), corante e perfume (nada natural...). Não consegui encontrar informação sobre se a extracção da sepiolite é prejudicial ao ambiente. Mas realmente não me convenceu.

E, mais uma vez, quero agradecer as dicas e ofertas de ajuda que recebi de amigos e de pessoas que nem conheço. Estou agora a descobrir a comunidade internauta e, para já, só tem pontos a favor!

Bom Ano de 2010, ano internacional da BIODIVERSIDADE!!!


61 - Usar o Blackle, em vez do Google


Para as buscas gerais serve perfeitamente. O motor de busca é o mesmo da Google, embora ao pesquisar a(s) mesma(s) palavra(s) nos dois, os resultados não sejam idênticos. O que não é negativo para nenhum dos "lados", apenas diferente.


O Blackle não tem as mesmas opções do Google: nem ferramentas de idiomas, nem a opção de escolher os resultados mediante a língua, nem - o que me faz mais falta - a busca por imagens. Há uma variante em português, com um nome também ele bem português: eco find. Mas, embora parecendo, também não tem esta opção (encaminha-nos para o Google...)

Portanto, embora não consiga, afinal, substituir completamente o motor de busca mais famoso do mundo (iria tal ser possível?!), o Blackle ajuda a reduzir a energia gasta a pesquisar no mundo virtual. Já o coloquei na barra do explorer para mecanizar o seu uso.

Só é preciso ter atenção para ver se o tipo de monitor que usa realmente permite esta poupança ou se está a fazer precisamente o contrário...

60 - Não gravar música em CD


Todos os dias levo comigo, quando vou dar aulas, a minha case com uns 60 CD gravados. Uns são cópias de originais, meus ou emprestados, outras são compilações feitas por mim, de músicas tiradas também de CD originais ou da internet. De vez em quando renovo o stock, arquivando alguns dos antigos e gravando novos.

Isto até agora.

Como o Pai Natal me ofereceu um lindo Ipod pude antecipar esta medida. Não gravar mais CD com música mas sim copiá-la para o meu leitor de mp3 e usá-lo nas minhas aulas.

Tenho passado bastantes horas desta semana a gravar músicas no meu novo brinquedo. Eu sei, é a faceta consumista "a vir ao de cima". Mas gosto tanto dele que até o baptizei... Vá lá, a finalidade é boa!

Um CD leva cerca de 450 anos a decompôr-se e se for incinerado, "volta" como chuva ácida (como a maioria dos plásticos). Das vezes que deitei fora CD coloquei-os no ecoponto, pensando que teriam um destino melhor que um dos anteriores. Agora descobri que um CD é composto por uma base plástica de policarbonato, coberta por uma camada reflexiva feita de liga metálica de ouro, prata ou alumínio, além de uma camada de gravação, de laqueamento e uma superfície de protecção. A reciclagem inclui a desmagnetização, a desmontagem dos discos e a reciclagem do plástico e dos outros componentes. Ou seja, é complexo e caro. Será que o fazem por cá? Fiz mal em os colocar no ecoponto amarelo??? Alguém sabe?

A minha mãe reutiliza-os, pendurando-os na sua horta, na altura das sementeiras, para afugentar os pássaros. Como não tenho sementeiras o que posso fazer para reutilizar (bem melhor, e mais ainda neste caso, do que reciclar) os CD que agora vão ficar por casa, sem serventia?

Encontrei várias ideias (mandalas, carteiras: CD + croché..., bases para copos, relógios, candeeiros, mobiles,...). Até uma cadeira:


Este site tem várias sugestões. Gostei da ideia dos mobiles. Acho que vou criar um para reutilizar os CD que tenho, porque agora não sou capaz de os deitar fora, nem mesmo no ecoponto!

Entretanto, encontrei uma notícia sobre a possibilidade de transformar a "poluição" em CD!!!...

59 - Comprar detergente para a roupa biológico


Admito que quando fui comprar o detergente para a roupa fui um pouquinho preguiçosa. Como já sabia, desde que comprei o amaciador da roupa, que tinha a opção da Ecover, nem procurei outra...


Custa, no Continente, 8,29€ a embalagem de 1,5l (dá para 20 doses). Tal como o amaciador é de biodegradabilidade rápida e completa (teste OECD 301F, do produto inteiro), tem impacto mínimo na vida aquática (teste OECD 201 & 202, do produto inteiro), não é testado em animais e os ingredientes são à base de plantas e minerais (+ 30% água; 5-15%: tensoactivos não iónicos*; sabão*; álcool*; citrato*; - 5% tensoactivos aniónicos*; ácido cítrico*; perfume* alfazema; contém: limoneno, linalol, citronelol. *à base de plantas).

Depois, para me redimir, fui investigar outras possibilidades.

"Descobri" que a marca Auchan tem detergentes ecológicos, incluindo um para a roupa. Não costumo ir ao Jumbo, mas vou ter que lá passar, até porque também vendem produtos da marca L'arbre Vert - que não encontro no Continente - onde está incluído um detergente para a roupa (com a possibilidade de se comprarem recargas do mesmo).

Também encontrei na internet o detergente Clear spring, e um da marca espanhola (sempre vem de mais perto...) Proeca Químicas, que tem uma linha de produtos ecológicos, alguns já com a etiqueta de certificação europeia eco-label. O detergente da roupa - Green Laundry - ainda está a aguardar esta certificação, mas parece promissor. Não o encontrei à venda por cá, mas visto que têm uma página em português devem estar, se ainda não o fazem realmente, a pensar nisso.

E não estou esquecida nem das nozes de saponária nem da Öko-ball. Estão em estudo...

58 - Ter uma agenda electrónica


Esta ideia é um bocadinho contrária à minha natureza. Eu gosto de escrever, desenhar, anotar em papel. E estou no grupo das pessoas que usa o telemóvel apenas para chamadas e mensagens.


Mas é um bom desafio para este novo Ano, até porque tenho um telemóvel com agenda, onde posso colocar os aniversários, compromissos, reuniões e tudo o mais que se coloca numa agenda tradicional. E tem um grande ponto a favor: faz barulho para me lembrar que a Ana faz anos amanhã ou que tenho consulta às 18h00. Coisa que não acontece na agenda em papel, o que, para alguém como eu, com memória de galinha, faz toda a diferença!

E como este ano não recebi nenhuma agenda, tudo se conjuga. Poupo papel, dou uso a um telemóvel traumatizado por estar subvalorizado e melhoro a minha resposta aos compromissos... Será?...

57 - Encher a cafeteira com a quantidade de água estritamente necessária


Logo agora que a nossa cafeteira, ou melhor, chaleira eléctrica se avariou!

O Zé Manel tentou arranjá-la (não por ser o homem da casa, mas porque tem um curso técnico de electricidade e/ou electrónica...) mas não conseguiu.

Neste momento não sabemos se encontramos alguém para a arranjar (será que alguém da área o aceita fazer?) ou se vamos ter de a levar para a reciclagem e comprar uma nova.

Mas mal esteja resolvida esta questão, a ideia é medir a água antes de a colocar na chaleira, para não gastar desnecessariamente energia a aquecer água que não vai ser precisa. Se vou fazer duas canecas de chá, encho a caneca 2 vezes e vazo-a para a chaleira, se vou fazer quatro, ...


Entretanto vou ter que aquecer a água no fogão eléctrico, o que em termos energéticos é pior do que aquecer na chaleira. Para atenuar esta regressão temporária, aqueço logo água para fazer chá para o dia inteiro e guardo-o na garrafa térmica!

56 - Tomar duche com água tépida


Não é que seja como os meus irmãos e tome duche com a água a ferver (quando um deles sai da casa-de-banho, parece o D. Sebastião a emergir do nevoeiro...), mas, agora no Inverno, aumento sempre a temperatura da água. O Zé Manel consegue tomar duche com água menos quente do que eu, mas acho que não chega a morna...


Já tomei banhos em água bem fria. Acho que o "pior" foi na aldeia de Montes, Vila Real, em Fevereiro, nas águas do rio que vinha geladinho da serra coberta de branco... Ao mergulhar a cabeça parecia que ma estavam a apertar com ferros! Houve outra vez que, também numa actividade dos escuteiros, estava (em Fevereiro, claro), com a minha amiga Liliana, a lavar-me na fonte da aldeia de Marialva. Uma senhora, com pena das duas meninas a tiritar, ofereceu-nos a sua casa de banho para tomarmos duche. Que maravilha, pensámos, até abrir a torneira e a água ser... fria! Apercebi-me depois, várias vezes, em casas de aldeias portuguesas: casa de banho apetrechada com tudo, mas só com água fria. A instalação de água quente comporta outros gastos.

Há uns anos vi, na televisão, um senhor com os seus 80 anos a gabar-se de, durante toda a sua vida, ter tomado banho, todos os dias do ano, no fontanário público da aldeia (que aparecia como fundo, coberta com um espesso manto de neve), e nunca ter apanhado sequer uma constipação. E realmente o senhor tinha um ar rijo, saudável e mais novo do que a sua idade real.

Bom, mas enquanto não consigo mentalizar-me para tomar um duche abrindo apenas a torneira da água fria (algo que requer uma técnica e traz imensos benefícios para a saúde, além do que advém, claro, de se gastar menos energia e - suspeito - água também) vou diminuindo a temperatura progressivamente ao longo do duche:

"Enfio-me" debaixo do chuveiro com a água um pouco acima do tépido (claro, que "tépido", "morno", é muito subjectivo. O meu tépido é o frio de um dos meus irmãos), e começo logo a reduzir até um pouco mais frio. Depois de me ensaboar, recomeço no tépido "menos" e continuo a reduzir até acabar, durante 1 segundo, com a torneira quente toda fechada e um grito.

Mas a sensação posterior é óptima! Sem frio e revigorada.

E é óptimo para o meu couro cabeludo sensível que, segundo ordens médicas, não pode receber água quente...

55 - Fazer o prato vegetariano de almoço de Natal só com produtos nacionais e da época


Rolos de Couve (há lá coisa mais portuguesa!)
(cozinhados por mim, em casa da minha mãe, em Vila Meã, Amarante)

tempo de preparação: 40 minutos
tempo total de cozedura: 30 minutos
porções: 6

- 6 folhas grandes de couve (penca, de Vila Meã)


recheio
- 2 colheres de chá de azeite (caseiro, de Trás-os-Montes);
- 4 cebolas bem picadas (de agricultura biológica, do quintal da minha mãe);
- 1 dente de alho esmagado (da mesma proveniência das cebolas);
- 2 colheres de sopa de concentrado de tomate (nada de concentrado: molho de tomate, caseiro, feito, no verão, com tomates biológicos em... Vila Meã);
- 75 g de corintos (portugueses, mas não sei de onde);
- 2 colheres de amêndoas lascadas (portuguesas, de Trás-os-Montes);
- 1 colher de chá de sementes de cominhos (não sei a proveniência, estão num frasco sem etiqueta);
- 1/2 colher de chá de canela em pó (não sei a proveniência, mas não deve ser portuguesa);
- 2 colheres de sopa de salsa finamente picada (biológica, apanhada na altura);
- 470g de arroz longo cozido (bem português!);
- 250ml de caldo de legumes (feito no momento, com legumes caseiros e biológicos).

molho de iogurte
- 185g de iogurte natural (da Longavida);
- 1 colher de chá de cominhos moídos (não sei...);
- 1 colher de sopa de hortelã finamente picada ("selvagem", apanhada na altura).

1 - Aqueça previamente o forno a 190ºC. Unte um prato fundo de ir ao forno com manteiga derretida ou óleo (usei azeite).

2 - Em água a ferver (juntei sal), escalde as folhas de couve durante 10 segundos ou até ficarem macias e maleáveis. Escorra, retire o talo das folhas e reserve.

3 - Para fazer o recheio: aqueça o azeite num tacho grande, junte a cebola e o alho e cozinhe em lume brando durante 30 segundos (que precisão...). Adicione o concentrado (molho) de tomate, as passas de corinto, canela, salsa e arroz, mexendo até estar tudo bem combinado. Retire do lume e deixe arrefecer ligeiramente.

4 - Coloque 3 colheres de sopa do recheio na borda de uma folha de couve. Enrole a folha, dobrando as extremidades. Repita este processo com as restantes folhas e recheio. Coloque os rolos, com a dobra virada para baixo, no prato de ir ao forno e regue com o caldo. Em cima dos rolos coloque um prato de ir ao forno invertido para evitar que se desmanchem (não coloquei e não fez falta). Cubra com papel de alumínio e leve ao forno durante 20-25 minutos ou até os rolos estarem bem quentes.

5 - Para fazer o molho de iogurte: misture o iogurte com os cominhos e a hortelã. Sirva a acompanhar os rolos de couve, frios ou quentes (quentes, frios não são tão bons). O molho de iogurte deve ser feito na hora de servir.

in
O livro essencial da cozinha vegetariana
Susan Tomnay (direcção) - Murdoch Books
Könemann
Colónia, 2000

Hum!!! Ficaram muito bons! E, tirando os condimentos (a lembrar o Oriente...), com ingredientes portugueses e os frescos da época e biológicos! Vou ter que repetir fora desta farta época natalícia, para apreciar melhor...

54 - Juntar cartões a explicar o porquê das prendas “verdes”


Confesso que não escrevi quase nenhum cartão a explicar as prendas ecológicas...

... mas expliquei detalhadamente, a quem as entreguei, as razões das minhas escolhas.

O que, não me querendo desculpar, acaba por ser mais produtivo.

Quando digo "este saco em pano é para levares quando fores às compras e não gastares sacos de plástico", surge um "ai é?" e uma pequena conversa sobre os malefícios dos sacos plásticos e acabamos a falar das ceiras e dos cestos de antigamente (e óptimos para serem recuperados).

E, também não para me desculpar, ainda bem que não coloquei cartões nos presentes entregues hoje! Na minha vasta família, há um pequeno bando de duendes" furiosos" que abrem, não só as suas prendas, mas também fazem questão de ajudar os restantes nesta tarefa, destruindo tudo o que se interpõe entre eles e o presente propriamente dito.

(nada, nada parecido com este cenário...)


O que não ajuda nada na minha tarefa de recuperar papéis de embrulho.

Agora, durante os próximos dias, a minha tarefa é "lembras-te daquele creme que recebeste? É natural e ..."

53 - Cortar o cabelo


Tendo em conta que tenho muito cabelo, embora fino, por cm2, esta é uma medida cujos efeitos são imediatos. Antes tinha que o lavar 1 vez, passar por água, lavar mais uma vez, passar por água, colocar amaciador, passar por água. Todos os dias, porque o meu cabelo é bastante oleoso. Agora lavo-o uma vez (como o comprimento é bem menor é mais fácil chegar ao couro cabeludo) e passo por água. Menos gasto de água, champô, amaciador e tempo (não só no processo de lavagem, mas a secar e pentear). E como, segundo me disseram, até pareço mais nova, é só vantagens!



(e não, não escureci o cabelo. É a falta do Sol ao tirar a foto...)

52 - Embrulhar as prendas com papel usado e/ou reutilizado


Os materiais para embrulhar os meus presentes:


Vou reutilizar sacos (tapando as marcas com colagens) nalgumas prendas, mas a maioria - as da minha família - vão ser embrulhadas no papel castanho.

Como vão ser entregues todas na noite de Natal - pelo Pai Natal - costumo embrulhá-las todas da mesma maneira, para serem facilmente identificadas com um determinado Pai Natal, sem serem necessárias etiquetas...

Tenho imenso deste papel castanho. Vinha, no interior duma série de encomendas que recebi, a proteger as coisas (substituíndo o esferovite!). Daí o seu aspecto amarrotado.

Uso o cordel ou o fitilho para prender os embrulhos e os guaches, o carimbo e as flores para fazer os enfeites!

Para quem tiver tecidos, encontrei um sítio com ideias engraçadas, embora com padrões nada giros...


51 - Não comprar fitas de materiais plásticos


Não comprei fitas plásticas, mas vou usar, também, fitas plásticas...

Todos os anos guardo, na noite de Natal, fitas, laços e afins, de vários materiais, para usar durante o ano e até no Natal seguinte. Tenho um saquinho cheio delas e reutilizá-las parece-me melhor do que deitá-las fora.

E tenho pronto um rolo de cordel porque não vou usar fita-cola!

Também se conseguem fazer coisas engraçadas com fios e fitas, e selos, flores, botões, postais e cartões de natal, e até decorações natalícias (bonecos pequeninos, por exemplo). E com uma tesoura consegue-se fazer fitas bem enroladinhas com papel.


50 - Deixar de comprar velas de parafina, optar pelas de cera de abelha ou à base de soja


A parafina é um derivado de petróleo, poluente e prejudicial para a saúde. Segundo li, se estiver a queimar velas com parafina… "é o mesmo que pôr um escape de um automóvel em casa" (ai, ai, e eu que comprava tanto as velas do IKEA...).

Não sendo de parafina, podem ser feitas com cera de abelha ou óleos vegetais (soja, palma). Estas últimas ardem mais lentamente e não aquecem tanto como as de parafina, o que significa que duram mais tempo (até 50% mais) e libertam melhor os aromas. São ainda solúveis na água, o que é bom no caso de caírem e sujarem alguma coisa.


Andava eu, então, à procura de informação sobre velas vegetais, quando encontrei algo ainda melhor: velas vegetais feitas com óleos usados!

Há uma empresa japonesa que comercializa velas que, além de serem feitas com óleo usado, reutilizam e reciclam vidro, para os recipientes. Mas vêm do Japão...

E mais recente, e portuguesa, uma empresa, a oon que está a desenvolver uma pequena máquina que nos permitirá fazer, em casa, as nossas velas de óleo usado! Nesta época natalícia, comercializam umas velas feitas por eles (um pouco caras), mas, tendo em conta que estava previsto para este ano o lançamento da tal máquina, já não deve demorar muito (quanto custará?).

Enquanto espero pela máquina - e visto que não encontrei, em nenhuma loja que visitei, velas vegetais - vou experimentar umas velas de cera de abelha que comprei numa feira de artesanato (cada uma, de tamanho médio, custou 2€).

E, claro, gastar a embalagem das mini-velas do IKEA que tenho no armário. Vou é ter de o fazer com as janelas abertas...

49 - Aprender a fazer sabonete



Digam lá se não têm um aspecto apetecível?

Há um de mel, um de argila e eucalipto, um de canela e um neutro. Estes são miniaturas (feitas com as cuvetes de silicone do IKEA) mas com as técnicas que aprendemos, estamos prontos para fazer sabão e sabonete (sólido e líquido) de todos os tamanhos, feitios, cores e aromas! Tudo vegetal e natural. E, não sendo tão rápido nem tão fácil como fazer bálsamo labial, é acessível a qualquer pessoa que a isso se proponha.

O bom de participar numa das oficinas da Sylvia é que, além de aprendermos o que dá o mote à oficina, ficamos a saber um sem número de pequenas coisas, úteis claro.

Também aprendi a técnica antiga de fazer lixívia, não nociva para o ambiente (poderá vir a ser uma das minhas medidas?) e fiquei a saber que os famosos sabonetes de glicerina não são assim tão naturais, mas têm alguns aditivos químicos... E eu que os usava nos acampamentos dos escuteiros a pensar que não estava a poluir as águas!

Já agora, se usam óleo de glicerina (nos lábios gretados, por exemplo, como eu já fiz), porque hidrata, não o façam continuamente! A glicerina é higroscópica. Quando a passamos na pele ela absorve a humidade do ar, dando aquela sensação de hidratação, de a pele "ficar suave como seda". E fica. Mas a glicerina absorve também a água da nossa pele, portanto se a usarmos todos os dias... vai fazer o efeito contrário: secar a pele.

Agora, porque "a pressa é inimiga da perfeição", tenho que esperar 4 semanas para experimentar os meus sabonetes.

48 - Lavar os dentes com um copo de água


Antes:
abria a torneira - molhava a escova - fechava a torneira - colocava pasta na escova - escovava os dentes e limpava a língua (com o raspador) - abria a torneira - enchia a mão em concha com água e bochechava - repetia o último passo - lavava a escova e o raspador - fechava a torneira.


Agora:
abro a torneira - encho um copo de água (de 25cl) - fecho a torneira - molho a escova na água do copo - coloco pasta na escova - escovo os dentes e limpo a língua - bochecho com a água do copo - lavo a escova e o raspador com o resto da água.

Experimentem das duas maneiras (colocando, na primeira, a tampa no ralo do lavatório...) e vejam a diferença no volume da água. Pensem só, tendo em conta que lavamos os dentes três vezes por dia (pelo menos a maior parte de nós), na redução do gasto de água só com esta pequena alteração.

Mesmo usando um copo de 33 cl...

47 - Usar um batom contra o cieiro natural


Fiz o meu bálsamo labial! Com óleo de amêndoas doces, cera de abelha, mel e vitamina E. Dos produtos que já aprendi a fazer (com a Sylvia, claro) este é o mais fácil. Fica óptimo, saboroso e dura 3 a 4 meses.


Para quê comprar?

Claro que se o quiserem fazer, em quase todas as ervanárias e lojas de produtos naturais, existem batons contra o cieiro naturais, como o da marca Yaoh, à base de óleo de sementes de cânhamo e de plantas naturais. Mas não encontrei nenhum de uma marca portuguesa...

Também encontrei, na net, uma dica (que resulta, já experimentei) para aquelas alturas em que os lábios ficam mais desidratados, como por exemplo, quando vamos dar um passeio ao ar livre, num dia de inverno ventoso, e nos esquecemos do bálsamo em casa (por isto é que já experimentei...):

Embeber um saquinho de chá preto com água morna. Pressionar sobre os lábios limpos por 5 minutos. Repetir, se quiser. O chá preto possui alta concentração de ácido tânico (ou tanino), que retém a humidade, mantendo os lábios macios e firmes.

46 - Fazer os cartões de boas festas com materiais amigos do ambiente


Gosto muito dos cartões que estou a fazer!

Como preciso de mais cartões para presentes do que de boas festas, ainda vou nos primeiros.

São integralmente feitos com restos de cartolinas, cartões, tecidos, fitas, recortes de revistas, mil e umas coisas que vou guardando, porque eu sou como os esquilos, armazeno, armazeno, armazeno, ... Porque pode ser útil um dia, não é? E não é que tinha razão?!

Digam lá se até não ficaram bem?!




45 - Conhecer os vários rótulos ecológicos


Exagerando um bocadinho, vou ficar a odiar rótulos... Cá estou eu de novo de volta deles, tarefa sempre bem laboriosa, sabendo que ainda me falta muito para ficar, apenas, com uma ideia geral e que me seja útil quando vou às compras. Pelo menos, neste caso, é mais fácil reconhecer os símbolos, quando estão presentes, do que tentar ler os ingredientes...

Há 3 tipo de rótulos ecológicos:

Tipo I - Rotulagem ambiental Tipo I (ISO 14024) – prevê a minimização dos impactes ambientais ao longo do ciclo de vida do produto, estando os critérios disponíveis para todas as partes interessadas e prevendo certificação de terceira parte;
Tipo II ou alegações ambientais auto-declaradas (ISO 14021) – prevê a alegação sobre aspectos ambientais de um produto, não sendo certificado nem recorrendo a critérios validados, pelo que o seu nível de transparência e credibilidade é menor do que os outros dois tipos;
Tipo III ou declarações ambientais do produto (ISO 14025) – prevê a quantificação dos impactes ambientais do produto ao longo do seu ciclo de vida, sendo os dados verificados por uma entidade independente, servindo como instrumento de comunicação ao fornecer informação verificável e rigorosa sobre aspectos ambientais.

Confesso que não percebi a diferença entre o Tipo I e o Tipo III.

A ecover, por exemplo, marca da qual compro alguns produtos, não tem nenhum rótulo identificativo à primeira vista, mas tem certificação, segundo a norma 14001, de regulação ambiental, certificada por entidades exteriores... Será Tipo I ou III? Não me importa, parece credível...

Um dos rótulos mais conhecidos por cá é o rótulo ecológico europeu. Segundo dizem no site, é avaliado todo o ciclo de vida do produto, «do berço ao túmulo». Nada, produzido pelo Homem, é completamente "ecológico" - há sempre consumo de recursos e há sempre resíduos lançados para o meio ambiente. São estes impactos durante o fabrico, a utilização e a eliminação de cada produto que são analisados, por um organismo independente, para a atribuição deste rótulo.


E já há alguns marcas/produtos/serviços portugueses com este rótulo:
Tintas Robialac - Hempel Portugal (tintas e esmaltes) - Natura Pura Ibérica (roupa para bébés) - Refúgio Atlântico (hotel na Madeira) - Turiviana (estalagem em Viana do Castelo) - Lasa (roupa para a casa) - F.Lima (várias marcas e produtos - novycera, wc pato, l'arbre vert, diese,... - pelo que percebi, nem todos certificados) - Tintas Dyrup - Renova - Coelima (roupa para a casa).

Quase tudo coisas que compramos mensalmente...

outros rótulos ecológicos:
Energy Star, eficiência energética; Nordic Swan (países nórdicos), cobre 67 grupos de produtos; Green Seal, Eua; Blue Angel (Alemanha), a Lexmark e algumas impressoras da Océ tem este selo!; NF environnement (França); ECOMARK, Japão; Max Havelaar Fairtrade, associado ao comércio justo; OEKO-TEX®, produtos têxteis; Korea Eco-Label; Thai Green Label Scheme, Tailândia; ECOMark Scheme of India; ...

Mas, tirando a Energy Star (nos computadores), nunca encontrei, até hoje, nenhum destes outros rótulos ecológicos, quando ando há procura de produtos mais amigos do ambiente! Até porque normalmente, certificam produtos do seu país ou região.

E volto à "velha questão": vou comprar um produto certificado que vem do Japão ou da Koreia, ou um equivalente, não certificado, de Portugal ou mesmo de Espanha? Por exemplo - visto que ando à procura deste item - há umas velas de uma marca sueca, certificadas. Se conseguir encomendá-las pela internet, compro-as? Ou procuro, por cá, numa feira de artesanato ou numa loja mais "alternativa", umas velas feitas artesanalmente (sem parafina...) mas sem certificação? Eu opto pela segunda. Não é melhor?

Pelo que percebi, qualquer um pode colocar num seu produto um selo a dizer produto ecológico, amigo do ambiente, biodegradável: inserem-se no Tipo II, categoria onde estão a maioria dos produtos dito ecológicos... mas e como sabemos se realmente o são? Segundo a proteste "a maioria das regras criadas para regular o uso de alegações ambientais são recomendações, standards ou códigos de boas práticas, mas não legislação. Não são, pois, obrigatórias e isso reduz o seu efeito."

Funcionamos então na base da confiança, certo?


44 - Tornar mais eficaz a lavagem da louça à mão


Não temos máquina de lavar louça, como referi quando passei a lavar a louça com água fria. Mas se tiverem, continuem a usá-la porque gasta menos água do que lavar a louça à mão.

Em 1996 estive num inesquecível acampamento mundial na Suécia (como escuteira). Estávamos divididos em "aldeias" de 40 caminheiros, cada uma com um espaço próprio, nome, casa (tendas) e cozinha comunitária, tudo construído e montado por nós. O nosso fogão era óptimo, feito com tijolos maciços e o nosso lava-louças... bom, o nosso lava-louças era constituído por 3 grandes bacias, cada qual com a sua função: na primeira fazíamos a pré-lavagem com uma escovinha, na segunda lavávamos com o esfregão e detergente e na terceira enxaguávamos. E depois limpávamos (cada um tinha um pano da louça). Na altura esta técnica enojava-me um bocadinho. Éramos 40 em fila a fazer esta sequência, usando a mesma água. Claro que tentava ser das primeiras, comendo bem rápido...

Mas, já na altura este era - segundo me disseram - o método usado, em casa, pelos suecos para lavar a louça à mão (com uma só bacia, claro, e com bem menos louça...). Nada de água corrente como os portugueses. Os suícos, segundo dizem, usam o mesmo método mas a água de enxaguar é bem quente e os holandeses não enxaguam (usam detergente biodegradável) mas secam logo a louça com o pano. Não descobri como fazem os dinamarqueses, os europeus que gastam menos água.

O Zé Manel era adepto do método português: pré-lavar toda, mesmo toda, a louça com água corrente, esfregar com o detergente, e enxaguar com água corrente, deixando a água a correr enquanto a louça ia fazendo a curta viagem entre o lava-louças e o escorredor... Eu não fazia pré-lavagem (a não ser nalguma peça mais suja), e depois de passar o detergente enxaguava com água corrente, mas fechava a torneira ao colocar a louça no escorredor.

E como fazemos, agora, cá em casa?

Colocamos uma bacia dentro do lava-louças (porque não encontramos a tampa do ralo...). Enchêmo-la de água e fazemos, com a escovinha, a pré-lavagem à louça mais suja. Em seguida, com o detergente (como temos 2 embalagens para gastar, ainda não é do biodegradável) e o esfregão lavamos tudo. Voltamos a encher a bacia com água, sempre fria, e enxaguamos (quando a água começa a ficar turva, mudamos...). Agora dava jeito o lava-louças duplo que havia em casa dos meus pais! Como detestamos os dois secar louça, fica no escorredor.


Quando algum tacho está mais sujo, colocamo-lo de molho, com água e detergente, aproveitando o resto do calor dos discos eléctricos do fogão, depois de cozinhar...

E podem cá vir comer à vontade, a louça fica bem lavada!

43 - Fazer cartões-de-visita mais pequenos e amigos do ambiente


Neste momento estou a fazer um cartão de visita 3 em 1, um cartão idêntico mas personalizado para mim e para cada uma das minhas duas amigas e "sócias".

Da ideia inicial que já tinha desenvolvido, tenho que mudar 3 coisas:
- o tamanho do cartão;
- o fundo;
- o papel...

Apesar de já estar a fazer um cartão com as medidas mais pequenas que as tradicionais (um cartão normal tem 87mmx49mm), ainda posso reduzir mais. Descobri os piki card (70mmx28mm). Ao princípio não gostei das proporções, mas depois experiementei com os nossos dados e ficou muito bem, é muito elegante!

Também tinha colocado um padrão suave de fundo mas tal implica imprimir, além dos caracteres, todo o cartão, com um óbvio acréscimo da tinta gasta. E tendo em conta que o papel que comprei é reciclado e tem uma textura bonita, o fundo é mais que dispensável.

Agora vou enviá-los às minhas colegas e esperar a sua aprovação (apelando ao seu espírito ecológico...)

Entretanto encontrei esta ideia fantástica. Parece-me ser a hipótese mais ecológica: não fazer um cartão, mas um carimbo que transforma qualquer pedaço de papel num cartão de visita. Simples e genial.

Será que as meninas gostam?

E podemos copiar a ideia?...

42 - Escolher, para oferecer, prendas “verdes”


Gosto de oferecer prendas a quem amo. E gosto de procurar aquela prenda para aquela pessoa, a prenda que lhe vai acender um brilhozinho nos olhos. Tendo em conta que tenho uma grande família e alguns amigos... é tarefa para algum tempo. Este ano, a juntar a todos os outros critérios, tenho que ter presente a ideia de que cada prenda deve ser o mais possível amiga do ambiente. Neste momento, que inicio este desafio, estou entusiasmada com esta "tarefa".

Pelas razões óbvias não vou dizer, hoje, o que vou oferecer neste Natal... Podem perguntar-me depois do dia 24.

Mas deixo as ideias que encontrei, as de que me lembrei, as que me sugeriram, sem dizer as que vou seguir...

Esta ideia dos kits encontrei na net:

- kit “vamos ao mercado”
compre uma cesta de verga, um pano giro, um quadro de giz e junte a dica para irem ao mercado.
- kit sapatos - sabia que a graxa tradicional faz mal ao ambiente?
(eu não sabia. Já serve para mais uma medida...)
ofereça um kit com um creme amigo do ambiente, um pano e uma escova;
- kit spa - está tão na moda...
ofereça uma luva de crina e uma pedra pomme. Para dar ambiente, acrescente uma vela (sem parafina);
- kit pilhas
compre uma pequena caixa de madeira, decore-a com papéis ou umas pinturas alusivas. Ofereça para que as pessoas possam lá guardar as pilhas que devem ser recicladas;
- kit jardinagem
compre uma pá de jardinagem, umas luvas e uns pacotes de sementes;
- kit plante uma árvore
compre uma árvore pequena para que possam plantá-la num local especial e vê-la crescer aos poucos.

Outras sugestões:
- uma bicicleta;
- a sobrescrição de uma revista de ambiente ou de defesa animal;
- lápis e cadernos reciclados;
- pequenos vasos com cactos coloridos;
- sacos de pano para compras, sacos de compras com rodinhas;
- carregador de baterias solar;
- floreira de ervas aromáticas;
- um cabaz gourmet ecológico: com produtos orgânicos e de comércio justo (chás, cafés, chocolates, azeite, conservas, vinhos, compotas, ...);
- um cabaz com produtos de beleza naturais;
- malas recicladas: há umas muito giras feitas de lonas usadas;
- candeeiros de presença, de exterior, a energia solar;
- casa para pássaros;
- um cão ou um gato trazido de uma associação de ajuda animal ou de um canil;
- t-shirts de algodão biológico;
- uma iogurteira;
- ecoponto caseiro;
- um cheque-prenda para uma massagem;
- plantas (adequadas ao clima onde vão ser colocadas);
- livros com dicas sobre como ser mais ambientalmente sustentável;
- dois bilhetes para o teatro;
- fazer bolachas e biscoitos e oferecê-los, de preferência em caixas reutilizadas, decoradas em casa;
- para quem tiver "jeito de mãos", oferecer outras coisas "feitas por nós": bijuterias e acessórios, roupas, ...
- ...


41 - Banir toda a espécie de poliestireno expandido


Poliestireno expandido - isopor - esferovite - eps...

Está em todo o lado: a acondicionar os electrodomésticos que compramos, a embalar a fruta e os legumes, em copos, pratos, como isolamento nos edifícios, na terra dos vasos comprados, ...

No primeiro ano da faculdade éramos obrigados a usar esferovite: tínhamos de planear uma cidade com um número pré-definido de cubos de diferentes tamanhos. O esferovite era o material eleito, pelos professores, para as maquetas. Eu sentia-me um pouco culpada a cada nova placa que comprava e cortava, quando precisava de substituir alguns cubos que entretanto, devido ao manuseamento, já tinham adoptado outras formas. Tinha, há uns meses atrás, nos escuteiros, aprendido o que eram os cfc's e o esferovite, tinham-me dito, estava "cheio deles".


Fui sempre evitando o esferovite e quando tal era, aparentemente, impossível, tentava reutilizá-lo e reciclá-lo.

Agora decidi-me a abolir este material da minha vida...

Supostamente é 100% reciclável, parece que já não contém cfc's ou até nunca teve (?). É defendido por alguns como ecológico! Será?

No caso da construção, em comparação com outros produtos semelhantes, e pela energia que, como isolamento térmico, permite poupar, durante a vida útil do edifício (pode chegar a ser centenas de vezes superior à energia consumida durante o seu fabricação) parece que sim. Mas há alternativas naturais: o aglomerado de cortiça, por exemplo, é também um isolante térmico. E já se usa lã de ovelha e lã de madeira (também no acondicionamento e embalagem), entre outros.

Há sempre outras hipóteses (parece que há um "esferovite" de amido de milho, mas não encontrei informação*)! Há uns anos li um artigo (já não me lembro onde) sobre uma empresa que usava pipocas para acondicionar os seus produtos nas embalagens de cartão (em vez daquelas "batatas fritas" de esferovite...)

Então, tem a seu favor o ser reciclável, sem cfc's e, no seu processo de fabricação, ser gasta pouca energia e produzidos poucos resíduos.


Mas é um derivado do petróleo, leva 150 anos a degradar-se, e, segundo dizem, apenas se estiver exposto ao "ar", o que normalmente não acontece nos aterros sanitários... e é responsável pela morte de muitos animais, principalmente marinhos, que o engolem, pensando ser comida, ficando com o sistema digestivo afectado e acabando por morrer. Quem não vê, sempre que vai a uma das nossas praias, principalmente fora da época balnear (quando são limpas), pedaços de esferovite de vários tamanhos espalhados na areia ou até a boiar no mar?

Pelo menos para mim, os "pontos positivos" não são nem um pouco suficientes, ainda que ache louváveis todas as tentativas de minimizar o seu impacto, como por exemplo em Curitiba, onde têm um projecto para o reutilizar como substituto de betão leve.

Portanto, nada de produtos embalados em esferovite. Espero não ter que comprar nenhum electrodoméstico novo...

* entretanto encontrei aqui alguma informação sobre uma opção à base da cana de açúcar que se desfaz em 90 dias!

40 - Optar por um desodorizante natural


Tenho que dizer já que sou fã dos produtos da Sylvia. A Sylvia Almeida é, como eu, arquitecta de formação, mas dedica-se também, há já alguns anos, a estudar, descobrir e experimentar produtos naturais caseiros. Sim, ela faz todos os seus cosméticos e produtos de limpeza. E, embora nunca tenha ido a casa da Sylvia, sei que tem uma pele linda e saudável e uns dentes brilhantes.

Além de fazer, ensina a fazer. Quase todos os fins-de-semana lá vai a Sylvia puxando o seu troler, com todos os seus ingredientes e acessórios, para mais uma oficina (no Porto ou arredores, Lisboa,...), onde entusiasma mais um punhado de pessoas a fazer, em casa, os seus cosméticos e afins.

E, realmente, depois não queremos mais nada. Porque não é difícil, porque não precisamos de nenhum acessório estranho nem nenhum ingrediente difícil de encontrar. E resulta, claro. Já experimentei o creme para o corpo, o tónico de limpeza e a pasta de dentes. Agora chegou a vez do desodorizante. Já o fiz, numa das oficinas, há cerca de um mês, mas estive à espera que o que tinha a uso acabasse. E está aprovado. Usei uma antiga embalagem de desodorizante roll on, apliquei-o como qualquer outro e ao fim do dia, as minhas axilas continuavam sem vestígios daquele odor característico do suor...


Para quem não quiser dedicar-se a fazer, em quase todas as ervanárias e lojas de produtos naturais existem desodorizantes sem alumínio, álcool ou perfumes sintéticos. (este, este, este, ...)
Encontrei uma solução original, um stick feito de cristal de sal dos himalaias. Tenho deste sal na cozinha, já vi na variante candeeiro ou porta-velas, mas é a primeira vez que vejo a versão desodorizante. Os cristais de sal dos himalaias têm 84 elementos naturais necessários ao organismo, mas são conhecidos principalmente porque neutralizam os iões positivos gerados pelo excesso de equipamentos electrónicos.

Num livro de beleza natural que tenho, já antigo, diz que basta colocar umas gotas de sumo de limão nas axilas. Eu até gosto do cheiro do sumo de limão, mas ainda não me decidi a experimentar esta variante.

Em última instância posso fazer como a Julia Roberts e deixar, pura e simplesmente, de usar desodorizante!

39 - Usar limpa-vidros natural


Fiquei fã do vinagre! É eficiente, barato e não poluente.
Quem havia de dizer: eu que não gosto nada de vinagre para temperar!

Já uso vinagre quando lavo roupa delicada à mão. Junto-o à àgua para manter as cores.
E também já sabia que o vinagre se pode utilizar nas lides domésticas, mas nunca me tinha proposto a aprofundar este tema...

Encontrei imensas dicas de aplicação do vinagre, tantas que dá impressão que a função primeira deste "vinho azedo" é a limpeza e não o tempero.

Para os vidros, com pequenas nuances, a receita que encontrei em vários sítos e livros (e que experimentei) foi a seguinte:

- uma solução de 3 colheres de sopa de vinagre em 10l de água quente, esfregar, e depois usar papel de jornal para dar brilho...

Como dizia o outro: "Fantástico!"

Limpei os vidros das janelas por dentro e por fora, tudo o que havia de vidro dentro de casa (coloquei a solução num borrifador) e ainda os azulejos. Ah, e os espelhos também. Fica tudo a brilhar. E embora na altura se sinta o cheiro do vinagre, este logo desaparece.

Como o vizinho que vive por cima de nós julga que ainda está na idade média e atira pela janela baldes de água suja, os nossos vidros, do lado de fora, ficam muito sujos. Então antes de passar a solução de vinagre, lavei-os com água quente e sabão. Como tinha um bocado de sabão já amolecido usei-o e não tive oportunidade de experimentar tirar a sujidade com cebola. Cebola??? Sim, se estiverem muito sujos deve, antes de usar a solução de vinagre, esfregar os vidros com uma cebola cortada ao meio. Segundo li num livrinho fantástico* "as manchas amolecem e a sujidade adere ao bolbo. Quando a cebola estiver suja, corta uma fatia fina e continua a limpar." Esta fica para a próxima vez.

Eu fico-me pelo vinagre, já não preciso de experimentar mais nada. Mas se o quiserem fazer encontrei outras receitas caseiras para limpar vidros:

- uma solução com água e sumo de limão, esfregar e depois usar papel de jornal para dar brilho;
- duas ou três gotas de álcool de queimar num balde de água, esfregar e dar brilho com papel de jornal ou um pano que não largue pêlos.

Também aprendi que nunca se devem limpar os vidros das janelas quando o sol neles bate, ficam com um brilho azulado e podem ficar com manchas.

Nem procurei muito alternativas "compráveis" (para quê?!), mas encontrei este sítio na net com vários podutos de limpeza ecológicos. Comparem o preço do limpa-vidros com o preço de uma garrafa de vinagre...

* O Lar Ecológico,
José Luis Gallego e César Barba,
Temas e Debates, Lisboa, 2000.

38 - Pedir que me ofereçam presentes “amigos do ambiente”


Desde crianças que eu e os meus irmãos escrevemos, no início do mês de Dezembro uma carta - cada um a sua - ao Pai Natal, colocando-as depois na nossa caixa do correio onde ele, ou um dos seus ajudantes, as vinha buscar (deliciosa ingenuidade infantil). E digo escrevemos porque continuamos a fazê-lo, numa tradição familiar cheia de ternura, embora às vezes a carta seja electrónica...


Esta é a minha carta deste ano:

Querido Pai Natal,

Este ano não te vou pedir nada em específico.
Este ano quero lançar-te um desafio. Quando escolheres os meus presentes (e já agora os das outras pessoas também) pensa “verde”! Eu explico-te melhor: sei que na Lapónia vives em perfeita harmonia com a natureza e até te deslocas num veículo ecológico (e tratas muito bem as renas) mas, infelizmente, nem em todo lado é assim.
Podes ajudar oferecendo presentes que contribuam para melhorar o impacto de quem os recebe no meio ambiente. Presentes que sejam ecológicos (reciclados, biodegradáveis), não impliquem exploração animal, não tenham na sua composição elementos perigosos para a saúde e o ambiente e cuja produção, de preferência do país de origem de quem os recebe, não advenha da exploração de mão-de-obra.
Pode dar um bocadinho mais de trabalho mas nada que alguém com a tua experiência não consiga resolver.
E vais ver que compensa: pelo menos eu vou adorar!

Beijinhos da Ema

37 - Desligar a arca congeladora

Esta era uma medida a tomar no próximo mês, e para tal já nos andávamos a preparar, esvaziando a arca, pouco a pouco. Mas devido a uma pequena distracção, a porta ficou entreaberta durante umas horas - é das verticais - e uma nova era do gelo chegou à nossa arca frigorífica.
E, já que tinha que ser desligada para descongelar (algo que deve ser feito pelo menos uma vez por ano), mais valia antecipar a decisão e mantê-la inactiva.
Ainda bem que já estava mais de metade vazia. Mesmo assim o Zé Manel comeu filetes de pescada em 3 refeições seguidas...
Pelo que li a arca congeladora é responsável por cerca de 11% do gasto energético de uma casa (e o frigorífico por cerca de 16,5%). A Câmara do Seixal tem uma página interessante para ajudar a perceber qual o melhor frigorífico e/ou arca, dependendo das famílias e hábitos, e estima os custos energéticos diários de cada tipo de equipamento.
Quando viemos morar para o apartamento começámos por deixar a arca desligada. Já não me lembro bem porquê, passados uns meses ligámo-la. E assim foi ficando. Não que compremos congelados, ou pelo menos é muito raro fazê-lo. Mas vamos congelando, quando cozinhamos, parte das sopas, lasanhas, guisados, para quando não temos tempo ou "apetite" para cozinhar. E também quando trazemos muito legumes frescos (tomates, pimentos, abóbora...) da safra da minha mãe e sabemos que não vamos dar cabo deles numa semana...
Bom, mas há outras maneiras de conservar os alimentos: o frigorífico tem um pequeno congelador (e somos só dois) e ele próprio também conserva as refeições (durante um bocadinho menos de tempo...); e este ano, por exemplo, transformámos montes de tomates em molhos e chutneys que se conservam meses no vácuo, em frascos! Além de que é mais saudável comer frescos, segundo li, pois no processo de congelação (industrial ou caseira) perdem-se sempre nutrientes. Mas se congelar legumes em casa deve primeiro branqueá-los. Aprendi eu agora.

36 - Colocar um economizador na torneira da cozinha


Basta ver este pequeno filme para perceber que devemos ir a correr comprar um economizador de água para a torneira da cozinha. Só é pena, muita pena, que o demonstrador desperdice tanta água para nos mostrar como o não fazer!



O economizador que nós comprámos, na Max Mat, não tem aquele pequeno manípulo para fazer a "pausa" (Só vi o filme depois). Mas também é rotativo e tem 2 tipos de jacto. Custou, em promoção, 1€. 1€!!! E é fácil de colocar. Não há desculpas...

35 - Comprar um aspirador ecológico


Devo dizer já que não compramos nenhum aspirador. Nem vamos comprar!

Começando pelo princípio.

O nosso aspirador morreu há 2 semanas. Sem hipótese de ressuscitação...

Depois de uma primeira visita a um hipermercado de electrodomésticos e de percebermos que existem quase tantos modelos de aspiradores como de telemóveis, e de que não tínhamos nenhuma ideia de como seleccionar um, voltámos para casa sem nenhum. Enquanto decidíamos que aspirador comprar, fomos usando o, também bastante velhinho, aspirador do nosso espaço (onde damos aulas), o que não é muito prático, porque, lá temos que aspirar todos os dias e em casa, quase, graças às nossas 3 fornecedoras de pêlos.

Entretanto lembramo-nos de procurar um aspirador ecológico! Haverá?

Sim. E já foram testados pela Pro teste. Como a minha mãe é assinante fomos ao site ver os resultados (só disponíveis para quem assinar a revista).

Testaram 4 modelos (também não encontrei mais com pretensões ecológicas).

Para serem aspiradores ecológicos os aspiradores têm que, pelo menos, reduzir o consumo de electricidade (a revista foca também a redução de ruído):

"os aspiradores AEG-Electrolux Energie Sparer e Philips FC9088/01 anunciam que consomem menos 36% e 30% de electricidade do que outros modelos, respectivamente, mas o nosso teste aponta para uma redução na ordem de 27% e 21%. Já o Siemens VS06GP1266 alega poupar 50% face a modelos de 2007, mas obtivemos um valor inferior, na ordem dos 35%." O que, segundo a pro teste, comparado com os aspiradores testados em 2009, significa apenas uma redução de 5,5%. De frisar que as marcas comparam o seu aspirador ecológico com outro seu modelo e a pro teste cruza informação entre várias marcas e modelos.

Então, se em termos energéticos não representam uma melhoria "por aí além", que mais nos têm para oferecer?

O da Siemens e o da AEG-Electrolux, aparentemente, nada. Ah! O da Siemens tem o cabo verde para nos recordar, enquanto aspiramos, que estamos a poupar energia...

Na informação do aspirador da Philips diz que se pode usar sem o saco. Mas há outros, que não dizem ser ecológicos, que também não precisam de saco...

Já o da Electrolux tem algo mais:

- 55% material plástico preto reciclado (2Kg de 3,5Kg);
- 56% de material de embalagem em papel reciclado (2Kg de 3,5Kg);
- 90% do total do aspirador pode ser reciclado.

Portanto - excepto, talvez, em relação a este último - a bandeira ecológica, pelo menos para mim, é puro marketing! Está na moda ser "verde".

Ainda por cima, segundo a pro teste, "o Philips FC9088/01 e o Siemens VS06GP1266 falham a aspirar o pó das fendas, e o Electrolux ZUSG3000 e o AEG-Electrolux Energie Sparer nas carpetes" (este último dado não me afecta, porque não temos carpetes).

Pelos vistos a resistência do motor é boa, assim como o cabo. "E a boa eficácia mantém-se ao longo do tempo."

E os preços? (por ordem de pontuação dada pela revista, da mais alta para a mais baixa)

Philips FC9088/01: entre 84,91 e 225,66€;
Siemens VS06GP1266: entre 110 e 149,90 66€;
Electrolux ZUSG3000: entre 190 e 279,64€;
AEG-Electrolux CE1400 Energie Sparer: entre 100 e 149,59€.

E para terminar em beleza: aquele que, à primeira vista, parecia ser o mais aliciante, o da Electrolux, teve 64 pontos e a revista avisa que só a partir de 65 é considerado "Boa qualidade"...

Vamos voltar ao início?! Procurar nos aspiradores ditos "não ecológicos", ver os testes, perguntar aos vendedores (segundo me disseram, parece que ajuda) e procurar o mais "equilibrado"? Um que seja pouco "gastador" mas potente e eficiente (o que faz com que aspiremos menos vezes), talvez sem saco seja melhor?

Não, a minha (grande) amiga Ana lembrou-me que esta é uma óptima altura para precisar de um aspirador, mesmo ecológico! É um bom pedido para o Pai Natal! Por isso à carta que lhe vou escrever, vou juntar toda esta informação!

Acham que é batotice?


34 - Adoptar papel higiénico reciclado


Às vezes compramos papel higiénico reciclado, outras vezes não. Isto até hoje, claro.
Como já sabia que a Renova tinha papel higiénico reciclado (lembram-se das toalhas de papel reciclado?) encaminhei-me para o corredor respectivo e tive uma agradável surpresa! O Continente (muita publicidade faço eu a este hipermercado) tem papel higiénico reciclado da marca... Continente!



Uma embalagem de 18 rolos (que equivalem a 36 dos normais), de dupla folha, custa 4,92€.

Trouxe para experimentar. E foi aprovado pelos dois habitantes desta casa que o usam.

Depois lembrei-me. O único problema em relação às "marcas brancas" é que não sabemos de onde vêm os produtos. Enquanto que a Renova é uma das 9 empresas portuguesas que tem o selo ecológico europeu e publicita que o seu papel ecológico é feito apenas com papel recuperado, recolhido em sítios que não distem mais de 300 Km da fábrica e é compactado para que um camião consiga levar mais carga, não sei nada sobre o papel reciclado da marca Continente. Até pode vir do outro lado do mundo. Ou da fábrica da Renova?

Para a compra ser realmente consciente devia ter comprado o papel da Renova. E a diferença de preço nem é muita, 12 rolos (que também equivalem ao dobro) custam 3,69€. Se fossem do Continente custariam 3,28€.

Quando acabarem os 18/36 rolos que comprei, mudo, conscientemente, de marca...

33 - Persianas: abrir durante o dia e fechar durante a noite


Claro que esta é a lógica agora, no Inverno. No Verão farei ao contrário. Ou talvez não. No Verão a temperatura dentro de nossa casa é agradável: não precisamos de arrefecer. Mas no Inverno, à noite, é muito frio!!! E eu até nem sou muito friorenta.

Este apartamento é antigo (dos finais dos anos 50 do séc. XX), as caixilharias das janelas em madeira (o que é bom) e os vidros não são duplos (o que não é tão bom). E tem estores (persianas) exteriores (o que ajuda).

Aparentemente esta é uma medida simples: abrir as persianas durante o dia, para deixar entrar algum calor, quando o sol brilha um bocadinho; fechar as persianas quando o sol se põe para conservar o calor dentro de casa.

Porquê é que me custa tanto?

Porque das quatro divisões onde existem persianas, só em duas (os quartos) as mesmas têm fitas interiores. Isto significa que - à noite - na cozinha tenho que abrir as janelas para puxar as persianas à mão e na sala tenho mesmo que sair para a varanda para fazer o mesmo à persiana (são duas) mais afastada. E lá fora à noite está frio...


Agora que já fiz o drama todo... a solução é simples. Mal chego a casa, bem agasalhada, a primeira coisa que faço, por estes dias, é fechar as persianas!

32 - Reutilizar e reciclar os enfeites de Natal


Gosto do Natal e de tudo o que lhe é inerente.

Quando era pequena (esta é sempre um boa altura para recordar...) a idealização das decorações de Natal era, principalmente, uma tarefa minha e do meu pai. Como somos "pagãos", o nosso centro de interesse era/é a árvore. Todos os anos havia um tema ou uma cor base. E já fazíamos reutilização! Um ano passámos, todos, horas a fazer embrulhinhos com caixas de comprimidos e papel brilhante, com lacinhos e tudo (ainda não havia à venda sacos deles prontos por tuta e meia... e ainda bem). Outro ano fizemos estrelas em papel (com a técnica dos leques).

Depois subi de posto de passei a ser eu a tomar as decisões... Houve um ano que fiz pipocas, enfiei-as em fios e envolvi o pinheiro nelas, juntamente com umas maçãs (artificiais...) penduradas. Experimentem (a parte das pipocas)! Dá um bocadinho de trabalho mas fica muito giro!

Apesar de já estar habituada a, além de comprar, fazer decorações, e mesmo tendo uma caixa cheia delas, todos os anos, quando vejo coisas giras... compro! Até agora.

Este ano vou reutilizar algumas das decorações que já cá tenho: umas bolas, fitas e estrelas de "neve" e fazer outras, reutilizando!

Como tenho muitas revistas vou "repetir" as estrelas em leque...

... e fazer umas que aprendi com a minha priminha Beatriz, um origami bem simples mas que faz um efeito bonito:


Mais ideias, aproveitando "lixo":

com botões e com caricas (também se pode fazer com cápsulas nespresso)


com cd


com fundos de garrafas de plástico

e mais não faltará, é só dar asas à imaginação!


31 - Não comprar árvore de Natal, reutilizar a artificial


Quando éramos pequenos a nossa árvore de Natal era um ramo de pinheiro-bravo, proveniente dos cortes legais. Depois apareceram os pinheiros nórdicos, estrangeiros sim, mas que preenchiam muito melhor a nossa ideia infantil de um pinheiro de Natal. O meu pai comprava-os envasados. Durante o resto do ano ficavam no nosso pátio e depois, quando já estavam grandes demais para entrarem na sala (houve um ano que tocava mesmo no tecto!), plantávamo-los, primeiro, algures na "natureza", depois no terreno da casa que os meus pais compraram na aldeia. Alguns morreram decerto, mas neste momento lá em casa existem dois grandes e belos pinheiros.

Quando o meu irmão mais novo era bébé (a gatinhar e a começar a andar...) cheguei a fazer uma árvore de natal a partir de um aro de bicicleta (tenha pena de não ter tirado fotos) num ano, e noutro com colagens na parede.

No ano passado, o primeiro que eu e o Zé Manel passámos juntos, compramos, a contragosto, uma árvore artificial. Eu sei, não o devíamos ter feito, é de plástico. Mas a experiência que tinhamos da interacção das nossas gatas com o mundo vegetal dentro de portas não era nada positiva...

Este ano até estávamos a pensar experimentar um pinheiro natural, não muito grande, num vaso...

Mas já que cá temos este pinheiro artificial (que até faz um bom efeito), toca a reutilizá-lo!

Na internet encontram-se sugestões para todos os gostos. Aqui uma árvore feita a partir de garrfas de vidro verdes, aqui uma com cd, aqui e aqui a partir de livros usados, esta é feita com rolos de papel higiénico, esta utilizando almofadas. Nesta ideia é só utilizar a estante (e os respectivos livros) lá de casa. E mais ideias não faltam...

Eu apaixonei-me por esta:


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